CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1208 DE 02 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1208| 02 de abril de 2020

 

NOTÍCIAS

BOI GORDO: MERCADO EM ALERTA

A quarentena começa a influir no consumo de carne no mercado interno.

A demanda tem dado sinais de arrefecimento, decorrentes do pico de compras realizadas no período ‘’pré-quarentena’’. Por enquanto, a estratégia adotada pelos frigoríficos permanece: trabalhando com escalas curtas, e comprando compassadamente. Do lado da oferta de boiadas, não é esperado um aumento significativo de hoje para amanhã, porém, caso o consumo caia, não está descartado que o viés de alta observado nos últimos dias perca força. Na última quarta-feira (1/4), a referência de preço do boi gordo em São Paulo ficou estável em R$200,00/@, preço bruto, à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria. Vale destacar que há ofertas de R$5,00/@ a mais para animais jovens, com até quatro dentes, categorias quem atendem as exigências do mercado chinês. As escalas de abate avançaram, mesmo que pontualmente, e atendem em média quatro dias.

SCOT CONSULTORIA

MERCADO DO BOI BATE CABEÇA E NÃO SABE PARA ONDE IR

Sob o impacto do coronavírus, saiba como o preço da arroba vem se comportando nesse início de abril

O mercado do boi gordo iniciou abril sem tendência definida, embora haja sinais de que o movimento de queda da arroba possa se fortalecer no curtíssimo prazo, diante do enfraquecimento no ritmo de compras dos frigoríficos. “As escalas de abate seguem encurtadas e muitas indústrias estão fora das compras ou em férias coletivas, principalmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, informou na última quarta-feira a Agrifatto. De acordo com a consultoria, tal posicionamento de cautela se deve, sobretudo, ao cenário de incerteza imposto pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Segundo a consultoria, os pequenos e médios frigoríficos possuem ainda mais dificuldade em repassar a carne estocada nas câmaras frias e, por isso, adiam novos abates. “No atacado, as vendas de carne bovina andam de lado, enquanto alguns varejistas estão cancelando os pedidos devido ao baixo escoamento de proteína bovina”, destaca a Agrifatto. De acordo com a Informa Economics FNP, a baixa procura pela carne bovina no varejo brasileiro tem contribuído para uma lenta reposição do produto nas gôndolas dos supermercados e açougues, enquanto diversos restaurantes, bares, escolas e outros serviços seguem fechados por causa das medidas sanitárias de prevenção à Covid-19. “A retração na demanda por carne bovina impossibilita maiores ajustes nos preços dos cortes”, afirma a consultoria. Na avaliação da FNP, muitos frigoríficos, com dificuldade de repassar a elevação dos custos aos preços da carne, escolhem operar com capacidade reduzida visando preservar as suas margens operacionais. Do lado da oferta, o pecuarista continua mantendo a posição de cautela, optando por segurar a boiada gorda no pasto. Segundo a FNP, embora a arroba ainda oscile na casa de R$ 200 em São Paulo, as cotações elevadas do gado para reposição provocam uma maior resistência dos pecuaristas para venda do boi gordo. Neste contexto, na última quarta-feira, o valor do boi gordo registrou grande volatilidade, oscilando tanto para cima quanto para baixo, dependendo da praça pecuária. Na região Norte do País, apurou a FNP, o preço do gado terminado registrou queda em praças do Tocantins e de Rondônia. Por sua vez, no Pará, a arroba da boiada se valorizou. Em Mato Grosso do Sul e Goiás, os preços do boi gordo também registram ajustes positivos. Em Mato Grosso, seguiu caminho contrário. Já no estado de São Paulo, a arroba ficou estável, a R$ 204 a prazo, de acordo com a FNP.

