CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1170 DE 05 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1170| 05 de fevereiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo ganhando força

Como a quantidade de negócios nas últimas semanas, de maneira geral, foi pequena, o nível dos estoques dos frigoríficos diminuiu

Esse quadro, associado à expectativa de melhora no escoamento da carne, resultou em pressão positiva sobre o preço da arroba do boi gordo. A virada de mês e a provável retomada de compras de carne pela China desenham um quadro otimista da demanda. No fechamento da última terça-feira (4/20), das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba subiu em 20 delas.

SCOT CONSULTORIA

Depois de uma semana de suspiro, carne bovina voltou a recuar no varejo

Em São Paulo, o mercado varejista vinha caindo desde o começo do ano, passou por um período de recuperação nas cotações e na última semana de janeiro voltou à trajetória de queda

Na comparação semanal, na praça paulista, as cotações da carne recuaram 1,0%, na média de todos os cortes monitorados pela Scot Consultoria. O menor poder de compra da população nos últimos dias do mês prejudica o escoamento dos cortes.

SCOT CONSULTORIA

Clima favorece retenção no pasto e preço do boi tem nova alta no Brasil

As escalas de abate dos frigoríficos estão cada vez mais curtas, fator que os leva a procurar os pecuaristas com mais força

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em alta em algumas regiões de produção e comercialização. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate dos frigoríficos estão cada vez mais curtas, fator que os leva a procurar os pecuaristas com mais força. Aliado a isso, a demanda de carne bovina cresce naturalmente na primeira quinzena do mês, adicionando pressão de alta sobre a matéria-prima. “Ao mesmo tempo, os pecuaristas ainda se deparam com uma boa capacidade de retenção do boi no pasto, favorecidos pelo bom regime de chuvas no centro e no norte do país”, pontuou. Em São Paulo, Capital, preços subiram de R$ 195 a arroba para R$ 197, para pagamento à vista. Em Minas Gerais, preços em R$ 188 a arroba, em Uberaba. Em Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 181 para R$ 183, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado permaneceu em R$ 187,00, em Goiânia. Já em Mato Grosso o preço ficou em R$ 174 a arroba em Cuiabá, também inalterada. Já a carne bovina teve preços estáveis no mercado atacadista. “A tendência de curto prazo ainda remete a reajustes nos preços, avaliando a reposição mais rápida entre atacado e varejo. Os estoques das grandes redes também estão curtos, aumentando a propensão a reajustes no curto prazo”, analisou Iglesias. O corte traseiro seguiu em R$ 13,80 por quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 10,80 por quilo. Já a ponta de agulha continuou em R$ 10,20 por quilo.

AGENCIA SAFRAS

Habilitação de frigoríficos para China está normal apesar de coronavírus, diz ministra

O processo de habilitação de frigoríficos exportadores de carnes do Brasil pela China está caminhando normalmente, apesar do surto de coronavírus no país asiático, disse na terça-feira a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, após se reunir com o Embaixador chinês Yang Wanming

“Nós temos um procedimento de habilitação de frigoríficos que está andando no seu ritmo. Isso está em processo normal de encaminhamentos lá na China, nos ministérios e na aduana”, disse ela. “Não mudou nada. O que pode ter atrapalhado a movimentação foi o feriado do ano novo chinês, que foi prolongado por causa do coronavírus”, acrescentou. A China é o principal mercado para a soja e carnes do Brasil, que vem tentando ampliar o número de produtores de carnes habilitados a exportar, inclusive para atender a um crescimento da demanda chinesa, cuja produção de carne suína despencou em função da queda drástica do plantel, devido à peste suína africana. Ela disse ainda, segundo nota publicada pelo Ministério da Agricultura, que “não há restrição” ao intercâmbio comercial entre os dois países, no que diz respeito ao agronegócio, devido ao surto de coronavírus.

REUTERS

PR restringe entrada de bovinos para se tornar área livre de aftosa sem vacinação

Desde o dia 6 de janeiro está proibida a entrada de bovinos e bufalinos para permanecerem vivos no Estado. Ingresso para abate imediato ou passagem pelo território estão autorizadas

O Paraná está de portas fechadas para a entrada de bovinos e bufalinos vindos de outros Estados que vacinem seus rebanhos contra a febre aftosa (com exceção daqueles que serão abatidos ou apenas cruzarão o território). A medida faz parte da série de etapas que precisam ser cumpridas pelas autoridades sanitárias para a conquista do reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). A expectativa é que, com os parâmetros técnicos dentro das exigências internacionais, a conquista do novo status sanitário pelo Paraná deva ser oficializada na assembleia-geral da instituição global em maio de 2021. A partir do fim da vacinação, que ocorreu em outubro de 2019, e do fechamento da fronteira, o Paraná passou a ficar isolado sanitariamente do restante do país, no que diz respeito à febre aftosa. Com isso, em maio de 2020 – quando a última aplicação de vacinas contra a febre aftosa no Estado terá completado um ano –, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve fazer um inquérito sorológico no rebanho paranaense, a fim de constatar que não há circulação viral no território. Com essa confirmação laboratorial, então, o Mapa poderá pedir à OIE que reconheça o Paraná como área livre de aftosa sem vacinação. O Gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Rafael Gonçalves Dias, pondera que segue autorizada a entrada de derivados de bovinos e bufalinos e que também é possível o ingresso de cargas lacradas. Neste último caso, os animais vivos devem ser destinados, ou ao abate imediato, ou para cruzarem o território estadual. “Nesse momento de transição é importante destacar que não entra mais animais para cria, engorda, reprodução ou eventos. O produtor tem papel fundamental nessa etapa, atualizando sempre seus cadastros de rebanho duas vezes ao ano e notificando a Adapar qualquer caso suspeito de febre aftosa. Na dúvida, comunique”, aconselha o Gerente da Adapar.

AGROLINK

Desempenho exportador das carnes em janeiro de 2020

As três carnes registraram aumento de volume em relação a janeiro de 2019

Em comparação ao mesmo mês de 2019 os resultados finais ficaram acima do esperado, sobretudo porque as exportações dos primeiros meses de cada novo exercício são geralmente incipientes. Desta vez janeiro também surpreendeu pois comparativamente a idêntico mês de 2019 registrou aumento de 41% nos embarques de carne suína e de cerca de 15% nos das carnes bovina e de frango. Também houve melhora significativa nos preços das carnes suína e bovina – de 28% e de 31%, respectivamente. A carne de frango acompanhou, mas com um ajuste de apenas 3,4%. A receita cambial – pouco superior a US$1,2 bilhão – registrou aumento próximo de 40%, resultado para o qual a carne suína contribuiu com um aumento de mais de 80%, a bovina com 50% e a de frango com quase 20%.

AGROLINK

ECONOMIA

Dólar fecha em alta ante real um dia antes de decisão de juros do BC

O dólar fechou em alta contra o real na terça-feira, com investidores ajustando posições na véspera de o Banco Central do Brasil provavelmente cortar de novo os juros, o que prejudicaria a atratividade da moeda brasileira como moeda de investimento

O dólar à vista fechou em alta de 0,22%, a 4,2583 reais na venda. Mais cedo, a cotação chegou a marcar 4,2242 reais na venda, em baixa de 0,58% no dia. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,18%, a 4,2610 reais. O ensaio de queda do dólar durou pouco mais de uma hora após a abertura, e já por volta de 10h15 a moeda começou a ganhar força de forma consistente até alcançar as máximas do pregão perto do fim da sessão. Ao mesmo tempo, os juros futuros se mantiveram em baixa durante todo o dia, após dados fracos de produção industrial abrirem espaço para mais apostas de corte de juros nesta quarta-feira. Pesquisa Reuters divulgada recentemente mostrou que economistas projetam corte de 0,25 ponto percentual, para nova mínima recorde de 4,25%. O UBS estima que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) não apenas reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual nesta semana como também na reunião de março. Os sucessivos cortes nos juros que ocorrem há vários meses reduziram a diferença entre as taxas pagas pelos títulos brasileiros e os papéis norte-americanos —considerados os mais seguros do mundo. Assim, o investidor estrangeiro tem tido menos estímulo para aplicar na renda fixa brasileira, o que tem prejudicado o fluxo cambial e jogado contra melhora na oferta de dólar no país. A última vez que o dólar ficou perto de 4,00 reais foi em 30 de dezembro de 2019, quando fechou a última sessão do ano passado em 4,0129 reais. Desde então, a moeda acumula alta de 6,1%.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com ânimo global, mas coronavírus mantém volatilidade

O Ibovespa teve a segunda alta seguida nesta terça-feira, endossado pelo clima favorável em bolsas no exterior, com dúvidas ligadas ao surto de coronavírus ainda presentes, mas medidas de liquidez do banco central chinês trouxeram alívio

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,81%, a 115.556,71 pontos, tendo superado 116 mil pontos no melhor momento da sessão. O volume financeiro do pregão somou 23,1 bilhões de reais. Na visão do analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, a bolsa paulista respondeu ao ambiente de menor aversão a risco no exterior, em mais uma sessão de estímulos no mercado chinês. O Banco do Povo da China injetou 1,7 trilhão de iuanes (242,74 bilhões de dólares) através de recompras reversas na segunda e terça-feira. De acordo com o analista da Ativa, até que fiquem claros os efeitos do coronavírus, a volatilidade tende a seguir presente, com alguns momentos também de recuperação como nesta sessão. “Ainda é prematura qualquer assunção sobre o vírus.” Da pauta brasileira, a produção industrial teve queda de 0,7% em dezembro sobre o mês anterior. Ante dezembro de 2018, caiu 1,2%. Os números foram piores que o previsto. “A divulgação de hoje adiciona um desânimo com a atividade no curto prazo e aumenta a probabilidade de um PIB 2020 em torno de 2% em vez de 2,5%”, avaliou o estrategista Felipe Sichel, do Modalmais, em nota a clientes.

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Saídade estrangeiros da bolsa soma R$ 19,2bi em janeiro e bate recorde

Cifra é a maior já registrada para o mês desde 2006, quando começa a série histórica

Os investidores estrangeiros sacaram liquidamente R$ 2,12 bilhões do segmento secundário da B3 (ações já listadas) em 31 de janeiro, segundo dados divulgados na terça-feira pela B3. Naquele pregão, o Ibovespa foi fortemente penalizado pelos temores envolvendo o coronavírus, fechando em baixa e 1,53%, aos 113.761 pontos. No acumulado do ano, o mercado secundário tem um saldo negativo de R$ 19,2 bilhões. O número é resultado de R$ 206,6 bilhões em compras de ações e de R$ 225,8 bilhões em vendas. Com esse resultado, o fluxo de capital externo na bolsa no mercado secundário fechou o mês com o pior resultado para um janeiro desde 2006, quando tem início a série histórica. A maior retirada para um mês de janeiro, até aqui, aconteceu em 2008, ano da crise financeira global, quando saíram R$ 4,7 bilhões da bolsa brasileira. A última vez que houve saldo negativo de estrangeiros no acumulado de janeiro foi em 2016, quando saíram R$ 167,3 milhões. Em janeiro deste ano, a bolsa brasileira teve apenas três pregões de aportes de estrangeiros. Se não bastassem as questões locais, com uma recuperação econômica ainda lenta, as surpresas negativas com o coronavírus também afetam o interesse por emergentes. Na avaliação do analista de ações do BTG Pactual Digital, Ricardo Cavalieri, um risco externo sucedeu o outro e, no fim das contas, o estrangeiro permanece bastante cauteloso. “Ficou menos atrativo investir em um país com o nosso perfil de risco dadas essas questões externas e o nosso diferencial de juros, que diminui em relação a outros países”, diz o profissional, ao se referir aos juros menores por aqui em comparação com outros pares globais.

VALOR ECONÔMICO

Indústria do Brasil recua em 2019 após 2 anos de ganhos

A produção industrial do Brasil terminou 2019 com queda acima do esperado em dezembro e fechou 2019 no vermelho, interrompendo dois anos seguidos de ganhos com forte influência das perdas no setor extrativo devido ao rompimento da barragem de Brumadinho (MG)

Em dezembro, a indústria apresentou queda da produção de 0,7% sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. O resultado marcou o segundo negativo seguido após queda de 1,7% em novembro, e foi o mais fraco para dezembro desde 2015. Sobre dezembro de 2018, houve perda de 1,2% na produção, contra projeção de queda de 0,8%. Assim, 2019 terminou com corte na produção de 1,1%, interrompendo dois anos seguidos de ganho —2,5% em 2017 e 1,0% em 2018. No quarto trimestre, a produção apresentou alta de 0,2% sobre os três meses anteriores, mas o ano foi marcado por instabilidade, com ganho de 0,1% no terceiro e perdas de 0,6% no segundo e de 0,2% no primeiro. “Encerra-se o ano com uma clara desaceleração da produção industrial. O que parece que houve foi que em agosto, setembro e outubro houve uma antecipação da produção da indústria para a Black Friday e festas de fim de ano e em novembro e dezembro a indústria freou”, explicou o Gerente da Pesquisa, André Macedo. De acordo com os dados do IBGE, a categoria econômica que registrou as maiores perdas no ano foi Bens Intermediários, de 2,2%, seguido da queda de 0,4% na produção Bens de Capital, uma medida de investimento. O único ganho foi registrado por Bens de Consumo, de 1,1%.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

C.Vale quer elevar produção de frangos após resultado recorde em 2019

A cooperativa C.Vale pretende aumentar a produção de carne de frango em 2020 após registrar ganhos recordes em 2019, informou a empresa na semana passada

A empresa quer elevar a produção em 20 mil frangos por dia, ou seja, de 600 mil para 620 mil frangos diários neste ano. “Paralelamente, a C.Vale vai colocar em operação um frigorífico com capacidade para processar até 200 mil frangos/dia em Umuarama (PR), onde vai gerar 2 mil empregos”, disse a empresa em comunicado. A C.Vale irá distribuir aos cooperados um total de R$ 89 milhões em sobras referentes ao exercício de 2019, mais que o dobro dos R$ 42 milhões de sobras de 2018. As sobras são os lucros líquidos da cooperativa distribuídos aos cooperados. A elevação dos ganhos foi puxada pelas exportações de carne de frango, favorecidas pelo cenário de peste suína africana na China e desvalorização do real brasileiro frente ao dólar. O faturamento da C.Vale subiu 4,9%, para R$ 8,92 bilhões em 2019.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Abate de bovinos do uruguai caiu em 30,8% em janeiro

O abate de bovinos do Uruguai começou o ano a uma taxa 30,8% menor que no ano passado

Os frigoríficos processaram 137.851 cabeças em janeiro, uma contração de 61.437 animais em comparação com o mesmo mês de 2019, quando 199.288 bovinos foram abatidos. No total, 62.385 novilhos e 72.455 fêmeas entraram nas plantas, sendo 55.578 vacas e 17.377 novilhas. A planta mais ativa foi o Frigorífico Las Piedras, com 17.538 cabeças (12.972 novilhos e 4.483 fêmeas). Em segundo lugar, Pando Fridge, com 13.095 bovinos, e na terceira posição Tacuarembó Frigorífico (Marfrig), com 12.318 bovinos. A atividade da última semana de janeiro registrou 35.047 animais, 2,1% a menos que na semana anterior, que totalizaram 35.806 bovinos. Foram processados 15.264 novilhos e 19.129 fêmeas (15.239 vacas e 3.890 novilhas). O Frigorífico Las Piedras foi a planta que mais abateu semanalmente, com 4.194 animais, seguida por duas plantas da Athena Foods, Carrasco e Pul Fridge, com 3.698 e 3.261 cabeças, respectivamente.

El País Digital

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