CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1260 DE 19 DE JUNHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1260| 19 de junho de 2020

 

ABRAFRIGO 

PORTARIA CONJUNTA Nº 19, DE 18 DE JUNHO DE 2020

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 19/06/2020 | Edição: 116 | Seção: 1 | Página: 12

Órgão: Ministério da Economia/Secretaria Especial de Previdência e Trabalho

Estabelece as medidas a serem observadas visando à prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da COVID-19 nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano e laticínios. (Processo nº 19966.100565/2020-68). Leia mais no LINK:

http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-conjunta-n-19-de-18-de-junho-de-2020-262407973

 Novo “Refis” deve somar R$ 56 bi, diz governo

O governo estima que até 3,5 milhões de empresas e contribuintes possam aderir ao novo programa de renegociação de dívidas tributárias, lançado ontem, e que R$ 56 bilhões em débitos sejam renegociados

O programa, antecipado pelo Estadão/Broadcast e batizado como Transação Excepcional, só atenderá contribuintes que comprovem passar por dificuldades financeiras devido à pandemia da covid-19, mas permitirá que sejam incluídas dívidas anteriores à quarentena consideradas irrecuperáveis ou de difícil recuperação. Os descontos oferecidos pelo governo poderão chegar a 70% da dívida no caso de pessoas físicas, pequenas empresas e instituições de ensino. Para empresas em geral, serão de, no máximo, 50%. Segundo cálculos do governo, do total renegociado com os contribuintes, R$ 1,2 bilhão poderá ser arrecadado até o fim de 2020, possivelmente o ano mais difícil em termos de receita para a União. Nos dois anos seguintes, a arrecadação com o programa poderá chegar a R$ 7 bilhões. Em entrevista coletiva concedida ontem para apresentar o plano, técnicos do Ministério da Economia negaram se tratar de um Refis. Isso porque, em programas de renegociação de dívida anteriores, não havia a análise da situação econômica do contribuinte. “A Transação Tributária não é Refis, que concede benefício linear. A Transição Tributária tem esse viés mais refinado, avalia a situação de cada contribuinte”, disse o Procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano de Alencar.

Lei mais no link:

https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/06/18/novo-refis-deve-somar-r-56-bi-diz-governo.htm

 NOTÍCIAS 

Preços firmes no mercado do boi gordo

A oferta restrita de boiadas, que tem provocado um menor ritmo nos abates e a diminuição dos estoques de carne nas indústrias, e o cenário positivo das exportações são os fatores de firmeza no mercado do boi gordo, apesar da segunda quinzena do mês, período no qual naturalmente há uma desaceleração do consumo interno de carne bovina

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na última quinta-feira (18/6), em São Paulo, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$208,00, bruto e à vista ou R$205,00, descontados os impostos (Senar e Funrural) e à vista. Para o boi jovem até 30 meses, que atende à demanda chinesa, os negócios chegaram a R$215,00 por arroba. Para as fêmeas, vaca e novilha, as referências ficaram em R$190,00 e R$200,00, respectivamente, preços brutos e à vista.

SCOT CONSULTORIA 

Novo foco de covid-19 em Pequim faz China ampliar controle sobre carnes

Compradores passam a exigir novo ‘compromisso’ de frigoríficos exportadores do Brasil

