CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1197 DE 18 DE MARÇO DE 2020

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Ano 6 | nº 1197| 18 de março de 2020

 

NOTÍCIAS

Arroba bovina recua com frigoríficos fora dos negócios por coronavírus

As cotações da arroba bovina recuaram na terça-feira em importantes praças do país, pressionadas pela menor demanda por carne e a ausência de frigoríficos nas negociações, em meio às consequências da pandemia de coronavírus que resultaram em paralisações em algumas unidades

O Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 caiu 2,59% na variação diária, para 199,40 reais por arroba. No comparativo mensal, a baixa foi de 1,16%, segundo o indicador, uma média de praças do Estado de São Paulo. Alguns frigoríficos estão suspendendo abates de bovinos como medida preventiva contra a transmissão do coronavírus e também por problemas logísticos decorrentes de estratégias de controle do vírus adotadas na China e que afetam as exportações. A Minerva Foods anunciou na terça-feira que operações de abate serão suspensas em quatro unidades. Já a JBS disse na véspera que vem monitorando os reflexos do coronavírus no mercado e admitiu que “avalia a implantação de férias coletivas exclusivamente em algumas das suas unidades de processamento de bovinos no Brasil”. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, a ausência de players importantes no mercado, ainda que temporária, deve pressionar a arroba em algumas das principais praças pecuárias, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. No mercado interno, a redução da alimentação fora de casa, atendendo à orientação do governo de que a circulação nas ruas ocorra somente quando necessário, também prejudica a demanda por proteína e contribui para o viés negativo de preços em toda a cadeia.

REUTERS

Boi gordo: preços caem com demanda de carnes em risco, indica Safras

Frigoríficos já estão antecipando uma queda nas exportações e anunciando férias coletivas para funcionários, afirma a consultoria

O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos na terça-feira, 17. De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos já estão antecipando uma queda nas exportações e anunciando férias coletivas para funcionários, principalmente nos casos das empresas de maior porte. “A principal preocupação está na retração da demanda de carne bovina, tanto interna quanto externa. Com isso o cenário mudou drasticamente, com elementos de pressão de baixa mais efetivos neste momento. Mesmo com uma boa capacidade de retenção, ficou difícil para os pecuaristas sustentarem os preços apenas retendo as boiadas”, disse Iglesias. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista caíram de R$ 195 para R$ 193 a arroba. Em Uberaba (MG), os preços recuaram de R$ 191/R$ 192 a arroba para R$ 189. Em Dourados (MS), os preços ficaram em R$ 189 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado caiu de R$ 190 a arroba para R$ 185. Já em Cuiabá (MT), o preço diminuiu de R$ 185 para R$ 182/R$ 183. No mercado atacadista, os preços da carne bovina começaram a ceder. “A tendência de curto prazo remete a uma reposição mais lenta entre atacado e varejo, podendo resultar em continuidade deste movimento de queda. O mercado segue receoso em relação aos embarques. Até o momento, não há impacto aparente no mês de março. No entanto, alguns estrangulamentos logísticos ao redor do mundo já são relatados, como a escassez de contêineres frigoríficos e de navios graneleiros”, disse Iglesias. O corte traseiro caiu de R$ 14,60 o quilo para R$ 14,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,50 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Baixa movimentação no mercado do boi gordo

No fechamento do mercado da última terça-feira (17/3), em São Paulo, boa parte das indústrias frigoríficas estavam fora das compras

Alguns frigoríficos suspenderam as operações em algumas unidades por meio de férias coletivas, e outros que estavam em compasso de espera, em função das consequências no consumo de carne bovina no mercado interno e do fluxo de exportação, e das medidas sanitárias para desacelerar a propagação do coronavírus. As que estão ativas, abriram as ordens de compra, para não comprar, pois as ofertas estão até R$15,00/@ abaixo da referência, sem negócios concretizados. As programações de abate estão, em função disso, encurtando.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: preços recuaram no varejo

As vendas fracas vêm tirando a sustentação dos preços da carne bovina nos mercados e açougues

Segundo levantamento da Scot Consultoria, somente no Paraná houve aumento nas cotações na última semana, de 0,7% na média dos cortes analisados frente à semana passada. No Rio de Janeiro e na praça paulista, as baixas foram de 0,2% e 0,3%, respectivamente. Já em Minas Gerais, os preços permaneceram estáveis no período. Na comparação mensal, em São Paulo, o recuo foi de 2,1% em março, na média dos cortes analisados.

