CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1209 DE 03 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1209| 03 de abril de 2020

 

ABRAFRIGO

ACOMPANHAMENTO DAS PROPOSTAS DA CNI

Propostas da CNI e medidas anunciadas pelo Governo Federal contra a crise

Veja em: https://drive.google.com/file/d/1bAVgIX4p1vin0EiE3Mc2lTJRBTLXThTA/view?usp=sharing

VAMOS VENCER – MEDIDAS DE APOIO AO SETOR PRODUTIVO

Está no ar o “Vamos Vencer” https://gov.br/vamosvencer. Uma iniciativa da Secretaria Especial de Produtividade Emprego e Competitividade, para reunir e disponibilizar informações oficiais e atualizadas aos empresários, diariamente, sobre o trabalho emergencial feito pelo governo federal. 

“Estamos apoiando o setor produtivo nesse momento crítico, com a adoção de medidas como, por exemplo, o adiamento do pagamento da maioria dos Impostos Federais, suspensão de processos de cobrança da dívida ativa da União, novas condições de parcelamento para pequenas empresas, linhas de crédito em condições especiais, e muitas outras. Medidas excepcionais e temporárias para manutenção dos empregos, durante o estado de calamidade pública”, publicou o perfil oficial da Secretaria Especial de Produtividade Emprego e Competitividade no Instagram.

ECONOMIA SEPEC

NOTÍCIAS

BOI GORDO: COM O AVANÇO DAS ESCALAS, COMPRADORES DIMINUÍRAM O RITMO

Na média das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, nos últimos sete dias, a cotação da arroba do boi gordo subiu 2,1%.
Com essa alta no preço, a oferta de boiadas para abate melhorou, embora não muito. Com isso, os frigoríficos conseguiram alongar as escalas de abate. Com o avanço das programações e a incerteza de como o consumo se comportará, os compradores diminuíram o ritmo. No fechamento do mercado da última quinta-feira (2/4), parte das indústrias frigoríficas ficou fora das compras, sobretudo aquelas que conseguiram andar com as escalas.

SCOT CONSULTORIA

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE CARNE BOVINA SOMARAM 125,9 MIL TONELADAS EM MARÇO

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em março, o Brasil exportou 125,9 mil toneladas de carne bovina in natura. Este volume é recorde para o mês. 
Em relação a fevereiro deste ano o volume embarcado foi 13,9% maior e, na comparação ano a ano, a alta foi de 6,2%. A média diária (5,7 mil toneladas), no entanto, diminuiu 6,8% e 8,2% nas comparações mensal e anual, respectivamente. O faturamento totalizou US$555,4 milhões em março, 12,4% mais que em fevereiro deste ano e 26,0% acima do registrado em março de 2019.

SCOT CONSULTORIA

CARNE ENTULHADA NA CÂMARA FRIA PÕE PRESSÃO NA ARROBA

Agora é a indústria que compra “da mão para a boca”, dificultando a vida do pecuarista

Na última quinta-feira, os preços da boiada gorda voltaram a registrar desvalorização em muitas praças pecuárias do Brasil, relata a Informa Economics FNP. “O baixo consumo de carnes no mercado doméstico, em função das restrições de circulação e funcionamento de diversos serviços por causa da COVID-19, mantém as câmaras frigoríficas cheias e, com o excedente de oferta, as indústrias optam por adequar a produção à demanda, operando com escalas curtas”, destaca a consultoria. A Scot Consultaria aponta os mesmos fatores para o atual viés de baixa da arroba. “A demanda tem dado sinais de arrefecimento, decorrentes do pico de compras realizadas no período ‘’pré-quarentena’’, avalia a consultoria, acrescentando que os frigoríficos mantêm como estratégia a compra compassada de boiadas, levando para o gancho apenas o necessário. Preços regionais – Nas praças do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, diante das incertezas quanto ao escoamento de carne bovina no mercado interno, as plantas frigoríficas operam com escalas reduzidas, oferecendo valores mais baixos na compra do gado para abate, informa a FNP. Nas regiões de Campo Grande e Três Lagoas, no MS, o valor do boi gordo recuou R$ 2/@ na última quinta-feira, para R$ 185/@, a prazo, em ambas as praças. Em Dourados, MS, atingiu R$ R$ 183/@, à vista, com baixa diária de R$ 4/@. Em Cuiabá, no MT, o boi gordo sofreu retração de R$ 3/@, ficando a R$ 176/@, à vista. Na praça de Cáceres, também caiu R$ 3/@, para R$ 182/@, a prazo, de acordo com a FNP. Em Goiás, os pecuaristas se demonstraram mais dispostos a vender a boiada gorda, e a melhora da oferta contribuiu para os ajustes negativos nos preços. Na praça de Goiânia, o animal terminado fechou a quinta-feira valendo R$ 190/@, a prazo, com queda diária de R$ 2/@. Em São Paulo, o valor da arroba se manteve estável na última quinta-feira, a R$ 204, a prazo. No Tocantins, as indústrias conseguiram preencher as escalas para a próxima semana e se afastaram das compras. Lotes menores foram efetivados a preços mais baixos, segundo a FNP. Na Bahia, o baixo volume de negócios em função das incertezas na demanda por cortes bovinos contribuiu para uma redução dos valores da boiada gorda.

