CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1148 DE 06 DE JANEIRO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1148| 06 de janeiro de 2020

 

NOTÍCIAS

 

Preço do boi gordo fecha a semana com pouca movimentação no Brasil

A maior parte dos produtores segue de fora do mercado, com uma presença mais notável sendo esperada para o decorrer da próxima semana

O mercado físico do boi gordo teve preços de estáveis e poucos negócios nesta sexta-feira, novamente em ritmo lento. No dia, a oferta de animais terminados por parte dos pecuaristas foi nada mais do que discreta. “A maior parte dos produtores segue de fora do mercado, com uma presença mais notável sendo esperada para o decorrer da próxima semana”, comenta o analista de Safras & Mercado, Allan Maia. Segundo ele, os frigoríficos de maior porte contam com escalas de abate que variam entre cinco e seis dias úteis – uma posição considerada confortável – e indicaram preços de compra abaixo das referências. “Já os frigoríficos de menor porte estão mais necessitados de matéria-prima, o que deve torná-los mais agressivos na compra de gado na próxima semana e sustentar os preços do boi gordo”, assinalou. Em São Paulo, Capital, preços a R$ 200 a arroba no mercado à vista. Em Minas Gerais, preços de R$ 190 a arroba, em Uberaba. No Mato Grosso do Sul, preços em R$ 186 a arroba, em Dourados. Em Goiás, o preço permaneceu em R$ 185 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 181 a arroba em Cuiabá, também sem alterações. No atacado, os preços da carne bovina também não se mexeram. “Os varejistas deverão recompor seus estoques após a grande demanda da virada do ano”, disse Maia. Porém, os primeiros meses do ano tradicionalmente apresentam uma queda no consumo dos cortes mais nobres de carne bovina, com o brasileiro médio buscando também as proteínas animais concorrentes mais baratas, como a carne suína e a carne de frango. O corte traseiro teve preço de R$ 15,80 por quilo. A ponta de agulha seguiu em R$ 11,10 por quilo, mesmo preço do corte dianteiro.

AGENCIA SAFRAS

Boi gordo termina a semana em ritmo lento

Cotação estável e poucos negócios
Com boa parte dos pecuaristas ainda inativos e, com isso, com poucos registros de negócios, a cotação do boi gordo terminou os primeiros dias do ano estável em São Paulo, mas reage em 11 praças pecuárias. Alta em 11 de 32 praças pecuárias. Buscando recompor os estoques de carne bovina consumida nos feriados de final de ano e com a oferta de boiadas ainda discreta, a cotação subiu em 11 das praças monitoradas pela Scot Consultoria. Dentre elas as altas, mais expressivas aconteceram no Sul do Tocantins e no Sudoeste de Mato Grosso, onde a cotação à vista do boi gordo subiu 2,8% e 2,2% respectivamente. O volume de negócios ainda está baixo, mas com preços firmes.

SCOT CONSULTORIA

Paraná define normas de fiscalização para trânsito de animais

As normas entraram em vigor em 1º de janeiro e fazem parte da estratégia do Estado como área livre de aftosa, sem vacinação

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) definiu os procedimentos de fiscalização para o trânsito de animais no Estado, informou em nota o Sistema Ocepar. De acordo com a Portaria 389, de 18/12/2019, foram estabelecidos pontos de ingresso e saída de animais, além de rotas de passagem a serem adotados para a circulação de animais e produtos de origem animal no território paranaense. As normas entraram em vigor em 1º de janeiro e fazem parte da estratégia para que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheça o Estado como área livre de febre aftosa, sem vacinação. “Os procedimentos visam proteger o rebanho paranaense de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos da introdução ou reintrodução de enfermidades”, diz a Ocepar. Pela normativa, a partir o início do ano animais vacinados contra febre aftosa não poderão entrar no Paraná, com exceção dos que forem enviados diretamente para o abate. Além disso, de acordo com a portaria, todo o veículo que ingressar no Paraná transportando animais e produtos de origem animal deverá, obrigatoriamente, parar nos postos de fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Dezembro encerra com queda de 15% no boi gordo

