CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1171 DE 06 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1171| 06 de fevereiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Preços do boi gordo voltam a subir com demanda aquecida

A tendência para o curto prazo segue positiva diante do sazonal aumento de demanda de carne bovina

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais altos em algumas das principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência para o curto prazo segue positiva diante do sazonal aumento de demanda de carne bovina, movimento típico de início de mês.  “Com uma reposição mais rápida entre atacado e varejo, os estoques de carne bovina caem e os frigoríficos acabam aceitando pagar mais pela matéria-prima. Já os pecuaristas estão aproveitando as boas condições das pastagens para manter os animais por mais tempo no campo”, disse. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista subiram de R$ 197 para R$ 198. Em Minas Gerais, preços em R$ 188 a arroba, em Uberaba, estáveis. Em Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 183 para R$ 184 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado permaneceu em R$ 187 a arroba, em Goiânia. Já em Mato Grosso o preço ficou em R$ 174 a arroba em Cuiabá, também inalterado. Os preços da carne bovina subiram no mercado atacadista. “Com o mês recém iniciando e os salários entrando na economia, a tendência é de um grande consumo no próximo final de semana, o que dá sustentação aos preços”, analisou Iglesias. O corte traseiro passou de R$ 13,80 por quilo para R$ 13,90 o quilo. A ponta de agulha aumentou de R$ 10,20 por quilo para R$ 10,30 por quilo. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 10,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: exportação menor restringe altas na arroba, diz Agrifatto

De acordo com analista, os embarques devem continuar reduzidos em fevereiro e março por causa do coronavírus

Em dezembro de 2019, quando algumas praças pecuárias registraram negócios a R$ 235 por arroba, o pecuarista Francisco Manzi vendeu apenas 20% do rebanho. De lá para cá, o boi gordo se desvalorizou e complicou a vida do produtor. “Precisamos de um valor mais alto para continuar com os nossos investimentos, que são a longo prazo. No início deste ano, tenho abatido animais suficientes para pagar as minhas despesas”, diz. Manzi acredita que as escalas mais curtas dos frigoríficos faça as referências subirem novamente até o patamar observado no ano passado. Porém, o analista Gustavo Rezende, da consultoria Agrifatto, não aposta nisso. A oferta de carne bovina continua reduzida, mas a demanda também caiu. Tradicionalmente, o brasileiro consome menos proteína bovina em janeiro. No mercado externo, a procura também recuou e as exportações caíram 21%. “Só China e Hong Kong importaram no fim do ano passado 100 mil toneladas por mês. Em janeiro, foram 117 mil toneladas, incluindo também Rússia, Irã e o resto do mundo. A tendência é que a exportação continue reduzida em fevereiro e março, principalmente por causa do coronavírus”, diz o especialista. Diante desse cenário, fica mais difícil fazer uma previsão de como será a formação de preços da arroba do boi gordo em 2020. “Ainda há muita divergência nos valores praticados ao produtor. Houve diferença de até R$ 8 por arroba de uma planta para outra. O produtor precisa ficar atento e encontrar o melhor momento para vender”, afirma a diretora-executiva da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Daniel Bueno.

CANAL RURAL

Boi: vendas de sêmen cresceram 18% em 2019

A comercialização de material genético atingiu 18,6 bilhões de doses, com destaque para as raças de corte

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) divulgaram esta semana o Relatório ASBIA Index com o fechamento dos dados de 2019. Segundo o levantamento, no ano passado foram comercializadas 18,5 milhões de doses de sêmen, abrangendo as vendas diretas para clientes, exportações e prestações de serviço. O aumento foi de 18% em relação a 2018, quando as vendas somaram 15,6 milhões de doses. O estudo mostra que o aumento se deve, principalmente, às raças de corte, cujas vendas cresceram 23%. Foram comercializadas mais de 11,8 milhões de doses, ante 9,6 milhões no ano anterior. No caso das raças leiteiras o aumento foi de 10%. Passou de 4,2 milhões em 2018 para 4,6 milhões de doses no ano passado. O Presidente da Asbia, Márcio Nery, destaca o bom desempenho das vendas de sêmen sexado (macho ou fêmea), que registraram um aumento de 29%. “Isso demonstra muito visivelmente a preocupação do cliente com o melhoramento genético”, diz ele. No ano passado a produção de sêmen cresceu 14%. Foram produzidas 10,9 milhões de doses, ante as 9,6 milhões de doses de 2018. As expectativas para este ano são otimistas. “Por enquanto, trabalhamos com um crescimento entre 15% e 16%, o que está de acordo com a nossa meta de superar, em até cinco anos, a marca de 30 milhões de doses de sêmen no mercado nacional”, destaca Nery.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

