CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1159 DE 21 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1159| 21 de janeiro de 2020


NOTÍCIAS

Viés de baixa no mercado do boi gordo

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a cotação do boi gordo ficou estável na última segunda-feira (20/1), na comparação com o fechamento de sexta-feira (17/1).

Com parte das indústrias fora do mercado, o objetivo é de traçar estratégias de preços a serem ofertados pelo boi gordo devido à dificuldade no escoamento de carne bovina nas últimas semanas. Lembrando que estamos na segunda quinzena do mês, que é de tipicamente um consumo menor de carne bovina, devendo colaborar com a pressão negativa no mercado.  O cenário geral é de mercado pressionado, com as indústrias limitando o fluxo de compra de animais terminados, devido a dificuldade do repasse de carne no varejo. A cotação do boi gordo caiu em 12 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria. Destaque para o Rio de Janeiro e para a região noroeste do Paraná, onde a cotação do boi gordo recuou 2,7% e 1,9%, respectivamente, na comparação feita dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: queda no varejo em São Paulo e altas em Minas Gerais e Rio de Janeiro

De todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria, somente em São Paulo houve queda nos preços da carne bovina nos últimos sete dias

Na comparação semanal, as cotações no mercado varejista paulista recuaram 1,4% na média de todos os cortes monitorados pela Scot Consultoria. Foi a segunda semana de retração nas cotações. No Paraná, houve mudança nos preços em diversos cortes, mas na média de todas as peças pesquisadas a variação foi de 0,01%. Com mais movimentação nos açougues e supermercados, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro o mercado ainda segue sustentando e em alta. Os preços da carne subiram 1,0% e 0,7%, respectivamente. Mas, para essa semana é provável que estes estados sigam o observado em São Paulo nesta semana, com a proximidade do final de mês, as vendas tendem a recuar os preços devem perder força.

SCOT CONSULTORIA

Escoamento lento faz preço do boi gordo travar no Brasil

Os frigoríficos encontram as condições necessárias para esse tipo de estratégia, avaliando o lento escoamento da carne no decorrer do mês de janeiro

O mercado físico do boi gordo apresentou continuidade do movimento de pressão de queda no decorrer da segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos encontram as condições necessárias para esse tipo de estratégia, avaliando o lento escoamento da carne no decorrer do mês de janeiro. “A tendência é que o movimento se prolongue, avaliando o perfil de consumo delimitado para essa época do ano, com o brasileiro médio descapitalizado às voltas com custos rotineiros, como pagamento do IPTU, IPVA e despesas escolares em geral”, explicou. Em São Paulo, Capital, preços a R$ 193 a arroba para pagamento à vista, estáveis em relação à sexta-feira. Em Minas Gerais, preços de R$ 186 a arroba, em Uberaba, contra R$ 187. No Mato Grosso do Sul, preços caíram de R$ 183 para R$ 181 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado seguiu em R$ 185 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço caiu de R$ 177 para R$ 174 a arroba em Cuiabá, inalterado. O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação dos preços. A tendência de curto prazo ainda é por alguma correção, avaliando o arrefecimento do consumo ao longo do primeiro bimestre, movimento natural avaliando a descapitalização do brasileiro médio nesta época do ano. As exportações de carne bovina in natura do Brasil renderam US$ 369,9 milhões em janeiro (14 dias úteis), com média diária de US$ 30,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 73 mil toneladas, com média diária de 6,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.068,80. Corte traseiro ainda é cotado a R$ 15,15. Corte dianteiro ainda é precificado a R$ 10,75, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 10,20, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Aumento nos abates em MT sinaliza manutenção de preços altos

Os preços de bovinos para abate poderão continuar altos em 2020, considerando o aumento nos abates de fêmeas em Mato Grosso no ano passado, segundo informações divulgadas pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em relatório na segunda-feira (20).