PORTAL DBO

MINISTRA DIZ QUE ABASTECIMENTO DE ALIMENTOS ESTÁ TRANQUILO APÓS POST DE BOLSONARO

 O abastecimento de alimentos no Brasil vem acontecendo e está “razoavelmente tranquilo”, mesmo com todo o clima de anormalidade diante da pandemia de coronavírus, disse na última quarta-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Ela ainda refutou informações de um vídeo publicado mais cedo nas redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, que mostrava um suposto desabastecimento de alimentos em Belo Horizonte. O próprio Bolsonaro apagou a postagem após questionamentos sobre a veracidade da informação. “Poderia dizer para vocês que em todas as capitais, em todas as cidades, nós não temos nenhuma notícia de que esteja faltando qualquer tipo de alimento nas prateleiras dos supermercados, das vendas, enfim”, afirmou Tereza em entrevista coletiva diária do governo sobre o coronavírus. Ela acrescentou que a garantia do abastecimento é a principal missão da pasta neste momento, e que busca tranquilizar os produtores rurais sobre o transporte de cargas entre os municípios. “Nós temos orientado os prefeitos, orientado as empresas… para que esse serviço essencial não seja interrompido”, disse a ministra. Questionada sobre a publicação por Bolsonaro de um vídeo de autoria desconhecida em que um homem reclama de desabastecimento na Ceasa de Belo Horizonte, Tereza garantiu que os pequenos produtores continuam a produzir e entregar alimentos. “Risco de desabastecimento hoje nós não temos… Esse vídeo foi feito ontem à tarde, quando a Ceasa de Belo Horizonte estava tendo a sua higienização, a sua limpeza. Existe produto aí”, disse ela.

REUTERS

EXPORTAÇÃO DE CARNE AUMENTA 6% EM MARÇO

Provedora das maiores receitas de exportação ao país no setor de proteína animal, a carne bovina in natura teve 125,9 mil toneladas enviadas ao exterior em março, informou o governo federal.

O resultado representa alta de 6,2% em relação às 118,5 mil toneladas exportadas em março de 2019. Na variação mensal, o avanço é de 13,8%. Em março, companhias do setor de carnes como a JBS e Minerva anunciaram férias coletivas alegando, dentre outros motivos relativos à prevenção do coronavirus, a falta de contêineres para embarcar o produto. Ainda assim, o desempenho foi positivo. Vale destacar, também, que há relatos de retorno da China de maneira mas ávida nas compras de carne bovina do Brasil, dada a melhora na circulação de cargas no país, após restrições impostas durante o pico de contenção do coronavirus. Em faturamento, o Brasil atingiu 555,4 milhões de dólares com as exportações da proteína em março, aumento de 26% ante os 440,8 milhões de dólares faturados um ano antes.

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ECONOMIA

DÓLAR COMEÇA ABRIL EM NOVO RECORDE ACIMA DE R$5,26; DISPARA 31% EM 2020

O dólar começou o segundo trimestre da mesma forma que terminou o primeiro —em forte alta— e bateu novos recordes históricos nominais ante o real na última quarta-feira, amparado pela busca por refúgio num 1º de abril bastante negativo para as praças financeiras globais ainda por incertezas sobre o coronavírus.

O dólar à vista fechou com valorização de 1,29%, a 5,2613 reais na venda, superando com folga o recorde anterior (de 5,1993 reais alcançado em 18 de março).

Durante os negócios, a cotação foi a 5,2756 reais na venda, nova máxima histórica nominal intradiária. Com os ganhos desta quarta, a valorização do dólar no ano cruzou a linha dos 30%, estando mais precisamente em 31,11%. O real é a moeda que mais cai ante o dólar em 2020 numa lista de 34 pares da divisa dos EUA. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez tinha apreciação de 1,12% no dia, a 5,2735 reais, às 17h07.

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ABRIL COMEÇA SEM TRÉGUA NA AVERSÃO A RISCO E IBOVESPA FECHA EM QUEDA

O Ibovespa fechou em queda na última quarta-feira, sem sinais de alívio nas preocupações com os reflexos do Covid-19, que derrubaram as ações em março, com papéis de companhias áreas novamente entre os destaques negativos da sessão.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa BVSP caiu 2,81%, a 70.965,01 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo chegado a 69.568,56 pontos no pior momento. O volume financeiro somava 20 bilhões de reais. JBS ON fechou em alta de 7,03%, em sessão positiva para o setor de proteínas no Ibovespa, com MARFRIG ON subindo 3,95% e BRF ON em alta de 3,45%. MINERVA ON, que entrou na primeira prévia do Ibovespa para o período de maio a agosto, avançou 3,77%.

