CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1172 DE 07 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1172| 07 de fevereiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com baixa disponibilidade de gado terminado

Após as altas registradas nos últimos dias, o mercado acalmou no fechamento da última quinta-feira (6/2). O preço do boi gordo permaneceu estável em São Paulo

Com a reação nos preços, houve um leve aumento nos negócios e as escalas se alongaram, mas não muito. As programações dos frigoríficos paulistas atendem, em média, de três a quatro dias, no máximo, mas destacando que algumas indústrias têm trabalhado com certa ociosidade na linha de abate. As chuvas em bons volumes mantêm a boa capacidade de suporte das pastagens, assim os pecuaristas conseguem reter o gado no pasto, com custo baixo, aguardando pagamentos maiores e dificultando a vida dos compradores de gado. Diante desse cenário, praticamente somente aqueles produtores que precisam liquidar algum compromisso financeiro vendem a boiadas para fazer caixa.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo tem nova alta no mercado brasileiro; veja cotações

O quadro segue positivo com boa demanda de carne bovina no início do mês e as boas condições das pastagens

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais altos em algumas das principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o quadro segue positivo, com boa demanda de carne bovina no início do mês e as boas condições das pastagens permitindo aos pecuaristas reterem o boi por mais tempo no campo. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista subiram de R$ 198 a arroba para R$ 201,00 a arroba. Em Minas Gerais, preços em R$ 190 a arroba, em Uberaba, contra R$ 188. Em Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 184 para R$ 186 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado permaneceu em R$ 187 a arroba, em Goiânia. Já em Mato Grosso o preço ficou em R$ 175 a arroba em Cuiabá, com alta diária de um real. Já os preços da carne bovina ficaram estáveis no mercado atacadista. “A entrada da massa salarial na economia mantém um viés de alta para os preços. A tendência é de uma boa demanda no final de semana, acelerando a reposição entre atacado e varejo”, analisou Iglesias. O corte traseiro seguiu em R$ 13,90 o quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 10,30 por quilo. Já o corte dianteiro continuou com preço de R$ 10,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em alta e bate máxima recorde ante real

O dólar teve forte alta de mais de 1% e encerrou em máxima histórica nominal ante o real na quinta-feira, alavancado pelo movimento externo em queda e após o Banco Central sinalizar fim do ciclo de cortes de juros

O dólar à vista fechou em alta de 1,11%, a 4,2859 reais na venda, acima do recorde anterior de 4,2858 reais do último dia 31 de janeiro. Na máxima desta quinta, a cotação alcançou 4,2865 reais na venda, bem próximo do pico recorde intradiário de 4,2873 reais na venda batido também em 31 de janeiro. Na B3, o dólar de maior liquidez tinha valorização de 1,14% neste pregão, a 4,2890 reais. “Teve fluxo de saída. A ajuda do Copom ao real não é no curtíssimo prazo. E as moedas emergentes estão ‘apanhando’ hoje, e isso está sendo mais importante para o movimento local”, disse Luis Laudisio, operador da Renascença. Na véspera, o Banco Central divulgou que janeiro registrou saída líquida de dólares (considerando o fluxo de câmbio contratado), dando sequência a meses de constantes perdas de moeda estrangeira. Também na quarta, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual à nova mínima histórica de 4,25% ao ano e indicou o fim do atual ciclo de cortes na taxa básica de juros, em meio à leitura de que os ajustes já feitos ainda vão surtir efeito na economia e com foco crescente nas expectativas de inflação para 2021. A conclusão do processo de afrouxamento monetário ajudaria a conter a queda dos diferenciais de retornos entre Brasil e o restante do mundo, movimento que vem minando a atratividade do real como ativo de investimento. A agência de classificação de risco Fitch Ratings não deu indicações sobre melhora no curto prazo para o rating soberano do Brasil e lembrou que países com perfil do Brasil costumam demorar de dez a 11 anos para recuperar o grau de investimento. O status de grau de investimento poderia atrair fluxos de capitais ao país.

