CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1155 DE 15 DE JANEIRO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1155| 15 de janeiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Vendas fracas de carne bovina pressionam o mercado do boi

Devido ao lento escoamento de carne bovina, a cotação do boi gordo caiu em São Paulo na última terça-feira (14/1)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a retração foi de 1,5% na comparação feita dia a dia, e o boi gordo ficou cotado em R$194,00/@ à vista e livre de Funrural. Vale ressaltar que houve ofertas de compra abaixo dessa referência, mas com pouco volume de negócios. Além de São Paulo, a cotação do boi gordo caiu em mais 12 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria. Destaque para a região de Goiânia, cujo preço caiu 1,6% na comparação feita dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos pressionam e preço do boi gordo volta a cair no Brasil

Esse é um movimento natural em um momento de descapitalização do consumidor médio

O mercado físico do boi gordo se depara com maior pressão de baixa no decorrer da semana, com os frigoríficos ainda argumentando que a reposição entre atacado e varejo é mais lenta neste início de ano. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esse é um movimento natural em um momento de descapitalização do consumidor médio. “Resta saber a aderência dos pecuaristas aos preços ofertados pelos frigoríficos. A pressão aumenta no Centro-Norte do país devido à maior abundância de oferta”, comentou. Em São Paulo, capital, preços a R$ 196 a arroba para pagamento à vista, ante R$ 201 na segunda-feira. Em Minas Gerais, preços de R$ 190 a arroba, em Uberaba, estáveis. No Mato Grosso do Sul, preços caíram de R$ 189 para R$ 186 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço indicado passou de R$ 190 para R$ 185 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 177 a arroba em Cuiabá, inalterado. O mercado atacadista volta a se deparar com estabilidade em seus preços. A tendência de curto prazo ainda remete à correção doméstica, avaliando o arrefecimento do consumo no decorrer do primeiro bimestre. Iglesias ressalta que o consumidor médio se depara com despesas tradicionais a essa época do ano, como IPVA, IPTU além de despesas escolares. Corte traseiro segue cotado a R$ 15,15. Corte dianteiro ficou estável em R$ 10,75, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 10,20, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportações de carne começaram o ano em alta

A receita média do decêndio inicial do ano (2 a 10, sete dias úteis), é da ordem de US$83,109 milhões, e se encontra 82% acima da registrada no mesmo mês de 2019, também com 22 dias úteis.

Carne suína: embarque de 73 mil/t, com incrementos de 11% e 75% sobre, respectivamente, o mês anterior e o mesmo mês de 2019. O preço atual, da ordem de US$2.730/t, se encontra 36% acima do alcançado um ano atrás; – Carne bovina: perto de 175 mil/t, com incremento mensal e anual de, respectivamente, 17% e 70%. Preço médio de abertura do ano, de quase US$5.150/t, é 37% superior ao de janeiro de 2019; – Carne de frango: pouco mais de 357 mil/t, aumento de 37% sobre janeiro de 2019, mas queda de 1% sobre dezembro passado. Evolução de preço continua sendo mais modesta que a das outras duas carnes, pois os US$1.690/t ora registrados se encontram apenas 5% e 8% acima do que foi obtido há um mês e há um ano.

PECUARIA.COM.BR

Poucos negócios no mercado de reposição em Mato Grosso

Em Mato Grosso, o mercado de reposição iniciou o ano especulado e com poucos negócios efetivados

Com os criadores tendo certo respaldo para ofertarem preços acima da referência devido a boa capacidade de suporte das pastagens, os preços estão pressionados para cima. A expectativa é de que as cotações continuem firmes devido ao maior poder de retenção da ponta vendedora. Por outro lado, o maior potencial da safra de capim também estimula a compra no mercado de reposição.

SCOT CONSULTORIA

MT: 8 mil pecuaristas vão voltar ao mercado formal

A parceria foi firmada entre governo do Estado, Ministério Público Federal (MPF), pecuaristas e frigoríficos

Um termo de cooperação técnica assinado hoje prevê o desenvolvimento e a adoção de um sistema informatizado para monitorar a recuperação ambiental de áreas desmatadas ilegalmente ou embargadas por órgãos ambientais (Ibama e Sema). Com isso, a estimativa é de que aproximadamente 8 mil pecuaristas mato-grossenses possam se reintegrar ao mercado formal da carne, inclusive com frigoríficos signatários de termos de ajuste de conduta com o Ministério Público Federal (MPF), no âmbito do projeto Carne Legal. A parceria foi firmada entre governo do Estado, Ministério Público Federal (MPF), pecuaristas e frigoríficos de Mato Grosso e representa um importante passo para o setor da carne bovina e para a sustentabilidade da pecuária estadual. “Nós conseguiremos trazer esses produtores novamente para a legalidade. Isso será um passo primordial para a confiança desse setor e para a importância que esse setor possui dentro do Estado de Mato Grosso. Vai gerar mais empregos, mais confiança, mais investimento e permitir que todos que queiram possa estar dentro da legalidade, evitando que se crie um mercado clandestino de carne, que prejudica toda a sociedade. Vamos combater cada vez mais as ilegalidades para facilitar a vida de quem quer agir de forma correta”, salientou o Governador Mauro Mendes. O desenvolvimento do sistema de monitoramento será de responsabilidade do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), serviço social autônomo formado por representantes do setor produtivo pecuário, da indústria e do Governo do Estado. Com a missão de promover a carne de Mato Grosso, o instituto divulgará a iniciativa junto aos pecuaristas – já que a adesão será voluntária – e atuará com os frigoríficos para a adoção da plataforma em suas plantas.

SÓ NOTÍCIAS

Missão Chilena está no Brasil para habilitar novas plantas

A Missão do Chile está cumprindo roteiro no Brasil para novas habilitações de plantas da indústria de reciclagem animal

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) recebeu nesta segunda-feira (13/01/20), em Brasília, a missão chilena do Serviço Agrícola e Ganadeiro (SAG). A reunião inicial foi com a equipe técnica do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal – DIPOA, sendo conduzida pelo Auditor Fiscal Federal Agropecuário, Paulo Afonso Gonzalez Santos da Divisão de Auditorias Internacionais. A Missão do Chile está cumprindo roteiro no Brasil para novas habilitações de plantas da indústria de reciclagem animal, para exportação de farinhas e gorduras. O roteiro termina no dia 28 de janeiro e está sendo acompanhada pela equipe da Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA.

AGROLINK

ECONOMIA

Dólar fecha em queda ante real em correção após três altas seguidas

O dólar fechou em queda moderada ante o real na terça-feira, com investidores dando uma pausa nas compras depois de três altas consecutivas que levaram a cotação a máximas em mais de um mês

O dólar negociado no mercado interbancário BRBY caiu 0,27%, a 4,1313 reais na venda. Mais cedo, a divisa havia alcançado 4,1625 reais na venda, pico intradia desde 6 de dezembro do ano passado. Na B3, o dólar futuro DOLc1 tinha queda de 0,45%, a 4,1335 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha estável

O principal índice da bolsa de valores de São Paulo encerrou estável na terça-feira, contida por bancos e pelas ações da Petrobras, segundo dados preliminares de fechamento

O Ibovespa fechou a 117.329,60 pontos. Os ganhos foram liderados por Via Varejo , que subiu 4,7%, e as perdas por Metalurgica Gerdau SA, em baixa de 2,3%. Entre as ações com maior participação no Ibovespa, Itaú Unibanco fechou em baixa de 0,23%, enquanto Bradesco teve perda de 0,40%. Banco do Brasil registrou desvalorização de 1,03% e Santander Brasil apurou recuo de 1,27%. A Vale fechou em alta de 0,72% e Petrobras PN teve perda de 1,35%, enquanto Petrobras ON caiu 1,28%. Com o desempenho desta terça-feira, o Ibovespa acumula valorização de 1,45% no ano. O índice está 14,2% acima da média dos últimos 200 dias de negócios. Nas últimas 52 semanas, o Ibovespa acumula 24,1% de ganho.

REUTERS

Produção agroindustrial voltou a diminuir no país em novembro, indica FGV

PIMAgro, calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da fundação, fechou o mês com baixa de 1,1%

Depois de reagir em setembro e se manter firme em outubro, o Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou a recuar em novembro, pressionado pela queda das atividades no segmento de produtos não-alimentícios, sobretudo florestas. De acordo com cálculos recém-concluídos, o indicador fechou o mês com baixa de 1,1% na comparação com novembro de 2018, ante uma contração da indústria em geral no país de 1,7%. Assim, no acumulado deste ano o crescimento do PIMAgro diminuiu para 0,3%. O indicador é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Com a melhora na economia, o grupo de produtos alimentícios e bebidas, que havia crescido 10,6% em outubro ante o mesmo mês do ano passado, voltou a registrar variação positiva em novembro, embora bem menor (0,4%). O suporte veio do avanço de 6,8% observado na área de bebidas, já que houve queda de 1,3% no caso dos alimentos. Entre os produtos alimentícios que compõem o PIMAgro, houve desempenho negativo, na comparação, entre os de origem vegetal (5,1%), incapaz de ser compensado pelo crescimento observado entre os de origem animal (0,7%). Nas bebidas, houve aumentos tanto no segmento das alcoólicas (7,8%) quanto no mercado das não-alcoólicas (5,7%). No grupo de produtos não alimentícios, entretanto, novembro foi mais um mês de retração (2,8%). A maior pressão veio da área de produtos florestais (queda de 5,5%), seguida pelos retrocessos dos insumos (3,2%), dos produtos têxteis (2,2%) e da borracha (2,1%). Biocombustíveis e fumo, em contrapartida, voltaram a registrar variações positivas – 3,9% e 0,9%, respectivamente.

VALOR ECONÔMICO

Valor da Produção Agropecuária de 2019 atinge recorde de R$ 630,9 bilhões

A projeção para este ano é de crescimento de 7%, somando R$ 674,8 bilhões

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerrou 2019 com R$ 630,9 bilhões, 2,6% acima do obtido no ano anterior. O valor é recorde para a série histórica, iniciada em 1989, superando o VBP de 2017 (R$ 627,1 bilhões). No ano passado, as lavouras geraram um valor de R$ 411,1 bilhões e a pecuária, R$ 219,8 bilhões. De acordo com nota técnica do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o ano foi marcado pelo “crescimento extraordinário do faturamento do milho e o desempenho também excepcional da pecuária, com crescimento real de 9%. As lavouras sofreram redução de 0,5%”. Os produtos que mais se destacaram foram: algodão, milho, amendoim, banana, batata-inglesa, feijão, mamona e tomate. Arroz, café, cacau, mandioca, soja, trigo e cana-de-açúcar tiveram desempenhos desfavoráveis entre as lavouras analisadas. A previsão é que algumas continuem neste patamar em 2020, mas outras apresentem recuperação, como a soja e o café. Os dados regionais mostram que os estados de Mato Grosso, São Paulo, do Paraná, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e de Goiás lideraram a participação no VBP no ano de 2019. Os indicadores de safra e de preços agrícolas mostram estimativas preliminares para o VBP de 2020 em R$ 674,8 bilhões, 7% superior na comparação com o de 2019. As lavouras têm previsão de crescimento de 4,6% e a pecuária, 11,3%. Entre os produtos que apresentam melhor previsão de crescimento estão o café e a soja, que devem ter ganhos de 37,6% e 15%, respectivamente.

MAPA

FRANGOS & SUÍNOS

Importações de carne suína da China disparam em dezembro antes de Ano Novo Lunar

As importações de carne suína da China em dezembro dispararam em dezembro, crescendo quase quatro vezes na comparação anual, segundo cálculos da Reuters com dados de alfândega divulgados na terça-feira, à medida que o país aumentou as compras antes do feriado de Ano Novo Lunar, em janeiro

As importações em dezembro foram de 375 mil toneladas, segundo cálculos da Reuters, ante 95.384 toneladas no ano anterior e 229.707 toneladas em novembro de 2019. No ano completo de 2019, as importações de carne suína saltaram 75%, para 2,108 milhões de toneladas, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas, após surtos de peste suína africana terem dizimado o enorme rebanho chinês de porcos. As importações de soja e carne suína da China junto aos Estados Unidos tiveram “significativa recuperação” em novembro e dezembro, disse o vice-ministro de alfândegas Zou Zhiwu em coletiva de imprensa nesta terça-feira. Ele acrescentou que as importações agrícolas chinesas junto aos EUA foram de 14,1 bilhões de iuanes (2,05 bilhões de dólares) em dezembro. Enquanto isso, importações de carne bovina, mais cara, mas também cada vez mais popular entre a crescente classe média chinesa, também tiveram expansão, com alta de 80,6% em dezembro ante mesmo mês do ano anterior, segundo cálculos da Reuters. Em 2019, elas saltaram 59,7% ante 2018, para 1,66 milhão de toneladas.

REUTERS

Demanda chinesa por pé de frango valoriza exportações da Zanchetta

Grupo vai enviar cerca de 500 toneladas ao país asiático

A Zanchetta Alimentos, de Boituva (SP), embarcará nesta semana a primeira carga de carne de frango da empresa à China. O frigorífico foi habilitado em novembro do ano passado e o primeiro lote negociado diretamente com os chineses é de 500 toneladas. “É um começo e uma forma de agregar valor à exportação de cortes como patas, por exemplo, pelos quais recebemos menos em outros mercados e que têm pouca demanda no Brasil”, disse, em entrevista ao Valor, o Presidente e fundador da empresa, José Carlos Zanchetta. O país asiático é o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil. No ano passado, os frigoríficos brasileiros enviaram 585,3 mil toneladas aos chineses. Na comparação com 2018, os embarques aos chineses cresceram 34%. De acordo com Zanchetta, a China consome principalmente cortes como patas, asa, coxa e sobrecoxa, que são menos valorizados no mercado interno. A companhia já enviava esse tipo de produto para outros países, como África do Sul. No entanto, os chineses pagam melhor. No caso das patas, a diferença entre o valor pago pelos chineses e pelos sul-africanos, por exemplo, chega a US$ 1 mil por tonelada, ressaltou. No segmento de carne de frango, a Zancheta exporta 20% do que produz para Oriente Médio, Ásia, África do Sul, Chile, México e Canadá, com receita aproximada de US$ 80 milhões anuais. Na área de carne bovina, 30% do volume produzido é enviado para o exterior. “Hoje, o mercado externo representa entre 20% e 30% do faturamento. Acredito que as exportações devem se limitar a 40%”, disse o empresário. Em 2020, avaliou Zancheta, as exportações serão importantes para as contas da empresa. “Este ano será de custos mais elevados, por causa da alta dos preços do milho, mas o mercado estará equilibrado com o aumento das exportações e também da demanda interna”, afirmou. Em 2018, a Zanchetta faturou cerca de R$ 1 bilhão. O grupo, que está investindo R$ 730 milhões na construção de um complexo avícola em Conchal, ainda não fechou o balanço com os resultados de 2019.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

JBS investe para ampliar produção de unidade da Friboi em Lins para exportação

A Friboi, unidade de negócios de carne bovina da gigante do setor JBS, divulgou nesta terça-feira que está investindo 11 milhões de reais em sua unidade em Lins (SP) a fim de ampliar em cerca de 30% o abate de bovinos a partir de março

“A produção adicional será destinada aos principais mercados globais”, disse a companhia, acrescentando que os recursos fazem parte dos 8 bilhões de reais que a empresa investirá no Brasil de 2020 a 2024. A empresa disse que criará 150 postos de trabalho na cidade, em complemento aos mais de 7 mil colaboradores do complexo industrial da JBS em Lins. No começo deste ano, a Friboi inaugurou sua 37ª unidade de processamento de bovinos no país, em um momento em que a empresa vê uma demanda crescente e de longo prazo por proteínas, especialmente na Ásia.

REUTERS

INTERNACIONAL

Arábia Saudita abre mercado à carne uruguaia e habilita Marfrig e Minerva

Empresas brasileiras são as maiores exportadoras de carne do Uruguai

O Ministério da Agricultura do Uruguai informou ontem que a Arábia Saudita abriu seu mercado à carne bovina e ovina do país. A medida beneficia as brasileiras Marfrig e Minerva, que contam com abatedouros no Uruguai e poderão exportar para os sauditas. De acordo com a Marfrig, as unidades de Tacuarembó, Salto, San José e Colônia foram autorizadas a vender à Arábia Saudita. A Marfrig é a maior empresa privada do Uruguai. No caso da Minerva, foram habilitadas as unidades de Carrasco, com capacidade para abater 900 cabeças por dia, e Cerro Largo (Pul), com potencial para abater 1,4 mil bois por dia. A companhia tem um terceiro frigorífico em Canelones, que está paralisado. A indústria de carne bovina uruguaia passa por uma fase conturbada devido ao elevado preço do gado — reflexo do ciclo pecuário e do forte ritmo de exportação de bois vivos. Recentemente, em entrevista à publicação uruguaia “El País Rurales”, um executivo da Minerva confirmou que a companhia teve um prejuízo de US$ 20 milhões no Uruguai entre os meses de janeiro e setembro de 2019. Apesar disso, o bom desempenho no Brasil e na Argentina vem mais do que compensando a piora dos resultados do negócio no Uruguai. Em meio ao cenário difícil no Uruguai, a Minerva chegou a paralisar temporariamente dois abatedouros no país no segundo semestre do ano passado — a planta de Carrasco voltou funcionar e a unidade de Canelones ficará fechada até fevereiro.

VALOR ECONÔMICO

Consumo de carne bovina cai ao menor nível da década na Argentina

A queda no consumo foi de 9,5%, ficando em 51,3 quilos por pessoa em 2019, segundo o Presidente da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da Argentina (Ciccra), Miguel Schiariti.

“Há um só motivo para explicar por que isso ocorreu e é a perda do poder aquisitivo do salário. A macroeconomia entrou no bolso das pessoas e elas consumiram menos”, lamentou o empresário em entrevista concedida à Agência Efe. Os preços da carne, porém, subiram mais do que a inflação, fechando o ano em alta de 60%, percentual maior que os 55% previstos para o índice de preços, ainda não calculado no acumulado de 2019. A venda da carne vermelha caiu ao nível mais baixo desde 2011, um resultado pior que a cesta de alimentos e bebidas normalmente consumida pelos argentinos, que teve queda de 8%. O resultado só não foi pior que o do setor de laticínios, que recuou 12%. “A queda do consumo de carne vermelha vem ocorrendo há pelo menos 20 anos. Ela vem sendo substituída por porco ou frango de maneira muito significativa”, explicou Schiariti. Há 30 anos, o argentino consumia por ano cerca de 90 quilos de carne bovina, 8 quilos de frango e quatro quilos de porco. Agora, os números são bem diferentes. A carne de frango já ocupa quase o mesmo espaço que a vermelha na mesa dos consumidores – 46 quilos x 51,3 quilos. Já a suína subiu para 17 quilos anuais em média. Parte da mudança tem relação, segundo o presidente da Ciccra, com a queda dos preços da carne de frango e de porco. Alimentos congelados e já preparados também caíram no gosto da população. Com a pecuária em alta, apesar de haver temores quanto a uma diminuição do rebanho nos próximos meses devido ao abate de muitas fêmeas em 2019, o produtor conseguiu ter estabilidade. Por esse motivo, a indústria gerou 3,5 mil postos de trabalho nos últimos quatro anos. As exportações também colocaram US$ 3 bilhões na balança comercial da Argentina. A China é o principal comprador da carne do país, sendo o destino de 75% do total exportado.

Agência EFE

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

 

abrafrigo

Leave Comment