CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1137 DE 06 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1137| 06 de dezembro de 2019


NOTÍCIAS

Arroba do boi volta a custar menos de R$ 200 no Brasil

Em Mato Grosso, a cotação foi de R$ 200 para R$ 197 na quinta-feira, 5, mantendo o ritmo de queda dos últimos dias

O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país. “Houve continuação hoje do movimento de correção, enquanto os frigoríficos seguem comprando lotes volumosos mesmo a preços mais baixos”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.  Segundo ele, o fato é que o mercado agora busca um ponto de equilíbrio. “Da mesma maneira que o movimento de alta foi muito agressivo o movimento de correção também é, com os preços médios no Brasil cedendo em torno de 8% desde o início da semana. Mesmo com os preços em queda, a margem operacional dos pecuaristas permanece positiva no último bimestre”, assinalou.  Em São Paulo, preços a R$ 208 a arroba, ante R$ 214 a arroba ontem. Em Minas Gerais, preços de R$ 206 a arroba, contra R$ 215 a arroba. No Mato Grosso do Sul, preços em R$ 201 a arroba, ante R$ 205 a arroba. Em Goiás, o preço caiu de R$ 205 a arroba para R$ 201 a arroba, em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço diminuiu de R$ 200 a arroba para R$ 197 a arroba. Já no atacado os preços ficaram entre estáveis a mais baixos. “A dificuldade em repassar os altos custos no mercado doméstico resultou na necessidade dos frigoríficos em reavaliar seus preços de venda no atacado, mudando também o comportamento na compra de gado” disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 18,25 por quilo, ante R$ 19,10 por quilo ontem. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,90 por quilo, enquanto o corte dianteiro seguiu em R$ 12 por quilo.

Agência Safras

Frigoríficos tiram o pé das compras de boiada

Lentidão na demanda faz valor do Indicador do boi gordo recuar 6% em sete dias

Na quinta-feira, o mercado do boi gordo repetiu a tendência observada desde o início desta semana e seguiu em passos lentos nas principais praças pecuárias brasileira. Essa baixa liquidez deve-se sobretudo ao movimento de maior cautela por parte dos frigoríficos, depois da forte disparada nos preços do boi gordo ao longo de novembro – superior a 30%. Segundo a Informa Economics FNP, de São Paulo, nesta semana, a maior parte das indústrias passou a realizar aquisições pontuais nas praças pecuárias, “apenas para manter minimamente as operações de suas plantas para etapa final do ano”. Os negócios efetivados, continua a consultoria paulista, envolvem baixos volumes de animais, comprados “provavelmente de pecuaristas que estavam retendo lotes para exatamente comercializar nesta primeira etapa de dezembro, na tentativa de ainda aproveitar a onda de valorizações da arroba”. Na avaliação da consultoria Agrifatto, de Bebedouro, SP, “muitos frigoríficos também estão entrando em período de recesso”, movimento que também contribuiu para alívio dos preços do boi gordo no mercado físico. Na quarta-feira, 4 de dezembro, o Indicador do boi gordo Esalq/B3/Cepea recuou 1,3% sobre o dia anterior, fechando em R$ 216,50/@. Em sete dias, acumula desvalorização de 6,3%.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar fecha EM QUEDA ante real com exterior

O dólar fechou no menor patamar em três semanas na quinta-feira, na casa de 4,18 reais, com o câmbio se alinhando ao movimento da moeda norte-americana no exterior

No encerramento das operações no mercado à vista, a cotação recuou 0,33%, a 4,1883 reais na venda, cerca de 10 centavos abaixo do pico intradia recorde alcançado na semana passada. Na mínima da sessão, a moeda tocou 4,1773 reais (-0,59%), enquanto na máxima, alcançada pela manhã subiu a 4,2243 reais (+0,52%). Na B3, em que os negócios vão até as 18h15, o dólar cedia 0,43%, a 4,1940 reais. O câmbio seguiu orientado pelo noticiário em torno das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. As declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, têm oscilado com frequência, o que tem deixado investidores confusos. Nesta quinta, as principais bolsas de valores de Wall Street já variaram entre altas e quedas, com investidores citando as incertezas sobre o tema. No exterior, o índice do dólar cedia 0,23%, para mínimas em um mês. “Essa questão (guerra comercial) tem influenciado o dólar no mundo e, claro, aqui também”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com ajuda de Petrobras

A bolsa paulista manteve o viés positivo na quinta-feira, com o Ibovespa subindo pelo quarto pregão seguido e chegando a superar os 111 mil pontos pela primeira vez no melhor momento do dia, ajudado principalmente pela alta das ações da Petrobras

