CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1168 DE 03 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1168| 03 de fevereiro de 2020


NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: expectativa com o início do mês

Em São Paulo, o preço da arroba do boi subiu R$2,00 na comparação dia a dia, e ficou em R$192,50, à vista, bruto, R$192,00 com desconto do Senar, e R$189,50 com desconto do Funrural e Senar na última sexta-feira (31/1)

Vale destacar que existia ofertas de até R$5,00/@ acima dessa referência. A oferta limitada de boiadas e a expectativa de melhora do escoamento nesta semana colabora com o cenário. A boa condição das pastagens, típica do período, permite aos pecuaristas reter a boiada no pasto, esperando por preços melhores, o que tem dificultado às indústrias comporem as escalas de abate e resultado em negociações pontuais. A expectativa é de que o consumo no mercado interno melhore, o que deve colaborar com preços maiores no mercado do boi.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: veja o que esperar do mercado na próxima semana

Menor demanda pressionou as cotações em janeiro, mas a semana encerrou com uma leve alta

A pecuária de corte teve um forte movimento de correção ao longo do mês de janeiro. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a situação é natural, levando em conta a mudança do perfil de consumo no decorrer do primeiro bimestre. “No geral, o consumidor médio está descapitalizado nesse período do ano, estrangulando a demanda; um comportamento muito mais comedido se comparado ao período das festividades de final de ano. O volume exportado também foi menor se comparado ao último trimestre, com uma presença menos marcante da China no mercado”, destacou.  “Com o arrefecimento do consumo, tanto interno quanto externo, o escoamento da carne torna-se mais lento, oferecendo as condições necessárias para que os frigoríficos testem o mercado de maneira mais enfática”. Esse movimento de pressão, nos últimos dias, perdeu força. “Os frigoríficos encontram maior dificuldade na compra de gado, natural diante da relutância dos pecuaristas em negociar nos preços vigentes”, explicou. Conforme o analista, a capacidade de retenção segue positiva, avaliando a boa condição das pastagens neste momento. Ele ainda observa que uma eventual recuperação da demanda no decorrer de fevereiro pode contribuir para a retomada do movimento de alta. “No entanto, os patamares alcançados dificilmente vão repetir os números do último novembro”, finalizou.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar dispara quase 7% em janeiro e bate recordes

O dólar à vista cravou novos recordes históricos na sexta-feira, fechando na maior cotação nominal já registrada e chegando durante os negócios a ficar mais perto do nível de 4,29 reais

No mercado futuro, a cotação não só encostou nos 4,29 reais como superou esse patamar. A máxima do contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro era de 4,2960 reais até o momento. No mercado spot, cujas negociações terminam às 17h, o dólar fechou a sexta-feira em alta de 0,63%, a 4,2858 reais na venda, deixando para trás o pico histórico para um encerramento registrado na véspera (4,2589 reais na venda). Na máxima do pregão, a divisa foi a 4,2873 reais na venda, superando em quase 1 centavo a taxa de 4,2785 reais na venda marcada durante a sessão de 26 de novembro do ano passado. Em janeiro, a moeda disparou 6,80%, maior alta para qualquer mês desde agosto de 2019 (+8,51%) e mais intensa para meses de janeiro desde 2010 (+8,86%). “É um risk-off (fuga de risco) global. O real está indo junto. Não parece haver nada específico do nosso mercado, falta de liquidez ou algo assim”, disse Daniel Tatsumi, gestor de moedas da ACE Capital. O grau de incerteza no mercado de câmbio voltou a subir. A volatilidade implícita das opções de dólar/real com vencimento em três meses saltou de 9,8% na véspera para 10,4% nesta sexta-feira, nas máximas em mais de três semanas e longe da mínima recente de 9,03%. Na semana, o dólar saltou 2,39%, quinta semana consecutiva de ganhos e a mais forte valorização semanal desde a semana finda em 8 de novembro de 2019 (+4,34%). A apreciação ocorreu a despeito de o Banco Central “ter voltado” ao mercado —com anúncio de rolagens de swaps cambiais e de linhas de dólares com compromisso de recompra, depois de um hiato de cerca de um mês. Não houve, porém, ofertas líquidas de moeda.

