CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1235 DE 14 DE MAIO DE 2020

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Ano 6 | nº 1235| 14 de maio de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: indústrias frigorificas testando o mercado

Com o consumo interno sem força e a compra de boiadas pelos frigoríficos “sem gás” para atender a esse consumo, a oferta de bovinos é o fator de oscilação de preços

Em boa parte das regiões de pecuária monitoradas pela Scot Consultoria, a queda da capacidade de suporte das pastagens em função do clima tem provocado um aumento de oferta de gado gordo. Nesse cenário, sem a necessidade de alongar as escalas, as indústrias testam o mercado e, em alguns casos, os negócios têm sido fechados em valores menores na comparação dia a dia. O contraponto é o mercado externo, com destaque para bovinos de até quatro dentes destinados ao mercado chinês, cujas ofertas de compra são de até R$10,00/@ acima da referência. Em função desse quadro, a cotação do boi gordo caiu em Dourados-MS na última quarta-feira (13/5), em relação ao fechamento do dia anterior. A queda foi de 1,1% ou R$2,00/@. Na região, a cotação do boi gordo ficou em R$176,00/@, à vista, valor bruto, R$175,50/@, à vista, com o desconto do Senar e em R$173,00/@, livre de impostos (Senar + Funrural).

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo se mantém estável em meio a fraca demanda, diz Safras

Segundo a consultoria Safras, o consumidor está optando por proteínas mais baratas. Além disso, oferta de animais deve aumentar com tempo mais seco e frio

O mercado físico do boi gordo continuou com preços estáveis nesta quarta-feira, 13, de acordo com a consultoria Safras. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que a demanda doméstica de carne bovina segue enfraquecida, com as estratégias de isolamento social fechando grande parte dos restaurantes, além da rede hoteleira e outros estabelecimentos, o que provocou grandes alterações nos hábitos de consumo. “O consumidor médio segue optando por cortes mais acessíveis, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango e ovos. Além disso, a expectativa é que o clima frio e seco leve a uma situação de aumento da oferta, dada a menor capacidade de retenção por parte dos pecuaristas”, diz. Na capital de São Paulo os preços do mercado à vista ficaram em R$ 194 a arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 184 a arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 176 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 180 a arroba. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 172 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, com o consumo doméstico estagnado, os frigoríficos continuam encontrando um bom ponto de sustentação nas vendas para o mercado chinês. O corte traseiro teve preço de R$ 13,35 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Carne bovina: exportações aquecidas

De acordo com informações da Secretária de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 53,50 mil toneladas de carne bovina in natura nos primeiros cinco dias úteis de maio, com uma receita de US$235,21 milhões

A média diária ficou em 10,7 mil toneladas, o que representa alta de 84,1% frente ao mês anterior, e avanço de 89,3% comparado com igual período de 2019. Com a demanda interna patinando, as exportações têm sido fundamentais para o escoamento da produção.

SCOT CONSULTORIA

Risco de Covid-19 causou paralisação de 42 frigoríficos brasileiros em abril

Em mais de 83% dos casos, empresas suspenderam atividades por conta própria, aponta relatório do Ministério da Agricultura

O avanço da pandemia de Covid-19 no Brasil levou à suspensão das atividades em 42 frigoríficos em abril. Os dados são de relatório do Sistema de Inspeção Federal (SIF) elaborado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (DIPOA). Do total de paralisações, 31 foram em abatedouros de bovinos, o equivalente a 74%. O documento também mostra que, em 35 unidades (83%), a decisão de parar foi tomada pelas próprias empresas, visando minimizar os riscos de transmissão da doença. Na divisão por Estados, o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul concentram metade das ocorrências de paralisação do país em abril, com 10 e 11 unidades, respectivamente. No caso do MT, todas as suspensões ocorreram em abatedouros frigoríficos de bovinos. Já no MS, as ocorrências se distribuíram entre um frigorífico de aves e seis de bovinos, além de duas unidades de beneficiamento de carnes e duas de beneficiamento de pescados. O relatório do DIPOA também aponta queda de 11% no abate de bovinos no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019. Ao todo, foram 5.352.299 animais abatidos de janeiro a março de 2020. Para abril, os dados parciais compilados até 8 de maio apontavam o abate de 1.190.702 bovinos, volume 40,5% inferior ao registrado em igual mês do ano passado. As empresas registradas no SIF têm até o dia 18 de maio para apresentar os dados do último mês ao Ministério da Agricultura. Para os demais animais, o Ministério da Agricultura aponta aumento no abate de aves (4,34%) e de suínos (2,24%) no primeiro trimestre de 2020. Segundo a pasta, o SIF conta com 3.287 estabelecimentos de produtos de origem animal registrados, reunindo atividades de produção de carne, lácteos, mel, ovos, pescados e outros derivados. Dentre os estabelecimentos que tiveram suas atividades paralisadas por imposição de órgãos externos, apenas um ocorreu por determinação do próprio Ministério da Agricultura. Outros seis partiram de órgãos externos, que não foram especificados pelo DIPOA. De acordo a Procuradoria Geral do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho (MPT) mantém 84 procedimentos em 69 frigoríficos em todo o país, entre instrumentos jurídicos (como inquéritos civis), denúncias recebidas, acompanhamentos judiciais e outras ações. Segundo o procurador do trabalho Lincoln Cordeiro, Vice Gerente do Projeto Nacional de Adequação do Meio Ambiente do Trabalho em Frigoríficos, a maior parte das denúncias recebidas pelo MPT estão relacionadas ao distanciamento seguro entre os trabalhadores. “Este tem sido um dos pontos que o MPT mais recebe denúncias com fotos e vídeos de trabalhadores aglomerados no transporte, entrada e saída da empresa, momentos de pausa, refeitórios e na própria produção”, afirma Cordeiro.

GLOBO RURAL

ECONOMIA 

Dólar bate novo recorde com exterior e fatores locais; Credit Suisse vê moeda a R$6,20 no curto prazo

O dólar voltou a subir na quarta-feira e fechou acima de 5,90 reais pela primeira vez na história, a apenas 1,67% do nível psicológico de 6 reais, em meio a um dia negativo nos mercados externos e com as operações locais de novo afetadas adicionalmente pelo clima de desânimo com a economia e de ruído político

O dólar à vista fechou em alta de 0,61%, a 5,9012 reais na venda, máxima recorde nominal para um encerramento de sessão. No pico do dia, a taxa foi a 5,9445 reais, um recorde intradiário. Como na véspera, o dólar chegou a cair mais cedo, indo a 5,8189 reais, queda de 0,80%. Mas ao fim da primeira hora de negócios a moeda começou a ganhar força, até passar a subir e se manter em alta ao longo do dia, apesar de intervenções do Banco Central via contratos de swap cambial. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,10%, a 5,8980 reais, às 17h28, após alcançar 5,9505 reais. A busca pela segurança da moeda norte-americana ocorreu conforme investidores seguem vendo poucos motivos para trazer de forma maciça capital ao Brasil. O dia começou com dados de queda nas vendas do varejo em março. Nas contas do Itaú Unibanco, o tombo foi de 13,7% para o varejo ampliado. Mas, do lado do câmbio, o real seguiu na ponta de baixo entre seus pares. Analistas notaram a ressurgência de um “trade” bastante comum meses atrás —de “compra de bolsa e de dólar”. De fato, empresas exportadoras —que se beneficiam de uma taxa de câmbio mais fraca— seguraram a pressão de queda da gigante Petrobras e ajudaram o Ibovespa a fechar perto da estabilidade nesta sessão. A demanda por esses papéis na bolsa evidencia a perspectiva de que o dólar siga em ascensão, diante da combinação de economia em colapso, queda de juros a novas mínimas, deterioração fiscal e renovada incerteza política. O Credit Suisse chama atenção ainda para intervenções “de forma geral muito limitadas” do Banco Central no mercado de câmbio. Com o dólar escalando a 5,94 reais nesta sessão, o BC vendeu 880 milhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional nesta sessão, volume menor que o de muitos dias de abril, quando o dólar estava abaixo dos patamares atuais. Para o banco suíço, todos os sinais apontam uma piora adicional da percepção dos investidores sobre o real, que, na visão do Credit, depende hoje basicamente de fatores externos para que experimente algum alívio. “Levando em conta esses riscos, colocamos nossa meta de curto prazo para o dólar em 6,20 reais, bem acima do (mostrado) pelos contratos futuros de três meses, em torno de 5,91 reais”, disse o banco em nota a clientes. O Bank of America também traçou um cenário mais negativo para o real, que deverá depreciar a 5,85 por dólar até o fim do ano (ante projeção anterior de 5,20 reais). O banco justificou a revisão pela “acentuada deterioração do cenário econômico e político nas últimas semanas, bem como a extrema flexibilização monetária”.

REUTERS 

Ibovespa fecha em leve queda com Petrobras e NY, mas exportadoras amenizam perda

A BRF ON valorizou-se 12,17%, com ações de proteínas novamente entre os destaques positivos, em meio ao movimento no câmbio e perspectivas favoráveis para a demanda principalmente chinesa. JBS ON subiu 6,36%, MARFRIG ON terminou em alta de 1,68%

O Ibovespa fechou em leve queda na quarta-feira, após sessão sem tendência definida, com ações da Petrobras entre as maiores pressões de baixa, enquanto a nova máxima do dólar a 5,90 reais amparou papéis de exportadoras. O viés negativo em Wall Street pesou nas operações brasileiras assim como a manutenção de ruídos no cenário político doméstico. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,13%, a 77.772,20 pontos, após oscilar da mínima de 77.151,98 pontos à máxima de 78.911,28 pontos. O volume financeiro na bolsa na quarta-feira alcançou 25,1 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento de contratos de opções sobre o Ibovespa. “O cenário permanece incerto: recomendamos uma abordagem cautelosa”, afirmou a equipe de estratégia do Itaú BBA comandada por Marcos Assumpção”, conforme relatório a clientes. Para os estrategistas, o Brasil está atravessando crises de saúde, fiscal e política simultâneas, que estão destruindo os pilares que outrora eles defenderam como base do mercado altista – crescimento acelerado, juros baixos e reformas. “Na nossa visão, o maior risco é a deterioração fiscal, que pode afetar negativamente taxas de juros de longo prazo, elevando o custo do capital e pode levar a uma reversão nos fluxos da renda fixa para as ações”.

REUTERS 

Governo vê tombo recorde de 4,7% para PIB este ano e retorno a nível pré-crise só em 2022

O Ministério da Economia reviu na quarta-feira sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 a uma contração de 4,7%, contra alta de 0,02% vista em março, num reflexo do profundo impacto da paralisação das atividades no país

“É a maior queda da série história que começou em 1900. Isso por si só nos mostra a severidade do problema que estamos lidando”, afirmou o Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida. Nas contas da Secretaria de Política Econômica (SPE), a recomposição para valores pré-crise, de dezembro de 2019, virá somente em 2022, num processo de retomada que não será tão rápido como chegou a aventar o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Nossa recuperação tende a não ser em V. Recuperação tende a ser mais no formato em U”, afirmou o Secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, em coletiva virtual de imprensa.  O novo número pressupõe que as políticas de distanciamento social vão durar apenas até o fim de maio. Caso esses esforços de distanciamento se prolonguem até o final de junho, “certamente haverá queda maior do que 6% do PIB”, pontuou o Subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles. Para a inflação medida pelo IPCA, a perspectiva agora é de alta de 1,77% em 2020, ante expectativa anterior de 3,05%. Nesse caso, os principais responsáveis pelo recuo na estimativa são os desempenhos esperados para bens industriais e serviços. “O recuo para a projeção anual não será maior devido à aceleração recente apresentada pelo grupo Alimentação no Domicílio, que engloba, genericamente, alimentos vendidos por mercados e estabelecimentos similares”, ressaltou a SPE, em nota. Os novos dados fazem parte da grade de parâmetros que irá fundamentar a revisão para o comportamento das contas públicas no próximo relatório bimestral de receitas e despesas, a ser publicado até o dia 22. Para o primeiro trimestre deste ano, período ainda não inteiramente afetado pela crise do coronavírus, a projeção da Secretaria de Política Econômica (SPE) é de recuo de 1,3% do PIB sobre o trimestre anterior. Para o segundo trimestre, a perspectiva é de queda de 7% do PIB, seguida por retomada de 3,6% no terceiro trimestre e uma expansão de 1,7% nos últimos três meses de 2020. Olhando à frente, a SPE vê o PIB anual com expansão de 3,20% em 2021, com o desempenho desacelerando em 2022 a uma alta de 2,60%, seguida por crescimento de 2,5% tanto em 2023 como em 2024.

REUTERS 

VBP do Brasil deve atingir recorde de R$697 bi em 2020, diz ministério

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil deve atingir 697 bilhões de reais em 2020, alta de 8,6% em relação ao ano anterior e maior nível da série histórica de 31 anos, disse o Ministério da Agricultura na quarta-feira

A pasta destacou que o valor das lavouras tende a apresentar crescimento de 10,4% neste ano, a 462 bilhões de reais, enquanto a pecuária deve apurar avanço de 5,4% na comparação anual, para 234,9 bilhões de dólares. “As condições climáticas favoráveis na maior parte das áreas produtoras e os preços agrícolas foram decisivos para esses resultados”, disse em nota o Coordenador Geral de Avaliação de Políticas da Informação, José Garcia Gasques. Mesmo em meio à pandemia de coronavírus, o Brasil tem apresentado resultados fortes de exportação. A soja, principal produto exportado pelo país, teve em abril um recorde mensal de mais de 16 milhões de toneladas embarcadas, por exemplo. Além da oleaginosa, o ministério também destacou exportações robustas de milho e das carnes suína e de frango do país, citando dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) que indicam que os embarques desses produtos em 2020 superam os níveis dos últimos cinco anos. A forte demanda externa, especialmente da China, tem se somado à depreciação do real frente ao dólar recentemente, o que eleva o valor de produtos precificados na divisa norte-americana nos termos da moeda brasileira. “O mercado internacional tem sido o principal responsável por esse resultado”, afirmou Gasques, fazendo referência a um desempenho “surpreendente” da pecuária. Entre as lavouras, o ministério destacou desempenho favorável de produtos como café (alta de 35,4%), trigo (+31,3%), milho (+17,6%) e soja (+16%). Apenas quatro produtos, segundo a pasta, têm apresentado redução do VBP: algodão em caroço, banana, batata inglesa e uva.

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Vendas de supermercados e farmacêuticos limitam perdas no varejo do Brasil em março

O fechamento de lojas e comércio resultou em queda de 2,5% nas vendas varejistas em março na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Entretanto, os setores considerados essenciais durante o período de isolamento social evitaram uma queda tão acentuada como a expectativa de recuo de 7,7% em pesquisa da Reuters. Ainda assim, esse foi o pior resultado para março desde a queda de 2,7% vista e março de 2003, e com esses dados o primeiro trimestre terminou com perdas de 2% sobre os três últimos meses de 2019. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas perderam 1,2%, primeira queda após 11 meses consecutivos positivos, ante expectativa de recuo de 6% nessa base de comparação. Entretanto, o fechamento de lojas físicas levou a perdas nas seis outras atividades pesquisadas. E as incertezas em torno dos impactos da pandemia sobre a economia e o mercado de trabalho —com demissões e reduções de salários— ajudam a refrear o consumo. “Há uma clareza de que a pandemia e o isolamento social já tiveram um expressivo reflexo no resultado de março”, disse o Gerente da Pesquisa, Cristiano Santos. “As atividades negativas refletem exatamente aqueles setores afetados por medidas de restrição e isolamento, especialmente a partir da segunda metade de março.” Segundo ele, do total de 36,7 mil empresas consultadas, 14,5% registraram o impacto da Covid-19 como principal causa de variação das suas receitas. As vendas de Tecidos, vestuário e calçados caíram 42,2%, as de Livros, jornais, revistas e papelaria despencaram 36,1%, e as de Outros artigos de uso pessoal e doméstico caíram 27,4%. Também apresentaram perdas Móveis e eletrodomésticos (-25,9%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,2%), Combustíveis e lubrificantes (-12,5%). Por outro lado, as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo dispararam 14,6%, enquanto as de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos subiram 1,3% em março frente a fevereiro. O setor de hiper e supermercados, de acordo com o IBGE, tem uma participação expressiva no comércio, que cresceu ainda mais em março.

REUTERS 

EMPRESAS 

Executivos da JBS acertam pagar R$741 mil para encerrar processo na CVM

Dois executivos da JBS ofereceram pagar 741 mil reais à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar processo no qual eram investigados pela não divulgação ao mercado de informações envolvendo transações da processadora de carnes com outras empresas do mesmo grupo de controle

Segundo divulgou o regulador do mercado de capitais nesta quarta-feira, Jeremiah O’Callaghan, atual Presidente do Conselho de Administração da JBS, ofereceu pagar 546 mil reais, enquanto Guilherme Cavalcanti, Diretor de Relações com Investidores, vai arcar com 195 mil reais. Ambos foram alvos de processo da CVM porque, como responsáveis pela área de relações com investidores no período entre 2016 e 2018, teriam deixado de divulgar comunicados sobre transações entre partes relacionadas celebradas entre a JBS e a Flora Produtos de Higiene e Limpeza, a JBJ Agropecuária e o Banco Original, todos do grupo J&F, informou a autarquia.

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INTERNACIONAL 

Exportações paraguaias de carne bovina caíram 29,7% em abril

As exportações de carne bovina paraguaia totalizaram 14.003 toneladas em abril, uma redução de 29,7% em relação aos embarques registrados em março. O faturamento foi de US $ 57,89 milhões (-32,3) e a tonelada exportada em média US $ 4.134,5 (-3,7%), segundo dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa)

Nos embarques de abril, destaca-se a valorização da tonelada exportada para o Brasil, destino equivalente a 8,1% da comercialização de carne do Paraguai no acumulado de 2020. No último mês, foram exportadas para o país 1.510 toneladas a um preço médio de US $ 6.965 por tonelada. Isso representa um aumento de 10,1% em volume e 71,3% em valor em relação a março. Sem contar o Brasil, as exportações totais do Paraguai em abril totalizaram 12.493 toneladas a um preço médio de US $ 3.791 por tonelada, uma desvalorização de 12,1% em relação a março (também sem levar em consideração o Brasil). Como as fontes próximas às indústrias explicaram, a queda de volumes e preços está diretamente relacionada ao impacto do coronavírus no mercado mundial de carne. Entre os cinco principais mercados (Chile, Rússia, Israel, Brasil e Taiwan), que representam 75,9% das vendas totais, 10.633 toneladas foram comercializadas a uma referência média de US $ 4.281 por tonelada. No total negociado, o Brasil teve uma incidência de 14,2%. Deixando esse mercado de lado, as exportações para o Chile, Rússia, Israel e Taiwan totalizaram 9.123 toneladas, a US $ 3.804 por tonelada.

El País Digital

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