PORTAL DBO

DEMANDA POR CARNE DESABA NO PAÍS

No caso de cortes bovinos mais nobres, como picanha, a queda já supera 50%

Com o churrasco praticamente suspenso e lanchonetes e restaurantes fechados país afora, não há demanda para os cortes nobres, o que já obrigou frigoríficos de médio porte a congelar picanha, uma medida incomum. As vendas dos cortes nobres, os mais apreciados e com preços mais altos na composição do boi (10% da carcaça bovina), caíram mais de 50%, conforme duas fontes. “Dizem que ninguém deixa de comer. Calma! O povo vai deixar de comer, sim. Ele vai para o frango e o ovo”, disparou um executivo da indústria, lembrando que a carne bovina é a proteína mais cara. Para boa parte das empresas, o mercado doméstico é o polo de escoamento. Embora o Brasil lidere as exportações mundiais de carne bovina, 75% da produção do país fica no mercado doméstico. Além disso, as maiores indústrias – JBS, Marfrig e Minerva Foods – concentram as exportações, respondendo por metade dos embarques. E nem mesmo as grandes estão imunes ao cenário de margem de lucro apertada, uma dificuldade que já antecedia às tormentas provocadas pela covid-19. Vale lembrar que o ritmo de abates em frigoríficos fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), que respondem por mais de 70% das atividades formais, caiu no primeiro bimestre e, na terça-feira, o Ministério da Agricultura divulgou um relatório com dados parciais que indicaram que a retração se aprofundou no mês de março No primeiro bimestre, as 224 unidades com SIF abateram 3,5 milhões de cabeças, queda de 12,6% ante o mesmo período de 2019. Com os dados de março, os abates trimestrais teriam amargado queda de 24%. Mas fontes ponderam que essa redução tende a ser menor, já que as informações de março, que indicaram uma queda de 47%, serão atualizadas até dia 10. Mas poucos negam que os abates pioraram e que a tendência deverá continuar em abril. Para os frigoríficos, o problema não se resume à tibieza da demanda interna. A oferta de boi gordo, matéria-prima que corresponde a cerca de 80% do custo de produção, é restrita. Na era da conectividade, os pecuaristas também se organizaram, e tentam ao máximo segurar o preço da arroba na casa dos R$ 200 – considerando o Estado de São Paulo, uma referência para o restante do país. E, ainda que a retomada da demanda chinesa represente apenas a volta de um mercado que compra menos de 10% da produção brasileira, é o suficiente para sustentar o preço enquanto as pastagens são boas, o que mantém o preço do boi gordo quase 30% mais elevado do que há um ano. É sobre esse tabuleiro que os frigoríficos se movem, paralisando temporariamente as atividades em abatedouros que, em geral, têm no mercado interno um peso mais relevante. Proteger as margens é o nome do jogo. Se em períodos normais as férias coletivas de frigoríficos já têm essa função, com a parada de plantas em períodos sazonalmente de menor oferta – que varia de acordo com a região -, a estratégia ganha força em tempos como os atuais.