SCOT CONSULTORIA

Boa demanda por sebo bovino

A demanda interna por sebo bovino está boa, principalmente após a implementação do B12 (adição de 12% de biodiesel na composição do óleo diesel no Brasil)

Entretanto, não houve alteração de preço na última semana. Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o sebo está cotado em R$3,10/kg, livre de imposto. Já no Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$3,20/kg, nas mesmas condições. Nas regiões pesquisadas, desde o início do ano, o preço subiu 8,8% e 8,5%, respectivamente. Para o curto prazo, a expectativa é de mercado firme.

SCOT CONSULTORIA

Mato Grosso registra recuo de 11% nos abates de fevereiro frente janeiro

A queda mensal nos abates foi mais intensa para os machos

Dados regionais do Mato Grosso confirmam a tendência de recuo nos abate bovinos este ano, devido à oferta restrita de animais terminados. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em fevereiro passado os abates no Estado caíram 11% frente a janeiro, para 413,85 mil bovinos. De acordo com o Imea, a queda mensal nos abates foi mais intensa para os machos – houve retração de 15,5% (considerando a mesma base de comparação), enquanto o abate de vacas recuou 6,65%. O abate mais expressivo de machos foi impactado, principalmente, pelo menor envio ao gancho de animais entre 12 e 24 meses, categoria que registrou decréscimo de 24% ante janeiro, informa o Imea. No entanto, quando comparado aos resultados dos abates em fevereiro deste ano frente ao volume registrado no mesmo período de 2019, verifica-se ligeira elevação de 1,2%.

PORTAL DBO

Carne bovina: Europa já começa a cancelar pedidos, diz Agrifatto

O bloco econômico é um dos mais afetados neste momento pelo coronavírus

A analista de mercado Lygia Pimentel, da Agrifatto, confirmou na terça-feira, 17, que a Europa já começou a cancelar alguns pedidos de carne que sairiam do Brasil. O bloco econômico é um dos mais afetados neste momento pelo coronavírus. “Há pedidos internacionais, principalmente vindos da Europa, sendo cancelados. Isso traz incerteza para os frigoríficos. Tem pedido sendo cancelado, e dentro desse buraco de demanda, a indústria também se recolhe. Certamente isso traz reflexos para os preços”, disse a analista Lygia Pimentel. Em contraponto, a especialista ressalta que a China está voltando a se recuperar do surto da doença. “Sei de fontes locais que o movimento não se regularizou, mas está começando a se recuperar”, diz. Pimentel projeta que diante da doença, os frigoríficos devem mudar algumas estratégias nos canais de distribuição do mercado interno. Ela prevê que o foco passe dos restaurantes aos supermercados.  “As escalas de abates estão curtas e com algumas plantas paralisando, pode ser que isso enxugue a carne que está no atacado e consequentemente o boi gordo volte a firmar”, afirma. A Agrifatto vê oportunidades ao pecuarista, apesar do momento turbulento. Para quem estava comprando bezerro caro, a analista afirma que há possibilidade de melhores negócios no mercado de reposição. “A reposição não deve passar ilesa. Para quem estava comprando bezerro caro, se a gente conseguir sair desse curtíssimo prazo, desse pânico e pensar mais no longo prazo, há oportunidade de comprar reposição melhor negociada”. diz. Ela pondera que apesar de a reposição não ser tão dinâmica quando o mercado de balcão, o avanço do coronavírus deve acabar contagiando esse setor da pecuária também.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em queda, mas se mantém acima de R$5

O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, mas ainda acima de 5 reais, depois de uma sessão volátil aqui e no exterior à medida que investidores avaliaram esforços de bancos centrais e governos

