CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1234 DE 13 DE MAIO DE 2020

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Ano 6 | nº 1234| 13 de maio de 2020

 

NOTÍCIAS

Poucas variações nos preços no mercado do boi gordo

O mercado doméstico está lento e o prolongamento do isolamento social, associado à aproximação da segunda quinzena do mês, colabora para que esse cenário se mantenha

No entanto, o bom desempenho da exportação contribui para a manutenção da cotação firme, apesar do consumo no mercado interno deixando a desejar. Foram poucas as variações de preço do boi gordo na última terça-feira (12/5). É esperado um aumento gradativo da disponibilidade de boiadas para abate com o final de safra. Com isso, a tendência é de mercado mais frouxo. Vale ressaltar que 2020 é de retenção de fêmeas, com um final de safra menos pressionado.

SCOT CONSULTORIA

Tocantins: bezerro de ano em alta

A oferta limitada de animais para reposição resultou em alta de 34,7% nos preços, no acumulado dos últimos doze meses, considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria no estado

A maior procura nesse período foi pelo bezerro de ano (7,5@). O animal anelorado valorizou 42,1% neste intervalo, e atualmente está cotado em R$1.990,00. Nesse período a arroba do boi gordo teve alta de 28,9% piorando o poder de compra do recriador/invernista em 4,2%, considerando a média de todas as categorias. Em maio/19, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,82 bezerro de ano, atualmente compra-se 1,65. Piora de 9,3% no poder de compra. Apesar da pouca movimentação no mercado de reposição no último mês, no curto prazo a expectativa é de que a desova de final de safra dê maior dinamismo a este mercado.

SCOT CONSULTORIA

Pressão de baixa sobre os preços do sebo bovino

Apesar da oferta limitada, a demanda ruim mantém o mercado do sebo pressionado

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central o sebo está custando R$2,90/kg, livre de imposto. Queda de 1,7% frente a semana anterior. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$3,05/kg, nas mesmas condições, registrando estabilidade frente à semana anterior. Para o curto prazo a expectativa é de que o mercado siga pressionado.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: demanda por carne bovina deve continuar fraca, diz Agrifatto

Consultoria afirma que entrada da segunda quinzena do mês, período onde a procura por carne bovina cai, e o prolongamento do isolamento social são os motivos

O mercado do boi gordo já começa a mostrar lentidão nas negociações. Segundo a consultoria Agrifatto, isso acontece devido à proximidade da segunda quinzena do mês e é agravado pelo consumo interno enfraquecido, por conta da pandemia do novo coronavírus. “As medidas de isolamento social foram prolongadas em São Paulo, com isso, não há perspectivas de melhoras na demanda interna no curtíssimo prazo”, diz a empresa. Neste cenário, as compras de matéria-prima são essencialmente para reposição dos estoques e equilíbrio das escalas de abate. Entretanto, indústrias que atendem o mercado externo continuam na ativa, com um ágio que pode varia de R$ 5 a 10 por arroba para animais que atendam os padrões exportação. Na B3, a terça-feira, 12, foi de reajustes positivos para os contratos futuros de boi gordo. O vencimento de maio encerrou o dia a R$ 198,15, alta de 0,46%, e o outubro a R$ 198,30, com elevação de 2,16% na comparação diária.

CANAL RURAL

Boi: mercado tem dia estável, mas com valorização de produto padrão China  

Segundo analista, o país asiático permanece com grande apetite por proteína animal diante do surto de Peste Suína Africana

