CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1151 DE 09 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1151| 09 de janeiro de 2020

 

 NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo pressionado

Na última quarta-feira (8/1), a cotação da arroba do boi gordo caiu em 12 das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria. Na média de todas as praças, o boi gordo recuou 0,5% na comparação feita dia a dia

O cenário é de mercado pressionado e o consumo de carne relativamente menor tem sido o principal vetor de queda dos preços. Destaque para Tocantins onde apurou-se a queda mais expressiva, 2,2%, considerando a média das regiões Norte e Sul do estado. A maior oferta de boiadas permitiu que as indústrias ofertassem preços abaixo da referência.

SCOT CONSULTORIA

Boi: custo de produção subiu 8,5% em 2019, aponta Cepea

Segundo pesquisador do centro de estudos, o pecuarista precisa ficar atento este ano, porque o mercado futuro já indica que a ração vai ficar mais cara

O custo de produção da bovinocultura de corte subiu 8,5% em 2019, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O estudo leva em consideração cria, recria e engorda. “Quando analisamos só o sistema de produção do recriador, cerca de 60% dos custos estão relacionados à aquisição de animais, que se valorizaram. O bezerro subiu até 22% em todas as regiões”, diz o pesquisador Caio Monteiro.

Além dos animais de reposição, alguns insumos também ficaram mais caros, como o diesel e medicamentos. Só o sal mineral se manteve praticamente estável. “O nosso único indicativo é o mercado futuro, e já se trabalha com os preços do milho, base Campinas (SP), a R$ 40. É um indicativo de preços mais elevados e, consequentemente, de alta nas rações”, diz.

CANAL RURAL

Carne bovina: preços caem no atacado refletindo queda no consumo

No fechamento desta quarta-feira, 8, os preços da arroba do boi continuaram estáveis. Em São Paulo, os negócios permanecem acima de R$ 200

Segundo consultoria Safras, é comum que consumidores migrem para cortes mais baratos de carne bovina e até para outras proteínas.  “Em todo começo de ano o brasileiro médio está descapitalizado, pagando tributos como IPVA e IPTU, e enfrentando também despesas com material escolar. Assim, naturalmente o consumo migra para cortes menos nobres de carne bovina e para proteínas animais concorrentes, principalmente a carne de frango”, diz o analista de mercado Fernando Henrique Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 15,80 por quilo, contra R$ 16 por quilo na terça-feira, 7. A ponta de agulha foi negociada a R$ 10,40 por quilo (com queda diária de 50 centavos) e o corte dianteiro a R$ 10,80 o quilo (ante R$ 11,10 o quilo na terça-feira). O mercado físico do boi gordo teve preços pouco alterados nesta quarta-feira. Iglesias aponta que a oferta de animais terminados segue restrita, e os frigoríficos de menor porte ainda encontram empecilhos para posicionarem suas escalas de abate de maneira adequada. Em São Paulo, a arroba do boi continuou estável, a R$ 202. Em Uberaba (MG), também permaneceu inalterada, a R$ 194. Já em Dourados (MS), subiu de R$ 191 para R$ 192. Em Goiânia (GO), continuou em R$ 190. Por fim, em Cuiabá (MT), preços a R$ 181, estáveis.

Agência Safras

ECONOMIA

Ibovespa cai pela quarta sessão seguida

O principal índice da bolsa paulista fechou em queda pela quarta sessão seguida na quarta-feira, numa sessão sem tendência definida, marcada pelo arrefecimento das tensões geopolíticas envolvendo EUA e Irã, mas com os papéis da Petrobras e de bancos novamente entre as maiores pressões de baixa

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,36%, 116.247,03 pontos. O volume financeiro somou 24,3 bilhões de reais. Em Wall Street, os principais índices acionários ampliaram a alta, com o S&P 500 fechando com elevação de 0,49%. Números sobre o mercado de trabalho privado dos EUA também repercutiram, assim como notícias corporativas. De acordo com o gestor Guilherme Foureaux, sócio na Paineiras Investimentos, o começo do ano é sempre marcado por expectativa de fluxos e construção de portfólios e ele vê o movimento recente como uma realização de lucros. “Por enquanto, nada que chame muita atenção”, avaliou. Ele também citou as ofertas públicas previstas para o curto prazo, entre elas a de ações da Petrobras detidas pelo BNDES. “Isso pode estar gerando uma venda nas ações para fazer caixa para as ofertas.” A BRF ON subiu 3,84%, também ajudada pelo alívio nas tensões no Oriente Médio, com papéis do setor de proteínas como todo fechando em alta. JBS ON ganhou 2,45%, tendo no radar melhora na recomendação da ação para ‘outperform’ por analistas do Bradesco BBI. MARFRIG ON avançou 2,5% e MINERVA ON teve alta de 1,1%.

