CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1153 DE 13 DE JANEIRO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1153| 13 de janeiro de 2020


NOTÍCIAS

Queda no preço da carne bovina no atacado

Com a demanda enfraquecida, os preços da carne bovina com osso e sem osso vendida pelos frigoríficos caíram neste começo de ano

Na carne desossada, na média dos 22 cortes analisados pela Scot Consultoria, as cotações recuaram 4,4% em relação aos preços praticados na última semana de 2019. O mercado da carcaça bovina também foi marcado pela desvalorização nos primeiros dias de 2020. O boi casado de animais castrados, que era comercializado por R$13,44 ao final de 2019, atualmente é vendido por R$12,80/kg, o que representa uma queda de 4,8%. Apesar da disponibilidade de boi gordo estar limitada, este cenário se dá pelo baixo escoamento da produção, tanto no mercado interno como externo. Há cautela no comércio internacional de carne, pois o horizonte das exportações é incerto, tendo em vista que alguns importadores chineses têm diminuído a antecipação das compras.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo pressionado

Em São Paulo, o preço do boi gordo cedeu na última sexta-feira (10/1), após a estabilidade registrada desde o dia 12 de dezembro de 2019

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a retração foi 0,5% na comparação dia a dia. A arroba está cotada em R$199,00, à vista e livre de Funrural. Vale destacar que houve ofertas de compra de até R$5,00 abaixo dessa referência, mas com volume mínimo de negócios. Apesar das escalas de abates curtas, e o volume de oferta de animais terminados ainda reduzido, em virtude de parte dos pecuaristas ainda estarem fora dos negócios após as festividades de final do ano, o lento escoamento da carne bovina explica esse cenário de pressão por parte das indústrias.

SCOT CONSULTORIA

Alta do dólar e queimadas na Austrália devem impulsionar mercado da carne no começo de 2020

Moeda americana em alto patamar tende a deixar a carne brasileira mais competitiva

As exportações brasileiras, especialmente à China, devem seguir aquecidas no primeiro semestre de 2020, comunica o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Além do alto patamar do dólar – que tende a deixar a carne brasileira competitiva no mercado internacional –, as recentes e intensas queimadas na Austrália devem reduzir a oferta de carne desse país, que, vale lembrar, já foi um importante fornecedor de proteína animal à China. As exportações brasileiras de carne bovina in natura e industrializada bateram recorde e ficaram acima de 1,8 milhão de toneladas em 2019. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado positivo das exportações brasileiras de carne esteve atrelado, especialmente, à forte demanda chinesa por proteína animal. Conforme o Cepea, o país asiático junto com Hong Kong foram os principais destinos da carne bovina brasileira, correspondendo por quase a metade de todo o volume enviado pelo País ao mercado internacional. Dados da Secex apontam que, em 2019, China e Hong Kong, juntos, foram destino de 45,31% do total de carne bovina exportado pelo Brasil, contra 43,69% em 2018. Em relação a receita, os demandantes asiáticos corresponderam por 49,86% do montante total recebido por frigoríficos brasileiros, contra pouco mais de 44% em 2018. Em termos absolutos, os dois países adquiriram 822,56 mil toneladas de carne brasileira, desembolsando mais de US$ 3,5 bilhões.

PORTAL DBO

Prazo da consulta pública sobre revisão do programa de erradicação da aftosa termina no dia 16

Normas serão atualizadas, como controle de produtos de origem animal e restrições da movimentação dos rebanhos entre áreas livres da febre aftosa com e sem vacinação

Termina no dia 16 de janeiro o prazo para envio de propostas à consulta pública de revisão do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Entre as normas que serão atualizadas estão o controle sobre os produtos de origem animal e as restrições à movimentação dos rebanhos entre as áreas livres com e sem vacinação. Também deverão ser inseridos novos conceitos presentes do código da OIE, como a zona de contenção, que permite ao país, caso ocorra um foco da doença, isolar a área afetada mantendo a condição sanitária, a comercialização e a movimentação dos rebanhos no restante do país. O chefe da Divisão de Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Diego Viali dos Santos, alerta para “a importância da participação de todos os segmentos envolvidos no PNEFA, para que a retirada da vacinação contra a aftosa no Brasil possa avançar”. As sugestões, tecnicamente fundamentadas, deverão ser encaminhadas via Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), por meio do endereço: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/ Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá fazer cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso – SOLICITA, do Mapa, pelo endereço: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/

