CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1194 DE 13 DE MARÇO DE 2020

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Ano 6 | nº 1194| 13 de março de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Operações de compra e venda dos frigoríficos se limitam a 15 dias. Não tem como fazer planejamento, afirma Abrafrigo

Crise por coronavírus altera estratégia de negócios dos frigoríficos. Boa notícia fica por conta da confirmação de retomada das compras chinesas e americanas

https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/boi/254361-operacoes-de-compra-e-venda-dos-frigorificos-se-limitam-a-15-dias-nao-tem-como-fazer-planejamento-afirma.html#.Xmtg2lSj-Uk

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

NOTÍCIAS

Preços do boi caem no Brasil; veja os motivos

Os frigoríficos apresentam escalas de abates mais confortáveis, espaçadas entre quatro a seis dias úteis

O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos na quinta-feira. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, aponta que os frigoríficos apresentam escalas de abates mais confortáveis, espaçadas entre quatro a seis dias úteis. “No entanto, os pecuaristas ainda contam com uma capacidade de retenção muito importante, avaliando a ótima condição das pastagens neste primeiro trimestre e este é, sem dúvida, o grande limitador de movimentos mais agressivos de queda nos preços do boi”, pontuou.  Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista caíram de R$ 203 a arroba para R$ 201 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços recuaram de R$ 197 a arroba para R$ 195 a arroba. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 192 – R$ 193 a arroba, ante R$ 195 a arroba ontem. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado permaneceu em R$ 193 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço permaneceu em R$ 186 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. “A tendência ainda aponta para alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena. Já para a segunda quinzena, é aguardada uma reposição mais lenta entre atacado e varejo”, disse Iglesias. O corte traseiro permaneceu em R$ 14,50 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,45 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 12 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: mercado travado em São Paulo

Oferta limitada de boiadas para abate, esse é o cenário de boa parte das regiões pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria

Em São Paulo, os preços ficaram estáveis na última quinta-feira (12/3) e as programações de abate atendem em torno de cinco dias. A arroba do boi gordo ficou cotada em R$200,00, à vista, livre de Funrural.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

BC faz nesta 6ª leilão de até US$2 bi em linha de dólar após recorrer a swaps e moeda à vista

O dólar chegou a ultrapassar a barreira dos 5 reais na quinta, antes de fechar em novo recorde histórico para um encerramento de 4,7857 reais na venda (alta no dia de 1,38%)

O Banco Central vai recorrer a uma terceira ferramenta de intervenção cambial nesta sexta-feira ao ofertar até 2 bilhões de dólares por meio de leilões de linhas —venda com compromisso de recompra. Serão realizadas duas operações —“A” e “B”— entre 10h15 e 10h20. As vendas serão liquidadas em 17 de março. A recompra dos dólares vendidos no leilão “A” será em 5 de maio, e o mercado terá de devolver ao BC os dólares da operação “B” em 2 de julho. Os leilões de sexta-feira contemplam dinheiro novo. É a primeira vez que o BC faz oferta líquida de moeda nessa modalidade desde 17 e 18 de dezembro do ano passado —quando, no total, foram vendidos ao mercado 2,50 bilhões de dólares. Os leilões de linha costumam ser realizados em momentos de demanda pontual por liquidez. Nesta semana, o BC vendeu dólares à vista e realizou operações de swap cambial tradicional. Desde segunda-feira, já colocou 7,245 bilhões de dólares em moeda à vista e injetou 10,5 bilhões de dólares neste ano via contratos de swap cambial tradicional —que equivalem a colocação de liquidez no mercado futuro. O reforço nas atuações ocorre em meio a um salto na volatilidade e nas cotações do dólar, diante da intensificação dos temores do coronavírus e, mais recentemente, da piora na avaliação do mercado sobre o cenário fiscal brasileiro. O dólar chegou a ultrapassar a barreira dos 5 reais na quinta, antes de fechar em novo recorde histórico para um encerramento de 4,7857 reais na venda (alta no dia de 1,38%). Na semana, a cotação salta 3,26%, enquanto dispara 19,26% no ano, o que deixa o real na vice-lanterna entre 33 pares da divisa dos EUA.

REUTERS

Pânico faz IBOVESPA despencar 15% em sessão com quase 3 circuit breakers

A bolsa paulista teve mais uma sessão de fortes perdas na quinta-feira, tendo acionado o circuit breaker por duas vezes, o que não acontecia desde a crise de 2008. O Ibovespa fechou com o pior desempenho desde 1998, reflexo do clima de pânico nos mercados globais

