CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1140 DE 11 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1140| 11 de dezembro de 2019


NOTÍCIAS

Carne bovina subiu no varejo

Depois de algumas semanas de aperto para transferir as valorizações do atacado para os consumidores, o mercado varejista rompeu as altas, apoiado na melhora das vendas dos primeiros dias do mês

Nos últimos sete dias, na média de todos os cortes, os preços da carne bovina vendida em supermercados e açougues paulistas registraram um aumento de 4,4%, segundo levantamento da Scot Consultoria. No Paraná, o incremento das cotações foi de 3,5%, no Rio de Janeiro de 3,7% e em Minas Gerais, estado com a maior elevação, os cortes estão 6,8% mais caros, na comparação semanal.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo caiu 6,7% em São Paulo em dezembro

Em São Paulo, o preço da arroba do boi gordo acumula queda de 6,7% desde o início do mês, segundo levantamento da Scot Consultoria. A venda de carne no mercado interno continua sendo o principal entrave, com isso o mercado segue buscando um equilíbrio. 

SCOT CONSULTORIA

MT: preço do boi e vaca gorda começa a perder força

As médias fecharam em R$ 191,57/@ e R$ 181,25/@, respectivamente

O IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) informou, esta tarde, que os preços da arroba do boi e da vaca gorda começaram a perder força, semana passada, pois para o macho houve desvalorização no comparativo semanal de 1,19% e para a fêmea o aumento foi de apenas 0,26%. Assim, as médias fecharam em R$ 191,57/@ e R$ 181,25/@, respectivamente. A análise foi divulgada no boletim semanal da pecuária. “Com a interrupção do movimento de alta intenso nas cotações, as escalas de abate subiram 1,08 dia ante a semana passada, ficando em uma média de 6,69 dias. Por outro lado, este movimento foi mais favorável para o diferencial de base Mato Grosso-São Paulo. Isso porque este indicador encurtou na semana passada 3,46 pontos percentuais no valor médio de -13,46%”, aponta o instituto. “Com a queda nos preços da arroba do boi gordo e sustentação nos do bezerro de ano, a relação de troca boi/bezerro, no comparativo semanal, caiu 4,55%, ficando em 2,16cab./cabeça”, conclui.

IMEA

Demanda forte dá sustentação ao preço do sebo

A demanda em alta tem puxado as cotações do sebo bovino para cima

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o produto está cotado em R$2,85/kg, livre de imposto. Alta de 5,6% na comparação com a semana anterior. Vale destacar que há negócios acima da referência. No Rio Grande do Sul, o cenário é semelhante. No estado, a cotação do sebo subiu 3,5% no mesmo período e a referência está em R$2,95/kg.  A maior demanda, principalmente para a produção de biodiesel, deve manter o mercado de sebo com viés de alta.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição está aquecido no Pará

A oferta reduzida e a boa demanda têm dado sustentação aos preços dos animais de reposição no Pará.

Desde o início do ano as cotações acumulam alta de 36,4%, considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria. A maior demanda pelo boi magro anelorado resultou em aumento de 40,8% para esta categoria desde janeiro. Atualmente está cotada em R$2,4 mil. No mesmo período, a arroba do boi gordo valorizou 49,6%, resultando na melhora da relação de troca.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar volta a ter alta ante real após 6 quedas seguidas

O dólar fechou em alta ante o real na terça-feira, numa sessão negativa para algumas moedas latino-americanas e com o mercado evitando risco um dia antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos

O pregão foi de ajuste também numa medida de incerteza para a taxa de câmbio com a volatilidade implícita em contratos de opção de dólar de três meses subindo depois de cair por várias sessões. O dólar à vista subiu 0,47%, a 4,1486 reais na venda. Na B3, em que as negociações vão até as 18h15, o contrato de dólar futuro mais movimentado tinha alta de 0,13%, a 4,1520 reais. A alta da cotação na terça mostrou que a moeda ainda tem dificuldades em romper suportes técnicos. Na América Latina, peso chileno e sol peruano recuavam nesta sessão, enquanto as moedas de Argentina e México operavam perto da estabilidade, num dia de queda do dólar ante divisas fortes. O mercado evitou risco nesta terça também à espera das decisões de política monetária nos EUA e no Brasil. A expectativa é que o BC local corte a Selic em mais 0,50 ponto, para uma nova mínima de 4,50% ao ano, enquanto nos EUA o mercado espera estabilidade da taxa. A redução do diferencial de juros entre ambos os mercados ao longo do ano pressionou o real, que acumula depreciação de cerca de 7% ante o dólar em 2019.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda à espera de decisões de juros