O dólar à vista caiu 0,88%, a 5,0024 reais na venda, mas não sem antes cravar novo recorde histórico intradiário de 5,0880 reais na venda (+0,82%). Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,23%, a 5,0065 reais às 17h18. Na segunda-feira, a moeda saltou 4,86% no fechamento, a 5,0467 reais na venda, nova máxima recorde nominal para um encerramento de sessão e ganho percentual mais forte desde maio de 2017. O banco central norte-americano (Fed) vai disponibilizar até 1 trilhão de dólares por dia em empréstimos no mercado de operações compromissadas pelo restante desta semana e anunciou o retorno de um instrumento para facilitar financiamentos a pequenas empresas, utilizado pela última vez na crise financeira de uma década atrás. As medidas fazem parte de ações para dar normalidade ao funcionamento dos mercados financeiros, que acionaram o modo pânico nos últimos dias por causa dos temores sobre o coronavírus. Ainda assim, a incerteza paira no mercado. No Brasil, segue a expectativa pelo anúncio por parte do Banco Central de ações de defesa do câmbio. O BC vendeu nesta terça 2 bilhões de dólares em linhas de moeda com compromisso de recompra. “O ambiente de elevado risco global continua pressionando a moeda (o real), enquanto o mercado aguarda maiores definições a respeito de medidas emergenciais que podem ser tomadas pelo Banco Central”, disse Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter. Com o dólar cruzando a linha dos 5 reais, alguns analistas veem a continuação da valorização da divisa. Profissionais da TD Securities estimam agora que a cotação baterá 5,50 reais até o fim do terceiro trimestre, com alguma esperada estabilização em torno desse nível. “Vemos apreciação do real no 1º trimestre de 2021 para 5,35 (por dólar), 5,10 no 2º trimestre de 2021 e 4,90 no 3º e 4º trimestres de 2021, com condições monetárias mais frouxas em todo o mundo (e nos EUA) amparando uma expansão econômica pós-impacto do Covid-19”, disseram os analistas em relatório.

REUTERS

Ibovespa tem correção e fecha em alta, mas volatilidade persiste

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em alta na terça-feira, em sessão de recuperação técnica, com papéis de bancos entre os destaques positivos, mas especialistas dizem que a volatilidade deve seguir presente

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 4,85%, a 74.617,24 pontos. O volume financeiro da sessão somou 33,7 bilhões de reais. A alta vem após o Ibovespa fechar em baixa de quase 14% na segunda-feira, ampliando as perdas em 2020 para cerca de 30%. Na mínima desta sessão, o índice chegou a 70.782,50 pontos. Na máxima, bateu em 77.254,59 pontos. “O mercado precisa ter uma ‘luz no fim do túnel’. Estabilizar a situação nos países mais afetados seria extremamente positivo para a sociedade e os mercados”, avaliou o estrategista Don Kawa, da TAG Investimentos, em comentários no Twitter. Para ele, a incerteza permanece. “Teremos ainda muita volatilidade. Contudo, já consigo afirmar que uma parte não desprezível do ajuste foi feita”, ponderando, entretanto, que quedas adicionais são sempre possíveis. Novas medidas de estímulos econômicos foram anunciadas no mundo entre a noite da véspera e a madrugada de terça-feira, respaldando a recuperação em alguns mercados, mas o ambiente segue volátil em meio a dúvidas sobre a eficácia dessas ações. O foco está voltado para potenciais anúncios no campo fiscal. Na visão do economista-chefe do banco Julius Baer, Janwillem Acket, os mercados financeiros no momento estão precificando uma recessão global, apesar de ações coordenadas de política monetária, dos esforços para lidar com a liquidez e as restrições de crédito. O anúncio do Federal Reserve de que relançará compras de dívida corporativa de curto prazo para apoiar os mercados de crédito ajudou na melhora dos ânimos nesta sessão. No Brasil, a evolução do contágio do Covid-19 também continua sendo monitorada, principalmente seus reflexos na atividade econômica no país. A MARFRIG ON fechou com elevação de 4,22%. A companhia anunciou a nomeação de Miguel de Souza Gularte como diretor presidente da companhia, em substituição a José Eduardo de Oliveira Miron. Também aprovou recompra de ações.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva anuncia suspensão de abates em 4 plantas em meio a efeitos do coronavírus