REUTERS

Dólar tem leve queda ante real com alívio em tensões geopolíticas

O dólar teve na quarta-feira a primeira queda de 2020 ante o real, seguindo direção do exterior após discurso do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acalmar os ânimos sobre uma nova escalada em tensões geopolíticas com o Irã

No mercado à vista, o dólar fechou em queda de 0,31%, a 4,0519 reais na venda. Na B3, em que os negócios com dólar futuro vão até as 18h15, o dólar tinha queda de 0,38% por volta de 17h35, a 4,0580 reais. Cedo a moeda chegou a subir, alcançando uma máxima de 4,0793 reais na venda por volta de 13h30, logo após o presidente dos EUA iniciar discurso. Logo em seguida, porém, a moeda devolveu os ganhos e passou a cair, diante do entendimento de que Trump tentou desarmar uma crise provocada pelo assassinato do comandante militar iraniano Qassem Soleimani, cometido pelos EUA. A queda do dólar nesta quarta foi a primeira do ano —a moeda havia subido nas quatro sessões anteriores, com valorização acumulada de 1,29%. O real tem tido desempenho pior que seus pares emergentes neste começo de 2020, ainda afetado por receios sobre crescimento, segundo Daniel Tatsumi, gestor de moedas da ACE Capital, que lembra ainda o menor diferencial de juros como fator negativo para o câmbio.

REUTERS

Fluxo cambial ao Brasil tem saída líquida recorde de US$44,768 bi em 2019–BC

O Brasil fechou 2019 com uma saída líquida recorde de dólares, com uma debandada de 44,768 bilhões de dólares ao longo de todo o ano, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira

A cifra é quase três vezes pior que a maior saída anual de recursos até então, registrada em 1999, quando houve um fluxo negativo de 16,182 bilhões de dólares. Apenas em dezembro, o fluxo de câmbio contratado mostrou déficit de 17,612 bilhões de dólares, pior resultado para qualquer mês desde setembro de 1998 (-US$18,919 bilhões de dólares). Para meses de dezembro, a saída foi a maior registrada desde pelo menos 1982, início da série.

REUTERS

Banco Mundial corta previsão de crescimento global em 2020 por lenta retomada de comércio e investimento

O Banco Mundial reduziu na quarta-feira suas previsões de crescimento econômico global para 2019 e 2020, devido a uma recuperação mais lenta do que a esperada no comércio e no investimento, apesar de tensões comerciais mais brandas entre Estados Unidos e China

O banco multilateral de desenvolvimento disse que 2019 marcou a expansão econômica mais fraca desde a crise financeira global de uma década atrás e que, apesar de expectativa de ligeira melhora, 2020 permanece vulnerável às incertezas sobre o comércio e sobre as tensões geopolíticas. Em seu mais recente relatório Perspectivas para a Economia Global, o Banco Mundial reduziu em 0,2 ponto percentual as estimativas de crescimento econômico para os dois anos, com previsão de expansão de 2,4% em 2019 e de 2,5% em 2020. A expectativa é que o crescimento do comércio global melhore modestamente em 2020 para 1,9%, ante 1,4% em 2019 —o mais baixo desde a crise financeira de 2008-2009—, informou o Banco Mundial. Mas essa taxa ainda fica bem abaixo da média anual de crescimento do comércio de 5% desde 2010. As perspectivas tanto para comércio quanto para crescimento econômico no geral permanecem vulneráveis a aumento nas tensões tarifárias EUA-China, bem como a crescentes apreensões geopolíticas. A expectativa é que o crescimento nos Estados Unidos, na área do euro e no Japão desacelere ligeiramente para 1,4% em 2020, ante 1,6% em 2019 —redução de 0,1 ponto percentual em ambos os anos—, devido a uma contínua falta de vigor no setor manufatureiro e aos persistentes efeitos negativos de tarifas e medidas retaliatórias nos EUA. Mas as economias de mercado emergentes deverão ter um aumento no crescimento —de 4,1% em 2019 para 4,3% em 2020—, embora ambas as projeções estejam 0,5 ponto percentual abaixo das feitas em junho. O prognóstico é que Argentina e Irã saiam de recessões em 2020, e as perspectivas deverão melhorar para seis países que enfrentaram desacelerações em 2019: Brasil, Índia, México, Rússia, Arábia Saudita e Turquia.

REUTERS

IGP-DI tem alta de 1,74% em dezembro e fecha 2019 com maior nível em 4 anos, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a alta a 1,74% em dezembro, ante 0,85% em novembro, e terminou 2019 com a maior alta acumulada em quatro anos

Os dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados na quarta-feira mostram que o índice fechou 2019 com alta acumulada de 7,70%, ante 7,10% em 2018. Foi a leitura mais alta desde 2015, quando o IGP-DI subiu 10,70% no ano. Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) — que responde por 60% do indicador todo — subiu 2,34%, ante alta de 1,11% em novembro, terminando o ano com ganho de 9,63%. A alta no atacado em dezembro foi impulsionada pelo grupo Matérias-Primas Brutas, que acelerou a alta a 3,25%, ante 1,90% no mês anterior. As principais contribuições para esse resultado foram dadas pelos itens minério de ferro, milho em grão e aves. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30% do IGP-DI, acelerou a alta a 0,77% no mês, de 0,49% em novembro, acumulando em 12 meses avanço de 4,11%. Um salto de 0,42% para 2,56% na alta do grupo Alimentação foi o principal responsável pelo comportamento dos preços ao consumidor em dezembro. A pressão veio das carnes bovinas, que subiram 16,56% no mês passado, ante ganho de 8,00% na leitura anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI), por sua vez, avançou 0,21% em dezembro, de alta de 0,04% anteriormente, chegando em 12 meses a um avanço de 4,15%. O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Rebanho de porcas da China cresce em dezembro, mas riscos de peste suína permanecem

O rebanho de porcas da China cresceu 2,2% em dezembro na comparação com o mês anterior, disse um representante de alto escalão do governo a jornalistas na quarta-feira, em um sinal de avanço na produção após surtos de peste suína africana que devastaram criações no país

A China viu uma redução de quase 40% em seu rebanho de porcas desde outubro passado, segundo dados oficiais, após a peste suína africana ter matado milhões de suínos. Mas uma recuperação teve início em outubro e o rebanho de porcas agora já aumentou em 7% desde setembro, disse o Vice-Ministro da Pasta de Agricultura e Assuntos Rurais, Yu Kangzhen, em coletiva de imprensa na quarta-feira. Os estoques de porcos vivos também começaram a crescer em novembro, pela primeira vez em um ano, segundo o ministério. Yu não revelou os números de dezembro sobre porcos vivos, mas disse que a quantidade de animas levados para abate cresceu em 14,1% ante o mês anterior, com criadores liquidando seus rebanhos antes do feriado de Ano Novo Lunar no final do mês. A China tem aumentado a produção de outras carnes para evitar qualquer escassez. A produção de carne de frango cresceu em 3 milhões de toneladas, ou 15%, em 2019, disse o ministério durante a coletiva. Apesar do recente crescimento do rebanho, Yu disse que a prevenção de novos surtos de peste suína ainda é uma tarefa complexa e o maior risco à recuperação dos rebanhos. Yu afirmou que, embora o número de surtos confirmados tenha caído, o vírus espalhou-se pelo país e os riscos devem aumentar com o maior número de suínos e o clima frio, que congela a água e torna operações de limpeza e desinfecção mais desafiadoras. “Surtos vão continuar a ocorrer na China”, afirmou.

REUTERS

Gripe aviária chega à China

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China informou na quarta-feira a identificação do primeiro foco de gripe aviária no país

De acordo com a pasta, o surto foi detectado em um grupo de 150 cisnes na região oeste de Xinjiang. O vírus identificado foi o H5N6 – considerado altamente patogênico pelos organismos de saúde. O caso levou ao abate sanitário de 15 animais doentes e outros 15 morreram em virtude da doença. De acordo com o Ministério, medidas de controle e prevenção já estão sendo implantadas pelo governo local.

portal Estadão

INTERNACIONAL

Incêndios na Austrália devem favorecer exportações de carne bovina brasileira

Fogo afetou a pecuária de corte e tende a prejudicar o desempenho australiano no comércio internacional de carne e boi

Os incêndios que atingem a Austrália podem favorecer as exportações brasileiras de carne bovina para a Indonésia e também os embarques de gado vivo, segundo o Diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres. “Estes incêndios são cíclicos, mas o fogo afetou a pecuária de corte e tende a prejudicar o desempenho australiano no comércio internacional de carne e boi”, afirmou ele. Torres lembra que por causa da seca nos últimos anos o país já vinha perdendo competitividade. Para ele, a especulação no mercado também pode influenciar positivamente as vendas do Brasil. Estimativas da Federação Nacional de Fazendeiros divulgadas pela imprensa australiana indicam que desde setembro uma área de 6,3 milhões de hectares foi queimada, causando a perda de 100 mil cabeças de gado. O head de agronegócios da Criteria Investimentos, Rodrigo Brolo, acrescenta que os australianos são importantes fornecedores de carne bovina para o Japão e os Estados Unidos, países com os quais o Brasil negocia abertura de mercado. “Sem dúvida alguma este fator (comprometimento da produção australiana de carne) pode ajudar o Brasil a conquistar esses mercados”, avalia o especialista.

ESTADÃO CONTEÚDO

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