MAPA

ECONOMIA

Dólar flerta com R$4,10 e fecha na máxima em 3 semanas com exterior e compras defensivas

O dólar ganhou força no fim da sessão e fechou em alta ante o real nesta sexta-feira, na máxima em três semanas, acompanhando o fortalecimento da moeda no exterior, especialmente contra divisas emergentes, na esteira de renovadas preocupações geopolíticas

À tarde a cotação passou a tomar fôlego influenciada por compras defensivas antes do fim de semana. No fechamento, o dólar subiu 0,19%, a 4,094 reais na venda. É o maior patamar para um término de sessão desde 20 de dezembro do ano passado (4,0949 reais na venda). Na máxima, foi a 4,0993 reais na venda. Na semana, a cotação subiu 0,95% —a segunda consecutiva de ganhos e a maior alta semanal desde a semana finda em 29 de novembro do ano passado (+1,14%). No exterior, moedas emergentes como peso chileno e rand sul-africano aceleraram as perdas, enquanto o iene, divisa demandada em períodos de maior instabilidade, zerava a queda ante o dólar.  O dólar já sobe 2% ante o real e ganha cerca de 2,5% contra o peso chileno e o rand sul-africano. Lira turca e peso mexicano, na contramão, se valorizam. “(O ano de) 2020 está demonstrando que o caminho para a valorização de moedas emergentes não é linear e apresenta riscos”, disseram estrategistas do Bank of America em nota a clientes. “Os fatores de riscos geopolíticos estão aumentando, principalmente no Oriente Médio…. Por ora, os riscos estão contidos… mas é evidente que um prêmio de risco está sendo incorporado em ouro e petróleo”, acrescentaram.

REUTERS

Ibovespa cai pelo 6º pregão e passa a acumular queda em 2020

O Ibovespa caiu na sexta-feira, a sexta queda seguida, dando continuidade ao processo de ajustes nas ações brasileiras após forte valorização no ano passado e passando a ter perda no acumulado de 2020 pela primeira vez

Índice de referência da bolsa paulista, o Ibovespa caiu 0,38%, a 115.503,42 pontos, encerrando a semana com recuo de 1,87%. Em 2020, o desempenho agora é negativo em 0,12%. O volume financeiro da sessão somou 19,7 bilhões de reais. A B3 tem oscilado sem tendência clara neste começo de ano, movimento que agentes de mercado classificam como acomodação, em meio à ausência de catalisadores locais e a preparações para ofertas de ações no curto prazo. A equipe da Verde Asset Management destacou que a alta das ações brasileiras em dezembro refletiu dados positivos de crescimento econômico e um cenário internacional favorável e afirmou acreditar que o crescimento do PIB em 2020 vai surpreender positivamente, dando mais suporte para a bolsa. Em relatório, a Verde argumenta que o início do ciclo de crescimento econômico é o melhor momento para as empresas, quando custos fixos são diluídos e elas têm maior facilidade para contratar mão de obra, o que permite a expansão de margens operacionais. A sessão desta sexta também teve pauta relevante, com números do mercado de trabalho dos Estados Unidos e de inflação no Brasil. Mas os indicadores, contudo, não desencadearam revisões nas expectativas de analistas para as duas economias.

REUTERS

Inflação no Brasil sobe 4,31% em 2019 e fica acima do centro da meta pressionada pela carne

O choque da alta nos preços das carnes pressionou a inflação oficial do Brasil durante o ano passado, e o IPCA terminou 2019 acima do centro da meta oficial, porém dentro do limite pelo quarto ano seguido

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou em 2019 avanço de 4,31%, acima da alta de 3,75% registrada em 2018, informou na sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a inflação ficou acima do centro da meta do governo, de 4,25%, depois de dois anos terminando o período abaixo. Ainda assim, foi o quarto ano seguido em que o IPCA fica dentro do intervalo definido como objetivo, já que a margem estabelecida era de 1,5 ponto percentual —para mais ou menos. Para 2020, o governo determinou como meta inflação de 4%, mantendo a margem de tolerância em 1,5 ponto percentual. Em dezembro, o IPCA teve alta de 1,15%, sobre avanço de 0,51% em novembro, na leitura mais elevada para o mês desde 2002, quando o índice subiu 2,10%. O último mês do ano foi marcado principalmente pela pressão dos preços das carnes, que exerceram o maior impacto individual ao subirem 18,06% em relação a novembro. Sem esse impacto, a inflação teria sido de 0,64% em dezembro, de acordo com o IBGE. Com isso, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 3,38% em dezembro, maior variação mensal desde dezembro de 2002 (+3,91%). Também se destacou a aceleração da alta de Transportes a 1,54% em dezembro, de 0,30% em novembro, diante dos fortes aumentos dos preços dos combustíveis (3,57%) —a gasolina subiu 3,36% e o etanol, 5,50%. A maior parte do aumento nos preços das carnes ficou concentrada no último bimestre (27,61%), levando o grupo Alimentos e Bebidas a acumular alta no ano de 6,37% sobre 4,04% em 2018.