VALOR ECONÔMICO

BRASIL ESPERA VOLATILIDADE NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS DEVIDO À PANDEMIA, DIZ SECRETÁRIO

O Brasil deve enfrentar um período de grande volatilidade nos preços de alguns alimentos diante da pandemia de coronavírus, e o governo planeja medidas de apoio aos produtores afetados pela crise, disse à Reuters na última quinta-feira uma autoridade do Ministério da Agricultura.

Eduardo Sampaio Marques, secretário de Política Agrícola da pasta, disse que o governo pretende postergar o pagamento de dívidas agrícolas e aumentar o financiamento a produtores de frutas, vegetais, leite, flores e outros produtos frescos, que tendem a ser os mais afetados pela situação. “Nossa preocupação é não desmontar a estrutura produtiva, para quando isso passar, a gente poder retomar rápido”, disse o secretário, acrescentando que espera que as medidas de apoio saiam na próxima semana, embora dependam também do Ministério da Economia. Marques afirmou ainda que o mercado de grãos está se comportando bem, e que dessa forma produtores de soja e milho não serão foco das medidas.

Em relação aos preços de produtos agrícolas, o secretário disse que imagina um período de grande flutuação no futuro próximo, tanto para cima quanto para baixo, no mercado interno.

REUTERS

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA SOLICITA CONTRATAÇÃO DE 140 VETERINÁRIOS

Profissionais, já aprovados em concurso público, atuariam em frigoríficos, postos de certificação e postos de comércio exterior

O Ministério da Agricultura solicitou ao Ministério da Economia a nomeação e contratação de 140 médicos veterinários, já aprovados em concurso público realizado em 2017. De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, a chamada desses profissionais se faz necessária por conta do déficit de fiscais atuantes em postos de certificação, postos de comércio exterior e, principalmente, em frigoríficos. “Já vimos que nosso sistema é muito apertado. Muitos funcionários se aposentaram nos últimos anos e não tiveram os cargos preenchidos. Com a demanda de serviços de abastecimento por conta do coronavírus, essa necessidade [de fiscais] ficou maior”, aponta Leal.

Para evitar problemas na manutenção de atividades essenciais, o secretário explica que o ministério tem realocado servidores de outras áreas. Com isso, serviços, como auditorias e fiscalizações de insumos, tem sido postergados. “No setor de proteína animal, a gente teve aumento de vendas. O comércio exterior segue fluindo bem. É preciso dar essas garantias de certificação sanitária e fitossanitária pra garantir o fluxo do comércio”, complementa.

CANAL RURAL

ECONOMIA

DÓLAR BATE NOVO RECORDE E FLERTA COM R$5,29 COM DEMANDA GLOBAL PELA MOEDA

O dólar fechou em apenas leve alta ante o real, mas suficiente para cravar nova máxima recorde nominal na última quinta-feira, em novo dia de fortalecimento global da divisa diante da iminência de uma recessão global.

Ainda que tenha se afastado das máximas do dia, perto de 5,29 reais, o mercado não conseguiu imprimir vendas a ponto de derrubar a cotação. A demanda por dólares segue forte no Brasil e no mundo diante da necessidade das empresas de levantar caixa para fazer frente à recessão global. No Brasil, o fluxo cambial apenas em março até dia 27 é negativo em quase 6 bilhões de dólares, evidência da menor oferta de moeda no país. No fechamento da sessão no mercado interbancário na última quinta, o dólar teve variação positiva de 0,09%, a 5,2661 reais na venda. Durante os negócios, foi a 5,2860 reais, nova máxima recorde intradiária. Na B3 —em que as operações com dólar futuro se estendem até as 18h—, o contrato mais líquido de dólar futuro tinha ganho de 0,29%, a 5,2745, às 17h31, após bater 5,2935 reais. No exterior, um índice do dólar subia 0,56%. O dólar tinha firme ante euro (+0,9%), rand sul-africano (+1,4%), franco suíço (+0,8%) e iene japonês (+0,7%).

