CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1162 DE 24 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1162| 24 de janeiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo caiu 5,5% ou R$11,00 por arroba no acumulado do mês em São Paulo

Em São Paulo, parte das indústrias frigoríficas estavam fora das compras na última quinta-feira (23/1)

O lento escoamento da carne tem feito os compradores diminuírem o volume de compras e trabalharem com escalas de abate mais curtas. Nas praças paulistas, os frigoríficos ativos estão ofertando preços abaixo da referência, mas nestes casos, o volume de negócios efetivados está reduzido. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$192,00, à vista, bruto, R$191,50, com o desconto do Senar e R$189,00, à vista, livre de impostos (Senar e Funrural). Frente ao fechamento do dia anterior (22/1), o preço do boi caiu R$0,50/@, já na comparação com o início do mês a queda é de 5,5%, o que representa R$11,00 a menos por arroba.

SCOT CONSULTORIA

Preços do boi gordo caem pressionados por menor demanda

Os frigoríficos seguem usando o argumento de demanda enfraquecida, tanto interna quanto externa, para justificar a pressão

O mercado físico do boi gordo segue em viés de baixa. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem usando o argumento de demanda enfraquecida, tanto interna quanto externa, para justificar a pressão. “O movimento de queda ganhou muita consistência nessa semana e é importante destacar que o volume de negócios sofreu forte redução nessas condições. Uma mudança desse perfil acontecerá quando as exportações retornarem a sua normalidade”, explicou. Em São Paulo, Capital, preços a R$ 191 a arroba para pagamento à vista, contra R$ 192 na quarta-feira. Em Minas Gerais, preços de R$ 185 a arroba, em Uberaba, contra R$ 186. Em Mato Grosso do Sul, preços caíram de R$ 178 para R$ 175 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado recuou de R$ 183 para R$ 182 a arroba em Goiânia. Já em Mato Grosso o preço desvalorizou de R$ 174 para R$ 173 a arroba em Cuiabá. O mercado atacadista apresenta alguma acomodação em seus preços, no entanto, a tendência de curto prazo ainda aponta para alguma correção dos preços. “Nessas condições é natural que os frigoríficos sigam pressionando o mercado, avaliando a deterioração das receitas em um ambiente pautado pela forte queda dos preços da carne”, analisou. Corte traseiro ainda é cotado a R$ 13,10. Corte dianteiro permanece precificado a R$ 10,70, por quilo. Ponta de agulha segue cotada a R$ 9,80, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Quarta semana de queda no preço da carne bovina no mercado atacadista

São quatro semanas consecutivas de queda no mercado atacadista de carne bovina sem osso

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nos últimos sete dias, na média dos 22 cortes analisados, as cotações recuaram 0,7%. No acumulado do ano, a queda registrada é de 6,1%.

As exportações patinando e o consumo doméstico ruim são os fatores que têm ditado o rumo baixista do mercado da carne. Na ótica do mercado interno, a divergência entre as variações nos preços dos cortes de traseiro e de dianteiro ilustra a mudança na forma de consumo da população. Com menor poder de compra, os brasileiros têm mostrado preferência pelos cortes de dianteiro (mais baratos) e a maior procura por esse tipo de produto limitou as quedas nos preços. Desde o começo do ano, as cotações dos cortes de dianteiro caíram 2,7%, em média.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de carne bovina tem reviravolta e preço recua do pico de novembro

Exportadores brasileiros de carne bovina enfrentam um aperto nas margens diante da pressão de preços de seu maior cliente, uma reviravolta em relação à situação de mercado de dois meses atrás

Depois que os altos preços esfriaram a demanda chinesa por carne bovina, importadores do país asiático estão renegociando contratos com exportadores do Brasil. Os preços mais recentes oferecidos pela China para a carne bovina, de 25% a 30% abaixo do pico de novembro, não cobririam os custos de compra de gado, que dispararam nos últimos meses de 2019. Frigoríficos brasileiros estão pagando, em média, R$ 190,60 por arroba do boi gordo, segundo o Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada ligado à Universidade de São Paulo. Embora seja 17% inferior em relação ao pico de 29 de novembro, o preço teria que cair para cerca de R$ 170 para tornar os embarques de carne bovina para a China rentáveis sob os novos termos. O mercado doméstico também enfraqueceu. Os preços no atacado da carne bovina em São Paulo caíram cerca de 20% em relação ao pico de novembro.