REUTERS

Ibovespa recua após três altas seguidas

O Ibovespa caiu na quinta-feira, em meio a movimentos de realização de lucros após três altas seguidas, um dia após o Banco Central sinalizar o fim do ciclo de cortes da Selic

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 0,72%, a 115.189,97 pontos. Na máxima, chegou a 117.381,83 pontos. O giro financeiro no pregão somou 28,3 bilhões de reais. O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, para nova mínima histórica de 4,25% ao ano e disse enxergar como “adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”. Agentes financeiros também têm citado que, apesar do efeito positivo com medidas de liquidez no mercado, as dúvidas sobre os potenciais reflexos do surto de coronavírus continuam e assim a volatilidade tende a permanecer elevada. Mais discussões voltam a aparecer se a bolsa está chegando em níveis caros ou não, o que limita um pouco o apetite dos investidores. O movimento da B3 na contramão de Wall Street ocorreu à medida que se aproxima o vencimento dos contratos de opções de Ibovespa, na próxima quarta-feira (12).

REUTERS

Poupança tem saque recorde de R$ 12,356 bi em janeiro, diz Banco Central

A caderneta de poupança sofreu um resgate líquido de 12,356 bilhões de reais em janeiro, informou o Banco Central na quinta-feira, na maior retirada mensal de recursos da aplicação registrada na série, que tem início em 1995.

Até então, a maior retirada líquida havia acontecido em janeiro de 2016 (12,031 bilhões de reais). Em janeiro do ano passado, houve um saque líquido de 11,232 bilhões de reais. No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), os saques superaram os depósitos em 9,835 bilhões de reais no mês passado, enquanto na poupança rural houve saída líquida de 2,521 bilhões de reais. No acumulado de 2019, a poupança encerrou o período com depósitos líquidos de 13,327 bilhões de reais, no pior resultado para a caderneta em três anos. Com o juro básico na mínima histórica, a remuneração da poupança tem recuado cada vez mais. É que, por lei, toda vez que a Selic for igual ou inferior a 8,5%, a remuneração da aplicação passa a ser de 70% da Selic acrescida da Taxa Referencial (TR), que atualmente está em zero. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 4,25%, menor patamar da história. Com isso, o rendimento da poupança ficará abaixo de 3%, inferior à inflação projetada para o ano (3,4%, segundo o relatório Focus).

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne de frango do Brasil cresce 14,9% em janeiro; China compra 87% mais

As exportações de carne de frango do Brasil avançaram 14,9% em janeiro na comparação com mesmo mês do ano passado, impulsionadas por um forte aumento nas aquisições pela China, disse na quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Segundo a entidade, os embarques do produto (in natura e processado) totalizaram 323,8 mil toneladas no período, gerando receita de 529,1 milhões de dólares, crescimento de 16,5% em relação a janeiro de 2019. “O mercado internacional segue pressionado, o que se reflete em preços maiores em relação ao registrado em 2019. O mix de produtos enviado para mercados com maior valor agregado, como Japão, China e União Europeia, também favorecera o desempenho mensal”, disse em nota o Presidente da ABPA, Francisco Turra. Considerando apenas os embarques para a China, principal destino das exportações brasileiras de carne de frango, a alta é de expressivos 87%, com 62,7 mil toneladas. O país asiático tem acelerado aquisições de carnes no mercado externo desde o ano passado, diante da escassez doméstica de proteínas causada por um surto de peste suína africana, e tende a ampliar importações mesmo com a atual epidemia de coronavírus, avaliou na segunda-feira o presidente da ABPA, em entrevista à Reuters. Em dezembro, antes de o coronavírus vir à tona, a entidade projetava um aumento de 7% nos embarques totais de carne de frango do Brasil em 2020, para um recorde de 4,5 milhões de toneladas, com impulso especialmente da China. Outros mercados importantes também apresentaram resultados positivos no mês passado, de acordo com a associação, como Japão (alta de 17%, a 31,9 mil toneladas) e União Europeia (avanço de 22%, para 18,1 mil toneladas).

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Grécia registra primeiro caso de peste suína africana

A Grécia detectou um caso de peste suína africana em uma fazenda doméstica no norte do país nesta semana, disseram representantes do Ministério da Agricultura na quinta-feira

O caso na Grécia foi registrado na região de Serres, ao norte, perto da fronteira com a Bulgária e a Macedônia do Norte, disse o ministério, acrescentando que vendas de carne suína de Serres foram vetadas. O Chefe do serviço veterinário do governo local, Leonidas Varoudis, disse a uma emissora de TV na noite de quarta-feira que um porco morreu em uma pequena fazenda de criação de suínos.  “Nós precisamos investigar se por algum acaso há outras fazendas na região das quais a doença pode ter vindo”, afirmou ele. A Grécia produz cerca de um terço de seu consumo de carne suína e importa o restante. O Ministro da Agricultura, Makis Voridis, deve conceder coletiva de imprensa sobre o caso. A peste suína africana tem recentemente se espalhado pelo leste europeu, e o ritmo de disseminação tem preocupado governos e criadores de suínos. No mês passado, a Sérvia registrou surtos da doença suína em javalis selvagens no leste do país, perto da fronteira com Bulgária e Romênia. A Bulgária disse no mês passado que sacrificaria milhares de porcos após ter detectado peste suína africana em uma fazenda no nordeste do país.

REUTERS

Brasil pode retaliar a Indonésia

País asiático mantém barreiras ao frango brasileiro

Um conflito sobre barreiras ao frango brasileiro na Indonésia poderá acabar em retaliação brasileira contra o país asiático. Foi o que sinalizaram as reuniões encerradas quarta-feira diante dos juízes da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em 2017, o Brasil ganhou uma disputa contra a Indonésia na OMC, e os panelistas deram prazo para Jacarta eliminar as barreiras contra o frango brasileiro, o que não aconteceu. Ao mesmo tempo em que não deram o reconhecimento sanitário aos exportadores brasileiros, os indonésios fizeram remendos em sua legislação, de forma que a interdição à entrada do produto persiste. Nesse cenário, o Brasil voltou à OMC e pediu um “painel de implementação”, para os panelistas decidirem se a Indonésia adotou as recomendações e se o país tornou sua legislação consistente com as regras internacionais. Pelas explicações dos indonésios – e pela posição do Brasil e de terceiras partes interessadas na disputa, como União Europeia, Nova Zelândia e Japão -, Jacarta segue violando as regras da OMC. Renata Amaral, advogada da BMJ Consultores Associados, baseada em Washington, que integra a defesa brasileira, disse: “O Brasil espera a abertura do mercado indonésio há mais de uma década, mas após a audiência desta semana em Genebra o sentimento é que os indonésios continuam buscando artifícios para não cumprirem a decisão de primeira instância da OMC”. Se nada for resolvido, a tendência é o Brasil decidir retaliar a Indonésia – que, na verdade, não deixa entrar frango de nenhum país em seu mercado. Em caso de abertura, estima-se que o Brasil poderá vender até 3 mil toneladas por ano numa fase inicial.

VALOR ECONÔMICO

SUÍNOS/CEPEA: demanda enfraquecida mantém preços em queda

No Oeste Catarinense (SC), o suíno vivo comercializado no mercado independente se desvalorizou 5,5% entre 29 de janeiro e 5 de fevereiro

Os preços da carne suína e do animal vivo seguem em queda no mercado interno, de acordo com dados do Cepea. Com a demanda doméstica por carne enfraquecida, as cotações têm recuado consecutivamente desde o início do ano. Outro fator que tem pressionado as cotações são os altos preços dos insumos (milho e farelo de soja), o que leva produtores a escoarem os animais. No Oeste Catarinense (SC), o suíno vivo comercializado no mercado independente se desvalorizou 5,5% entre 29 de janeiro e 5 de fevereiro, com média de R$ 4,84/kg nessa quarta-feira, 5. Quanto às carcaças negociadas no atacado da Grande São Paulo, houve queda de 5,1% para a especial e de 7,2% para a comum em sete dias, com os produtos cotados a R$ 7,54/kg e a R$ 7,14/kg, respectivamente.

CEPEA/ESALQ

Fevereiro começa com preços em queda no mercado de suínos

O mercado teve mais uma semana de desvalorizações. Desde o início do ano o preço nas granjas de São Paulo recuou R$25,00 por arroba ou 20,8%, com o animal terminado negociado, em média, em R$95,00 por arroba

No atacado, em igual comparação a retração nos preços foi de 24,8%, com a carcaça estando cotada, em média, em R$7,60 por quilo. Apesar de estar no início do mês, período no qual sazonalmente as vendas são mais dinâmicas, ainda não foi sentida uma melhora na demanda, o que colaborou para a pressão nos preços. Além da demanda interna patinando, as vendas no mercado externo perderam um pouco o ritmo em janeiro, na comparação mensal. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou em janeiro 59,3 mil toneladas de carne suína in natura. O volume foi 10,1% menor em relação ao embarcado em dezembro. No entanto, na comparação com o mesmo período de 2019 houve incremento de 41,5%. Novos casos de peste suína africana continuam sendo notificados segundo informações da OIE (Organização Mundial para Saúde Animal), o que mantém a expectativa de incremento na exportação este ano para o Brasil. Voltando as expectativas para o curto prazo, o mercado deve seguir sem muitas forças para recuperação de preços.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Coronavírus afeta embarques de carnes para a China, dizem grupos dos EUA

A epidemia de coronavírus está afetando embarques de carnes para a China justamente em um momento em que o país enfrenta escassez de proteínas devido ao surto de peste suína africana, disseram na quinta-feira a Tyson Foods e grupos agrícolas dos Estados Unidos

A peste suína, que atinge apenas porcos, dizimou o plantel chinês de animais no último ano, elevando preços e a necessidade de importações de carnes. O coronavírus, porém, está mantendo consumidores e trabalhadores do país dentro de casa, o que compromete aquisições em lojas e restaurantes e desacelera o descarregamento de produtos nos portos. As interrupções afetam os esforços de Pequim para garantir ofertas adequadas de carnes e os planos de gigantes do segmento, com Tyson Foods e JBS, de lucrar com a escassez. “Houve interrupções nos portos… Isso distorceu embarques e recebimentos”, disse o Presidente-Executivo da Tyson, Noel White, em conferência com analistas. Segundo ele, o coronavírus escureceu o horizonte para a demanda chinesa, uma vez que cidades foram colocadas em quarentena. Mesmo assim, White disse que a Tyson continua embarcando carne para a China e que possui registros de encomendas. “Uma vez que superarmos o incidente com o coronavírus, quando quer que isso aconteça, eu acredito que haverá uma demanda muito forte”, acrescentou. Mas, por ora, “as coisas estão ficando muito feias por lá”, afirmou Jim Sumner, Presidente do Conselho Norte-Americano de Exportação de Carne de Aves e Ovos.

REUTERS

Índice de preços de alimentos da FAO voltou a subir em janeiro

Alta em relação a dezembro, a quarta seguida, foi de 0,7%. O indicador das proteínas animais foi o único a cair no mês, marcando uma pausa depois de 11 meses consecutivos de elevação

O índice de preços dos alimentos da FAO, braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, subiu pelo quarto mês consecutivo em janeiro e atingiu 182,5 pontos, 1,3 ponto (0,7%) mais que em dezembro. Na comparação com janeiro de 2019, a alta foi de 11,3%. De acordo com a FAO, os maiores aumentos foram registrados nos segmentos de óleos vegetais e de açúcar, mas cereais e laticínios também ficaram mais caros no mundo. Essas elevações mais que compensaram a queda nos preços das proteínas. O subíndice de óleos vegetais atingiu a maior média em três anos – 176,3 pontos, 11,6 pontos mais que em dezembro. “Os valores internacionais de óleo de palma aumentaram pelo sexto mês consecutivo, sustentados pelas perspectivas de redução da oferta global em meio à forte demanda do setor de biodiesel”, diz a FAO em relatório. Os preços dos óleos de soja e girassol também subiram. O indicador de açúcar subiu 10,4 pontos, para 200,7 pontos, o quarto aumento consecutivo. Também em alta, o indicador de cereais atingiu 169,2 pontos, 4,8 pontos mais que em dezembro e maior patamar desde maio de 2018. Os valores do milho também registraram ganhos refletindo o comércio internacional robusto e o aperto sazonal de oferta no Hemisfério Sul. Sobre os lácteos, o subíndice ficou em 200,6 pontos, com elevação de 1,8 ponto em relação a dezembro. Por fim, o indicador das proteínas animais foi o único a cair no mês, marcando uma pausa depois de 11 meses consecutivos de elevação. A média ficou em 182,5 pontos, 7,5 menos que no mês passado. “As cotações de todas as categorias de carnes caíram em janeiro, pressionadas por compras reduzidas, principalmente da China e do Extremo Oriente, após grandes importações no fim de 2019”, diz o texto da FAO.

VALOR ECONÔMICO

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