CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1174 DE 11 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 117411 de fevereiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo subiu em quinze praças pecuárias

Em São Paulo, a oferta de boiadas limitada mantém o mercado firme e estável. As escalas de abate atendem cerca de quatro dias. Ou seja, mesmo com a valorização da arroba do boi gordo na última semana, o quadro é de dificuldade em alongar as programações de abate

Na última segunda-feira (10/2), das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, o preço do boi subiu em quinze, caiu em duas e ficou estável nas restantes. A capacidade de suporte das pastagens está boa, fator que permite a manutenção de boiadas em engorda na fazenda, permitindo que os negócios sejam tratados com serenidade. Com o pecuarista vendendo aos poucos, a expectativa é de preços firmes.

Scot Consultoria

‘Preço do boi deve parar de subir em breve’, diz SAFRAS

Frigoríficos não devem aceitar pagar R$ 210 pela arroba, mas pecuaristas ainda vivem situação confortável por causa da regularidade das chuvas no Centro-Oeste

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nas principais praças de produção e comercialização do país na segunda-feira. Mas, segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento de valorização nos preços já apresenta sinais de esgotamento, com frigoríficos apontando que não aceitarão pagar R$ 210 pela arroba do boi gordo no interior de São Paulo. “No atacado, algo similar acontece com a carne bovina, com os preços começando a se estabilizar e fazendo os frigoríficos atuarem de maneira mais comedida na compra de gado”, assinalou Iglesias. Já os pecuaristas seguem em posição confortável, aproveitando o bom regime de chuvas no a região Centro-Oeste para manter os animais por mais tempo no pasto, que apresenta ótimas condições no geral. Em São Paulo, os preços do mercado à vista subiram de R$ 202 a arroba para R$ 203 a arroba. Em Minas Gerais, preços em R$ 192 a arroba, em Uberaba, ante R$ 190 na sexta-feira. No Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 189 a arroba para R$ 190 – R$ 191 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado passou de R$ 187 a arroba para R$ 190 a arroba, em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 177 a arroba em Cuiabá, ante R$ 175 – R$ 176 a arroba. Já os preços da carne bovina ficaram estáveis no mercado atacadista. “O final de semana confirmou as expectativas, com excelentes níveis de consumo, o que vai acentuar a necessidade de reposição ao longo da semana para o setor varejista. Porém, o quadro vai se alterar na segunda quinzena do mês, período marcado por forte desaceleração na demanda de carne bovina”, analisou Iglesias. O corte traseiro seguiu em R$ 13,90 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 10,30 por quilo. Já o corte dianteiro continuou com preço de R$ 10,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Comportamento da exportação das carnes na primeira semana de fevereiro/20

Os dados da SECEX/MDIC relativos à primeira semana de fevereiro e englobando as exportações de carnes  projetam em relação ao mês anterior (janeiro de 2020): aumento de 34% para a carne de frango; de 23% para a carne suína; e de aproximadamente 4% para a carne bovina
Em relação a fevereiro de 2019: aumento de, praticamente, 60% para a carne suína; de 40% para a carne de frango; e de 5% para carne bovina. Há queda no preço médio das três carnes em relação ao mês anterior – de 3,5% a suína; de 3,8% a bovina; e de 4,7% a de frango. Já em relação a fevereiro de 2019 permanece a valorização das carnes suína e bovina (de 25,5% e de 26,2%, respectivamente), enquanto a carne de frango sofre desvalorização de 3,5% no preço médio.

AGROLINK

Mercado de reposição: alta de 1,1% na última semana

O mercado do boi gordo tem trabalho em alta nesse início de mês, o que tem aumentado a procura por animais de reposição

Considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e mestiços, de todas as praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a alta foi de 1,1% na última semana, frente ao fechamento da semana anterior. Classificando as altas por estado e categoria, o boi magro teve maior valorização no Paraná (6,7%), enquanto para o garrote, a maior alta foi no Pará (4,4%) no mesmo intervalo. Já para os animais mais jovens, o destaque ficou para Mato Grosso, por lá o bezerro de ano ficou 5,5% mais caro e o preço do bezerro desmamado subiu 4,2%, na mesma comparação.

Scot Consultoria

Baixa oferta dá sustentação aos preços do sebo bovino

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o sebo bovino está cotado em R$2,95/kg, livre de imposto. Alta de 1,7% frente à semana anterior e de 3,5% na comparação com o início do ano

Além da disponibilidade limitada, a demanda está boa. A associação entre esses fatores explica o movimento das cotações. No Rio Grande do Sul, mercado estável. No estado, o sebo está cotado em R$3,00/kg, livre de imposto. Contudo, vale destacar que há negócios sendo realizados até R$0,15/kg acima da referência. Para o curto prazo, a oferta limitada deve manter o mercado com os preços firmes.

Scot Consultoria

Paraná autoriza concurso para contratar veterinários e técnicos agrícolas

Estado busca reforçar a vigilância das fronteiras para garantir o status de área livre de febre aftosa sem vacinação

O governo do Paraná autorizou a realização de concurso público para a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para a contratação de 30 médicos veterinários e 50 técnicos agrícolas. Atualmente, a Adapar tem 237 veterinários e 245 técnicos agrícolas. O objetivo, conforme nota da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado, é reforçar a vigilância das fronteiras para garantir o status de área livre de febre aftosa sem vacinação.

Além disso, “manter o reconhecimento internacional de área livre de peste suína clássica e contribuir para a erradicação de doenças como brucelose, tuberculose e raiva, entre outras”, cita a secretaria na nota. O Paraná deixou de vacinar o rebanho de bovinos e bubalinos contra febre aftosa no ano passado. Agora, busca obter, junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o status de área livre de aftosa sem vacinação. No Brasil, o único Estado a deter este status é Santa Catarina. As inscrições para o concurso se iniciam no dia 2 de março e podem ser feitas no link https://www.cebraspe.org.br/concursos/adapar_pr_20.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar fecha colado em máximas recordes ante real

O dólar à vista fechou a 4,3209 reais na venda, ante taxa de 4,3210 reais na venda, a máxima recorde para um encerramento de sessão

O dólar ficou perto da estabilidade ante o real nesta segunda-feira, colado em máximas recordes depois de ensaiar queda mais cedo na sessão, num dia sem grandes catalisadores nos mercados financeiros globais. A queda dos juros a mínimas recordes tem minado a atratividade do real, uma vez que reduz a “vantagem” dos juros locais em relação a outros mercados emergentes. “Não vemos indícios de redução mais rápida da ociosidade (da economia) nem de qualquer pressão altista mais duradoura na inflação. Assim, as atuais condições macroeconômicas domésticas e externas ainda mostram espaço para quedas adicionais da Selic”, disse a gestora Kapitalo em carta mensal. O dólar à vista fechou a 4,3209 reais na venda, ante taxa de 4,3210 reais na venda, a máxima recorde para um encerramento de sessão. Na B3, o dólar futuro tinha variação positiva de 0,08%, a 4,3295 reais. A força do dólar foi mais visível nesta sessão sobretudo ante divisas de países exportadores de commodities, como peso colombiano, que caía a mínimas em dois meses em meio à queda nos preços do petróleo. O índice CRB de matérias-primas cedia 0,7%, não distante de mínimas desde agosto do ano passado. A desvalorização das commodities pressiona o chamado termos de troca (razão entre preços de exportações e importações), o que reduz a entrada de dólares via comércio exterior.

REUTERS

Ibovespa tem queda e nova mínima em 2020

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,05%, a 112.570,30 pontos, no menor nível desde 16 de dezembro. O volume financeiro da sessão somou 29,1 bilhões de reais

Em 2020, as saídas de capital externo no segmento Bovespa superam as entradas em 23,4 bilhões de reais, conforme dados até o dia 6 de fevereiro. A bolsa brasileira descolou de Wall Street, que encontrou suporte para ganhos em números da economia norte-americana e balanços corporativos, embora desdobramentos em relação ao surto de coronavírus na China tenham ditado volatilidade aos negócios. Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,73%. O número de mortes em razão do vírus subiu para 908, todas menos duas na China continental, e o número total de infecções já supera 40 mil pessoas. O economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, classificou o surto de coronavírus como mais um ‘cisne negro’ a atacar a economia mundial e gerar preocupações em razão da imponderabilidade dos eventos. De acordo com o gestor Guilherme Foureaux, sócio na Paineiras Investimentos, as alocações para renda variável continuam acontecendo, mas a saída contínua de capital externo da bolsa brasileira, combinada à incerteza global potencializada pelo coronavírus têm endossado ajustes em carteiras locais.  “Agentes locais estão vendendo smalls caps e comprando bancos”, observou.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Africa do Sul planeja elevar tarifas para frango do Brasil

Tarifas devem atender aos produtores locais que pediram novas medidas para combater a entrada de frango barato

A África do Sul aumentará as tarifas de importação de aves dos EUA e do Brasil, impulsionando os produtores locais que pediram novas medidas para combater o despejo de frango barato no exterior. O Ministro do Comércio e Indústria Ebrahim Patel concordou com as novas taxas no final do ano passado e a medida será oficializada em breve, de acordo com Izaak Breitenbach, Gerente geral da Associação de Aves da África do Sul. O órgão da indústria solicitou o aumento de tarifas nos dois países para combater uma enxurrada de envios às vezes abaixo do preço para evitar impostos de importação, resultando em perdas anuais de 6,5 bilhões de rands (436 milhões de dólares) para a indústria local. “A indústria avícola está em perigo, não porque não está produzindo bem”, disse Breitenbach. “É competitivo, mas precisa competir com o comércio desleal de outros países.” A África do Sul importou 383.000 toneladas de frango em 2018, excluindo carne desossada mecanicamente usada para fazer alimentos processados, como salsichas, mostram dados do governo. Isso representa cerca de 19% da oferta total. As importações de aves da África do Sul representam menos de 20% da oferta total. Enquanto a Associação de Aves da África do Sul solicitou um aumento nas tarifas de pedaços de frango congelado com osso para 37% de 82% para 82% e de cortes de frango congelado sem osso para 12% de 82%, o governo decidirá sobre a extensão dos encargos com base em uma recomendação da Comissão de Administração de Comércio Internacional da África do Sul, disse o grupo de tarifas.

AVICULTURA INDUSTRIAL

Embarques de frango são os mais baixos desde fev/19

Todos os principais compradores da carne de frango brasileira diminuíram os pedidos no mês passado

Em janeiro, as exportações de carne de frango, tanto processada quanto in natura, foram as menores em 11 meses. De acordo com dados da Secex, o volume embarcado foi de 323,8 mil toneladas no primeiro mês de 2020, recuo de 17,4% entre dezembro e janeiro. Segundo agentes consultados pelo Cepea, esse resultado já era esperado pelo setor, tendo em vista que, historicamente, o mês de janeiro registra menor volume de negócios ao mercado internacional. De modo geral, todos os principais compradores da carne de frango brasileira diminuíram os pedidos no mês passado. Os recuos mais significativos foram por parte da China e da África do Sul, que vêm adotando políticas de incentivo aos setores avícolas locais.

CEPEA/ESALQ

INTERNACIONAL

No Paraguai, informam o interesse da Marfrig na compra de um frigorífico

Na semana passada, foi relatado no Paraguai o interesse do Grupo Marfrig na compra da FrigoNorte, uma unidade de abate de bovinos localizada na cidade de Pedro Juan Caballero, capital de Amambay

Como era sabido, mas não confirmado, os representantes da empresa brasileira teriam visitado as instalações da planta no final da semana passada, o que seria fechado devido a dificuldades na atual administração. De qualquer forma, um executivo da Marfrig garantiu que o desembarque da Marfrig no país “não está acima da mesa” e “não há nada concreto”. A FrigoNorte não realizou trabalhos em janeiro de 2020, no entanto, no ano passado, registrou uma atividade média de 10.882,58 cabeças por mês, segundo dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa). Não é a primeira vez que a Marfrig se relaciona com o interesse de comprar um frigorífico no Paraguai. Em julho do ano passado, transcendeu uma oferta da Concepción Fridge por US $ 230 milhões.

El País Digital

Campanha na Europa defende a cobrança de nova taxa sobre carnes

Ganha força na Holanda e em outros países plano para motivar alta de preços e queda do consumo

Uma nova campanha na Europa defende a introdução de uma “taxa de sustentabilidade” sobre as carnes, para incluir o custo ambiental dos produtos e reduzir o consumo. O movimento tem todos os ingredientes para preocupar o Brasil, que lidera as exportações mundiais de carnes bovina e de frango. Um grupo de 30 organizações holandesas, reunidas na “Coalizão por um preço justo de proteínas animais’” (TAPCC, na sigla em inglês), defende a incorporação de custos externos da produção no preço das carnes, alegando pressões exercidas pela pecuária sobre os recursos naturais e riscos de doenças. “Os europeus consomem 50% mais de carnes do que é recomendado”, disse Jeroom Remmers, Diretor da coalizão, ao Valor. “Nossa campanha não é contra a carne brasileira, e sim para impor taxas sobre carnes de qualquer origem, em proveito de um maior consumo de proteínas vegetais”, afirmou. O plano, apresentado na semana passada a deputados no Parlamento Europeu, sugere um alinhamento da indústria de carnes com o “Green Deal” que a nova Comissão Europeia, braço executivo da UE, prepara para tornar o bloco neutro em emissões até 2050. A TAPPC preconiza a aplicação de diferentes taxas a partir de 2022 conforme o tipo de carne e seu impacto sobre o ambiente. Baseado em dados da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre o consumo europeu, a coalizão propõe aumentos de 47% sobre 100 gramas de carne bovina, 36% por 100 gramas de carne suína e 17% por 100 gramas de carne de frango. No caso da carne bovina, o preço aumentaria € 4,77 euros por quilo vendido nos supermercados até 2030. A avaliação é que a taxação gradual poderia reduzir em 67% o consumo de carne bovina em dez anos, em 57% o consumo da carne suína e em 30% no caso da carne de frango.

VALOR ECONÔMICO

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