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MEDIDAS PARA CORONAVÍRUS DE R$200 BI SERÃO OFICIALIZADAS ATÉ 5A-FEIRA, DIZ GUEDES

O ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou na última quarta-feira que uma série de medidas que já haviam sido divulgadas pela equipe econômica, mas que não chegaram a ser formalmente apresentadas, serão encaminhadas no formato de Medidas Provisórias ao Congresso até quinta-feira, ao custo de 200 bilhões de reais.

“O total é de 200 bilhões de reais, 2,6% do PIB (Produto Interno Bruto)”, afirmou Guedes.

O ministro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro assinará duas MPs na última quarta e mais duas na quinta-feira, sem especificar quais temas serão abordados primeiro. Segundo Guedes, o governo cobrirá a diferença de salário dos trabalhadores que tiverem jornada reduzida em “20%, 25%, 30%”, num programa para manutenção de empregos formais de 51 bilhões de reais. “Se a empresa está com uma dificuldade e quiser reduzir 20, 25, 30% do salário, o governo vai lá e paga os 20, 25, 30% do salário. Ou seja, nós estamos pagando às empresas para manterem os empregos, que foi a promessa do presidente, lutar pela preservação dos empregos”, disse ele, em rápida fala no Palácio do Planalto. Guedes também citou medida de financiamento da folha de pagamento das empresas, ao custo de 34 bilhões de reais para o Tesouro e mais 6 bilhões de reais para os bancos. A ideia é que a empresa que resolva manter empregos seja beneficiada com o complemento do salário pelo governo, que também dará um crédito para o patrão arcar com o restante da remuneração, sendo que o dinheiro irá “na veia” para o trabalhador, disse o ministro. Ambas as iniciativas já haviam sido divulgadas pela equipe econômica. Antes de o ministro falar, Bolsonaro havia anunciado que sancionaria na última quarta-feira a ajuda emergencial de 600 reais mensais a trabalhadores informais, aprovada pelo Congresso, no âmbito das medidas de enfrentamento à crise do coronavírus. De acordo com o presidente, a investida terá um custo de 98 bilhões de reais, com a renda básica alcançando 54 milhões de brasileiros. Tanto Bolsonaro quanto Guedes também citaram a destinação de 16 bilhões de reais da União ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) —outra iniciativa que havia sido anunciada no passado, mas que ainda não tinha sido concretizada.

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GOVERNO ZERA IOF SOBRE CRÉDITO, ADIA ENTREGA DE DECLARAÇÃO DE IRPF E ANUNCIA NOVO DIFERIMENTO DE TRIBUTOS

O governo anunciou na última quarta-feira a prorrogação em dois meses do prazo da entrega da declaração do imposto de renda da pessoa física e lançou mais duas medidas tributárias, em nova rodada de iniciativas para tentar desafogar famílias e empresas em meio à crise econômica gerada pelo impacto da disseminação do coronavírus.

O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, afirmou que as alíquotas de IOF sobre operações de crédito serão zeradas por 90 dias e anunciou também o diferimento das contribuições PIS/Pasep e Cofins e da contribuição patronal para previdência que seriam devidas pelas empresas nos meses de abril e maio. Agora, elas serão pagas em agosto e outubro. “Esse diferimento do conjunto dessas quatro contribuições representa, nos dois meses, um valor estimado de 80 bilhões de reais, que também serão injetados no fluxo de caixa desse universo de empresas”, afirmou Tostes Neto durante anúncio no Palácio do Planalto. A zeragem do IOF sobre crédito custará aos cofres públicos 7 bilhões de reais, acrescentou o secretário. O prazo para entrega da declaração de IRPF foi estendido do fim de abril para 30 de junho. Segundo Tostes Neto, a decisão nesse caso levou em conta a dificuldade dos contribuintes de reunirem documentos em função das medidas de isolamento tomadas para impedir o contágio pelo coronavírus.

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FLUXO CAMBIAL AO BRASIL É NEGATIVO EM QUASE US$6 BI EM MARÇO ATÉ DIA 27 COM VÍRUS AFETANDO EMERGENTES

O Brasil sofreu saída líquida de dólares em março até dia 27 em um montante de 5,999 bilhões de dólares, em um período marcado pela propagação do coronavírus que ditou fluxo negativo recorde em mercados emergentes.

