CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1198 DE 19 DE MARÇO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1198| 19 de março de 2020

 

ABRAFRIGO

AVISO AOS USUÁRIOS DO SVA/SANTOS

MEDIDAS TEMPORÁRIAS DE MITIGAÇÃO AO CONTÁGIO DO COVID 19

Veja no link:

https://drive.google.com/open?id=1P8QceiQB1qBhca9kV8tPr0R7Zuw5qSUb

PROPOSTAS DA INDÚSTRIA

PARA ATENUAR EFEITOS DA CRISE

Veja no Link:

https://drive.google.com/open?id=1pO0GLe9eaiGa3ctcSUUd-vHf_2in2g3p

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Frigoríficos estimam queda de 20% na demanda por carne bovina após coronavírus

Segundo Abrafrigo, setor trabalha para evitar superprodução em meio a enfraquecimento do mercado interno

Com a escalada da disseminação do coronavírus no Brasil, a indústria frigorífica espera uma queda de 20% na demanda interna por carne bovina após uma retração de 4,4% nas exportações do produto in natura na primeira quinzena de março. “Há uma incerteza muito grande. Então, os frigoríficos têm que se precaver”, observa Péricles Salazar, presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que representa os frigoríficos de carne bovina”. A associação tem orientado seus associados a diminuírem as escalas de abate com o intuito de adequar a oferta à restrição da demanda causada pela menor atividade econômica do país. “O que nós estamos discutindo internamente é que há uma superprodução hoje no mercado em função de tudo que está acontecendo. E os frigoríficos não podem continuar trabalhando com escala cheia. Se isso acontecer, aí sim vai haver um problema para todos”, ressalta o Presidente da Abrafrigo. De acordo com Salazar, os frigoríficos brasileiros de médio e pequeno porte têm buscado trabalhar com escalas de até uma semana. “Não dá para formar escala para 20 a 30 dias porque não se sabe o que vai acontecer com o preço da carne nesse período”, explica. A medida é também uma forma de contornar os impactos de uma suspensão total das atividades, como foi adotado em algumas unidades da Minerva. Salazar ressalta que as grandes indústrias do setor têm outras operações em funcionamento, inclusive fora do país. Segundo ele, o custo fixo médio de uma unidade frigorífica gira em torno de 17% do seu custo total, que varia conforme o tamanho da operação. A gente está procurando evitar que haja esta superprodução. Isso é uma coisa que todos devemos estar preocupados. Queremos manter o setor estável e, para isso, é preciso organizar o sistema produtivo em conformidade com a demanda”, explica o Presidente da Abrafrigo. Salazar ainda ressalta que não há risco de desabastecimento no país. “Os frigoríficos estão trabalhando, não precisa haver correria para os mercados. Nós não vamos chegar nesse ponto, é preciso calma e prudência nessa hora”, garante.

GLOBO RURAL

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo sem referência

Nos dois primeiros dias dessa semana a quantidade de negócios foi praticamente nula e, na última quarta-feira (18/3), parte das indústrias abriram as compras ofertando preços profundamente abaixo da referência

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, no caso do boi gordo, houve negócios em R$180,00/@, à vista e livre de Funrural, desvalorização de 11% frente a referência de sexta-feira última, ou queda de R$20,00/@. Vale ressaltar que, nesse caso, o volume de compras foi extremamente baixo. Esse cenário também foi observado em outras regiões pecuárias, tais como no Pará, Mato Grosso do Sul e Tocantins, por exemplo, porém, assim como em São Paulo, o volume de compras foi irrisório.

SCOT CONSULTORIA

Queda na demanda de frigoríficos após coronavírus pressiona preço do boi

A ausência de frigoríficos das negociações no mercado físico do boi gordo, afetados por problemas logísticos e medidas de contenção do coronavírus que limitam o consumo, tende a derrubar os preços da arroba bovina e, consequentemente, da carne comercializada no mercado interno

Somente na quarta-feira, o Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 teve expressiva queda de 6,02% na variação diária, para 187,40 reais por arroba —o menor valor desde o dia 29 de janeiro. No comparativo mensal, o recuo foi de 7,11%. Grandes indústrias, como Minerva e JBS, já anunciaram mudanças no ritmo de abates, enquanto outras empresas de carnes de diferentes portes também reduziram suas intenções de compra de boi em meio às dificuldades de escoamento da proteína, disseram analistas. Nesta semana, a JBS anunciou a suspensão de operações de 5 de suas 37 unidades de bovinos no Brasil, por 20 dias, “em resposta à menor demanda de exportação”. Para a empresa, “essas suspensões temporárias são comuns em resposta às dinâmicas do mercado”. Já o Minerva Foods anunciou que dará férias coletivas para os funcionários de quatro plantas, diminuindo a procura por compra de gado na região.