Medidas adicionais de prevenção que estão sendo adotadas pelo governo chinês para combater o ressurgimento da codiv-19 em Pequim poderão afetar as exportações brasileiras de carnes, segundo relato enviado ao Itamaraty pela embaixada do Brasil no país asiático. Em decorrência das novas exigências, que geram mais custos e incertezas, alguns importadores da China já suspenderam compras e pediram que cargas já contratadas não sejam embarcadas, segundo a mensagem da embaixada brasileira em Pequim. Procurados, os grandes frigoríficos exportadores brasileiros preferiram não se manifestar. Fontes da indústria garantiram que ainda não há problemas com suspensões, porém, que de fato os chineses ficaram mais exigentes. Os compradores passaram a exigir dos exportadores a assinatura de um compromisso garantindo que a carne é livre de covid. Pesquisadores do Centro para Prevenção e Controle de Doenças (CPCD) chinês anunciaram que, segundo resultados preliminares, o vírus que voltou a se espalhar por Pequim seria de uma variedade que passou por mutação na Europa. O CPDC estuda a hipótese de que a contaminação tenha ocorrido por meio de salmão importado. Como medida preventiva, o Bureau Municipal para Regulação de Mercado anunciou que reforçará a inspeção de alimentos frescos e carnes congeladas. Por sua vez, vários municípios chineses determinaram a suspensão da importação e da comercialização de pescados e carne bovina vindos do exterior. O relato enviado a Brasília também diz que, segundo empresários brasileiros, a orientação fornecida pelo governo chinês a grandes empresas importadoras tem sido realizar testes de ácido nucleico em amostras de carnes importadas, durante o processo de desembaraço aduaneiro. A conclusão é que, a depender dos resultados da investigação sobre a origem da contaminação no mercado de alimentos de Pequim, as autoridades chinesas poderão impor restrições à importação de carnes brasileiras e/ou pedir mais informações sobre medidas preventivas adotadas pelos frigoríficos para evitar problemas. Em maio, a China absorveu 56,5% do volume dos embarques brasileiros de carne bovina, somando-se as entradas pelo continente e por Hong Kong, segundo dados compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo). Nesta sexta-feira autoridades chinesas farão inspeções virtuais em quatro frigoríficos brasileiros. Dois deles já estão habilitados a exportar ao país asiático, e dois estão na fila para começar a vender. Minerva Foods e JBS tem plantas entre as quatro que passarão pela inspeção — localizadas em Paranatinga (MT) e Iturama (MG), respectivamente.

VALOR ECONÔMICO 

Arroba do boi gordo chega a R$ 208 em São Paulo, aponta Safras

De acordo com a consultoria, a oferta restrita de animais e as escalas mais curtas dos frigoríficos continuam impulsionando as cotações

Os preços do boi gordo voltaram a subir na maioria das regiões de produção e comercialização nesta quinta-feira, 18. Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos continuam trabalhando com escalas de abate encurtadas, enquanto a disputa por animais que cumprem os requisitos para exportação à China permanece acirrada, principalmente em São Paulo. “No geral, a oferta de animais terminados segue restrita, fator que vai oferecendo um importante ponto de sustentação aos preços domésticos”, diz. Enquanto isso, ainda há algum otimismo em relação à demanda interna de carne bovina com o relaxamento das medidas de distanciamento social em alguns estados. “Mas o quadro segue complicado, com muitos pedidos de falência, altos índices de desemprego e de queda na renda do brasileiro médio”, pondera. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista subiram de R$ 206 para R$ 208 por arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 203, estáveis. Em Dourados (MS), foram de R$ 199 para R$ 200. Em Goiânia (GO), o preço continuou em R$ 200. Já em Cuiabá (MT), subiu de R$ 181 para R$ 182. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, permanece uma tendência de aumento pontual nos preços, apoiada na expectativa de reação no consumo doméstico. Já as exportações seguem com volumes expressivos, diante de um grande apetite por proteína animal brasileira por parte da China. A ponta de agulha ficou em R$ 11,55 o quilo, estável. O corte dianteiro permaneceu em R$ 12,25 por quilo, e o corte traseiro seguiu em R$ 13 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

ECONOMIA 

Real tem pior desempenho global com incerteza doméstica

O dólar fechou em forte alta ante o real nesta quinta-feira, terminando no maior patamar desde 1º de junho e não apenas revertendo a queda acumulada no mês como passando a subir, puxado pela combinação de exterior arisco e de noticiário local ainda inspirando cautela para o câmbio

O dólar à vista subiu 2,10%, a 5,3715 reais na venda. É o maior patamar desde 1º de junho (5,3843 reais) e o sétimo pregão consecutivo de alta. A volatilidade seguiu presente e intensa. Na máxima, a cotação saltou 2,44%, a 5,3893 reais, depois de chegar a cair 0,62%, a 5,2285 reais. O dólar reverteu a queda de 1,49% em junho até a véspera e passou a subir 0,58%. Na semana, a moeda ganha 6,46%. No ano, o dólar dispara 33,86%, o que mantém com folga o real na lanterna entre as principais divisas globais. Pares emergentes do real também mostraram firmes quedas. O peso mexicano cedia 2,1% no fim da tarde. Mas, de novo, a taxa de câmbio brasileira liderou as perdas globais, em meio a um fluxo de notícias do lado político que ainda dita cautela, um dia depois de o Banco Central sinalizar chance de novo corte da taxa básica de juros da economia, a Selic —que caiu na véspera a nova mínima recorde de 2,25% ao ano. O risco-país medido pelo CDS de cinco anos subiu nesta sessão, enquanto a inclinação da curva de juros —outra medida de risco— também mostrou alta, com expressivo ganho de prêmio nos contratos longos, estes mais associados ao cenário estrutural para a economia. O banco Crédit Agricole recomenda compra de dólar e mira a taxa de 5,650 reais, citando enfraquecimento do apetite por risco, consequências da pandemia, sinalização de mais afrouxamento monetário pelo Banco Central, maior tensão política em Brasília e incerteza sobre agenda de reformas. “O real já havia perdido status de moeda de carry, mas o BC continuar cortando o juro obviamente não ajuda”, disse o estrategista sênior para mercados emergentes Italo Lombardi. “É tanta incerteza no radar, incluindo fiscal, que você pode ver de novo o dólar sofrer um ‘overshooting’ para perto das máximas históricas”, disse.

O recorde de fechamento nominal para o dólar foi alcançado no último dia 13 de maio (5,9012 reais). Ante essa cotação, a moeda acumulou queda de 17,73% ao bater a mínima recente de 8 de junho (4,855 reais), mas desde essa data disparou 10,64%, reduzindo as perdas frente ao pico histórico para 8,98%.

REUTERS 

alta do Ibovespa um dia após BC levar Selic a 2,25%

O Ibovespa fechou em alta pelo terceiro pregão seguido na quinta-feira, com as ações do Itaú Unibanco entre as maiores contribuições positivas, além de nova redução na taxa básica de juros, com sinalização de mais um corte ‘residual’ à frente

A hesitação nos mercados no exterior, em meio a receios sobre nova onda de casos de Covid-19 quando as economias começam a reabrir, contudo, evitou uma sessão mais positiva.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,6%, a 96.125,24 pontos, chegando a superar os 97 mil na máxima da sessão. No pior momento, nos primeiros negócios, caiu a 94.697,53 pontos. O volume financeiro da sessão somou 27,77 bilhões de reais. Na véspera, o Banco Central corroborou perspectivas e reduziu ainda mais a taxa Selic, para 2,25% ao ano, movimento que tem estimulado migração de recursos para a bolsa, em busca de rendimentos mais elevados. A analista da XP Betina Roxo ressaltou em relatório a clientes que, pela primeira vez na história, o rendimento dos dividendos das empresas do Ibovespa supera a taxa básica de juros brasileira. No exterior, a sessão foi marcada por alguma hesitação, em meio ao aumento de novos casos de Covid-19 em alguns Estados norte-americanos, bem como dados mostrando que os pedidos de auxílio-desemprego permanecem elevados. O S&P 500 fechou praticamente estável. Além do cenário mais cauteloso no exterior, a cena política tensa teve novos eventos, com a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o que traz receios sobre a articulação política do governo.

REUTERS 

Atividade econômica do Brasil inicia 2º tri com queda de quase 10% em abril por vírus, mostra BC

A economia brasileira iniciou o segundo trimestre mostrando todo o impacto das medidas de contenção ao coronavírus com forte contração de quase 10% em abril do índice de atividade do Banco Central, renovando o recorde da série histórica