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,29%, a 110.622,27 pontos, renovando máxima histórica. No melhor momento da sessão, alcançou 111.072,80 pontos, recorde intradia. O volume financeiro do pregão alcançou 17,57 bilhões de reais. Economistas do Credit Suisse estimaram na quinta-feira que o cenário de reformas no país deve continuar nos próximos 2 anos, ajudando a proporcionar um ambiente de inflação e juros baixos, com crescimento mais forte da economia. A nova máxima do Ibovespa ocorreu mesmo em uma sessão sem tendência firme em Wall Street, onde o S&P 500 fechou com variação positiva de 0,15%, na expectativa de novidades efetivas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A JBS ON subiu 1,18%, um dia após anunciar que planeja investir cerca de 8 bilhões de reais no Brasil nos próximos cinco anos, enquanto se prepara para atender o aumento da demanda por carne no país e no exterior.

REUTERS

Poupança tem captação líquida de R$ 2,4 bilhões em novembro

No ano, a aplicação acumula saque líquido de R$ 3,8 bilhões

As novas captações da caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,426 bilhões em novembro. Em outubro, houve saques líquidos de R$ 247 milhões. As informações foram divulgadas pelo Banco Central (BC). Em novembro do ano passado, a poupança teve captação líquida de R$ 684 milhões. No ano, a aplicação acumula saque líquido de R$ 3,884 bilhões. Em 2018, a poupança acumulou uma captação líquida de R$ 38,260 bilhões. O resgate líquido em novembro se soma ao rendimento de R$ 2,721 bilhões creditados no mês. Com isso, o saldo total da poupança somou R$ 825,729 bilhões, frente a R$ 820,571 bilhões em outubro. Em novembro, os bancos que aplicam recursos da caderneta em crédito imobiliário (SBPE) registraram captação líquida de R$ 3,049 bilhões. As instituições que destinam os recursos para o crédito rural (SBPR) registraram saques líquidos de R$ 622 milhões, por sua vez.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Competitividade da carne suína frente à do boi é a maior da série

Carcaça suína esteve 5,6 Reais/kg mais barata que a carcaça casada bovina em novembro
A competitividade da proteína suína frente à bovina registrou, em novembro, o maior patamar da série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004. Quanto ao frango, por outro lado, a carne suína perdeu competitividade, porque, segundo dados do Cepea, essa proteína se valorizou mais que a avícola no mês. A carcaça suína esteve 5,6 Reais/kg mais barata que a carcaça casada bovina em novembro, elevação de 54,3% na competitividade frente à verificada no mês anterior. Na comparação com o frango, a carcaça suína ficou 3,41 Reais/kg mais cara de outubro para novembro, ampliando a diferença em 2,6%.

CEPEA/ESALQ

Exportações de carne suína cresceram 13,2% em novembro

Segundo ABPA, volume alcançou 66,4 mil toneladas

As exportações brasileiras de carne suína (in natura e industrializados) somaram 66,4 mil toneladas em novembro, 13,2% mais que no mesmo período do ano passado, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em receita, o saldo das vendas totalizou US$ 149,3 milhões, com alta de 42,3%. De janeiro a novembro, os embarques alcançaram 674,2 mil toneladas, com elevação de 14,4% na comparação com o mesmo período de 2018. A receita cresceu 27,9%, para US$ 1,1 bilhão. No caso da carne de frango, as vendas de novembro alcançaram 332 mil toneladas, volume 3,1% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Em receita, a alta foi de 2,1%, com US$ 537,5 milhões. No ano, as exportações de carne de frango acumularam alta de 2%, com total de 3,8 milhões de toneladas embarcadas. A receita cambial alcançou US$ 6,34 bilhões, 6,1% acima do realizado no mesmo período de 2018. “Assim como nas vendas de carne suína, o quadro sanitário da Ásia também tem gerado impactos significativos nas exportações de carne de frango”, confirmou a ABPA. Em novembro, a elevação dos embarques para a China foi de 61% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Mesmo com novos players no mercado, a demanda chinesa continuará a ser um dos motores do mercado internacional do próximo ano”, analisa em nota Ricardo Santin, Diretor-Executivo da ABPA.

VALOR ECONÔMICO

Ricardo Santin será o novo presidente da associação da indústria de carnes ABPA

O Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) escolheu Ricardo Santin como o novo Presidente da entidade que representa a avicultura e a suinocultura do país

A escolha por unanimidade do nome de Santin ocorreu após um extenso processo seletivo que contou com 25 candidatos, entre grandes nomes do agronegócio empresarial do país, disse a ABPA em nota. O atual Presidente da ABPA, o ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, deixará o cargo a partir de abril de 2020, após 12 anos à frente da associação. Atualmente, Santin é o diretor-executivo da associação, que reúne empresas como BRF, Aurora e Seara, da JBS.