Na ponta das exportações, faltam contêineres para embarcar o produto, visto que parte dos que foram enviados para a China ainda não retornaram. Além disso, “a suspensão e reagendamento de pedidos da Europa também prejudicou as vendas externas de carne”, afirmou o Diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres. Internamente, a limitação de trânsito de pessoas nas cidades, como medida de prevenção ao coronavírus, reduziu entre 20% e 30% a demanda por alimentação fora do lar, acrescentou Torres, e com as pessoas em suas residências o consumo de carne bovina é menor. Segundo a Scot, a arroba, que na última sexta-feira era negociada em São Paulo por 200 reais à vista e 202 reais a prazo, ficou sem referência de preço nesta quarta-feira. “Houve negócios a 180 reais por arroba nesta quarta-feira, forte queda de 20 reais por arroba comparada à média de sexta e foram fechadas apenas compras pontuais. O mercado está praticamente paralisado, quase não tem negócios”, afirmou Torres.

REUTERS

Goiás: melhora na relação de troca do boi gordo com o bezerro de ano

A baixa oferta de animais tem dado sustentação aos preços no mercado de reposição em Goiás

Considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria, desde o início do ano, a valorização foi de 2,4% no estado. Em doze meses, a alta acumulada foi de 36,0%. Desde janeiro, o preço do boi gordo subiu 5,7%, ou seja, acima das valorizações de todas as categorias de reposição no mesmo intervalo, fato que aumentou o poder de compra do pecuarista. A melhor relação de troca ficou para o bezerro de ano anelorado (7,5@), pois o preço desta categoria aumentou 1,1% no período. Em janeiro/20, com a venda de um boi gordo de 18@ compravam-se 1,73 bezerro de ano e atualmente compra-se 1,81.

SCOT CONSULTORIA

Preço do boi gordo recua com queda nas exportações no horizonte

Frigoríficos preveem embarques mais discretos no segundo trimestre, e já há unidades anunciando férias coletivas, afirma analista da Safras & Mercado

O mercado físico do boi gordo teve preços acentuadamente mais baixos nesta quarta-feira, 18. Isso teria ocorrido porque os frigoríficos vislumbram exportações mais discretas no segundo trimestre do ano, enquanto algumas unidades anunciaram férias coletivas, na opinião do analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado. “O grande ponto de interrogação está na decisão de venda do pecuarista, pois a pastagem permanece em boas condições, e a retenção ainda pode ser adotada como estratégia recorrente”, disse Iglesias. Em São Paulo (capital), os preços do mercado à vista caíram de R$ 193 para R$ 185 a arroba. Em Uberaba (MG), houve recuo de R$ 189 para R$ 180 a arroba. Em Dourados (MS), os preços ficaram em R$ 179 a arroba, ante R$ 189 no dia anterior. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 185 para R$ 187 a arroba. Já em Cuiabá (MT), o preço diminuiu de R$ 182/R$ 183 para R$ 178 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. “Sob o ponto de vista fundamental, a dinâmica de mercado pouco mudou, com expectativa de redução dos preços no curto prazo. Os frigoríficos passam a se deparar com encurtamento das escalas de abate. No entanto, não há sinais de reação dos preços, tanto da carne bovina quanto do boi gordo neste momento”, afirmou Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 14,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,50 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar supera R$5,25 e bate nova máxima histórica

O modo pânico foi disparado novamente no mercado de câmbio brasileiro na quarta-feira, com o dólar acima da até então inédita marca de 5,25 reais, em meio ao colapso dos preços de quase todas as classes de ativos financeiros globais diante de um mundo praticamente travado por causa da guerra contra o coronavírus