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou perdas de 9,73% em abril sobre março, em dados dessazonalizados informados pelo BC na quinta-feira. Isso renovou o recorde negativo na série histórica do IBC-Br iniciada em 2003, que havia sido registrado em março, quando o período de confinamento pela Covid-19 ainda não havia compreendido o mês todo. O BC revisou a queda de março sobre o mês anterior para 6,17%, de 5,90% divulgado anteriormente. Na comparação com abril de 2019, o IBC-Br apresentou perda de 15,09% e, no acumulado em 12 meses, teve queda de 0,52%, segundo números observados. “Embora a pandemia ainda precise ser controlada, dados recentes e algumas de nossas métricas sugerem que a atividade pode ter atingido o ponto mais baixo e alcançado um ponto de infexão em meados de maio”, avaliou em nota o economista do Goldman Sachs Alberto Ramos. “A informação sobre a atividade real melhorou ligeiramente em maio, um processo que esperamos que continuem julho e acelere no terceiro trimestre…”, completou. No primeiro trimestre, o PIB encolheu 1,5% sobre os três meses anteriores, mais forte retração desde 2015, de acordo com dados do IBGE. A produção da indústria brasileira despencou 18,8% em relação a março, queda mais forte na série histórica iniciada em 2002. As vendas no varejo tiveram as maiores perdas em 20 anos em abril, de 16,8%, enquanto o volume de serviços caiu 11,7% na comparação com o ano anterior, recorde para o setor. A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostra que o mercado já prevê contração de 6,51% para a economia este ano, passando a um crescimento de 3,50% em 2021.

REUTERS 

EMPRESAS 

Minerva fecha contrato de prestação de serviço com frigorífico paraguaio

Empresa brasileira fortalece presença no país vizinho, onde já é lider em carne bovina

A Minerva Foods fechou um contrato de prestação de serviços com o frigorífico paraguaio Frigonorte, apurou o Valor. Procurada, a Minerva não comentou. O Frigonorte vai fornecer carne bovina para a Minerva, que será responsável pela venda dos produtos. O contrato tem validade de um ano. A Minerva já tem forte atuação no Paraguai. O grupo brasileiro, que registrou receita líquida total de R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre, é o maior produtor de carne e o maior exportador do país vizinho. O acordo com a Minerva pode dar algum fôlego para o Frigonorte, que está parado e enfrenta dificuldades financeiras — pecuaristas e bancos estão sem receber da empresa paraguaia. O acordo de prestação de serviços firmado entre Minerva e Frigonorte ocorre após a Marfrig avaliar a aquisição da empresa paraguaia, mas desistir após encontrar problemas na diligência. A aquisição marcaria a entrada da Marfrig no Paraguai. O Frigonorte está localizado em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Mato Grosso do Sul, e faturava cerca de US$ 150 milhões antes dos problemas financeiros. A crise da empresa paraguaia ocorreu após o envolvimento de um dos sócios da empresa com as investigações que ocorrem no Brasil contra o doleiro paraguaio Dario Messer.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS 

China suspende importação de carne suína de unidade alemã após surto de Covid-19

A China suspendeu importações de carne suína provenientes de uma unidade de processamento que pertence à alemã Toennies, mostraram documentos alfandegários na quinta-feira, um dia depois de a empresa relatar um surto de coronavírus entre trabalhadores da fábrica

A Toennies disse na quarta-feira que paralisou o abate em uma de suas plantas após cerca de 400 funcionários testarem positivo para o vírus. A Administração Geral de Alfândegas da China atualizou uma lista de frigoríficos aprovados para exportar ao país nesta quinta-feira para indicar que a unidade da Toennies em Rheda Wiedenbrück foi suspensa. A Toennies não estava imediatamente disponível para comentários. A China reforçou as inspeções de carnes importadas nesta semana, depois de um novo surto de infecções pelo coronavírus ser relacionado ao enorme mercado atacadista de Xinfadi, em Pequim. A suspensão das importações provenientes da unidade alemã pode indicar um risco para outros exportadores, incluindo grandes fornecedores da China, como Brasil e Estados Unidos, onde houve registros de surtos da Covid-19 entre trabalhadores de frigoríficos. “Agora isso parece ser um fator real de risco para os EUA, Brasil ou outros exportadores. Evitar a reincidência da Covid-19 tem prioridade sobre o controle da inflação da carne”, disse Darin Friedrichs, analista sênior da INTL FCStone, em nota.