O tombo na véspera de sexta-feira 13 só não foi maior porque o Federal Reserve de Nova York anunciou injeção de 1,5 trilhão de dólares no sistema financeiro em um esforço para tentar acalmar investidores globais. Isso acabou evitando uma terceira suspensão dos negócios na B3 na mesma sessão. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 14,78%, a 72.582,53 pontos, no menor patamar desde 28 de junho de 2018. Foi a pior performance desde 10 setembro de 1998, ano marcado pela crise financeira russa. Todas as ações da carteira do índice fecharam em queda. O volume financeiro no pregão somou 30 bilhões de reais. O pregão brasileiro teve as negociações suspensas primeiro por volta de 10:20, por 30 minutos, após o Ibovespa cair mais de 10% e depois, antes das 11:15, por 1 hora, conforme acelerou a perda a mais de 15%. Pouco antes do anúncio do Fed, o Ibovespa renovou mínima da sessão, a 68.488,29 pontos, menor patamar intradia desde agosto de 2017, em queda de 19,59%, ameaçando o terceiro circuit breaker do dia. Se caísse 20%, a bolsa poderia determinar a suspensão dos negócios por um período por ela definido. Por volta do mesmo horário, a B3 também anunciou que estava mudando exclusivamente para essa sessão o limite de oscilação diária para o contrato futuro de Ibovespa dos atuais 10% para 15%. Por volta de 17:35, o contrato para abril do índice cedia 10,45%, a 72.125 pontos, no limite de baixa. “A falta de detalhes dos estímulos do governo americano para combater o surto de Covid-19 decepcionou os investidores”, afirmou a equipe da Elite Investimentos, em nota distribuída a clientes mais cedo. O cenário político econômico no Brasil corroborou o clima negativo nos negócios, após o Congresso Nacional derrubar na quarta-feira veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), o que terá impacto estimado em 20 bilhões de reais no primeiro ano.

REUTERS

Governo paralisa financiamento público à exportação e estuda reforma em mecanismos de apoio

O governo federal restringiu a ponto de paralisar os programas de financiamento às exportações e, nesta semana, oficializou aos postos diplomáticos brasileiros no exterior que não haverá concessão de novas operações de crédito enquanto prepara uma reforma nos mecanismos de apoio oficial às exportações

O documento enviado na terça-feira aos postos diplomáticos informa que as empresas brasileiras interessadas em exportar devem procurar bancos e organismos privados em busca de recursos. A justificativa é uma resolução da Câmara de Comércio Exterior do final de fevereiro que determinou a realização de estudos para alterar todo o sistema de apoio às exportações no país. Na prática, a suspensão retira as linhas de financiamento público que já vinham definhando nos últimos anos. Em 2019, o orçamento do Proex Equalização foi de 2,2 bilhões de reais. Para este ano, estavam previstos 800 milhões. De acordo com duas fontes ouvidas pela Reuters, os pontos dessa reforma ainda estão em estudo, mas o objetivo central é retirar do poder público o financiamento às exportações, a não ser em áreas consideradas estratégicas, como defesa e alta tecnologia, e repassá-lo a bancos privados. O consultor de comércio exterior Welber Barral, sócio da BMJ Consultoria e ex-secretário de comércio exterior do antigo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, confirma que o financiamento público para exportações praticamente parou, o que tem impactado sobretudo na exportação de manufaturados e serviços. Especialmente pela dificuldade dos setores em conseguir o financiamento privado que o governo preconiza. “O setor privado não tem interesse em financiar exportações. Tem risco e pouco retorno. Ainda mais exportação de serviços para países em desenvolvimento”, explicou. As mudanças que começam a ser estudadas preveem a manutenção do financiamento público, mas apenas para algumas áreas determinadas, com maior valor agregado. Uma delas é o setor de defesa.

REUTERS

Risco-país do Brasil volta ao patamar do período do impeachment de Dilma

O indicador de risco-país medido pelo CDS (credit default swap) de 5 anos do Brasil saltou 58% desde o final do dia de ontem, a 356 pontos, segundo dados compilados pela consultoria Markit

Esse é o maior patamar desde 14 de junho de 2016, quando o Conselho de Ética da Câmara aprovou a cassação do mandato do então Eduardo Cunha (MDB-RJ). Naquele momento, a Câmara já havia dado autorização para o prosseguimento do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, processo que foi concluído em agosto. Sinal de que o movimento tem a ver com fatores domésticos, o avanço de 58% do risco-país do Brasil é maior que o verificado por outros países emergentes comparáveis no mesmo período. O spread dos contratos do México registra alta de 39,1% no período, enquanto o da Colômbia sobe 26,7%. Rússia (19,8%), África do Sul (12%) e Turquia (14,05%) também tiveram variações menores no período.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Pânico com corona vírus faz BRF atingir menor valor desde 2012