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ALTA DO IBOVESPA COM DISPARADA DO PETRÓLEO

O Ibovespa fechou em alta na última quinta-feira, ajudado principalmente pela forte valorização das ações da Petrobras, na esteira da disparada do petróleo no mercado externo, enquanto incertezas relacionadas à pandemia de Covid-19 continuam adicionando volatilidade.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,89%, a 72.310,67 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 21,7 bilhões de reais.

A alta vem após duas quedas seguidas, período em que o Ibovespa acumulou declínio de 4,9%.

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EQUIPE ECONÔMICA REVISA DÉFICIT PRIMÁRIO EM 2020 A R$419,2 BI POR GASTOS COM CORONAVÍRUS

A equipe econômica reviu na última quinta-feira a expectativa de déficit primário em 2020 a 419,2 bilhões de reais, rombo equivalente a 5,55% do Produto Interno Bruto (PIB), afirmou o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues.

Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, ele informou ainda que o impacto primário das medidas já anunciadas pelo governo para combate aos efeitos do coronavírus é de 224,6 bilhões de reais, ou 2,97% do PIB. “Estamos com déficit primário que é maior da série histórica, mas é justificável pela pronta ação do governo federal”, disse ele. “Tão logo saiamos dessa situação, buscaremos a trajetória de zelo fiscal, de solidez das contas públicas”, completou. Também presente na coletiva, o secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, informou que o governo manterá o cronograma anteriormente estipulado para as restituições do Imposto de Renda, com conjunto de cinco lotes iniciando em maio e terminando em setembro.

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MESMO SEM IMPACTO DO CORONAVÍRUS ARRECADAÇÃO FEDERAL CAI 2,71% EM FEVEREIRO

Em falas públicas recentes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vinha pontuando que as receitas estavam crescendo “20% acima do previsto” até 15 de março, conforme relatos que lhe foram feitos pelo secretário especial da Receita, José Barroso Tostes Neto. Segundo Guedes, os números denotavam que “a economia brasileira estava realmente decolando” antes do impacto do coronavírus.

Em fevereiro, contudo, as receitas administradas pela Receita Federal, que envolvem apenas a coleta de tributos, tiveram uma retração real de 4,55% ante igual período do ano passado, a 112,141 bilhões de reais. Questionado sobre as declarações de Guedes, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, se limitou a avaliar que os números de março ainda estão sendo fechados e que, em fevereiro, o surto do Covid-19 não influenciou o comportamento das receitas. “Parte da arrecadação permanecerá positiva (em março) em razão de não ser afetada ainda pela pandemia e outra parte poderá sofrer de forma mais imediata os efeitos do isolamento social”, disse. Segundo a Receita, o tombo de fevereiro derivou principalmente da forte base de comparação, já que no mesmo mês de 2019 o valor da arrecadação extraordinária com Imposto de Renda Pessoa Jurídica/Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) foi de 4,6 bilhões de reais. Em fevereiro deste ano, a Receita não identificou nenhuma arrecadação considerada atípica nessa linha, após ter observado um movimento expressivo neste sentido em janeiro. Mesmo excluindo esse efeito, as receitas administradas pela Receita ainda exibiram um recuo real de 0,66% sobre um ano antes.

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CORONAVÍRUS NÃO IMPACTOU ARRECADAÇÃO DE FEVEREIRO, EFEITOS COMEÇARÃO EM MARÇO, DIZ RECEITA

O surto do coronavírus não impactou a arrecadação de fevereiro, afirmou na última quinta-feira o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, apontando que esses efeitos serão vistos a partir dos dados de março.

Após a Receita ter divulgado mais cedo que houve queda real de 2,71% na arrecadação de fevereiro, o coordenador de Previsão e Análise da receita, Marcelo Loures, afirmou que o dado “não significa que a atividade econômica já estivesse sentindo piora”.

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S&P REAVALIA NOTA DE CRÉDITO DO BRASIL DIANTE DE NOVO CENÁRIO DE CORONAVÍRUS

A S&P Global Ratings está reavaliando seu atual rating de crédito soberano e perspectiva para o Brasil, cujos desafios econômicos, fiscais e políticos estão significativamente maiores agora, em razão da crise do coronavírus.