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Brasil deverá manter fortes exportações de carne suína para China após crise

Exportadores brasileiros esperam manter o forte ritmo de exportações de carne suína para a China no longo prazo, mesmo que o país asiático retome o alto nível de produção verificado antes da crise da peste suína africana, disseram especialistas do setor em webinar promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quinta-feira (18).

A China não deve retomar os níveis de produção de suínos verificados antes da crise da peste suína africana em menos de dois anos, segundo avaliação do especialista em assuntos do Agro na China, José Mário Antunes. O número de suínos prontos para abate na China caiu de 700 milhões de animais em 2017 para 500 milhões em 2020. “Houve uma quebra de estoque de animais na China muito grande e, com isto, também a produção acabou sendo afetada diretamente”, disse ele. “Independentemente de a China retomar, o que não deve ser em menos de dois anos, o consumo deve crescer.” Antunes disse que a carne suína é a proteína animal preferida dos chineses. O consumo per capita atual no país asiático, de 45 quilos por ano, é três vezes maior que no Brasil. “Deve aumentar o consumo e o Brasil vai ter sempre uma posição de destaque (como exportador)”, disse ele. O especialista também vê possibilidade de que a China eventualmente aceite um sistema de prelisting para habilitação de plantas frigoríficas brasileiras, conduzido pelo Ministério da Agricultura, o que agilizaria o processo. O diretor executivo da ABPA, Ricardo Santin, disse que é importante considerar se a China irá optar por retomar o seu nível de produção anterior à crise, de 54 milhões de toneladas de carne suína por ano, ou se preferirá importar parte desta produção de outros países.

CARNETEC 

Valorizações no mercado de suínos

As cotações dos suínos finalizaram a terceira semana de junho com valorização nas granjas e no atacado em São Paulo

No atacado, a carcaça está cotada, em média em R$7,20 por quilo, uma alta semanal de 2,9%. Já o animal terminado está cotado, em média, em R$89,50 por arroba nas granjas paulistas, um aumento de 2,9% na comparação com a semana anterior. Com relação às exportações brasileiras, até a segunda semana de junho o desempenho foi positivo. O volume médio embarcado de carne suína in natura cresceu 52,3% na comparação com à média de igual período de 2019 (Secex).

SCOT CONSULTORIA 

INTERNACIONAL 

Austrália pode reduzir em 22% exportação de carne bovina no ciclo 2020-2021

Estima-se que a produção de carne bovina no país caia 17% em 2020-2021, para 1,9 milhão de toneladas

O volume de exportações de carne bovina da Austrália pode cair 22% na temporada 2020-2021, para 995 mil toneladas, em linha com a previsão de queda na produção, segundo relatório da Agência Australiana de Agricultura, Recursos Econômicos e Ciências (Abares), divulgado no início desta semana. Em receita, a queda nos embarques deverá ser de 19% no ciclo 2020-21, para 8,9 bilhões de dólares australianos, segundo a Abares. Estima-se que a produção australiana de carne bovina caia 17% em 2020-21, para 1,9 milhão de toneladas. O rebanho bovino australiano permanece em seu menor patamar dos últimos 30 anos, atualmente estimado em 21,1 milhões de cabeças – o menor desde 1989-1990. O menor plantel de bovinos e o atual processo de retenção de fêmeas para a reconstrução do plantel bovino restringirão a produção e as exportações de carne bovina no curto prazo, de acordo com estimativa da Abares. No entanto, nos próximos 12 meses (até junho de 2021), a agência espera que o rebanho bovino aumente para 21,5 milhões de cabeças. Estima-se que as taxas de abate de fêmeas continuem caindo ao longo de 2020, à medida que a reconstrução do rebanho ganha impulso, relata a Abares. No entanto, acrescenta a agência, o ritmo de reconstrução do rebanho será limitado em alguns casos pelo alto preço dos animais para reposição e pelo fluxo de caixa limitado após anos de seca. Os dados até março de 2020 indicam que o impacto geral da Covid-19 nas exportações de carne bovina da Austrália foi pequeno, diz a Abares. Os valores médios dos cortes australianos de exportação foram 5% mais altos no primeiro trimestre de 2020 em comparação com o trimestre anterior e 16% maiores que o mesmo trimestre do ano passado.

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