CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1199 DE 20 DE MARÇO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1199| 20 de março de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado vagaroso

Em São Paulo, a cotação do boi gordo caiu 5% na última quinta-feira (19/3), na comparação com os negócios fechados em 13 de março, último dia de volume representativo de transações, ou R$8,00/@

As ofertas de compra com negócios realizados no estado foram de R$193,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$192,50/@, com desconto do Senar, e R$190,00/@ com desconto do Funrural e Senar, segundo levantamento da Scot Consultoria. Também caíram as cotações das fêmeas, as da vaca gorda e a da novilha gorda cederam 2,7%, frente ao fechamento do dia 13 de março. Vale ressaltar que apesar do fluxo de negócios ter melhorado ainda está pequeno. No estado, o cenário é de negociações ainda difíceis, tendo em vista que a ofertas de compra, com preços drasticamente menores afastou boa parte dos pecuaristas dos balcões de negócios. O cenário nas demais regiões de pecuária é também de pressão de baixa e com pouquíssimos negócios. Há regiões ainda com ofertas de até R$20,00/@ abaixo da referência de sexta-feira (13/3), nessas, o volume de negócios é muito pequeno. O momento é de cuidado, com monitoramento contínuo do mercado.

SCOT CONSULTORIA

Abate de bovinos cresce 1,2% em 2019 ante 2018

De acordo com os dados da pesquisa do IBGE, o resultado significou a terceira alta consecutiva na série histórica anual

Os produtores brasileiros abateram 32,44 milhões de cabeças de bovinos em 2019, um aumento de 1,2% em relação ao ano anterior, segundo os dados das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgada nesta quinta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado significou a terceira alta consecutiva na série histórica anual, após as quedas registradas em 2014, 2015 e 2016. O crescimento de 2019 foi impulsionado por aumentos em 15 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Mato Grosso (+430,55 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+291,51 mil), São Paulo (+224,23 mil) e Santa Catarina (+60,15 mil). As quedas mais intensas ocorreram no Pará (-283,22 mil), Goiás (-199,50 mil) e Rio Grande do Sul (-167,86 mil). Mato Grosso manteve a liderança do ranking de abate, com 17,4% de participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,3%). No quarto trimestre de 2019, foram abatidas 8,07 milhões de cabeças de bovinos, 1,4% a menos do que o registrado no quarto trimestre de 2018. Em relação ao terceiro trimestre de 2019, houve queda de 5,0%.

ESTADÃO CONTEÚDO

Mercado de reposição sem referência

Desde que parte das indústrias frigoríficas optou por se ausentar das compras na última sexta-feira (13/3), devido aos efeitos da pandemia do coronavírus para analisar o mercado, o cenário na reposição também é de incertezas

As fortes valorizações que vínhamos acompanhando nas cotações dos bovinos de reposição desde o final de 2019 foram interrompidas na última semana. A princípio, os preços deverão seguir estáveis, tendo em vista o volume de negócios praticamente inexistente dos últimos dias e, destacando que a maioria das leiloeiras também paralisaram suas atividades. Negócios praticamente inexistentes. O momento demanda acompanhamento de perto.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar cai a 5,10 reais com esforços de BCs globais para acalmar ânimos

O dólar registrou a maior queda diária no Brasil em 17 meses na quinta-feira, descendo à casa de 5,10 reais, com o Banco Central ativo em intervenções no mercado de câmbio, em um dia de trégua nas praças globais à medida que investidores analisaram ações de governos e BCs para garantir liquidez ao sistema financeiro

