CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1165 DE 29 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1165| 29 de janeiro de 2020


NOTÍCIAS

Demanda fraca continua derrubando os preços do boi gordo; veja cotações

Em São Paulo, o preço da arroba caiu para R$ 186 seguindo a movimentação fraca dos frigoríficos neste começo de 2020

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alguma queda dos preços no decorrer da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda adotam o argumento de demanda enfraquecida, tanto interna quanto externa, para justificar essa pressão. “O principal ponto de suporte segue na oferta restrita, avaliando que os pecuaristas ainda se deparam com uma boa condição para reter as boiadas, nessas condições houve uma sensível redução do fluxo de negócios, levando os frigoríficos a operar com escalas mais curtas”, disse. Em São Paulo, preços a R$ 186 a arroba para pagamento à vista, contra R$ 189 na segunda-feira. Em Minas Gerais, preços de R$ 181 a arroba, em Uberaba, contra R$ 184. Em Mato Grosso do Sul, preços caíram de R$ 175 para R$ 173 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado recuou de R$ 182 para R$ 180 a arroba em Goiânia. Já em Mato Grosso o preço ficou entre R$ 172 e R$ 173 a arroba em Cuiabá. O mercado atacadista volta a se deparar com preços estáveis. “A tendência de curto prazo remete à manutenção dos preços, o escoamento da carne pode apresentar alguma melhora no decorrer da primeira quinzena de fevereiro”, disse o analista. Na última semana do mês a reposição entre atacado e varejo ainda apresenta forte lentidão. Corte traseiro segue precificado a R$ 13,05, por quilo. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 10,40, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 9,70, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: testes de preços em São Paulo

Em São Paulo, os frigoríficos abriram as compras derrubando a cotação da arroba do boi gordo em R$1,00/@ na última terça-feira (28/1)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no estado, o boi gordo ficou cotado em R$190,00/@, bruto, R$189,50/@ com desconto do Senar e R$187,00/@ com desconto do Senar e do Funrural. Destacando que houve ofertas de compra ainda menores. As indústrias têm trabalhado na retranca em função do consumo morno e por causa das incertezas acerca da recuperação do mercado chinês. Após o período de renegociação de contratos, as projeções indicavam que a China retornaria ativamente às compras em meados de fevereiro. Contudo, os temores causados pelo surto do Coronavírus e às incertezas quanto à extensão do efeito da doença deixaram o horizonte das exportações indefinido.

SCOT CONSULTORIA

Maior movimentação no mercado de sebo bovino

Após o marasmo das primeiras semanas do ano, o mercado do sebo tem ganhado força nos últimos dias. Apesar da estabilidade das cotações, o viés de alta ganhou força

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o produto está cotado em R$2,85/kg, livre de imposto. Há negócios sendo realizados até R$0,10/kg acima da referência. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$2,95/kg, nas mesmas condições. A oferta limitada de sebo colabora com a firmeza do mercado e, em curto prazo, esse cenário poderá resultar em preços maiores.

SCOT CONSULTORIA

Mais de 84 milhões de animais foram vacinados contra febre aftosa no país

O número equivale a 98,35% do rebanho bovino e bubalino com até 24 meses de idade

No segundo semestre de 2019, 98,35% do rebanho bovino e bubalino com até 24 meses de idade foram imunizados, o equivalente a 84,13 milhões de animais. Os dados finais dessa etapa (segundo semestre de 2019) podem ter alterações, pois ainda não foram considerados os dados da Bahia. Em 24 estados e no Distrito Federal, todos os animais jovens (até 24 meses de idade) devem ser vacinados no segundo semestre de cada ano. No primeiro semestre, são vacinados os animais de todas as idades.  Atualmente, o rebanho bovino e bubalino brasileiro é de 215,57 milhões de cabeças. “Foi mantida, como em semestres anteriores, a alta cobertura vacinal contra a doença, mostrando que mesmo nesse momento de transição, onde alguns estados estão suspendendo a vacinação conforme previsto no plano estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), os criadores sabem de seu papel e executam a vacinação nos seus animais nos estados que permanecem com a vacinação obrigatória e sistemática”, afirmou o Chefe da Divisão de Febre Aftosa (Difa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Diego Viali dos Santos.

