CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1141 DE 12 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1141| 12 de dezembro de 2019


NOTÍCIAS

Preços do boi gordo voltam a cair e arroba fica abaixo de R$ 200

Uma presença menos marcante da China nas importações no início do mês é um dos fatores que justificam a perda de força do mercado

O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país na quarta-feira. “O movimento de correção depois da escalada nos preços segue em curso”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.  “A pecuária de corte ainda busca um ponto de acomodação dos preços. O fato é que, mesmo em patamares mais baixos, os negócios ainda acontecem. Uma presença menos marcante da China nas importações no início do mês é um dos fatores que justificam a perda de força do mercado”, assinalou.  Em São Paulo, preços a R$ 196 a arroba, ante R$ 205 a arroba ontem. Em Minas Gerais, preços de R$ 191, contra R$ 201 a arroba. Em Mato Grosso do Sul, preços em R$ 189,00 a arroba, ante R$ 196,00 a arroba. Em Goiás, o preço caiu de R$ 192 a arroba para R$ 190 a arroba em Goiânia. Já em Mato Grosso, o preço ficou em R$ 186 a arroba, contra R$ 192 a arroba.  No atacado, os preços da carne bovina ficaram estáveis. “A tendência de curto prazo remete a dificuldade em impor novos reajustes no atacado, avaliando a posição mais confortável dos estoques em um ambiente pautado por uma presença menos marcante da China nas importações. No varejo, os preços seguem elevados, avaliando que as redes varejistas compuseram seus estoques com carne cara, e sentem a necessidade de repassar esse custo adicional à ponta final” disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 17 por quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,90 por quilo, enquanto o corte dianteiro seguiu em R$ 12 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo estável em São Paulo, mas preço recuou em 10 praças pecuárias

Boi gordo estável em São Paulo, mas o preço recuou em 10 praças pecuárias na última quarta-feira (11/12)

A pressão de baixa continua no mercado do boi gordo, contudo, nas praças onde o preço recuou, a intensidade das desvalorizações diminuiu. Além disso, vale ressaltar que parte das indústrias estavam fora das compras no dia 11/12. Na média das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba caiu 6,5% desde o início do mês. Em São Paulo, há frigoríficos com as escalas prontas para o restante do ano. As indústrias com as programações de abate alongadas têm testado o mercado com mais intensidade. Por outro lado, há frigoríficos com escalas curtas, que ofertam preços maiores pela arroba.

SCOT CONSULTORIA

Queda no preço do boi casado

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no atacado, o preço do boi casado de bovinos castrados está cotado em R$14,34/kg. Contudo, o lento escoamento na ponta final da cadeia mantém este mercado pressionado. No acumulado do mês, houve retração de 8,7% no preço do boi casado.

SCOT CONSULTORIA

Boi: Contratos futuros fecha a 4ª feira com quedas significativas na Bolsa Brasileira

O contrato Dezembro/19 registrou uma queda de 3,48% e está cotado a R$ 194,00/@. O Janeiro/20 está precificado a R$ 192,00/@ e com um recuo de 3,52%, enquanto, Fevereiro/20 foi negociado a R$ 191,00/@ e com uma desvalorização de 3,52%

O contrato Maio/20 terminou a sessão com uma queda de 2,63% e cotado a R$ 185,00/@. Já o Outubro/20 está precificado a R$ 195,00/@ e encerrou com uma perda de 2,99%. Conforme a consultoria Agrifatto os frigoríficos estão oferecendo valores menores pela a arroba do boi gordo. No mercado físico, os valores estão próximos de R$ 200,00/@ a R$ 205,00/@ para o boi comum. As premiações para animais que atende exportação têm negócios a R$ 210,00/@.

