CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1136 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1136| 05 de dezembro de 2019


NOTÍCIAS

Boi gordo: vendas de carne continuam sendo o entrave

No fechamento da última quarta-feira (4/12), considerando a praça de São Paulo, a cotação do boi gordo recuou 2,1% e ficou em R$215,00/@ à vista, bruto, R$214,50/@ com desconto do Senar, e R$212,00/@ com desconto do Funrural e Senar

A dificuldade no escoamento de carne colabora com o cenário. Os preços caíram em 16 das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, considerando o preço à vista. Destaque para Mato Grosso do Sul, onde o preço do boi gordo caiu 2,6%, considerando a média estadual, na comparação dia a dia. Alguns compradores estiveram fora das compras, o que não é comum para uma quarta-feira. Na média de todas as praças pesquisas, a queda foi de 0,8% na comparação com o fechamento de ontem.

SCOT CONSULTORIA

Depois de subir 50% no ano, boi gordo começa a baixar a poeira

Preços abrem dezembro em queda, motivada pela pisada no freio dos frigoríficos

Depois de registrar um novembro histórico de recordes de preços, o Indicador Esalq/B3/Cepea do boi gordo abriu dezembro em trajetória de baixa, marcando recuo de 5,1% no acumulado do mês. Nessa terça-feira, fechou a R$ 219,45/@, com retração de 3,6% sobre o valor do dia anterior (R$ 227,80/@). Na última sexta-feira, 29 de novembro, o mesmo indicador chegou a bater a marca histórica de R$ 231,35/@, o que representou valorização de 50,1%, ou R$ 77,95/@. Segundo a Agrifatto, as escalas de abate começam a se mostrar gradualmente maiores em boa parte das regiões analisadas pela consultoria. Em São Paulo, Mato Grosso do Sul e em Tocantins, as programações de abates ficam na faixa dos seis dias úteis. Goiás ainda mostra certa dificuldade em avançar, com as escalas de abate atendendo ao redor de quatro dias úteis, informa a Agrifatto. O ligeiro alongamento das programações de abate já reflete nas indicações de balcão, com ofertas de compra a preços menores. “Aliado a isso, existe a dificuldade do escoamento de carne bovina no atacado, após as revisões para cima dos preços das proteínas animais”, observa a Agrifatto. De acordo com a consultoria, nas praças paulistas, as ofertas realizadas pelos frigoríficos têm diminuído entre R$ 5 e 10/@, com negócios saindo na casa dos R$ 220/@. Em entrevista à agência Reuters, o analista Thiago de Carvalho, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), disse que o consumidor “se assustou” com a disparada da carne bovina nas prateleiras frias do varejo. “É natural, e tem proteínas mais baratas, então realmente tem um efeito da demanda e da renda também”, afirmou Carvalho.

PORTAL DBO

Ministério assina contrato com o BID para destinar US$ 200 milhões para a Defesa Agropecuária

Recursos serão investidos nos próximos cinco anos no controle e erradicação de pragas e melhoria dos serviços de sanidade animal e vegetal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento assinou na quarta-feira (4) o contrato de empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Programa de Modernização e Fortalecimento da Defesa Agropecuária (ProDefesa). A assinatura ocorreu durante cerimônia para celebrar os 60 anos do banco. O custo estimado do programa é de US$ 200 milhões para os próximos cinco anos, sendo que US$ 195 milhões virão de empréstimo junto ao BID e US$ 5 milhões de aporte do governo federal.  Segundo a Ministra Tereza Cristina, o programa vai permitir que o Brasil continue livre da febre aftosa, aumente as áreas sem a peste suína clássica (PSC) e sem a mosca da carambola. Com esses recursos, também serão reestruturados os serviços de sanidade animal e vegetal. Do total a ser investido, o controle e erradicação de pragas e doenças receberá US$ 137 milhões, a melhoria da eficiência dos serviços de defesa agropecuária ficará com US$ 23 milhões, e ao conhecimento e inovação para a defesa agropecuária caberá US$ 35 milhões. Adicionalmente, o Ministério aportará contrapartida de US$ 5 milhões para acompanhamento e avaliação dos projetos.

MAPA

Novembro registra preço recorde para o bezerro de MT

A cotação média superou em 6,5% o valor histórico registrado em junho de 2015

Os preços do bezerro atingiram valor nominal recorde em novembro, em Mato Grosso. O animal de 12 meses fechou o mês a R$ 1.429,73, em média. Os números superam em 6,5% o valor histórico registrado em junho de 2015, de R$ 1.342,48. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A escala do bezerro no Estado, entretanto, ainda não prejudicou o bolso dos recriadores e invernistas, que também foram favorecidos pelo forte avanço nos preços do boi gordo no mês passado. Em novembro, a relação de troca boi gordo/bezerro ficou em 2,01 cabeças, enquanto em junho de 2015 essa troca foi de 1,99/cab.

IMEA

ECONOMIA

Dólar fecha em leve queda, mas defende linha de R$4,20 com ajustes

O dólar fechou com ligeira queda ante o real na quarta-feira, longe das mínimas do dia, com investidores dando uma pausa nas vendas conforme a moeda norte-americana tomava fôlego no exterior

O dólar à vista teve variação negativa de 0,09%, a 4,2023 reais na venda, depois de ter atingido 4,1843 reais na mínima do dia. Na B3, o contrato de dólar futuro de maior liquidez tinha oscilação negativa de 0,08%, a 4,2070 reais. No exterior, o índice do dólar ia às máximas do dia na sessão em Nova York, em leve queda de 0,09%.

REUTERS

Brasil engata 4º mês seguido de fluxo cambial negativo em novembro, mês de alta do dólar

O Brasil voltou a sofrer com saída de dólares em novembro, num montante de 5,691 bilhões de dólares, o quarto mês consecutivo de saldo negativo, num período marcado pela disparada do dólar

O fluxo negativo se intensificou na última semana do mês, justamente quando uma onda de compra de dólar catapultou a moeda a níveis recordes, perto de 4,28 reais. Entre 25 e 29 de novembro, o saldo das operações de câmbio contratado no Brasil ficou negativo em 4,531 bilhões de dólares. É o pior número para uma semana desde a debandada de 8,629 bilhões de dólares registrada na última semana de junho. O resultado da semana passada mais do que apagou o saldo positivo de 4,000 bilhões de dólares da semana anterior. Até então, o fluxo cambial de novembro estava negativo em 1,157 bilhão de dólares. Em 12 meses, o déficit ficou em 39,913 bilhões de dólares, um dos piores da série histórica (disponibilizada a partir de 1982) e pouco abaixo do rombo de 40,836 bilhões de dólares em 12 meses até outubro. Em 2019, o fluxo cambial está negativo em 27,156 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o resultado era positivo em 11,761 bilhões de dólares. Em novembro de 2018, o saldo de câmbio contratado fora deficitário em 6,614 bilhões de dólares. No mês passado, o fluxo cambial contratado para exportações foi de 15,191 bilhões de dólares, queda de 30% ante o mesmo período de 2018. As contratações para importações recuaram 11%, a 13,581 bilhões de dólares. Com isso, o saldo comercial no câmbio contratado recuou a 1,610 bilhão de dólares, tombo de 75% frente a um ano antes. A saída de dólares tem forçado o Banco Central a prover liquidez ao mercado via leilões de moeda à vista, o que não era feito havia uma década. Em novembro, o BC liquidou a venda de 4,461 bilhões de dólares no mercado físico. Em 2019, a venda total alcança 27,276 bilhões de dólares, quase o mesmo valor do saldo negativo do fluxo cambial, de 27,156 bilhões de dólares no acumulado do ano. Apenas nos últimos quatro meses seguidos de saldos negativos, o Brasil já perdeu um total de 24,948 bilhões de dólares. No período, o dólar saltou de 3,8173 reais no fim de julho para quase 4,2405 reais no término de novembro, disparada de 11,09%. Na última semana de novembro, a de pior fluxo desde junho, o dólar acumulou valorização de 1,14%. No acumulado do mês, a cotação subiu 5,77%.

REUTERS

Ibovespa sobe 1% com exterior

O Ibovespa subiu na quarta-feira, negociado acima dos 110 mil pontos pela primeira vez com a alta respaldada pelo cenário externo favorável

