CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1175 DE 12 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1175| 12 de fevereiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Vai e vem da carne bovina no varejo

Em São Paulo, os preços da carne bovina ainda não encontram um direcionamento, pois as cotações sobem em uma semana, descem na outra, e assim sucessivamente

Esse quadro indica que os varejistas estão com dificuldade para definir uma referência para os preços. Após uma semana de recuo, na última semana, as cotações da carne bovina subiram 0,5%, na média de todos os cortes monitorados no varejo pela Scot Consultoria. Foram dois os fatores que levaram à alta. Por um lado, os preços no atacado subiram, apertando os custos do varejo, por outro, há expectativa de melhora nas vendas nos próximos dias em função do recebimento dos salários.

SCOT CONSULTORIA

Chuva e demanda ditam o rumo do mercado do boi gordo

Em São Paulo, a cotação do boi gordo ficou estável na última terça-feira (11/2)

O volume de negócios está baixo diante da dificuldade de aquisição de boiadas, devido sobretudo à retenção do gado pelos pecuaristas. Os bons volumes de chuva dos últimos dias, fator de manutenção da capacidade de suporte das pastagens, permitem que os pecuaristas retenham as boiadas na fazenda, negociando enquanto o gado ganha peso. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), no acumulado dos últimos cinco dias choveu entre 50mm e 60mm em São Paulo na região de Araçatuba. Vale destacar que o excesso de barro tem dificultado o embarque de gado em algumas regiões.

SCOT CONSULTORIA

Área técnica do RS está pronta para a retirada da vacina

Serviço Veterinário Oficial está em permanente treinamento

Com a perspectiva de pedido de suspensão da vacina contra a aftosa junto ao Ministério da Agricultura, por parte do governo gaúcho, a área técnica da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural segue trabalhando para manter o Serviço Veterinário Oficial pronto para o atendimento de todas as exigências. Durante a auditoria do Mapa, em setembro do ano passado, o trabalho técnico foi minuciosamente avaliado. Com o ajuste de alguns pontos solicitados pelo Mapa em andamento, conforme a Chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Rosane Collares, há segurança para o atendimento das demandas. “O Serviço Veterinário Oficial está em permanente treinamento, muitas inspetorias foram revitalizadas, com recursos do Fundesa e a condição geral de atuação é completamente diferente do que havia em 2000”, garante Rosane. Além disso, na auditoria, o Rio Grande do Sul obteve nota 4 de 5 em capacidade de detecção precoce e notificação imediata e capacidade de atendimento de suspeitas e atuação em emergências. Conforme o Presidente do Fundesa, Rogério Kerber, o que falta agora é uma decisão política, pois tecnicamente o estado, diante de tudo o que foi apresentado com embasamento técnico, está em alinhamento com a diretriz da tomada de decisão para a retirada da vacina.

AGROLINK

Tocantins: piora na relação de troca do recriador

A escassez de oferta de animais para reposição resultou em alta de 45,8% nos preços de animais de reposição no acumulado dos últimos doze meses, considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria no estado

A maior demanda tem sido pelo garrote. O animal anelorado de 9,5@ teve valorização de 48,9% no período, e atualmente está cotado em R$2,3 mil. Seguido do bezerro de ano (6@), com alta de 48,7% na mesma comparação. Nesse período a arroba do boi gordo teve alta de 26,6% e, com isso, piorando o poder de compra do recriador/invernista em 13,2%, considerando a média de tocas as categorias. Em fevereiro/19, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,59 garrote, atualmente compra-se 1,35. Piora de 15,0% no poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

Preço da carne bovina sobe no atacado; arroba do boi gordo segue firme

Segundo analista, a demanda doméstica não tem força suficiente para elevar ainda mais as cotações da matéria-prima

Os preços da carne bovina dispararam no atacado brasileiro, aponta a Safras & Mercado. De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, a forte alta ainda é reflexo da grande demanda registrada no último final de semana e na primeira quinzena do mês, em geral. “No entanto, os preços devem perder força na segunda metade de fevereiro com a natural retração no consumo que caracteriza o final de todos os meses, quando o brasileiro médio está mais descapitalizado”, analisa. O corte traseiro passou de R$ 13,90 para R$ 14,50 por quilo. A ponta de agulha subiu de R$ 10,30 para R$ 11,20 por quilo. Já o corte dianteiro foi de R$ 10,80 para R$ 11 por quilo. O mercado físico do boi gordo segue com preços firmes nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil. Iglesias salienta que a pressão de alta já é bem mais comedida neste momento. “A demanda doméstica de carne bovina não tem força suficiente para elevar ainda mais os preços da matéria-prima”, diz. Já os pecuaristas seguem aproveitando o bom regime de chuvas no Centro-Oeste para manter os animais por mais tempo no pasto, que apresenta ótimas condições para a engorda do gado. Em São Paulo, a arroba do boi gordo continuou em R$ 203. Já em Uberaba (MG), seguiu a R$ 192. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 190/R$ 191 para R$ 191. Goiânia (GO), por sua vez, segue com negócios a R$ 190. Por fim, em Cuiabá (MT), o preço subiu de R$ 177 para R$ 178.

AGÊNCIA SAFRAS

Custo da pecuária subiu 16,3% com alta da reposição

Apesar das altas observadas na remuneração aos pecuaristas durante o ano de 2019, o período também foi caracterizado por elevação dos custos de produção, conforme os dados do projeto Campo Futuro, uma parceria entre o Cepea e a CNA

A principal elevação foi ocasionada pela valorização dos animais de reposição, que tiveram como motivação o abate elevado de fêmeas em anos anteriores, limitando a disponibilidade desses animais, e a alta nos preços da arroba do boi gordo, incentivando a busca por esses animais. O reflexo da valorização foi observado de forma intensa nos sistemas de recria e engorda, dependentes de animais de reposição, e de forma branda no sistema de cria, que repõe apenas animais de reprodução. Considerando a média Brasil, em 2019, os sistemas de recria e engorda amostrados pelo Projeto Campo Futuro apresentaram elevação de 16,3% em seus custos operacionais totais, sendo mais de metade da alta observada nos últimos dois meses do ano. Entre janeiro e outubro de 2019 os sistemas de recria e engorda acumularam alta de 7,9% no COT (Custos Operacionais Totais – que considera todos os desembolsos anuais de uma propriedade, acrescidos da depreciação de seu inventário). Os maiores registros foram nos estados do Pará (21,1%), Rondônia (18,9%) e Mato Grosso (18,7%), locais em que o custo com reposição de animais representa, respectivamente, 60,0%, 59,7% e 65,7% do COT. No caso do sistema de confinamento, localizado em Goiânia (GO), a valorização dos animais elevou o COT em 33,5%, sendo que a reposição representa 84% desse custo. Em sistemas de cria, o COT aumentou 3,9% entre janeiro e dezembro de 2019, na média Brasil, ocasionado pelo aumento no custo de aquisição e reposição de reprodutores. Dos estados analisados, as maiores variações acumuladas foram verificadas no Rio Grande do Sul (8,2%), Mato Grosso do Sul (7,0%) e em Rondônia (5,2%). É válido ressaltar que no modelo do estudo este custo é indexado no valor de venda de bois gordos, que, por sua vez, teve considerável alta em novembro e dezembro de 2019. Mesmo assim, no acumulado do ano, o panorama da pecuária nacional continua positivo. Os sistemas de cria nacionais terminaram o ano de 2019 com margem líquida de R$ 183,91 por hectare de área útil, contra R$ 102,72/ha em janeiro/19. Os sistemas de recria e engorda obtiveram margens de R$ 503,45/ha em dezembro/19, contra R$ 235,43/ ha no primeiro mês do ano, enquanto no confinamento de Goiânia, a margem passou de R$ 64,36/@ produzida para R$ 138,12/@. A média da relação de troca de 2019, em arrobas de boi gordo necessárias para se adquirir uma arroba de bezerro, permaneceu estável em relação à média registrada em 2018.

CEPEA

ECONOMIA

Dólar bate novo recorde histórico acima de R$4,34 com incertezas sobre crescimento local

O dólar voltou a fechar numa máxima histórica na terça-feira, chegando a superar 4,34 reais na venda durante os negócios, conforme operadores avaliaram riscos de uma recuperação mais lenta da economia

“O hedge no real tem funcionado muito bem. A moeda é o ‘patinho feio’, e isso vem de uma combinação de juro baixo, menor retorno e dúvidas sobre o ritmo de crescimento da economia”, disse Bernardo Zerbini, um dos responsáveis pela estratégia da gestão macro da gestora AZ Quest. Analistas têm repetido há meses que o mercado tem protegido aplicações em bolsa e renda fixa via taxa de câmbio, com o hedge barateado pela queda dos diferenciais de juros a mínimas. O Ibovespa saltava 2,2% nesta terça, no dia em que o dólar renovou recordes históricos. A ata do Copom divulgada mais cedo na terça-feira não soou mais dura do que o comunicado, depois de na semana passada alguns agentes de mercado terem considerado riscos de volta de cortes de juros no meio do ano caso a economia dê sinais de menor ímpeto. “Não podemos descartar a possibilidade de cortes adicionais em caso de atividade econômica mais fraca do que o esperado e de revisão descendente das expectativas de inflação do mercado”, afirmou o banco MUFG Brasil em relatório. O dólar à vista fechou em alta de 0,13%, a 4,3264 reais na venda, superando a máxima anterior de 4,3210 reais na venda da última sexta-feira. Durante os negócios, a cotação foi a 4,3420 reais na venda. Pela taxa de compra, o pico foi de 4,3403 reais, o que fez desta a terceira sessão consecutiva em que o dólar bate máximas históricas durante um pregão. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,07%, a 4,3320 reais. O real teve o pior desempenho entre 33 pares do dólar nesta sessão. No ano, a moeda brasileira recua 7,25% em termos nominais (o dólar sobe 7,81%), o que coloca a divisa do Brasil na vice lanterna entre as principais moedas em 2020.

REUTERS

Ibovespa sobe antes de vencimentos; Vale e Itaú Unibanco são destaques

O Ibovespa subiu na terça-feira, véspera de vencimento de opções sobre o índice e do contrato futuro, com Vale entre os destaques após dados de produção e vendas, assim como Itaú Unibanco, que reportou balanço do último trimestre de 2019

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa .BVSP avançou 2,49%, a 115.370 pontos, esvaziando a perda no ano. O giro financeiro da sessão somou 26,1 bilhões de reais. No exterior, percepções de que o surto de coronavírus que começou na China e já matou mais de mil pessoas possa se estabilizar em breve, bem como de que o impacto na economia global pode não ser tão significativo apoiavam ganhos em Wall Street, com o S&P 500 .SPX renovando recorde. “O mercado de ações no Brasil passou por forte correção nos últimos pregões e hoje os compradores retomaram as posições repercutindo a desaceleração de novos casos de coronavírus”, destacou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. Além disso, destacou, o Presidente da China, Xi Jinping, afirmou que os fundamentos da economia chinesa são fortes e que o impacto do surto será curto sobre a atividade econômica do país, o que ajudou a tranquilizar os investidores da Ásia, que aguardam por novos estímulos do Banco do Povo da China.

REUTERS

PIB-Agro: Ramo pecuário cresce e mantém elevação do PIB

Segundo cálculos realizados pelo Cepea da Esalq/USP, em parceria com a CNA e com a Fealq o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 2,36% de janeiro a novembro de 2019. Em novembro, especificamente, a alta foi de 1,27%, o segundo mês consecutivo de elevação

Pesquisadores afirmam que a elevação no ano continua sendo sustentada pelo forte crescimento de 17,19% do ramo pecuário no acumulado de 2019 (de janeiro a novembro), visto que o ramo agrícola se manteve em queda, de 3,06%. O ramo pecuário continuou crescendo significativamente em todos os segmentos. Os principais motivos continuam sendo a ocorrência de casos de PSA (Peste Suína Africana) nos países asiáticos e a elevação das compras chinesas de carnes suína, bovina e de aves, que favorecem as exportações brasileiras. Ademais, especificamente em novembro, o aumento dos preços pecuários foi reforçado pela melhora sazonal da demanda interna. No ramo agrícola, mesmo com a melhora do PIB da agroindústria desde outubro, os resultados continuam pressionados pela forte queda dentro da porteira. Vale destacar que essa baixa não decorre de um desempenho pouco satisfatório dos agentes do agronegócio – em média, em 2019, espera-se expansão de 1,82% do volume produzido frente a 2018. No ano passado, o volume produzido já havia crescido 1%, depois de ter aumentado expressivos 14,1% em 2017.  A baixa no PIB do segmento na parcial de 2019 reflete, então, uma combinação de queda de preços com maiores custos de produção, que pressionam a renda.

CEPEA/CNA

EMPRESAS

Briga dos Batista trava venda de ações da JBS

A disputa entre os irmãos bilionários brasileiros Batista e o herdeiro de uma fortuna de papel e celulose da Indonésia está colocando pressão sobre os planos da JBS de listar suas operações internacionais nos EUA

A briga se originou da aquisição em 2017, por 15 bilhões de reais, da empresa Eldorado Brasil por Jackson Widjaja, membro da segunda família mais rica da Indonésia, cuja fortuna a Forbes estima em 9,6 bilhões de dólares. A Paper Excellence, de Jackson Widjaja, acertou a compra da Eldorado com a J&F Investimentos, holding de participações da família Batista que também controla a JBS, em 2017. O negócio deveria ser feito em duas etapas, mas não houve acordo para completar a segunda etapa e agora a decisão está nas mãos de um tribunal de arbitragem no Brasil. Na segunda-feira, a JBS acusou a Paper Excellence de fazer campanha de lobby nos Estados Unidos contra a JBS, que tem grandes operações no país, segundo pedido cautelar protocolado pela JBS na Oitava Vara Federal Civel do Rio de Janeiro. No pedido, a JBS diz que a Paper Excellence contratou lobistas nos EUA para argumentarem contra o recebimento pela JBS de subsídios do governo do país desenhados para agricultores que sofrem as consequências da guerra comercial contra a China, e persuadiram membros do Congresso a enviar cartas ao Departamento de Agricultura dos EUA pedindo a interrupção dos pagamentos. Os lobistas também pediram investigações sobre a JBS, citando a confissão dos irmãos Batista de terem pago propina a quase 2 mil políticos, e levantam possíveis riscos da listagem das operações internacionais do frigorífico nos EUA, segundo o pedido ao juiz. Numa nota enviada a Reuters, a Paper Excellence negou todas as acusações e disse que são “insinuações caluniosas e de má fé” feitas para “atacar a companhia, seus acionistas e trabalhadores”. A empresa disse estar focada em completar o negócio de compra da Eldorado Celulose. Mesmo assim, documentos judiciais, formulários de lobby entregues ao Congresso americano e entrevistas com pessoas dos dois lados da disputa mostram que a Paper Excellence fez lobby contra a JBS nos EUA em meio à disputa pela compra da Eldorado.

REUTERS

INTERNACIONAL

Coronavírus impacta consumo de carnes na China no 1º tri

O consumo de proteína animal na China deve apresentar queda durante o primeiro trimestre, impactado pelo surto de coronavírus no país, segundo avaliação do Rabobank divulgada em relatório

A demanda doméstica por carnes no país caiu em janeiro e no início de fevereiro, mas poderá se recuperar a partir do segundo trimestre caso a propagação do vírus seja controlada. “Se a doença não for controlada até maio/junho, a demanda continuará fraca durante a primeira metade de 2020”, escreveram analistas do Rabobank. O impacto do coronavírus é diferente para cada tipo de proteína. As mais afetadas são a carne bovina, de cordeiro e frutos do mar, cujo consumo está fortemente associado ao segmento de food service na China num momento em que os restaurantes, em sua maioria, permanecem fechados no país. Já a demanda por carne suína e de aves deve sofrer menor impacto, apesar de também registrarem redução no consumo via segmento de food service, segundo o Rabobank. O banco espera aumento de preços de proteínas animais na China no segundo e no terceiro trimestres, impactados pela redução na oferta de carnes frescas no país. A produção doméstica de carnes chinesas tende a cair diante dos desafios relacionados ao transporte de produtos e insumos no país por causa dos bloqueios nas estradas, dificultando o acesso aos grãos para alimentação animal. O Rabobank espera uma escassez na oferta de carne de frango local na China no segundo e terceiro trimestres, assim como alta nos preços do produto. A produção local de carne suína deve cair em mais de 20% neste ano, também com expectativa de forte aumento de preços ao longo do ano.

CARNETEC

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