Para o consumidor, a redução dos preços deverá ser sentida nas próximas semanas

O preço da arroba do boi gordo registrou queda média de 15% no mês de dezembro. Esse recuo interrompe a alta de 28,5% contabilizada ao longo dos últimos seis meses nos principais mercados do país, de acordo com levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na segunda-feira (30), a arroba do boi gordo estava cotada em R$ 180. No início do mês, o valor chegou a R$ 216. Em Mato Grosso do Sul, o recuo foi de R$ 220 para R$ 190 no mesmo período. Um cenário que indica uma acomodação dos preços no atacado, com reflexos positivos a curto prazo no varejo, avalia o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese. Esse comportamento dos preços se deve à regulação do próprio mercado, com melhor equilíbrio entre a oferta e a procura. Para o consumidor, a redução dos preços deverá ser sentida nas próximas semanas, com a renovação de estoques por parte dos supermercados. Na última semana, já foi observada queda no valor de cortes de traseiro, que têm cotações mais elevadas e mais sensíveis às variações de demanda. Um exemplo é a alcatra que teve a maior desvalorização, com 4,5% de queda no preço nos últimos sete dias. A tendência para os próximos meses, segundo Farnese, é de estabilização dos preços, que devem permanecer nesta faixa. “Não há margem para aumentos futuros”, avalia.

MAPA

Santa Catarina tem novas regras para o ingresso de bovinos e búfalos

Com a decisão de que outros estados brasileiros buscarão o certificado de área livre da doença sem vacinação, Santa Catarina faz adequações na legislação e reforça o cuidado com a saúde de seus rebanhos

A partir de agora será permitida a entrada de bovinos e búfalos oriundos de áreas livres de febre aftosa sem vacinação em Santa Catarina, reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), desde que cumpram algumas exigências. O estado exige, por exemplo, a identificação individual oficial de cada animal para comprovação de origem, além de proibir a entrada de bovinos imunizados com B19 contra brucelose. “O grande objetivo dessa lei é proteger o rebanho de Santa Catarina. Nós já temos um controle grande de toda movimentação no estado e é proibida a entrada de animais vacinados de outros estados. À medida que outros estados forem retirando a vacinação contra aftosa e após o reconhecimento da OIE será permitida a entrada de bovinos e búfalos em Santa Catarina desde que sejam respeitadas as nossas exigências” explica o Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

GOVERNO DE SC

Em Rondônia bezerro de ano tem a maior valorização de 2019

Com a desvalorização no mercado do boi gordo no final de 2019, os compradores estão ofertando preços menores no mercado de reposição, porém com baixo volume de negócios efetivados

De janeiro a dezembro, considerando a média de todas as categorias, a alta acumulada foi de 27,4%, sendo o bezerro de ano o que teve a maior valorização. Na mesma comparação, o preço do boi gordo subiu 23,6%, resultando na piora do poder de compra do recriador/invernista, na média de todas as categorias, de 0,8%. Em janeiro/19, com a venda de um boi gordo de 18@ compravam-se 2,01 bezerros de ano, atualmente compra-se 1,89. Piora de 5,8% no poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

Cenário e expectativas para o mercado do sebo

Após a queda de preço no primeiro semestre (-19,6%), o mercado do sebo reagiu na segunda metade do ano e subiu 36,7%

A melhora na demanda pelo setor de biodiesel, principalmente a partir de agosto, colaborou com a valorização registrada no período. Entretanto, na média anual, o sebo ficou cotado em R$2,17/kg. O menor patamar desde 2015, quando o preço médio anual foi de R$2,12/kg. Para os próximos meses a expectativa é de que, com o mercado de soja com os preços sustentados, a demanda por sebo continue em alta.

SCOT CONSULTORIA

Oferta relativamente melhor em Belo Horizonte

No fechamento da sexta-feira (3/1), o preço do boi gordo ficou em R$185,00/@, à vista, livre de Funrural

Já o preço bruto ficou em R$ 187,50/@, o que representa uma queda de 15% em relação ao início de dezembro. A vaca gorda e a novilha estão cotadas em R$171,50/@ e R$174,50/@, respectivamente, à vista e livre de Funrural. Após um período de grande volatilidade de preços, em meados de outubro e novembro, e o baixo volume de negociação no período de festas, houve alguma melhoria da oferta, considerando o esperado para a época e o observado em outras praças.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar tem maior alta em duas semanas com aversão a risco

O dólar fechou esta sexta-feira com a maior alta percentual diária em duas semanas, ficando acima de 4,05 reais, conforme as operações locais replicaram o movimento de valorização da moeda no exterior diante de maior aversão a risco depois do aumento das tensões no Oriente Médio