BC reduz Selic a 4,25% e indica fim do ciclo de cortes

O Banco Central reduziu na quarta-feira a Selic em 0,25 ponto percentual à nova mínima histórica de 4,25% ao ano, e indicou expressamente o fim do atual ciclo de cortes na taxa básica de juros

A decisão vem após outros quatro cortes feitos na Selic anteriormente, de 0,5 ponto cada, a partir de julho do ano passado. Também veio acompanhada de uma piora na avaliação sobre as medidas de inflação subjacente —os núcleos de inflação, que desconsideram os preços mais voláteis. Segundo o Copom, elas encontram-se em “níveis compatíveis com o cumprimento da meta de inflação”. Antes, o BC considerava que eles estavam “confortáveis”. “O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, afirmou o BC, em comunicado. Em seu balanço de riscos, o BC frisou que o atual grau de estímulo monetário, que atua com defasagens sobre a economia, pode elevar a trajetória da inflação acima do esperado no horizonte relevante para a política monetária. Numa novidade em relação à comunicação anterior, o BC promoveu como fator de risco para a pressão altista o aumento da potência da política monetária por conta das transformações na intermediação financeira e no mercado de crédito e capitais, numa provável menção à maior participação do crédito livre na economia. A expectativa de que o BC daria prosseguimento ao ciclo de cortes nesta quarta-feira ganhou força após dados econômicos mais fracos que o esperado terem piorado a percepção sobre a retomada da atividade no Brasil. A produção industrial fechou 2019 no vermelho, com queda de 1,1% sobre 2018, após dois anos seguidos de ganhos.

REUTERS

Dólar fecha em queda ante real com exterior positivo

O dólar fechou em queda ante o real na quarta-feira, com as vendas se intensificando na parte da tarde conforme os mercados externos se mantiveram positivos com notícias sobre tratamento do coronavírus oriundo da China

O dólar à vista fechou em queda de 0,45%, a 4,239 reais na venda. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez recuava 0,40%, a 4,2440 reais.  “Mesmo com expectativa de corte na taxa Selic o dólar opera em queda, com a melhora na conjuntura internacional”, disseram analistas da Elite Investimentos em nota a clientes. No exterior, moedas emergentes se valorizavam, e os principais índices de ações dos Estados Unidos subiam. Outro fator no radar do mercado é a precificação da oferta de ações da Petrobras em poder do BNDES, prevista para após o fechamento do mercado. A ACE Capital calcula que o volume pode chegar a 18 bilhões de reais. Junto com outras operações, o desinvestimento pode chegar a cerca de 38 bilhões de reais, volume que pode ser absorvido por estrangeiros que precisariam trazer dólares ao país. Investidores também permaneceram atentos à decisão de política monetária do Banco Central a ser anunciada após as 18h (de Brasília). O mercado espera corte da Selic, mas o impacto sobre o câmbio poderá se dar mais pela sinalização sobre os próximos passos. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir em 17 e 18 de março.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com exterior

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, mantendo a trajetória positiva de fevereiro, com Vale e bancos entre os principais suportes, tendo de pano de fundo um ambiente favorável a ativos de risco no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,41%, a 116.028,27 pontos. O volume financeiro no pregão somou 27,8 bilhões de reais. A recuperação nos últimos dias ocorre após o Ibovespa perder quase 4% na semana passada, pressionado pela aversão a risco em razão de dúvidas sobre os potenciais reflexos do surto de coronavírus na China e que já se espalhou para outros países. Medidas para conter a disseminação do vírus e atenuar o efeito nos mercados têm melhorado o humor dos investidores, embora não se descarte manutenção da volatilidade. O BTG Pactual também chamou a atenção para as expectativas de uma nova onda de medidas de estímulos fiscais como fator para a melhora nos mercados. Da cena doméstica, a equipe da Planner também destacou que a perspectiva de uma boa safra de resultados cria uma expectativa positiva para os números de 2020.

REUTERS

Itaú Asset corta previsão para PIB 2020 a 2,3%, reduz estimativa de inflação e baixa Selic 2021

A Itaú Asset Management —braço de gestão de recursos do maior banco privado do Brasil— reduziu expressivamente sua estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano e também cortou projeção para a inflação

A instituição agora vê o Produto Interno Bruto (PIB) em alta real de 2,3% em 2020, segundo documento com data da quarta-feira. O prognóstico anterior, de dezembro passado, era de crescimento de 2,7%. A revisão vem depois de uma série de indicadores macroeconômicos divulgados neste começo de ano terem vindo abaixo das expectativas. A Itaú Asset baixou de 3,5% para 3,2% a expectativa para a inflação medida pelo IPCA em 2020 e 2021. A gestora manteve cenário de Selic a 4,25% ao fim deste ano, mas reduziu a 5,00% o número previsto para o término de 2021, ante a taxa de 5,50% esperada na atualização de projeções de dezembro passado. Apesar da alta do dólar de cerca de 4 reais no fim do ano passado para quase 4,30 reais neste início de 2020, a Itaú Asset manteve perspectiva de que a taxa de câmbio fechará 2020 e 2021 em 4,20 reais por dólar.

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Brasil começa 2020 com fluxo negativo de capitais depois de pior ano da história em 2019

O Brasil começou 2020 com saída líquida de dólares, depois de registrar uma debandada em dezembro e o pior fluxo cambial da história no acumulado de 2019

O fluxo cambial no país ficou negativo em 384 milhões de dólares em janeiro, com base em dados de câmbio contratado divulgados pelo Banco Central na quarta-feira. O número é resultado de superávit de 1,133 bilhão de dólares nas operações comerciais (exportação menos importação) e déficit de 1,518 bilhão de dólares no segmento financeiro —que envolve remessas de lucros e dividendos, empréstimos em moeda estrangeira, dentre outros.

Na semana passada, de 27 a 31 de janeiro, o fluxo cambial se mostrou negativo em 374 milhões de dólares. Em janeiro, o dólar saltou quase 7% e bateu sucessivos recordes históricos nominais, para perto de 4,29 reais, com analistas citando a aversão a risco no exterior e a carência de ingressos de recursos mais consistentes. Em dezembro passado, o fluxo de câmbio contratado mostrou déficit de 17,612 bilhões de dólares, o pior da história para o mês. Em todo o ano de 2019, o saldo foi negativo em 44,768 bilhões de dólares, também um recorde. Os dados do BC divulgados nesta quarta mostraram ainda que os bancos fecharam janeiro com posição vendida em dólar à vista de 34,261 bilhões de dólares, já que precisaram prover liquidez ao mercado diante do fluxo cambial negativo. Em todo o mês passado, o BC liquidou (no dia 3) a recompra de apenas 24 milhões de dólares referente a linhas de venda de moeda com compromisso de recompra. O BC não liquidou venda de dólares no mercado pronto.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

OIE relata 1249 novos casos de PSA

O total de surtos contínuos de PSA no mundo é agora 11.461

O último relatório divulgado pela Organização Mundial para Saúde Animal (OIE), mostra que entre os dias 17 e 30 de janeiro 1249 novos surtos de Peste Suína Africana (PSA) foram notificados. De acordo com o documento o total de surtos contínuos de PSA no mundo é agora 11.461. No relatório anterior, 199 foram notificados como novos, enquanto 11.150 surtos estavam em andamento. Um total de 177.497 animais foram notificados como perdas. Na Ásia, Filipinas e Indonésia notificaram 138.791. e 38.123 perdas, respectivamente, enquanto na Europa foram notificadas 583 perdas. Ainda de acordo com o relatório 21 países notificaram surtos novos ou em andamento por meio de notificações imediatas e relatórios de acompanhamento, 10 na Europa (Bulgária, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia, Eslováquia e Ucrânia); 9 na Ásia (China, Indonésia, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Laos, Filipinas, Rússia, Timor-Leste e Vietnã) e 3 na África (Costa do Marfim, África do Sul e Zimbábue).

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Gripe aviária: OIE notifica primeiros focos da doença na Arábia Saudita e Vietnã

Nos dois países, a fonte ou origem da infecção ainda é desconhecida

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) notificou os primeiros focos de gripe aviária na Arábia Saudita e no Vietnã. No Vietnã, o vírus identificado foi o H5N6, enquanto na Arábia Saudita foi o H5N8 – ambos considerados altamente patogênicos pelos organismos de saúde. Nos dois países, a fonte ou origem da infecção ainda é desconhecida, de acordo com a OIE. Na Arábia Saudita, 408 mil aves foram eliminadas por terem tido exposição ou contaminação com o vírus. O caso foi detectado em uma propriedade rural da capital, Riad. No Vietnã, conforme a OIE, o surto foi detectado em uma granja na capital, Hanói. O caso foi confirmado hoje pelo governo local e levou ao abate sanitário de 3 mil aves. Além dos casos reportados nesta quarta-feira, 5, a OIE já confirmou o surto em Israel, Ucrânia, República Checa, África do Sul, Romênia, Polônia, Índia, Eslováquia, Hungria e China. Os avisos de notificação da organização sobre a ocorrência da doença se acentuaram desde o início do ano.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Melhores oportunidades para carne bovina uruguaia após o Brexit

O Presidente do Instituto Nacional da Carne (INAC), Federico Stanham, disse que espera pelas carnes uruguaias “melhores oportunidades de negócios no Reino Unido do que tiveram” antes do Brexit

A separação do Reino Unido da União Europeia, um processo conhecido como Brexit e finalizado na última sexta-feira, terá dois efeitos, de acordo com a visão da hierarquia. A primeira será que “quando o Reino Unido se retirar do bloco, será tomada a porcentagem histórica de participação nas cotas”. Esta é a cota Hilton, onde o Uruguai participa com uma cota de 6.373 toneladas para gado terminado em pastagem, a cota do GATT que é de 53.000 toneladas para todos os fornecedores (gerenciados pela União Europeia e vendidos a importadores) e a cota Bilan, 35.000 toneladas (é uma cota para processadores). Ambos são para carne congelada com uma tarifa de 20%. “Essas cotas serão fornecidas com base nos antecedentes. Isso significa que, no caso do Uruguai, restarão 89% das 6.376 toneladas de Hilton na União Europeia e 11% permanecerão no Reino Unido. Algo semelhante acontecerá com as outras duas cotas, mas em ambos os casos todos os países participam”, explicou Stanham. O Uruguai e todos os produtores de carne que participam dessas cotas não concordam com a distribuição e há um processo de negociação que leva quase 2 anos “em que o Uruguai está reivindicando seus direitos”, lembrou o presidente do INAC. Com relação ao Reino Unido, que fornece principalmente carne da Irlanda, que permanece na União Europeia, o Brexit fará com que ela “permaneça em um status diferente do que tinha até agora. Embora se espere que o Reino Unido e a União Europeia tenham algum acordo qualitativamente melhor do que com o resto do mundo, todos os países fornecedores pensam que será um pouco mais igual a nós do que era até agora”, disse Stanham. Embora seja esperado que a Irlanda, como membro do bloco, tenha algum tratamento preferencial em algum tipo de acordo feito pela UE e pelo Reino Unido, pensamos que “isso abrirá uma oportunidade melhor para acessar esse mercado. Essa é a expectativa que existe”. O Reino Unido tentou forçar duas partidas difíceis da União Europeia. Para esse duro Brexit, foi planejado um regime de cotas abertas para todos os países, com um volume significativo de carne, sob condições tarifárias relativamente interessantes. “Isso é uma vantagem para nós e uma desvantagem para a Irlanda”, admitiu Stanham.

El País Digital

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