CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1193 DE 12 DE MARÇO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1193| 12 de março de 2020

 

NOTÍCIAS

Dificuldade no escoamento deixa o mercado do boi gordo cauteloso em São Paulo

No fechamento da última quarta-feira (11/3), em São Paulo a cotação do boi gordo ficou estável na comparação dia a dia

As escalas de abate estão evoluindo e atendem, em média, cinco dias. Compradores estão cautelosos diante da dificuldade de escoamento de carne bovina no mercado interno. No mercado externo, na primeira semana de março o Brasil exportou 28,4 mil toneladas de carne bovina in natura. A receita foi de US$127,60 milhões (Secex). A média diária foi de 5,7 mil toneladas, volume 7,4% menor em relação à média de fevereiro, e retração de 8,8% frente a igual período de 2019.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo no Sudeste de Mato Grosso

Na região, a oferta de boiadas está restrita, com isso, os compradores ofertam preços maiores pela arroba do boi gordo. Entretanto, a demanda patinando tem limitado as altas

No fechamento da última quarta-feira (11/3), a arroba do boi gordo ficou cotada em R$187,00, à vista, livre de impostos, em R$189,50, à vista, com o desconto do Senar e em R$190,00, à vista, bruto (Senar + Funrural). Na comparação dia a dia, o preço do boi gordo subiu 0,5% e, desde o início do mês, a alta foi de 1,1%, o que representa R$2,00 a mais por arroba. As escalas de abate atendem, em média, quatro dias. Para o curto prazo, a expectativa é de que oferta limitada mantenha o mercado com os preços sustentados.

SCOT CONSULTORIA

Preço das carnes tem queda de 3,53% em fevereiro, segundo IBGE

Segundo o Ministério da Agricultura, já havia expectativa de recuo no primeiro bimestre em função do menor consumo e maior oferta de gado no pasto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro mostrou uma retração de 3,53% nos preços das carnes (bovina, suína e de aves). O índice foi divulgado na quarta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Conforme nossa previsão, depois de uma grande aceleração no final de ano passado havia uma expectativa de recuo em janeiro e fevereiro em função do menor consumo e maior oferta de gado no pasto, favorecido pela chegada das chuvas em algumas regiões produtoras, e uma menor exportação”, salienta Sílvio Farnese, Diretor de Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Em janeiro, a redução do preço das carnes já havia sido de 4,03%. Segundo cálculos do IBGE, a carne de porco recuou ao consumidor 2,98%, o filé mignon caiu 7,13%, a alcatra teve recuo de 7,56%, o patinho registrou queda 4,22%, o acém caiu 0,29% e a costela recuou 1,73%. O preço do frango inteiro teve alta de 0,62. “No campo houve uma estabilidade de preços recebidos pela arroba do boi no comparativo de fevereiro e janeiro e as exportações estão em ritmo menor do que o início do ano passado”, conclui o diretor. O valor do boi ficou, em média, R$ 195/arroba (15 kg) nos dois meses na praça de São Paulo. Ainda de acordo com o IBGE, a queda nos preços das carnes influenciou no resultado do grupo Alimentação e Bebidas (0,11%). “Com a deflação observada em fevereiro, as carnes apresentaram o maior impacto individual negativo no índice do mês (-0,09 p.p.) e contribuíram para a desaceleração da alimentação no domicílio (0,06%)”, diz o Instituto. O IPCA de fevereiro teve alta de 0,25%, o menor resultado para o mês desde 2000.

CANAL RURAL

ECONOMIA

BC retoma leilão de dólar à vista com oferta de até US$1,5 bi na 5ª, após dólar futuro superar R$4,80

O Banco Central fará na quinta-feira, dia 12 de março, oferta líquida de até 1,5 bilhão de dólares em moeda à vista, voltando a recorrer a essa ferramenta depois de na quarta ter utilizado contratos de swap cambial, numa sessão marcada por preocupações globais e reveses domésticos do lado fiscal que fizeram o dólar futuro saltar quase 4% e superar 4,80 reais

O lote de até 1,5 bilhão de dólares em moeda à vista será ofertado entre 9h10 e 9h15. O BC voltou a oferecer recursos das reservas nesta semana diante da disparada da volatilidade e da tensão no mercado de câmbio, seguindo deterioração nos mercados internacionais. Apenas nesta semana, a autoridade monetária já vendeu 5,465 bilhões em dólar à vista, sendo 2 bilhões de dólares na terça-feira e 3,465 bilhões de dólares na segunda-feira —este o maior volume a ser liquidado em um único dia desde pelo menos o começo de maio de 2009. Antes da atual rodada de leilões, desde 20 de dezembro do ano passado o BC não realizava esse tipo de operação —retomada em agosto de 2019 depois de uma década sem ser utilizada. Entre agosto e dezembro de 2019, o BC colocou no mercado um total de 36,860 bilhões de dólares em moeda física. Os atuais leilões de dólar das reservas têm ocorrido de forma alternada a ofertas de swap cambial. Nesta quarta, o BC vendeu todo o lote de 1 bilhão de dólares disponibilizado em swaps tradicionais —derivativo cuja colocação equivale a uma venda de dólar no mercado futuro de câmbio. Neste ano, o BC já vendeu o equivalente a 10,50 bilhões de dólares em swaps cambiais —todo esse montante em colocações líquidas, ou seja, na forma de dinheiro novo. Na segunda-feira, o Diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse que Banco Central interviria no câmbio com instrumentos e montante necessários para acalmar o mercado e promover a funcionalidade das operações. O leilão de até 1,5 bilhão de dólares à vista previsto para quinta ocorrerá após o dólar interbancário subir 1,6% nesta quarta, enquanto contratos de dólar futuro na B3 saltarem quase 4%. Além do exterior arisco, a pressão no mercado futuro, especialmente, refletiu um mau humor após sinais de acirramento na relação entre Congresso e Executivo, depois que parlamentares derrubaram veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao BPC, com impacto estimado em 20 bilhões de reais no primeiro ano.

REUTERS

Ibovespa desaba e tem 2° circuit breaker da semana com pandemia de coronavírus

O Ibovespa despencou na quarta-feira e a B3 acionou o circuit breaker pela segunda vez nesta semana, diante de temores globais com o coronavírus, agora classificado como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

O Ibovespa desabou 7,64%, a 85.171,13 pontos, nova mínima desde outubro de 2018. O volume financeiro da sessão somou 34,3 bilhões de reais. O índice acumula queda de mais de 13% apenas esta semana, chegando a 26,3% de desvalorização em 2020. Operando no vermelho desde a abertura, o Ibovespa acelerou perdas à tarde, com o circuit breaker paralisando as negociações por 30 minutos após a OMS ter classificado o coronavírus como pandemia, derrubando mercados internacionais. Na mínima, chegou a cair 12,4%. Para Alvaro Azevedo, sócio da Vero Investimentos, o mercado ainda aguarda sinalizações mais claras dos governos sobre as medidas que serão tomadas para amenizar os efeitos da epidemia. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, procurou acalmar os temores, afirmando nesta quarta-feira que utilizará todos os recursos governamentais possíveis para combatê-lo. Outros países também intensificaram as medidas de combate ao vírus, com o banco central britânico cortando sua taxa de juros e a Itália aumentando os gastos diante de um crescente números de infectados e mortos no país. No Brasil, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Congresso está à disposição do governo para, além das medidas emergenciais de curto prazo, dar respostas aos impactos econômicos da disseminação do vírus. O número de casos confirmados da doença no Brasil chegou a 52 na quinta-feira, aumento de 18 em relação à véspera, informou o Ministério da Saúde. Também pressionando o índice, estavam os papéis de Petrobras, afetados após a Arábia Saudita afirmar que planeja expandir ainda mais a capacidade de produção de petróleo, impactando no preço da commodity.

REUTERS

Equipe econômica corta previsão de PIB para 2,1% em 2020

A equipe econômica cortou sua projeção de crescimento econômico neste ano em 0,3 ponto percentual, a 2,1% Com a atualização, a estimativa do governo ficou mais próxima, mas ainda superior à expansão de 1,99% esperada pelos economistas para a economia neste ano, conforme boletim Focus mais recente

Diante de debates cada vez mais intensos sobre eventual flexibilização do teto de gastos para permitir o aumento dos investimentos públicos, a Secretaria de Política Econômica (SPE) defendeu a manutenção do mecanismo, afirmando que ele possibilita a redução do risco, o que tem impacto estrutural nos juros, estimulando a economia. A SPE pontuou ainda que as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do Pacto Federativo já encaminhadas ao Congresso “criam condições para a estabilidade fiscal”. Em janeiro, a SPE havia previsto uma alta de 2,4% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Na Lei Orçamentária Anual aprovada pelo Congresso, cujos parâmetros seguem vigentes, foi considerada uma expansão de 2,3% para a economia. Segundo a SPE, a diminuição de agora reflete um cenário provável com os impactos econômicos do coronavírus. No cenário otimista, a redução no PIB foi calculada em 0,1 ponto e no pessimista, em 0,5 ponto em relação aos 2,4%. Para o primeiro trimestre, a equipe econômica projetou uma alta de 0,20% do PIB sobre os três meses anteriores, com ajuste sazonal, e de 1,84% ante igual etapa de 2019, ressaltando que os dados já incorporam os efeitos adversos da epidemia de coronavírus nos preços dos ativos. “Estamos monitorando de perto os desdobramentos do Covid-19 e a recente queda no preço do petróleo e reafirmamos que a melhor resposta ao novo cenário é perseverar com as reformas fiscais e estruturais”, disse a SPE, em nota. Em nova grade de parâmetros macroeconômicos, a perspectiva de alta do IPCA neste ano foi reduzida a 3,12%, contra 3,62% em janeiro e 3,53% na LOA, em outra variável que também deve pressionar as receitas para baixo. Os novos dados serão levados em conta na confecção do próximo relatório bimestral de receitas e despesas, a ser publicado até o dia 22. Nele, o governo fará novas projeções de quanto arrecadará e quanto gastará, levando em conta os eventos ocorridos até aqui. Na véspera, o Secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, já afirmou que o contingenciamento de recursos é “cenário mais provável” para garantir a meta de déficit primário de 124,1 bilhões de reais para o governo central.

REUTERS

Exportações do agronegócio caíram 6,3% em fevereiro

Receita dos embarques ficou em US$ 6,4 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura

Embora os embarques de carnes continuem aquecidos, as exportações brasileiras do agronegócio mais uma vez não resistiram a quedas observadas nas vendas de produtos importantes na pauta como soja e derivados, produtos florestais e açúcar e etanol e voltaram a recuar em fevereiro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, no total as exportações do setor somaram US$ 6,412 bilhões, 6,3% menos que no mesmo mês do ano passado. As importações caíram 11,2% na comparação, para US$ 1,062 bilhão, e com isso o superávit foi 5,2% menor (US$ 5,35 bilhões). O desempenho das exportações de soja e derivados, que encabeçam os embarques do setor, pesou sobre o resultado. Nessa frente, as vendas renderam US$ 2,103 bilhões em fevereiro, 5,2% menos que no mesmo mês de 2019, pressionadas por retrações no volume de embarques (4,1%) e dos preços médios negociados (1,1%). Como a demanda da China continua mais restrita em virtude da epidemia de peste suína africana, que reduz a demanda do país para a produção de rações, as exportações de soja têm permanecido em um patamar mais baixo nos últimos meses.  Entre os produtos do agronegócio mais exportados pelo país,  houve baixas das receitas das vendas de produtos florestais (20,5%, para US$ 822,6 milhões), café (6,3%, para US$ 421,7 milhões), e cereais, farinhas e preparações (57,6%, para US$ 144,6 milhões). Aumentaram em fevereiro, em contrapartida, os embarques de açúcar e etanol (19,9%, para US$ 484,3 milhões) e fibras e produtos têxteis (60%, para US$ 300,4 milhões). Principal destino da soja e das carnes do Brasil, a China absorveu 30,5% das exportações setoriais do país em fevereiro, ante 31,3% no mesmo mês de 2019. No primeiro bimestre, conforme o Ministério da Agricultura, as exportações brasileiras de produtos do agronegócio alcançaram US$ 12,207 bilhões, 8% menos que em igual intervalo do ano passado. As importações recuaram 6,3% na comparação, e o superávit foi 8,4% menor (US$ 2,284 bilhões).

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig mira frigorífico no Paraguai

De médio porte, Frigonorte, que está à venda, fatura US$ 150 milhões por ano

A Marfrig Global Foods, segunda maior indústria de carne bovina do mundo, pode chegar ao Paraguai. O Valor apurou que o grupo brasileiro desponta como a principal alternativa para comprar o Frigonorte, que está à venda em meio a dificuldades de capital de giro e ao envolvimento de um de seus sócios em investigações no Brasil sobre as atividades do doleiro Dario Messer. Com faturamento anual de cerca de US$ 150 milhões (o equivalente a R$ 690 milhões, considerando a atual taxa de câmbio), o Frigonorte é uma empresa de médio porte, com abates entre 700 e 800 cabeças de bovinos por dia. No Paraguai, os principais players de carne bovina são a brasileira Minerva Foods, que pode abater 4,6 mil cabeças por dia, e o grupo Concepción. Juntas, as duas companhias respondem por 70% das exportações de carne bovina do país vizinho. Procurada pelo Valor, a Marfrig não respondeu. Em janeiro, a imprensa paraguaia relatou uma visita de representantes da companhia brasileira ao Frigonorte, situado em Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Segundo um consultor que acompanha a indústria paraguaia, a aproximação entre Frigonorte e Marfrig evoluiu, mas ainda não há certeza de que o negócio será concretizado. A expectativa, porém, é que um desfecho ocorra no curto prazo. Não é a primeira vez que o ingresso no mercado paraguaio de carne bovina entra no radar da Marfrig. Em 2019, o Valor informou que assessores financeiros do Concepcíon sondaram a empresa de Marcos Molina e também a brasileira JBJ, de Júnior Friboi, mas que os US$ 230 milhões pedidos para fechar a venda foram considerados exorbitantes. Posteriormente, o Concepción, que pertence ao brasileiro Jair Lima, encontrou uma alternativa para seus problemas financeiros, captando em torno de US$ 100 milhões em títulos de dívida no exterior. Com isso, a venda do frigorífico foi descartada. No caso do Frigonorte, que tem como sócio um irmão de Jair Lima, as chances de uma aquisição parecem melhores, de acordo com um analista. Para a Marfrig, seria um negócio pequeno e de oportunidade, com impacto pouco relevante no índice de alavancagem.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno: animal vivo em período de sucessivas valorizações

O mercado de suínos continua com valorizações para o preço do animal vivo

Segundo análise do Cepea/Esalq, o suíno vivo negociado no mercado independente se valorizou nos últimos dias na maior parte das regiões acompanhadas. De maneira geral, o órgão associa este movimento à alta nos preços dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) e a menor disponibilidade de suínos em peso ideal para abate. De acordo com dados do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (10), o animal vivo em Minas Gerais se valorizou em 2,08%, chegando em R$ 5,89/kg, alta de 1,29% no Paraná, com preço de R$ 5,48/kg, e de 0,58% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 5,23/kg.  Em São Paulo, o reajuste positivo para o suíno vivo foi de 0,52%, alcançando R$ 5,81/kg, e de 0,19% em Santa Catarina, cravando R$ 5,30/kg. Segundo a Scot Consultoria, em São Paulo a arroba do Suíno CIF permaneceu com cotação estável em R$ 109/R$ 111, assim como a carcaça especial, que ficou com preço de R$ 8,60/R$ 8,80 o quilo.

Cepea/Esalq

Frango: queda no preço do frango vivo em SP

O mercado de frango segue nesta quarta-feira (11) com a maioria das cotações estáveis. A exceção é para o frango vivo em São Paulo, que teve queda de 1,69%, chegando a R$ 2,90 o quilo

Segundo análise da Scot Consultoria, para o curto prazo, as expectativas são positivas para o aumento nas vendas no mercado interno. Em são Paulo, de acordo com a Scot, a ave de granja permaneceu com preço estável de R$ 3,30 o quilo, assim como o frango no atacado, que ficou com o valor de R$ 4,65 o quilo. No caso da ave viva, houve a queda em São Paulo, mas no Paraná e em Santa Catarina, os valores permaneceram estáveis em R$ 3,23/kg e R$ 2,51/kg, respectivamente. Segundo dados do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (10), o frango congelado e o resfriado também não tiveram alteração nos preços, ficando cotados em R$ 4,97/kg e R$ 4,91/kg.

Scot Consultoria

INTERNACIONAL

Demanda por carne cresce apesar do aumento de alternativas à base de plantas, segundo relatório

Segundo uma análise recente, a demanda por proteína animal está aumentando

Apesar do boom de produtos à base de plantas, a The Power of Meat 2020 revela que o apetite por proteína animal é forte. As vendas nos EUA superaram US $ 69 bilhões em 2019, de acordo com o relatório anual de tendências conduzido pela Food Industry Association (FMI), a Fundação para Pesquisa e Educação de Carne e Aves e o Instituto Americano de Carne. Os gastos das famílias em geral aumentaram, com vendas aumentando nos departamentos de carne bovina e de frango, em valor e volume. Como estudos anteriores demonstraram, The Power of Meat 2020 descobriu que os chamados flexitarianos – vegetarianos flexíveis ou pessoas que adotam uma abordagem não restritiva ao consumo de carne – são mais numerosos do que aqueles que se identificam como vegetarianos ou veganos. O relatório colocou o número de flexitarianos em 12%; uma pesquisa de 2019 realizada pela Universidade Dalhousie e pela Universidade de Guelph descobriu que quase 20% dos canadenses estão comendo menos carne ou cortando-a completamente. “Uma das histórias mais convincentes da análise é que 85% dos compradores compram cortes específicos de carne e estão comendo porções menores, mas com o volume total de vendas subindo um pouco, isso significa que eles estão comendo com menos frequência”, Rick Stein, Vice-Presidente de alimentos frescos da FMI, disse em comunicado. Nos EUA, o consumo de carne bovina em particular nunca foi tão alto: conforme declarado pela Associação Nacional de Produtores de Carne de Vaca, as vendas aumentam desde 2015, atingiram o pico de todos os tempos em 2019 e só devem continuar aumentando. Enquanto isso, as alternativas à base de plantas representam apenas um por cento de todas as vendas de carne no varejo, de acordo com o Good Food Institute, uma organização sem fins lucrativos que promove alternativas à base de carne e laticínios. Independentemente da proliferação de ofertas baseadas em vegetais de alto perfil no mercado, as vendas de alternativas – geralmente mais caras que suas contrapartes derivadas de animais – ainda não estão em sintonia com a carne.

National Post

Exportações australianas de carne bovina cairão 20% em 2020

O recente alívio das chuvas na Austrália aumentará a retenção de gado e levará a uma queda acentuada na produção e nas exportações, um importante concorrente no mercado de carne do Uruguai e da região

Segundo o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na Austrália, a produção de carne naquele país em 2020 cairá 14%, para 2.085 milhões de toneladas de peso de carcaça. “Esse declínio se deve a uma tarefa menor, na medida em que se espera que o setor entre em um período de recomposição do rebanho bovino”, afirmou. Técnicos do USDA acreditam que a contração na produção de carne será menor do que baixa nos abates, porque haveria um aumento no peso da carcaça, devido à combinação de uma maior oferta de alimentos e menor abate de fêmeas. Nos primeiros meses do ano, a produção de carne permanecerá alta, levando em consideração o volume recorde de gado enviado para currais no final de 2019, embora deva ceder em breve. No relatório, projetou-se a queda nos abates de bovinos de 16% em relação ao ano anterior, com um total de 7,625 milhões de cabeças. Grande parte da queda ocorrerá no abate de fêmeas, que diminuirá 28% em 2020, depois de atingir níveis recordes no ano passado. Até 2020, espera-se que termine com um rebanho de 23.365 milhões de cabeças, comparado com 23.609 milhões com os quais terminou no ano passado, nos níveis mais baixos em mais de três décadas. De acordo com os cálculos dos técnicos do USDA, em 2020 as exportações australianas de carne bovina cairão 20% para 1,4 milhão de toneladas de peso de carcaça. Como nos números de produção e abate, o relatório insiste em que o cumprimento das projeções dependerá das chuvas dos próximos meses e de qual é a força da recomposição do rebanho. As exportações para a China devem permanecer firmes, porque a demanda nesse mercado permanecerá robusta devido ao impacto da gripe suína africana no fornecimento doméstico de proteína animal. Enquanto isso, a colocação externa de gado em pé neste ano chegaria a 900.000 cabeças, em comparação com o recorde de 1,4 milhão de animais no ano passado. O relatório observou que, embora a demanda continue, as exportações australianas de carne bovina terão “forte concorrência nos mercados asiáticos dos Estados Unidos e de fornecedores como o Brasil, que vem expandindo suas colocações na região”. Apesar disso, as vendas externas da Austrália continuariam se beneficiando da depreciação de sua moeda em relação ao dólar, à qual devemos adicionar as tarifas mais baixas que paga em mercados importantes como a China.

El Observador

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

abrafrigo

Leave Comment