Pela manhã, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) anunciou o estabelecimento de linhas de swap no valor de 60 bilhões de dólares com o BC brasileiro. O Fed também informou que está disponibilizando essas linhas a BCs de outros países emergentes, num esforço para garantir liquidez num momento em que a busca por segurança tem feito o dólar disparar em todo o mundo. Na Ásia, o BC da Austrália anunciou um programa de flexibilização quantitativa, enquanto na Europa o banco central do Reino Unido cortou os juros e reforçou seu programa de compras de ativos. O BC da zona do euro informou na véspera um programa de compra de ativos de mais de 700 bilhões de euros. Todas essas medidas vêm na sequência de outras já anunciadas pelo Fed e outros bancos centrais, e a série de ações parece começar a acalmar os nervos dos mercados. Notícias sobre maior urgência do governo norte-americano em aprovar remédios em teste contra o coronavírus também colaboraram para a trégua. No Brasil, o mercado avalia o tamanho das intervenções do BC no mercado de câmbio. A autoridade monetária vendeu na quinta, entre operações de dólar à vista e linhas com recompra, 2,635 bilhões de dólares, depois de na quarta injetar 2,860 bilhões de dólares nesses mesmos instrumentos. “O BC tem estado mais ativo”, disse o Morgan Stanley em nota. O BC tem atraído críticas de alguns agentes financeiros por, segundo eles, aparentar receio de utilização de instrumentos para atuar no câmbio e não demonstrar suficiente preocupação com a rápida valorização do dólar. O dólar à vista fechou a quinta em baixa de 1,83%, a 5,1041 reais na venda. No ano, o dólar ainda salta 27,19%. No mercado de dólar futuro da B3, em que os negócios se encerram às 18h, o contrato de vencimento mais curto tinha desvalorização de 0,49%, a 5,0825 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com ajuda da Petrobras

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, ajudado pelas ações da Petrobras e busca por barganhas, em uma trégua nas fortes quedas recentes, que fizeram o índice tocar mínima intradia desde julho de 2017 mais cedo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,15%, a 68.331,80 pontos, após atingir 61.690,53 pontos no pior momento da sessão e 70.071,33 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão somou 34,38 bilhões de reais. Na semana, porém, o Ibovespa acumula perda de cerca de 17%, com o desempenho no ano negativo em mais de 40%. Em Wall Street, o S&P 500 também fechou em alta, de 0,47%, corroborando o respiro no mercado brasileiro. “Os mercados continuam a contrabalançar as incertezas da profundidade e duração das atuais interrupções nos negócios e medidas de estímulo que estão sendo adotadas pelos formuladores de políticas”, afirmou a equipe do Goldman Sachs, em nota. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pediu à agência responsável por alimentos e medicamentos dos EUA, a FDA, que agilize os processos para o desenvolvimento de tratamentos para o Covid-19. “Temos que remover todas as barreiras”, disse ele. Na ação mais recente para estabilizar os mercados financeiros em pânico, o Federal Reserve abriu linhas de swap com bancos centrais em mais nove países, entre eles o Brasil, para garantir que o sistema financeiro mundial dependente do dólar continue funcionando. O Banco Central brasileiro informou que a linha de swap de 60 bilhões de dólares com o BC norte-americano não implica condicionalidades de política econômica e será usada para incrementar os fundos disponíveis para as suas operações de provisão de liquidez em dólares. Também no Brasil, o governo anunciou novas medidas de combate à propagação do coronavírus, mas também para atenuar o efeito em alguns setores. Mais cedo, o governo também mandou fechar fronteiras terrestres com Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Paraguai, Peru e Suriname para o ingresso de estrangeiros, por 15 dias, devido à evolução da pandemia do Covid-19.

REUTERS

BofA se junta a outros bancos e passa a ver contração do PIB do Brasil em 2020 por coronavírus

O Bank of America passou a estimar retração do PIB brasileiro em 2020, na sequência de outras instituições financeiras que também agora veem queda devido ao surto do coronavírus.

O BofA calcula que o PIB retrairá 0,5% em 2020, expressiva mudança ante o número anterior, que indicava crescimento de 1,5%