A debandada de dólares do Brasil ocorreu em meio a uma disparada da divisa ante o real, com agentes econômicos em todo o mundo buscando ativos de segurança diante das incertezas econômicas em decorrência da pandemia do coronavírus. Nos primeiros três meses do ano, o fluxo cambial ao Brasil está negativo em 10,791 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o resultado era positivo em 4,444 bilhões de dólares. As operações financeiras do fluxo cambial contratado tiveram saldo negativo de 13,390 bilhões de dólares em março até dia 27. No acumulado do ano, a saída líquida é de 24,230 bilhões de dólares. Já do lado comercial houve superávit no mês de março até dia 27 de 7,391 bilhões de dólares. No acumulado do ano, há entrada líquida de 13,439 bilhões de dólares. No mês passado, o dólar avançou 15,92% ante o real, na maior valorização para um mês desde setembro de 2011 (+18,15%). Foi a maior alta registrada para a moeda em um mês de março desde o ano de 2002. Já no trimestre, a divisa disparou 29,44%, a maior apreciação para um trimestre calendário desde os três meses encerrados em setembro de 2002 (+33,16%). Segundo dados do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), os mercados emergentes sofreram uma “parada repentina” nos fluxos de capital em março, com investidores de portfólio retirando um recorde de 83,3 bilhões de dólares em ações e títulos de países desse grupo.

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BRASIL TEM SUPERÁVIT COMERCIAL ACIMA DO ESPERADO EM MARÇO APESAR DE PREOCUPAÇÕES COM CORONAVÍRUS

O Brasil teve superávit comercial de 4,713 bilhões de dólares em março, desempenho acima do esperado pelo mercado num mês de forte queda no preço de commodities e revisões no crescimento global por conta do surto de coronavírus.

O dado, divulgado na última quarta-feira pelo Ministério da Economia, também veio acima do saldo positivo de 4,296 bilhões de dólares de março de 2019. Em pesquisa Reuters com analistas, a expectativa era de um superávit de 4 bilhões de dólares. As exportações em março somaram 19,239 bilhões de dólares, queda de 4,7% sobre igual período do ano passado, pela média diária. Enquanto as vendas de produtos semimanufaturados subiram 6,1%, as de manufaturados e básicos caíram 14,9% e 0,6%, respectivamente. Já as importações alcançaram 14,525 bilhões de dólares, retração de 4,5% na mesma base de comparação.

Nesse caso, houve diminuição das compras de combustíveis e lubrificantes (-32,5%) e de bens de consumo (-19,3%), mas aumento em bens intermediários (+3,5%) e bens de capital (+2,8%). No primeiro trimestre do ano, o superávit da balança comercial foi de 6,135 bilhões de dólares, queda de 33,1% ante igual etapa de 2019, pela média diária, com o recuo de 3,7% na ponta das exportações, enquanto as importações subiram 2,6%. Em nota, o Ministério da Economia avaliou que o comportamento do trimestre foi influenciado por um comércio mundial menos dinâmico, agravado pelo surto do Covid-19, que tem sido combatido mundo afora com medidas severas para redução do contágio. Apesar do quadro, as exportações brasileiras para a China, sua maior parceira comercial, subiram 4,3% nos três primeiros meses do ano, “principalmente por conta de maiores vendas de carne bovina e suína, minério de ferro, soja e algodão”. Por outro lado, o ministério ressaltou que as vendas para Estados Unidos, União Europeia e Argentina caíram em março após aumentos em janeiro e fevereiro, num provável reflexo dos desdobramentos da pandemia.

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GOVERNO AUTORIZA SUSPENSÃO DE CONTRATO DE TRABALHO POR ATÉ 2 MESES, COM SEGURO-DESEMPREGO

O governo anunciou na última quarta-feira programa de preservação de empregos em meio à crise do coronavírus que permite redução de salário e jornada de até 70% por um período de três meses, com o pagamento de compensação parcial pelo governo aos trabalhadores, ou a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias.

O impacto fiscal da medida será de 51,2 bilhões de reais, em linha com montante anunciado mais cedo pelo ministro Paulo Guedes. Sem ela, a equipe econômica calculou que 12 milhões de brasileiros poderiam perder seus empregos. Em anúncio no Palácio do Planalto, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, explicou que, no caso da redução de jornada, o governo compensará parcialmente o trabalhador com o pagamento de um benefício que corresponderá a uma parcela do seguro-desemprego a que ele teria direito em caso de demissão, proporcional à redução salarial. Cortes inferiores a 25%, no entanto, não serão complementados. No caso da possibilidade de suspensão do contrato, o trabalhador vai receber 100% do valor equivalente ao seguro-desemprego caso a empresa tenha receita bruta anual inferior a 4,8 milhões de reais. Com faturamento acima desse patamar, as empresas deverão manter o pagamento de 30% da remuneração dos empregados, que receberão, adicionalmente, 70% do seguro-desemprego. A suspensão poderá ser firmada por acordo individual com empregados que recebem até três salários mínimos (3.135 reais) ou mais de dois tetos do RGPS (12.202,12 reais) e que tenham curso superior. Fora dessas condições, é necessário que um acordo coletivo seja pactuado. O chamado Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda será implementado por meio de Medida Provisória, a ser publicada na quinta-feira, informou o governo. No caso de redução de jornada e salário, o programa prevê três faixas de compensação. Para reduções iguais ou superiores a 25% e menores que 50%, o pagamento do governo corresponderá a 25% do que o trabalhador teria direito caso fosse demitido. Para reduções iguais ou maiores a 50% e menores que 70%, o pagamento complementar será de 50% do seguro. E no caso de reduções igual ou superior a 70%, o benefício será de 70% do seguro. A contrapartida será que a empresa deverá garantir o emprego pelo mesmo tempo de adesão ao programa. Se, por exemplo, houver redução de jornada e salário pelo prazo máximo permitido de 90 dias, o empregado obrigatoriamente seguirá no cargo pelos três meses seguintes.

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FRANGOS & SUÍNOS

CARNES: ‘PESTE SUÍNA AFRICANA E CORONAVÍRUS PODEM BENEFICIAR BRASIL’

Países asiáticos tem grande interesse em carne suína brasileira, afirma ex-vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte

Nos últimos 15 dias, 368 novos surtos de peste suína africana foram notificados, de acordo com o último relatório da Organização Mundial para Saúde Animal (OIE). Segundo o documento, 23 países notificaram novos casos, sendo 12 na Europa, 9 na Ásia e 2 na África.

Esse cenário, atrelado à expansão do novo coronavírus no mundo que reduz a mão de obra por causa do isolamento social, vai beneficiar o setor de proteína animal do Brasil, afirma o ex-vice-presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC) Sebastião Guedes. Segundo o especialista, pode-se esperar uma alta na demanda de carne suína no Brasil. “Esse grande mercado brasileiro se destaca na produção de suínos e vai ter boas chances de fornecer carne principalmente para a China e outros países da Ásia”, diz. Em relação ao segundo semestre, Sebastião acredita que temos que ser positivos já que a carne suína é a mais consumida no mundo inteiro.

CANAL RURAL

QUEDAS ABRUPTAS CONTINUAM A ASSOLAR O MERCADO DE SUÍNOS. 

O atual cenário de quarentena e distanciamento social tem reduzido a demanda de restaurantes, escolas, hotéis e outros serviços de alimentação por carnes, conforme análise do Cepea/Esalq. 

Assim, segundo informações do Cepea, o volume de negociação envolvendo suíno vivo, carnes e cortes já está menor, resultando em baixas significativas nos valores desses produtos. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço da arroba do suíno CIF continuou estável em R$ 92/R$ 96, enquanto a carcaça especial teve queda de 2,70%/2,63%, chegando a R$ 7,20/R$ 7,40/kg. No caso do suíno vivo, as quedas foram mais acentuadas ainda. No Rio Grande do Sul, a baixa foi de 6,93%, chegando a R$ 4,70/kg, desvalorização de 6,71% em Santa Catarina, fechando em R$ 4,73/kg. Reajuste negativo de 5,90% em Minas Gerais, com preço de R$ 4,94/kg, baixa de 5,40% em São Paulo, com valor de R$ 5,26/kg, e de 4,68% no Paraná, cravando R$ 4,89/kg.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

FRANGO: AVE EM SÃO PAULO TEVE REDUÇÃO NOS PREÇOS

No mercado de frango na última quarta-feira (1), os preços em São Paulo tiveram queda. 