AGRIFATTO

Custo de produção para o recriador do MT é o maior desde o 3º trimestre de 2016

Maior gasto com aquisição de animais reduz margens dos pecuaristas Mato-Grossenses

O custo operacional (CO) dos pecuaristas do Mato Grosso que atuam no sistema de recria-engorda atingiu R$ 136,78/@ no terceiro trimestre deste ano, o maior valor desde o terceiro trimestre de 2016, de acordo com estudo do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-MT). Considerando que a média na arroba registrada no terceiro trimestre deste ano, de R$ 139,71/@, a margem bruta do pecuarista que trabalha na atividade de recria-engorda de apenas R$ 2,93/@ no período analisado, segundo levantamento do Imea. O principal item que contribuiu para a elevação dos custos de produção foi a aquisição de animais, que subiu para R$ 76,52/@ no terceiro trimestre deste ano (ante R$ 70,61/@ registrado no terceiro trimestre de 2016), o que representou 55,94% do CO total. “Os preços da reposição têm valorizado e, se este cenário perdurar – devido ao alto volume de fêmeas abatidas nos últimos dois anos –, o momento requer atenção para os negócios, principalmente para o recriador”, alertam os analistas do Imea.

PORTAL DBO

Funrural: comissão da Câmara aprova investigação sobre passivo

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) cobrou do governo federal uma resposta definitiva sobre o assunto até o fim de 2019

Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 11, a Proposta de Fiscalização e Controle (PFC), de autoria do deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), que determina a investigação sobre o passivo do Funrural. O relator será o deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), que também é o presidente da comissão. O parlamentar cobrou do governo federal uma resposta definitiva sobre o assunto até o fim de 2019 e lembrou que uma das principais promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro foi a extinção da cobrança bilionária que penaliza milhares de produtores rurais em todo o país. Segundo a assessoria de Goergen, a proposta funciona como uma mini CPI. “Vai investigar a origem dessa guinada jurisprudencial no STF [Supremo Tribunal Federal], bem como fiscalizar a destinação dessa contribuição e das acessórias, além do obter os números oficiais para contrapor os números da Receita auxiliando uma solução ao caso”, diz. Lembrando que em 2011 a Suprema Corte considerou a cobrança inconstitucional, mas mudou o entendimento em 30 de março de 2017, em novo julgamento.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha na mínima em mais de um mês ante real com Fed

O dólar fechou no menor patamar em mais de um mês frente ao real na quarta-feira, descendo à casa dos 4,12 reais, em meio ao fraco desempenho da moeda no exterior após o banco central dos Estados Unidos enfraquecer perspectivas de altas de juros por lá

O dólar à vista caiu 0,70%, a 4,1195 reais na venda. A cotação acelerou a queda enquanto o chairman do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, fazia declarações em coletiva de imprensa. A divisa terminou no menor patamar para um encerramento desde 7 de novembro (4,0935 reais na venda). Na B3, em que os negócios vão até as 18h15, o dólar futuro de maior liquidez tinha baixa de 0,71%, a 4,1205 reais. No exterior, o índice do dólar, que mede o valor da moeda contra uma cesta de seis rivais, caiu ao menor nível em quatro meses, depois de o chairman do Fed, Jerome Powell, ter dito que seria preciso uma inflação significativa e persistente para juros mais altos. A forte queda na taxa básica de juros brasileira desde o fim de 2016 tem sido um importante fator para a depreciação recente do real, uma vez que diminui a “vantagem” da moeda brasileira como ativo de investimento ante outras divisas emergentes. No período, o real acumula depreciação de mais de 20%, saindo de 3,25 por dólar para os atuais patamares em torno de 4,12 por dólar. “O real deve se fortalecer caso o Copom feche a porta para cortes de juros”, disse o Citi em nota a clientes.

REUTERS

Ibovespa sobe com Fed sem surpresas

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em leve alta na quarta-feira, marcada por decisão sem surpresas do Federal Reserve e alta expressiva de papéis de educação após o governo flexibilizar regras relacionadas ao ensino à distância

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,26%, a 110.963,87 pontos. O volume financeiro somou 19,35 bilhões de reais. Das 68 ações que compõem o Ibovespa, apenas oito papéis acumulam queda em 2019. No exterior, o banco central norte-americano manteve a taxa básica de juros em sua atual meta, entre 1,50% e 1,75% ao ano, 13 dos 17 membros do comitê de política monetária do Fed não prevendo mudanças nas taxas em 2020. A chamada ‘super quarta’, contudo, não trouxe grandes novidades do embate comercial China-EUA, a poucos dias de entrarem em vigor tarifas sobre quase 160 bilhões de dólares em produtos chineses. A JBS ON caiu 2,1% e BRF ON cedeu 2,5%, entre as maiores quedas do Ibovespa. De acordo com a agência Dow Jones, a rival Tyson Foods, dos Estados Unidos, deve cumprir até o fim deste ano os requisitos necessários para vender carne de frango para a China, disse Bernie Adcock, Diretor da Cadeia de Suprimentos da divisão de aves da companhia.

REUTERS

S&P coloca rating do Brasil em perspectiva positiva

A agência de classificação de risco S&P Global mudou a perspectiva para a nota de crédito do Brasil de neutra para positiva citando avanços na área fiscal. A S&P reafirmou o rating de longo prazo do país em “BB-“e o de curto prazo em “B”

Segundo a agência, o governo brasileiro continua implementando medidas de consolidação fiscal visando reduzir o déficit fiscal. “Isso, juntamente com taxas de juros mais baixas e implementação gradual da agenda de reformas, deve contribuir para um crescimento e fortalecimento mais fortes das perspectivas de investimento nos próximos três anos, bem como uma gradual melhora nos resultados fiscais”, informou a agência no comunicado. A S&P destaca que a perspectiva positiva reflete a possibilidade de atualização do rating nos próximos dois anos se houver mais progresso na agenda fiscal e de crescimento que permita uma redução mais rápida do déficit fiscal e da estabilização da dinâmica da dívida. “Também poderíamos melhorar a avaliação do Brasil se a dinâmica real de crescimento do PIB começar a ficar comparativamente mais favorável em relação aos pares com um nível semelhante de desenvolvimento econômico”, informa a agência. Finalmente, a agência afirma que poderá elevar os ratings, mesmo contra suas expectativas, se o país fortalecer ainda mais seu perfil externo, apesar da volatilidade global, particularmente se “mantiver uma posição líquida de credor ainda mais favorável nos próximos dois anos”.

VALOR ECONÔMICO

BC corta Selic para nova mínima de 4,5% e cita cautela

O Banco Central reduziu na quarta-feira a Selic em 0,5 ponto percentual pela quarta vez consecutiva, à nova mínima histórica de 4,5%, e indicou cautela em relação aos juros daqui para frente

O BC também passou a ver menos riscos baixistas para a inflação, ao passo que elevou suas projeções para o IPCA neste ano, deixando-o mais perto da meta oficial. “O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária”, trouxe o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. “O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, acrescentou. Desde a última reunião do Copom, em outubro, o BC vinha sinalizando claramente que deveria cortar a taxa em mais 0,5 ponto em dezembro, razão pela qual todos os 30 economistas consultados pela Reuters já esperavam um corte dessa magnitude. Sobre a atividade, o BC avaliou que dados a partir do segundo trimestre indicam que o processo de retomada da economia brasileira “ganhou tração” face ao comportamento que vinha sendo visto até os três primeiros meses do ano. E adicionou ver uma recuperação seguindo em ritmo gradual. Em outra novidade do comunicado, o BC excluiu trecho sobre o cenário externo seguir incerto, com riscos associados a uma desaceleração mais intensa. Em seu balanço de riscos para a inflação, por sua vez, o BC retirou a menção ao risco baixista de potencial propagação da inflação corrente, por mecanismos inerciais. Em outro acréscimo, este ligado aos fatores que podem pressionar a inflação para cima, o BC voltou a dizer que o atual grau de estímulo monetário traz incertezas sobre os canais de transmissão para a economia, mas complementou que isso se dá num “contexto de transformações na intermediação financeira”. Desde que a autoridade monetária iniciou o ciclo de afrouxamento monetário, em julho, a taxa básica de juros caiu 2 pontos percentuais. A distensão se deu em meio à baixa inflação e lenta recuperação econômica. Para o ano que vem e o próximo, as metas de inflação são de 4,0% e 3,75%, também com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

REUTERS

EMPRESAS

JBS vai paralisar 11 frigoríficos no Brasil

Medida pode intensificar movimento de baixa dos preços do boi gordo

A JBS vai paralisar temporariamente onze abatedouros de bovinos no Brasil a partir da próxima semana. As unidades voltarão a funcionar em janeiro, após um período de 15 dias de férias coletivas. Em nota à reportagem, a JBS informou que a “Friboi irá conceder férias coletivas em onze de suas unidades. A medida é parte do planejamento da empresa para este período do ano. As unidades retomam as atividades na primeira quinzena de janeiro”. Na avaliação de uma fonte da indústria, movimentos dessa magnitude servem para “proteger as margens”. Relativamente, o negócio de carne bovina da JBS no país é mais dependente do mercado interno na comparação com outros concorrentes. Nos atuais preços do boi gordo, as contas dos abatedouros que concentram as vendas no Brasil não fecham, avaliou outra fonte. Com a decisão de paralisar 11 de seus 35 abatedouros de bovinos no país, a JBS pode intensificar o movimento de ajuste das cotações do boi, que já vem ocorrendo nas últimas semanas. A dona da Friboi é a maior indústria de carne bovina, respondendo por cerca de 30% dos abates fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). Na sequência, aparecem Marfrig e Minerva Foods, que têm capacidade para abater 14,8 mil e 11,9 mil cabeças de gado no país, respectivamente. O preço do boi gordo, que bateu recorde no mês passado e ultrapassou R$ 230 por arroba, já recuou mais de R$ 20 desde o pico histórico de 29 de novembro. Na terça-feira, o indicador Esalq/B3 para o boi gordo no Estado de São Paulo —referência para o restante do país —, estava em R$ 208,95 por arroba, o que representa uma desvalorização de 9,7% no acumulado do mês. No mercado futuro, os contratos de boi gordo também operam em baixa. Os lotes com entrega para dezembro caíram nesta quarta-feira 3% na B3, para R$ 194,40 por arroba. Entre analistas, parece consenso que os níveis de preços registrados em novembro estavam fora da realidade. Além disso, o mercado chinês, um dos grandes responsáveis pela disparada das cotações do boi e também da carne, reduziu bastante o ritmo de compras.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Alta dos preços da carne suína na China pode ter chegado ao pico

O aumento nos preços de carne suína levou a inflação ao maior nível em quase oito anos

Com o avanço da oferta de suínos, a inflação dos preços de carne suína na China pode estar próxima do pico, afirma o economista da Capital Economics Julian Evans-Pritchard. O aumento nos preços de carne suína levou a inflação do país asiático ao maior nível em quase oito anos em novembro. A Capital Economics projeta que o recuo na inflação de alimentos e menores pressões nos preços causadas pela demanda devem fortalecer o argumento para maior afrouxamento monetário.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Paraguai avança na exportação de 40.000 bovinos para o Brasil

Para encontrar alternativas aos “preços baixos” que os frigoríficos estão oferecendo pelo boi gordo no Paraguai, os produtores de gado estão avançando nos processos de exportação de 40.000 cabeças para o Brasil

O Presidente da Associação Paraguaia de Produtores e Exportadores de Carne (Appec), Fernando Serrati, comentou ao site paraguaio El Agro que a exportação em pé “está quase concluída” e “deve sair antes do final do ano”. Na publicação, Serrati disse que das 40.000 cabeças, 30.000 irão para a empresa JBS e 10.000 para a Astra Refrigerator, nos dois casos são frigoríficos no Brasil. Ele também disse que “o preço de compra é equivalente a US $ 3,10 por quilo de carcaça, aproximadamente”. O Presidente da Appec comentou que os novilhos serão exportados para abate imediato. E ele disse: “Além de que a ordem de exportação foi feita pelo sindicato, todos os agricultores do país podem executar o gerenciamento de exportação correspondente”.

El País Digital

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