Na América Latina, Venezuela (-20,0%), México (-4,5%) e Argentina (-3,0%) sofrerão os baques mais fortes. O Chile deve cair 0,7%, e a economia peruana ainda deve crescer 0,5%, segundo o banco. “Chile, Peru e Brasil são os países mais sensíveis ao choque combinado China/commodities, mas ajustamos nossas previsões de crescimento de maneira geral”, disseram profissionais do banco em relatório. Outras instituições financeiras já haviam cortado suas projeções para o PIB brasileiro nos últimos dias. O JPMorgan espera recuo de 3,5% da economia no primeiro trimestre deste ano e um tombo de 10% no segundo trimestre, com a economia fechando o ano em contração de 1,0%. O Goldman Sachs baixou suas estimativas de expansão de 1,5% para declínio de 0,9% em 2020. A Itaú Asset Management passou a ver queda do PIB de 0,3% em 2020. E o Credit Suisse havia reduzido sua projeção de alta de 1,4% para zero. O UBS cortou a 0,5% sua expectativa de crescimento para o PIB neste ano, depois de uma taxa já revisada para baixo de 1,3% (contra 2,1% antes). Dos citados, o Santander Brasil ainda tem a projeção de 1%, mas a metade da taxa de expansão de 2% com a qual o banco trabalhava antes. O Citi ainda não revisou sua estimativa nesta semana e segue com projeção de crescimento de 1,6% para este ano. Mas o banco reconhece que seu prognóstico está “subestimando amplamente o impacto negativo do Covid-19 na economia, especialmente no setor de serviços”, que corresponde a cerca de 70% do PIB. “Estamos monitorando a escalada significativa desse processo esta semana para ter uma melhor avaliação sobre a extensão de nossa revisão significativa do PIB a ser implementada nos próximos dias”, disse o banco em relatório.

REUTERS

EMPRESAS

BRF vê maior suprimento a supermercados em meio a vírus, diz fonte

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil, tem operado normalmente apesar das restrições impostas para a contenção do coronavírus no país, mas se prepara para realizar uma mudança nos canais de suprimento, com supermercados e mercearias demandando mais do que o segmento de “food service”, que atende consumidores que comem fora de casa

“O que admitimos que pode haver é mudança de canal. Como as pessoas vão deixar de comer fora, você diminui suprimento para ‘food service’ e aumenta para supermercados e mercearias”, disse a fonte próxima da companhia, que pediu para não ser identificada. “O que muda é mix do canal de venda”, acrescentou. Após ser procurada, a empresa afirmou que “está atendendo ao mercado, que apresentou migração entre canais, no entanto sem expectativa de alterações relevantes na demanda agregada neste momento”. “A BRF tem um compromisso com o atendimento da demanda da população por alimentos no Brasil e no mundo”, acrescentou. Segundo a fonte, a companhia não registrou aumento da produção neste momento em que há maior demanda de supermercados, mas opera dentro de relativa normalidade, adotando as práticas recomendadas para evitar a disseminação da doença.

Na semana passada, a empresa disse em nota que diversas medidas e protocolos vêm sendo adotados para preservar a segurança de todas as pessoas envolvidas em seu contexto operacional, “além de se determinar planos de contingência para sustentação de suas operações”. Apesar dos protocolos, a empresa está “entregando normalmente, embarcando e suprindo clientes”, disse a fonte. “Do lado da BRF, não vemos risco de falta de produtos ou desabastecimento e não há preocupação”, destacou, ressaltando que os governos precisam de coordenação, para evitar medidas que eventualmente possam interromper fluxos de mercadorias. Com relação ao mercado externo, mesmo no auge da crise do coronavírus na China, principal mercado do Brasil, os contratos asseguraram a entrega sem problema, completou. A Cooperativa Central Aurora Alimentos —outra grande produtora e exportadora de alimentos, incluindo carnes de aves e suínos, como a BRF— afirmou em nota nesta quinta-feira que sua base produtiva no campo, com o apoio das 11 cooperativas agropecuárias filiadas, opera normalmente para a geração das matérias-primas essenciais, como aves, suínos, leite e grãos, e que tem seguido as orientações das autoridades para evitar a disseminação do coronavírus.

REUTERS

JBS dá férias coletivas em 5 unidades de bovinos; Marfrig para 1 planta

A JBS S.A. e a Marfrig decidiram suspender temporariamente as operações em alguns frigoríficos de bovinos no Brasil, informaram as empresas em notas enviadas à CarneTec na quinta-feira (19)

A JBS disse que as férias coletivas de 20 dias em cinco unidades de bovinos no Brasil são uma resposta à menor demanda de exportação. A empresa não informou quais unidades serão temporariamente paralisadas. “Essas suspensões temporárias são comuns em resposta às dinâmicas do mercado, sendo que a companhia continua com operações normais nas demais 32 unidades de bovinos”, disse a empresa em nota. A JBS tem 37 unidades de bovinos no país. A Marfrig informou em nota separada que sua unidade de Tucumã, no Pará, teve atividades suspensas no último dia 17 de março, “em continuidade ao compromisso da companhia na busca por excelência operacional priorizando plantas com maior capacidade, produtividade e melhores custos”. A Marfrig não informou por quantos dias a planta ficará parada. As empresas não citaram os impactos da pandemia de coronavírus como justificativa para a suspensão das atividades nas plantas. A Minerva já havia anunciado no início da semana que concederia férias coletivas de até 20 dias para funcionários em quatro unidades da empresa no país a partir de 23 de março, em meio à queda de demanda e visando colaborar com medidas adotadas pelas autoridades para o combate à propagação do novo coronavírus no Brasil.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Alta nos preços dos insumos reduz poder de compra em SP

Valorização do suíno em ambos os estados está atrelada à oferta restrita de animais pesados

Apesar da valorização do suíno vivo no mercado paulista na parcial deste mês, os preços dos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, subiram com mais intensidade, o que acabou reduzindo o poder de compra do suinocultor de São Paulo frente a esses produtos. Já no Oeste de Santa Catarina, os valores do suíno sobem com um pouco mais de força, o que tem sustentado o poder de compra, mesmo com a valorização dos insumos da ração. Segundo colaboradores do Cepea, a valorização do suíno em ambos os estados está atrelada à oferta restrita de animais pesados e ao elevado preço dos insumos, que impulsionam as cotações do vivo. Quanto ao milho e ao farelo de soja, a demanda aquecida continua superando a oferta desses produtos, principalmente nas regiões paulistas – em SP, inclusive, os preços do milho têm atingido os maiores patamares nominais da série do Cepea.

CEPEA/ESALQ

Abate de frangos volta a crescer em 2019

Segundo o IBGE, os aumentos mais relevantes ocorreram no Paraná e em Santa Catarina

O País registrou abate de 5,81 bilhões de cabeças de frango em 2019, aumento de 1,9% em comparação com 2018, o equivalente a 106,90 milhões de aves a mais, segundo os dados das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgados nesta quinta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi o primeiro crescimento na atividade após dois anos seguidos de queda. Houve altas no abate em 15 das 25 Unidades da Federação que participaram da pesquisa. Os aumentos mais relevantes ocorreram no Paraná (+94,52 milhões cabeças), Santa Catarina (+52,34 milhões), Goiás (+15,00 milhões), Minas Gerais (+14,93 milhões), Bahia (+5,12 milhões), Mato Grosso (+4,24 milhões) e Pará (+2,62 milhões). Houve quedas no Rio Grande do Sul (-39,15 milhões), São Paulo (-20,49 milhões), Distrito Federal (-15,08 milhões) e Mato Grosso do Sul (-11,15 milhões). O Paraná manteve a liderança no abate de frangos, com 32,5% de participação no total nacional, seguido por Santa Catarina (14,1%) e Rio Grande do Sul (14,0%). No quarto trimestre de 2019, foram abatidas 1,47 bilhão de cabeças de frangos, uma ligeira queda de 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, houve um aumento de 3,8%.

ESTADÃO CONTEÚDO

Abate de suínos registra recorde em 2019

No ano passado, o abate cresceu em 20 das 25 Unidades da Federação de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O País registrou um abate recorde de 46,33 milhões de cabeças de suínos em 2019, um aumento de 4,5% em relação a 2018, o equivalente a 1,99 milhão de animais a mais. Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgados nesta quinta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O abate cresceu em 20 das 25 Unidades da Federação que integram a pesquisa. Os crescimentos mais relevantes ocorreram em Santa Catarina (+845,89 mil cabeças), São Paulo (+300,27 mil), Minas Gerais (+295,40 mil), Mato Grosso (+253,65 mil), Rio Grande do Sul (+191,65 mil), Goiás (+140,47 mil) e Mato Grosso do Sul (+31,77 mil). A principal queda foi registrada no Paraná (-90,74 mil cabeças). O estado de Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2019, com 27,0% do total nacional, seguido por Paraná (19,9%) e Rio Grande do Sul (18,1%). No quarto trimestre de 2019, foram abatidas 11,89 milhões de cabeças de suínos, uma alta de 1,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, houve um aumento de 6,2%.

ESTADÃO CONTEÚDO

Suíno: demanda firma dá sustentação aos preços

O mercado de suínos, que começou sua recuperação nos preços no início de fevereiro, teve mais uma semana de alta.

Nas granjas de São Paulo, o animal terminado está cotado, em média, em R$112,00 por arroba, alta de 0,9% nos últimos sete dias. No atacado, em igual comparação, a valorização foi de 2,3%, com a carcaça negociada, em média, em R$9,00 por quilo. Mesmo com a entrada da segunda quinzena, a demanda está ativa. O surto de coronavírus tem feito os consumidores irem aos supermercados gerando mais saída de mercadorias. Além disso, as exportações seguem em bom ritmo. A média diária embarcada de carne in natura até a segunda semana de março ficou 19,0% maior em volume do que o embarcado diariamente em março de 2019. A forte valorização do dólar deve manter o produto brasileiro atrativo no mercado externo. Neste momento é preciso analisar os efeitos que essa pandemia irá causar nos comércios domésticos e internacionais. Assim como em outros setores ainda há muitas incertezas sobre os desdobramentos desse assunto.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Rabobank diz que ritmo de embarques para China podem melhorar nas próximas semanas

O ritmo de embarques de carne bovina brasileira para a China poderá melhorar em breve considerando notícias de controle do coronavírus covid-19 no país asiático, segundo relatório do Rabobank enviado à imprensa na quinta-feira (19)

“Informações recentes de que o número de novos casos na China está diminuindo indicam que o controle do vírus está próximo e os embarques devem retomar com mais força nas próximas semanas”, escreveram analistas do banco. As exportações de carne bovina brasileira para a China foram impactadas no início do ano pela redução no ritmo das operações nos portos e da distribuição de produtos no país asiático enquanto os chineses buscavam controlar o surto de coronavírus. O Rabobank manteve as estimativas de crescimento de 10,6% no volume de exportações brasileiras totais de carne bovina em 2020 e de 3,5% na produção, conforme divulgou ao final de 2019. No mercado doméstico, o Rabobank tem expectativas positivas para a demanda por carne bovina, mas pondera que o avanço acelerado de novos casos de coronavírus pode impactar negativamente a oferta nacional, na hipótese de um agravamento ainda maior no número de casos causar a interrupção de alguns fluxos comerciais.

CARNETEC

China injeta US$ 7,36 bilhões em empréstimos aos seus suinocultores

A China elevará seu apoio financeiro para garantir a produção de porcos e o fornecimento de carne suína, disse o Ministério das Finanças na quinta-feira

Até o fim de janeiro, as instituições financeiras da China de todos os níveis concederam 52,14 bilhões de yuans (US$ 7,36 bilhões) em empréstimos subsidiados aos suinocultores para ajudá-los a lidar com as tensões de capital, disse Jiang Dayu, um funcionário do ministério, em uma coletiva de imprensa. Desde o ano passado, o país implementou uma série de políticas para lidar com a peste suína africana, que estão revertendo a tendência de declínio da produção de porcos e salvaguardando a ampla oferta, disse Jiang. Em 2019, as despesas adicionais para subsidiar o seguro para suínos totalizaram 2 bilhões de yuans, com 412 milhões de suínos assegurados, disse ele, observando que o país compensou 7,9 milhões de agricultores com 14,4 bilhões de yuans no ano passado. Para aliviar o impacto acumulado da epidemia, o ministério destinar 3 bilhões de yuans para recompensar os principais distritos produtores de suínos e apoiar sua produção e transporte de suínos, disse Jiang, acrescentando que esforços serão feitos para fortificar a prevenção e controle da doença.

Xinhua

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

abrafrigo

Leave Comment