CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1157 DE 17 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1157| 17 de janeiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Pressão de baixa continua no mercado do boi gordo

Em São Paulo, o boi gordo caiu na última quinta-feira (16/1) e ficou cotado em R$195,00/@, à vista, bruto, R$194,50/@, com desconto do Senar, e R$192,00/@ com desconto do Funrural e Senar

A queda foi de 0,7% na comparação como fechamento do dia anterior (15/1) e de 2,5% desde o início desta semana. Apesar das escalas de abate curtas, as indústrias testam preços menores avaliando o consumo mais lento em janeiro no mercado interno. No mercado atacadista de carne, o boi casado de animais castrados caiu 8,3% na comparação feita dia a dia e ficou cotado em R$11,73/kg.

SCOT CONSULTORIA

Preços do boi gordo seguem caindo no Brasil

As escalas de abate estão mais confortáveis, situação que sugere a continuidade do movimento de baixa no curto prazo

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com pressão de queda. Os frigoríficos ainda utilizam o argumento da lenta reposição entre atacado e varejo para justificar esse movimento. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão mais confortáveis, situação que sugere a continuidade do movimento de baixa no curto prazo. “Mesmo os frigoríficos de menor porte desfrutam de uma posição de maior conforto”, observou. Em São Paulo, Capital, preços a R$ 193 a arroba para pagamento à vista, ante R$ 194 a arroba na quarta-feira. Em Minas Gerais, preços de R$ 188 a arroba, em Uberaba, contra R$ 189. Em Mato Grosso do Sul, preços caíram de R$ 185 para R$ 183 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado seguiu em R$ 185 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 177 a arroba em Cuiabá, inalterado. O mercado atacadista tem acomodação em seus preços. “A tendência de curto prazo ainda remete à continuidade do movimento de correção dos preços, natural em um momento de arrefecimento do consumo. O brasileiro médio está descapitalizado neste momento, avaliando uma série de despesas corriqueiras nesse período do ano”, comentou o analista. Corte traseiro ainda é cotado a R$ 15,15. Corte dianteiro ainda é precificado a R$ 10,75, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 10,20, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

BOI/CEPEA: setor aumenta investimento

No terceiro trimestre do ano passado, a produtividade média brasileira chegou a atingir 258,52 kg/animal

De acordo com pesquisadores do Cepea, após a seca observada entre 2013 e 2014, produtores passaram a investir em tecnologia, o que resultou em produtividade recorde da pecuária brasileira no ano passado. Dados do IBGE indicam que a quantidade de carne produzida por animal na média do País foi de 251,22 kg de janeiro a setembro de 2019, um recorde considerando-se esse período de anos anteriores. No terceiro trimestre do ano passado, a produtividade média brasileira chegou a atingir 258,52 kg/animal, a maior da história.

CEPEA/ESALQ

Carne bovina sem osso caiu 1,1% nesta semana no atacado

Janeiro continua com mais uma semana de retração no mercado atacadista de carne bovina sem osso

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nos últimos sete dias, na média dos 22 cortes analisados, as cotações recuaram 1,1%. No acumulado do ano, a queda registrada é de 5,4%. O viés baixista deve permanecer no mercado da carne bovina enquanto o consumo doméstico não melhorar. E as desvalorizações podem ainda ganhar força com a chegada da segunda quinzena do mês e com o provável menor embalo das exportações. Contrariando as previsões e o comportamento histórico, do lado do mercado externo, as exportações surpreenderam nas duas primeiras semanas do mês, com embarques diários de 7,9 mil toneladas de carne bovina in natura. Alta de 11,9% em relação ao mês anterior (SECEX). Porém, o mercado internacional demanda atenção, pois os compradores chineses (maiores clientes do mercado brasileiro) têm começado a colocar o pé no freio e oferecer preços menores pela tonelada da carne bovina.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar vai a máxima em 6 semanas depois de superar R$4,20 com demanda por segurança

A tentativa de alívio no mercado de câmbio não se sustentou, e o dólar voltou a fechar em alta na quinta-feira, depois de superar os 4,2000 reais pela primeira vez desde o começo de dezembro, com operadores ainda à espera de sinais mais concretos de melhora da economia e de retorno de ingressos de recursos

No mercado à vista, o dólar subiu 0,15%, a 4,1912 reais na venda. É o nível mais alto para um encerramento de sessão deste 4 de dezembro de 2019 (4,2023 reais na venda). Na máxima, a cotação foi a 4,2020 reais na venda (+0,41%), depois de mais cedo cair a 4,1604 reais na venda (-0,59%). “O real está tendo uma piora significativa em relação aos pares, indo para o pior momento em muito tempo. Como posição em pré (prefixado) é mais difícil de zerar, as pessoas acabam comprando dólar”, disse Renato Botto, gestor sênior na Absolute Investimentos. Os juros futuros de um dia negociados na B3 subiram forte nesta sessão. Luis Laudisio, operador da Renascença, citou expectativa de que o Tesouro Nacional faça ampla oferta de prefixados, especialmente com vencimento em 2031, o que acabou colaborando para aumento de prêmios na curva a termo. O dólar sobe 4,44% ante o real neste ano, o que coloca a divisa brasileira na lanterna entre 33 rivais neste ano. Analistas têm repetido que a taxa de câmbio tem sido pressionada neste começo de ano por sinais em série de perda de vigor da atividade econômica. O IBC-Br de novembro, divulgado mais cedo, até veio melhor que o esperado, mas o dado de outubro foi revisado para baixo, o que frustrou parte da leitura positiva do indicador. Quanto menos ímpeto para a atividade, menor chance de retorno de fluxos de investimento estrangeiro, o que pega o país num quadro de carência de fluxo cambial. No ano passado, mais de 44 bilhões de dólares deixaram o Brasil, em termos líquidos, considerando o movimento de câmbio contratado. Foi o pior desempenho anual da história.

REUTERS

Ibovespa sobe 0,25%, com otimismo de Wall St ofuscado por receios sobre retomada econômica do Brasil

O principal índice da bolsa paulista fechou em leve alta na quinta-feira, acompanhando à distância a valorização de Wall Street, conforme agentes financeiros seguem monitorando dados sobre a recuperação da atividade econômica no país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,25%, a 116.704,21 pontos. O volume financeiro no pregão somou 20,3 bilhões de reais. O IBC-Br, prévia do Banco Central para o PIB brasileiro, cresceu 0,18% em novembro ante outubro, acima das expectativas, e patrocinou um começo mais positivo no pregão brasileiro, mesmo com a revisão para pior nos números do mês anterior. No melhor momento da sessão, o Ibovespa chegou a subir 0,6%. Mas o ânimo não se sustentou e à tarde o índice já mostrava sinal negativo, chegando a cair 0,39% no pior momento. O IBC-Br veio após dados de vendas no varejo ficaram aquém do esperado, somando-se a outros números do setor de serviços também decepcionantes sobre o ritmo da recuperação da economia.  “O custo oportunidade diminuiu sem que, efetivamente, algo fundamentalmente tenha mudado na microeconomia empresarial”, disse Paulo Bilyk, diretor de investimentos da Rio Bravo e sócio global da Fosun Hive. “Isso só vem com crescimento, que tem sido muito tímido. Agora, é esperar para ver.” A piora na bolsa coincidiu com a mudança de sinal no mercado de câmbio, com o dólar passando a subir, chegando a superar 4,20 reais na venda pela primeira vez desde o começo de dezembro. No exterior, o S&P 500 cruzou a linha dos 3.300 pontos pela primeira vez na história, e o Dow Jones e o Nasdaq renovaram máximas, ainda embalados pelo acordo comercial assinado entre China e EUA, além do resultado do Morgan Stanley. A BRF ON recuou 1,65%, devolvendo parte da alta no mês até a véspera, em dia misto no setor, com JBS ganhando 0,7% e MARFRIG ON subindo 1,6%. MINERVA ON valorizou-se 4,1% após anunciar oferta de ações a ser precificada no dia 23 e habilitação de unidades para exportar carne bovina para a Arábia Saudita.

REUTERS

ONU prevê crescimento de 1,7% para o PIB brasileiro em 2020

Segundo o documento da ONU, a aceleração do nível de atividade no Brasil deve vir na esteira da retomada da confiança dos empresários

A recuperação da economia brasileira deve ganhar fôlego este ano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Em relatório com perspectivas para a economia global, divulgado na quinta-feira (16), a entidade prevê expansão de 1,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020, e alta de 1% estimada para 2019. Mesmo contando com melhora, a previsão é mais pessimista do que o consenso de mercado. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a mediana de cerca de cem analistas aponta que o PIB brasileiro vai crescer 2,3% este ano. Segundo o documento da ONU, a aceleração do nível de atividade no Brasil deve vir na esteira da retomada da confiança dos empresários. Na América do Sul, no entanto, não há perspectiva de reação consistente, diz o órgão, uma vez que, em muitos países, entraves estruturais ao crescimento foram agravados pela desaceleração do comércio global, pela queda das cotações de commodities e, também, pela instabilidade política.

VALOR ECONÔMICO

Economia avança pelo 4º mês seguido em novembro, mas outubro é revisado para baixo, mostra BC

A atividade econômica brasileira manteve o ritmo positivo em novembro pelo quarto mês seguido com um resultado acima do esperado, mas o ganho visto em outubro foi revisado para baixo e reforça os sinais de hesitação da economia no final de 2019

Considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,18% em relação a outubro, em dados ajustados sazonalmente informados pelo BC na quinta-feira. Entretanto, a expansão de outubro foi reduzida com força para 0,09%, após o BC divulgar anteriormente alta de 0,17%. Sobre novembro de 2018, o IBC-Br apresentou ganho de 1,10% e, no acumulado em 12 meses, houve avanço de 0,90%, segundo números observados.  “Há sinais de que a atividade econômica está acelerando, mas não parece ser um movimento muito forte. Reforça esse cenário de que a atividade vai continuar acelerando, mas ainda assim em ritmo gradual”, avaliou a economista-chefe da consultoria Rosenberg & Associados, Thais Marzola Zara. Ela calcula um crescimento do PIB de 0,6% no quarto trimestre, fechando o ano de 2019 com expansão de 1,2%. Os dados de novembro sobre a atividade levantaram sinais de alerta ao renovarem indícios de fraqueza na economia, provocando dúvidas sobre o desempenho no quarto trimestre. Em novembro, a única atividade a apresentar ganhos foi a de vendas no varejo, mas abaixo do esperado, ao subirem 0,6% em relação a outubro. Já a produção industrial brasileira recuou 1,2% em novembro, voltando a cair depois de três meses, enquanto o setor de serviços do Brasil interrompeu dois meses de ganhos com queda de 0,1% no volume. A expectativa era de que o quarto trimestre refletisse com mais força a queda da taxa de juros básica Selic para a mínima histórica de 4,5%, alcançada em dezembro. Também é um período marcado pela liberação do FGTS e melhora da confiança.

REUTERS

ANTT publica nova tabela do frete, com reajuste que varia de 11% a 15%

Novas regras entram em vigor na próxima segunda-feira, dia 20

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estabeleceu novas regras para cobrança do frete rodoviário em resolução publicada nesta quinta-feira, 16. Entre elas, está a obrigação do pagamento do chamado frete retorno para os caminhoneiros. Além disso, a resolução também determina novos valores para cálculo do frete. Com as alterações, o valor do piso mínimo no País sofreu um reajuste que varia de 11% a 15%, de acordo com o tipo de carga e operação. Os valores de itens, como pneu e manutenção dos caminhões, também foram atualizados. As novas regras entram em vigor na próxima segunda-feira, 20. Demanda dos caminhoneiros, a nova regra vale para situações em que a regulamentação do setor proíbe que o caminhoneiro retorne transportando um novo tipo de carga. Isso ocorre, por exemplo, com um caminhão que transporta combustível e não pode voltar com outro tipo de carga. O texto também incluiu a cobrança do valor das diárias do caminhoneiro e um novo tipo de carga, a pressurizada. Agora, a regulamentação abrange um total de 12 categorias. Ainda foram criadas duas novas tabelas para contemplar a operação de carga de alto desempenho, que levam menor tempo de carga e descarga. Os valores do piso mínimo do frete são atualizados pelo órgão regulador a cada seis meses. A tabela do frete foi estabelecida em 2018 pelo ex-presidente Michel Temer. A medida foi implementada pelo governo dentro do conjunto de ações para pôr fim à greve dos caminhoneiros.

ESTADÃO CONTEÚDO

EMPRESAS

Com follow on de R$ 1,4bi, Minerva enterra plano de IPO no Chile

Aproveitando a valorização de 185% de suas ações em um ano e o momento favorável à indústria frigorífica, a Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, vai fazer uma oferta pública de ações que pode movimentar quase R$ 1,4 bilhão, levando em consideração o preço de fechamento dos papéis na quarta-feira (15) – encerraram o pregão cotados a R$ 14,45

Na B3, a companhia de carne está avaliada em pouco mais de R$ 5,8 bilhões. A maior parte dos recursos da oferta irá para o caixa da empresa, mas os Vilela de Queiroz, que controlam a Minerva, também venderão ações. Ao todo, a companhia oferecerá 95 milhões de ações – na parcela primária, 80 milhões de novas ações serão emitidas. A VDQ, veículo por meio do qual os Vilela de Queiroz controlam o grupo, venderão 15 milhões de ações na secundária. Apesar de reduzirem sua posição acionária com a oferta – de 29% a menos de 20% -, os Vilela de Queiroz se manterão no controle da companhia graças ao acordo de acionistas que mantém com a Salic, gestora ligada ao Reino da Arábia Saudita que possui 32% do capital da companhia. Considerando a atual cotação das ações da Minerva, aproximadamente R$ 1,1 bilhão reforçará o caixa da empresa. Com esse montante, a companhia de carne deve acelerar o processo de redução do endividamento. No fim de setembro, o índice de alavancagem (relação entre a dívida líquida e o Ebitda) era de 3,8 vezes. Com os recursos da capitalização, a relação pode ficar abaixo de 3 vezes, tendo também em vista a perspectiva de maior geração de caixa ao longo de 2020. A oferta de ações, que será feita com esforços restritos (destinada a investidores profissionais), será concluída rapidamente. Pelo cronograma anunciado no fim da noite de quarta-feira (15) pela Minerva, a precificação da oferta ocorrerá em 23 de janeiro. A operação será concluída em 3 de fevereiro. As reuniões com os investidores potenciais começam nesta quinta-feira (16). O BTG Pactual é o banco coordenador da oferta. J.P. Morgan, Bradesco BBI, Itaú BBA e BB também participam do sindicato de bancos. Ao realizar a oferta, a Minerva enterra de vez os planos de abrir o capital da subsidiária Athena Foods, que reúne os negócios fora do Brasil, na bolsa do Chile, uma operação que também traria mais de R$ 1 bilhão ao caixa da empresa brasileira.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig Global Foods fechará centro de distribuição no ABC paulista

A Marfrig Global Foods, segunda maior indústria de carne bovina do mundo, vai fechar o centro de distribuição que possui em Santo André, confirmou uma fonte ao Valor

A ideia da empresa é concentrar a distribuição de produtos no centro de Ituvepa, município que fica a 60 quilômetros da capital paulista. Na quarta-feira, o jornal “Diário do Grande ABC” informou que cerca de 70 funcionários da empresa em Santo André fizeram uma paralisação em protesto contra o possível fechamento da unidade. Procurada pela reportagem, a Marfrig não respondeu até a publicação desta nota.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Mais uma semana de queda no mercado de suínos

O mercado de suínos registrou mais uma semana de queda nos preços

Desde o início e janeiro, o recuo nas cotações nas granjas de São Paulo foi de 5,8%, ou R$7,00 por arroba. O animal terminado está sendo negociado, em média, em R$113,00 por arroba. No atacado, o recuo no período foi mais intenso, de 12,9%. A carcaça está cotada, em média, em R$8,80 por quilo. As despesas típicas de início de ano reduziram o poder aquisitivo da população, refletindo em menores vendas.

SCOT CONSULTORIA

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