REUTERS

Ibovespa fecha janeiro no vermelho

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em forte queda na sexta-feira e encerrou o mês com desempenho negativo, conforme preocupações com o surto de coronavírus que se espalhou por mais de 20 países referendou movimentos de realização de lucros

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,5%, a 113.760,57 pontos, menor patamar em cerca de seis semanas. O volume financeiro no pregão somou 24,17 bilhões de reais. Na semana, acumulou declínio de cerca de 4%, fazendo com o que o mês registrasse uma perda de 1,6%. Na visão da equipe liderada por Fernando Honorato, o tamanho e a duração do impacto da doença na economia ainda são incertos e, por ora, concentrados na China. “Ainda assim, pode ter reflexos na dinâmica da atividade global, que mostrava sinais de estabilização desde o final do ano passado.” “Com base no aumento contínuo do número de casos e mortes de coronavírus, é cada vez mais aparente que a doença está se tornando um problema de saúde tanto econômico quanto público”, reforçou Ben May, Diretor de Pesquisa Global macro da Oxford Economics, estimando que o impacto de curto prazo no crescimento do PIB chinês provavelmente será grande. Ele cortou a previsão para o crescimento chinês de 2020 em 0,4 ponto percentual, para 5,6%. E avaliou que a disseminação ao redor do mundo poderia reduzir o crescimento global em 2020 em 0,2 ponto. “No curto prazo, esperamos que o surto resulte em alguma volatilidade em pesquisas de negócios e consumo.” No Brasil, na próxima semana, a cena corporativa também tende a ocupar as atenções, com os balanços de quarto trimestre de Bradesco, Klabin e Lojas Renner, entre as empresas listadas no Ibovespa, bem como precificação da oferta de ações da Petrobras atualmente em poder do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A JBS ON avançou 2,3% e MARFRIG ON subiu 1,4%, com o setor de proteínas entre as ações em alta do Ibovespa na sessão. BRF ON encerrou com decréscimo de 0,16%.

REUTERS

Cauteloso, estrangeiro reduz participação na Bolsa

Interesse dos estrangeiros é menor do que o ritmo de expansão das carteiras na bolsa

O novo protagonismo dos investidores locais, aliado a algum ceticismo dos estrangeiros com o cenário brasileiro, tem reduzido a participação desses agentes na bolsa brasileira. Eles ainda mantêm uma parcela relevante do mercado, que se beneficia da valorização dos ativos. No entanto, o interesse é menor do que o ritmo de expansão das carteiras na Bolsa como um todo, num sinal de que os estrangeiros têm evitado aumentar a exposição e retiram capital daqui em busca de outros destinos para suas aplicações. Em 2019, a posição dos não-residentes saiu de R$ 828 bilhões para R$ 1,164 trilhão, um crescimento de 41%. Esse avanço, entretanto, aconteceu numa intensidade muito menor do que a valorização dos dessas ações, o que confirma que o estoque diminuiu em termos nominais. O valor de ações na mão dos investidores como um todo, entretanto, cresceu 49%, para R$ 2,777 trilhões. Os dados se referem às ações em custódia na B3 – um proxy dos papéis em circulação no mercado (“free float”). Essa diferença mostra um interesse mais contido dos estrangeiros por ativos brasileiros, enquanto os agentes locais preenchem esse vácuo e reforçam a presença na ponta compradora. Com o novo protagonismo dos investidores daqui aliado a algum ceticismo dos estrangeiros com o cenário brasileiro, a carteira de ações dos estrangeiros tem diminuído, gradualmente, nos últimos anos. De acordo com dados da B3, a participação dos estrangeiros no mercado havia caído de 44,3% no fim de 2018 para 41,9% no encerramento de 2019, com alguma distância para os quase 50% no fim de 2017. Para alguns profissionais de mercado, o investidor estrangeiro evitará aumentar sua exposição por aqui até que haja confirmação do cenário positivo.

VALOR ECONÔMICO

Desemprego termina 2019 em queda, mas ano é marcado por informalidade

O Brasil terminou 2019 com 11,6 milhões de pessoas sem trabalho em dezembro e a menor taxa média de desemprego em três anos, porém com um mercado de trabalho marcado por recorde de informalidade que atingiu a 38,4 milhões de pessoas, o maior contingente desde 2016

A taxa de desemprego terminou o quarto trimestre em 11,0%, ante 11,8% nos três meses entre julho e setembro e com a terceira redução seguida, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado da Pnad Contínua foi o mais baixo para um quarto trimestre desde 2015 (8,9%). Com isso, a taxa média de desemprego em 2019 foi de 11,9%, contra 12,3% no ano anterior, segunda queda anual seguida e a mais baixa desde 2016, quando foi de 11,5%. Entretanto, o mercado de trabalho do Brasil em 2019 foi profundamente marcado pela informalidade, destacando os desafios para este ano em meio à falta de qualidade na geração de vagas. “Apesar de estar melhorando, com desemprego cedendo desde 2017, ainda há um longo curso a percorrer”, afirmou a analista do IBGE Adriana Beringuy. “A informalidade —trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar— atingiu 41,1% da população ocupada no ano. Isso equivale a 38,4 milhões de pessoas, o maior contingente desde 2016. Entre outubro e dezembro havia 94,552 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, de 93,801 milhões no terceiro trimestre e 92,736 milhões no ano anterior. Já o total de desempregados caiu a 11,632 milhões, contra 12,515 milhões entre julho e setembro e 12,152 milhões no quarto trimestre de 2018. “Houve um aumento do emprego com carteira no fim do ano puxado pelo comércio. São contratações temporárias para atender à demanda de fim de ano”, explicou Adriana. “Temos que esperar os próximos meses para saber se a melhora na ocupação no segundo semestre é sustentável ou não”, completou. Assim, no terceiro trimestre os empregados sem carteira no setor privado foram a 11,855 milhões, acima dos 11,838 milhões dos três meses encerrados em setembro. Já os trabalhadores com carteira assinada atingiram 33,668 milhões entre outubro e dezembro, de 33,075 milhões no terceiro trimestre. Ao mesmo tempo, o total de trabalhadores por conta própria era de 24,557 milhões no trimestre até dezembro, sobre 24,434 milhões no período anterior.

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Dívida bruta brasileira cai pela primeira vez em 6 anos, a 75,8% do PIB

Segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central, a venda de reservas internacionais pelo BC —num contexto em que a autoridade monetária decidiu prover dólar à vista ao mercado em meio ao pré-pagamento de dívidas no exterior pelas empresas— levantou 137,686 bilhões de reais em 2019

Considerada um importante indicador de saúde fiscal, a dívida bruta brasileira caiu a 75,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 sobre 76,5% em 2018, na esteira da venda de reservas pelo Banco Central, da antecipação de pagamentos pelo BNDES ao Tesouro e de um melhor resultado primário por fatores extraordinários. Foi a primeira vez que a dívida bruta caiu num ano desde 2013, quando fechou o ano a 51,5% do PIB. De 2014 em diante, a trajetória foi de alta explosiva, embalada pelo desequilíbrio entre receitas e despesas no país. Já os pagamentos do BNDES ao governo somaram 121,702 bilhões de reais no ano passado. Segundo o BC, 100 bilhões de reais foram referentes à devolução antecipada de recursos, fora do cronograma pactuado de vencimentos. Esses dois fatores foram preponderantes para diminuir a necessidade de emissão de dívida. Em outra frente, o governo também arrecadou receitas significativas com leilões de petróleo e com dividendos de estatais em 2019. Isso ajudou a diminuir o descompasso entre receitas e despesas no ano passado, melhorando o resultado primário, que não inclui o pagamento de juros da dívida pública. Em 2019, o déficit primário do setor público consolidado foi de 61,872 bilhões de reais, equivalente a 0,85% do PIB. Este foi o sexto dado anual negativo seguido nas contas públicas, mas o déficit representou menos da metade do rombo de 132 bilhões de reais estipulado como meta fiscal para o ano. Também foi o melhor resultado anual para o setor público desde 2014, quando o déficit respondeu por 0,56% do PIB.

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FRANGOS & SUÍNOS

Suíno vivo: preços caem até 26%

São Paulo e Paraná foram os que tiveram maior desvalorização do animal ao longo de janeiro

Os preços pagos pelo quilo do suíno vivo despencaram nesse fim de janeiro, de acordo com as bolsas de suínos regionais. Todos os oito estados consultados pela Suinocultura Industrial registraram redução de preço. São Paulo e Paraná foram os que tiveram maior desvalorização do animal ao longo de janeiro. Nesses casos, os preços do quilo chegaram a R$ 5,07 e R$ 4,90, respectivamente. Até a semana passada, Santa Catarina – o principal produtor e exportador brasileiro – havia conseguido manter os preços do suíno vivo nos mesmos patamares do fim do ano passado, a R$ 5,75 o quilo. No encerramento de janeiro, contudo, houve queda de 12,17%, com o quilo chegando a R$ 5,05. Pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontam que as baixas nos preços da carne suína estão atreladas à demanda interna enfraquecida e ao menor ritmo de exportações. Paraná e São Paulo são os estados que acumulam maior queda para o suíno vivo desde que começou o ano. No caso paulista, o quilo do animal comercializado vivo teve nova queda nesta semana, desta vez de 4,88%, chegando a R$ 5,07. Até o dia 14 de janeiro, o preço do suíno era R$ 6,39. Já na semana passada, houve queda de 16,6%. No decorrer de janeiro, portanto, a suinocultura paulista registrou uma redução de 26% nos valores pagos pelo animal vivo. Já a suinocultura paranaense acumula perda de 24,5%. Nesta semana, o preço caiu para R$ 4,90 o quilo. Era R$ 6,10 no começo do ano.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Brasil exportou 42,1% a mais que a média de janeiro de 2019

O valor pago por tonelada embarcada da carne suína valorizou 30% na comparação com 2019

As exportações de carne suína in natura vêm registrado alta nos preços da tonelada embarcada e também no volume quando comparado ao mesmo mês de 2019. Em volume, até o dia 24, o Brasil embarcou 46,0 mil toneladas. Com 17 dias úteis no período a média diária de embarques é de 2,7 mil toneladas, 42,1% maior que a média registrada em janeiro de 2019 quando a média era de 1,9 mil toneladas por dia. Em valores monetários as exportações somam na parcial do mês US$ 119,9 milhões, o total registrado para o mês janeiro em 2019 foi US$ 84,1 milhões. O valor pago por tonelada embarcada valorizou 30% na comparação com 2019. Naquele período o preço pago era de US$ 2009,00, já na parcial desse mês a média de preço registrada é de US$ 2609,00. Em janeiro de 2019 as exportações brasileiras ainda enfrentavam o déficit deixado pela Rússia ao fechar o mercado para a carne suína brasileira, mas com os casos de Peste Suína Africana na Ásia, especialmente na China, o maior produtor mundial, o Brasil recuperou as exportações. As expectativas para os próximos meses é de que esse bom desempenho seja mantido.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Exportações de frango estão 11% maiores que média

O valor pago por tonelada embarcada valorizou 5,3% na comparação com 2019

As exportações de carne de frango in natura devem fechar o mês com alta nos preços da tonelada embarcada e também no volume quando comparado ao mesmo mês de 2019. Em volume, até o dia 24, o Brasil embarcou 223,5 mil toneladas. Com 17 dias úteis no período a média diária de embarques é de 13,1 mil toneladas, 11% maior que a média registrada em janeiro de 2019 de 11,8 mil toneladas por dia. Em valores monetários as exportações somam na parcial do mês US$ 368,7 milhões, o total registrado para o mês janeiro em 2019 foi US$ 408,3 milhões. O valor pago por tonelada embarcada valorizou 11% na comparação com 2019. Naquele período o preço pago era de US$ 1567,0, já na parcial desse mês a média de preço registrada é de US$ 1649,7. Durante o ano de 2019 as exportações de carne de frango ficaram aquém do esperado pelos analistas, que para 2020 acreditam que se deva manter o mesmo ritmo.

AVICULTURA INDUSTRIAL

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