Nem mesmo a injeção pelo Banco Central de quase 3 bilhões de dólares na quarta via leilões de dólar à vista e de linhas com compromisso de recompra impediu um dia de grande estresse no mercado de câmbio. Evidência da percepção de menor liquidez, as taxas de cupom cambial (juro em dólar) dispararam, com a do primeiro vencimento saltando 78 pontos-base desde a mínima recente de 10 de março. O fortalecimento do dólar é global. A busca desenfreada por liquidez catapultava a moeda a máximas em três anos contra uma cesta de divisas e nocauteava divisas de países exportadores de commodities, conforme a paralisia econômica minava a perspectiva para a demanda por matérias primas. À parte desse grupo, a libra esterlina desceu a mínimas não vistas desde meados de 1980. “As commodities e várias moedas de países emergentes estão caindo bastante. O governo e o BC erraram bastante ao desprezarem o primeiro movimento… Já o movimento recente é global, puxado por aversão a risco”, disse Sergio Goldenstein, sócio-gestor da Mauá Capital, em referência a comentários de autoridades do governo sobre o dólar alto ser “bom”. Para ele, o BC precisa reforçar “significativamente” as atuações no câmbio, com “oferta de spot, swaps cambiais e linhas”. “Acumulamos reservas, um seguro, e, no momento do sinistro, com perda quase total, não a utilizamos porque não queremos perder o bônus 10 ou não queremos pagar a franquia?”, questionou. No fechamento das operações no mercado à vista, às 17h, o dólar saltou 3,94%, a 5,1993 reais na venda. É uma nova máxima recorde nominal para um encerramento. Durante os negócios, a cotação cravou 5,2510 reais na venda (+4,97%). Em março, a moeda avança 16,03%. Em 2020, dispara 29,56%. No mercado de dólar futuro da B3, em que os negócios se encerram às 18h, o contrato de primeiro vencimento tinha alta de 2,09%, a 5,1160 reais, após máxima de 5,2575 reais.

O GLOBO

Governo permite reduzir jornada e salário de funcionários e antecipação de feriados

Medida será encaminhada ao Congresso e tem objetivo de reduzir custas das empresas durante a crise

O governo anunciou na quarta-feira a edição de mudanças legislativas para facilitar às empresas tomarem medidas para reduzir o custo com empregados, durante o período de crise causada pelo novo coronavírus. Entre as medidas, está a permissão para que as empresas cortem pela metade os salários e a jornada de trabalho. As medidas vão valer até durar o Estado de Calamidade Pública, ou seja, até 31 de dezembro de 2020. As mudanças podem ser encaminhadas ao Congresso Nacional por medida provisória ou projeto de lei, o que ainda não foi decidido. Tudo precisará do aval de deputados e senadores. O objetivo é, segundo o Ministério da Economia, evitar o desemprego. Durante o estado de crise, o governo irá facilitar às empresas a adoção de um conjunto de medidas, que vão se sobrepor à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), conforme o ministério. “Não é algo simples. Mas é muito mais grave perder o emprego e não ter salário”, disse o Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco. Essa redução ficará limitada a 50% da jornada e do salário do empregado e não poderá haver redução do salário-hora dos trabalhadores. O acordo para essa medida poderá ser feito individualmente, entre cada empregado e a empresa. A remuneração mínima continua sendo um salário mínimo. A medida não será estendida para o setor público. O Secretário informou essa medida não permite a suspensão total do contrato de trabalho: “A empresa vai manter o pagamento de 50% do salário, desde que não haja a redução do salário-hora. Não é uma suspensão do contrato”. O Ministério da Economia também permitiu antecipar férias individuais. O governo ainda facilitou a decretação de férias coletivas. Agora, isso poderá ser feito num prazo de 48 horas após a notificação aos empregados. Antes, era necessário um aviso de duas semanas. Não será preciso informar a medida ao Ministério da Economia, como hoje é determinado. A medida ainda facilita a adoção do teletrabalho. “O objetivo é retirar as amarras para o teletrabalho e permitir que as empresas transfiram o trabalho para o sistema remoto com notificação de um prazo mínimo de 48 horas”, disse o secretário. Será permitido às empresas antecipar feriados não religiosos. Outra medida permitirá uma maior “dinamização” do banco de horas. O Secretário explicou que os trabalhadores poderão permanecer em casa, neste momento, e registrá-las no banco de horas, recebendo benefícios e salários. “Quando a economia reaquecer, esse saldo de horas pode ser utilizado em favor da empresa e trabalhador, em até 10 horas por dia. Se a jornada normal é 8 horas, pode trabalhar duas a mais”, disse. O governo já havia anunciado o adiamento do recolhimento do FGTS durante o estado de emergência, por três meses. Apenas os direitos que estão na Constituição não poderão ser negociados. É o caso do salário mínimo, FGTS e 13º salário.

O GLOBO

BC corta Selic a 3,75% por coronavírus e indica manutenção da taxa

O Banco Central cortou na quarta-feira a Selic em 0,5 ponto, à nova mínima histórica de 3,75%, aumentando o ritmo de afrouxamento monetário em resposta aos impactos econômicos com o coronavírus, mas indicando que este deve ser o novo nível dos juros básicos daqui para frente

No comunicado sobre a decisão, o Comitê de Política Monetária (Copom) ponderou, no entanto, que a leitura sobre suas próximas decisões pode mudar em meio ao novo quadro que se descortina com a disseminação do Covid-19. “O Copom entende que a atual conjuntura prescreve cautela na condução da política monetária, e neste momento vê como adequada a manutenção da taxa Selic em seu novo patamar. No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e novas informações sobre a conjuntura econômica serão essenciais para definir seus próximos passos”, disse. “O Banco Central do Brasil ressalta que continuará fazendo uso de todo o seu arsenal de medidas de políticas monetária, cambial e de estabilidade financeira no enfrentamento da crise atual”, completou. A próxima reunião do Copom acontece em 5 e 6 de maio. Após o ímpeto reformista do governo ficar em segundo plano com o mundo sendo engolfado pelo coronavírus, o BC voltou a reforçar a importância das reformas na economia seguirem adiante, frisando que questionamentos sobre sua continuidade e mudanças de caráter permanente no processo de ajuste nas contas públicas têm o potencial de elevar a taxa de juros estrutural da economia. “Nessa situação, relaxamentos monetários adicionais podem tornar-se contraproducentes se resultarem em aperto nas condições financeiras”, afirmou o BC. A autoridade monetária afirmou que o ambiente para as economias emergentes se tornou desafiador com a pandemia causada pelo coronavírus, que provocou desaceleração significativa do crescimento global, queda no preço das commodities e elevação da volatilidade nos mercados. O coronavírus, inclusive, passou a figurar no balanço de riscos do BC, ao lado da ociosidade da economia, como um fator baixista para a inflação caso o surto da doença se agrave e “provoque aumento da incerteza e redução da demanda com maior magnitude ou duração do que o estimado”. Por outro lado, o aumento da potência da política monetária, a deterioração do cenário externo ou frustrações em relação à continuidade das reformas são apontados como riscos para gerar uma trajetória da inflação acima do projetado para 2020 e 2021.

REUTERS

Ibovespa tomba mais de 10% e fecha na mínima desde meados de 2017

A bolsa paulista fechou em forte queda na quarta-feira, quando teve acionado o sexto circuit breaker em menos de duas semanas, em meio a sinais crescentes sobre os efeitos negativos das medidas para evitar a disseminação do novo coronavírus nas empresas e na atividade econômica global

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 10,35%, a 66.894,95 pontos, menor patamar desde 3 de agosto de 2017. O volume financeiro somou 36,27 bilhões de reais, em sessão também marcada por vencimento de opções sobre o Ibovespa. Apenas os papéis de BB Seguridade e Carrefour Brasil fecharam em alta, avançando 0,67% e 1,97%, respectivamente. Com o desempenho desta quarta-feira, o Ibovespa acumula queda de 25,4% nas últimas 52 semanas de negócios. Desde janeiro, a queda é de 42%. A B3 acionou o mecanismo de interrupção das negociações pouco antes 13:20, depois que o Ibovespa acelerou a queda para mais de 10%. Por pouco, o circuit breaker não precisou ser acionado novamente, uma vez que, na mínima da sessão, o Ibovespa chegou a cair 14,84%, a 63.546,74 pontos. “O avanço do Covid-19 vai se acentuando e medidas políticas e econômicas são impostas em todo o globo. Entre anúncios de estímulos econômicos e aumento da percepção de recessão mundial, os mercados têm movimentos rápidos e acentuados de altas e baixas”, ressaltou a equipe da Elite Investimentos. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 5,18%. “Os estímulos prometidos pelos governos e bancos centrais ficam muito aquém do que resolveria o problema dos mercados. O que realmente falta no mundo é um indício que os casos de coronavírus comecem a desacelerar”, destacou o gestor Ricardo Campos, da Reach Capital. “O mercado está preocupado e acreditamos que as coisas devem piorar antes de melhorar nos próximos dois meses, o que vai mexer muito com o emocional dos investidores”, afirmou o analista de ações Thiago Salomão, da Rico Investimentos.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Custo de produção do frango atinge, nominalmente, o segundo maior valor da história

Valor que representa aumentos de, aproximadamente, 2% sobre o mês anterior

O levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves apontou que em fevereiro passado a produção de um quilograma de frango custou R$3,07, valor que representa aumentos de, aproximadamente, 2% sobre o mês anterior e de pouco mais de 10% sobre o mesmo mês de 2019 (R$2,79/kg em fevereiro do ano passado). Isto, porém, é o de menos. Porque, ao valor apontado para fevereiro, o atual custo situa-se, nominalmente, como o segundo mais elevado da história do setor, ou seja, encontra-se aquém apenas – e por uma diferença de irrisórios 6 (seis) centavos/kg – do recorde registrado em junho de 2016, ano em que o País enfrentou quebra na safra de grãos. Nada impede que esse recorde seja superado em março corrente. Excetuado breve interregno no mês de julho, o custo vem se elevando de forma contínua desde maio de 2019, a uma velocidade média superior a 1% ao mês. Como, nos últimos meses, esse índice vem apresentando ainda maior aceleração, basta a repetição do último índice (aumento próximo de 2%) para que os R$3,13/kg de 2016 sejam superados. Independentemente disso, o custo médio do primeiro bimestre de 2020 já é recorde absoluto, pois superou pela primeira vez (considerado apenas o bimestre inicial de cada exercício) a casa dos R$3,00/kg.

AGROLINK

Preço do suíno vivo sobe 18%

Custos, no entanto, também aumentaram

Os preços de venda do suíno vivo no mercado independente continuam em trajetória de alta e subiram até 18% em um mês e meio, segundo informações divulgadas pelo portal suinoculturaindustrial.com.br. De acordo com os dados, em 31 de janeiro o animal comercializado no estado custava R$ 4,90 o quilo e, nesta semana chegou a R$ 5,80, em uma alta de 18,4%. Levando em consideração o estado de São Paulo, o quilo do animal chegou a R$ 5,97 na última semana, sendo que estava custando R$ 5,07 no fim de janeiro. De acordo com o suinocultor associado à Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), Demétrius Napoleão Nápoles, da Fazenda Nápoles, os valores dos insumos aumentaram muito. “Para visão de preço arroba do suíno, ele vem se sustentando e subindo gradativamente semana a semana com bastante consistência, mas infelizmente nossos custos vem com uma alta drástica, com milho já na casa de 60-62 a saca e a soja 1.620,00 (preços nunca visto antes). Trazendo para arroba, nosso preço teria que estar R$ 155,00 (ou R$ 8,26 o quilo)”, complementa. No Rio Grande do Sul o preço se estabeleceu em R$ 5,48, um aumento de 2,62% em relação ao mês anterior, sendo o preço mais baixo dos estados pesquisados. Santa Catarina registrou um aumento de 0,89%, para R$ 5,67 e Paraná viu o preço aumentar cerca de 0,87%, chegando em R$ 5,80 na última cotação. Em Minas Gerais e em Goiás não houve alterações em relação ao último mês, sendo o preço ficou estipulado em R$ 5,90 nos dois estados. A última praça pesquisada foi a do Distrito Federal, que registrou aumento de 2,68%, chegando em R$ 5,75.

AGROLINK

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment