CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1180 DE 19 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1180| 19 de fevereiro de 2020


NOTÍCIAS

Boi gordo: preparando para o Carnaval

O cenário é de preços firmes devido à necessidade das indústrias em garantir mercadoria para a semana do Carnaval, e a um menor prazo para trabalhar as escalas de abate

Apesar da segunda quinzena do mês ser normalmente de consumo menor, o feriado pode estimular a demanda. A dificuldade em completar as escalas de abate da próxima semana tem feito com que as indústrias ofertem preços maiores. Esse foi o caso do Sudoeste de Mato Grosso, com alta de 0,5% na cotação do boi gordo na última terça-feira (18/2), ou R$1,00/@, ficando cotado em R$185,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$184,50/@, com desconto do Senar, e R$182,00/@ com desconto do Funrural e Senar, segundo o levantamento.

Scot Consultoria

Exportações devem cair em fevereiro

Os embarques de carnes in natura da segunda semana de fevereiro sofreram forte diluição comparativamente à semana inicial do mês

Tanto que a receita do período, calculada pela média diária, recuou mais de 35% em relação à primeira semana. A receita dos 10 primeiros dias úteis do mês se encontra 14,7% e 21,1% acima das registradas, respectivamente, em janeiro passado e em fevereiro de 2019, mas o corrente mês é bem mais curto: em relação a janeiro último tem quatro dias úteis a menos: e em relação a fevereiro do ano passado, dois dias úteis a menos. Mantidas as médias registradas nas duas primeiras semanas do mês, os resultados de fevereiro poderão ser os seguintes: Carne Suína: 55,3 mil toneladas – aumento de 20% sobre fevereiro de 2019 (45,9 mil/t), mas queda de quase 7% em relação ao mês passado (59,3 mil/t); – Carne Bovina: pouco mais de 110 mil toneladas – redução de quase 6% sobre janeiro passado (117 mil/t) e de perto de 5% sobre fevereiro de 2019 (115,4 mil/t); – Carne de Frango: 310 mil toneladas, aproximadamente – aumentos de 2,71% e 7% sobre, respectivamente, o mês anterior (301,6 mil/t) em janeiro/19) e o mesmo mês do ano passado (289,2 mil/t em fevereiro/19).

PECUARIA.COM.BR

Mercado de reposição com viés altista

Na média de todos os estados e categorias de machos e fêmeas aneloradas pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações tiveram valorização de 1,2% frente a semana anterior

Em praticamente todos os estados monitorados o cenário é de oferta restrita de animais, o que dá espaço para vendedores aumentarem os preços. As altas foram puxadas pelas categorias mais jovens. No caso dos machos, a média do preço do bezerro de ano e de desmama anelorado subiu 0,8% nos últimos sete dias, frente a média de 0,3% dos animais erados (boi magro e garrote). Já para as fêmeas, na mesma comparação, a bezerra de ano e de desmama tiveram alta de 2,0%. Para a média da vaca magra e novilha, os preços subiram 1,2%.

Scot Consultoria

ABRAFRIGO: disparada do boi não fazia sentido

Esqueçamos o coronavírus e o quanto pode impactar a economia chinesa, o tempo que pode levar para seu controle e todas as outras dúvidas que se somam à epidemia. O certo é que em 2020 não se repetirá mais a farra das vendas de proteína animal ao país de qualquer remetente segundo a ABRAFRIGO

“Aquela bolha de 2019 foi inverossímil, não fazia sentido e a concorrência vai fortalecer a decisão da China de não pagar mais aqueles preços”, informa Péricles Salazar, Presidente da Abrafrigo, associação que reúne a maioria dos frigoríficos médios e pequenos do país. A concorrência internacional tirará volume e, mais ainda, preços, sobretudo com os Estados Unidos na cena. A notícia do Presidente Coopavel, a cooperativa de Cascavel, de que notou queda nos preços do frango nas exportações desde o final do ano passado, com a iminência do acordo comercial com os Estados Unidos, é exemplar. A carne de aves caiu 15%. Não será diferente nos suínos. E nem com carne bovina, a maior ganhadora do Brasil com as importações chinesas, depois que Pequim remover as taxas que beiram em 40% cobradas à carne americana. Se há dúvida quanto ao volume que os Estados Unidos terão para atender mais prontamente a China, não há dúvida quanto às cotações. Desde dezembro a China se recolheu das compras pressionando para revisão dos preços e com o vírus na sequência cessou de vez. Salazar não sabe como deverá ser o nível de queda dos preços, até porque “se negocia a cada partida”, ao contrário do que muito se fala sobre a revisão dos contratos. “Não há precificação nos contratos, apenas volumes e prazos”, informa o Executivo-Chefe da Abrafrigo. Em novembro, a tonelada para a China teve aumento de 21,6% sobre novembro de 2018. No ano, a receita com os chineses foi de mais 80% (US$ 2,07 bilhões) e 53,2% em volume, participando das 1,847 milhão de exportações totais do Brasil. Outro ponto que Péricles Salazar destaca é que a volta da China ao mercado também pegará os concorrentes brasileiros de carne bovina melhor preparados. No segundo semestre de 2019, com duas rodadas de habilitações de plantas frigoríficas, nem todas tiveram capacidade total para embarques. As maiores estavam preparadas com boi China disponível. Agora deverá ser diferente. Voltando ao coronavírus: se a situação não for estancada e a economia cair do patamar de 5% a 6% do PIB – já revisado por algumas agências internacionais de risco dos pouco mais de 6% antes da doença -, aí então a dúvida aumenta.

Money Times

Embarques de carne bovina em de fevereiro

Projeções preliminares apontam para 110 mil e 118 mil toneladas enviadas até o final de fevereiro, de acordo com a Agrifatto. Em 2019 foram 139 mil toneladas

Mesmo com fraca demanda da China, indústria exportadora brasileira mantém ritmo dos embarques, informa a Agrifatto As exportações de carne bovina in natura referentes aos dez primeiros dias úteis de fevereiro totalizaram 61,18 mil toneladas, com receita de US$ 279,05 milhões, informa a consultoria Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária registrada no período ficou em 6,12 mil toneladas, alta de 15% em relação à média de janeiro de 2019. O valor médio por tonelada registrou-se em US$ 4.561.14 com queda de 7% em relação à média do mês anterior, porém um avanço de 21,5% quando comparado com o valor médio de janeiro/19. Projeções preliminares deste mês apontam para 110 mil e 118 mil toneladas enviadas até o final de fevereiro, de acordo com a Agrifatto. A China diminuiu seu fluxo de importações da carne bovina brasileira no início deste ano, caindo 36% em janeiro/20 contra o mês anterior, destaca a Agrifatto. No entanto, segundo previsão da consultoria, espera-se que seu retorno ao mercado seja mais agressivo após um maior controle do novo coronavírus.

PORTAL DBO

Tocantins registrou a maior alta para o boi gordo em fevereiro

Desde o início deste mês, a alta mais expressiva no mercado do boi gordo foi verificada no Tocantins, onde a cotação teve alta de 11,0%, ou R$18,50/@

A oferta limitada de animais terminados tem sido o principal vetor de pressão de alta das cotações. Para o curto prazo, com as pastagens em boas condições e a possibilidade de retenção das boiadas, associado a uma possível melhora de consumo com o feriado de Carnaval na próxima semana, mantém a expectativa de manutenção do viés positivo para o boi gordo.

Scot Consultoria

Carne brasileira é exemplo de “segurança alimentar”

Para o Rabobank, o País é o mais bem preparado mercado para enfrentar dificuldades trazidas por doenças globais, entre elas a peste suína, a gripe aviária e o novo coronavírus

O Brasil não é somente o maior exportador mundial de carne bovina. É também, atualmente, um dos poucos países fornecedores de proteína vermelha que pode exportar para o mundo “segurança alimentar”, pois segue livre das principais doenças em evidência no planeta – peste suína africana (PSA), gripe aviária e o novo coronavírus. Essa é a opinião do analista de proteína animal do Rabobank Brasil, Wagner Yanaguizawa, relatada em Podcast divulgado na terça-feira pelo banco de origem holandesa. Segundo ele, sobre a PSA, a América do Sul e a América do Norte são hoje as únicas regiões do mundo onde não há nenhum caso de contaminação em rebanhos de porcos. E o Brasil, ressalta Yanaguizawa, é o país mais bem preparado atualmente para abastecer a forte demanda por proteínas de origem animal nos países afetados pelas doenças sanitárias e o coronarívus – sobretudo o mercado da China. Na visão do analista, embora o coronavírus tenha freado momentaneamente o apetite do importador chinês, em breve, o gigante asiático voltará a participar fortemente do mercado comprador de proteína animal, tendo o Brasil como um dos principais protagonistas. Ele destacou ainda que, além de possuir oferta excedente de carnes e estar livre das doenças mencionadas acima, a indústria exportadora do Brasil tem a seu favor a taxa de câmbio – a desvalorização do real frente ao dólar deixou as commodities brasileiras altamente competitivas no mercado internacional.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar crava novo recorde perto de R$4,36

O dólar fechou em nova máxima histórica nesta terça-feira, perto de 4,36 reais, com a cena doméstica refletindo o dia de amplos ganhos para a moeda norte-americana no exterior

O índice do dólar contra uma cesta de moedas de países ricos escalava a máximas desde 1º de outubro do ano passado, com várias moedas emergentes em queda, diante de renovadas preocupações sobre os impactos do coronavírus na economia global após Apple e HSBC emitirem alertas sobre os efeitos da epidemia em suas operações. A terça-feira não contou com oferta líquida de moeda pelo Banco Central, assim como na segunda-feira e diferentemente de quinta e sexta da semana passada, quando o BC colocou um total de 2 bilhões em swaps cambiais para frear a performance pior do real ante seus pares. Nos últimos dois pregões sem intervenção do BC (a véspera e terça), o dólar acumulou alta de 1,32%, mais do que apagando a queda acumulada de 1,14% na quinta e sexta da semana passada, dias com atuação do BC. O dólar à vista subiu 0,66%, a 4,358 reais na venda, novo recorde nominal para um encerramento de sessão, deixando para trás a máxima anterior —de 4,3506 reais alcançada na quarta-feira da semana passada, dia 12. Todas as nove mais altas cotações nominais de fechamento para o dólar foram registradas neste mês de fevereiro. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,77%, a 4,3635 reais. Os ganhos do dólar no Brasil tiveram como pano de fundo novas revisões para baixo nas expectativas para a economia, vetor que tem pressionado o câmbio nas últimas semanas, já que prejudica o cenário para mais entrada de capital. Apenas nesta terça pelo menos Citi e MUFG baixaram as projeções do PIB, depois de dias atrás JPMorgan, Itaú Asset Management e UBS fazerem o mesmo.

REUTERS

Ibovespa recua 0,29%

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, conforme o surto de coronavírus na China continua ditando volatilidade nos mercados

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,29%, a 114.977,29 pontos. No pior momento, chegou a 113.535,04 pontos. O volume financeiro do pregão somou 20,2 bilhões de reais. Um alerta da Apple na noite de segunda-feira de que não vai cumprir sua estimativa de receita deste primeiro trimestre por causa do coronavírus foi a senha para minar o sentimento de agentes financeiros já ressabiados. Em nota a clientes, o Goldman Sachs destacou que o alerta lembrou investidores de que o surto pode afetar negativamente os lucros das empresas de fora da China “de maneira significativa – pelo menos a curto prazo”. Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou em queda de 0,29%, enquanto o Dow Jones perdeu 0,56%. O Nasdaq, por sua vez, subiu 0,02%. A equipe do BTG Pactual destacou que ainda incerteza sobre qual o impacto econômico que haverá globalmente com o surto de coronavírus, como também quanto tempo o governo chinês ainda vai demorar para controlá-lo.  “Avanços existem, porém todos ainda estão bem cautelosos sobre o assunto”, citou em nota da área de gestão do banco, lembrando que, nos atuais patamares das bolsas globais, há necessidade de crescimento econômico. A MARFRIG ON disparou 7,34%, na quarta alta seguida, com investidores na expectativa de resultados do quarto trimestre, previstos para a quarta-feira, após o fechamento.

REUTERS

Citi corta previsões para PIB e inflação no Brasil

Economistas do Citi reduziram suas previsões de crescimento econômico e inflação no Brasil, citando as consequências do surto de coronavírus na maior parceira comercial do país, a China

O banco norte-americano espera agora um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,0% este ano, abaixo dos 2,2% estimados anteriormente, e se torna o mais recente grande banco a reduzir sua perspectiva para a maior economia da América Latina. O crescimento de 2,0% representa uma linha psicológica que a equipe econômica está ansiosa para superar neste ano, após três anos de recuperação fraca e crescimento moderado em torno de 1% após a recessão de 2015-2016. “A significativa revisão para baixo na expectativa de crescimento do PIB da China no primeiro trimestre de 2020… provavelmente significará um vento de proa para a economia brasileira por meio do canal de exportação”, escreveram Leonardo Porto e Paulo Lopes, do Citi, em nota nesta terça-feira, observando que a China responde por 28% de todas as exportações brasileiras. Porto e Lopes agora esperam um crescimento de 2,0% do PIB em cada ano-calendário até 2024. Eles também reduziram sua previsão de inflação para 2020 de 3,8% para 3,5%, bem abaixo do centro da meta oficial (de 4,00%) perseguida pelo Banco Central, e agora esperam que o BC mantenha sua taxa básica de juros Selic na mínima recorde de 4,25% até o próximo ano.

REUTERS

EMPRESAS

JBS faz acordo para comprar Empire Packing, nos EUA, por US$238 mi

A JBS anunciou na terça-feira acordo para comprar a norte-americana Empire Packing por 238 milhões de dólares, valor que inclui a marca Ledbetter, de cortes de bovinos, suínos e produtos processados

O conglomerado brasileiro de alimentos afirmou que a aquisição é realizada pela unidade norte-americana JBS USA e inclui cinco instalações produtivas localizadas nas cidades de Cincinnati (Ohio), Denver (Colorado), Mason (Ohio), Memphis (Tennessee) e Olympia (Washington). “A Empire é uma respeitada empresa familiar, com forte liderança e ativos de qualidade localizados em regiões estratégicas nos Estados Unidos e que se enquadram bem em nosso modelo de negócios”, disse o Presidente-Executivo da JBS USA, André Nogueira, em comunicado. A ação da JBS fechou a terça-feira em queda de 0,4%, enquanto o Ibovespa recuou 0,29%.

REUTERS

Minerva Foods lucrou R$ 243 milhões no quarto trimestre

Coronavírus deve prejudicar vendas para a China em fevereiro

Impulsionada pela forte demanda asiática – especialmente da China -, a Minerva Foods reportou ontem um lucro líquido de R$ 243 milhões no quarto trimestre de 2019, desempenho bem melhor que o registrado um ano antes, quando teve um prejuízo de R$ 92,1 milhões. O resultado trimestral compensou o prejuízo que a Minerva havia acumulado entre janeiro e setembro. Com isso, a companhia de carne bovina encerrou o ano com lucro de R$ 16,2 milhões. Em 2018, o grupo teve prejuízo de R$ 1,264 bilhão. O lucro reportado pela Minerva no quarto trimestre também contou com a ajuda do reconhecimento de um ativo fiscal diferido sobre prejuízo fiscal (na prática, o direito de pagar menos imposto). Entre outubro e dezembro, os impostos diferidos tiveram um impacto positivo de R$ 231,2 milhões para a companhia. Mas a Minerva teria fechado o trimestre no azul mesmo desconsiderando o imposto diferido. No quarto trimestre, o resultado da companhia antes de impostos foi de R$ 77,3 milhões. No mesmo intervalo do ano passado, a empresa amargara um prejuízo – antes dos impostos – de R$ 75 milhões. Do ponto de vista operacional, a Minerva foi beneficiada pela China, que ampliou significativamente as importações de carne bovina da América do Sul para lidar com a escassez provocada pelo surto de peste suína africana. Nesse cenário, a Minerva reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorde no quarto trimestre. No período, a empresa registrou um Ebitda ajustado de R$ 603,3 milhões, crescimento de 30,4% na comparação com os R$ 462,8 milhões do mesmo intervalo do ano passado. Com isso, a margem Ebitda da empresa aumentou 2,4 pontos percentuais na mesma base de comparação, passando de 10% a 12,4%. O faturamento também bateu recorde. No quarto trimestre de 2019, a Minerva registrou uma receita bruta de R$ 5,1 bilhões, crescimento de 4,8% ante os R$ 4,9 bilhões de um ano atrás. No acumulado do ano passado, o faturamento chegou a R$ 18,2 bilhões, incremento de 5,6%. As exportações foram responsáveis por cerca de 70% do faturamento. Da receita total, os frigoríficos no Brasil responderam por 51% no quarto trimestre. No período, o volume de vendas da operação no Brasil (incluindo exportações) foi de 155,7 mil toneladas, crescimento de 2,2% na comparação anual. Na Athena Foods, subsidiária que reúne as operações da empresa na Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia, as vendas somaram 133,9 mil toneladas, leve queda de 0,2%. Em entrevista a jornalistas, o diretor de finanças e de relações com investidores da Minerva, Edison Ticle, destacou a melhora dos indicadores de endividamento da companhia, que voltou a gerar caixa no quarto trimestre e recebeu uma injeção de R$ 999 milhões neste início de 2020 – os recursos vieram da oferta de ações feitas pela companhia.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Embarques de carne de frango sofrem desaceleração

Pela média diária desses 10 dias, as exportações de fevereiro poderiam superar as 340 mil toneladas, mas o mais provável é que se repita a média diária registrada na segunda semana de fevereiro com o que o total mensal pode não chegar às 270 mil toneladas

Os dados divulgados pela SECEX/ME apontam que nos 10 primeiros dias úteis de fevereiro o Brasil embarcou perto de 172,1 mil toneladas de carne de frango, volume que – pela média diária – representa aumentos de 25,5% e 19% sobre, respectivamente, janeiro passado e fevereiro de 2019. Entretanto, a média diária – de 17.208 toneladas – registrou forte desaceleração na segunda semana do mês (9 a 15, cinco dias úteis). De 24.481 toneladas/dia nos 5 primeiros dias úteis do mês, o volume embarcado retrocedeu para 11.936 toneladas/dia nos cinco dias seguintes – um retrocesso de mais de 51%. Pela média diária desses 10 dias, as exportações de fevereiro poderiam superar as 340 mil toneladas. Nas condições logísticas presentes, no entanto, onde começam a faltar contêineres para o embarque da mercadoria, , o total mensal pode não chegar às 270 mil toneladas.

AGROLINK

INTERNACIONAL

China reduz impostos sobre a carne bovina dos EUA

O Conselho Estatal da China, que equivale ao gabinete do país, divulgou na terça-feira uma lista de produtos dos EUA que poderão ficar temporariamente isentos de tarifas impostas durante a disputa comercial entre os dois países

A iniciativa veio dias depois de o governo chinês reduzir pela metade tarifas sobre US$ 75 bilhões em importações americanas, como parte do acordo comercial bilateral de “fase 1” assinado em Washington em meados de janeiro. Empresas na China poderão se candidatar à isenção tarifária no Ministério de Finanças a partir de 2 de março. Após a aprovação oficial, a isenção terá validade de um ano, segundo comunicado divulgado no site do ministério. A lista de produtos dos EUA sujeitos a isenção é composta por quase 700 itens, incluindo carnes bovina e suína, soja, petróleo bruto e equipamentos médicos necessários para conter a disseminação do coronavírus na China. As companhias devem detalhar o valor das importações que planejam fazer dos EUA, e a isenção se aplicará apenas aos montantes aprovados, informa o comunicado. Autoridades chinesas irão avaliar os pedidos de isenção até três dias úteis depois de serem submetidos. O comunicado diz ainda que a isenção tarifária tem o objetivo de atender à crescente demanda dos consumidores na China.

Dow Jones

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