O principal índice de ações da B3 recuou na terça-feira, refletindo movimentos de realização de lucros, enquanto investidores aguardando novidades das negociações entre a China e os Estados Unidos e decisões de política monetária

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,28%, a 110.672,01 pontos, com papéis de bancos entre as maiores pressões negativas. O volume financeiro da sessão alcançou 17,2 bilhões de reais. Do exterior, repercutiu positivamente reportagem do Wall Street Journal de que negociadores comerciais de EUA e China planejam adiamento das tarifas previstas para entrar em vigor em 15 de dezembro. O chefe de gabinete da Casa Branca, Mick Mulvaney, disse que as perspectivas para a primeira parte de um acordo comercial entre Estados Unidos e China parecem boas. Permanece a dúvida se EUA e China alcançarão um acordo inicial antes da data prevista para entrada em vigor de novas tarifas norte-americanas sobre produtos chineses. Investidores também estão atentos a reuniões de política monetária, particularmente do Federal Reserve, nos EUA, mas também do Banco Central do Brasil, em especial os comunicados que acompanharão as respectivas decisões na quarta-feira. A MARFRIG ON avançou 2,94%, com estimativa de associação da indústria do setor de que a exportação brasileira de carne bovina alcance recorde de 1,828 milhão de toneladas em 2019. Já a JBS ON caiu 2% após o Ministério Público Federal de Brasília ajuizar ação pública por improbidade administrativa contra 14 pessoas. A ação também inclui o frigorífico e a J&F Investimentos, citando fraudes no sistema BNDES/BNDESpar com intuito de favorecer o grupo e facilitar a internacionalização da empresa, e cobra dos envolvidos 21 bilhões de reais em ressarcimento. A PF também deflagrou nova fase da operação Porteira Aberta e investiga fiscais que atuavam na JBS.

REUTERS

Tesouro prevê que dívida pública atingirá pico de 78,2% do PIB em 2020

O Tesouro continua prevendo que o país só voltará a registrar superávits primários a partir de 2023, após nove anos consecutivos de déficit

O Tesouro Nacional reduziu na terça-feira sua projeção para o nível da dívida bruta do setor público no final deste ano para 77,3% do PIB (Produto Interno Bruto), ante estimativa anterior de 80,8% divulgada no final de outubro. Em seu cenário central, a projeção agora é que a dívida bruta atingirá o pico de 78,2% do PIB em 2020 e depois passará a recuar, chegando a 67,3% do PIB no final de 2028. Até outubro, a estimativa era de que a dívida atingiria um pico de 81,8% do PIB em 2022, iniciando trajetória de recuo somente no ano seguinte. Entre os fatores que determinaram a reavaliação das projeções, o Tesouro citou as arrecadações do setor de petróleo, os números divulgados pelo IBGE para o PIB do terceiro trimestre, a redução do estoque de compromissadas do Banco Central e a devolução ao Tesouro, por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de empréstimos concedidos anteriormente no valor de 30 bilhões de reais. O Tesouro afirmou que, com a revisão do PIB de 2017 e 2018 anunciada pelo IBGE, os dados de endividamento desses anos foram corrigidos —de 74,1% e 77,2% do PIB, respectivamente, para 73,7% e 76,5%. Para as novas projeções, o Tesouro levou em consideração um cenário de referência que leva em conta parâmetros macroeconômicos do mercado e uma estimativa conservadora para o resultado fiscal deste ano. O Tesouro então também simulou a trajetória da dívida bruta nesses cenários. Com o déficit de 80 bilhões de reais este ano, a dívida pública iria a 76,9% do PIB. Com o déficit de 60 bilhões de reais, a dívida ficaria em 76,6% do PIB.

REUTERS

Exportações do agronegócio cresceram para US$ 8,2bi em novembro

Aumento foi puxado pelas vendas de carnes para a China

As exportações brasileiras do agronegócio renderam US$ 8,2 bilhões em novembro, segundo dados da Secretaria de comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. As importações de produtos do setor alcançaram US$ 1,1 bilhão, e, assim, o superávit ficou em US$ 7,1 bilhões. Em relação ao mesmo mês do ano passado, as exportações cresceram 1%, as importações foram 8,6% menores e o saldo, portanto, registrou alta de 2,6%. O aumento da receita dos embarques foi puxado sobretudo pelas carnes bovina, de frango e suína, que geraram, no total, divisas da ordem de US$ 1,6 bilhão, 22,1% mais que no mesmo mês do ano passado. Segundo o ministério, apenas as vendas para a China atingiram US$ 685,9 milhões, ante 253,1 milhões em novembro de 2018 — o segundo principal destino das vendas foi Hong Kong, com compras de US$ 147,6 milhões. “Ou seja”, reforça comunicado do ministério, “a China e sua região administrativa responderam por 53,4% do valor exportado pelo Brasil de carnes em novembro”. Sempre conforme a Pasta, as exportações de carne bovina, cujos preços estão em forte alta no mercado brasileiro, bater recordes de volume e valor em novembro. Foram 180 mil toneladas, 13,8% mais que no mesmo mês do ano passado, ou US$ 844,6 milhões, alta de 36,9% na comparação. Para a China, os embarques renderam US$ 488 milhões, um incremento de 202,3%. A receita das exportações de carne de frango, por sua vez, chegou a US$ 530,7 milhões, um aumento de 3% ante novembro de 2018, e a China absorveu 23,3% desse total. No caso da carne suína, os chineses ficaram com US$ 74,1 milhões, ou 50% do total exportado pelo Brasil no mês. No período, as exportações foram lideradas pelo complexo soja (US$ 31 bilhões, queda de 19,5%) e carnes (US$ 14,8 bilhões, alta de 10,8%). E a China foi o destino de 32,2% da receita total com os embarques, ou US$ 28,8 bilhões — 12,8% menos que nos primeiros 11 meses do ano passado.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

PF deflagra nova fase da operação Porteira Aberta e investiga fiscais que atuavam na JBS

A Polícia Federal deflagrou na terça-feira uma nova fase da Operação Porteira Aberta, com o objetivo de combater um suposto esquema de pagamentos ilegais a servidores públicos de fiscalização sanitária federal que atuavam em unidades da JBS informaram autoridades e duas fontes com conhecimento do assunto

A operação investiga se certificados sanitários foram emitidos sem que de fato tenha havido uma fiscalização ou inspeção no abate de animais da empresa, maior produtora global de proteína animal. O caso foi originado na delação de 2017 de Wesley Batista, um dos donos da J&F, holding da JBS, disse uma das fontes com conhecimento da situação. Em delação, Batista afirmou que fiscais agropecuários eram pagos para que atuassem fora da jornada de trabalho, uma vez que o Ministério da Agricultura não teria quadros suficientes para realizar o trabalho. Procurada, a J&F disse que a JBS não é alvo da ação, “ao contrário”, e que a holding “contribui para o avanço das investigações”. “A operação deflagrada hoje pela Polícia Federal tem como base informações prestadas pelos colaboradores do grupo às autoridades”, acrescentou. Em nota, a JBS ressaltou que nenhuma unidade da empresa foi alvo da segunda fase da operação Porteira Aberta. Segundo a PF, a ação teve o objetivo de cumprir 15 mandados de busca e apreensão em seis Estados: Mato Grosso, Goiás, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Houve ainda o cumprimento de medidas cautelares, como o afastamento de fiscais federais agropecuários envolvidos nas suspeitas. A operação foi determinada pela Justiça Federal de Barra do Garças (MT), que também determinou o sequestro de bens e valores pertencentes a quatro fiscais federais agropecuários, totalizando 5 milhões de reais. Segundo nota da PF, foram registrados pagamento ilegais em unidades da empresa situadas nos municípios de Anápolis (GO), Campo Grande e Cassilândia e Ponta Porã (MS), Barra do Garças, Confresa, Cuiabá, Diamantino, Pedra Preta, Vila Rica, São José dos Quatro Marcos, Água Boa e Matupá (MT). Delatores afirmaram que houve o pagamento de, no mínimo, 6 milhões de reais em propinas aos agentes públicos envolvidos. Os repasses ilícitos, que variavam de 5 mil a 25 mil reais mensais, foram feitos até o início de 2017, cessando com a deflagração da Operação Carne Fraca, segundo a nota da PF.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Reino Unido registra caso de gripe aviária pela 1ª vez desde 2017

O governo do Reino Unido informou o registro de ocorrência de gripe aviária em uma criação de frangos no leste da Inglaterra na terça-feira, no primeiro relato da doença no país desde junho de 2017

Cerca de 27 mil aves da fazenda serão abatidas após a descoberta da variedade H5, que o Ministério da Agricultura britânico descreve como “pouco contagiosa”. “O risco do vírus à saúde pública é muito baixo”, acrescentaram as autoridades da saúde. “Aves completamente cozidas e produtos de aves, incluindo ovos, podem ser ingeridos com segurança.”

REUTERS

Brasil JÁ embarcou 91,6 mil toneladas de carne de frango em dezembro

Na comparação com 2018 a média diária de embarque é 12,2% maior

Na primeira semana de dezembro, com cinco dias úteis, o Brasil enviou ao mercado externo 91,6 mil toneladas de carne de frango, registrando uma média diária de 18,3 mil toneladas. Na comparação com novembro a média registrada na semana é 18,5% maior, já na comparação com dezembro de 2019, o incremento é de 12,2%. A soma dos embarques dessa primeira semana ficou em US$ 145,16 milhões. O preço pago por tonelada no período foi de US$ 1584,88, 06% menor que os US$ 1593,74 pagos em novembro e 0,8% menor que os US$ 1596,93 pagos em dezembro de 2018. O mês de dezembro conta com 21 dias úteis, se a média for mantida o volume embarcado no mês pode chegar às 384 mil toneladas embarcadas.

AVICULTURA INDUSTRIAL

SUÍNOS:Preço por tonelada embarcada sofre pequeno recuo em dezembro

Na comparação com 2018 a proteína registra alta de 18%

O preço pago por tonelada embarcada da carne suína registrou um leve recuo na primeira semana de dezembro, passando de US$ 2,405,32 para 2,339,81, uma queda de 2,7%.  Já em relação em dezembro de 2018 o valor pago é 18% maior, visto que no período o valor pago era de US$ 2,339,81. Na primeira semana do mês foram exportadas 17,3 mil toneladas, uma média diária de 3,5 mil toneladas, valor 20% maior que a média registrada em novembro e 45% maior que a média para dezembro de 2018. A soma dos embarques chegou a US$ 40,5 milhões. Se considerarmos os 21 dias úteis de dezembro, com a média registrada na semana, as exportações podem bater novo recorde, podendo chegar a 73 mil toneladas embarcadas no mês.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Medida de Trump prejudica frango halal brasileiro

O sonho da indústria brasileira de frango halal de exportar para Indonésia sofreu novo revés

O sonho da indústria brasileira de frango halal de exportar para o gigante mercado da Indonésia sofreu novo revés nesta semana. É que, devido a uma manobra do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o órgão de apelação contra barreiras comerciais da Organização Mundial do Comércio (OMC) vai deixar de funcionar. O Brasil sempre se utilizou daquele mecanismo para garantir um comércio internacional mais justo. O Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) havia estabelecido, em junho deste ano, a pedido do Brasil, painel de implementação no âmbito do contencioso com a Indonésia sobre carne e produtos de frango, segundo nota conjunta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em novembro de 2017, o Órgão de Solução de Controvérsias já havia adotado decisão favorável ao Brasil na fase original da disputa. O painel que examinou a matéria determinou que diversas medidas mantidas pela Indonésia constituíam barreiras comerciais à importação de carne e produtos de frango brasileiros, em desconformidade com disciplinas do GATT e do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC. Com aproximadamente 265 milhões de habitantes e a maioria composta por muçulmanos, o destino é o sonho da indústria avícola brasileira, que deseja exportar frango halal. Agora, sem o órgão que poderia definir com maior celeridade essa questão a expectativa é de que o conflito se estenda por mais alguns anos.

AVICULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

RABOBANK: Preços da ração, demanda do mercado apoiam a produção de carne bovina e a recuperação do mercado

Espera-se que a demanda global permaneça alta por carne bovina, especialmente da China, mesmo com os EUA vendo um lento aumento da produção e uma concorrência no mercado de exportação da América do Sul, dizem analistas. O Rabobank divulgou detalhes do mercado global de produção de carne bovina em um relatório trimestral

Globalmente, a China deve ter um crescimento de cerca de 2% na produção doméstica de carne bovina, enquanto o Brasil deve ter um aumento de cerca de 3,5% e a Nova Zelândia tem um forte crescimento, disseram os autores do relatório. Prevê-se que a produção na Europa diminua e o crescimento da produção nos EUA seja inferior a 1%, mesmo que o Canadá aumente o abate de gado em 6%.  “No lado da carne bovina, você tem expansão no Brasil e nossa expectativa para a produção australiana é [de] diminuir em 15%, impulsionada pela seca”, disse ele. “Os EUA estão à beira da oscilação – paramos de expandir e [dependendo] de quão agressiva será nossa liquidação – nossos números serão constantes ou menores”. Olhando para o longo prazo, os produtores de carne bovina dos EUA precisam começar a considerar o papel do mercado internacional. Além da demanda do mercado da China, Vietnã e Sudeste Asiático, os EUA também devem se beneficiar da aprovação do acordo comercial EUA-Japão. Prevê-se que o México estabeleça novos recordes de produção com base nos baixos custos de alimentação e na expansão do número de bezerros. A China vem aumentando o número de plantas capazes de acessar o mercado chinês, disseram os autores do relatório. Várias fábricas no Brasil, Argentina, África do Sul e em toda a Europa foram aprovadas desde agosto. A Austrália está testemunhando uma queda na produção baseada em ração e seca, disseram os autores. Os produtores começaram a vender criadouros, mas os preços permanecem estáveis. Na América do Sul e Central, o Brasil está bem posicionado para aproveitar o aumento da demanda de exportação, disse Close. No Brasil, a grande população de gado e o suprimento de ingredientes alimentares sugerem a expansão do uso de alimentos para a produção de gado, mas o quadro é mais complexo, afirmou. Atualmente, cerca de 7% do gado é criado confinado. O Brasil tem os componentes brutos, mas se você considerar a genética com a qual eles estão trabalhando e como o gado está se saindo no confinamento, não é bom. Estão tentando implementar mais cruzamentos com raças britânicas para domesticar esse gado, para que tenham melhor desempenho em uma situação de confinamento. “Embora sejam abençoados com ingredientes crus, a infraestrutura de fundo para que isso aconteça ainda não está em vigor”, acrescentou o relatório.

GlobalMeatNews.com

Repressão da China à carne ilegal de búfalo na Índia é mercado de US$ 2 bilhões

Concorrente do Brasil, país do Sul da Ásia corre para encontrar novos compradores para a sua proteína

A China adotou controles fronteiriços mais rígidos depois do surto de peste suína africana, o que significa que as exportações de carne de búfalo da Índia para Pequim, que geralmente entram clandestinamente sobretudo pelo Vietnã, praticamente pararam. As informações são do site do jornal South China Morning Post. A Índia é o segundo maior exportador mundial da proteína, atrás apenas do Brasil e concorre diretamente com os exportadores brasileiros em alguns mercados. Os indianos não podem vender diretamente carne de búfalo para o mercado chinês devido a uma proibição introduzida por Pequim em 2001, após um surto de febre aftosa no país asiático. O controle mais rígido das fronteiras na China prejudicou o comércio de carne no mercado negro, que normalmente movimenta em torno de US$ 2 bilhões por ano. Exportadores indianos agora esperam que a Indonésia possa mais que triplicar as compras de carne do país do Sul da Ásia para compensar as pesadas perdas deste ano. Enquanto isso, a China, o maior consumidor mundial de carne de porco, vem aumentando consideravelmente as importações de carne bovina e outras proteínas, depois que a doença mortal dos suínos matou mais de um milhão de porcos. De acordo com dados compilados pela Associação de Exportadores de Carne e Pecuária da Índia, os embarques indianos de carne e miudezas de búfalo para a China (via Vietnã, Mianmar, Tailândia e Hong Kong) caíram 23% no acumulado de janeiro a outubro deste ano na comparação com o volume registrado em igual período do ano passado. Segundo a reportagem, os exportadores da Índia têm pressionado o governo local a conversar com a Indonésia para aumentar a cota de importação. A Índia também solicitou que o governo da China suspendesse a sua atual proibição de importações de carne de búfalo.

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