O abate de bovinos em Mato Grosso somou 5,69 milhões de cabeças no ano passado, alta de 5,24% em relação a 2018, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) citados pelo Imea. Do total de gado abatido, 56,7% foram machos e 43,3% foram fêmeas. O abate de novilhas entre 12-24 meses aumentou 19,24%, para 445,40 mil cabeças. Também houve alta de 25% no abate de fêmeas entre 24-36 meses, para 752,25 mil cabeças em 2019. “Diante deste cenário, para 2020 as perspectivas demonstram que o estoque de machos pode reduzir e, se o cenário aquecido das exportações permanecer, as cotações podem se sustentar na tendência de alta”, escreveram analistas do Imea em relatório. Na semana passada, frigoríficos relatavam dificuldade de encontrar animais para abate, segundo o Imea. O aumento nos abates de fêmeas é acompanhado pelos frigoríficos pois ajuda a estimar a possibilidade de aumento de preços no futuro com base na disponibilidade de gado para abate.

CARNETEC

Após 35 meses, cotação do couro volta a subir

A alta do dólar (em relação ao real) colaborou com o aumento do volume para exportação

Nas primeiras duas semanas de 2020, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou uma média diária de 2,8 mil toneladas de couro. Volume 66,1% maior que a média exportada em dezembro último e alta de 48,7% na comparação anual. Além da exportação em alta, a oferta está limitada, o que colaborou com a valorização registrada.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha perto de R$4,19 em dia sem Wall St

O dólar começou a semana em firme alta ante o real, fechando perto de 4,19 reais e das máximas da sessão da segunda-feira, em pregão sem a referência de Wall Street e de dólar forte em outras praças financeiras

O mercado analisou ainda a repetição pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, de declarações sobre o novo normal para a economia brasileira contemplar juro baixo e dólar mais alto. O comentário de Guedes vem num momento de contínuas altas do dólar neste início de ano, as quais têm desafiado previsões do mercado de que a cotação poderia se beneficiar de um período sazonalmente benéfico para o real. No fim de novembro passado, o Ministro fez as mesmas declarações e também em meio a um quadro de fragilidade da taxa de câmbio. Naquele mês, o dólar bateu recorde atrás de recorde, flertando com 4,30 reais e obrigando o Banco Central a intensificar intervenções no mercado para reduzir a volatilidade. O dólar sobe 4,39% no acumulado de janeiro, o que faz do real a divisa com pior desempenho neste início de ano. A escassez de fluxo cambial continua a ser um fator citado por analistas para essa performance mais fraca. Dados do governo mostraram nesta segunda que a balança comercial teve na semana passada saldo negativo de 816 milhões de dólares. O dólar à vista fechou esta segunda-feira em alta de 0,59%, a 4,1892 reais na venda, depois de alcançar 4,1930 reais na venda no pico intradiário. Na B3, o contrato de dólar futuro mais negociado tinha ganho de 0,64%, a 4,1915 reais, por volta de 17h45.

REUTERS

Ibovespa sobe 0,32% em dia sem Wall St e com exercício de opções

Após passar o dia oscilando em torno do zero, o principal índice da bolsa paulista acelerou nos ajustes em dia de exercício de opções sobre ações e sem a referência de Wall Street

O Ibovespa avançou 0,32%, a 118.861,63 pontos, na máxima do dia. O volume financeiro alcançou 28,53 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções, que totalizou quase 12,7 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, o mercado acionário esteve fechado em razão do feriado em homenagem a Martin Luther King, o que reduziu a liquidez no pregão brasileiro. Para profissionais da área de renda variável, o Ibovespa refletiu um movimento de ‘acomodação’, após ganhos na última semana, sem novidades relevantes no noticiário e sem negócios nas bolsas em Nova York. Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,52%, na máxima do dia, acumulando na semana passada alta de 2,58%. Além da ausência do fluxo estrangeiro, o gestor Igor Lima, sócio na Galt Capital também destacou que investidores locais estão aguardando mais indicadores sobre o desempenho da economia no fim de 2019 e início de 2020. “Os dados parecem desencontrados… e é justamente isso que deixa os investidores em modo de espera e mais cautelosos enquanto as novas evidências não apontarem, de forma clara, a aceleração da retomada da economia”, avaliou. Na segunda-feira, FMI revisou estimativas econômicas, incluindo do Brasil, elevando previsão para o crescimento do PIB do país este ano para 2,2%. Pesquisa Focus também não mostrou contaminação por ora, com as estimativas no levantamento semanal do Banco Central nesta segunda-feira apontando crescimento de 2,31% em 2020 ante projeção de 2,3% na semana anterior.