Na máxima do dia, alcançada logo no começo do pregão, o dólar bateu 4,0725 reais na venda. Além disso, o dólar vem de uma série de quedas no fim do ano passado, que derrubaram a cotação ao menor patamar desde o início de novembro. Ou seja, o mercado aproveitou o maior ruído externo para “realizar” parte da desvalorização de dezembro, quando o dólar acumulou queda de 5,37% —maior baixa para qualquer mês desde janeiro deste ano. No mercado interbancário, em que os negócios vão até as 17h, o dólar subiu 0,74%, a 4,0555 reais na venda. É a maior alta percentual diária desde 20 de dezembro (+0,79%). O dólar fechou no maior patamar desde 26 de dezembro (4,062 reais na venda). Na semana, a cotação avançou 0,14%, depois de quatro semanas consecutivas de queda, nas quais acumulou desvalorização de 4,50%. No exterior, o dólar subia firme contra moedas emergentes, enquanto o iene japonês —demandado em tempos de maior incerteza geopolítica e econômica— liderava os ganhos nos mercados globais de câmbio ao subir 0,5% ante o dólar. Na B3, em que as operações com dólar futuro vão até as 18h15, o dólar tinha alta de 0,77%, a 4,0620 reais.

REUTERS

Conflito EUA-Irã pesa e Ibovespa fecha em queda de 0,73%

O principal índice da bolsa paulista recuou na sexta-feira, seguindo os mercados internacionais, após um ataque dos Estados Unidos matar uma importante autoridade iraniana agravando as tensões no Oriente Médio

O Ibovespa caiu 0,73%, a 117.706,66 pontos, mas avançou 1,78% na semana. O volume financeiro da sessão somou 29,1 bilhões de reais. A cautela prevaleceu no plano internacional, após um ataque dos Estados Unidos no Iraque matar um importante comandante militar iraniano, escalando as tensões no Oriente Médio. Os EUA informaram que a ação visava interromper um “ataque iminente” que colocaria em risco os norte-americanos na região.

No pior momento da sessão, o Ibovespa caiu 1,2%. À tarde, as perdas foram esvaziadas e o índice chegou a operar no azul. Para Raphael Guimarães, operador de renda variável da RJ Investimentos, a tensão no Oriente Médio pode ser prolongada com o desenrolar da história afetando o mercado no longo prazo. “O mercado está aguardando o posicionamento do Irã sobre uma potencial retaliação aos EUA e as consequências que isso pode desencadear”, afirmou, acrescentando que espera que os preços do petróleo continuem sendo puxados no médio prazo.

REUTERS

Estrangeiro tira recorde de R$ 44,5 bi da bolsa brasileira em 2019

Os investidores estrangeiros fizeram resgates líquidos de 44,5 bilhões de reais do mercado de renda variável em 2019, segundo dados divulgados pela B3 nesta sexta-feira

Por outro lado, essa classe de investidor comprou 36,1 bilhões de reais no mercado primário, quando adquirem papéis em ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês). Incluindo esse dado, a saída de recursos de estrangeiros da bolsa paulista recua para 8,46 bilhões de reais. Em dezembro apenas, as vendas de ações por parte dos investidores não residentes no mercado secundário superaram as compras em 5,26 bilhões de reais.

REUTERS

Brasil caminha para saída recorde de dólares em 2019 com fluxo negativo de US$43 bi

O fluxo cambial ao Brasil ficou negativo em mais de 16 bilhões de dólares apenas em dezembro até dia 27, o que coloca o país a caminho de uma saída recorde de moeda estrangeira no mês e virtualmente garante a 2019 o título de ano com maior debandada de dólares já registrada, com saída líquida de mais de 43 bilhões de dólares

Nas quatro primeiras semanas de dezembro, o saldo foi negativo em 16,097 bilhões de dólares, bem pior que o já considerável déficit de 12,756 bilhões de dólares no mesmo período de 2018. O dado de dezembro de 2019 é resultado de uma saída líquida de 18,817 bilhões de dólares na conta financeira —por onde passam investimentos em carteira e empréstimos, por exemplo. É o pior dado da série histórica disponibilizada pelo BC, com início em 1982. O número geral só não foi ainda mais fraco porque as operações comerciais (câmbio contratado para exportação menos o da importação) tiveram superávit de 2,720 bilhões de dólares. O fluxo cambial de dezembro está a caminho de se tornar o mais negativo para um mês desde setembro de 1998, quando o mundo sentia os efeitos da crise russa. Naquele mês, deixaram o país, em termos líquidos, 18,919 bilhões de dólares. Para meses de dezembro, o saldo caminha para o ser o pior desde o início da série histórica. Diante da saída de recursos, o BC liquidou a venda ao mercado de total de 11,335 bilhões de dólares no segmento à vista, via operações de troca de swap cambial por dólar spot (9,585 bilhões de dólares) e leilões de linhas de moeda com compromisso de recompra (venda líquida de 1,750 bilhão de dólares). Ainda assim, o volume injetado (11,335 bilhões de dólares) ficou aquém da saída líquida de câmbio contratado (16,097 bilhões de dólares em dezembro até dia 27). No acumulado de 2019 até dia 27 de dezembro, o fluxo cambial mostrou déficit de 43,253 bilhões de dólares, de longe superando o pior resultado anual até então: saída de 16,182 bilhões de dólares em 1999.

REUTERS

Saldo comercial brasileiro fecha 2019 com pior desempenho em 4 anos, 2020 começa sob pressão

A balança comercial brasileira fechou 2019 com superávit de 46,674 bilhões de dólares, recuo de 20,5% pela média diária sobre 2018, num ano marcado por arrefecimento no comércio global pelas tensões entre Estados Unidos e China, crise na Argentina e menor crescimento doméstico que o inicialmente projetado

O saldo foi o menor desde 2015, quando houve superávit de 19,5 bilhões de dólares, e a expectativa do governo é de nova redução este ano. O Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, disse que a estimativa para 2020 só deve ser divulgada em abril. Mas ele ressaltou que, diante da continuidade de incertezas no front externo e da perspectiva de melhoria na economia brasileira, o saldo das trocas comerciais deverá piorar neste ano. Economistas preveem que o superávit da balança comercial cairá a 39,40 bilhões de dólares em 2020, conforme boletim Focus mais recente. Já o Banco Central calculou um saldo positivo ainda menor, de 32 bilhões de dólares. No fim de 2019, o governo corrigiu para cima o registro das exportações de setembro a novembro, atribuindo a uma falha humana uma subnotificação de 6,488 bilhões de dólares que ajudou a piorar o resultado da balança comercial brasileira divulgado originalmente. Mesmo assim, as exportações no ano tiveram uma queda de 7,5% pela média diária sobre 2018, a 224,018 bilhões de dólares. Já as importações caíram 3,3% na mesma base de comparação, a 177,344 bilhões de dólares. O governo do Presidente Jair Bolsonaro começou 2019 prevendo que as importações subiriam no ano, na esteira de uma retomada econômica com mais vigor, ao passo que as exportações também avançariam, mas em menor ritmo. Ao longo do ano, contudo, houve frustração no comportamento exibido pela atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 0,9% nas contas oficiais do governo, o que representará uma expansão na casa de 1% pelo terceiro ano consecutivo. O mercado vê alta de 1,17% do PIB em 2019, segundo a pesquisa Focus. No detalhamento das exportações, houve diminuição generalizada, puxada pela categoria de manufaturados, com queda de 11,1% em 2019. A retração ocorreu principalmente em plataforma para extração de petróleo, veículos de carga e automóveis de passageiros, informou o ministério. Enquanto isso, as vendas de semimanufaturados recuaram 8% no ano e a de básicos, 2%. No último grupo, o destaque foi para a exportação de soja em grãos, que sofreu retração de 21,3% em 2019.

REUTERS

EMPRESAS

BRF informa pré-pagamento de R$ 1 bi junto ao BB

Empresa diz que continua com a estratégia de alongar as dívidas, reduzir o custo e manter liquidez de curto prazo saudável

A BRF informou dia 27, via comunicado ao mercado, que realizou o pré-pagamento de contrato de empréstimo junto ao Banco do Brasil (BB) “cujo principal totaliza R$ 1 bilhão”. O contrato venceria em agosto de 2021. A empresa diz que continua com a estratégia de alongar as dívidas, reduzir o custo médio do endividamento financeiro e manter liquidez de curto prazo saudável. A companhia de proteína animal afirmou, ainda, que contratou no BB uma linha de crédito rotativo pelo prazo de três anos “até o limite de R$ 1,5 bilhão”. “A referida linha de crédito poderá ser desembolsada total ou parcialmente a critério da Companhia, quando necessário”, informa o comunicado.