Em entrevista à Reuters, Livia Honsel, principal analista soberana para o Brasil na S&P, disse que a dívida nacional pode atingir níveis sem precedentes. Não está claro quando e quanto o crescimento econômico e o apetite político pelas reformas fiscais irão se recuperar, acrescentou ela. A deterioração do clima econômico, fiscal e político na atual emergência é compreensível e não significa, necessariamente, que a classificação “BB-“ ou que as perspectivas positivas do Brasil serão reduzidas, disse Honsel. Mas terá um peso. “Mudamos a perspectiva para positiva em dezembro… (mas) estamos reavaliando essa posição. Em geral, o rating estava orientado para um ‘upgrade’. Mas precisamos esperar e ver”, disse Honsel. “É difícil ser positiva nesse ambiente. Estamos reavaliando nossa posição em todos os ratings soberanos, inclusive no Brasil”, disse Honsel. Agora, a dívida bruta do Brasil pode alcançar até 90% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, com uma dívida líquida próxima a 70%, disse ela, à medida que a receita tributária cai enquanto os gastos públicos voltados ao enfrentamento da crise aumentam. Ambos seriam níveis recordes.

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PREÇOS GLOBAIS DE ALIMENTOS RECUAM EM MARÇO COM CORONAVÍRUS E QUEDA DO PETRÓLEO

Os preços mundiais de alimentos caíram acentuadamente em março, impactados pela queda na demanda ligada à pandemia de coronavírus e pela retração nos preços globais do petróleo, informou a agência de alimentos das Nações Unidas na última quinta-feira.

O índice de preços dos alimentos da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, teve média de 172,2 pontos no mês passado, queda de 4,3% ante fevereiro.

“As quedas de preços são motivadas em grande parte por fatores de demanda, não por oferta, e os fatores de demanda são influenciados por perspectivas econômicas cada vez mais deterioradas”, disse o economista sênior da FAO, Abdolreza Abbassian.

O índice de preços do açúcar da FAO registrou a maior queda, de 19,1% em relação ao mês anterior. A baixa foi desencadeada por uma redução no consumo associada a quarentenas em muitos países para combater a propagação do vírus e à menor demanda enfrentada por produtores de etanol devido à recente derrocada nos preços do petróleo, disse a agência com sede em Roma.

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FRANGOS & SUÍNOS

VENDA DE CARNE SUÍNA DOBROU NO PRIMEIRO TRIMESTRE, APONTA BTG

De acordo com o relatório do banco BTG, as exportações de carne suína foram novamente o principal destaque do trimestre entre as proteínas, com volumes trimestrais e preços em dólares avançando 34% a / a e 2% a / a, respectivamente. As vendas em Reais foram 97% maiores a/a no primeiro trimestre, enquanto os spreads avançaram 5% m/m em março para um nível 11% acima da média.

No geral, os dados de exportação do primeiro trimestre sugerem que a demanda no exterior por proteína brasileira permanece forte e que os impactos do surto de coronavírus até agora foram limitados. Os analistas acreditam que essa tendência deve melhorar daqui para frente, à medida que a China se acelera gradualmente. O setor de proteínas oferece uma proposta convincente para investidores sem visibilidade de receita e lucro em outros lugares, em nossa opinião, especialmente em um mundo com escassez de carne.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

SUÍNO: QUEDAS ACENTUADAS, PRINCIPALMENTE NO MERCADO INDEPENDENTE

As quedas nas cotações para o mercado de suínos continuam. De acordo com análise do Cepea/Esalq, pressão veio da demanda final pela proteína, que segue fraca. O recuo na procura por carne no mercado atacadista tem feito com que representantes de frigoríficos reduzam o ritmo de produção e, consequentemente, a demanda por novos lotes de suínos para abate. 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 92/R$ 96, enquanto o quilo da carcaça especial teve queda de 2,78%/1,35%, chegando a R$ 7/R$ 7,30.  Segundo informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (1), o preço do suíno vivo baixou 3,81% em santa Catarina, com valor de R$ 4,55/kg, queda de 1,70% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 4,62/kg, e de 1,33% em São Paulo, fechando em R$ 5,19/kg. O quilo do suíno vivo baixou 1,21% em Minas Gerais, com preço de R$ 4,88/kg e 0,61% no Paraná, atingindo R$ 4,86/kg. No mercado independente de suínos, o preço em Minas Gerais caiu de R$ 5,20/kg, fixado no último dia 26, para R$ 4,40/kg na última quinta-feira (2), uma retração de 15,3%. Em Santa Catarina, a redução foi de 12,85% em relação ao que foi negociado na semana anterior, fechando na última quinta-feira em R$ 4,68/kg vivo.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

FRANGO: COTAÇÕES DESACELERAM, MAS SP TEM ALTA NO VIVO

A quinta-feira (2) foi de cotações mistas no mercado de frango. De acordo com a consultora de mercado da Scot Consultoria, Juliana Pila, essa desaceleração vem depois de uma corrida da população aos supermercados para abastecimento antes do período de isolamento social.

Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, houve queda de 2,60% no preço do frango no atacado, chegando a R$ 4,12/kg, enquanto o frango de granja permaneceu com preço estável de R$ 3/kg.

No caso do animal vivo, em São Paulo o produto teve alta de 6,45%, atingindo R$ 2,31/kg, enquanto no Paraná e Santa Catarina, os preços ficaram estáveis em R$ 3,22/kg e R$ 2,51/kg, respectivamente. Segundo dados do Cepea/Esalq referentes à quarta-feira (1), a ave congelada teve queda de preço de 2,06%, ficando cotada em R$ 4,75/kg, e a resfriada, de 1,07%, chegando a R$ 4,62/kg.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS 

EMPRESAS

JBS ANUNCIA CONTRATAÇÃO DE 3 MIL FUNCIONÁRIOS NO BRASIL

O grupo de alimentos JBS anunciou na última quinta-feira contratação de 3 mil funcionários no Brasil, em plano de admissões que, segundo a companhia, não tem relação com medidas para garantia de produção em meio à epidemia de coronavírus. 

A companhia dona de marcas como Seara, Friboi e Swift já emprega 120 mil funcionários no Brasil e informou que as vagas serão abertas em todas as regiões do país. A companhia afirmou na semana passada que vai manter investimentos previstos para os próximos cinco anos no país, no valor de 8 bilhões de reais.

Na quarta-feira, a rival BRF, das marcas Sadia e Perdigão, anunciou a contratação de 2 mil funcionários em todas as regiões em que tem operações no mundo, a maioria no Brasil, em estratégia para manter a produção caso seja necessário imposição de quarentenas a membros de sua força de trabalho. A JBS afirma que tem operações em cerca de 100 cidades do Brasil, sendo principal empregadora em mais de 70% deles.

REUTERS

MARFRIG DOA CARNES NO URUGUAI EM MEIO À CRISE DE COVID-19

A Marfrig disse na quinta-feira (02) que doará 48 mil latas de carne para complementar cestas de emergência distribuídas para famílias em situação de vulnerabilidade pelo governo uruguaio em meio à crise causada pela covid-19.

A Marfrig também distribuirá semanalmente, pelos próximos dois meses, 3,5 mil refeições à base de carne bovina nas cidades uruguaias nas quais mantém operação: Fray Bentos, Salto, San Jose, Tacuarembó e Tariras. A companhia também criou fundo para contribuição em cada uma de suas plantas uruguaias, que concentrará doações semanais de fornecedores ao Fundo Solidário Covid-19, iniciativa do governo do país para mitigar os efeitos da pandemia de coronavírus. A empresa brasileira tem cinco unidades de produção no Uruguai, onde é a maior companhia de abate e exportação, e emprega 3,5 mil pessoas. A Marfrig já havia anunciado no mês passado que faria a doação de R$ 7,5 milhões ao Ministério da Saúde brasileiro para a compra de 100 mil testes rápidos de diagnóstico da covid-19, além da fabricação de 10 toneladas mensais de álcool em gel na fábrica de Promissão (SP).

