CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1147 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1147| 20 de dezembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado acalmando

Na média de todas as praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a retração no preço da arroba do boi gordo foi de 0,1% na última quinta-feira (19/12) na comparação dia a dia, considerando o preço à vista

Os frigoríficos começam a reduzir o ritmo nessa reta de final do ano e a ausência dos pecuaristas nos balcões de negócios deixa o mercado do boi gordo mais calmo. Em Minas Gerais e em Mato Grosso houve recuos de 2,1% e 1,0%, respectivamente, na comparação dia a dia. A cotação caiu em mais outras duas regiões. Por outro lado, a dificuldade em alongar as escalas de abate fez com que as indústrias ofertassem preços maiores no Rio Grande do Sul e Bahia.

SCOT CONSULTORIA

Preço da arroba tem dia de estabilidade no mercado brasileiro

Os frigoríficos, principalmente os de maior porte, já estão com suas escalas de abate fechadas para este final de ano e atuam de maneira discreta nas negociações

“O mercado teve um dia volátil, ainda tentando encontrar um ponto de equilíbrio”, comenta o analista de Safras & Mercado, Allan Maia. Segundo ele, o volume de oferta de animais terminados segue caindo, mas não há uma grande força compradora no mercado neste momento. “Os frigoríficos, principalmente os de maior porte, já estão com suas escalas de abate fechadas para este final de ano e atuam de maneira discreta nas negociações. Alguns frigoríficos de menor porte contam com escalas entre 3 e 4 dias úteis. A expectativa gira agora em torno das negociações no início de 2020, onde a oferta ainda tende a ser restrita”, assinalou. Em São Paulo, preços a R$ 200 a arroba, estáveis. Em Minas Gerais, preços de R$ 192 a arroba, ante R$ 191 a arroba ontem. No Mato Grosso do Sul, preços em R$ 188 a arroba, estáveis. Em Goiás, o preço permaneceu em R$ 188 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço ficou em R$ 181 a arroba, ante R$ 182 a arroba, em Cuiabá. No atacado, os preços da carne bovina ficaram estáveis. “O ritmo de negócios entre atacado e varejo continua perdendo força, indicando que as redes varejistas já estão preparadas para atender a demanda das festividades. A perspectiva é que a movimentação no varejo seja aquecida no curto prazo, com a entrada do décimo terceiro e bonificações na economia” disse Maia. O corte traseiro teve preço de R$ 15,80 por quilo. A ponta de agulha seguiu em R$ 11,10 por quilo, mesmo preço do corte dianteiro.

AGÊNCIA SAFRAS

Mato Grosso teve 2º semestre de recuperação

Com relação aos abates total de bovinos, o acumulado até novembro foi de 5,27 milhões de animais, 6,15% maior

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária divulgou em seu boletim semanal o balanço do mercado da pecuária este ano. Com relação aos abates total de bovinos, o acumulado até novembro foi de 5,27 milhões de animais, 6,15% maior que o mesmo período de 2018”. “Deste total, 2,28 milhões foram fêmeas, o que resulta em 4,16% a mais que ano passado segundo dados do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária)”. “Além disso, as exportações mato-grossenses geraram um montante de U$S 1,18 bilhão e um volume de 380, 50 mil TEC (toneladas equivalente carcaça) neste mesmo comparativo, sendo a China e Hong Kong os principais players consumidores (33,36%), importando o equivalente a 126,95 mil TEC, 20,19% a mais que em 2018, segundo dados do Ministério de Indústria e Comércio favorecidos pela habilitação de sete plantas frigoríficas para este mercado”. O IMEA conclui apontando que o “aumento das exportações esteve atrelado à peste suína no continente asiático e todo este cenário resultou na mudança de patamar da arroba do boi gordo, sobretudo em novembro, com registros de médias diárias de R$ 195,00/@. Apesar da retração do consumo doméstico, pela valorização também observada nas gôndolas, as cotações ainda permaneceram acima às do ano passado, cenário que ainda é reconfortante para o pecuarista”.

IMEA

Mercado de reposição perdeu força

A pressão de baixa observada no mercado do boi gordo tem afastado os compradores no mercado de reposição e vem abrindo espaço para um maior volume de tentativas de compras abaixo das referências

Por outro lado, a boa situação de suporte das pastagens, devido às chuvas em bons volumes dos últimos dias, estimula a compra de animais. Na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e mestiços, a queda foi de 1,0% na comparação com a semana anterior.