REUTERS

Brasilterá 12 milhões de desempregados por cinco anos, diz OIT

Previsão é que taxa de desempregados caia de 12% em 2019 para 11,4%, em 2025

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) projeta que o Brasil continuará com mais de 12 milhões de desempregados pelos próximos cinco anos, com a criação de vagas aumentando só lentamente. Conforme a entidade, a taxa de desemprego na maior economia da América Latina declina de 12% em 2019 para 11,9% em 2020 e atinge 11,4% em 2025. O número de desempregados cairia de 12,8 milhões em 2019 para 12,6 milhões em 2024. “Não vemos um empurrão importante para permitir que taxa (de desemprego) volte ao que existia em 2014”, afirmou Stefan Kuhn, macroeconomista da OIT, apontando menor demanda na economia global, entre outros fatores. Em 2014, a taxa de desemprego era de 6,7% e o número de desempregados era de 6,7 milhões, praticamente metade da cifra atual. O Brasil terá assim por anos uma taxa de desemprego três vezes maior que a média global de 5,4%. Para Khan, uma volta às taxas anteriores à recessão no país pode levar vários anos. ”Não há uma previsão de queda acelerada (do desemprego) no Brasil”, disse. Ele menciona o que ocorreu na Grécia e Espanha, depois das crises de 2008 e 2009. “Ainda não vimos as taxas de desemprego se reduzirem ao que existia antes”, afirmou.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig quita dívidas mais caras e reduz juros anuais

Empresa economizará US$ 35 milhões em juros anuais

Após captar R$ 900 milhões em dezembro com a emissão de novas ações, a Marfrig Global Foods trabalha para reduzir o custo das dívidas neste início de ano. A empresa resgatou antecipadamente um título de dívida mais caro, o que permitirá uma economia anual da ordem de US$ 35 milhões (cerca de R$ 145 milhões) em despesas com juros. Ao todo, a Marfrig resgatou US$ 446 milhões em notes que venceriam em junho de 2023. Os papéis, emitidos em 2016, tinham um cupom anual de 8% – no fim do terceiro trimestre, o custo médio da dívida da empresa era de 6,74% ao ano. Quando emitiu os títulos agora resgatados, a companhia levantou cerca de R$ 1 bilhão, mas só restava em circulação o montante liquidado pelo grupo. Conforme os últimos resultados trimestrais reportados, o endividamento bruto da Marfrig totalizava US$ 4,6 bilhões no fim de setembro – esse montante não inclui o total de US$ 860 milhões gastos para aumentar a participação na National Beef. Em caixa, a companhia brasileira tinha pouco mais de US$ 2 bilhões. O índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) em dólares estava em 2,43 vezes. Na estratégia da Marfrig, está a retomada do pagamento de dividendos aos acionistas no Brasil. Foi com esse objetivo, aliás, que a empresa comprou no fim de 2019 uma participação adicional no frigorífico americano National Beef, passando de 51% para quase 82%. Em meio a um dos melhores momentos para a indústria de carne bovina dos EUA, a National se tornou boa pagadora de dividendos. Com uma receita líquida de mais de R$ 50 bilhões por ano, a Marfrig obtém grande parte das vendas e do lucro no mercado americano. Mais de 60% do faturamento é gerado nos EUA. O Brasil é o segundo país, com 10% do total.

VALOR ECONÔMICO

JBS lança plataforma para monitorar origem do couro

A JBS Couros, divisão de couro da processadora de carnes brasileira JBS S.A., informou na segunda-feira (20) que lançou uma plataforma para monitorar a produção de couro, da origem até o produto final

A plataforma, denominada JBS 3600, poderá ser acessada por cerca de 1,3 mil clientes da empresa para consultar informações sobre o processo produtivo do couro, usando uma identificação no produto. Entre as informações disponíveis na plataforma estão fazendas onde a matéria-prima foi originada, localização da fazenda, data de abate, percentual de abate, frigoríficos e curtumes onde os couros foram processados, segundo a companhia. A JBS Couros produz 35 mil couros por dia provenientes de mais de 90 mil fornecedores de gado brasileiros. Guilherme Motta, Presidente da JBS Couros, disse que a empresa garante que seu couro segue “os principais critérios socioambientais exigidos pelo mercado”. A JBS já havia lançando no início do ano passado o  Kind Leather, um couro produzido com 65% menos emissões de CO2 no transporte, redução de 46% no consumo de água e de 42% na utilização de produtos químicos, segundo a companhia. Esse couro também tem um processo produtivo que diminui em 51% a geração de aparas e em 20% os custos com energia elétrica. “A previsão é que o Kind Leather corresponda a 30% da produção total da JBS Couros até o fim deste ano”, disse a empresa.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

China venderá 20 mil t de carne suína congelada de reservas estatais em 21 de janeiro

A China irá liberar 20 mil toneladas de carne suína das reservas estatais em 21 de janeiro, de acordo com informe publicado no site do Centro de Gestão de Reservas de Mercadorias do país nesta segunda-feira

A liberação vem às vésperas do feriado de Ano Novo Lunar, que dura uma semana e começa na sexta-feira, período em que o consumo de carne suína geralmente dispara. O governo chinês já colocou no mercado mais de 200 mil toneladas de suas reservas de carne suína congelada desde o início de dezembro. O movimento visa assegurar a oferta após um surto de peste suína que reduziu em 21% a produção de carne de porco no país no ano passado na comparação com o ano anterior.

REUTERS

Menor demanda pressiona o preço do frango no atacado

As vendas seguiram em menor ritmo na última semana. Esse cenário fez os preços do frango no mercado atacadista recuarem

A carcaça tem sido negociada, em média, em R$4,70 por quilo, uma queda de 8,7% em sete dias. Nas granjas paulistas, os preços permaneceram estáveis e a ave terminada segue cotada, em média, em R$3,20 por quilo. Apesar da estabilidade neste elo da cadeia, o cenário passou a fraco, com a demanda restrita, com compradores cautelosos, a fim de não acumularem estoque. Já houve relatos de flexibilizações nos preços. Devido a isso, recuos nos próximos dias não estão descartados.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Suínos para a China podem render US$ 1,7 bilhão aos americanos

A conta vale para os próximos três anos e tem grande chance de se concretizar

As exportações de carne suína norte-americana ao mercado chinês atingiram US$ 700 milhões em 2017 e devem chegar a US$ 1,7 bilhão/ano nos próximos dois a três anos, segundo previsões baseadas no novo acordo entre EUA e China, assinado na última quarta-feira. A China concordou em ampliar a lista de produtos suínos para importação, incluindo alimentos processados, como presunto, e alguns tipos de miudezas. Enquanto os compromissos da Fase 1 do acordo com a China não são colocados em prática, as exportações de carne suína dos EUA continuam sendo prejudicadas por causa das tarifas punitivas de 60% aplicadas atualmente pelo gigante asiático. “Para capturar totalmente os benefícios desse acordo, precisamos que a China elimine todas as tarifas da carne suína dos EUA” , disse David Herring, Presidente do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína (NPPC), segundo texto publicado pelo portal norte-americano Feedstuffs. “Se os EUA continuarem enfrentando tarifas punitivas de 60%, enquanto os nossos países concorrentes receberem uma tarifa de 8%, as vendas dos EUA serão suprimidas à medida que a China importar mais carne suína de outros países”, acrescentou. Herring ainda afirmou: “A carne de porco é um teste decisivo para o sucesso desta primeira fase do acordo. Se a China não está disposta a reduzir as suas tarifas sobre a carne de porco dos EUA, é difícil imaginar o país cumprindo o compromisso de compra agrícola de US$ 40 bilhões por ano”, disse.

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