Dona da Sadia e Perdigão já perdeu R$ 16,2 bi em valor em 2020

O pânico que tomou conta dos investidores por causa da preocupação com o impacto do coronavírus na economia global fez o valor de mercado da BRF, dona de Sadia e Perdigão, atingir o menor patamar pelo menos desde 2012, início da série histórica do Valor PRO. A BRF encerrou o pregão de hoje avaliada em R$ 12,390 bilhões na B3. No acumulado deste ano, as ações da companhia caíram 56,5%, o que retirou R$ 16,209 bilhões do valor de mercado da agroindústria de frangos e suínos. O Ibovespa recuou 37,2% nesse período. Nem mesmo na grande crise que abateu a BRF em 2018, quando a companhia atravessou uma sequência de turbulências investigações da Polícia Federal (PF), destituição do conselho de administração e greve dos caminhoneiros —, a companhia valia tão pouco. Em termos de valor de mercado, o pior momento havia sido em 28 de junho de 2018, quando a BRF encerrou o pregão avaliada em R$ 14,55 bilhões. No melhor ano da história do grupo, que surgiu em 2009 a partir da união entre Perdigão e Sadia, o valor de mercado chegou a R$ 62,8 bilhões. Desde o pico, portanto, a BRF perdeu mais de R$ 50,4 bilhões em valor. Em comunicado ao mercado na quinta-feira, a BRF tentou acalmar os investidores. De acordo com a empresa, a doença não provocou qualquer impacto na operação de suas fábricas, que estão funcionando normalmente. A companhia também ressaltou que, até agora, nenhum funcionário foi infectado pelo vírus. Como medida de precaução, no entanto funcionários de algumas das áreas da empresa estão trabalhando remotamente.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Competitividade da carne suína ante bovina é recorde na série do Cepea

A carne suína em fevereiro registrou a melhor relação de competitividade em relação à carne bovina já registrada na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), conforme informou o centro da Universidade de São Paulo (USP) na quinta-feira (12)

O preço da carcaça suína em fevereiro chegou ao menor valor registrado desde outubro, enquanto o preço da carne bovina continuou subindo. O Cepea calcula que houve um ganho de competitividade de 30,5% da carne suína em relação à bovina em fevereiro. A diferença entre os preços da carcaça especial suína e da carcaça casada bovina foi de R$ 5,81/quilo em fevereiro. No início de março, houve um recuo para R$ 5,27/kg nessa diferença, disse o Cepea em nota. A carcaça suína comum no atacado da Grande São Paulo teve alta de 0,9% na semana de 4 a 11 de março, a R$ 8,30/kg, e a carcaça suína especial subiu 0,8%, a R$ 8,68/kg, refletindo liquidez maior na primeira quinzena do mês. Já a carcaça casada do boi comercializada teve alta de 3% na parcial do mês de março, fechando a R$ 13,97/kg na quarta-feira, valorização de 3% na parcial de março. Apesar das altas registradas nos preços no atacado da Grande São Paulo, houve queda de 3,52% no preço geral de carnes medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no país em fevereiro, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgadas nesta semana. Em janeiro, o recuo no preço das carnes medido para o IPCA já tinha sido de 4,03%.

CARNETEC

Mais uma semana de alta no mercado de suínos

O mercado teve mais uma semana de alta nas cotações. O período do mês ainda favorece a saída de mercadorias, o que mantém o cenário firme

Nas granjas de São Paulo, o animal terminado está cotado, em média, em R$111,00 por arroba, alta de 1,8% nos últimos sete dias ou R$2,00 por arroba a mais. No atacado, em igual período, a valorização foi de 2,3%, com a carcaça sendo comercializada, em média, em R$8,80 por quilo. No mercado brasileiro, a expectativa é de preços firmes no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Recuo nas vendas pressiona cotação do frango no atacado

Os preços no mercado atacadista de frango tiveram um curto intervalo de alta. Já na segunda semana de março os preços retrocederam 3,2%, com a carcaça sendo negociada, em média, em R$4,50 por quilo

As vendas estão perdendo o ritmo e isso já se refletiu nas cotações. Nas granjas paulistas a estabilidade permanece. Já são 18 dias de manutenção nos preços, com a ave terminada sendo negociada, em média, em R$3,30 por quilo. Desde o início do ano, a carne de frango no atacado foi a única proteína (carne bovina e suína) que apresentou queda nas cotações. Com isso, a proteína de frango ganhou competitividade frente as demais.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Vendas semanais de carne suína dos EUA à China têm resultado mais fraco da história

As vendas de exportação de carne suína dos EUA para a China atingiram o menor nível já registrado na semana encerrada em 5 de março, mesmo após melhoria no acesso aos portos no principal consumidor mundial de carne suína, informou na quinta-feira o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)

O relatório semanal do USDA mostrou que os cancelamentos de compradores chineses reduziram as vendas totais de exportação para a China a um volume negativo de 45.222 toneladas, o pior resultado desde o início dos registros, em 2013, apagando o recorde anterior de 17.614 toneladas de vendas negativas de exportação na semana encerrada em 2 de janeiro. Os embarques de carne de porco para a China totalizaram 139.719 toneladas, refletindo as vendas anteriores de exportação. Os principais portos de contêineres da China estão diminuindo o estoque de cargas em suas docas, à medida que os trabalhadores retornam aos seus empregos depois que as restrições de viagens por coronavírus foram atenuadas. As vendas líquidas de soja para a China, normalmente o principal destino da oleaginosa dos EUA, foram negativas em 90.281 toneladas, o menor nível desde a semana encerrada em 5 de agosto de 2019, quando o USDA informou que cancelamentos levaram as vendas de soja para a China a 422.658 toneladas negativas. Os traders têm observado de perto as exportações para a China desde que Pequim e Washington assinaram um pacto comercial da Fase 1 em meados de janeiro.

REUTERS

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