O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis na terça-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos relatam que a demanda está fraca mesmo em um período tradicional do ano de grande consumo. “As linhas de cortes premium seguem com dificuldade de escoamento, resultado do fechamento de bares, restaurantes, redes hoteleiras e outros estabelecimentos comerciais”, assinalou. A diferença para o mercado neste momento está na negociação de animais que cumprem os requisitos exigidos por importadores da China, com um ágio sobre os animais comuns chegam a até R$ 10 por arroba. O país asiático permanece com grande apetite por proteína animal diante do surto de Peste Suína Africana (PSA). Em São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 194 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços permaneceram em R$ 184 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 176, a arroba, inalterados. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 180 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 172 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere para alguma queda nos preços do corte traseiro e manutenção dos demais cortes, algo natural em meio ao perfil da demanda com a crise deflagrada pela pandemia. A preferência do consumidor médio ainda recai sobre cortes mais acessíveis, a exemplo do dianteiro bovino, carne de frango e ovos. O corte traseiro teve preço de R$ 13,35 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Com tensão em Brasília, dólar crava novo recorde e fica a 2,3% de R$6

O dólar cravou novo recorde histórico de fechamento na terça-feira, abandonando queda de mais cedo e tomando fôlego na parte da tarde, embalado pelo recrudescimento das incertezas políticas locais em meio à piora nos mercados externos

A virada ocorreu conforme o mercado reagiu a notícias sobre o conteúdo de vídeo de reunião ministerial durante a qual o Presidente Jair Bolsonaro teria dito que, se não pudesse trocar o Superintendente da Polícia Federal no Rio, trocaria o Diretor-Geral da corporação e o próprio Ministro da Justiça. As revelações sobre o vídeo da reunião ministerial vieram no dia em que pesquisa do instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostrou um salto na desaprovação ao desempenho pessoal do Presidente e na avaliação negativa do governo, evidência do desgaste de Bolsonaro junto à opinião pública. Esse conjunto de informações negativas ao governo —que dá sequência aos persistentes ruídos recentes— afetou todos os mercados domésticos. Os DIs longos dispararam quase 60 pontos-base entre a mínima e a máxima da sessão. E o principal índice das ações brasileiras terminou nas mínimas do dia, em queda de 1,5%, depois de subir 1,6% na máxima do pregão. No câmbio, o dólar chegou a cair 1,39%, a 5,7430 reais, pouco antes das 11h, mas se fortaleceu a partir de então até alcançar uma máxima de 5,8868 reais (+1,07%) perto do fim da sessão no mercado spot. A moeda fechou em alta de 0,71%, a 5,8657 reais na venda, novo recorde histórico nominal para um encerramento. Basta agora alta de 2,29% para o dólar tocar a marca psicológica de 6 reais. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,94%, a 5,8800 reais, às 17h27.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com NY e cenário político; bancos pesam

A MINERVA ON avançou 7,06%, com o setor de proteínas entre os destaques positivos, na esteira da alta do dólar ante o real, além de perspectivas ainda positivas para a demanda de carnes pela China. MARFRIG ON subiu 3,78% e JBS ON avançou 2,50%

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, contaminado pela piora em Nova York e preocupações relacionadas ao cenário político no país, com ações de bancos entre as maiores pressões de baixa, compensando o avanço de papéis de exportadoras na esteira de nova alta do dólar em relação ao real. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,51%, a 77.871,95 pontos, na mínima da sessão, após superar os 80 mil pontos mais cedo. O giro financeiro somou 22,7 bilhões de reais. No Brasil, a deterioração em Wall Street foi seguida pelos primeiros relatos sobre o conteúdo do vídeo de uma reunião ministerial na qual, segundo o ex-ministro Sergio Moro, é apontado como possível prova da tentativa de interferência política do Presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Em reunião ministerial no dia 22 de abril, Bolsonaro disse que a investigação sobre seus familiares justificaria a troca do então superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro e afirmou que, se ela não fosse efetivada, trocaria o diretor-geral da PF e o próprio ministro da Justiça e Segurança Pública, cargo então ocupado por Moro, relatou à Reuters uma fonte com conhecimento do vídeo da reunião. “Isso fez a bolsa acelerar as perdas”, afirmou o Diretor da Mirae Asset Pablo Spyer em vídeo na sua conta no Twitter. “O Brasil não tem novidades auspiciosas”, afirmou a Verde Asset Management, em relatório de gestão, citando que aos problemas relacionados à pandemia do Covid-19 juntam-se a confusão política recente e a deterioração do cenário fiscal e de dívida no curto e médio-prazos.

REUTERS

PIB do agronegócio cresceu 2,4% no primeiro bimestre, calcula Cepea

Avanço foi puxado pelos segmentos primário, de serviços e agroindustrial

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 2,4% no primeiro bimestre de 2020 ante o mesmo período do ano passado, segundo cálculos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). O avanço foi puxado pelos segmentos primário (3,9%), de serviços (2,7%) e agroindustrial (1,4%). O ramo de insumos, recuou 0,7%. Entre os dois principais ramos do campo, o pecuário avançou 4,61% no bimestre, enquanto o agrícola cresceu 1,33%. O avanço da pecuária foi decorrente de um mercado ainda aquecido para as proteínas animais, “relacionado principalmente à elevação dos preços das carnes suína e bovina, como resultado da demanda firme no mercado externo em decorrência da peste suína africana (PSA), e ao reflexo dessa elevação nos preços das proteínas substitutas, como carne de frango e ovos”. Já o resultado da agricultura é justificado pela elevação do PIB na atividade primária em janeiro e fevereiro (3,92%), “em razão dos preços maiores frente ao mesmo período de 2019, com destaque para café, soja, milho e arroz”.

VALOR ECONÔMICO

Governo vai revisar projeção do PIB de 2020 para queda de 4% a 5%

Estimativa oficial será divulgada nesta quarta-feira (13); previsão atual está em 0,02%

O Ministério da Economia vai revisar a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2020 de um crescimento de 0,02% para queda entre 4% e 5%, informaram à Folha membros da pasta. A estimativa oficial será apresentada pela Secretaria de Política Econômica na manhã desta quarta-feira (13). Ao refazer as contas para estimar o desempenho da atividade, o ministério vai tentar se alinhar às estimativas de mercado. O boletim Focus, divulgado na segunda-feira (11) pelo Banco Central, mostra que as instituições financeiras já esperam uma retração de 4,11% na economia brasileira neste ano. A nova projeção do governo ainda pode ser otimista, a depender da base de comparação. Avaliação do FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgada em abril aponta que o recuo do PIB brasileiro pode chegar a 5,3% em 2020. No fim de março, o governo já havia cortado as estimativas oficias para o PIB de uma alta de 2,1% para crescimento próximo de zero. A deterioração da economia é observada em velocidade acelerada. A crise se intensificou a partir do meio de março, quando cidades e estados passaram a aplicar medidas restritivas de circulação e fechamento do comércio. Desde então, setores da economia passaram a registrar perdas e buscar ajuda do governo. As demissões registraram alta e o número de trabalhadores com contratos suspensos ou reduzidos ultrapassa 7 milhões. A nova revisão vai afetar as contas do governo. Com a perspectiva de que a economia vai desabar neste ano, as estimativas de arrecadação tributária devem sofrer forte queda, criando um descompasso ainda maior no Orçamento. Cálculos preliminares dos técnicos da área econômica feitos antes da revisão do PIB já apontavam que a projeção de déficit primário do governo federal em 2020 iria superar R$ 600 bilhões. A ampliação do descasamento entre as receitas e os gastos do governo, desta vez, não vai forçar o Executivo a cortar verbas de ministérios. Isso porque o governo pediu ao Congresso o reconhecimento de estado de calamidade pública no país.

