CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1259 DE 18 DE JUNHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1259| 18 de junho de 2020

 

NOTÍCIAS 

Mercado do boi gordo com escalas de abate enxutas

A quantidade de negócios, de maneira geral menor, diminuiu o nível dos estoques dos frigoríficos

Esse quadro, resultou em pressão positiva sobre o preço da arroba do boi gordo na maior parte das praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria. Em São Paulo, a cotação do boi gordo comum subiu 0,5% na última quarta-feira (17/6) na comparação dia a dia, ou R$1,00/@, e ficou cotada em R$210,00/@, considerando o preço bruto, a prazo, R$209,50/@, com desconto do Senar, e R$207,00/@ com desconto do Funrural e Senar. Apesar de estarmos na segunda quinzena do mês, cujo consumo de carne bovina é menor, da baixa disponibilidade de boiadas, e com as escalas de abate encurtando, as expectativas são de firmeza para a cotação do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo tem alta de R$ 2 por arroba na maioria das regiões, diz Safras

Em São Paulo, por exemplo, os negócios chegaram a R$ 206 nesta quarta-feira, 17. Segundo consultoria, frigoríficos estão com escalas de abate apertadas

Os preços do boi gordo voltaram a subir na maioria das regiões de produção e comercialização nesta quarta-feira, 17. Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos estão com escalas de abate apertadas em grande parte do país, e a dificuldade a aquisição de lotes com qualidade superior, destinada ao mercado chinês, acentua o encurtamento da programação. “As exportações de carne bovina aceleraram a segunda semana de junho, com expectativa de que o restante do mês se mantenha com um grande volume de embarques”, diz. Enquanto isso, o avanço da Covid-19 em Mato Grosso deixa o mercado em alerta, com medidas de restrição mais duras sendo adotadas em alguns municípios. “Mas, até o momento não há notícias de grande impacto sobre as unidades frigoríficas no estado”, informa. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 204 para R$ 206 a arroba. Em Uberaba (MG), foram de R$ 201 para R$ 203. Em Dourados (MS), subiram de R$ 197 para R$ 199. Em Goiânia (GO), permaneceram em R$ 200. Já em Cuiabá (MT), foram de R$ 179/R$ 180 para R$ 181. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, as exportações seguem em alto nível, mantendo a oferta doméstica equilibrada. A China é o grande diferencial para o setor carnes brasileiro neste momento, com uma atuação bastante efetiva. A ponta de agulha ficou em R$ 11,55 o quilo, estável. O corte dianteiro permaneceu em R$ 12,25 por quilo, e o corte traseiro seguiu em R$ 13 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mato Grosso do Sul: piora na relação de troca para o recriador

A demanda aquecida e a oferta limitada de animais para reposição têm dado força às cotações no estado

Tomando o início do ano como referência, considerando a média de todas as categorias de animais para reposição, a valorização foi de 18,9%. Já o boi gordo neste mesmo intervalo subiu 0,7%. A alta maior nos preços dos animais de reposição em relação à variação no mercado do boi gordo piorou o poder de compra do recriador em 15,3% no período, considerando a média de todas as categorias monitoradas.

SCOT CONSULTORIA 

ECONOMIA 

Dólar engata 6ª alta seguida com atenções a Copom

O dólar fechou em alta contra o real pelo sexto pregão consecutivo na quarta-feira, puxado pela força da moeda no exterior e por aumento de expectativas de que o Banco Central deixará a porta aberta para mais cortes da Selic

Do lado do câmbio, chances de mais cortes da Selic até o fim do ano corroboram perspectivas de um real ainda pressionado, já que podem estender a queda nos diferenciais de juros entre o Brasil e o mundo. Ou seja, o país passa a oferecer menos retorno apesar de nível de risco (medido pelo CDS) sem queda visível. “Nosso cenário-base é que o BC deixa a porta aberta sem compromisso explícito de cortar”, disseram analistas do Citi em nota. “O real ainda corre o risco de ter um desempenho pior, embora o corte (desta noite) esteja no preço. O câmbio é prejudicado por seu papel como moeda de financiamento e hedge durante períodos de força do dólar, bem como pelo agravamento da situação de pandemia no Brasil”, completaram. No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas apreciava 0,1% no fim da tarde, com queda de divisas emergentes, após o chair do banco central dos EUA, Jerome Powell, voltar a citar pontos de cautela sobre a retomada da economia norte-americana. Aumento de novos casos de Covid-19 nos EUA e na China e tensões geopolíticas na Ásia alimentaram ao longo do dia demanda por ativos considerados seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano. O dólar spot subiu 0,55%, a 5,261 reais na venda. Em seis sessões, saltou 8,36%.

Na B3, o dólar futuro avançava 0,16%, a 5,2570 reais, às 17h12.

REUTERS 

Ibovespa amplia ganhos e supera 95 mil pontos

A JBS ON subiu 3,85%, após a agência Fitch elevar o rating de longo prazo da empresa. No setor, BRF ganhou 1,76%, enquanto MARFRIG ON caiu 0,76% e MINERVA ON desvalorizou-se 3,66%

O Ibovespa apresentou movimento positivo na quarta-feira, após o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que o governo voltará às reformas nos próximos 60 a 90 dias, com investidores ainda aguardando decisão de política monetária do Copom. O principal índice da bolsa paulista subiu 2,16%, a 95.547,29 pontos. O volume financeiro somou 69,44 bilhões de reais, em sessão marcada pelo vencimento de opções do índice. Guedes afirmou que retomará o projeto liberal que persegue após ter paralisado seu programa estrutural para se dedicar às ações emergenciais de enfrentamento ao coronavírus. “Agora estamos finalizando os programas emergenciais e vamos voltar para as nossas reformas, e nos próximos 60, 90 dias nós vamos acelerar”, completou o Ministro. Para Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, as declarações de Guedes trazem uma leitura mais benigna do mercado do quadro interno nacional. “A gente começa a ver o governo capitalizando esse alinhamento com o centrão para conseguir aquilo que o mercado quer ver, que são as reformas”, afirmou. Ainda na quarta-feira, o Banco Central deve reduzir a taxa básica de juros para a mínima recorde de 2,25% ao ano, ampliando o esforço emergencial para revigorar a atividade econômica prejudicada pela pandemia de coronavírus. A expectativa do mercado está mais focada no comunicado do BC, se sinaliza o fim do ciclo de redução nos juros ou deixa o caminho aberto para outro corte já na próxima reunião, afirmou Arbetman.

REUTERS

Banco Central reduz Selic a 2,25% e abre porta para eventual corte à frente

O Banco Central cortou na quarta-feira a Selic em 0,75 ponto, num passo alinhado com expectativa majoritária do mercado e que levou os juros básicos à nova mínima histórica de 2,25% ao ano, ao mesmo tempo em que deixou aberta a porta para nova redução “residual” à frente, condicionada à avaliação do cenário

Segundo o BC, os próximos passos vão depender de novas informações sobre o efeito da pandemia de coronavírus, além de uma diminuição das incertezas com relação à trajetória das contas públicas no Brasil. “Para as próximas reuniões, o Comitê (de Política Monetária) vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”, disse o BC, em seu comunicado. “No entanto, o Copom segue atento a revisões do cenário econômico e de expectativas de inflação para o horizonte relevante de política monetária”, acrescentou. A comunicação indica uma inflexão em relação à postura adotada em maio, quando o BC também reduziu a Selic em 0,75 ponto, mas antecipando que o ajuste neste mês deveria ser seu último. Para o analista da Rio Bravo Luis Bento, o comunicado acabou mostrando que, em matéria de política monetária, “não faz muito sentido se prender a uma decisão de antemão”. A mudança de sinalização do BC vem em meio aos profundos impactos do surto de Covid-19 na economia brasileira. Indicadores mais recentes do varejo em abril corroboram a leitura do avassalador baque sofrido pela atividade, numa mostra de que o Produto Interno Bruto (PIB) deve sofrer um mergulho profundo no segundo trimestre. A respeito do PIB, a autoridade monetária ressaltou que o resultado do primeiro trimestre confirmou a maior queda observada desde 2015. “Indicadores recentes sugerem que a contração da atividade econômica no segundo trimestre será ainda maior. Prospectivamente, a incerteza permanece acima da usual sobre o ritmo de recuperação da economia ao longo do segundo semestre deste ano”, completou. Segundo o BC, a conjuntura segue prescrevendo estímulo monetário “extraordinariamente elevado”, mas o espaço que ainda resta para tanto é “incerto e deve ser pequeno”. “O Comitê avalia que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade, são decisivas para determinar o prolongamento do estímulo”, pontuou.

REUTERS

Setor de serviços do Brasil despenca 11,7% em abril e tem novas perdas recordes por pandemia

O segundo trimestre começou com novas perdas recordes para o setor de serviços brasileiro em abril devido ao fechamento dos negócios para contenção do coronavírus, com forte impacto da queda em transportes e maior perda de receita em hotéis e restaurantes

O volume de serviços em abril caiu 11,7% na comparação com o ano anterior, informou na quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o recuo mais forte desde o início da série histórica em janeiro de 2011 e marcou a terceira taxa negativa seguida, período em que as perdas acumuladas foram de 18,7%. Em março, quando as medidas de isolamento social ainda não tinham impactado o mês inteiro, as perdas foram de 7,0%, em dado revisado pelo IBGE após divulgar queda de 6,9%, número que já havia sido recorde na série histórica iniciada em janeiro de 2011. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume do setor teve recuo de 17,2%, segunda queda seguida. “É recorde sobre recorde por conta dos efeitos da pandemia. Março teve efeito em 10 dias e agora foram 30 dias de atividades econômicas sendo atingidas com menos serviços, comércio e pessoas nas cidades”, destacou o Gerente da Pesquisa, Rodrigo Lobo. Todas as atividades de serviços pesquisadas tiveram quedas recordes, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, cujo volume despencou 17,8% e representou o maior impacto negativo no mês. A atividade de serviços sofreu contração de 1,6% no primeiro trimestre, o que teve forte influência na queda de 1,5% do PIB nos três primeiros meses do ano, já que exerce forte peso sobre a atividade.

REUTERS 

Crédito do Plano Safra 20/21 cresce 6% para R$236,3 bi, mas juro decepciona

O governo brasileiro anunciou nesta quarta-feira um recorde de 236,3 bilhões de reais em recursos para financiamentos pelo Plano Safra 2020/21, alta de 6,1% em relação ao montante da temporada passada, enquanto os juros recuaram, mas não no patamar que esperava o setor agropecuário

Para a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, “a agropecuária brasileira será um dos principais motores da retomada econômica após a Covid-19, que impôs uma situação dramática, nunca vista, em esfera global”. Do total, 179,38 bilhões de reais serão destinados ao custeio e comercialização (5,9% acima do valor da safra passada) e 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura (aumento de 6,6%). Os pequenos produtores rurais terão 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização. Na temporada anterior, as taxas eram de 3% a 4,6% ao ano. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), as taxas de juros são de 5% ao ano (custeio e comercialização), ante tarifas de 6% no último Plano Safra. Para os grandes produtores, a taxa de juros será de 6% ao ano, ante 8% no ciclo anterior. Somente o programa para financiamento de máquinas e implementos agrícolas Moderfrota terá juros de 7,5% ao ano, ante 8,5% ao ano na safra passada. Pelo PCA, plano para incentivar a construção de armazéns nas propriedades, foram disponibilizados 2,2 bilhões de reais. No financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5% ao ano. O Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), principal linha para técnicas sustentáveis, terá 2,5 bilhões de reais em recursos com taxa de juros de até 6% ao ano, uma ampliação de 400 milhões de reais. O ministério destacou ainda que, na safra 2020/21, os produtores terão acesso à linha ABC Ambiental, com recursos para restauração florestal, voltada para contribuir com a adequação das propriedades rurais ao Código Florestal, cuja taxa de juros é de 4,5% ao ano. Os financiamentos podem ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021, informou a pasta.

REUTERS

EMPRESAS 

Fitch eleva ratings da JBS, espera impacto do coronavírus no 2º tri

A Fitch Ratings elevou a classificação dos ratings da JBS de “BB” para “BB+”, com perspectiva estável, para refletir a resiliência dos negócios da companhia e os fundamentos de médio prazo, segundo comunicado divulgado pela agência na terça-feira (16)

A melhora na classificação também reflete o refinanciamento da dívida implementado no ano passado, que reduziu o custo de capital e alongou o perfil de vencimento da dívida, além da forte liquidez e fluxo de caixa livre. A Fitch também considera que a JBS tem um nível moderado de endividamento em 2020 apesar dos desafios operacionais e fracas condições econômicas impactadas pela pandemia do novo coronavírus. A pandemia deverá ter um impacto negativo no desempenho da companhia no segundo trimestre deste ano, no segmento de carne de frango, segundo a Fitch. “A Fitch espera que a companhia gere mais de US$ 1 bilhão em fluxo de caixa livre em 2020”, disse a agência.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Produção de carne de frango deve crescer 2,4%, aponta FAO

As perspectivas de produção para 2020 podem se tornar melhores

De acordo com o Relatório Semestral sobre Mercados Globais de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a previsão é de que a produção mundial de carne de aves atinja 137 milhões de toneladas em 2020, 2,4% a mais do que em 2019. Os aumentos são esperados na China, UE e Reino Unido, Brasil e México. No entanto, as perspectivas de produção para 2020 podem se tornar melhores se os esforços para persuadir os países asiáticos, especialmente China, Japão e República da Coréia, a importar mais carne de frango sejam bem-sucedidos. Nos EUA, a queda nas vendas de serviços de alimentação e a escassez de mão-de-obra levaram o setor a reduzir os planos de expansão e reduzir a participação na produção de grandes aves de capoeira preferidas pelos serviços de alimentação. Também é relatado que os requisitos para manter distâncias do espaço de trabalho nas plantas de processamento têm uma eficiência de processamento de carne reduzida, contribuindo para um declínio na produção. Quanto ao comércio mundial de carne de aves a organização prevê que o comércio mundial de produtos avícolas atinja 14 milhões de toneladas em 2020, um pouco abaixo (0,3%) em relação a 2019, em contraste com o crescimento de 2,9% registrado em 2019. Após quatro anos de aumentos ininterruptos, essa perspectiva bastante negativa resultaria em grande parte de as importações em queda previstas pelos principais compradores dos países, incluindo África do Sul, Cuba e Arábia Saudita, praticamente todas compensadas pelas maiores compras esperadas da China, México e Japão. Atualmente, as importações da China devem crescer 17% em 2020, em comparação com um aumento de 25% no ano passado, devido à demanda sustentada dos consumidores.

A estagnação prevista nas importações globais de carne de aves provavelmente terá um efeito negativo em vários exportadores tradicionais, especialmente Tailândia, Turquia e Argentina. Por outro lado, os EUA, o Brasil e a Bielorrússia provavelmente verão suas exportações de carne de aves crescerem.