É uma grande reviravolta em relação à euforia do fim do ano passado, quando os mercados globais de carne se expandiam em meio à batalha da China para compensar a falta de proteínas causada pela propagação da peste suína africana. Agora, mais frigoríficos da América do Sul podem exportar para a China, o que também significa mais concorrência. Em setembro e novembro, Pequim habilitou mais 22 frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina, sendo que a maioria deles entrou no mercado chinês nos últimos meses de 2019.

Bloomberg

ECONOMIA

Dólar fecha em queda e volta à casa de R$4,16

O dólar fechou em queda na quinta-feira, com o real registrando o melhor desempenho global na sessão numa tarde de recuperação para ativos brasileiros em geral

As operações domésticas desafiaram o viés de alta do dólar no exterior, onde a moeda se fortalecia ainda por preocupações sobre o surto de um vírus na China. Nem mesmo declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, interpretadas pelo mercado como inclinadas a afrouxamento monetário, minaram a recuperação do real. Mais cedo, o IPCA-15 de janeiro mais alto que o esperado desestimulou novas apostas em cortes de juros pelo Banco Central. Um enfraquecimento dessas posições ajudaria, em teoria, a conter a perda de atratividade do real como ativo de investimento. O dólar à vista caiu 0,22%, a 4,1668 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro mais líquido tinha queda de 0,44%, a 4,1655 reais. No entanto, há mau começo de ano para o real —a divisa brasileira tem o pior desempenho global no acumulado de janeiro.

REUTERS

Ibovespa fecha acima de 119 mil pontos

O Ibovespa ganhou fôlego à tarde e fechou acima dos 119 mil pontos na quinta-feira, embalado pela forte valorização das ações do setor financeiro, com Banco do Brasil à frente, avançando mais de 5%

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,96%, a 119.527,63 pontos, nova máxima de fechamento. O volume financeiro somou 25,3 bilhões de reais. O setor vem sendo pressionado por receios sobre mudanças regulatórias e aumento da competição. Mas nesta sessão foram à forra. Até a véspera, Itaú Unibanco, o maior banco privado do país, acumulava no ano queda de cerca de 9%, contra alta de mais de 2% do Ibovespa. De acordo com o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer, citando consulta a tesourarias de bancos, houve fluxo de compra por investidores estrangeiros, em busca de ações de primeira linha, em especial bancos. Para a equipe da XP Investimentos, a temporada deve mostrar bons resultados, apesar da recuperação econômica ainda gradual, dada a evolução positiva de indicadores que impactam diretamente as empresas, como quadro ainda confortável para a inflação e cenário de juros baixos com Selic em 4,5% no final do trimestre. O fôlego na bolsa paulista também foi endossado pela melhora externa, após a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmar que o novo coronavírus que surgiu na China e se espalhou para vários outros países ainda não constitui uma emergência internacional, mas está acompanhando sua evolução “a cada minuto”.