REUTERS

Com nova queda em dezembro, exportações do agronegócio voltaram a ficar abaixo de US$ 100 bi EM 2019

Aumento das vendas de carnes à China não compensaram queda dos embarques de soja ao país

Apesar do expressivo aumento das vendas de carnes para a China, as exportações brasileiras do agronegócio não resistiram à queda dos embarques de soja ao país asiático e voltaram a cair em dezembro. Com isso, fecharam 2019 abaixo dos US$ 100 bilhões, barreira que havia sido superada no ano anterior. Soja e carnes, nessa ordem, lideram a pauta de exportações do setor. Segundo dados da Secretaria de comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, as exportações do setor totalizaram US$ 7,7 bilhões no mês passado, 7,7% menos que em dezembro de 2018. As importações de produtos do setor aumentaram 7,2%, para US$ 1,2 bilhão, e, assim, o superávit foi 10% menor (US$ 6,5 bilhões). A queda da receita dos embarques foi determinada por nova retração observada nas exportações do “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo) em virtude da menor demanda chinesa. Nessa frente, os embarques somaram US$ 1,8 bilhão, uma queda de 14,9%. Mas, também por causa da peste suína, a China continuou a ampliar as compras de carnes bovina, de frango e suína brasileiras. No segmento, os embarques somaram US$ 1,7 bilhão em dezembro, 30,7% mais que no mesmo mês do ano anterior. Apenas de carne bovina foram US$ 843,7 milhões, um recorde para meses de dezembro, e a China representou US$ 505,8 milhões, seguida por Hong Kong (US$ 85,5 milhões). No caso da carne de frango, as exportações brasileiras chegaram a US$ 625,2 milhões no mês, quase 10% mais que em dezembro de 2018, e a China também foi o principal destino das vendas e representou US$ 90,5 milhões do aumento registrado. Já os embarques de carne suína atingiram US$ 182,1 milhões, um recorde para dezembro, com destaque para o incremento de US$ 71,2 milhões das compras do país asiático — que, no total, foi o destino de US$ 2,4 bilhões em exportações do agronegócio brasileiro no mês passado, ou 31,3% do total. Também voltaram a se destacar nas exportações setoriais em os produtos florestais (US$ 894,6 milhões, queda de 32,9%), os cereais, impulsionados pelo milho (US$ 851,8 milhões, alta de 18,4%), açúcar e etanol (US$% 500,6 milhões, queda de 0,7%) e café (US$ 448,3 milhões, baixa de 26,4%).

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Friboi abre 37ª unidade de carne bovina da JBS no Brasil após investir R$70 mi

A Friboi, divisão de carne bovina no Brasil da gigante do setor JBS, inaugurou na quinta-feira sua 37ª unidade de processamento de bovinos no país, em um momento em que a empresa vê uma demanda crescente e de longo prazo por proteínas, especialmente na Ásia

Com um investimento de mais de 70 milhões de reais, a fábrica inaugurada no município de Brasnorte (MT) terá capacidade inicial para 500 animais por dia. A planta integra investimentos da Friboi no Centro-Oeste do país, que somaram outros 154 milhões de reais, e que deverão entrar em operação no primeiro trimestre, segundo a empresa. Até março, a Friboi colocará em funcionamento um novo túnel contínuo de congelamento em Barra do Garças (MT), terá aumento da capacidade em Mozarlândia (GO), além de duas novas linhas de produção de hambúrguer em Campo Grande (MS) e um segundo turno de trabalho na unidade de Senador Canedo (GO). Esses investimentos no Centro-Oeste se referem ao ano de 2019, ficando fora, portanto, dos 8 bilhões de reais de um plano da JBS anunciado recentemente para o período de 2020 a 2024, no Brasil. No Centro-Oeste, estão os maiores produtores de bovinos do Brasil, uma vantagem importante em momento de preços mais altos do boi gordo. Em novembro, o custo da matéria-prima atingiu máxima recorde de mais de 230 reais/arroba, sendo negociado atualmente no patamar de 200 reais nas principais praças. Em 2019, a companhia havia reativado uma unidade de produção em Coxim (MS), no último movimento efetivo para expandir operações antes da inauguração da fábrica de Brasnorte. A empresa disse ainda que, no que se refere a Brasnorte, trata-se apenas do início dos investimentos na fábrica, que futuramente terá capacidade de produção e escopo de atividades maiores. O objetivo inicial da unidade, contudo, é atender à demanda do mercado interno. Além do Centro-Oeste, a Friboi tem unidades no Pará, Rondônia, Tocantins e Acre (Norte), São Paulo e Minas Gerais (Sudeste) e Bahia (Nordeste), contando com 45 mil trabalhadores em 55 cidades.

REUTERS

Athena Foods, empresa uruguaia que pertence ao minerva, teve perdas de US$ 20 milhões

A Athena Foods, empresa da multinacional brasileira Minerva, perdeu US $ 20 milhões no Uruguai durante os primeiros nove meses de 2019, de acordo com o balanço da empresa

O CEO da empresa no Uruguai, Ignacio Gamio, garantiu que o resultado “não é novidade para ninguém” e explicou que “a partir de 2017 o número da indústria do país começou a ser ruim, em 2018 aprofundou e em 2019 o desempenho foi muito ruim”. Por alguns anos, as associações do setor frigorífico alertaram para a “perda de competitividade” no Uruguai e “hoje está afetando empresas que não alcançam desenvolvimento”. Ele acrescentou: “As soluções não funcionaram e as luzes vermelhas estavam acesas, está corroborando o que foi anunciado há muito tempo”. O executivo da Athena Foods também se referiu à oferta limitada de gado gordo, que gerou um forte aumento no preço do gado, o custo mais importante dos frigoríficos. “Sabemos quais são as causas, acumulamos vários anos de exportação de gado vivo e esses volumes puseram em cheque os resultados das indústrias”, disse ele e sugerindo: “É uma questão muito séria que o país deve discutir”. A Athena Foods possui três plantas frigoríficas no Uruguai, Pul, Carrasco e Canelones; representando 17,3% do total anual de abate, com 387.544 animais processados. Gamio confirmou que o Frigorífico Canelones permanecerá sem atividade até fevereiro (não funciona desde outubro), enquanto a PUL iniciou a atividade ontem e Carrasco fará na segunda-feira. Apesar disso, o executivo garantiu que a empresa mantém sua política de “não encolher” a posição no Uruguai. “O que está acontecendo é temporário e não estrutural, o país terá uma mudança e Athena está se preparando para quando isso acontecer”, acrescentou.

El País Digital

FRANGOS & SUÍNOS

Menor movimentação no mercado de frango neste início de 2020

As vendas no mercado de frango iniciaram 2020 em menor ritmo

Nas granjas de São Paulo, os preços estão estáveis há 38 dias, com a ave terminada cotada, em média, em R$3,20 por quilo. No atacado, a menor procura, com o varejo liquidando seus estoques, fez os preços se acomodarem na primeira semana útil do ano. A cotação da carcaça recuou 1,9% em sete dias, sendo negociada atualmente, em média, em R$5,10 por quilo. Como janeiro é um mês típico de menores vendas, em função das dívidas adquiridas no final do ano e a chegada dos impostos, a carne de frango pode se destacar perante suas concorrentes (carne bovina e suína), em função do seu menor preço.

SCOT CONSULTORIA

Avicultura deve ter crescimento ajustado à demanda em 2020, diz Safras

A consultoria estima que a produção de carne de frango deve passar de 13,5 milhões de toneladas para 13,7 milhões de toneladas, uma alta de 0,8%

A avicultura brasileira inicia 2020 com uma expectativa de crescimento na produção mais ajustado para atender a demanda interna e externa. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, com a sazonalidade habitual na demanda doméstica nos meses iniciais do ano, é esperado um declínio na produção de carne de frango ao longo do primeiro trimestre, de modo a evitar excedentes de oferta que podem vir a pressionar as cotações do frango vivo e dos cortes negociados no atacado. Para todo o ano, a consultoria estima que a produção de carne de frango deve passar de 13,5 milhões de toneladas para 13,7 milhões de toneladas, uma alta de 0,8%. “O crescimento mais efetivo da produção tende a ocorrer a partir da segunda metade do ano, com um cenário mais positivo previsto para os embarques de carne de frango”, afirma. Na exportação, Iglesias ressalta que a tendência para 2020 é de uma recuperação gradativa dos embarques ao longo do ano, por conta da demanda bastante aquecida, especialmente por parte da China, destino para o qual inúmeras plantas brasileiras foram recentemente habilitadas a exportar carne de frango.  “Estamos projetando um avanço de 2,35% nas exportações do setor em 2020, que passariam de 4,016 milhões de toneladas para 4,111 milhões de toneladas”, comenta. “A projeção de Safras & Mercado indica que a disponibilidade interna de carne de frango deve ficar em 9,589 milhões de toneladas em 2020, crescendo 0,15% frente às 9,575 milhões de toneladas disponibilizadas no ano passado”, pontua. “O setor tende a encontrar um cenário de oferta mais limitado do cereal da safra verão, por conta dos atrasos no plantio, somados aos problemas, ainda que pontuais, de seca verificados em estados produtores como o Rio Grande do Sul e de Santa Catarina”, conclui.

AGÊNCIA SAFRAS

INTERNACIONAL

China faz Argentina bater recorde de abates

Puxado pelo aumento das exportações de carne, o abate de bovinos na Argentina apresentou seu melhor resultado em dez anos em 2019, com 13,88 milhões de cabeças, segundo dados divulgados pela Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra)

O volume também representou crescimento de 3,2% ante 2018. Enquanto o consumo interno de carne bovina do país registrou queda anual de 8,5% em 2019, com 2,29 milhões de toneladas, as exportações nos onze primeiros meses do último ano somaram 750,1 mil toneladas, superando em 49,2% o registrado em igual período de 2018. Desse total, 75% foram destinados à China, gerando divisas de US$ 2,72 bilhões aos frigoríficos argentinos (aumento de 53,1% ante 2018). Considerando que as exportações em dezembro mantiveram o mesmo patamar dos meses anteriores, a Ciccra avalia que a Argentina encerrou o último ano com uma exportação de 831 mil toneladas de carne bovina com osso, o que representaria 26,6% do total produzido pelo país em 2019. O consumo aparente por habitante, por outro lado, apresentou queda de 9,4% na mesma comparação, observa a entidade. Produção No total, os argentinos produziram 3,122 milhões de toneladas de carne bovina com osso em 2019, aumento de 1,8% ante o registrado no ano anterior e o quinto maior volume dos últimos 24 anos. Apesar de positivo, o resultado esconde uma tendência perversa no país: o abate de matrizes. “O abate de matrizes explicou todo o crescimento do abate total em 2019”, reconhece a Ciccra em seu último relatório. Foram 6,73 milhões de fêmeas abatidas, 48,5% do total e avanço de 10% ante 2018. Já o abate de machos apresentou queda de 2,5% na mesma comparação. O resultado marca o terceiro ano consecutivo de aumento no abate de matrizes, o que tende a reduzir a oferta de gado argentino no futuro.

Globo Rural.

EUA garante que China irá comprar de US$ 40 bilhões a 50 bilhões em produtos agrícolas

Acordo comercial entre EUA e China não mudou na tradução, disse Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, no domingo

Os compromissos da China na primeira fase do acordo comercial com os Estados Unidos não foram modificados durante um longo processo de tradução e serão divulgados esta semana, quando o documento for assinado em Washington, disse o Secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, no domingo. Mnuchin afirmou à emissora Fox News que o acordo fechado em 13 de dezembro ainda exige que a China compre entre 40 bilhões e 50 bilhões de dólares de produtos agrícolas dos EUA anualmente e um total de 200 bilhões de dólares de bens norte-americanos como um todo ao longo de dois anos. “Não foi modificado na tradução. Eu não sei como esse boato começou”, disse Mnuchin ao programa “Sunday Morning Futures with Maria Bartiromo”. “Temos realizado um processo de tradução que acho que dissemos ser, na verdade, uma questão técnica”, disse Mnuchin. “E a linguagem será divulgada esta semana. Então eu acho que, no dia da assinatura, vamos divulgar a versão em inglês”. “E as pessoas podem ver. É um acordo muito, muito extenso”, acrescentou. Autoridades da Casa Branca haviam dito na sexta-feira que o texto final em chinês ainda não havia sido completo, por mais que convites tenham sido enviados para mais de 200 pessoas para o evento de assinatura da fase um do acordo, em 15 de janeiro, na Casa Branca.

REUTERS

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment