CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1173 DE 10 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1173| 10 de fevereiro de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportação de carne bovina alcançou 135.451 t em janeiro, diz Abrafrigo

As exportações totais de carne bovina, incluindo o produto in natura e processado, alcançaram 135.451 toneladas em janeiro, segundo levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) divulgado na sexta-feira, 7, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

O resultado representa alta de 10% ante as 123.440 toneladas registradas um ano antes. Com os embarques, o faturamento atingiu US$ 632 milhões, avanço de 38% na variação anual. O preço médio da tonelada saiu de US$ 3.710 em janeiro de 2019 para US$ 4.665 no mês passado. A China continua na liderança entre os compradores da proteína, sendo responsável por 56,9% das importações de janeiro. O país asiático fez aquisição direta de 53.506 toneladas, alta de 126% na comparação anual, enquanto Hong Kong importou outras 23.811 toneladas, queda de 13,7% no mesmo comparativo. Os países asiáticos seguem afetados pela peste suína africana (PSA), que reduziu quase pela metade o rebanho de suínos da China e elevou a demanda externa por todas as carnes. Entre os demais compradores, a Abrafrigo destaca o Chile, com 6.182 toneladas (-5,9%); o Egito, com 5.408 toneladas (-61,8%) e Rússia, com 4.942 toneladas (+57,8%). A Arábia Saudita adquiriu 3.962 toneladas (+9,6%), seguida pelos Emirados Árabes, com 3.673 toneladas (-19,9%), e Israel com 3.538 toneladas (+124,7%). No total movimentando, segundo a associação, 48 países ampliaram suas aquisições e outros 59 diminuíram as compras em janeiro.

ESTADÃO CONTEÚDO/ ISTO É DINMHEIRO/PORTAL TERRA/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGROEMDIA/AGROLINK

NOTÍCIAS

Arroba do boi gordo sobe até R$ 17 em uma semana

De acordo com analista, o consumo de carne bovina acelerado com a entrada dos salários contribui para valorizar o preço da matéria-prima

Os preços do boi gordo dispararam no mercado físico brasileiro na primeira semana de fevereiro, de acordo com a consultoria Safras. Na praça de Dourados (MS), por exemplo, a cotação passou de R$ 172 em 31 de janeiro para R$ 189 nesta sexta-feira, 7.  “Os frigoríficos iniciaram o mês com escalas de abate muito justas, reflexo direto da retração dos pecuaristas de negociar após as fortes quedas nos preços da arroba do boi ao longo de janeiro”, diz o analista de Fernando Henrique Iglesias. Segundo o especialista, o consumo de carne bovina acelerado com a entrada da massa salarial contribuiu para valorizar o preço da matéria-prima. “Tradicionalmente, a primeira quinzena de cada mês é caracterizada por boa demanda no varejo”, informa a empresa. Veja a comparação entre os valores da arroba do boi gordo em 31 de janeiro e 7 de fevereiro:

São Paulo – passou de R$ 185 para R$ 202 (+9,19%)

Goiânia (GO) – passou de R$ 180 para R$ 187 (+3,89%)

Uberaba (MG) – passou de R$ 181 para R$ 190 (+4,97%)

Dourados (MS) – passou de R$ 172 para R$ 189 (+9,88%)

Cuiabá (MT) – passou de R$ 173 para R$ 176 (+1,73%)

AGÊNCIA SAFRAS

Preço da carne bovina sem osso reage no atacado

Depois de cinco semanas seguidas de desvalorização nos preços da carne bovina, finalmente o mercado atacadista subiu

Diante das altas observadas no mercado do boi gordo, para preservar suas margens, os frigoríficos repassaram as altas para a carne. Nos últimos sete dias, na média dos 22 cortes analisados pela Scot Consultoria, as cotações subiram 1,4%. O boi casado de animais castrados fechou cotado em R$13,54/kg, alta de 10,7% na semana.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo: alta de 3% na última semana na média das praças pesquisadas

Em São Paulo, com a alta de R$7,00/@ ao longo da última semana, a escala de abate andou, ainda que limitadamente

Na última sexta-feira (7/2), a quantidade de negócios foi menor e os preços da arroba do boi gordo ficaram estáveis, com ofertas de compra menores que as vigentes ontem. No entanto, a oferta de boiadas está limitada, o que alimenta a expectativa de manutenção do viés positivo para a cotação do boi gordo. Na média de todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria, o preço do boi subiu 3% na semana passada, o que representa R$5,10 a mais por arroba.

