CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1150 DE 08 DE JANEIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1150| 08 de janeiro de 2020


NOTÍCIAS

Preços do boi gordo voltam a subir na terça

A oferta de animais segue restrita, ao mesmo tempo que a procura por bois de padrão Europa e China para exportação continua intensa

O mercado físico do boi gordo teve preços em alta na terça-feira. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais segue restrita, ao mesmo tempo que a procura por bois de padrão Europa e China para exportação continua intensa. “Assim, não há condições para os frigoríficos pressionarem os pecuaristas por preços mais baixos, mesmo neste período de queda no consumo de carne bovina no cenário doméstico”, assinalou. Em São Paulo, Capital, preços a R$ 202 a arroba no mercado à vista, contra R$ 201,00 desta segunda. Em Minas Gerais, preços de R$ 194 a arroba, em Uberaba, com alta diária de R$ 1. Em Mato Grosso do Sul, preços em R$ 191 a arroba, em Dourados, ante R$ 188 do dia anterior. Em Goiás, o preço indicado foi de R$ 190 a arroba em Goiânia, contra R$ 187. Já em Mato Grosso o preço ficou em R$ 181 a arroba em Cuiabá, estável. Já no atacado, os preços da carne bovina seguiram estáveis. “Deve haver pressão de baixa no curto prazo diante da retração na demanda, principalmente dos cortes mais nobres”, disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 16 por quilo. A ponta de agulha foi negociada a R$ 11,10 por quilo, e o corte dianteiro saiu a R$ 11,10 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços do boi gordo com altas em várias praças do País

A oferta de animais restrita não dá espaço para altas expressivas da arroba, mas as cotações registraram aumento em algumas praças como no triângulo mineiro, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Segundo o levantamento realizado pela a Scot Consultoria, as referências para a arroba registraram mais movimentações na terça-feira (07). Em nove praças foram registradas valorizações na cotação do boi gordo, e em sete os preços caíram. Dentre as regiões cujos preços subiram, o Pará ganha evidência, principalmente na região de Marabá e Redenção, destacou em seu relatório de mercado. No mercado físico, o valor negociado para o boi gordo na localidade de São Félix do Xingu/PA foi de R$ 180,00/@, à vista e com data para o abate em 14 de janeiro. Já os vencimentos futuros para o boi gordo finalizaram a sessão com ligeiros recuos na Bolsa Brasileira (B3). Os principais contratos registraram desvalorizações por volta de 1,23% a 1,51%, sendo que o janeiro/20 terminou o dia cotado a R$ 196,50/@/@. Já o fevereiro/20 foi negociado a R$ 195,00/@ e o Março/20 encerrou precificado a R$ 192,15/@.

As exportações totais de carne bovina em 2019 alcançaram um novo recorde, tendo em vista que o volume embarcado somou 1,85 milhão de toneladas (incluindo o produto in natura e processado). “O mercado chinês importou 7% de toda carne bovina brasileira, se tornando o principal destino desta proteína. Foram importadas 494,08 mil toneladas (alta de 53,2% frente o volume importado em 2018)”, ressaltou a consultoria Agrifatto. A Scot Consultoria realizou um levantamento sobre os preços de todos os cortes de carne bovina, na qual registrou um aumento de 6,5% em 2019 frente ao observado em 2018. Em curto prazo, a consultoria aponta que os preços devem seguir o movimento de acomodação no atacado. Ao longo de janeiro, o comportamento das cotações dependerá dos resultados das vendas de final de ano e da necessidade de reabastecimento do varejo.

SCOT CONSULTORIA

Estradão sem porteira para a arroba do boi

Ano começa com a certeza de que haverá retenção de fêmeas e frigoríficos com maior dificuldade para se abastecer

“Preços firmes da arroba e cenário positivo para os próximos meses.” Assim o médico veterinário Hyberville Neto, analista da Scot Consultoria, define o que pode ocorrer no mercado de compra e venda de gado para abate. Daqui para a frente, a indústria frigorífica não deve ter a facilidade que vinha encontrando para comprar com folga os cerca de 44 milhões de bovinos prontos para o abate. A cada safra, é esse volume de bois que tem coberto a necessidade para manter as unidades em funcionamento. Um dos cenários dados como certo é que a participação de fêmeas no abate total dos frigoríficos tende a ser menor. Isso ocorre por conta da valorização da cria e do atual aumento do preço da arroba. “À medida que se entra na safra o cenário será de retenção de animais, de menos fêmeas disponíveis”, afirma Neto. De acordo com o consultor, nas duas primeiras semanas de 2020, a tendência é de retomada de negociações por parte dos pecuaristas, embora a demanda permaneça fraca. Essa demanda está abaixo do desempenho de dezembro. Por parte da indústria frigorífica, a busca por boiadas já começou. Porém, sem muita avidez. “Mas quando acontece é positivo para os preços, embora em volume pequeno”, afirma Hyberville.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Bancos e Petrobras pressionam 3º queda seguida do Ibovespa

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda pela terceira sessão seguida nesta terça-feira, pressionada pelo declínio de ações de bancos e da Petrobras, tendo de pano de fundo um ambiente externo com agentes financeiros ressabiados diante da tensão entre Estados Unidos e Irã

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,18%, a 116.661,94 pontos. O Ibovespa não registrava três quedas seguidas desde o começo de outubro de 2019. O volume financeiro do pregão somou 20,2 bilhões de reais. O analista Raphael Figueredo, sócio na Eleven Financial, postou no Twitter que o Ibovespa está tendo todas as chances para uma forte realização de lucros, mas tal movimento não está acontecendo. “Já vi o Ibovespa despencar por muito menos”, disse. No exterior, o S&P 500 encerrou com decréscimo de 0,28% e o Dow Jones cedeu 0,42%, enquanto o Nasdaq caiu 0,03%. “Ainda há incerteza considerável sobre o que acontecerá em seguida entre os EUA e o Irã e estamos monitorando o risco de escalada”, afirmou o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa do London Capital Group, em nota a clientes. A MARFRIG ON valorizou-se 3,07%, em sessão positiva para o setor de proteínas e após relatório do Santander Brasil, que elevou a recomendação da ação para ‘compra’ e o preço-alvo para 16 reais. No setor, JBS ON subiu 1,79%. MINERVA ON, fora do Ibovespa, avançou 4,58%.

REUTERS

Dólar fecha perto da estabilidade com vendas de oportunidade após superar R$4,09

O dólar fechou perto da estabilidade ante o real na terça-feira, depois de operar em alta mais firme em boa parte do dia, com realização de lucros após a moeda ter testado patamares acima de 4,09 reais na máxima

No mercado interbancário, que se encerra às 17h, o dólar teve variação positiva de 0,01%, a 4,0647 reais na venda. Na B3 —em que os negócios com dólar futuro terminam às 18h15—, o contrato de dólar mais negociado tinha leve alta de 0,11%, a 4,0725 reais. Ainda que tenha sido marginal, a alta desta sessão foi a quarta consecutiva, mais longa série do tipo desde os mesmos quatro pregões de ganhos entre 22 e 27 de novembro do ano passado. Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimento, chamou atenção para a mesma volatilidade intradiária no mercado local de ações. O Ibovespa cedia 0,3% no fim da tarde. “Os movimentos têm estado erráticos, os mercados não sustentam as variações intradiárias… Isso sinaliza ainda recalibragem de carteiras (por parte de locais), mas num movimento menos benigno do que se esperava para o começo do ano”, disse o gestor, lembrando ainda que a instabilidade Irã-EUA tampouco ajuda. No exterior, o dólar subia 0,4% ante uma cesta de moedas nesta sessão, estendendo um rali recente diante do aumento da aversão a risco a reboque da escalada da apreensão entre Estados Unidos e Irã. O Goldman Sachs evitou destacar o real entre as moedas que podem se beneficiar mais de uma melhora no crescimento econômico de emergentes em 2020. Em vez disso, o banco frisou, em relatório da terça-feira, apostas em peso mexicano, rublo russo e rupia indonésia.

REUTERS

Poupança fecha 2019 com depósitos líquidos de R$13,327 bi, pior dado em 3 anos

A caderneta de poupança registrou entrada líquida de 13,327 bilhões de reais em 2019, pior resultado para a caderneta em três anos, em meio à queda na remuneração do tradicional produto de investimento entre os brasileiros diante da diminuição histórica da Selic

Segundo dados divulgados pelo Banco Central na terça-feira, esta foi a performance mais fraca para a poupança desde 2016, quando registrou uma retirada líquida de 40,702 bilhões de reais. No consolidado do ano, os depósitos superaram os saques em 12,390 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve ingresso líquido de 937,497 milhões de reais. Em dezembro, mês tradicionalmente positivo, houve captação líquida de 17,211 bilhões de reais, melhor dado para o mês desde 2017 (+19,373 bilhões de reais). Com os juros em mínimas históricas, a remuneração da poupança tem minguado cada vez mais. Com a inflação baixa e a atividade econômica em marcha lenta, o BC reduziu a Selic em 2 pontos em 2019, ao patamar atual de 4,5% ao ano. Por lei, toda vez que a Selic for igual ou inferior a 8,5%, a remuneração da poupança passa a ser de 70% da Selic acrescida da Taxa Referencial (TR), que atualmente está zerada. Hoje, isso equivale a uma remuneração de 3,15% ao ano para a poupança. Como a expectativa de inflação para 2020 é de 3,60%, conforme boletim Focus mais recente, as aplicações na poupança na prática não devem ter ganho real neste ano.

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IPC-Fipe sobe 0,94% em dezembro e fecha 2019 com alta de 4,40%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo terminou dezembro com alta de 0,94%, acumulando em 2019 avanço de 4,40%, de acordo com os dados divulgados na terça-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)

Em 2018, o IPC-Fipe acumulou alta de 3,02%. Em 2019, os preços de Alimentação foram os que mais subiram, 6,87%, seguidos pela alta acumulada de 5,71% de Saúde. Já a leitura de dezembro mostrou que Alimentação e Habitação tiveram os maiores pesos no índice do mês, respectivamente com altas de 2,96% e 0,23%. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

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FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne de frango do Brasil avança 2,8% em 2019

As exportações de carne de frango do Brasil terminaram 2019 com um avanço de 2,8% em relação ao ano anterior, totalizando embarques de 4,212 milhões de toneladas, informou na terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Em um ano em que o principal destaque no setor foi a forte demanda da China por proteínas, as receitas com exportações de carne de frango também cresceram, atingindo 6,994 bilhões de dólares —alta de 6,4% na comparação anual. Mesmo com o avanço em 2019, as exportações do produto pelo Brasil não ultrapassaram o recorde histórico estabelecido em 2016, quando foram embarcados 4,384 milhões de toneladas, segundo dados compilados pela ABPA. De acordo com a associação, em 2019 a China se tornou o principal cliente do Brasil em carne de frango, com importações de 585,3 mil toneladas, volume 34% maior que o de 2018. “A crise sanitária que impactou a suinocultura chinesa também influenciou o aumento das exportações de carne de frango. É o maior volume anual já exportado para a China desde a abertura do mercado em 2009”, disse em nota o Diretor-Executivo da ABPA, Ricardo Santin. A China enfrentou em 2019 graves surtos de peste suína africana, que dizimaram até metade de sua criação de porcos —a maior do mundo— e fizeram com que o país ampliasse a busca por fornecedores externos de proteínas. O Japão, por sua vez, incrementou as compras em 7% em 2019, com volume total de 424 mil toneladas. Já os Emirados Árabes Unidos importaram 341,1 mil toneladas, volume 10% superior ao realizado no ano anterior. Para 2020, a ABPA espera que a demanda global por carnes continue em alta. A entidade estimou anteriormente uma elevação de 7% nos embarques de carne de frango em relação a 2019, prevendo cerca de 4,5 milhões de toneladas embarcadas no novo ano. “O fluxo das exportações, em especial para a Ásia e Oriente Médio, deve seguir positivo em 2020. O mercado internacional de proteína animal está pressionado pela demanda da Ásia, em especial”, afirmou o presidente da ABPA, Francisco Turra, em comunicado divulgado na terça-feira.

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Mais de 240 novos surtos de PSA foram notificados entre os dias 20/12 e 3 deste mês

Número total de surtos subiu para 12.219, sendo 8.273 somente no Vietnã

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) informou que 241 novos surtos da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) foram notificados no mundo entre os dias 20 de dezembro e 3 de janeiro. Com isso, o número total de surtos subiu para 12.219, sendo 8.273 somente no Vietnã. Dos novos surtos, 239 foram notificados pela Europa. Os dados foram publicados em levantamento quinzenal divulgado na terça-feira, 7 de janeiro. De acordo com a OIE, surtos novos ou em andamento foram registrados em 23 países. Na Europa, Bulgária, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Eslováquia e Ucrânia informaram sobre a incidência da doença. Na Ásia, China, Indonésia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Laos, Mianmar, Filipinas, Rússia, Timor Leste e Vietnã. A Rússia é citada na Ásia e/ou na Europa, dependendo do local do foco. Já na África, casos foram detectados na Costa do Marfim, Quênia, África do Sul e Zimbábue. No período de cobertura do levantamento, foram notificadas perdas de 3.118 animais. A maior parte desse número foi observada na Europa, com 2.683 animais. Na Ásia, foram registradas 435 perdas. Segundo a OIE, até o último levantamento 31.224 animais foram eliminados.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

China liberará mais carne de reservas estratégicas

A China liberará 20.000 toneladas de carne de porco congelada de suas reservas estaduais em 9 de janeiro, disse um aviso no site do Centro de Gerenciamento de Reservas de Mercadorias da China na segunda-feira (6)

O aviso do lançamento ocorre na véspera do feriado do Ano Novo Lunar, no final de janeiro, o período de pico da China para o consumo de carne suína. Pequim já liberou mais de 100.000 toneladas de carne de porco congelada das reservas estaduais desde o mês passado para reforçar os suprimentos depois que a peste suína africana devastou o rebanho de porcos do país.

Reuters

China cancela compra 13,3 mil toneladas de carne suína dos EUA

Por outro lado, conforme relatório do USDA, o país asiático adquiriu 9,7 mil toneladas para entrega em 2020

De acordo com relatório divulgado pelo USDA na última sexta-feira (03/01), a China cancelou a importação de 13,3 mil toneladas de carne suína no período de 20 a 26 de dezembro para entrega ainda em 2019. Por outro lado, o relatório aponta a aquisição pelo gigante asiático de 9,7 mil toneladas de carne americana para entrega em 2020.Este montante é equivalente a 40% das 30,6 mil toneladas embarcadas pelo Estados Unidos no período. Somente para a China foram 10,4 mil toneladas de contratos fechados previamente. Apesar dos cancelamentos, a China se manteve como o segundo maior destino da proteína americana. O maior importador continua sendo o México que no período recebeu 20 mil toneladas do total embarcado. No acumulado da semana, as vendas líquidas dos EUA somaram 3,3 mil toneladas com entrega para o ano comercial 2019 e 24,6 mil toneladas com entrega para o ano comercial 2020 Os suinocultores americanos seguem otimistas com as exportações para China devido a primeira fase do acordo comercial entre os países e também pelo surto de Peste Suína Africana que tem castigado o país asiático. Os preços dos contratos futuros registram altas a cerca de sete semanas.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

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