CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1236 DE 15 DE MAIO DE 2020

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Ano 6 | nº 1236| 15 de maio de 2020

 

ABRAFRIGO

ACOMPANHAMENTO DAS PROPOSTAS apresentadas pela Confederação Nacional da indústria(CNI)

Veja no link:

https://drive.google.com/open?id=1LS7MfGgsOxqWqk5C5mFJP0BoYoV1PFv4

 

NOTÍCIAS

Queda no preço do boi gordo em São Paulo

O aumento crescente da oferta de boiadas terminadas, mesmo que lentamente, deu fluidez aos negócios. Boa parte dos frigoríficos paulistas conseguiu alongar as escalas de abate 

Diante desse quadro, a cotação do boi gordo caiu 0,5%, ou R$1,00/@ na última quinta-feira (14/5), e ficou em R$193,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$192,50/@, com desconto do Senar, e R$190,00/@ com desconto do Funrural e Senar. Para os frigoríficos habilitados para o mercado chinês, as ofertas de compra chegaram a R$200,00 por arroba, à vista e bruto, considerando o macho terminado com no máximo trinta meses. Diante da prorrogação das medidas de isolamento social em boa parte dos estados, associada à proximidade da segunda quinzena do mês, período normalmente de queda de consumo, não há um horizonte positivo de melhoria de consumo no mercado doméstico no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Abates de bovinos caíram 9,2% no primeiro trimestre, aponta IBGE

Frigoríficos brasileiros processaram 7,2 milhões de animais entre janeiro e março

Os abates de bovinos no país totalizaram 7,2 milhões de cabeças no primeiro trimestre, queda de 9,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2019, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme o IBGE, os frigoríficos brasileiros produziram 1,82 milhão de toneladas de carcaças bovinas no primeiro trimestre de 2020, retração de 6,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Por outro lado, os abates de frangos e suínos aumentaram no primeiro trimestre, mostrou o IBGE. Entre janeiro e março, foram abatidas 1,51 bilhão de cabeças de frango, aumento de 4,8% em relação ao mesmo trimestre de 2019; e alta de 2,5% na comparação com o quarto trimestre de 2019. Na pesquisa trimestral, o IBGE informou que o peso acumulado das carcaças de frango abatidas atingiu 3,47 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2020. Esse número é 3,3% superior em relação ao primeiro trimestre de 2019. Na comparação com quarto trimestre do ano passado, houve alta de 2%. No caso dos suínos, os abates no Brasil somaram 11,87 milhões de cabeças no primeiro trimestre. Trata-se de um incremento de 5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação com quarto trimestre de 2019, houve recuo de 0,2%. Ainda segundo o IBGE, o peso acumulado das carcaças de suínos abatidos atingiu 1,06 milhão de toneladas no primeiro trimestre, crescimento de 7,5% em relação ao primeiro trimestre de 2019 e de 0,6% em comparação com o quarto trimestre do ano passado.

VALOR ECONÔMICO 

Mais uma semana de alta da carne bovina no atacado

Após a maior demanda por carne bovina devido ao Dia das Mães, a compra para reposição das gôndolas trouxe valorização do produto na última semana no atacado

Na cotação semanal, houve alta de 1% na média dos cortes pesquisados pela Scot Consultoria e na comparação mensal, a variação foi de 2,4%. Com a procura por cortes nobres, a demanda por peças do traseiro bovino aumentou, apontando para a maior valorização da semana, registrando alta de 1,7%.