REUTERS

Líder, BRF tem capacidade ociosa para expandir produção no Brasil

Dona de Sadia e Perdigão é a maior agroindústria de aves e suínos do Brasil

Embora os investimentos da Seara possam representar uma ameaça à liderança da BRF no médio prazo, a dona de Sadia e Perdigão não precisa de aportes significativos em seu parque fabril no Brasil para sustentar uma expansão da produção de carnes de frango e suína no mercado local. Com 35 fábricas no país, a BRF tem capacidade para abater 7 milhões de frangos por dia e mais de 30 mil suínos por dia, conforme estimativas de um consultor. As unidades da companhia ainda são ociosas. De acordo com uma fonte que conhece a empresa, a ociosidade média gira em torno de 15%. Em 12 de novembro, durante encontro com investidores na capital paulista, o Vice-Presidente de Operações da BRF, Vinícius Barbosa, revelou o objetivo de reduzir a ociosidade do ativo fabril em 50% em 2020. Além disso, os executivos da BRF têm repetido os alertas de precaução aos investidores eufóricos com a demanda da China, apesar da injeção de rentabilidade representada pelo forte aumento das exportações. Para atender à China, a companhia fez investimentos pontuais. Entre os grupos brasileiros, a BRF é hoje a maior exportadora de carne suína para a China, respondendo por 27% das exportações do Brasil ao país asiático, conforme apresentação feita recentemente pelo Vice-Presidente internacional da BRF, Patricio Rohner. Em diversas ocasiões, o Presidente-Executivo da empresa, Lorival Luz, afirmou que os chineses vão se recuperar do baque representado pela peste suína africana. Um movimento expressivo de aumento da produção poderia resultar em um quadro de sobre oferta no futuro, provocando uma ressaca. O alerta não é despropositado. Na história recente da avicultura, são muitos os exemplos de excesso de produção provocados pelo otimismo exagerado.

VALOR ECONÔMICO

Demanda aquecida faz subir preços do frango em São Paulo, diz Cepea

Dentre os cortes negociados no atacado paulista, o filé de peito foi o que teve a valorização mais expressiva (2%)

Os preços da carne de frango se mantiveram firmes na semana de 27 de novembro a 4 de dezembro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro resfriado subiu 1,7%, a R$ 5,35 o quilo, em média, na quarta-feira, 4. “Dentre os cortes negociados no atacado paulista, o filé de peito foi o que teve a valorização mais expressiva. O produto congelado foi cotado a R$ 8,70 por quilo no dia 4, avanço de 2% de 27 de novembro a 4 de dezembro”, informa. O centro de estudos destaca que o período de início de mês favorece o consumo. Além disso, a competitividade da carne de frango frente às principais concorrentes (bovina e suína) aumentou. Quanto aos insumos usados na produção, o Cepea diz que tanto os preços do milho quanto os do farelo de soja negociados no mercado de lotes da região de Campinas (SP) subiram nos últimos sete dias. Segundo levantamento da Equipe Grãos/Cepea, a saca de 60 kg do cereal teve média de R$ 47,68 na quarta-feira, alta de 0,9% de 27 de novembro a 4 de dezembro, enquanto a tonelada do farelo de soja se valorizou 1,6% no mesmo período, a R$ 1.362,78 na última quarta-feira, 4.

Estadão Conteúdo

INTERNACIONAL

Preços de alimentos no mundo sobem com impulso de carnes e óleos vegetais, diz FAO

Os preços dos alimentos no mundo subiram fortemente em novembro, impulsionados por grandes saltos nas cotações de carnes e óleos vegetais, apesar de valores ligeiramente mais baixos dos cereais, informou a agência de alimentos das Nações Unidas na quinta-feira

O índice de preços dos alimentos da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, atingiu uma máxima de 26 meses em novembro. O indicador atingiu média de 177,2 pontos, alta de 2,7% em relação ao mês anterior e um aumento de 9,5% ante o mesmo período do ano passado. O índice de preços da carne registrou seu maior aumento mensal desde maio de 2009, subindo 4,6% ante outubro, para 190,5 pontos, com a carne bovina e ovina avançando mais fortemente, impulsionadas pela demanda da China e maior consumo de final de ano. O índice de preços de óleo vegetal subiu 10,4%, para 150,6 pontos, atingindo seu ponto mais alto desde maio de 2018, liderado por valores mais firmes do óleo de palma, que se fortaleceram com a forte demanda de importação, maior uso de biodiesel e preocupações com possível escassez. O índice de preços dos cereais caiu 1,2%, para 162,4 pontos, com grandes ofertas de exportação e forte concorrência entre os produtores mundiais, pesando nos preços do trigo. A agência elevou sua previsão para a produção global de cereais em 2019 em 0,4%, estimando a safra mundial de cereais em 2,714 bilhões de toneladas, em comparação com os níveis de 2018.

REUTERS

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