De acordo com a consultora de mercado da Scot Consultoria, Juliana Pila, essa desaceleração vem depois de uma corrida da população aos supermercados para abastecimento antes do período de isolamento social. Segundo dados da Scot, em São Paulo a ave de granja teve queda de 3,23%, chegando a R$ 3/kg, enquanto o frango no atacado caiu 2,08%, fechando em R$ 4,23/kg. Ficaram estáveis os preços do frango vivo em São Paulo (R$ 2,17/kg), no Paraná (R$ 3,22/kg), e em Santa Catarina (R$ 2,51/kg). De acordo com informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (31), também não houve mudança nos preços da ave congelada, que permaneceu cotada em R$ 4,85/kg, e da resfriada, com preço de R$ 4,67/kg.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

EMPRESAS

BRF ASSEGURA EMPREGO DE FUNCIONÁRIOS, CONTRATARÁ MAIS 2.000 PARA MANTER PRODUÇÃO

A BRF garantiu na última quarta-feira que não fará demissões até o final de maio e anunciou que vai contratar 2 mil funcionários para garantir a continuidade de sua produção em caso de necessidade de quarentena de equipes no Brasil e em outros países onde opera.

O presidente-executivo da dona das marcas Sadia e Perdigão, Lorival Luz, afirmou também que o grupo, que tem mais de 90 mil funcionários no mundo, vai doar 50 milhões de reais em alimentos e insumos médicos e equipamentos hospitalares, além de verba para pesquisa científica de combate ao novo coronavírus. A companhia até agora não sentiu problemas na sua cadeia de insumos ou no volume de vendas, que está registrando uma migração dos canais de food service para o varejo uma vez que os consumidores estão se alimentando em casa e não em restaurantes. Segundo Luz, a BRF está com um estoque de milho, usado na ração dos animais que serão abatidos para produção de alimentos, “confortável” para o atual cenário.

“Hoje não temos nenhum impacto na produção. Continuamos produzindo…Não chegamos a dar férias coletivas e a companhia avalia que neste momento isso não é necessário”, afirmou o presidente da BRF, ressaltando que o grupo está cumprindo recomendações da Organização Mundial de Saúde, de separação de pelo menos 1 metro entre cada funcionário. O executivo comentou ainda que a BRF comprou 20 mil kits para testes de Covid-19 que deverão chegar ao Brasil em “2 ou 3 dias” e serão enviados para “hospitais e unidades de saúde que precisam”. O grupo também está ampliando apoio de alimentação aos funcionários e suas famílias, acrescentou.

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BRF CONTRATA R$1,4 BI EM LINHAS DE CRÉDITO PARA REFORÇAR LIQUIDEZ

A BRF (BRFS3.SA) contratou linhas de financiamento no montante agregado de aproximadamente 1,4 bilhão de reais junto a instituições financeiras no Brasil, com prazo de um ano, de acordo com comunicado da companhia na noite de terça-feira, citando que as operações foram feitas entre 25 e 31 de março.

“Essa iniciativa visa reforçar, preventivamente, o seu nível de liquidez durante esse período de grande volatilidade”, afirmou a empresa de alimentos, citando incertezas trazidas pela epidemia de Covid-19. A BRF ainda destacou que, em 27 de dezembro de 2019, contratou uma linha de crédito rotativo (revolving credit facility) junto ao Banco do Brasil, no montante de até 1,5 bilhão de reais, pelo prazo de até 3 anos e cujos recursos não foram desembolsados.

Na véspera, a Reuters publicou reportagem citando que companhias na América Latina estão correndo para sacar linhas de crédito pré-aprovadas, com os mercados locais de bônus fechados e a ajuda do Estado demorando a se materializar.