SCOT CONSULTORIA 

Resistente à pandemia, preço do boi poderá ganhar força no 2º semestre

Oferta restrita pode levar cotação ao nível recorde de 2019, segundo analistas

A oferta restrita de boi gordo e a demanda aquecida da China pela carne bovina brasileira conseguiram segurar as cotações do gado mesmo com a pandemia da covid-19 e seus reflexos negativos sobre o consumo doméstico – especialmente para os cortes mais nobres. Analistas consultados pelo Valor avaliam que os preços do boi gordo ganharão força no segundo semestre, quando a piora sazonal dos pastos já costuma reduzir a oferta. Além disso, a tendência é que os pecuaristas enviem menos animais para os confinamentos – sistema intensivo de engorda com alimentação baseada em grãos. No Brasil, a oferta de gado de confinamento se concentra no segundo semestre – em geral, 15% do gado abatido de junho a dezembro vem do sistema intensivo, de acordo com estimativas do setor. Para os confinadores, o problema é que os custos com ração e boi magro estão altos e o preço do boi gordo no mercado futuro da B3 é pouco atraente para as operações de hedge, disse Lygia Pimentel, Sócia-Diretora da consultoria Agrifatto. O momento também é de maior volatilidade, o que encarece a compra de opções na bolsa e exige mais caixa para os ajustes diários no mercado futuro, explicou Lygia, autora de um livro recém-lançado sobre o hedge para pecuaristas. Em entrevista ao Valor, o analista César Castro Alves, do Itaú BBA, admitiu ter ficado surpreso com o nível de resistência dos preços do boi gordo, sobretudo quando se considera que a fraqueza do mercado interno fez forte pressão sobre as cotações de frangos e suínos, que recuaram mais de 20% no mês passado – nas primeiras duas semanas de maio, as cotações ensaiaram uma recuperação. No caso do boi gordo, o preço médio ficou estável. No Estado de São Paulo, referência para o restante do país, o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 199,56 por arroba em abril, leve baixa de 0,3% ante o mês anterior, mas alta de quase 27% na comparação anual. No acumulado de maio, a cotação média do boi gordo está em R$ 200,16, ligeiro aumento de 0,3%. Na avaliação de Alves, a diferença de comportamento entre as proteínas está relacionada ao cenário de oferta, restrita para o boi e ampla para aves e suínos – ao menos neste primeiro semestre. Nesse cenário, os abates estão caindo, o que reduz a oferta de carne bovina, segurando o preço do produto também ao consumidor. Ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que os frigoríficos do país abateram 7,2 milhões de bovinos no primeiro trimestre, queda de 9,2% na comparação com o mesmo período de 2019. Os abates de frangos e suínos cresceram 4,8% e 5%, respectivamente.

VALOR ECONÔMICO 

Mercado de sêmen cresce acima de 20% no primeiro trimestre de 2020

Demanda por material genético é a maior dos últimos três anos e mostra pecuarista disposto a investir

No primeiro trimestre de 2020, o setor de genética brasileira baseada em sêmen bovino viu o movimento aumentar, na comparação com os três primeiros meses de 2019. O mercado total de sêmen, para raças de corte e de leite, foi de 4,427 milhões de doses, ante 3,597 milhões. O crescimento foi de 23,1%. Esses dados representam o volume de doses produzidas pelas centrais e também os serviços prestados aos pecuaristas. O total de doses vendidas foi de 3,623 milhões de partidas, 22,6% acima do primeiro trimestre de 2019. Os dados da Asbia mostram, também, um crescimento das importações de sêmen de raças de corte. Elas somaram 990,5 mil doses neste ano, ante 779,5 mil em 2019, e 412,8 mil em 2018. A entidade não divulgou quais raças puxaram o desempenho, mas é o angus que se destaca nesse mercado. No caso das leiteiras, puxadas pela raça holandesa, as compras foram de 1 milhão de doses neste ano, ante 841,2 mil no ano passado e 691,7 mil em 2018.

PORTAL DBO 

ECONOMIA 

Dólar bate recorde perto de R$6, mas vira e fecha em queda com BC

O dólar fechou em firme queda de mais de 1% na quinta-feira, numa sessão marcada por volatilidade e pela aproximação da moeda da marca de 6 reais pela manhã, movimento contido pela melhora externa e por duas intervenções do Banco Central no mercado de câmbio

Wall Street se recuperou ao longo da tarde e fechou em alta, após queda mais cedo. O dólar à vista caiu 1,37%, a 5,8202 reais na venda. A moeda ascendeu ao longo das duas primeiras horas de pregão até bater a máxima recorde intradia de 5,9725 reais (+1,21%) às 11h05. Às 11h15, o BC anunciou o primeiro leilão do dia —oferta de até 1 bilhão de dólares em contratos de swap cambial, dos quais vendeu 890 milhões de dólares. A cotação imediatamente perdeu força e assim ficou até por volta de 14h30, quando as compras retornaram e fizeram novamente o dólar superar os 5,92 reais perto das 16h. O BC, então, anunciou leilão de dólar à vista, colocando um total de 520 milhões de dólares. No total, o BC vendeu 1,410 bilhão de dólares, acima dos 880 milhões de dólares da véspera. Analistas, contudo, seguem céticos quanto a uma melhora significativa no mercado. “Você não tem referência de preço hoje. Antes se falava de 4 reais, de 4,20, de 4,50, de 5 reais. Agora, não há a que (cotação) se apegar”, disse Roberto Serra, Gestor Sênior de câmbio da Absolute Investimentos. Ele chama atenção para o menor volume de negócios do mercado primário —por onde passa dinheiro “novo”. Nas oito primeiras sessões de maio, a média diária de negociação está em 865,5 milhões de dólares, 20% abaixo do mesmo período do ano passado. “O fluxo está menor, então qualquer movimentação acaba fazendo preço”, disse. O real deprecia 31,05% neste ano, pior desempenho entre seus principais rivais, enquanto outros ativos brasileiros também sofrem diante do aumento da desconfiança de investidores estrangeiros com a situação econômica, política, fiscal e de saúde do país.

REUTERS 

Ibovespa fecha a 79 mil pontos em sessão volátil

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, seguindo a reação em Wall Street, no fim de mais uma sessão volátil, conforme agentes financeiros seguem contrabalançando riscos econômicos e políticos em meio à pandemia do novo coronavírus

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,59%, a 79.010 pontos, na máxima da sessão, tendo tocado 75.696,95 pontos no pior momento. O volume financeiro somou 29,26 bilhões de reais. A bolsa fechou com agentes financeiros na expectativa de uma bateria de resultados corporativos ainda nesta noite, entre eles o da Petrobras, após repercutir balanços conhecidos entre a noite da véspera e a manhã da quinta-feira. Wall Street também mostrou volatilidade, encerrando com o S&P 500 em alta de 1,15%, embora persistam receios de uma fraqueza por um período maior, com a tensão comercial EUA-China voltando ao radar.

Para o estrategista Odair Abate, da Panamby Capital, o cenário está bem complicado para o mercado brasileiro e só deve começar a se dissipar a partir do enfraquecimento da pandemia.

REUTERS 

Há algo no mercado que “desgosta” do Brasil, diz economista-chefe do IIF

Há algo no mercado que “desgosta intensamente do Brasil”, disse Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), em comentário no Twitter nesta quinta-feira, ao citar fortes saídas de recursos do mercado brasileiro em março

“Há algo nesse mercado que desgosta intensamente do Brasil… As saídas (de capital) do Brasil em março foram um evento com desvio padrão de -6,0, ou seja, completamente além de qualquer coisa já vista antes…”, disse Brooks, comparando o fluxo negativo do Brasil com o de outros mercados emergentes. Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Banco Central, a saída de investimentos em carteira alcançou 22,068 bilhões de dólares em março, um recorde —somando ações e renda fixa negociadas no mercado doméstico. Tamanho fluxo negativo ajuda a explicar a disparada de 15,92% do dólar ante o real em março —maior valorização mensal desde setembro de 2011 (+18,15%) e a mais forte para o mês desde pelo menos 2002.

No primeiro trimestre, a divisa saltou 29%, mas ainda assim encontrou mais fôlego para alta adicional. Com base nas cotações desta quinta-feira —quando chegou a beirar o inédito patamar de 6 reais—, o dólar acumula valorização de 45% em 2020, a maior dentre as principais moedas globais. O mercado brasileiro sofre neste ano com as incertezas externas geradas pela crise do coronavírus, mas tem sido lanterna entre seus pares, afetado adicionalmente pela ressurgência de tensões políticas, deterioração fiscal e colapso da economia. Várias casas estrangeiras têm revisado para pior suas projeções para a economia e os ativos locais recentemente, enquanto destacam o aumento da incerteza sobre o país conforme a pandemia de coronavírus se agrava localmente e pressiona mais a já combalida atividade e o cenário para reformas. O Ibovespa cai 33% em 2020 e o real deprecia 31% —ambos com pior desempenho entre seus principais rivais. O bônus de dez anos em dólar cai 6% neste ano, e o título em reais perde 9%. O CDS de cinco anos saltou de 99,11 pontos no fim de 2019 para mais de 338 pontos nesta sessão, maior alta entre os principais emergentes.

REUTERS 

Índice de confiança do agronegócio calculado por Fiespe OCB desabou no1º trimestre

Setor está preocupado sobretudo com o futuro da economia brasileira. Entre as agroindústrias, a confiança derreteu e o pessimismo passou a dominar

A euforia deu lugar à depressão, e após atingir o maior patamar da série histórica no fim de 2019, o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) desabou no primeiro trimestre deste ano. Segundo pesquisa, o indicador caiu para 100,4 pontos, 23,4 pontos a menos que entre outubro e dezembro do ano passado. A escala do IC Agro vai de zero a 200, e 100 é o ponto neutro. O resultado é dimensionado a partir de 1,5 mil entrevistas (645 válidas) com agricultores e pecuaristas de todo o país. Cerca de 50 indústrias também são ouvidas. “A perda de confiança foi influenciada, principalmente, pela piora na percepção em relação à economia brasileira. Desde o início da pandemia, as projeções passaram de um crescimento moderado para uma grave recessão. Além disso, o quadro atual aumenta a apreensão em relação à disposição do Congresso em dar seguimento aos esforços para levar adiante a necessária agenda de reformas econômicas”, informaram Fiesp e OCB, em comunicado. Segundo a pesquisa, o índice que mede especificamente a confiança dos produtores agropecuários caiu 12,3 pontos em relação ao quarto trimestre de 2019 e ficou em 113,8 pontos de janeiro a março deste ano. No caso dos agricultores, a queda foi de 9,5 pontos, para 116,1, e entre os pecuaristas houve baixa de 20,7 pontos, para 107. Nas duas frentes, cresceu a desconfiança em relação à disponibilidade de crédito e a preocupação com o aumento de custos. Entre as agroindústrias, a confiança derreteu e o pessimismo passou a dominar. O indicador que inclui as empresas que atuam antes e depois da porteira ficou em 90,6 pontos no primeiro trimestre, 31,5 pontos a menos que no fim do ano passado e menor patamar em três anos e meio. E a pesquisa de Fiesp e OCB mostrou que o principal problema em março era o que viria depois, dado que os agricultores já haviam fechado a compra de boa parte dos insumos que serão usados na próxima safra, cuja semeadura só começará em setembro.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS 

Escalada do dólar leva JBS a prejuízo de R$5,9 bi no 1º tri

A JBS passou de lucro para prejuízo no primeiro trimestre, uma vez que a forte valorização do dólar atingiu em cheio a linha financeira da companhia, o aumento da receita a despeito dos primeiros impactos do coronavírus

A companhia de carnes anunciou na quinta-feira que teve prejuízo de 5,9 bilhões de reais entre janeiro e março, ante lucro de 1,09 bilhão de reais um ano antes. Essa variação foi ditada sobretudo pelo resultado negativo de 8,2 bilhões de reais na linha “variações cambiais ativas e passivas”, que também tinha ficado no vermelho, mas em apenas 172 milhões de reais um ano antes. No plano operacional, a receita líquida da JBS somou 56,5 bilhões, alta de 27,3%, com crescimento em todas as linhas de negócios no comparativo anual, com destaque para JBS USA Beef (+21,8%), Pilgrim’s Pride (+33,5%), ambas impactadas pela variação cambial, e Seara (+39%). O resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 3,9 bilhões de reais, aumento de 22,6% no comparativo anual. Além da linha financeira, o efeito cambial também fez a dívida líquida da companhia aumentar de 48,7 bilhões para 57 bilhões de reais, embora com a alavancagem tenha reduzido de 3,2 vezes para 2,77 vezes, no comparativo anual. A companhia afirmou ter fechado o trimestre com 18,5 bilhões de reais em caixa. A JBS comentou que os efeitos da pandemia, com interrupções na cadeia de suprimentos, além da escassez de mão de obra “podem impactar unidades produtivas, gerando redução no processamento de proteínas, bem como impactando o preço da matéria prima”. A empresa adotou férias coletivas entre 19 março e 9 de abril em algumas unidades de bovinos no Brasil. A unidade de processamento de frango da Seara em Passo Fundo (RS) teve as operações suspensas em 24 de abril. “Nesse trimestre os impactos decorrentes destas ações não são representativos nos números e indicadores consolidados e, para os futuros trimestres, ainda estão sendo apurados pelas respectivas unidades de negócio”, diz o documento. Nos Estados Unidos, a JBS USA suspendeu temporariamente as atividades em algumas plantas de processamento de bovinos e suínos, mas já retomaram as operações. Nos demais mercados for a do Brasil, a JBS disse que segue operando normalmente.

REUTERS 

Marfrig doa álcool gel à 27 instituições em seis Estados do país

A Marfrig, uma das líderes mundiais em carne bovina e maior produtora global de hambúrgueres, doará ao longo do mês de maio vinte e seis mil e quinhentos frascos de álcool gel 70% a vinte e sete instituições (carentes/hospitalares) nas 13 cidades nas quais a companhia atua no Brasil

Fabricado pela companhia em sua unidade de Promissão, no estado de São Paulo, que tem capacidade de produção de 10 toneladas mensais de álcool gel, o produto foi distribuído também para os 18 mil colaboradores da Marfrig em todo o país. A companhia também anunciou a doação de 7,5 milhões de reais para o Ministério da Saúde para a compra de 100 mil testes rápidos para diagnosticar o novo Coronavírus e doou 1 milhão de reais para a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, mantida pela ordem dos franciscanos. A entidade mantém, desde 2019, o Barco Hospital Papa Francisco, que presta atendimento de saúde a mais de 1 000 comunidades ribeirinhas do Pará e do Amazonas. No Uruguai, um dos países sul-americanos onde a companhia tem plantas, estão sendo doadas 48 000 latas de carne ao Ministério do Desenvolvimento Social, que usará o produto para complementar as cestas de emergência distribuídas às famílias em situação de vulnerabilidade. Pelos próximos dois meses, semanalmente, a Marfrig também distribuirá 3.500 refeições à base de carne bovina, servidas nas cidades nas quais mantém operação: Fray Bentos, Salto, San Jose, Tacuarembó e Tariras. A Marfrig também instituiu um fundo para contribuição em cada uma de suas plantas uruguaias. Esses fundos concentrarão doações semanais de fornecedores ao Fundo Solidário Covid-19, iniciativa do governo do país para mitigar os efeitos da pandemia de coronavírus.

Mercado & Consumo 

FRANGOS & SUÍNOS 

Mercado de suínos reagiu em maio

As cotações dos suínos nas granjas e no atacado finalizaram a primeira quinzena de maio em alta

No atacado, a carcaça está cotada em R$7,00 por quilo, valorização de 4,5% nos últimos sete dias. Já o animal terminado está cotado, em média, em R$85,00 por arroba, um aumento de 7,6% na comparação com a primeira semana de maio. Para o curto prazo é esperada uma menor demanda interna devido ao início da segunda quinzena do mês e as incertezas vindas da continuidade do isolamento social em todo o país. Esta menor movimentação pode tirar a sustentação dos preços no mercado interno.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL 

Mudanças em frigoríficos dos EUA devem encarecer carne no país

O custo humano de produzir carne de frango por 99 centavos de dólar e hambúrgueres baratos durante a pandemia leva frigoríficos nos Estados Unidos a estudarem grandes mudanças operacionais que podem encarecer a carne no país

Algumas processadoras já operam em ritmo mais lento do que o normal para aderir ao distanciamento social. Mas empresas também avaliam a melhor maneira de reformular as operações para evitar infecções, inclusive automatizando algumas linhas. O provável resultado: custos mais altos para um setor dominado por empresas como Tyson Foods e JBS, que tem sido muito eficiente em produzir carne barata. As mudanças coincidem com preocupações sobre grandes frigoríficos cujos empregados recebem baixos salários e trabalham lado a lado. Mais de 10 mil trabalhadores do setor de carne foram infectados pelo coronavírus e pelo menos 30 morreram, segundo o Sindicato Internacional dos Trabalhadores Comerciais e Alimentos. “Os americanos querem comprar alimentos cada vez mais baratos”, disse Matthew Wadiak, fundador da Cooks Venture, uma pequena produtora de frango que vende diretamente a consumidores. “Precisamos descobrir como pagar um pouco mais, por que qual é o custo de uma vida humana? É muito mais do que 25 centavos no caixa.” Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha ordenado a reabertura dos frigoríficos, muitos operam em ritmo mais lento do que o normal para tentar reduzir o contágio. Reduzir a capacidade dos frigoríficos em cerca de 30% e distribuir material de proteção adequado podem aumentar os preços do frango em supermercados em 25% a 30%, de acordo com Sanchoy Das, professor do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey. Os custos operacionais da Tyson são muito mais altos devido ao novo coronavírus e somam centenas de milhões de dólares, disseram o CEO Noel White e o diretor financeiro Stewart Glendinning na conferência virtual BMO Farm to Market na quarta-feira. O valor inclui US$ 120 milhões em bônus para funcionários, materiais de proteção individual, além de paralisações e desaceleração da produção. A maior parte da carne bovina e suína dos Estados Unidos é processada em algumas dúzias de frigoríficos gigantes que lidam com milhares de animais em linhas que foram autorizadas a operar cada vez mais rápido. Tyson, JBS e Cargill controlam cerca de dois terços da carne bovina dos EUA. A produção de carne de porco e de frango é igualmente concentrada.

Bloomberg 

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