CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1163 DE 27 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1164| 28 de janeiro de 2020


NOTÍCIAS

Pressão de baixa perde força no mercado do boi

Na última segunda-feira (27/1), no mercado do boi gordo, apesar das altas terem sido modestas e em apenas 25,0% das regiões pesquisadas pela Scot Consultoria, este movimento indica que a pressão de baixa perdeu força

As escalas de abate enxutas e a proximidade da virada de mês colaboram com este cenário. Vale ressaltar que, em São Paulo, há frigoríficos com escalas de dois dias. Com a expectativa de maior demanda nas próximas semanas, é possível que estas indústrias ofertem preços melhores nos próximos dias, a fim de compor as programações de abate. A única queda de preço registrada no fechamento do dia 27/1 foi em Marabá-PA. A oferta está boa e os frigoríficos estão com as programações de abate feitas para atender cerca de sete dias, o que permite às indústrias testarem o mercado.

SCOT CONSULTORIA

Após semanas de desvalorização, carne bovina reage no varejo

Os preços da carne bovina vendida no mercado varejista de São Paulo estavam vivenciando uma trajetória de queda desde o começo do ano. Contudo, nos últimos sete dias, o quadro foi de recuperação

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na comparação semanal, na praça paulista, as cotações da carne subiram 1,6%, na média de todos os cortes monitorados. Esse cenário é explicado pelo maior controle dos estoques exercido por este elo da cadeia. No Paraná, também foi registrada valorização. Na média de todas as peças pesquisadas o aumento nas referências foi de 1,3%. Em Minas Gerais, o cenário foi de estabilidade, com variação positiva de 0,2%. Já no Rio de Janeiro, apesar do feriado municipal prolongado dia 20/1 (comemoração do dia de São Sebastião) houve queda de 0,6% na média de todos os cortes.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo tem dia de preço estável no Brasil

O cenário oferece poucas perspectivas de mudança, com o escoamento da carne fluindo de maneira morosa

O mercado físico do boi gordo inicia a semana com os frigoríficos novamente exercendo pressão. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário, até o momento, oferece poucas perspectivas de mudança, com o escoamento da carne fluindo de maneira morosa. O ambiente é pautado pelo arrefecimento da demanda doméstica, além de uma atuação mais tímida da China na importação de carne bovina brasileira. Como ponto de inflexão persiste a oferta ainda tímida de animais terminados, com as pastagens em boas condições, ainda permitindo a retenção como estratégia recorrente”, disse.  Em São Paulo, preços a R$ 189 a arroba para pagamento à vista, contra R$ 190,00 na sexta-feira. Em Minas Gerais, preços de R$ 184 a arroba, em Uberaba, estável. No Mato Grosso do Sul, preços seguiram em R$ 175 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado permaneceu em R$ 182 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou inalterado em R$ 173 a arroba em Cuiabá. O mercado atacadista inicia a semana apresentando acomodação em seus preços. O escoamento da carne ainda flui de maneira lenta, com os frigoríficos ainda apontando para câmaras frias lotadas. “Nessas condições, não há espaço para mudanças contundentes de comportamento na compra de gado. A expectativa é que persista o movimento de pressão”, disse o analista. As exportações de carne bovina in natura do Brasil renderam US$ 548,3 milhões em janeiro (21 dias úteis), com média diária de US$ 27 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 92,5 mil toneladas, com média diária de 5,4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.956,50. Corte traseiro segue precificado a R$ 13,05, por quilo. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 10,40, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 9,70, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar vai à máxima em quase 2 meses: contas externas pesam

O dólar começou a semana em firme alta, encerrando a sessão no maior patamar em quase dois meses por demanda global por segurança e fuga de risco diante de crescentes temores econômicos na esteira da propagação do coronavírus para além da China

Dados negativos de contas externas e novas quedas nas taxas de DI de curto prazo –indicação de mais apostas em corte de juros– também pesaram sobre a moeda doméstica, que caminha a passos largos para o pior começo de ano em uma década. O medo do vírus na China se intensificou desde o fim da semana passada, quando o número de mortes e de infectados saltou. A infecção já matou 81 pessoas e isolou milhões de pessoas no principal feriado festivo da China. Apenas no país o número de casos confirmados já é de 2.835. O receio do mercado é que o surto afete a demanda dos consumidores e tenha impactos mais diretos e abrangentes sobre a atividade econômica, já que o mercado tem na memória a epidemia de SARS de 2002 a 2003, também na China. O dólar subia ante várias divisas de risco pares do real, evidência da ampla demanda dos investidores por segurança, movimento que também impulsionava o iene, divisa de melhor desempenho global nesta sessão. O dólar à vista encerrou em alta de 0,59%, a 4,2101 reais na venda. É o nível mais alto para um término de sessão desde 2 de dezembro de 2019 (4,2139 reais na venda). No pico desta segunda, a cotação bateu 4,2322 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro mais negociado tinha ganho de 0,63%, a 4,2105 reais. Analistas citaram que o número das transações correntes ajudou a piorar o sinal para o câmbio. O rombo nas contas externas subiu para 50,762 bilhões de dólares, alta de 22,2% sobre 2018 e no pior dado em quatro anos, afetado pela queda do superávit comercial do país.

REUTERS

Ibovespa tem maior queda em 10 meses

O Ibovespa desabou na segunda-feira, para abaixo de 115 mil pontos e anulando ganhos de 2020, em meio ao receio global com o surto de coronavírus, que já matou 81 pessoas e contaminou outras 2,7 mil na China, além de se espalhar para vários países

O Ibovespa caiu 3,29%, a 114.481,84 pontos, na maior queda percentual desde 27 março de 2019, quando caiu 3,57%. O giro financeiro da sessão somou 23,9 bilhões de reais. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos disse que 110 pessoas estão sob suspeita de estarem com o vírus em 26 Estados, mas não houve novos casos confirmados no país desde os 5 casos de sua última atualização no domingo. O número total de casos confirmados na China aumentou cerca de 30%, para 2.744, com cerca de metade na província de Hubei, cuja capital é Wuhan. Mas alguns especialistas suspeitam que o número de pessoas infectadas seja muito maior. Casos já foram confirmados em mais de 10 países, incluindo França, Japão e EUA. “Os temores estão crescendo na velocidade com que o coronavírus que começou na China se espalhou para os EUA e a Europa”, observou o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group, em e-mail a clientes na segunda-feira. As preocupações também afetaram mercados internacionais, derrubando mercados europeus. O índice FTSEurofirst 300 caiu 2,26%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 2,26%, a 414 pontos. Nos EUA, o S&P 500 recuou 1,57%.

REUTERS

Déficit em transações correntes do Brasil sobe a US$50,762 bi em 2019, pior em 4 anos

O déficit em transações correntes do Brasil fechou 2019 em 50,762 bilhões de dólares, alta de 22,2% sobre 2018 e no pior dado em quatro anos, afetado pela queda do superávit comercial do país, divulgou o Banco Central na segunda-feira

O maior rombo das contas externas antes disso havia sido registrado em 2015, quando o déficit foi de 54,472 bilhões de dólares. O buraco nas transações correntes em 2019 passou a 2,76% do Produto Interno Bruto (PIB), sobre 2,20% em dezembro do ano anterior. Apesar da piora, ele seguiu coberto com folga pelos investimentos diretos no país (IDP), que alcançaram 78,559 bilhões de dólares no ano passado. A expectativa do BC era de um déficit em transações correntes de 51,1 bilhões de dólares em 2019, mas com IDP um pouco melhor, de 80 bilhões de dólares. O ano passado também foi afetado por ruídos em relação aos números das transações correntes. No início de dezembro, o governo anunciou uma correção para cima no registro das exportações de setembro a novembro, atribuindo a uma falha humana uma subnotificação de 6,488 bilhões de dólares que havia ajudado a piorar o resultado da balança comercial brasileira divulgado originalmente. Ao fim, o superávit da balança comercial encerrou 2019 em 39,404 bilhões de dólares, recuo de 25,7% sobre 2018, diante de uma queda de 6,3% nas exportações e diminuição de 0,8% nas importações, apontou o BC. Para 2020, o BC prevê novo aumento do déficit em transações correntes, para 57,7 bilhões de dólares, mas desta vez determinado principalmente por um aumento das importações. Em 2019, as remessas de lucros e dividendos de multinacionais instaladas no Brasil caíram 14,8% sobre o ano anterior, a 31,126 bilhões de dólares. Esse foi o principal fator a guiar a retração de 4,8% no déficit em renda primária, a 55,989 bilhões de dólares. Na conta de serviços, houve redução no ano tanto nos gastos líquidos de brasileiros no exterior, com recuo de 5,4% frente a 2018, a 11,681 bilhões de dólares, quanto nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, que caíram 8,2%, a 14,483 bilhões de dólares. Fundamentalmente por conta desses dois movimentos, o déficit em serviços diminuiu em 1,7% em 2019, a 35,141 bilhões de dólares, apontou o BC.

REUTERS

Estrangeiros retiram US$5,666 bi em ações brasileiras em 2019, pior dado em 11 anos

Os investidores estrangeiros retiraram 5,666 bilhões de dólares de aplicações em ações do Brasil, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira, no pior desempenho registrado para a negociação direta de papéis em bolsa no mercado doméstico desde 2008, quando a saída foi de 10,850 bilhões de dólares

Em 2018, o dado havia ficado negativo em 4,265 bilhões de dólares. Já por meio de fundos de investimento, houve entrada de 2,053 bilhões de dólares em 2019, ante retirada de 850 milhões de dólares no ano anterior. O dado foi revisado pelo BC, após divulgar que a saída em 2018 havia sido de 3,417 bilhões de dólares –segundo a autarquia, a revisão refletiu uma atualização rotineira dos dados reportados ao BC. O chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, afirmou que, pela ótica do BC, faz sentido analisar esse movimento somando as duas linhas, já que ambas envolvem a compra de ações, embora por vias diferentes. Quando adotado esse parâmetro, o dado em 2019 ainda ficou no vermelho, a 3,613 bilhões de dólares, mas inferior à saída de 5,114 bilhões de dólares de 2018. Questionado se uma nova performance negativa indicava a resistência dos investidores estrangeiros em entrar na bolsa a despeito das reformas econômicas já realizadas pelo governo do Presidente Jair Bolsonaro, Rocha ponderou que existe volatilidade nesse movimento. “Se você olhar o ano de 2019 como um todo, especificamente para o comportamento de ações e fundos de investimento no mercado doméstico, você vai ver que o valor para o ano foi negativo, mas com várias alternâncias de resultados positivos e negativos ao longo do ano”, disse, acrescentando que esse comportamento com foco no curto prazo é característico do investimento em ações. Na parcial de janeiro até o dia 23, o BC contabilizou saída líquida de investimentos estrangeiros de 1,7 bilhão de dólares em ações e fundos de investimento juntos.

REUTERS

EMPRESAS

JBS assina novo acordo de até R$3 bi envolvendo exportações para China

A JBS informou na segunda-feira que assinou memorando de entendimentos com o WH Group para fornecimento de carnes bovina, de aves e suína in natura ao mercado chinês

Em comunicado, a JBS afirmou que o acordo prevê fornecimento de produtos das marcas Friboi e Seara, em um acordo que pode movimentar até 3 bilhões de reais por ano. Os primeiros embarques da parceria acontecerão ainda no primeiro trimestre. Segundo a JBS, além de ampliar a participação dos produtos da empresa na China, especialmente de carne bovina, o objetivo da parceria é dar acesso direto ao consumidor por meio dos mais de 60 mil pontos de venda exclusivos do WH Group no país.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Demanda por carne suína deve se recuperar, diz Rabobank

Peste Suína Africana deve continuar aquecendo o mercado

A demanda por carne suína brasileira deve se recuperar em 2020, segundo informações divulgadas por um relatório do Rabobank. Nesse cenário, os dados do Rabobank indicam também que essa procura por carne suína deve subir cerca de 4% no ano, confirmando as expectativas anteriores da entidade. Ao longo do segundo semestre de 2019, a demanda por carne suína brasileira cresceu acima da oferta, levando a uma alta nos preços da carne e do suíno. O aumento nas exportações em momento de peste suína africana também impactou nesse cenário de redução na oferta”, diz o portal especializado CarneTec Brasil. Além disso, o Rabobank disse também que a peste suína africana continuará a gerar demanda pela carne suína brasileira no mercado internacional em 2020, podendo alcançar números bastante significativos nessa questão. “Os analistas do banco esperam que a China eleve suas exportações totais de carne suína entre 30% e 40% neste ano, podendo chegar a 4,25 milhões de toneladas”, completa a CarneTec Brasil. As estimativas são de que ocorra um equilíbrio, a partir de agora, entre a oferta e a demanda desse tipo de produto no nosso mercado interno. “No mercado brasileiro, o banco espera um rebalanceamento da relação de oferta e demanda de carne suína no primeiro semestre de 2020, quando a indústria deverá testar o poder aquisitivo dos consumidores”, indica. O Presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Valdecir Folador, afirmou que essa notícia é bastante animadora.  “Chega para equilibrar a rentabilidade do setor e abrir ainda mais portas para novos mercados de exportação”, diz Folador.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina do Mercosul aumentaram 14% em 2019

O Mercosul foi consolidado como o principal bloco de exportação de carne bovina fresca em 2019, com um aumento anual de 14,3%, ou 332 mil toneladas de peso embarcado. O bloco acumulou vendas no exterior em 2,65 milhões de toneladas, sendo Argentina e Brasil os principais responsáveis pela expansão

As exportações argentinas, estimando o número de dezembro, terão crescido na área de 195 a 200 mil toneladas para 560 mil toneladas, consolidando de longe a margem como o segundo maior exportador da região. As vendas brasileiras aumentaram 169 mil toneladas em relação a 2018 (+ 13%), para 1,52 milhão de toneladas. Enquanto isso, o Uruguai manteve suas exportações praticamente inalteradas em 326 mil toneladas, enquanto as do Paraguai contraíram 33 mil toneladas (-12%) para 244 mil toneladas. O valor médio de exportação do Mercosul em 2019 foi de US $ / t 4.607, um aumento anual de 3,6%. Quem melhor aproveitou o superaquecimento do mercado internacional foi o Uruguai, que tem todas as empresas exportadoras habilitadas para o mercado chinês. Seu valor médio foi de US $ / t 5.503, com um aumento anual de 10%. O único que reduziu o valor médio foi o Paraguai em 1,3%, pois não está autorizado a exportar para a China.

El País Digital

Importação chinesa de carne bovina aumenta 80,9% em dezembro

Somente em dezembro, o país asiático comprou 189.312 toneladas do produto

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 6,178 milhões de toneladas em 2019, informou na segunda-feira, 27, o Departamento de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês). A despesa com a importação do produto atingiu US$ 19,251 bilhões, também no acumulado do ano. Em dezembro, o país asiático importou 693.453 toneladas de proteína animal, volume 95,4% maior que o adquirido em igual mês do ano anterior. O valor desembolsado foi de US$ 2,5 bilhões, 150,9% acima do valor gasto em igual mês de 2018. As importações de carne suína foram as que registraram maior alta em dezembro. No mês, a China adquiriu 269.846 toneladas, volume 178% superior ao comprado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 2019, o país asiático comprou 2,108 milhões de toneladas de carne suína com o desembolso de US$ 4,674 bilhões. De carne bovina, o país asiático importou 189.312 toneladas em dezembro, alta de 80,9% na comparação anual. Em 2019, foram adquiridas 1,659 milhão de toneladas da commodity pela China pelo valor de US$ 8,225 bilhões. As compras de carne frango e miúdos de frango congelados cresceram 95,3%, para 86.107 toneladas em dezembro do ano passado. No acumulado do ano que passou, a China comprou 779.550 toneladas do produto com o desembolso de US$ 1,973 bilhão. De carne de cordeiro, o país adquiriu 37.301 toneladas em dezembro, 35,4% a mais que no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, a China importou 392.319 toneladas da proteína, gerando despesa de US$ 1,861 bilhão. O aumento das importações chinesas de carnes ocorre em meio à crise que o país enfrenta na procura de alternativas para o suprimento de proteína animal, como consequência do avanço da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) sobre o seu rebanho. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China estima que cerca de 41% do plantel do país já foi dizimado pela doença.

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