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“AS EMPRESAS TÊM QUE AGIR COM RESPONSABILIDADE”, DIZ PRESIDENTE DA BRF

Para Lorival Luiz, não é hora de fazer pressão sobre os fornecedores ou aumentar os preços

A situação delicada da economia, em grande parte paralisada por causa das medidas para conter o coronavírus, exige responsabilidades das empresas. Em entrevista ao Valor, o presidente-executivo da BRF, Lorival Luz, disse que não é hora para pressionar os fornecedores e tampouco para aumentar os preços dos itens vendidos às varejistas. “Neste momento, não é adequado fazer qualquer movimento de pressão ou de parar de comprar [dos fornecedores]. Da mesma forma, não é o momento de aumentar os preços de venda. Uma empresa com o nosso propósito tem uma cultura de solidariedade”, afirmou. Com uma receita anual de quase R$ 35 bilhões, a dona das marcas Sadia e Perdigão atua em um segmento sensível econômica e socialmente, fornecendo alimentos. No Brasil, a BRF emprega mais de 90 mil funcionários de forma direta. O grupo também tem peso relevante na geração de renda no campo. A companhia conta com 11 mil integrados (avicultores e suinocultores), concentrados principalmente nos Estados da região Sul do país. Aos funcionários, a empresa também revelou o pagamento do equivalente a R$ 50 por semana (em alimentos ou adicional no vale refeição) aos 60 mil funcionários que estão trabalhando nas unidades de produção ou nas ruas — caso das equipes de venda e de transporte. Operacionalmente, as agroindústrias processadoras de aves e suínos estão em situação muito melhor do que a média da economia. Na BRF, as fábricas funcionam normalmente. Como precaução, a empresa pediu ao Ministério da Agricultura para que algumas unidades possam atuar em mais turnos ou dias por semana. Além disso, o grupo acelerou “um pouco” o ritmo de produção para ampliar os estoques e garantir o abastecimento, acrescentou Luz. Com essas medidas, a companhia entende que, se for necessário parar ou reduzir a produção em alguma planta em decorrência de casos da covid-19, a BRF terá ferramentas para manter a produção e abastecer os clientes.

VALOR ECONÔMICO

MINERVA, CPFL ENERGIA E ENERGISA ENTRAM NA 1º PRÉVIA DO IBOVESPA PARA MAIO A AGOSTO

A primeira prévia da carteira do Ibovespa para o período de maio a agosto divulgada pela B3 na última quarta-feira mostrou a entrada das ações da empresa de carnes Minerva e das elétricas CPFL Energia e Energisa, totalizando 76 papéis na nova configuração.

A B3 ainda divulgará outras duas preliminares sobre a composição do Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro.

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INTERNACIONAL

EX-MINISTRO ARGENTINO CRITICA INTERVENÇÃO NO PREÇO DA CARNE

Entidades do setor também criticaram a medida

O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, criticou a medida do governo que busca controlar os preços da cadeia de carne. Os frigoríficos também alertam que esta medida complica ainda mais a cadeia em meio a um contexto complexo marcado pelo Covid-19. “Qualquer um sabe que a intervenção no mercado atingirá o efeito oposto ao desejado”, disse ele. “O preço da carne é formado pela oferta e pela demanda. Por causa do Coronavírus e por muitas outras razões, o fornecimento de carne não é tão normal quanto deveria ser, apesar dos esforços da cadeia”, completou.  De acordo com o governo, os estabelecimentos de abate devem informar o preço semanal e serão abertas investigações para determinar possíveis infrações à Lei de Defesa da Concorrência devido a aumentos injustificados de preços nesse setor. Além disso, a decisão do governo também inclui a obrigação dos estabelecimentos de reportar semanalmente à Subsecretaria de Ações de Defesa do Consumidor a quantidade diária de quilos de res e couro bovino comercializado, bem como a categoria de origem desses produtos. Por meio desse regime, o Ministério do Comércio Interno informou que busca esclarecer o desempenho da cadeia de marketing e identificar comportamentos abusivos em qualquer vínculo, com o “objetivo de defender o bolso dos consumidores e os interesses das empresas que eles fazem parte do setor”.  “Mantemos que o mercado de carnes é um dos mercados mais transparentes que o país possui devido ao número de fornecedores e solicitantes existentes”, acrescentou Daniel Urcia, vice-presidente da Federação das Indústrias Regionais de Refrigeração da Argentina (FIFRA). Portanto, “consideramos que qualquer intenção de intervir no mercado certamente terá efeitos distorcidos, como foi experimentado no passado”.

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