Nos ajustes, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, superou o recorde intradia, fechando na máxima, em alta de 1,23%, a 110.300,93 pontos. O volume financeiro somou 18,06 bilhões de reais. Um dia após o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre surpreender positivamente, a produção industrial no país cresceu 0,8% em outubro na comparação com setembro, o terceiro mês seguido de expansão. De acordo com economistas do UBS, os números têm mostrado um desempenho melhor no segundo semestre, após dados mais fracos de produção na primeira metade do ano, corroborando perspectivas melhores para 2020. A trajetória positiva no pregão brasileiro era respaldada nesta sessão pela performance das bolsas norte-americanas, em meio ao noticiário mais favorável em relação ao comércio global, particularmente as negociações entre China e Estados Unidos. Após recuar nos primeiros pregões da semana, o S&P 500 encerrou com elevação de 0,6%. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quarta-feira que as negociações comerciais com a China estão indo “muito bem”. A JBS ON perdeu 2,8% e engatou a quarta queda seguida, em sessão também negativa para a MARFRIG ON, que cedeu 2,6%. MINERVA ON, que não está no Ibovespa, despencou 7,3%. Tais papéis, contudo, ainda acumulam em 2019 valorizações superior a três dígitos – cerca de 135%, 100% e 190%, respectivamente. No setor de proteínas, BRF ON subiu 1,7%, com o ganho no ano ao redor de ‘apenas’ 65%. Após o fechamento do mercado, a JBS anunciou que vai investir 8 bilhões de reais no Brasil até 2024.

REUTERS

IPC-Fipe acelera alta a 0,68% em novembro sob peso de alimentos e despesas pessoais

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 0,68% em novembro depois de subir 0,16% em outubro, com forte alta dos alimentos e das despesas pessoais

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou na quarta-feira o maior peso foi exercido pelo grupo Alimentação, de 0,3962 ponto percentual, após alta de 1,62% dos preços no mês. O avanço de 1,72% das Despesas Pessoais também ajudou a pressionar, com peso de 0,2328 ponto. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

EMPRESAS

JBS planeja investir R$8 bi no Brasil nos próximos 5 anos

A JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, planeja investir cerca de 8 bilhões de reais no Brasil nos próximos cinco anos, enquanto se prepara para atender o aumento da demanda por carne no país e no exterior, disse na quarta-feira o Diretor-Presidente da companhia, Gilberto Tomazoni

Segundo o executivo, a despeito de fatores pontuais que elevaram os preços da carne bovina, principal produto da JBS, como a peste suína africana, um crescimento estrutural da demanda por proteína está em andamento e deve se prolongar pelas próximas décadas, o que justifica os planos de aumento da capacidade das unidades da companhia. “O mercado de carne bovina responde mais lentamente a esse movimento, mas está acontecendo, com bastante influência do aumento da demanda da Ásia”, disse Tomazoni em entrevista à Reuters. Segundo o executivo, esse orçamento para o período 2020-24 contabiliza apenas investimento em expansão orgânica e a maior parte dos recursos deve ser empregada para modernização e construção de novas unidades nos segmentos de aves, suínos e processados, que tendem a ampliar a participação no conjunto das receitas da JBS no Brasil nos próximos anos. “A maior parte dos fundos para esses investimentos deve vir da nossa geração de caixa, mas também podemos emitir dívida, ou usar o mercado de capitais”, disse Tomazoni, excluindo uma eventual oferta de ações. A expectativa da empresa é de que o investimento crie cerca de 25 mil novos empregos. Atualmente, o Brasil tem 130 mil dos cerca de 230 mil funcionários da companhia no mundo todo. De acordo com o presidente da JBS, o movimento deve fazer com que vários dos fornecedores da companhia também façam investimentos de cerca de 5 bilhões de reais para atender o esperado aumento da demanda por produção.

REUTERS

MPF-PR denuncia 11 pessoas em investigação da operação Trapaça envolvendo BRF

O Ministério Público Federal do Paraná denunciou na quarta-feira 11 pessoas no âmbito da operação Trapaça envolvendo a BRF, de acordo com documento visto pela Reuters

Das 11 pessoas denunciadas, uma ainda trabalharia na companhia como diretor Agropecuário do grupo, segundo documento em que os procuradores oferecem a denúncia. De acordo com uma porta-voz da companhia, não há diretor da BRF entre os denunciados e o diretor Agropecuário citado não trabalha mais na empresa. A BRF não tinha comentários adicionais imediatos com relação ao oferecimento das denúncias, na qual os procuradores acusam empregados da empresa de usar “substâncias proibidas pela legislação brasileira no fabrico de compostos adicionados à ração,” conhecidos no mercado com premix. Eles também teriam utilizado substâncias permitidas, mas em dosagem diferente do que a declarada às autoridades e constante dos rótulos dos produtos, de acordo com os procuradores. Segundo o MPF, as substâncias adicionadas às rações e ao chamado premix eram em muitos casos “potentes antibióticos” cuja dosagem deve ser controlada e restrita. O rígido controle do uso de antibióticos, segundo o MPF, objetiva evitar que a carne proveniente dos animais abatidos chegue ao consumidor final contendo doses excessivas destes medicamentos. A denúncia sustenta que os atos ilegais alegadamente praticados por funcionários da BRF na fabricação de rações e do composto premix teria ocorrido “no mínimo entre os anos de 2012 e 2018,” de acordo com a acusação. As ações da BRF chegaram a reduzir a alta logo após a publicação da reportagem, chegando a 35,95 reais, perto da mínima da sessão, mas retomaram os ganhos e subiam 1,68% por volta de 17:30, a 36,40 reais.

REUTERS

Júnior Friboi é alvo de operação da PF

A Polícia Federal deflagrou uma operação na terça-feira, 3, para investigar pagamentos de propina de frigoríficos a servidores do Ministério da Agricultura

A empresa JBJ do empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi, foi alvo de mandados de busca e apreensão em Goiás. Júnior Friboi, irmão de Joesley e Wesley Batista, comandou no passado a empresa JBS, do grupo empresarial J&F, do qual se afastou em 2013. Após tentar carreira política, ele passou a se dedicar à sua própria empresa de carnes, a JBJ Agropecuária. Além dos mandados de busca e apreensão, a PF cumpriu dois mandados de prisão contra suspeitos de envolvidos no esquema de corrupção. Não foram divulgados detalhes sobre a investigação, que corre sob sigilo. A operação não tem relação com o grupo J&F ou com a JBS — cujos executivos assinaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República em 2017, pendente de julgamento de um pedido de rescisão no Supremo Tribunal Federal. Procurada pelo O GLOBO, a defesa de Junior Friboi negou irregularidades e afirmou que “a empresa não tem qualquer ligação com os fatos narrados”.

O Globo

FRANGOS & SUÍNOS

Se não se precaver, setor de carnes do Brasil pode ter escassez de milho, diz Aprosoja

A indústria de carnes do Brasil precisa se organizar e realizar compras antecipadas de milho para não enfrentar escassez do cereal em 2020, diante de crescente demanda global pelo grão brasileiro

O Brasil deverá colher uma grande safra de milho em 2020, mas o país poderá ter oferta menor em alguns momentos, antes da colheita, uma vez que as exportações têm sido recordes e há uma forte demanda da indústria de carnes, diante de maiores importações pela China. A primeira safra de milho do Brasil está atrasada ante a temporada anterior e deverá entrar no mercado, nos principais Estados produtores, mais tarde, com grande parte sendo colhida em março de 2020. Da mesma forma, a segunda e maior safra do cereal do país, ainda chamada de “safrinha” por muitos, também deve chegar mais tarde em relação a 2019, somente a partir de meados do ano que vem. “Poderá sim (faltar), se a indústria brasileira, principalmente a produção de aves, suínos, se não se organizar, comprar esse milho antecipado, entrar nos mercados futuros”, disse o Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Bartolomeu Braz Pereira, ao ser questionado por jornalistas durante evento em Brasília. O milho é o principal componente da ração animal destinada a criações de suínos e aves, principalmente, uma vez que a maior parte dos bovinos do Brasil é criada a pasto.

REUTERS

INTERNACIONAL

Rússia restringe importações de sete plantas de carne bovina de Argentina e Paraguai

A agência de controle de segurança agrícola da Rússia vai impor restrições ao fornecimento de carne bovina ao país a partir de cinco plantas na Argentina e duas no Paraguai a partir de 18 de dezembro, segundo comunicado na quarta-feira, no qual alerta que essas restrições ainda podem ser ampliadas

A Rosselkhoznadzor disse em comunicado que encontrou ractopamina em alguns embarques, um aditivo alimentar que é proibido na Rússia. Autoridades terão conversas sobre o assunto com suas contrapartes na Argentina e no Paraguai em 6 de dezembro. “Também não é descartada a hipótese de uma decisão no sentido de impor restrições sobre importações de carne bovina e produtos de carne de todas empresas desses países”, disse a agência. A ractopamina permite que o gado cresça a um ritmo mais rápido enquanto consome menos ração. Ela é proibida em lugares como a Rússia e a União Europeia. A agência de controle afirmou na semana passada que removeu temporariamente restrições ao suprimento de carne bovina à Rússia por duas unidades no Brasil. As cinco plantas que sofrerão restrições na Argentina incluem unidades de Azul Natural Beef, Frigorifico General Pico, Frigorifico H.V., Matadero y Frigorifico EL Mercedino e Rafaela Alimentos, enquanto as impactadas no Paraguai são de Frigorifico Norte e Tripera Paraguaya.

REUTERS

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