REUTERS

IPCA-15 desacelera alta a 0,71%, mas tem maior janeiro em 4 anos

A prévia da inflação oficial brasileira indicou que a pressão arrefeceu no início do ano, com alívio na alta dos preços de alimentação e queda de habitação, embora tenha registrado o maior aumento para janeiro em quatro anos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,71% em janeiro, depois de ter avançado 1,05% em dezembro, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a mais alta para meses de janeiro desde 2016, quando o índice chegou a subir 0,92%. No acumulado em 12 meses até janeiro, o IPCA-15 subiu 4,34%, de 3,91% no mês anterior. Assim, passou a ficar acima do centro meta de inflação para este ano, de 4% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. Em 2019, o IPCA acumulou avanço de 4,31%, terminando acima do centro da meta oficial, porém dentro do limite pelo quarto ano seguido. Depois de exercer forte pressão no ano passado, os preços das carnes iniciaram o ano com alta de 4,83%, mostrando arrefecimento ante o avanço de 17,71% em dezembro. Ainda assim, as carnes foram responsáveis pela maior contribuição individual no índice de janeiro, com 0,15 ponto percentual, mas ajudaram a alta do grupo Alimentação e Bebidas a desacelerar a 1,83% em janeiro, de 2,59% em dezembro.

REUTERS

Arrecadação sobe a R$ 1,537 tri em 2019, melhor resultado em 5 anos

Segundo Receita, desempenho foi influenciado pelo consumo, pela produção industrial e por importações tributáveis

A arrecadação de impostos no país somou R$ 147,501 bilhões em dezembro, queda real de 0,08% em relação ao mesmo mês um ano antes, informou a Receita Federal. Apesar da queda no mês, o recolhimento no ano todo cresceu 1,69% descontando a inflação do período, para R$ 1,537 trilhão, o que significa um aumento real de 1,69%. O resultado de 2019 é o melhor em cinco anos. Em 2014, considerando dados corrigidos pela inflação, a arrecadação somou R$ 1,598 trilhão. Em dezembro, sem correção inflacionária, a receita com impostos e contribuições mostrou uma alta de 4,22% ante o mesmo mês do ano anterior, quando a arrecadação total somou R$ 141,529 bilhões (valor corrente). A arrecadação administrada em dezembro somou R$ 144,817 bilhões, um aumento real de 0,16% e nominal de 4,47% ante o mesmo mês de 2018. A receita própria de outros órgãos federais (onde estão os dados de royalties de petróleo, por exemplo) foi de R$ 2,683 bilhões no mês passado, queda real de 11,69% e nominal de 7,88% na comparação com dezembro de 2018. Em termos nominais, o crescimento da arrecadação em 2019 seria de 5,49%. As administradas no ano somaram R$ 1,476 trilhão, uma alta real de 1,71% e nominal de 5,52% ante 2018. As receitas administradas por outros órgãos somaram R$ 61,011 bilhões no ano passado, uma elevação real de 1,28% e nominal de 4,8% ante 2018. Segundo a Receita, a arrecadação em 2019 foi influenciada pelos principais indicadores macroeconômicos, como consumo, produção industrial e importações tributáveis.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Minerva precifica oferta de ações a R$ 13 e capta R$ 1bilhão

Família Vilela de Queiroz vendeu parte das ações por R$ 195 milhões

A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, precificou hoje a oferta de ações a R$ 13,00, apurou o Valor. O valor embute um desconto de 8,9% sobre a cotação do papel. Nesta quinta-feira, as ações da Minerva fecharam a R$ 14,27 na B3, alta de 1,57%. Ao todo, a oferta da companhia movimentou R$ 1,235 bilhão. Desse total, R$ 1,040 bilhão vai para o caixa da Minerva, que emitirá 80 milhões de novas ações. A família Vilela de Queiroz, que controla a empresa, vendeu 15 milhões de ações. Com isso, obterá R$ 195 milhões. Com os recursos da oferta de ações, a Minerva reduzirá dívidas. O objetivo do grupo é voltar a pagar dividendos aos acionistas ainda este ano, como já informou o Valor. A oferta de ações foi coordenada pelos bancos BTG Pactual, J.P. Morgan, Morgan Stanley, Bradesco BBI, Itaú BBA e BB Investimentos. A demanda pelos papéis da Minerva foi 2,5 vezes o volume da oferta. Os investidores estrangeiros ficaram com metade da oferta.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Demanda fraca pressiona cotações no mercado de suínos

O mercado de suínos continua fraco. Desde o início do ano as cotações na granja recuaram 12,5%, ou R$15,00 por arroba, com o animal terminado sendo comercializado, em média, R$105,00 por arroba

O momento exige um esforço nas vendas, devido à demanda fraca, que acaba gerando quedas nos preços para efetivação dos negócios. No atacado o cenário é o mesmo. A carcaça suína está sendo negociada, em média, em R$8,10 por quilo, queda de 8,0% na semana e 19,8% desde o início do mês. A carcaça suína começou o ano cotada em R$10,10 por quilo. No caminho contrário, o preço do milho subiu neste início de ano, reduzindo o poder de compra do suinocultor. Mais detalhes sobre o mercado de milho na página 25. Na região de Campinas-SP, atualmente o produtor adquire 6,4 quilos de milho com um quilo de suíno, no início do ano era possível comprar 7,8 quilos, redução de 17,5% no período. Para o curto prazo, caso não haja melhoria na demanda, a tendência é de mercado fraco e recuos nos preços não estão descartados.

SCOT CONSULTORIA

Rabobank vê recuperação na demanda brasileira por carne suína em 2020

A procura brasileira por carne suína deverá aumentar em 2020 e a produção nacional pode crescer 4% no ano, avaliam analistas do Rabobank em relatório divulgado nesta semana

Um cenário econômico positivo com melhora no poder de consumo da população deverá favorecer a recuperação do consumo da carne suína no Brasil, segundo expectativa do banco. Ao longo do segundo semestre de 2019, a demanda por carne suína brasileira cresceu acima da oferta, levando a uma alta nos preços da carne e do suíno. O aumento nas exportações em momento de peste suína africana também impactou nesse cenário de redução na oferta. A peste suína africana continuará a gerar demanda pela carne suína brasileira no mercado internacional em 2020, segundo o Rabobank. Os analistas do banco esperam que a China eleve suas exportações totais de carne suína entre 30% e 40% neste ano, podendo chegar a 4,25 milhões de toneladas. No mercado brasileiro, o banco espera um rebalanceamento da relação de oferta e demanda de carne suína no primeiro semestre de 2020, quando a indústria deverá testar o poder aquisitivo dos consumidores.

CARNETEC

Brasil pede à Índia corte de taxas de importação sobre produtos de frango

O Brasil quer que a Índia reduza taxas sobre a importação de frango e produtos de frango, o que permitiria ao país aproveitar a crescente demanda indiana por esses produtos, impulsionada por um crescimento na renda e mudanças nos hábitos alimentares locais

A Índia impõe taxas de importação de 100% sobre produtos de frango e de 30% sobre frangos inteiros, consideradas elevadas demais para que países como Brasil e EUA consigam avançar no mercado local, onde a indústria de frango tem crescido mais de 10% ao ano. “Nós gostaríamos de pedir à Índia que reduza suas tarifas sobre frango e produtos de frango, que são muito elevadas”, disse à Reuters a ministra da Agricultura brasileira, Tereza Cristina, durante visita à Índia. Além do Brasil, os EUA também querem que a Índia reduza as tarifas de importação de frango— um pedido que gera resistência da indústria local de frango, contrária a qualquer corte nas taxas.

REUTERS

UE suspende importação de carne de frango da Ucrânia

A União Europeia suspendeu importações de carne de frango e produtos relacionados da Ucrânia após Kiev reportar um surto da altamente patogênica gripe aviária, anunciaram nesta quinta-feira os serviços de segurança alimentar e proteção ao consumidor do bloco. O surto, o primeiro em quase três anos, foi registrado em uma criação no centro-oeste do país.

A Ucrânia é um importante exportador de carne de aves da Europa.

REUTERS

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