PORTAL DBO

Molina eleva participação na Marfrig de 34% para 40%

Logo após encerrado o acordo de acionistas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o empresário Marcos Molina e sua esposa Marcia Aparecida dos Santos aumentaram sua participação na Marfrig Global Foods de 34,05% para 40%, através da MMS Participações Ltda.

As ações da Marfrig subiram 2,05% na segunda-feira, 30, e fecharam em R$ 9,96. No ano, os papéis da companhia acumularam ganhos de 82,42%. Também elevaram suas fatias na companhia de carnes os bancos JP Morgan Chase & Co.e Morgan Stanley para 8,74% e 6,4%, respectivamente. Ambos tinham menos de 5% de participação. Em comunicado ao mercado, o Vice-Presidente de Finanças da companhia, Marco Antonio Spada, disse que não houve nenhum acordo de acionistas assinado com nenhum dos bancos. A assembleia geral extraordinária de acionistas da Marfrig que estava marcada para dia 30não ocorreu por falta de quórum.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil fecha 2019 com recorde mensal; avança 15,75% no ano

As exportações de carne suína in natura do Brasil encerraram 2019 com um recorde mensal de 65,9 mil toneladas em dezembro, apontaram dados publicados na quinta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em ano marcado por uma forte demanda de proteínas pela China

No acumulado de 2019, os embarques da carne de porco totalizaram 635,5 mil toneladas, uma alta de 15,75% em relação ao ano anterior, de acordo com números da Secex compilados pela Reuters. Em ritmo semelhante, as vendas de carne bovina in natura do país avançaram 12,5% em 2019 na comparação anual, atingindo o volume de 1,52 milhão de toneladas, após exportações de 149 mil toneladas em dezembro. Em outubro, quando somaram 160,1 mil toneladas, os embarques do produto bateram seu recorde mensal histórico. A demanda pelas carnes brasileiras disparou em 2019, na esteira dos surtos de peste suína africana na China. O país asiático perdeu cerca de 40% de sua criação de porcos, a maior do mundo, por causa da doença, o que o levou a aumentar acentuadamente as importações de proteínas. Apesar dos altos níveis vistos nas exportações das carnes bovina e suína, os embarques da carne de frango in natura tiveram leve recuo de 0,22% no ano e não conseguiram superar a marca registrada em 2018, de 3,83 milhões de toneladas. Dessa forma, as exportações de carne de frango do Brasil somaram 3,82 milhões de toneladas em 2019, segundo a Secex. Para 2020, o mercado espera que os embarques de carnes apresentem um ritmo geral de alta, com a persistência da forte demanda chinesa e perspectivas positivas para o comércio com outros países, como Rússia e Estados Unidos. Considerando carnes in natura e processadas (estas não contabilizadas pela Secex), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê aumentos de 15% nas vendas de carne suína e de 7% nas de carne de frango em 2020, na comparação com 2019. Enquanto isso, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima um avanço de 10% nos embarques de carne bovina.

REUTERS

FRANGO: Exportações de dezembro são 5,3% maiores

Na comparação com novembro, o número de embarques foi 11,2% maior

As exportações de carne de frango in natura cresceram 5,3% no mês passado na comparação com dezembro de 2018. Ao longo do mês, com 21 dias úteis, foram embarcadas 361 mil toneladas. Na comparação com novembro, a média diária de embarque foi 11,2% maior, passando de 15,5 mil toneladas diárias para 17,2 mil. Apesar de terem ficado aquém do esperado, o crescimento se deu principalmente pela Peste Suína Africana (PSA) que atingiu diversos países da Ásia e da Europa, principalmente a China, o maior produtor e consumidor de carne suína, o que fez com que os consumidores optassem por outras proteínas como aves e bovina. Estima-se que o gigante asiático tenha perdido 50% do seu plantel de suínos em 2019. Em valores monetários as exportações brasileiras de carne de frango em dezembro somaram US$ 582,1 milhões, ante US$ 492,8 milhões em novembro e US$ 521,3 milhões em dezembro de 2018. O preço médio pago por tonelada em dezembro foi de US$ 1612,3, 1,2% maior que os US$ 1593,7 pagos em novembro e 1% maior que os US$ 1596,9 pagos em dezembro de 2018.

AVICULTURA INDUSTRIAL

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment