CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1233 DE 12 DE MAIO DE 2020

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Ano 6 | nº 1233| 12 de maio de 2020

 

ABRAFRIGO 

Manual – ORIENTAÇÕES GERAIS PARA FRIGORÍFICOS EM RAZÃO DA PANDEMIA DA COVID-19

Nesta publicação, os Ministérios da Economia (ME), da Saúde (MS)

e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) recomendam

aos empregadores e aos trabalhadores uma série de medidas para

prevenir e diminuir o contágio da Covid-19 nos ambientes de

trabalho. Veja no link:

https://drive.google.com/open?id=1nVEjC-f6fhFaSKCctfy0vnhVqqIJiDF0

PORTARIA N° 201, DE 11 DE MAIO DE 2020

Prorroga os prazos de vencimento de parcelas mensais relativas aos programas de parcelamento administrados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), em decorrência da pandemia da doença causada pelo coronavírus 2019 (Covid-19), declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Veja no Link:

http://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-201-de-11-de-maio-de-2020-256310621

NOTÍCIAS

CARNE BOVINA SUBIU NO ATACADO

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média dos 22 cortes bovinos pesquisados, houve alta de 0,8% na última semana no atacado. 

Na comparação anual, os preços subiram 17,0%, com destaque para os cortes de dianteiro, que tiveram alta de 26,4% neste intervalo. Para o curto prazo, no entanto, a expectativa é de que a demanda interna perca força, com a conjuntura econômica e o isolamento pesando.

SCOT CONSULTORIA                                                                         

Boi gordo estável em São Paulo no início da semana

Houve pouca variação nos preços do boi gordo apregoados na última segunda-feira (11/5), na comparação com o fechamento de sexta-feira (8/5)

Na praça paulista, a referência para a arroba do boi gordo ficou estável, cotada em R$194,00 a prazo e livre de Funrural, para atender o mercado interno. Houve ofertas de R$10,00/@ acima para boiadas cujas características atendem ao mercado externo, notadamente o chinês. As escalas de abate atendem poucos dias, uma vez que o consumo está estável. Nem o dia das mães e o pagamento dos salários estimularam as vendas de carne vermelha. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço do boi casado de bovinos castrados ficou cotado em R$13,07kg, uma queda de 0,8% na comparação mensal.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: tendência é de baixa em maio, diz consultoria

De acordo com a Safras, pesam sobre os preços a demanda contraída e o poder de retenção menor do pecuarista, com as pastagens perdendo qualidade

O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis na segunda-feira, 11, de acordo com a consultoria. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que os grandes frigoríficos seguiram ausentes da compra de gado, ainda avaliando as melhores estratégias para os próximos dias. “As vendas domésticas de carne bovina continuam contraídas diante da política de distanciamento social que fechou bares, restaurantes, redes hoteleiras e outros estabelecimentos comerciais”, destaca. Ao mesmo tempo, a oferta de boi gordo deve atingir o auge da safra ainda neste mês, com o clima mais seco e mais frio do outono acentuando o desgaste das pastagens e forçando o pecuarista a negociar as boiadas. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 194 a arroba, estáveis. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 183 por arroba para R$ 184 a arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 176 a arroba, inalterados. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 180 a arroba, estável. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 172 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estre estáveis a mais baixos. O Dia das Mães de 2020 possivelmente foi o pior em volume de vendas de carne bovina dos últimos anos. O corte traseiro teve preço de R$ 13,35 o quilo, contra R$ 13,50 o quilo na sexta-feira. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Boi gordo versus milho: relação de troca piorou 14,5% para o pecuarista na comparação anual

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, o preço do milho passou de R$50,00 por saca de 60 quilos no final de abril para os atuais R$52,00 por saca (11/5)

Considerando a praça de São Paulo, atualmente é possível comprar 3,71 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. Além da retomada das altas no preço do milho, a pressão de baixa sobre as cotações do boi gordo prejudicou a relação de troca para o pecuarista nas últimas semanas. Na comparação com maio do ano passado, a relação de troca piorou 14,5%. Para o curto e médio prazo, a expectativa é de preços mais firmes no mercado interno, com as preocupações acerca da segunda safra. De qualquer forma, a demanda mais fraca e a proximidade com a colheita, que ganha força em junho, são fatores limitante para os aumentos nos preços.

SCOT CONSULTORIA 

SECEX: Exportações de carne bovina in natura aceleram nos primeiros dias de maio

MDIC mostra que apenas na primeira semana já foram embarcadas 53,5 mil

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX) divulgou ontem que as exportações de carne bovina in natura vieram muito fortes nos primeiros cinco dias úteis de maio. O volume embarcado de carne bovina na primeira semana de maio foi de 53,5 mil toneladas. A média diária ficou em 10,7 mil toneladas exportadas e teve um incremento de 89,31% se comparado com o ano anterior, que registrou uma média de 5,65 mil toneladas. Com isso, as estimativas apontam que as exportações tem potencial para alcançar 214,1 mil toneladas. Os preços médios ficaram próximos de US$ 4.396,20 por tonelada, um aumento de 13,32% se comparado ao mesmo período do ano anterior que registrou um preço de US$ 3.879,30 por tonelada, o que significa que os valores em reais representam um salto de 61,4% frente ano contra ano. Neste mês de maio, o valor negociado ficou ao redor de US$ 235,2 mil, porém esse valor na média por dias úteis está próximo de US$ 47,04 mil. As projeções preliminares da consultoria Agrifatto apontam para exportações totais entre 150 e 180 mil toneladas enviadas até o final de maio, um cálculo considerando o histórico dos últimos três meses e uma queda nos embarques no final do mês.

SECEX/DECEX 

ECONOMIA 

Dólar tem 2ª maior cotação da história antes de ata do Copom

O dólar começou a semana em alta e fechou a segunda-feira na segunda maior cotação da história, com um combo de incertezas no plano doméstico mais uma vez impondo ao real o título de moeda com pior desempenho global na sessão

O dólar à vista saltou 1,47%, a 5,8242 reais na venda, atrás apenas do fechamento do último dia 7 (5,8399 reais na venda). A pressão no câmbio fez o BC anunciar leilão de até 10 mil novos contratos de swap cambial tradicional já perto do fim da sessão no mercado à vista, com colocação do lote integral. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 1,30%, a 5,8255 reais, às 17h14. O dólar subia contra boa parte de seus rivais na segunda, com peso mexicano —um dos pares mais próximos do real— em queda de 1,3% no fim da tarde. Mas a moeda brasileira recorrentemente tem sofrido mais do que as de outros países emergentes, com investidores elegendo o risco em torno das contas públicas como o fiel da balança neste momento. “Por mais que se pense que o real está fora de seu equilíbrio —com alguns falando que seria perto de 4,75 (reais por dólar)—, não dá para começar a ir contra o movimento de depreciação cambial sendo que você pode entrar num cenário em que a visão sobre a dinâmica fiscal está longe de ser animadora”, disse Cleber Alessie, operador da Commcor DTVM. O Itaú Unibanco informou na segunda-feira ter piorado de 8,0% para 10,2% do PIB sua estimativa para déficit primário em 2020, para o equivalente a 735 bilhões de reais. O banco vê resultado nominal —que inclui os juros da dívida— negativo em 14,2% do PIB neste ano, ante déficit de 5,9% do PIB em 2019. “O risco de deterioração fiscal maior, a contração mais intensa da atividade econômica e os juros mais baixos nos levaram a revisar o nosso cenário de taxa de câmbio”, disseram os economistas do Itaú na expressiva revisão de cenário divulgada na segunda-feira. O banco passou a ver dólar em 5,75 reais ao fim de 2020 e em 4,50 reais ao fim de 2021. Antes, as projeções estavam em 4,60 reais e 4,15 reais, respectivamente. Mais cedo, analistas consultados pelo BC voltaram a reduzir a expectativa para a taxa básica de juros neste ano e passaram a prever contração econômica de mais de 4% em 2020.

REUTERS 

Ibovespa recua 1,49%, com menor apetite a risco

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, acompanhando o menor apetite global por risco

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 1,49%, a 79.064,60 pontos, após oscilar da mínima de 78.993,75 pontos à máxima de 80.722,75 pontos. O volume financeiro somou 21,4 bilhões de reais. O recuo vem após o Ibovespa avançar quase 3% na sexta-feira. Da cena doméstica, o estrategista para pessoa física da Santander Corretora Renato Chanes destacou a divulgação da ata da última decisão do Copom na terça-feira, e avaliou que a frente política continuará no radar dos investidores. Um dos principais holofotes é o esperado veto do Presidente Jair Bolsonaro ao reajuste dos servidores. Analistas da Terra Investimentos também destacaram o desenrolar do depoimento do ex-ministro Sergio Moro na semana passada “A agenda política, segue carregada e gerando forte volatilidade na bolsa brasileira”, avaliam. A BRF ON subiu 11,26%, após reduzir prejuízo líquido no primeiro trimestre de 2020 para 38 milhões de reais, ante perda de 1 bilhão de reais no mesmo período do ano passado, graças ao aumento no volume e no valor das vendas.

REUTERS 

Mercado reduz no Focus expectativa para Selic e vê contração econômica de mais de 4% neste ano

O mercado voltou a reduzir a expectativa para a taxa básica de juros neste ano depois de o Banco Central sinalizar um último corte à frente, enquanto a expectativa de contração da economia superou 4%

A pesquisa Focus divulgada na segunda-feira pelo BC mostrou que a Selic agora deve terminar o ano a 2,50%, ante taxa de 2,75% esperada antes. Na semana passada, o BC cortou a Selic em 0,75 ponto percentual, para a mínima histórica de 3%, indicando que ela não deve cair aquém do patamar de 2,25% ao ano. Para 2021, a expectativa passou a ser de uma taxa básica de juros de 3,50% no fim do ano, contra 3,75% antes. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a Selic respectivamente a 2,50% e 3,88% em 2020 e 2021, na mediana das projeções. Em meio às consequências das paralisações e restrições provocadas pelo surto de coronavírus, a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou que a projeção agora é de que o Produto Interno Bruto (PIB) encolha 4,11% em 2020, de uma queda de 3,76% prevista antes. O prognóstico de recuperação em 2021 permanece sendo de um aumento de 3,20% do PIB. A expectativa para a alta do IPCA neste ano agora é de 1,76%, 0,21 ponto percentual a menos do que na semana anterior e bem abaixo do piso da meta, de 4%com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2021, a projeção do mercado é de uma inflação de 3,25%, contra 3,30% calculado antes.

REUTERS 

Receita líquida federal tem queda real de 30% em abril

Tombo da economia e diferimento de impostos explicam recuo

Em abril, a arrecadação líquida dos tributos diretamente administrados pela Receita Federal (excluída a contribuição à Previdência Social) caiu mais de 28% em termos nominais e cerca de 30% em termos reais (descontada a inflação), na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados preliminares obtidos pelo Valor. A queda da arrecadação em abril será ainda maior porque os dados disponíveis ainda não incorporaram o efeito da postergação do pagamento da contribuição patronal ao INSS nem a arrecadação administrada pelos outros órgãos do governo federal. Os dados da arrecadação aos quais o Valor teve acesso são líquidos de restituições e incentivos fiscais e mostram a receita que efetivamente fica no caixa do Tesouro Nacional para pagar as despesas orçamentárias. A forte queda da arrecadação de abril foi provocada por duas razões. A primeira é o efeito direto da redução da atividade econômica, provocada pelo isolamento social que atingiu duramente o comércio e setores industriais. O segundo é a postergação (tecnicamente conhecida como diferimento) do pagamento da Cofins, do PIS/Pasep, da contribuição patronal ao INSS referentes aos meses de abril e maio para agosto e outubro. Houve também a redução para zero da alíquota do IOF incidente sobre as operações de crédito, pelo prazo de 90 dias, e o adiamento para o fim de junho da declaração de ajuste do Imposto de Renda. A receita líquida da Cofins em abril sofreu a maior queda, de 52%, em termos nominais, e de 54%, em termos reais, na comparação com o mesmo mês de 2019. A nova realidade tributária vai piorar significativamente o resultado primário das contas públicas de abril, que será divulgado no fim deste mês pelo Tesouro Nacional.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS 

JBS doará R$400 mi para combate à Covid-19 no Brasil e R$300 mi ao exterior

A JBS afirmou na segunda-feira que seu conselho de administração aprovou a doação de 700 milhões de reais para combate à pandemia da Covid-19

Desse montante, 400 milhões serão dirigidos ao Brasil, para saúde pública, assistência social e apoio à ciência e tecnologia, informou a empresa em fato relevante, acrescentando os recursos com itens como máscaras de proteção, equipamentos de proteção individual, cestas básicas, leitos de UTI e construção de hospitais. Os 300 milhões de reais restantes serão doados no exterior, majoritariamente nos Estados Unidos, acrescentou a JBS.

REUTERS 

Covid-19 pode interromper trabalhos em algumas fábricas da BRF

A epidemia de Covid-19 pode interromper parte das operações da BRF no Brasil, afirmou o Presidente-Executivo da companhia, Lorival Luz, na segunda-feira

O executivo também afirmou em teleconferência com analistas que a recessão e novos padrões de consumo estão afetando a demanda. O impacto a crise gerada pelo novo coronavírus nas vendas da BRF deverá ser mais evidente nos resultados do segundo trimestre, acrescentou. A escalada da crise de saúde pública no Brasil e potenciais ordens de autoridades para fechamento de fábricas da BRF são riscos considerados pela empresa. A BRF antecipou estes problemas com a contratação de trabalhadores adicionais para manter as operações nas fábricas o mais perto do normal possível, disse Luz. Em abril, a BRF afirmou que contrataria 2 mil funcionários para ajudar a manter as operações da empresa em meio à pandemia. A BRF teve prejuízo para 38 milhões de reais no primeiro trimestre, ante resultado negativo de um bilhão no mesmo período do ano passado. A empresa citou aumento de receita gerado por vendas e preços maiores.

REUTERS 

BRF reduz prejuízo no 1º tri

A BRF reduziu seu prejuízo líquido no primeiro trimestre de 2020 para 38 milhões de reais, comparado a uma perda de 1 bilhão de reais no mesmo período do ano passado, graças a um aumento no volume e no valor das vendas

Conforme balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no domingo, a receita líquida da empresa cresceu 21%, para quase 9 bilhões de reais, e o volume de alimentos vendidos aumentou em 8,1%, para 1,1 milhão de toneladas. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, uma medida do lucro operacional, cresceu 67,2% no trimestre, para 1,251 bilhão de reais. A geração total de caixa saltou quase 1.000%, para 2,774 bilhões de reais. O mercado Halal permaneceu importante, representando cerca de 25% do volume total vendido pela empresa no trimestre, ou 277.000 toneladas. Os volumes vendidos no mercado Halal, onde os alimentos devem ser preparados de acordo com os padrões alimentares muçulmanos, também corresponderam a cerca da metade das 562.000 toneladas que a empresa vendeu no Brasil no primeiro trimestre do ano. A BRF anunciou a aquisição dos 25% restantes de uma empresa de alimentos na Arábia Saudita, onde também planeja investir 120 milhões de dólares para construir uma planta de processamento de frango. Na sexta-feira, a BRF anunciou que comprou 100% da Joody Al Sharqiya Food Production Factory, uma empresa saudita de processamento de alimentos, por cerca de 8 milhões de dólares.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS 

Exportação de frango do Brasil cai 4,7% em abril, em recuo visto como pontual

As exportações brasileiras de carne de frango caíram 4,7% em abril em relação a igual período de 2019, mas no acumulado dos quatro primeiros meses do ano registraram avanço de 5,1% no volume embarcado, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na segunda-feira.

No mês passado, o país exportou 343,3 mil toneladas da proteína, considerados produtos in natura e processados, ante 360,1 mil toneladas embarcadas em abril do ano anterior. Já no intervalo de janeiro a abril de 2020, o país exportou 1,36 milhão de toneladas de frango, ante 1,29 milhão de toneladas um ano antes. Em receita, o país registrou 515,9 milhões de dólares em abril com as exportações, recuo de 13,9% ante os 599,1 milhões de dólares obtidos um ano antes. No quadrimestre, a receita subiu somente 0,5% na comparação anual, para 2,151 bilhões de dólares. “Além da já esperada alta das vendas para a China, houve considerável aumento das exportações para destinos da África, Ásia e Oriente Médio”, afirmou o presidente da ABPA, Francisco Turra, em nota sobre o desempenho do quadrimestre. À Reuters, o presidente da ABPA esclareceu por telefone que o recuo nas vendas verificado em abril foi uma questão pontual causada pelo número de feriados do mês e, consequentemente, redução dos dias úteis para embarque. Somente em abril, a China importou 55,5 mil toneladas da proteína, aumento de 28% na variação anual. De janeiro a abril, o volume adquirido foi de 223 mil toneladas, alta de 41%, conforme dados da associação. Os países árabes, que importam o produto halal, passaram a ampliar a produção interna, em detrimento da importação, porém, o avanço da Covid-19 tende a alterar essa estratégia. Dados da ABPA mostram que, em abril, a Arábia Saudita adquiriu 34,6 mil toneladas de frango do Brasil, queda de 11%. O país é o terceiro maior comprador da proteína brasileira. “A Arábia Saudita tinha tomado a decisão de aumentar o consumo nacional de frango com produto local, de 40% para 60%. Mas agora, por motivo da pandemia, deve declinar um pouco esse plano”, disse à Reuters o Secretário Geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Tamer Mansour. Ele afirmou que nas últimas duas semanas importadores de países árabes começaram a aumentar o fechamento de contratos para a compra de frango do Brasil, no intuito de formar estoques e garantir a segurança alimentar da população, dada a expansão da pandemia.

REUTERS

INTERNACIONAL 

China suspende quatro frigoríficos da Austrália, dois deles da JBS

Medida foi uma resposta às críticas do parceiro sobre a forma como Pequim lida com a covid-19

Em meio às tensões políticas com autoridades australianas, a China suspendeu hoje as importações de carne bovina de quatro frigoríficos da Austrália, dois deles pertencentes à JBS. A decisão das autoridades chinesas levantou preocupações entre frigoríficos brasileiros. Como Pequim decidiu retaliar a Austrália por causa de críticas de autoridades do país sobre a forma como os chineses lidaram com a covid-19, muitos temem que o governo brasileiro cometa erro semelhante. Há quem encare a decisão como um alerta para que as autoridades brasileiras evitem críticas ao governo chinês como as que já foram feitas no passado recente por Eduardo Bolsonaro e pelo Ministro da Educação, Abraham Weintraub. “Não podemos dar um tiro no nosso pé”, disse uma fonte da indústria ao Valor. Há pouco mais de uma semana, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também recomendou cuidado a outras autoridades brasileiras em declarações sobre outros países. “Não podemos entrar em briga de gente grande”, disse a Ministra em um debate virtual promovido pelo BTG, em alusão à disputa entre China e EUA. Na ocasião, a Ministra ressaltou que abrir mercados dá trabalho, mas que a perda de um mercado pode ocorrer de uma hora para outra. De acordo com levantamento da consultoria Agrifatto, especializada em pecuária, a Austrália é a quarta principal origem da carne bovina importada pela China, atrás de Brasil, Argentina e Uruguai. Os australianos respondem por 11% da carne importada pelos chineses. O Brasil responde por 42% de toda a carne bovina importada pelos chineses. Para os brasileiros, os chineses — incluindo Hong Kong — respondem por mais de 50% das exportações de carne bovina, conforme dados compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

VALOR ECONÔMICO 

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