CARNETEC

INTERNACIONAL

SINDICATO PARALISA ABATES NO URUGUAI – MEDIDA AFETA QUATRO FRIGORÍFICOS DA MARFRIG E DOIS DA MINERVA

Em meio às negociações salariais e às discussões para proteger os trabalhadores da indústria frigorífica do departamento de Montevidéu e arredores contra a disseminação do coronavírus, o sindicato da categoria determinou a suspensão dos abates nos frigoríficos. A medida atinge a Marfrig, maior companhia privada do Uruguai, e a Minerva.

A paralisação determinada pelo sindicato teve início na quarta-feira e se estende até 8 de abril. A tendência, no entanto, é que os abatedouros de Montevidéu e região fiquem parados até o fim da semana que vem, voltando a operar dia 13. Procuradas pelo Valor, Marfrig e Minerva não comentaram. No caso da primeira, a paralisação atinge os quatro abatedouros. Um deles, no departamento de Salto, já estava parado, em férias coletivas. Na Minerva, duas plantas uruguaias estão paradas. O abatedouro de Carrasco foi paralisado na quarta-feira. A unidade da Canelones já estava parada, em regime de “seguro de paro” – o governo arca com os salários nesse período – e assim continuará. Por outro lado, a companhia manteve o abatedouro Pul, mais distante de Montevidéu, em operação. De acordo com fontes, a companhia pode manter 60% da produção no Uruguai a partir dessa unidade. No ano passado, os frigoríficos uruguaios já enfrentaram situação delicada, e executivos da Minerva no país chegaram a admitir, em entrevistas à imprensa local, que tiveram prejuízo devido aos custos elevados do gado as exportações de boi vivo aumentaram a concorrência pelos animais. Agora, disse um analista, a queda da demanda europeia, reflexo do coronavírus, também prejudica a indústria do país, que é conhecida pela qualidade da carne.

VALOR ECONÔMICO 

AVIÕES CHEIOS DE SUÍNOS CHEGAM À CHINA PARA RECONSTRUIR O MAIOR REBANHO DO MUNDO

Seis aviões carregando mais de 4 mil porcas matrizes de alta qualidade da França chegaram à China neste ano, sendo os primeiros de dezenas de aviões cheios de animais que devem aterrissar no país asiático, à medida que o maior produtor de carne suína do mundo reconstrói seu recém dizimado cartel.

A China está acelerando as importações dos animais conforme corre para reabastecer o mercado, depois de um surto de peste suína africana assolar o país a partir do final de 2018, matando dezenas de milhões de porcos e reduzindo as criações em até 60%. A alta nos preços da carne suína e o esforço do governo para reconstruir o cartel levaram produtores que haviam parado de comprar a retomar pedidos, chegando a dobrar alguns contratos que foram assinados antes de a doença se manifestar. Cada carregamento é avaliado em até 1,5 milhão de euros (1,6 milhão de dólares). “É como após a Segunda Guerra Mundial. Eles perderam metade do rebanho e precisam repovoar rapidamente para recuperá-lo”, disse Marie Pushparajalingam, estrategista global da empresa francesa de genética suína Axiom. A China importa matrizes de suíno para aproveitar as características específicas, como a maior produtividade e a melhor qualidade da carne, que são selecionadas pelas empresas internacionais de genética durante a criação. Uma porca matriz de grande qualidade pode gerar uma vara de até 16 leitões. A Axiom enviou dois carregamentos de Boeings 777 para a China em janeiro, seguidos por mais duas cargas de 747 no mês passado, totalizando cerca de 3.400 porcos. A empresa já assinou acordos para enviar mais seis aviões com animais ainda neste ano, disse Pushparajalingam, e espera que novos negócios ocorram. Outros 500 animais criados pela holandesa Topigs Norsvin chegaram à província de Guizhou na semana passada, provenientes da França, de acordo com o grupo chinês Dekang, que vai utilizar os animais em uma criação na qual pretende produzir 20 milhões de porcos para abate.

As aquisições apenas junto à França neste ano devem superar a marca de 11 mil suínos. O volume é maior do que o total importado pela China de todos os países em 2017, pré-peste suína. No total, a China deve precisar de mais de 150 aviões lotados de porcos para reconstruir sua vara, segundo estimativas de uma empresa de genética.

REUTERS
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