MAPA

Exportação das carnes na 4ª semana de 2020

Sem conseguir repetir o desempenho de dezembro, as exportações de carnes seguem num ritmo melhor que o observado em janeiro de 2019

Na quarta semana de 2020 (19 a 25, cinco dias úteis) obteve-se média diária na receita cambial de US$47,516 milhões, valor 12% superior ao da semana anterior. Para as três carnes em relação a janeiro de 2019, o desempenho será generalizadamente positivo. O maior ganho será o da carne suína, cujo volume pode ficar 42%acima do que foi registrado há um ano, neste mesmo mês. A carne bovina, por sua vez, tende a um aumento em torno de 17%, enquanto para a carne de frango é sinalizado aumento da ordem de 11%. As três carnes – mas sobretudo a suína e a bovina – alcançam significativa valorização em relação a janeiro de 2019 (de quase um terço a carne bovina; e de, praticamente, 30% a carne suína). O sinalizado é um incremento de quase 85% na receita da carne suína e de pelo menos 54% na receita da carne bovina. A carne de frango – cujo preço médio atual é 5% maior que o de um ano atrás – tende a gerar receita 17% maior que a de janeiro de 2019.

AGROLINK

Tocantins: alta de 51,2% no mercado de reposição em um ano

No acumulado dos últimos doze meses, de todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria, o Tocantins teve as maiores valorizações no mercado de bovinos para reposição

Considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados, a alta foi de 51,2% neste intervalo. Para uma comparação, a média geral de todos as regiões pesquisadas, para as mesmas categorias e intervalo de tempo, a alta de preços foi 26,4%. Em São Paulo, a valorização em um ano foi de 26,2%. A pouca oferta de animais de reposição justifica esse cenário de preços firmes no estado. Para curto e médio prazos, a menor disponibilidade associada à demanda aquecida, típica para esse período com boa oferta de pastagens, mantém a expectativa de preços firmes e altas nas cotações não estão descartadas no mercado reposição.

SCOT CONSULTORIA

Preço do bezerro subiu em Mato Grosso do Sul

A pouca disponibilidade tem dado força aos preços no mercado de reposição em Mato Grosso do Sul.

Nos últimos doze meses, houve alta de 22,1%, considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria. A maior valorização ficou para o bezerro de ano de 7,5@, 25,2%, que em janeiro/19 estava cotado em R$1.358,00, e atualmente está R$1.700,00. As categorias mais jovens, bezerro de ano e de desmama anelorados, tiveram maior valorização, 23,9% na média, comparados aos 20,3% das categorias mais eradas (média entre boi magro e garrote anelorados), no mesmo período. Já o boi gordo neste mesmo intervalo de doze meses valorizou 29,4%, melhorando a relação de troca em 6,0%, considerando a média de todas as categorias.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha abaixo de R$4,20 na véspera de decisão do Fed

O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, refletindo certa trégua nos mercados financeiros globais depois da forte aversão a risco da véspera ditada pela escalada de temores relacionados ao coronavírus chinês

O dólar à vista BRBY fechou em queda de 0,37%, a 4,1944 reais na venda, depois de na véspera chegar a superar 4,23 reais, nas máximas em quase dois meses. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez DOLc1 recuava 0,38%, a 4,1945 reais. Analistas dizem que o noticiário sobre o coronavírus começa a dividir atenções com outros temas. O Fed, o banco central dos Estados Unidos, anuncia na quarta-feira sua decisão de juros. A expectativa é de manutenção das taxas nos atuais patamares. Juros mais baixos nos EUA estimulam investidores a levar recursos para outros mercados, como emergentes, caso do Brasil —o que poderia ajudar a melhorar o fluxo cambial e valorizar a moeda doméstica. Mais cedo, o mercado monitorou mais declarações do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a desvalorização do real —que pode registrar o pior começo de um ano em uma década. Campos Neto não demonstrou preocupação com efeito da alta do dólar sobre a inflação e repetiu que a depreciação do real não tem sido acompanhada por aumento de prêmio de risco. Na leitura do mercado, o presidente do BC indica que não vê urgência em intervir no câmbio nem incômodo na cotação do dólar perto de 4,20 reais.

REUTERS

Ibovespa sobe em dia de recuperação global

O principal índice da bolsa paulista fechou em alta na terça-feira, com as ações da Azul disparando após atualização do plano de frota, em sessão de recuperação dos mercados globais

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,74%, a 116.478,98 pontos. O volume financeiro somou 20,2 bilhões de reais. A alta veio após o Ibovespa fechar em queda de mais de 3% na segunda-feira, maior declínio percentual em 10 meses e fechando abaixo dos 115 mil pontos, com crescentes preocupações com os reflexos do vírus que eclodiu na China apoiando um forte ajuste negativo em mercados ao redor do globo. Agentes financeiros aguardam continuidade na volatilidade nos mercados em razão do noticiário sobre o vírus, atentos principalmente a dados relativos ao potencial efeito do surto no crescimento econômico nestes primeiros meses do ano na China, e os eventuais reflexos nas economias de outros países.  “O noticiário do coronavírus, de fato, ainda é muito assustador e requer atenção. Por outro lado, ainda está contido na China e os casos fora da região estão sendo controlados de forma rápida e com isolamento dos pacientes”, observou o gestor Guilherme Foureaux, sócio na Paineira Investimentos. A JBS ON avançou 3,26%, após assinar memorando de entendimentos com o WH Group para fornecimento de carnes bovina, de aves e suína in natura ao mercado chinês. A JBS afirmou que o acordo prevê fornecimento de produtos das marcas Friboi e Seara, em um acordo que pode movimentar até 3 bilhões de reais por ano.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Frigoríficos acusam BB de calote em exportação à Cuba

Exportadores de carne de frango têm mais de R$ 80 milhões a receber

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa os exportadores de carne de frango, pretende ingressar na Justiça contra o governo federal pelo que considera ser um calote do Banco do Brasi l (BB) em contratos de exportação para Cuba. Com o aval da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o BB se recusou a pagar € 18 milhões (o equivalente a R$ 83 milhões) aos exportadores, alegando que o governo cubano está inadimplente. O montante é pequeno para o tamanho das exportações brasileiras de carne de frango (mais de US$ 6,9 bilhões por ano), mas um inconveniente para companhias de menor porte. A ABPA vem discutindo o problema desde o fim do governo Michel Temer. No entendimento da associação, o Tesouro Nacional deveria arcar com a dívida porque a exportação para Cuba fazia parte do Programa de Financiamento ao Exportador (Proex), que é gerido pelo BB. No Congresso Nacional, o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) acompanha o tema e já realizou duas audiências públicas na Comissão de Agricultura da Câmara. O parlamentar também reportou a situação ao Ministério da Agricultura e ao Palácio do Planalto. Ao Valor, Goergen afirmou que o problema é que o Banco do Brasil autorizou as exportações e induziu os empresários ao erro. Ele também cogita mover ação junto ao Ministério Público Federal (MPF) para responsabilizar o BB e o governo. Procurado, o BB informou que é o é o agente da União para o Proex. “Uma vez que o garantidor, Banco Nacional de Cuba, permanece inadimplente com o Proex Financiamento, o Banco do Brasil, na qualidade de agente financeiro, não está autorizado a desembolsar recursos orçamentários do Tesouro Nacional para essas operações, sob pena de descumprimento formal do contrato de prestação de serviços e das normas do programa”.

VALOR ECONÔMICO

Paraná registra recorde de abates de frango em 2019

O Paraná abateu 1,87 bilhão de cabeças de frango em 2019, um recorde para o setor e uma alta de 6,43% em relação ao registrado em 2018, informou o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar)

Apenas no mês de dezembro, foram abatidos 156,8 milhões de cabeças, aumento de 11,85% ante o mesmo mês de 2018. O Paraná continuou sendo o estado brasileiro líder em exportações de carne de frango em 2019, quando enviou 1,58 milhão de toneladas de carne de frango ao exterior, 38% do total exportado pelo Brasil no ano passado. Os embarques paranaenses aumentaram em 4,71% em relação ao exportado em 2018. O Sindiavipar espera que a produção e a exportação de carne de frango do estado aumentem entre 4% e 6% em 2020.

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