SCOT CONSULTORIA

Deputados do TO aprovam mais impostos sobre o boi

Os deputados estaduais do Tocantins aprovaram em sessão extraordinária, na terça-feira (17), as medidas que aumentam o imposto sobre a carne. As normas entram em vigor em 90 dias

Uma das medidas altera a Lei nº 1.385/2003, do Programa de Industrialização Direcionada, o Proindústria. De acordo com o governo, a mudança será no índice de ICMS nas operações internas e interestaduais de carne com osso e sem osso. Os percentuais eram de 1% e 2%, mas agora vão para 4,0% e 3,5%, respectivamente. Os impostos praticados nos estados vizinhos são menores: Pará: carne com osso 1% e carne sem osso 1,8% Goiás: carne com osso 0,81% e carne sem osso 1,89% Mato Grosso: carne com e sem osso 2,5% O impacto poderá diminuir a ofertado produto no mercado interno. “Como nosso produto vai chegar mais caro lá na ponta, muito provavelmente, os frigoríficos do Tocantins perderão competitividade e perderão contrato, mercado. Quando perdermos mercado, automaticamente vai ter que diminuir o abate, alguns frigoríficos podem até fechar”, argumentou o Presidente do SindCarnes Gilson Cabral. Segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento, essa defasagem nos percentuais causou uma perda de R$ 900 milhões aos cofres públicos nos últimos cinco anos. Para comercializar animais vivos, os produtores também vão ter que desembolsar mais. O percentual era de 8% do valor da operação até 31 de janeiro de 2018 e depois caiu para 5% em 1º de fevereiro de 2018. Com a mudança no texto, o ICMS das operações com gado em pé volta para alíquota de 12.

G1

ECONOMIA

Dólar fica perto da estabilidade com alta de 0.07%

O dólar fechou perto da estabilidade ante o real na quinta-feira, com pouca variação pelo terceiro pregão consecutivo, conforme operadores evitaram grandes movimentações antes de dados do PIB norte-americano e de inflação no Brasil, ambos com divulgação para sexta-feira

A aproximação das festas de fim de ano também colaborou para as oscilações limitadas no mercado, que tem replicado sessões mornas também no exterior. O dólar à vista teve variação positiva de 0,07%, a 4,0628 reais na venda. Na B3, o dólar tinha estabilidade, a 4,0635 reais. No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas rondava estabilidade. Todas as atenções estão voltadas para a divulgação do PIB dos Estados Unidos na sexta-feira, com os números podendo referendar sinais de força da economia norte-americana, que se moderada pode fortalecer o apetite por risco. O IPCA-15 de dezembro, a ser reportado pelo IBGE também na sexta, poderá mexer com as expectativas para o juro básico brasileiro.

REUTERS

Ibovespa renova máximas com recordes em Wall St

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira favorecido por nova sessão de recordes em Wall Street e com dados de emprego e revisões de projeção do PIB

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 0,71%, a 115.131,25 pontos. O volume financeiro totalizou 21,8 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, a alta foi apoiada em comentário do Secretário de Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, de que um acordo preliminar com a China seria assinado no começo de janeiro, reforçando o otimismo deflagrado pelo desfecho das negociações comerciais entre os dois países na semana passada.

O S&P 500 fechou em alta de 044%. No Brasil, o Banco Central melhorou sua projeção de crescimento do PIB no próximo ano (+2,2%), enquanto reiterou estimativas para o IPCA nos próximos três anos abaixo do centro da meta de inflação, que pode até não consolidar a aposta de novos cortes da Selic.  MARFRIG ON fechou em baixa de 5,17%, dando continuidade às perdas dos últimos dois pregões, após precificar na terça-feira oferta de ações a 10 reais por papel.