SCOT CONSULTORIA

Corona vírus prejudica exportações de carnes à China

Congestionamento nos portos chineses provoca deslocamento de navios para Hong Kong e Cingapura

O congestionamento do sistema portuário chinês, que está praticamente parado por causa do coronavírus, pôs em alerta os frigoríficos brasileiros e também o governo. O Ministério da Agricultura já admite que as exportações brasileiras à China serão prejudicadas nos próximos meses. Sem o escoamento de cargas que chegaram aos portos da China, o número de tomadas disponíveis para manter o conteúdo dos contêineres refrigerados é cada vez mais escasso. Conforme três fontes da indústria, os importadores estão deslocando cargas para portos de Hong Kong e Cingapura. Uma quarta fonte da indústria acrescentou que a programação da produção de carne destinada à China poderá ser afetada. O maior risco é a liberação das cargas que estão nos portos ser postergada. Inicialmente, esperava-se que os produtos que estão nos terminais chineses poderiam ser movimentados a partir de hoje, mas há quem diga que isso só acontecerá na semana que vem. “Está havendo uma disrupção no funcionamento dos portos por causa do coronavírus, e aí temos que saber se é pessoal do navio que não quer descer ou se é o pessoal do porto que não quer subir. Isso vai afetar o fluxo”, afirmou ao Valor o Secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Orlando Leite Ribeiro. “Vai ter registro de queda mensal, certamente”, disse. A dificuldade de transporte no país asiático levou a problemas na disponibilidade de ração em algumas regiões produtoras de aves, o que pode ter um impacto parecido com o que a greve dos caminhoneiros no Brasil teve sobre a produção de aves em 2018. O Secretário de Relações Internacionais do ministério também disse esperar uma recuperação. “Acreditamos que esse baque poderá ser compensado nos meses seguintes”, frisou. Segundo Ribeiro, a China segue com o processo de habilitação de novos frigoríficos brasileiros para exportação e ainda precisa conviver com a epidemia de peste suína africana, que afetou o país no ano passado e demandou a importação de carnes de vários países como Brasil e Argentina. “Não podem parar de comprar comida”. Considerando todas as carnes, os chineses gastaram US$ 4,5 bilhões para importar 1,3 milhão de toneladas de produtos brasileiros no ano passado, de acordo com o Ministério da Agricultura. Esse montante representou 27,3% das exportações brasileiras de carnes, que renderam US$ 16,5 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

China parou de comprar carne do Brasil

As negociações para novos pedidos de carne brasileira por compradores chineses estão suspensas desde o fim do Ano Novo Lunar, obscurecendo as perspectivas de demanda do principal comprador de alimentos do mundo, à medida que o coronavírus se espalhou

Importadores chineses renegociam contratos de carne bovina com exportadores sul-americanos. Mas essas negociações foram interrompidas em 25 de janeiro e não foram retomadas, segundo fontes com conhecimento do assunto, que pediram para não serem identificadas porque as conversas são privadas. Os embarques de carne bovina brasileira comprada anteriormente não foram afetados, disseram eles. É uma história semelhante para frango e porco, de acordo com Ricardo Santin, Presidente da ABPA. Novos pedidos estão interrompidos em grande parte enquanto os embarques ocorrem normalmente, embora alguns atrasos sejam esperados devido a medidas para limitar a propagação da doença, disse ele. Os frigoríficos brasileiros esperam obter maior clareza sobre o impacto do coronavírus na semana que começa em 17 de fevereiro, quando todas as províncias devem voltar do feriado prolongado. A visão de longo prazo permanece construtiva, já que a China ainda precisa preencher a lacuna proteica deixada pela peste suína africana. “Atrasos são normais, considerando a gravidade da situação”, disse Santin. “As vendas para a China podem demorar pelos efeitos do coronavírus no curto prazo, mas eles podem comprar até mais depois”.

Bloomberg

ECONOMIA

Dólar dispara a R$4,32 e bate nova máxima histórica

O dólar cravou novos recordes históricos na sexta-feira, chegando a ser cotado acima de 4,32 reais, em mais um dia de força da moeda norte-americana no exterior, especialmente contra emergentes, e de nova queda nos preços das commodities

O dólar à vista fechou em alta de 0,82%, a 4,3210 reais na venda, superando com folga a cotação de encerramento da véspera (4,2859 reais), também um recorde. Durante o pregão, a moeda escalou a 4,3245 reais na venda, também deixando para trás com ampla margem a máxima histórica intradia anterior —de 4,2873 reais, marcada em 31 de janeiro. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,89%, a 4,3250 reais, após se aproximar de 4,33 reais na máxima. Ativos de risco no exterior voltaram a se desvalorizar nesta sessão, com firme queda das bolsas de valores em Nova York, sob efeito de sinais menos animadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos e de persistentes temores sobre os efeitos econômicos do coronavírus, que tem paralisado fábricas em várias áreas da China, segunda maior economia do mundo e grande consumidora de commodities. Analistas chamam atenção para a depreciação do real junto com a queda dos preços das matérias-primas, o que acaba pressionando os termos de troca e joga contra um já desafiador cenário para fluxo de câmbio comercial. No acumulado da semana, o dólar subiu também 0,82%, a sexta semana consecutiva de valorização, período em que a divisa saltou 6,70%. Em 2020, o dólar dispara 7,68%, segundo pior desempenho global, depois do rand sul-africano. Real e rand sul-africano são moedas de países que, para o Bank of America, estão entre os mais vulneráveis a fatores de risco externo. A percepção de risco para o câmbio —medida pela volatilidade implícita— já opera perto das máximas do ano, acima de 10,5% ao ano, cerca de 1,5 ponto percentual acima da mínima recente.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda de 1,23%

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, zerando a alta da semana, conforme o surto de coronavírus na China seguiu ditando volatilidade e realização de lucros

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,23%, a 113.770,29 pontos. O volume financeiro da sessão somou 24,6 bilhões de reais. Resultados corporativos bem avaliados, como o do Bradesco na quarta-feira ou os de Klabin e Lojas Renner, na quinta, foram insuficientes para dar suporte ao desempenho semanal. Itaú Unibanco, Suzano, Banco do Brasil e Usiminas estão entre os que divulgam seus desempenhos trimestrais na próxima semana, quando a pauta corporativa também contempla precificação das ofertas de ações da Cogna. A S&P Global Ratings reduziu a previsão de crescimento para a China em 2020 de 5,7% para 5%, afirmando que o surto de coronavírus pode ter um preço alto no curto prazo. Nos Estados Unidos, o tradicional relatório de emprego mostrou acelerado crescimento de empregos em janeiro, mas incluiu uma revisão para baixo em alguns números anteriores, gerando certo desconforto. Em Wall Street, o S&P 500 cedeu 0,54%. Agentes financeiros ainda atribuíram a queda nestes últimos dois pregões a ajustes de investidores que não esperavam que o Banco Central seria tão incisivo quanto ao fim do ciclo de corte de juros em sua última decisão, nesta semana.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil cresce 41% em janeiro; vendas à China disparam 252%

As exportações de carne suína do Brasil avançaram 41% em janeiro na comparação anual, em mais um mês alavancado pelas fortes vendas à China, informou na sexta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

De acordo com a entidade, os embarques do produto (in natura e processado) no período totalizaram 68,5 mil toneladas, com receita de 164,1 milhões de dólares, valor 78,9% superior ao de mesmo mês do ano passado. O resultado é o maior da história para um mês de janeiro. A China mais uma vez puxou a alta das exportações brasileiras, adquirindo 30,6 mil toneladas, crescimento de 252% ante janeiro de 2018. A cifra não considera os números de Hong Kong, cujas importações avançaram 93% no período.  “A demanda chinesa se manteve elevada ao longo do mês de janeiro. É um fator importante no impulso das exportações brasileiras”, disse em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra. O país asiático tem acelerado aquisições de carnes no mercado externo desde o ano passado, diante da escassez doméstica de proteínas causada por um surto de peste suína africana, e tende a ampliar importações mesmo com a atual epidemia de coronavírus, disse Turra em entrevista concedida à Reuters nesta semana. No comunicado da sexta-feira, o Diretor-Executivo da associação, Ricardo Santin, afirmou que o rendimento de janeiro “acena para um resultado positivo em 2020”. A ABPA projetava em dezembro um aumento de 15% nas exportações brasileiras de carne suína em 2020. As grandes compras chinesas impulsionaram altas não apenas nas exportações de carne suína no mês passado, mas também nas vendas de carnes bovina (+9,84%) e de frango (+14,9%), segundo associações do setor.

REUTERS

Frango: alta de 5,3% no atacado em São Paulo

Depois de seguidas desvalorizações no atacado, os primeiros dias de fevereiro apresentaram melhora nos preços

Nos últimos sete dias, a carcaça teve recuperação de 5,3% na cotação, negociada atualmente, em média, em R$4,35 por quilo. Mesmo com a alta, os preços estão longe de recuperar a desvalorização de 23,6% em janeiro neste elo da cadeia. Nas granjas paulistas, a ave terminada segue cotada em R$3,10 por quilo.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Colômbia recupera status sanitário livre de aftosa

OIE destacou as ações iniciadas e elogia o progresso feito pela Colômbia

O Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Colômbia, Andrés Valencia Pinzón, informou que o país alcançou mais uma vez o status sanitário de um país livre de febre aftosa com vacinação, depois de conhecer o Carta enviada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a implementação da estratégia de Diplomacia em Saúde, liderada pelo Presidente Iván Duque. “Acabamos de receber a comunicação oficial da Organização Mundial de Saúde Animal, que confirmou que em 5 de fevereiro a Colômbia goza do status de um país livre de febre aftosa com vacinação. Este é um anúncio muito importante para as 500.000 famílias de gado da Colômbia, porque abrem as portas dos mercados internacionais para exportação de carne “, afirmou. O Ministro Valencia Pinzón disse que “com este documento viajaremos pelo mundo, promovendo a carne colombiana e, assim, expandir o comércio deste importante produto. “Cumprimos os requisitos estabelecidos pelo OIE para recuperar o estado de saúde. Estamos realizando uma vacinação de emergência (ciclo realizado em janeiro e fevereiro para as áreas infectadas), o ciclo de vacinação, estudos de imunidade e a etapa do estudo de circulação viral para mostrar que o vírus da febre aftosa não está mais temos no país ”, explicou a Gerente Geral da ACI, Deyanira Barrero León. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, entre janeiro e novembro de 2019, as vendas de carne bovina totalizaram mais de 16.346 toneladas, o que representou US $ 55,6 milhões.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Exportações de carne argentina em 2019 foram as mais altas em 50 anos

Em 2019, as exportações de carne foram as mais altas nos últimos 50 anos, com 844.900 toneladas carcaça com osso e um crescimento de 58% em divisas em comparação a 2018, com pouco mais de US $ 3 bilhões, de acordo com o relatório mensal da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra)

Para encontrar em volume um número semelhante ao registrado no ano passado, acrescenta o relatório, precisamos voltar a 1969, quando foram exportadas 775.000 toneladas (carne com osso). A China foi o principal destino das exportações argentinas de carne. “O país comprou três de cada quatro quilos exportados durante o ano”, disse a Ciccra. Em um ano, os embarques cresceram 106,5%, com um volume de 426.700 toneladas de peso do produto. Esse mercado concentra 75% das vendas externas. Apesar desses números positivos, o relatório da Ciccra observa que “o futuro não é muito promissor” para as exportações de carne devido a dois fatores ligados à China e outro às características estruturais da produção argentina. Com relação ao gigante asiático, o trabalho lembra que Pequim cortou os créditos às empresas por uma bolha especulativa, que causou uma queda “de 30 a 40% nos preços pagos até setembro”. A outra razão é o aparecimento do coronavírus, que causou problemas de logística portuária “na ausência de pessoal nos portos que descarregam os contêineres”. Quanto aos problemas produtivos locais, o Ciccra aponta para a escassez de novilhos pesados e “provavelmente a falta de 300.000 bezerros (estimada) devido ao forte aumento no abate de fêmeas registrado durante o ano passado (621.000 fêmeas abatidas em 2018)”. Os números recordes de exportação de carne para 2019 foram consolidados pelo aumento das vendas no último mês do ano. Em receita, houve US $ 356 milhões, o que representou um aumento de 93,3% em relação ao mesmo mês de 2018. O preço médio de exportação, enquanto isso, teve um aumento médio de 21,5% em relação a dezembro de 2018, com um valor de US $ 3989 por tonelada de carcaça com osso.

El País Digital

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