CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1163 DE 27 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1163| 27 de janeiro de 2020

 NOTÍCIAS

PRESSÃO DE BAIXA NO MERCADO DO BOI GORDO

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a referência da arroba do boi gordo caiu 0,5%, ou R$1,00, na última sexta-feira (24/1) na comparação feita dia a dia, e ficou em R$191,00, à vista, bruto, R$190,50, com desconto do Senar, e R$188,00 com desconto do Funrural e Senar

Em São Paulo, apenas na última semana, a cotação caiu R$3,00/@. No acumulado do mês, o pecuarista está recebendo R$12,00 a menos por arroba. Esse cenário também é igual nas outras regiões. Na média das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, o preço da arroba caiu 2,0% na semana, o que representa R$3,40 a menos por arroba.

SCOT CONSULTORIA

PREÇO DA CARNE BOVINA DESACELERA E SEGUE EM TENDÊNCIA DE QUEDA

Arroba do boi gordo já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo levantamento do Mapa. IPCA-15, do IBGE, também aponta tendência de queda do preço

A redução na demanda pelo consumidor e no volume de exportações da carne bovina para a China têm provocado o recuo no preço do produto no varejo. Esse movimento reflete a variação no preço da arroba do boi gordo ao produtor que, em média, já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os preços do boi gordo nesta sexta feira (24) estavam cotados entre R$ 170 e R$ 180.  Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi registrada uma queda 10,5%, na comparação entre o preço de R$ 190, em 30 de dezembro de 2019, e o fechamento na sexta-feira, em R$ 170. A redução se torna ainda maior ao avaliar o comportamento do mercado em relação ao início de dezembro, quando a arroba chegou a R$ 216, conferindo uma queda da ordem de 21% em relação a esta sexta-feira. O recuo no preço da carne também foi verificado no levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (23). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação, captou uma forte desaceleração no valor do produto. De uma alta de 17,71% em dezembro, a variação no preço da carne chegou a 4,83% em janeiro, puxando a inflação para baixo. Para o coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar do Mapa, João Antônio Salomão, além da questão das exportações, outros fatores contribuíram para pressionar o preço para baixo. “Neste período, há uma tendência de menor consumo de carne bovina, em virtude das férias e houve também uma mudança de hábito do consumidor, que migrou para a compra de outros tipos carnes, como frango e peixes”, observa. No varejo, os preços devem seguir tendência de queda, em virtude da demanda enfraquecida. O valor de cortes traseiros, que têm cotações mais altas e mais sensíveis à variação do mercado, registrou forte queda, como a alcatra. Enquanto em dezembro esse corte teve uma variação de 21,26%, neste mês, foi 4,49%, de acordo com o IPCA-15, do IBGE.

MAPA

Baixa liquidez no mercado de animais para reposição

O viés de baixa no mercado do boi gordo tem esfriado a reposição nos últimos dias.

A maior parte dos pecuaristas aguarda uma melhor definição nos preços pagos pela arroba dos animais terminados para retornarem as compras com maior afinco. Considerando todos os estados e as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, houve queda de 1,3% nos preços dos bovinos para reposição na última semana, frente ao fechamento da semana anterior. Os recuos apertaram as margens da relação de troca com algumas categorias, fato que tem desestimulado os recriadores.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa cai em dia de realização de lucros e zera ganho na semanA

Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com a piora em Wall Street ditando movimento de realização de lucros

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,96%, a 118.376,36 pontos, após ter registrado 119.593,10 pontos no melhor momento da sessão, recorde intradia. O giro financeiro somou 19,6 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou variação negativa de 0,01%. A sexta-feira começou com um clima mais positivo nas bolsas globais, ainda refletindo declarações da Organização Mundial da Saúde na véspera, de que o surto de coronavírus surgido na China ainda não é uma emergência global, bem como medidas do governo chinês para combater a sua disseminação. Na visão de Christian Gattiker, chefe de pesquisa do banco Julius Baer, preocupações sobre a disseminação do coronavírus reduziram o apetite a risco. O analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa do London Capital Group, também chamou a atenção ao potencial impacto negativo das restrições de viagens e redução nas celebrações do Ano Novo Lunar na China no crescimento econômico chinês, que já vem desacelerando. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,9%, maior queda diária desde 8 de outubro.

Na próxima semana, a temporada de resultados de empresas brasileiras começa a ocupar as atenções dos investidores, com os números da Cielo abrindo a safra das companhias do Ibovespa na segunda, após o fechamento do mercado.

REUTERS

DÓLAR SEGUE EXTERIOR, FECHA EM ALTA E SOBE PELA 4ª SEMANA CONSECUTIVA ANTE REAL

O dólar fechou em alta contra o real nesta sexta-feira e engatou a quarta semana consecutiva de ganhos, mais longa sequência do tipo em cerca de cinco meses, puxado por um dia de aversão global a risco por causa dos temores sobre um vírus oriundo da China.

Os temores sobre o coronavírus aumentaram depois de um segundo caso ter sido reportado nos Estados Unidos. Na sequência, a França anunciou também dois casos confirmados. O vírus já matou 26 pessoas e infectou mais de 800, com a maioria dos casos e todas as mortes sendo registradas na China. O receio econômico do mercado é que o surto afete a demanda dos consumidores e tenha impactos mais diretos e abrangentes sobre a atividade econômica.

Várias divisas consideradas de risco se depreciavam ante o dólar nesta sessão, enquanto moedas seguras, como iene japonês, ganhavam terreno. As bolsas de valores dos Estados Unidos caíam. No plano local, o mercado monitorou ainda declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que o movimento atual de desvalorização do real “desta vez é bem diferente” do visto no passado, uma vez que tem ocorrido concomitantemente a queda nos prêmios de risco.

REUTERS

BRASIL ABRE 644.079 VAGAS FORMAIS DE TRABALHO EM 2019, MELHOR DADO DESDE 2013

O Brasil abriu 644.079 vagas formais de trabalho em 2019, no melhor resultado em seis anos, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia

Em 2018, o país havia aberto 529.554 postos de trabalho, na série com ajustes declarados até dezembro daquele ano. Considerando também os ajustes realizados até dezembro de 2019, o total de 2018 passa a 546.445 vagas. O resultado do ano passado representa a maior abertura de vagas desde 2013, quando 1.117.171 delas foram abertas, na série com ajustes. O resultado de dezembro, tradicionalmente negativo, foi de fechamento de 307.311 vagas, contra projeção em pesquisa da Reuters de encerramento de 320 mil postos. No ano, o desempenho positivo foi puxado pela criação de vagas no setor de Serviços, com abertura de 382.525 postos. Aparecem em seguida Comércio (+145.475), Construção Civil (+71.115) e Indústria de Transformação (+18.341). Em comparação com 2018, houve forte melhoria na abertura de postos na construção civil, com aumento de 53.158 vagas em 2019. Com isso, o saldo positivo do setor ficou quase quatro vezes superior ao observado um ano antes. Dentre as demais categorias de destaque, houve um salto na abertura de postos no comércio, de 42,6% em 2019, ao passo que, no setor de serviços, houve uma diminuição de 4% sobre 2018. Nos 12 meses do ano, houve fechamento líquido de postos apenas em março (-38.612) e em dezembro. Ainda segundo dados do Caged, o saldo do trabalho intermitente em 2019 foi positivo em 85.716 empregos, enquanto na modalidade de trabalho em regime parcial houve abertura de 20.360 novas vagas.  Apesar da melhoria na criação de postos registrada em 2019 sobre 2018, a situação do mercado de trabalho segue difícil no país. A taxa de desemprego no Brasil caiu a 11,2% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dando sequência a uma trajetória de queda, mas ainda num patamar elevado. Ao mesmo tempo, a população ocupada informal atingiu 38,8 milhões de pessoas, recorde da série histórica, num sinal dos desafios para o mercado de trabalho em 2020.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Queda de 15% no preço do frango no mercado atacadista em janeiro

Em 2020, os preços caíram em todas as semanas no mercado atacadista.

Nos últimos sete dias, a desvalorização neste elo da cadeia foi de 15,0%, ou R$0,75 por quilo, com a carcaça sendo negociada, em média, em R$4,25 o quilo. Apesar do cenário fraco, o preço na granja se mantém estável, com a ave terminada cotada, em média, R$3,20 por quilo. Para os próximos dias, o cenário do lado do consumo deverá permanecer fraco. A expectativa é de uma retomada mais ativa na demanda mais próximo da virada do mês, com o mercado varejista se reabastecendo para a primeira quinzena.

SCOT CONSULTORIA

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