REUTERS

Brasil abre 99.232 vagas formais de trabalho em novembro

O Brasil registrou criação líquida de 99.232 vagas formais de emprego em novembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na quinta-feira pelo Ministério da Economia

É o melhor resultado para o mês desde 2010, quando houve abertura de 138.247 postos. No acumulado do ano até novembro, foram criadas 948.344 vagas, na série com ajustes, apontou o Caged, desempenho mais forte para o período desde 2013 (+1,547 milhão de postos). Dos oito setores pesquisados pelo Caged, três ficaram no azul em novembro, com destaque para comércio (+106.834 vagas), serviços (+44.287) e serviços industriais de utilidade pública (+419). Dentre os cinco setores que fecharam no vermelho, indústria de transformação e agropecuária encabeçaram a lista, com 24.815 e 19.161 vagas encerradas, respectivamente, no mês. De janeiro a novembro, o saldo positivo do setor de serviços encabeçou o ranking compilado pelo Caged, com 495.577 vagas criadas. Em novembro, foram registradas 17.686 admissões e 6.332 desligamentos na modalidade trabalho intermitente. O saldo ficou positivo em 11.354 empregos. Criada por meio da reforma trabalhista, a modalidade permite jornada em dias alternados ou por horas determinadas. Na modalidade de trabalho parcial, foram 6.635 admissões e 4.513 desligamentos. O saldo, portanto, foi positivo em 2.122 vagas.

REUTERS

BC piora projeção de déficit em transações correntes a US$51,1 bi em 2019 e R$57,7 bi em 2020

O Banco Central piorou na quinta-feira sua projeção para o déficit em transações correntes neste ano a 51,1 bilhões de dólares, sobre os 36,3 bilhões de dólares estimados em setembro, e para 2020 a 57,7 bilhões de dólares, frente à leitura anterior de 38,9 bilhões de dólares, segundo dados disponíveis em seu Relatório Trimestral de Inflação

Em relação às trocas comerciais, o BC agora enxerga um superávit de 39 bilhões de dólares em 2019 e de 32 bilhões de dólares em 2020, sobre os saldos de, respectivamente, 43 bilhões de dólares e 41 bilhões de dólares previstos no relatório anterior. Para a remessa de lucros e dividendos, a expectativa para este ano foi a 32 bilhões de dólares (26,5 bilhões de dólares antes), chegando a 34 bilhões de dólares em 2020 (29,5 bilhões de dólares antes). Como previsto em setembro, a expectativa é que os déficits em transações correntes sigam sendo inteiramente financiados pelo fluxo de Investimento Direto no País (IDP), estimado em 80 bilhões de dólares para 2019 (ante 75 bilhões de dólares projetados em setembro) e também para 2020 (80 bilhões de dólares antes).  “A revisão da projeção do saldo da balança comercial para 2019 incorporou os impactos da desaceleração da economia Argentina, da peste suína que afeta principalmente a China, bem como a evolução recente do câmbio e do comércio mundial, além das revisões nos dados de setembro, outubro e novembro provenientes da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia”, disse o BC.

REUTERS

Arrecadação federal avança 1,48% diz Receita

A arrecadação do governo federal avançou em novembro, com crescimento real de 1,48% sobre igual mês de 2018, a 125,161 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na quinta-feira.

O dado veio em linha com a expectativa de 125,884 bilhões de reais, segundo pesquisa da Reuters com analistas. Apesar de as receitas administradas pela Receita, que envolvem o recolhimento de impostos, terem subido em termos reais 1,94% sobre novembro do ano passado, as receitas administradas por outros órgãos, sensibilizadas por royalties de petróleo, caíram 17,31% na mesma base, a despeito do resultado total positivo. O número da arrecadação de novembro é o melhor para o mês desde 2014, quando foi de 136,405 bilhões de reais. Já no acumulado de janeiro a novembro, houve alta real de 1,88% na arrecadação total, para 1,390 trilhão de reais. Na série corrigida pela inflação, este foi o melhor desempenho para o período desde 2014, quando foi de 1,431 trilhão de reais. Na arrecadação de Receitas administradas pela Receita, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, destacou o crescimento expressivo de 31,36% na arrecadação com o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em comparação a novembro de 2018 —que, segundo ele, é justificado por ganhos com tributação majoritariamente de aplicações na bolsa de valores.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Preços dos suínos em alta em São Paulo

Estamos na terceira semana de dezembro e essa também foi a terceira semana de alta nos preços no mercado de suínos

Os varejistas recompondo seus estoques, aguardando as “vendas de última hora”, junto a exportação, que segue em bom ritmo, colaboraram para o cenário de valorização nos últimos sete dias. Nas granjas de São Paulo, o animal terminado está cotado, em média, em R$120,00 por arroba, alta de 0,8% em uma semana. No atacado, em igual comparação, a alta foi de 4,1%, com a carcaça sendo comercializada, em média, em R$10,20 por quilo, atingindo a casa dos dois dígitos. Para os próximos dias, porém, o ímpeto do comprador deve diminuir. Junto a isso, a próxima semana será encurtada por conta do Natal contribuindo para a menor saída de mercadorias. No entanto, o mercado deve permanecer com cotações firmes.