AVICULTURA INDUSTRIAL 

INTERNACIONAL 

Produção mundial de carne sofrerá uma queda de 1,7%, segundo a FAO

A produção total de carne no mundo diminuirá 1,7% em 2020, devido a doenças animais, distúrbios do mercado relacionados ao COVID-19 e os efeitos persistentes das secas, segundo previsões da agência das Nações Unidas Unidos pela Alimentação e Agricultura (FAO) 

Estima-se que a produção total mundial de carne em 2020 caia para 333 milhões de toneladas – equivalente em peso da carcaça -, sendo 1,7% menor que no ano passado, marcando o segundo ano consecutivo de declínio. Espera-se uma queda acentuada na produção mundial de carne suína, concentrada em grande parte nos países asiáticos afetados pela peste suína africana, reduzindo esse tipo de produção em 8% para 101 milhões de toneladas, mas também carne bovina , especialmente nos Estados Unidos e na Austrália, o que causaria uma queda de 0,8% na produção para 72 milhões de toneladas. Por sua vez, a produção mundial de carne de aves crescerá 2,4% para 136,8 milhões de toneladas e as ovelhas crescerão 0,9% para 16,2 milhões de toneladas, segundo um estudo da FAO. A taxa de expansão de todos os setores de carne foi afetada negativamente por perturbações do mercado para o COVID-19, agravando os efeitos de doenças animais. Prevê-se que o comércio internacional de carne cresça para 37 milhões de toneladas em 2020, 2,4% a mais em relação ao ano anterior, mas consideravelmente mais lento que os 6,8% registrados em 2019. Essa lentidão deve-se em grande parte à possível redução do consumo mundial de carne, consistente com as expectativas de recessões econômicas generalizadas. Também é provável que limitações no transporte e acumulação nos portos retardem o crescimento do comércio mundial de carne. A análise da FAO prevê que a China proporcionará grande parte do momento comercial, visto que as importações aumentam 24% em relação ao ano anterior. A demanda por importações de carne será atendida principalmente por meio do aumento das exportações do Brasil, Estados Unidos, UE e Reino Unido. A combinação de problemas econômicos relacionados ao COVID-19, gargalos logísticos e um forte declínio na demanda do setor de serviços de alimentação devido a bloqueios, levou a uma queda global na demanda de importação, causando uma redução nos preços internacionais, medidas pelos Preços do Índice de Carne da FAO. A maior queda é registrada no preço da carne de ovelha, seguida pela de aves, suínos e bovinos. A queda nas vendas no canal de food service levou a um aumento no estoque de carne, principalmente nas categorias premium, diminuindo os preços internacionais do produto.

El País Digital 

Unidade de abate na Alemanha suspende operação e escolas fecham após 400 casos de Covid

Cerca de 400 trabalhadores testaram positivo para o novo coronavírus em um abatedouro no norte de Alemanha, o que levou ao fechamento de escolas locais e à abertura de uma investigação urgente, disseram autoridades nesta quarta-feira

Uma das maiores processadoras de carne da Alemanha, a Toennies disse que parou os trabalhos na unidade na quarta-feira e que está fechando a instalação em etapas. O governo local de Gutersloh, onde a unidade está localizada, disse que irá fechar escolas e jardins de infância a partir de quinta-feira como medida de precaução. A Alemanha, que tem visto relativo sucesso em seus esforços para conter o vírus, anunciou em maio um aperto nas regras para o funcionamento de unidades de abate. O país decidiu banir a contratação de terceirizados via agências para as atividades de processamento de carne após uma série de surtos de Covid-19 em frigoríficos, segundo o ministro do Trabalho, Hubertus Heil. A Toennies disse em comunicado que a reabertura da instalação dependerá de decisão das autoridades. Os testes positivos foram registrados na sequência de um amplo programa de testagem em suas 19 unidades na Alemanha, disse a empresa. Testes em outras plantas não encontraram sinais do vírus e a produção nelas está mantida, acrescentou a companhia. Diversos frigoríficos pelo mundo têm visto as operações serem suspensas devido ao coronavírus, incluindo unidades nos EUA.

REUTERS

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