FOLHA DE SP

EMPRESAS

JBS calcula que doação que anunciou deverá beneficiar 60 milhões de pessoas

Empresa divulgou na segunda-feira um pacote de ajuda de R$ 700 milhões, dos quais R$ 400 milhões para o Brasil

A JBS calcula que o pacote de doações que anunciou na segunda-feira beneficiará 60 milhões de pessoas no Brasil e tem a ambição de que a ação deixe um legado para o sistema de saúde o país e para área de pesquisa e tecnologia no país. A companhia informou que doará R$ 700 milhões para ajudar no combate à pandemia, sendo R$ 400 milhões no Brasil. As doações da companhia devem beneficiar 162 municípios, espalhados por 17 Estados do país. “É grande, mas é do tamanho que tem que ser para fazer diferença”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, em entrevista ao Valor por videoconferência. De acordo com ele, a companhia vai unir sua habitual agilidade na execução de projetos e negócios com o conhecimento da área médica e social – a empresa conta com um comitê consultivo formado por médicos e executivos de hospitais. “Essa pandemia só vai ser vencida com ciência”, acrescentou. De acordo com a executiva Joanita Karoleski, que coordena a iniciativa da JBS, parte dos recursos deve ser usada na construção de hospitais modulares — anexos a estruturas já existentes — e na implementação de UTIs em diversas regiões do país. “É a oportunidade de criar coisas perenes”, disse a executiva, que liderou a reestruturação da Seara (empresa da JBS) até o ano passado. Os investimentos da empresa deixarão estruturas permanentes, e não hospitais de campanha. Do total destinado para o Brasil, R$ 330 milhões serão direcionados para a área de saúde pública e R$ 50 milhões para pesquisa e tecnologia. Outros R$ 20 milhões serão direcionados para ONGs — ajudando em projetos para lidar com problemas urgentes, como a fome, e também em cursos de qualificação profissional. O Presidente da Seara e líder dos negócios da JBS no Brasil, Wesley Batista Filho, explicou que o projeto não consiste na entrega de dinheiro. À frente do comitê que auxiliará a JBS no pacote de doações, o Superintendente Corporativo do HCor, Fernando Torelly, destacou que o grupo de hospitais envolvido conhece a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de diversas regiões do país. Embora sejam privados ou filantrópicos, esses hospitais operam outros hospitais do sistema público. Com esse conhecimento, ele adiantou que na região Nordeste, onde várias cidades já estão próximas ou com o sistema de saúde em colapso, várias cidades receberão recursos. Outra cidade mencionada é Passo Fundo, município do Rio Grande do Sul que tem incidência alta de corona vírus e mais mortes que Porto Alegre. O pacote de doações da JBS será auditado pela Grant Thornton, que abriu mão dos honorários.

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil avança 19% em abril, diz ABPA; receita salta 32%

As exportações de carne suína do Brasil somaram 72,8 mil toneladas em abril, alta de 19% em relação a igual período do ano passado, disse na terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

O volume embarcado dos produtos (in natura e processados) gerou receita de 165,2 milhões de dólares no mês passado, avanço de quase 32% na comparação com abril de 2019, acrescentou a entidade. Segundo a ABPA, as principais altas foram verificadas nos embarques para a Ásia, que possui regiões fortemente afetadas pela peste suína africana. A doença dizimou, por exemplo, a metade da criação de porcos da China, a maior do mundo. “A crise sanitária de peste suína africana iniciada na China em 2018 segue pressionando positivamente as vendas para as nações da Ásia”, disse em comunicado o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin, acrescentando que os fortes embarques aos asiáticos amenizaram a elevação nos custos de produção. Na mesma nota, a ABPA destacou ainda que os volumes exportados pelo Brasil no primeiro quadrimestre do ano atingiram 280,8 mil toneladas, alta de 28,4%, enquanto as receitas no período bateram 650,3 milhões de dólares, salto de 53,5%. A associação, que representa os setores de carnes suína e de frango do Brasil, não fez menção a efeitos da pandemia de coronavírus sobre produção e exportações do país.

REUTERS

China venderá 10 mil t de carne suína das reservas estatais em 15 de maio

A China vai leiloar 10 mil toneladas de carne suína congelada de suas reservas estatais em 15 de maio, disse o Centro de Administração de Reservas de Mercadorias na terça-feira

A China já vendeu 310 mil toneladas de carne suína das reservas até o momento neste ano, visando aumentar a oferta do produto, que caiu fortemente após uma epidemia de peste suína africana ter atingido o rebanho de porcos do país. Mais cedo, a China disse também que irá leiloar 4 mil toneladas de carne bovina e de carneiro das reservas estatais, em 14 de maio.

Reuters

INTERNACIONAL

Surtos de coronavírus nos frigoríficos europeus

Mais de 1.000 trabalhadores em matadouros europeus contraíram o Covid-19, destacando os crescentes desafios que a indústria global de carne enfrenta na pandemia.

Na Irlanda, 556 trabalhadores em 10 unidades de processamento de carne tiveram resultados positivos na semana passada, informou o departamento de saúde do país. O Instituto Robert Koch, que publica diariamente os relatórios Covid-19 na Alemanha, disse que houve surtos em fábricas em três distritos. Pelo menos duas foram fechadas. O aumento das infecções em alguns dos maiores exportadores de carne suína e bovina da Europa ocorre depois que as fábricas de carne da América do Norte se tornaram pontos quentes de vírus. “O terrível impacto da pandemia de coronavírus continua afetando bastante a vida cotidiana de todos em toda a empresa”, disse um porta-voz do produtor da Irlanda do Norte, Moy Park. Uma instalação próxima em Omagh, administrada pelo Foyle Food Group, também confirmou alguns casos do Covid-19. O sindicato Unite na Irlanda do Norte pediu aos processadores que fechem temporariamente as instalações com surtos. “Não podemos permitir que uma crise se desenvolva no setor, como foi testemunhado nos EUA, onde mais de 10.000 trabalhadores contraíram o vírus, com dezenas de mortos”, disse Jackie Pollock, Secretária Regional da Unite, em comunicado. Os surtos de Covid-19 nas fábricas de processamento de carne são motivados pelas condições de trabalho e pelos abrigos lotados que acomodam funcionários sazonais, de acordo com o Ministério Federal do Trabalho da Alemanha. As autoridades dos principais estados pecuários da Baixa Saxônia, Schleswig-Holstein e Renânia do Norte-Vestfália ordenaram o teste de vírus em trabalhadores da fábrica de carne. Em 8 de maio, oficiais do estado ordenaram o fechamento de 10 dias da fábrica de Westfleisch em Coesfeld por causa de infecções. Um tribunal de Muenster, que rejeitou um pedido de emergência da empresa para manter o matadouro aberto, citou problemas em manter a distância mínima de 1,5 metro entre os trabalhadores e o uso incorreto de máscaras faciais.

Bloomberg

Anos de crescimento da indústria de carnes americana terminarão com pandemia

As interrupções no processamento de carne nos Estados Unidos devem custar bilhões de libras na produção perdida, provocando um crescimento de um ano no setor, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA

Em seu relatório mensal de perspectivas, o USDA reduziu suas previsões anuais para carne de porco, carne bovina e frango, à medida que surtos de vírus entre trabalhadores forçam as fábricas a fechar ou diminuir a velocidade. A produção anual de carne suína e bovina será menor pela primeira vez desde 2014 e 2015, respectivamente, previu a agência. As interrupções sem precedentes no processamento reduziram o abate de bovinos e suínos em mais de 30%. Com as cadeias de suprimentos em alta, alguns agricultores estão abatendo porcos, quebrando ovos e despejando leite. Entre as quatro principais proteínas, o USDA cortou estimativas em cerca de 4,7 bilhões de libras em relação ao mês passado. Normalmente, estamos falando de mudanças na produção entre 50 e 100 milhões de libras, o que é bastante dramático”, disse Rich Nelson, Estrategista-Chefe da Allendale Inc. “O USDA está sendo proativo e dando ao mercado as notícias feias que ele precisa ver”. A produção total de carne suína dos EUA está prevista em 27,45 milhões de libras para este ano, ante 27,65 milhões em 2019, informou a agência. A produção de carne bovina deve chegar a 25,83 milhões de libras, ante 27,221 milhões em 2019. A agência previu que a produção de cada uma se recuperaria em 2021.

USDA/ALLENDALE

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