SCOT CONSULTORIA

Embarque de carne de porco dos EUA para a China tem máxima de 10 meses, aponta USDA

As exportações de carne de porco dos Estados Unidos para a China avançaram na semana passada para seu maior nível em pelo menos dez meses, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) na quinta-feira

Os embarques de carne suína dos EUA totalizaram 15.282 toneladas na semana até 12 de dezembro, maior nível pelo menos desde fevereiro, apontaram os dados do USDA. No entanto, os números divulgados na semana de 14 de fevereiro, de 17.215 toneladas, incluíram dados de diversas semanas anteriores, que não haviam sido reportados devido a uma paralisação do governo, o que faz com que a máxima atual possivelmente remeta a um período ainda mais distante. É possível que os EUA continuem a capturar uma grande parcela da demanda chinesa pela proteína, já que autoridades norte-americanas afirmaram que um acordo comercial interino entre os países, anunciado na semana passada, inclui uma promessa de Pequim de comprar de 40 bilhões de dólares a 50 bilhões de dólares por ano em produtos agrícolas dos EUA. Analistas e operadores dos mercados de commodities afirmam que as importações de carnes podem ajudar a China a atingir a ambiciosa meta. O USDA disse ainda que importadores chineses compraram na semana passada 5.940 toneladas de carne suína norte-americana para embarque até o final deste ano, mas cancelaram uma compra anterior de 4.238 toneladas, que possuía embarque agendado para 2020.

EXTRA

INTERNACIONAL

Sanções ao Irã forçam exportadores de carne bovina do Brasil a redirecionar embarques

As sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos contra o Irã forçaram exportadores de carne bovina do Brasil a alterar rotas de entrega, o que aumentou custos, mas não afetou os fluxos comerciais em geral, de acordo com exportadores e dados compilados por duas associações setoriais

Os frigoríficos brasileiros agora enviam boa parte de sua carne bovina com destino ao Irã através de portos do Oriente Médio, de onde o produto é transportado por rodovias até o destino final, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que representam gigantes do setor como Marfrig e Minerva. Embora itens como alimentos e medicamentos estejam isentos das sanções, as medidas norte-americanas, cujos alvos vão desde vendas de petróleo até atividades financeiras, dissuadiram vários bancos estrangeiros de atuar no Irã, incluindo para negócios de cunho humanitário. Um exportador, que pediu para não ser identificado devido à sensibilidade do tema, afirmou que vendas diretas para o Irã foram interrompidas pois a empresa não conseguia receber pagamentos de compradores da República Islâmica. O Brasil registrou uma queda de 31% nas receitas com vendas de carne bovina diretas ao Irã nos primeiros 11 meses de 2019, que totalizaram 214 milhões de dólares, de acordo com dados do governo compilados pela Abrafrigo. Já os volumes recuaram 23%, para 60.414 toneladas. “Ficamos com pouca oferta de contêineres, de armadores e barcos. A alternativa nossa foi descarregar (produtos) na Jordânia, em Dubai e na Turquia, de onde seguem pela via terrestre”, disse Antônio Camardelli, Presidente da Abiec. Os volumes de exportações de carne bovina do Brasil para a Turquia avançaram 373% entre janeiro e novembro, para 26.104 toneladas, de acordo com uma apresentação divulgada pela Abiec na semana passada. Em termos de receitas, as vendas à Turquia somaram 93,5 milhões de dólares no período, alta de 350,5%. A Turquia costuma importar gado vivo para abate doméstico, enquanto praticamente todos os cortes de carne bovina importados pelo país são reenviados para o vizinho Irã. Em troca, os importadores iranianos recorreram a uma intrincada rede de pequenos bancos europeus para pagar pelos embarques, de acordo com um outro exportador, que também pediu para não ser identificado. “O trânsito do dinheiro é mais complicado que o trânsito da mercadoria. O dinheiro passa por vários bancos depois que sai do Irã. São mais pedágios do que a própria mercadoria”, disse.

REUTERS

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