A Minerva Foods anunciou na terça-feira que operações de abate serão suspensas em quatro unidades da companhia no Brasil como medida preventiva contra a transmissão do coronavírus e por problemas logísticos também relacionados à doença

A partir do dia 23, serão concedidas férias coletivas aos colaboradores das unidades Janaúba (MG), José Bonifácio (SP), Mirassol D´Oeste (MT) e Paranatinga (MT), que devem durar entre dez e quinze dias, a depender da planta, disse a companhia em nota. Funcionários das áreas administrativas, dos escritórios da Minerva em São Paulo (SP) e Barretos (SP), passaram a trabalhar em regime remoto como medida preventiva. “A decisão também está alinhada à piora dos cenários doméstico e global, que inclui queda da demanda no segmento de ‘food service’ e limitações logísticas em diversas partes do mundo”, acrescentou a empresa. O anúncio da companhia confirma reportagem publicada pela Reuters na véspera com informação de fontes, segundo a qual a Minerva deveria suspender operações de abates em algumas unidades no Brasil em meio a problemas logísticos na China decorrentes do combate ao coronavírus. A principal limitação logística das companhias de carnes neste momento é a ausência de contêineres disponíveis para exportação, pois parte dos que foram enviados para a China ficaram com cargas paralisadas no país em fevereiro e ainda não retornaram ao Brasil. A paralisação de cargas nos portos chineses, definida pelo governo do país, foi uma medida de contenção do coronavírus e afetou a distribuição local dos produtos importados. A Minerva ainda afirmou que as férias coletivas são a melhor opção a ser seguida, “tendo em vista que permitem preservar a economia de escala das operações industriais”. “Adotaremos medidas comerciais para apoiar nossos clientes do segmento de ‘food service’ e seguiremos colaborando com nossos operadores logísticos, sem colocar em risco as medidas aplicadas para evitar a disseminação do vírus”, enfatizou a companhia.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Indústrias de aves e suínos do Brasil não planejam cortar produção por coronavírus

As indústrias de aves e suínos do Brasil não têm planos para cortar produção ou dar férias coletivas a trabalhadores em meio à crise do coronavírus, disse na terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

O Diretor-Executivo da entidade, Ricardo Santin, afirmou via telefone que a crise está alterando os hábitos de consumo, mas que não teve impacto significativo nem sobre a demanda doméstica, nem sobre a procura por exportações. “Boi tem situação diferente (do nosso setor). Boi pode ficar no pasto sem custo. Diferente de aves e dos suínos”, disse Santin. “Estamos conscientes que o período pode ser complicado. Todas as empresas têm seus planos de contingência”, acrescentou. A produtora de carne bovina Minerva anunciou reduções de abate em meio a problemas logísticos decorrentes da crise sanitária iniciada na China, principal parceira econômica do Brasil. Em relação aos mercados externos, Santin disse que os volumes diários de embarques de carnes suína e de aves nos dez primeiros dias de março indicaram que os números das exportações serão fortes, em linha com o mesmo mês do ano passado. Considerando que países como a China seguem lidando com doenças que afetam animais, como a peste suína africana e a gripe aviária, o Brasil continuará a se beneficiar das fortes importações de alimentos pela Ásia, afirmou ele.

REUTERS

Preço do suíno vivo sobe 18%

Custos, no entanto, também aumentaram

Os preços de venda do suíno vivo no mercado independente continuam em trajetória de alta e subiram até 18% em um mês e meio, segundo informações divulgadas pelo portal suinoculturaindustrial.com.br. De acordo com os dados, em 31 de janeiro o animal comercializado no estado custava R$ 4,90 o quilo e, nesta semana chegou a R$ 5,80, em uma alta de 18,4%. Levando em consideração o estado de São Paulo, o quilo do animal chegou a R$ 5,97 na última semana, sendo que estava custando R$ 5,07 no fim de janeiro. De acordo com o suinocultor associado à Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), Demétrius Napoleão Nápoles, da Fazenda Nápoles, os valores dos insumos aumentaram muito. “Para visão de preço arroba do suíno, ele vem se sustentando e subindo gradativamente semana a semana com bastante consistência, mas infelizmente nossos custos vem com uma alta drástica, com milho já na casa de 60-62 a saca e a soja 1.620,00 (preços nunca visto antes). Trazendo para arroba, nosso preço teria que estar R$ 155,00 (ou R$ 8,26 o quilo)”, complementa. No Rio Grande do Sul o preço se estabeleceu em R$ 5,48, um aumento de 2,62% em relação ao mês anterior, sendo o preço mais baixo dos estados pesquisados. Santa Catarina registrou um aumento de 0,89%, para R$ 5,67 e Paraná viu o preço aumentar cerca de 0,87%, chegando em R$ 5,80 na última cotação. Em Minas Gerais e em Goiás não houve alterações em relação ao último mês, sendo o preço ficou estipulado em R$ 5,90 nos dois estados. A última praça pesquisada foi a do Distrito Federal, que registrou aumento de 2,68%, chegando em R$ 5,75.

AGROLINK

Custo de produção de suíno e frangos aumenta em fevereiro

Levantamento é da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa

Os custos de produção de suínos e de frangos de corte aumentaram em fevereiro, segundo levantamento da Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa. A alta foi de 0,96% e 1,82%, respectivamente, na comparação com janeiro. O ICPSuíno, que começou o ano em 244,53 pontos, chegou aos 246,88 pontos em fevereiro, em movimento de alta iniciado em outubro de 2019. “O gasto com a nutrição dos animais aumentou 0,95% apenas em fevereiro com relação a janeiro e chega a 10,76% nos últimos 12 meses”, diz a Embrapa em nota. O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina passou dos R$ 4,27 em janeiro para R$ 4,32 em fevereiro, maior valor desde julho de 2016.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Preços do boi na Austrália estão próximos de níveis recordes

Forte alta nas cotações está atrelada com a recomposição de rebanhos

Os preços de gado na Austrália estão próximos de níveis recordes, tendo avançado cerca de 60% nos últimos dois meses. A demanda de produtores querendo recompor rebanhos em suas fazendas, após a seca dar uma trégua em grande parte do país, pode estar puxando as cotações. No entanto, o National Australia Bank afirma em nota que a indústria enfrenta riscos substanciais, incluindo casos de coronavírus em mercados importantes. “Se isso continuar, os fundamentos certamente serão prejudicados.”

ESTADÃO CONTEÚDO

População australiana corre em busca de carne moída em açougues e supermercados

Na esteira do impacto do coronavírus, crescem negócios com carne bovina no varejo da Austrália

Os setores do varejo da carne bovina no mercado da Austrália, incluindo açougues e supermercados, estão passando por um boom sem precedentes no volume de vendas, na esteira do impacto urbano ocasionado pelo coronavírus. Essa tendência de maior demanda pela carne vermelha é impulsionada por dois principais fatores. O primeiro é a mudança drástica no perfil de consumo da proteína: as pessoas deixaram de ir a hotéis, restaurantes, cafés e eventos esportivos, preferindo se alimentar dentro de casa. Para isso, a população passou a armazenar alimentos, especialmente aqueles que podem ser congelados. “A carne moída, que congela bem, tem sido um alvo importante entre os consumidores”, diz a reportagem. Estima-se que as vendas de carne bovina no varejo australiano aumentaram de 20% a 25%, tanto em relação ao ano anterior quanto na comparação com o volume de negócios observado apenas algumas semanas antes de estourar a crise mundial do coronavírus. Um grande atacadista de Melbourne está realizando entregas de carne aos domingos, porque muitos dos clientes de açougue estavam sem estoques de carne, diz a reportagem.  Por outro lado, os atacadistas descrevem o comércio no mercado de food service como “morto”. Stephen Kelly, dono de açougues com sede em Sydney, registrou um expressivo aumento de demanda em suas 11 lojas. “Vimos um avanço significativo no volume de vendas de carne moída, disse Kelly, acrescentando: “Algumas empresas agora estão mandando os seus funcionários trabalhar em casa, por isso é lógico que as vendas no varejo aumentaram bastante; de repente, pela primeira vez, os trabalhadores estão almoçando e jantando em casa durante a semana”.

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