CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1169 DE 04 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1169| 04 de fevereiro de 2020


NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo em alta

A cotação da arroba do boi gordo subiu na última segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020. Essa foi a terceira valorização seguida e, apesar de altas singelas, o movimento indica que o viés do mercado mudou

A arroba do boi gordo ficou cotada em R$193,00, bruto, R$192,50, com o desconto do Senar e em R$190,00, livre de impostos (Senar + Funrural), considerando o preço à vista. Há negócios até R$5,00/@ acima da referência. Tipicamente um dia com um volume reduzido de negócios, o mercado do boi desta segunda-feira foi agitado, reflexo do fechamento do mercado da última semana, quando o movimento de alta ganhou força. Das 32 praças pesquisadas a cotação do boi subiu em dezenove. No restante, o preço ficou estável. Na média de todas as regiões pesquisadas, a arroba subiu 0,8% na comparação dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Preços do boi gordo e da carne voltam a subir na segunda

A reposição entre atacado e varejo está mais rápida, sinalizando um bom consumo nos últimos dias

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em alta. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a reposição entre atacado e varejo está mais rápida, sinalizando um bom consumo de carne bovina nos últimos dias. “Com isso, o pecuarista se sentiu mais seguro para pedir preços mais altos. Ao mesmo tempo, a oferta de animais terminados, pronto para o abate, segue restrita, com o produtor aproveitando também as boas condições das pastagens para reter o boi por mais tempo no campo”, pontuou. Em São Paulo, preços subiram de R$ 190 a arroba para R$ 195, para pagamento à vista. Em Minas Gerais, preços em R$ 187 a arroba, em Uberaba, contra R$ 184 na sexta. Em Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 176 para R$ 181 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado disparou de R$ 182 a arroba para R$ 187 a arroba, em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 174 a arroba em Cuiabá, com alta diária de um real. O mercado atacadista teve preços em alta. “A tendência de curto prazo ainda remete a reajustes dos preços, em linha com a entrada dos salários na economia. Além disso, a retomada das aulas é outro motivador do consumo, e pode levar a alguma alta dos preços no atacado, com ênfase no corte dianteiro”, analisou Iglesias. O corte traseiro passou de R$ 13,05 por quilo para R$ 13,80 por quilo. O corte dianteiro passou de R$ 10,40 por quilo para R$ 10,80 por quilo. Já a ponta de agulha subiu de R$ 9,70 por quilo para R$ 10,20 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportação de carne bovina em janeiro alcança 117 mil toneladas, volume 14% maior que do mesmo período de 2019

Preço médio pago pela carne brasileira foi 31% maior em comparação com janeiro de 2019

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil alcançaram em janeiro 117 mil toneladas, com média diária de 5,3 mil toneladas e renderam US$ 576 milhões (22 dias úteis), com média diária de US$ 26,2 milhões. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.922,60. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (03) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços. Na comparação com dezembro, houve baixa de 26,8% no valor médio diário da exportação, perda de 24,9% na quantidade média diária exportada e queda de 2,5% no preço. No entanto, na comparação com janeiro de 2019, houve ganho de 50% no valor médio diário, alta de 14,2% na quantidade média diária e ganho de 31,3% no preço médio.

MDIC

Sebo bovino tem alta nos preços na semana

A boa demanda por sebo, principalmente pelo setor de biodiesel, resultou em valorização da gordura animal

No Brasil Central, o produto está cotado em R$2,90/kg, livre de imposto. Valorização de 1,8% em relação ao fechamento da última semana. Há negócios ocorrendo até R$0,10/kg acima da referência. No Rio Grande do Sul, o sebo ficou cotado em R$3,00/kg, livre de imposto. Além da boa demanda, a oferta está limitada, o que colabora com os preços firmes.

SCOT CONSULTORIA

MS: produção de carne bovina aumenta 9,41%

No último ano, foram mais de 3,5 milhões de animais abatidos, o que representa uma alta de 8,75%

Em 2019 a produção de carne bovina em Mato Grosso do Sul teve um aumento de 9,41% em comparação ao ano anterior. Foram mais de 914 mil toneladas frente a 835 mil no mesmo período de 2018, segundo dados Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). No último ano, foram mais de 3,5 milhões de animais abatidos, o que representa uma alta de 8,75% em relação ao ano de 2018. As informações estão na edição 96 do Boletim Casa Rural de Pecuária do Sistema Famasul. Entre 6 a 24 de janeiro de 2020 a arroba do boi retraiu 9,17% chegando a R$170,56. Segundo o Gerente Técnico do Sistema Famasul, José Pádua, a redução do preço da carne bovina no varejo acompanha o valor pago pela arroba. “A gente observou no começo de janeiro uma redução pelo valor pago pela arroba, e isso naturalmente é repassado para o atacado e o varejo. Então estamos neste momento nesse processo de arrefecimento na demanda por animais, o que fez com que os preços baixassem”, explica.

FAMASUL

Mercado de reposição começando a ganhar ritmo

Com o início do novo mês e um cenário de preços do boi gordo mais positivo, aumentou a procura por negócios no mercado de reposição

Considerando todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e mestiços, houve alta de 0,4% nos preços na última semana frente ao fechamento da semana anterior. As altas foram puxadas pelas categorias mais jovens. Na média do bezerro de ano e desmama, a valorização foi de 1,1%. Já as categorias mais eradas, na média do boi magro e garrote anelorados, os preços subiram 0,5%. Em São Paulo, as negociações seguiram calmas devido às quedas de preço do boi gordo durante a semana. Apesar dos negócios em ritmo lento, há procura pelas categorias, especialmente por garrotes para posteriormente serem terminados em sistemas intensivos ou ser negociados como boi magro no período seco do ano. De modo geral, aos poucos o mercado de reposição vai ganhando ritmo. A expectativa é de manutenção dos preços firmes devido ao maior poder de retenção da ponta vendedora, que tem o respaldo da maior capacidade de suporte das pastagens e resiste em entregar os animais a preços abaixo das referências.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de bovinos vivos diminui em 2019

Em 2019, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foram exportadas pelo Brasil, 557 mil cabeças de bovinos vivos, 250 mil cabeças a menos na comparação com 2018.

Os principais países compradores do gado brasileiro foram a Turquia, o Iraque e o Egito, na sequência de importância. O faturamento com as exportações foram US$354,64 milhões, 35,7% menos que o registrado em 2018. Os principais estados exportadores foram o Pará, o Rio Grande do Sul e São Paulo.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar tem queda ante real após recordes recentes

O dólar começou fevereiro em queda ante o real em 2020, com estímulos na China e dados melhores nos Estados Unidos servindo de argumento para uma correção depois de fortes altas recentes que levaram a moeda a bater recordes históricos

A reabertura dos mercados chineses após o feriado estendido foi marcada por fortes quedas nas bolsas locais e pela promessa de autoridades do país de usar várias ferramentas de política monetária para garantir ampla liquidez e apoio às empresas. Cálculos da Reuters com base em dados do banco central chinês apontaram injeção líquida de pelo menos 150 bilhões de iuanes nesta segunda-feira. O dólar à vista caiu 0,86%, a 4,24875 reais na venda. A queda percentual é a mais forte desde 30 de dezembro (-0,91%). Na sexta passada, a moeda fechou a 4,2858 reais na venda, máxima nominal recorde. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha queda de 0,82%, a 4,2535 reais. Medidas de suporte na China tendem a acalmar os mercados e, por tabela, amparar moedas de risco. Junto com o real, peso mexicano, rand sul-africano e peso chileno tinham firme valorização na segunda-feira. A sessão foi marcada ainda pela volta das rolagens de swap cambial tradicional pelo Banco Central, que negociou todos os 13 mil contratos ofertados na sessão. O BC já afirmou que pretende fazer a rolagem integral dos 11,7 bilhões de dólares em swaps cambiais que venceriam em abril. Assim, o BC evita retirar liquidez do mercado, ajudando a acalmar o dólar.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com Wall St

O Ibovespa subiu nesta segunda-feira, com papéis do setor financeiro entre os principais suportes, em movimento ajudado pela recuperação de Wall Street, com agentes ainda monitorando desdobramentos ligados ao surto de coronavírus na China

Índice de referência da bolsa paulista, o Ibovespa subiu 0,76%, a 114.629,21 pontos. O volume financeiro da sessão somou 21,7 bilhões de reais. Os ganhos vêm após o Ibovespa acumular declínio de cerca de 4% na semana passada e perder 1,6% em janeiro. Em Nova York, a trajetória positiva encontrou suporte também em números sobre a atividade fabril melhores do que o esperado nos EUA, destacou a equipe do Goldman Sachs liderada por Chris Hussey. O S&P 500 fechou em alta de 0,72%. No Brasil, a semana começou em clima de expectativa, com decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira entre os principais destaques da pauta, com a maioria das apostas prevendo corte de 0,25 ponto percentual da Selic, o que a levaria para 4,25% ao ano. Portfólios compilados pela Reuters mostram estrategistas relativamente cautelosos com as ações brasileiras em fevereiro, citando incertezas externas. A BRF ON avançou 3,34%, tendo no pano de fundo notícia de que a China teve um surto de uma cepa altamente patogênica do vírus H5N1, de gripe aviária, em uma fazenda na província de Hunan. As autoridades sacrificaram 17.828 aves após o surto. No setor, JBS ON valorizou-se 1,96%.

REUTERS

Brasil tem déficit comercial de US$1,745 bi em pior janeiro em 5 anos

O Brasil teve déficit comercial de 1,745 bilhão de dólares em janeiro, pior dado para o mês em cinco anos, afetado pela forte queda nas exportações, divulgou o Ministério da Economia na segunda-feira

O resultado também foi o primeiro no vermelho para o período desde janeiro de 2015 (-3,185 bilhões de dólares) e frustrou projeção de um superávit de 100 milhões de dólares. No primeiro mês do ano, as exportações caíram 20,2% na comparação com igual período do ano passado, pela média diária, a 14,430 bilhões de dólares. Em apresentação, o Ministério da Economia afirmou que a redução ocorreu principalmente pela queda de 1,3 bilhão de dólares na comercialização de plataformas de petróleo. Também pesaram na conta o recuo na venda de petróleo em bruto (-592 milhões de dólares), num ambiente “de fraca demanda mundial e cotações em baixa”, e de pastas químicas de madeira (-445 milhões de dólares), em função dos baixos preços praticados e menores volumes embarcados. Já as importações recuaram num ritmo bem mais modesto, de 1,3% na mesma base de comparação, a 16,175 bilhões de dólares. Sobre janeiro de 2019, caíram as importações nas categorias de combustíveis e lubrificantes e de bens intermediários, com retrações de 15,3% e 3,4%, respectivamente. Em contrapartida, aumentaram as compras de bens de consumo (+6,9%) e de bens de capital (+6,6%). O Ministério da Economia ainda não divulgou suas expectativas para a balança comercial em 2020, mas já indicou que a perspectiva para o saldo das trocas comerciais é de piora em relação ao superávit de 46,674 bilhões de dólares de 2019. O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit comercial de 32 bilhões de dólares em 2020, estimativa que foi feita em dezembro e que ainda não considerou fatores que podem afetar negativamente as exportações brasileiras, pressionando ainda mais o resultado da balança comercial. Entram nesse grupo os temores de que o coronavírus impacte a economia global e o desenrolar efetivo da Fase 1 do acordo comercial entre Estados Unidos e China, que pode recolocar os norte-americanos como grandes competidores do Brasil na venda de soja aos chineses.

REUTERS

EMPRESAS

Segmento de carne premium da Friboi cresce 40% em 2019

O segmento de carnes premium da Friboi, empresa do grupo JBS, cresceu 40% em 2019 em relação ao ano anterior, informou a empresa em comunicado na segunda-feira (03)

O crescimento no volume de produção dos cortes especiais é atribuído à ampliação dos pontos de venda, o que facilita o acesso dos consumidores ao produto. “Somam-se a isso a parceria e o desenvolvimento de programas com fornecedores para oferecer o melhor produto ao consumidor”, disse a companhia. A 1953 Friboi é uma das principais marcas do segmento premium da companhia, presente no varejo com açougues gourmet desde junho do ano passado. A marca é atualmente vendida em 34 lojas em parceria com o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro (Leblon), Brasília (Lago Sul) e em pontos na capital e interior de São Paulo. Outras marcas premium da Friboi são Reserva Friboi, Maturatta Friboi e Do Chef Friboi. Em 2018, a Friboi teve um aumento de 45% na comercialização de carnes nobres, puxada pelas vendas das marcas 1953 e da Swift Black, conforme informou a companhia em fevereiro do ano passado.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

“Tempestade perfeita” na China deve beneficiar produtores de carne do Brasil, diz ABPA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que uma “tempestade perfeita” de preocupações sanitárias e alimentares na China tende a alavancar a demanda por proteínas da América do Sul, fato que contribuiu para que ações de frigoríficos brasileiros subissem no pregão da segunda-feira

A China reportou um surto de gripe aviária no sábado, enquanto milhões de frangos enfrentam a perspectiva de desnutrição em meio ao isolamento (“lockdown”) da província de Hubei, próxima ao epicentro da epidemia de coronavírus. Isso ocorre em um momento em que os fornecedores chineses de carnes ainda lutam contra os efeitos da peste suína africana, doença mortal que dizimou quase metade da criação de porcos do país asiático, a maior do mundo. “Peste suína africana, coronavírus e a gripe aviária influenciam os hábitos do consumidor e podem aumentar a demanda chinesa por carnes do Brasil”, disse à Reuters o Presidente da ABPA, Francisco Turra, em entrevista via telefone. “Nossos representantes na China nos contam que a grande preocupação deles é a segurança alimentar.” Como fonte segura de carnes, o Brasil —que nunca registrou um caso de gripe aviária ou peste suína africana— deve se beneficiar da situação, segundo Turra. Ele acrescentou que o país possui capacidade para atender ao menos parte da demanda adicional por frango importado, tendo processado cerca de 6 bilhões de aves no ano passado. A Bloomberg noticiou na quinta-feira, citando cartas da associação de produtores de aves de Hubei, que o “lockdown” da província ameaça mais de 300 milhões de frangos, devido à iminente escassez de ração. Turra disse que a ameaça vem em um momento em que a China tenta ampliar a produção local de frango, visando a substituição da carne de porco —cuja produção recuou fortemente por causa da peste suína— pela de aves. No ano passado, as importações de frango brasileiro pela China avançaram 34%, enquanto os embarques de carne suína saltaram 61%, de acordo com dados da ABPA.

REUTERS

Filipinas reporta caso de Peste Suína Africana

De acordo com relatório da OIE mil animais foram atingidos em uma fazenda em Linadasan
De acordo com relatório publicado pela Organização Mundial para Saúde Animal (OIE), a Filipinas registrou um caso de Peste Suína Africana (PSA) em uma fazenda em Linadasan. Ainda não se sabe a origem do vírus que matou mil suínos da propriedade. Departamento de Indústria Animal, Departamento de Agricultura das Filipinas informou que medidas de contenção e biosseguridade foram tomadas como controle de movimento dentro do país, vigilância dentro e fora da zona de contenção, quarentena e descarte oficial de carcaças, subprodutos e resíduos. O OIE informou que fará acompanhamento semanal do caso.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

Consumo de carne na Argentina é o menor desde 1920

Inflação nas alturas e crescimento das exportações ajudam a explicar queda

Os argentinos, que por muito tempo estiveram entre os consumidores de carne mais vorazes do mundo, não podem mais se dar ao luxo de comer o próprio produto. O consumo de carne vermelha no país caiu para o menor nível em um século. Entre os culpados estão a inflação nas alturas, o apetite insaciável por carne bovina em outras partes do mundo, o que pressiona os preços no mercado doméstico e, em menor grau, uma tendência ainda relutante em direção a proteínas mais saudáveis e baratas. O novo Presidente da Argentina, Alberto Fernández conhece os riscos políticos. Fernández quer aumentar o controle de preços nos supermercados para tornar a carne acessível novamente. As medidas de intervenção podem corroer os lucros da pecuária com o sexto maior rebanho do mundo, levando agricultores a reduzirem e limitarem a oferta da famosa alcatra e cortes de costela da Argentina enquanto a demanda global atinge níveis recordes. O controle de preços faz parte do manual do partido peronista de Fernández. O rebanho bovino diminuiu, assim como a oferta. A desregulamentação sob o antecessor de Fernández, Mauricio Macri, ajudou a indústria a aumentar os embarques e os rebanhos se recuperaram. Embora o novo presidente não tenha abordado especificamente medidas relacionadas à carne bovina, Fernández recentemente aumentou as tarifas de exportação de todas as commodities argentinas. Em janeiro, o Presidente argentino relançou um programa de congelamento de preços de 310 itens básicos, incluindo alguns produtos de carne bovina. No ano passado, os argentinos consumiram, em média, 51 kg de carne vermelha, o nível mais baixo desde 1920, mostram dados da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA). Mas, para muitos, é mais uma questão de poder de compra.

Bloomberg

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