CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1134 DE 03 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1134| 03 de dezembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Boi gordo começa a semana em compasso de espera

Sem análise do desempenho do varejo nos três últimos dias e escala um pouco mais cheia dá certa folga aos frigoríficos

Os preços da arroba do boi gordo iniciaram a semana com preços estáveis nas principais praças de comercialização, de acordo com a Scot Consultoria. Nas duas praças mais valorizadas, as paulistas Araçatuba e Barretos, a arroba para pagamento em 30 dias sai por R$ 2,18,50. Das 23 praças nas quais a Scot toma preços, em apenas quatro os preços deram uma leve oscilada para baixo. A maior queda aconteceu em Três Lagoas (MS). O atual preço de R$ 207 é 5,3% inferior à ultima tomada de preços. De acordo com o zootecnista Felippe Reis, analista da Scot, o movimento está dentro da normalidade. “Em geral, na segunda-feira, a indústria analisa o movimento de vendas no varejo para tomar uma posição a partir de amanhã”, diz ele. “Assim, começam a semana fora das compras”. Além disso, as escalas de abate estão mais cheias. O encurtamento visto nas semanas anteriores deu uma arrefecida. “Os frigoríficos vinham trabalhando no aperto, com uma escala de 4 dias”, afirma Reis. “Agora, em São Paulo, por exemplo, já vemos escala de 6 e 7 dias, o que dá uma certa tranquilidade aos compradores de bois.”

PORTAL DBO

Mercado do boi gordo inicia a semana calmo

Após semanas de volatilidade, no fechamento da última segunda-feira (2/12), o mercado do boi gordo sossegou. Esse cenário era esperado, tendo em vista, entre outras razões, a dificuldade do escoamento de carne no mercado interno

Em São Paulo, em novembro, a cotação média da arroba do boi gordo ficou em R$198,11, considerando o preço a prazo, livre de impostos. Esta é a maior cotação média real (descontando a inflação) deste século. Nas praças pecuárias de São Paulo, a arroba ficou cotada em R$220,00, à vista, bruto, em R$219,50, descontando o Senar, e R$216,50, livre de impostos (Senar e Funrural). O lento escoamento no mercado interno permitiu às indústrias alongarem as programações de abate. Em São Paulo, em média, estão em seis dias. Com as escalas um pouco melhores, os compradores estão menos agressivos e, em muitos casos, oferecendo preços menores pelas boiadas. Apesar do volume de negócios mais conservados, a oferta de boiadas continua limitada, o que deixa pouco espaço para regressões de preços expressivas. Além disso, vale lembrar que estamos no início do mês, quando a demanda por carne vermelha melhora.

SCOT CONSULTORIA

Contratos futuros para o boi gordo encerram com quedas na B3

Os vencimentos futuros para o boi gordo finalizaram a sessão desta segunda-feira (02) do lado negativo da Bolsa Brasileira (B3)

 O contrato Dezembro/19 terminou o dia com uma desvalorização de 0,93% e cotado a R$ 212,00/@. O Janeiro/20 está precificado a R$ 204,50/@ e registrou um recuo de 1,04%, enquanto, o Fevereiro/20 encerrou a R$ 200,30/@ e com uma queda de 1,33%. O mercado físico do boi gordo abre a semana com baixo volume de negócios em meio a uma fraca atuação de ambas as pontas. “As indústrias frigoríficas continuaram a limitar suas compras gado mantendo a cautela diante das recentes quedas de preços no mercado atacado, o qual ainda não registra um aumento significativo de vendas como se esperava para este período”, destacou a Informa Economics FNP. De acordo com a Radar Investimentos, a dificuldade de compra por parte dos frigoríficos é vigente visto que na última semana, o Indicador Esalq/USP fechou na máxima histórica em R$ 231,35/@, à vista. “As indústrias iniciaram testes de compras com preços na mesma base ou até ligeiramente abaixo em meados da semana anterior, porém até o momento, as escalas de abate não evoluíram”, informou a Radar.

Radar Investimentos

Rabobank vê alta de 10% na exportação de carne bovina e 3,5% na produção em 2020

As exportações de carne bovina brasileira devem crescer 10,6% em 2020, estabelecendo novo recorde impulsionado pela demanda chinesa aquecida e por novos mercados abertos para o produto neste ano, disse o Rabobank em relatório divulgado na segunda-feira (02)

Já a produção brasileira de carne bovina deve crescer 3,5% no ano que vem. “O ano de 2020 deve ser de resultados positivos para todos os elos da cadeia de carne bovina no Brasil, mesmo com a valorização da cria”, escreveram analistas do Rabobank. “Destacam-se como principais pontos a serem observados: ritmo ainda crescente das exportações, a aceleração do consumo interno e o crescimento da oferta em ritmo mais lento.” O avanço da peste suína africana principalmente na Ásia está elevando a demanda chinesa por proteínas animais, o que deve colaborar para que o Brasil tenha um recorde nas exportações de carne bovina neste ano. O Brasil também se beneficia da reabertura do mercado russo desde novembro de 2018, que elevou as vendas de carne bovina brasileira para a Rússia em 1.871% nos dez primeiros meses deste ano, a 58 mil toneladas. O Rabobank também menciona a Indonésia como um mercado que deve ajudar a alavancar as exportações brasileiras. O país asiático, o quarto mais populoso do mundo, habilitou dez plantas brasileiras de carne bovina em agosto com cota anual inicial de 25 mil toneladas. A Arábia Saudita também habilitou oito novos frigoríficos para exportação em novembro. No cenário doméstico, o Rabobank espera crescimento mais significativo da demanda em 2020, mas ainda a depender da velocidade do crescimento da economia.

CARNETEC

Confinamento bovino cresce 5% em 2019

Segundo Maurício Velloso, Presidente da Associação Nacional de Pecuária Intensiva, a engorda no sistema deve alcançar 3,6 milhões de animais

O ano de 2019 deve terminar com cerca de 3,6 milhões de bovinos confinados, estimou o Presidente da Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso. A alta é 5% na comparação com 2018, de acordo com apuração feita pela entidade em 1,4 mil unidades de confinamento no País. “Se somarmos a nossa análise com outras realizadas por frigoríficos e demais agentes do mercado, o avanço pode ficar entre 10% e 12% no comparativo anual”, afirma o executivo. O período de recuperação tem como base o desempenho de 2018, abaixo da expectativa do setor. No ano passado, de acordo com o Anuário DBO 2019, houve uma certa frustração porque a expectativa era de um aumento de 12%. A rentabilidade do sistema foi de R$ 11,17 por arroba, queda de 136% na comparação com 2017.  Assim, foram confinados 3,4 milhões, 0,3% abaixo do desempenho de 2017. Para este ano, Velloso explica que muitos pecuaristas não conseguiram se beneficiar da atual disparada nos preços da arroba. Isso porque não optaram pelo sistema no primeiro semestre do ano e, por consequência, hoje não há gado terminado para entregar. Além disso, no último bimestre, as chuvas vieram com atraso e postergaram a terminação dos animais a pasto para meados de janeiro, quando os preços da carne bovina tendem a arrefecer e afetar a capacidade de pagamento da indústria. Velloso destaca que outras formas de intensificação na terminação do gado cresceram, como a suplementação no pasto, por exemplo. Isso tira a necessidade de o pecuarista fechar o gado ou recorrer aos boitéis.

ESTADÃO CONTEÚDO

Exportação de carnes bovina, suína e de frango desacelera em novembro

Em relação a igual período de 2018, no entanto, os volumes e receitas dos embarques de das três proteínas tiveram avanço

As vendas internacionais de carne bovina saíram do recorde de 170,5 mil toneladas do mês passado para 155,6 mil toneladas em novembro, queda de 8,74%. Já no comparativo anual, houve alta 19,23%. Em receita, o país faturou US$ 755,8 milhões com os embarques da proteína, leve queda de 0,90% ante outubro, mas forte aumento de 45% ante os US$ 521,1 milhões registrados em novembro de 2018. O preço médio da tonelada alcançou US$ 4.857,60, ante US$ 4.473,50 em outubro (+8,58%) e US$ 3.993,80 em igual período do ano passado (+21,6%). Na carne suína in natura, o Brasil embarcou 57,6 mil toneladas em novembro, 7,84% a menos que no mês anterior e 12,5% superior ante o volume exportado um ano antes. Em faturamento, foram obtidos US$ 138,4 milhões com as vendas internacionais, recuo de 6,42% ante outubro, mas crescimento de 46,4% na variação anual. O preço médio da tonelada atingiu US$ 2.405,30, ante US$ 2.365,20 em outubro (+1,69%) e US$ 1.852,10 em igual período do ano passado (+29,86%). Em carne de frango in natura, o país exportou em novembro 309,2 mil toneladas, 6,24% a menos do que as 329,8 mil toneladas embarcadas em outubro deste ano e 4,24% a mais do que as 296,6 mil toneladas de novembro de 2018. A receita obtida com o produto foi de US$ 492,8 milhões, redução de 5,79% quando comparado ao mês anterior. Na variação anual, houve alta de 6,02%. O preço médio da tonelada embarcada no mês passado foi de US$ 1.593,70, contra US$ 1.585,90 em outubro último (+0,49%) e US$ 1.566,80 em novembro do ano anterior (+1,71%). No acumulado do ano, as vendas externas de carne bovina in natura somam 1,373 milhão de toneladas, 12,08% mais que o 1,225 milhão de toneladas embarcadas para o exterior entre janeiro e novembro de 2018. A receita atinge US$ 5,611 bilhões, 4,31% acima dos US$ 5,379 bilhões obtidos um ano antes. No caso da carne suína, o volume acumulado é de 569,6 mil toneladas, alta de 13,6% ante as 501,4 mil embarcadas entre janeiro e novembro do ano passado. A receita nos 11 meses chegou a US$ 1,570 bilhão, aumento de 53,92% sobre o US$ 1,020 bilhão do acumulado do ano passado. Já as exportações de frango in natura somam no ano até novembro 3,704 milhões de toneladas, 8,08% mais que os 3,427 milhões de toneladas de igual período do ano anterior. A receita atinge US$ 5,814 bilhões, 10,63% mais que os US$ 5,255 bilhões dos 11 meses de 2018.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar fecha em queda ante real com atuação do BC

O dólar fechou em queda ante o real no primeiro pregão de dezembro, influenciado por leilões do Banco Central

A moeda voltou à casa de 4,21 reais, depois de na semana passada ter flertado com 4,28 reais, com folga deixando para trás os picos históricos anteriores. Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em queda de 0,63%, a 4,2139 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar de maior liquidez caía 0,42%, a 4,2245 reais. No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas caía 0,43%. O dólar cedia frente a várias divisas emergentes pares do real, conforme indicadores econômicos mais fracos nos EUA apoiavam cenários de juros mais baixos na economia norte-americana, o que pode aumentar a atratividade de ativos emergentes. Comentários no mercado também apontaram que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar imediatamente tarifas norte-americanas sobre importações de aço e alumínio do Brasil e da Argentina pode ter feito preço no câmbio, já que Trump reclamou que os dois países estão promovendo forte desvalorização de suas moedas. Desde as mínimas de outubro, a moeda dos EUA acumula valorização de 5,68%. O Bradesco diz que “parte importante” da depreciação do real se deve a vetores domésticos, entre os quais os recentes indicadores de contas externas menos confortáveis. O banco nota que o foco se volta na terça para dados do Produto Interno Bruto (PIB), com os números de atividade ganhando peso na definição dos cenários para o câmbio. O BC vendeu ao mercado 480 milhões de dólares em moeda à vista, de oferta de até 500 milhões. A autoridade monetária também colocou 9.600 contratos de swap cambial reverso, fazendo a troca da liquidez do mercado de derivativos para o mercado à vista.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com ajuda de Vale

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em alta na segunda-feira, com Vale entre os principais suportes após a mineradora divulgar estimativas de produção e investimentos para 2020

Índice de referência da bolsa brasileiro, o Ibovespa subiu 0,64%, a 108.927,83 pontos. Na máxima, chegou a 109.278,67 pontos. O giro financeiro da sessão alcançou 16,9 bilhões de reais. Ainda assim, o cenário externo permanece no foco, em particular as disputas comerciais envolvendo os Estados Unidos, que na segunda-feira voltaram o foco ao Brasil, ameaçando restaurar tarifas sobre aço e alumínio do país. O começo da semana também trouxe a primeira prévia do Ibovespa que vai vigorar nos primeiros quatro meses de 2020, com a entrada de Carrefour Brasil ON, Hapvida ON e Sul America Unit. A equipe da XP Investimentos comandada por Karel Luketic afirmou que segue otimista com o Brasil e especialmente com a bolsa, mesmo observando que o Ibovespa negocia com múltiplo próximo ao patamar histórico. “Acreditamos que há espaço para revisão de projeções de lucros das empresas em um ambiente de juros mais baixos e atividade acelerando”, afirmou em relatório.

REUTERS

Balança comercial brasileira tem superávit de US$3,428 bi em novembro, pior para mês em 4 anos

A balança comercial brasileira registrou superávit de 3,428 bilhões de dólares em novembro, pior desempenho para o mês desde 2015 (+1,177 bilhão de dólares) e marcado por retração de dois dígitos tanto nas exportações quanto nas importações, informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira

No mês, as exportações caíram 16,0% pela média diária frente igual mês do ano passado, totalizando 17,596 bilhões de dólares. As importações registraram igual queda na mesma base de comparação, somando 14,169 bilhões de dólares. Em nota, o Ministério da Economia destacou que a queda nas exportações ocorreu principalmente pelo recuo nas vendas de plataforma de petróleo (-1,6 bilhão de dólares) e petróleo em bruto (-961 milhões de dólares), este último por uma diminuição tanto nas cotações quanto no volume embarcado. Na quinta-feira passada, a Secretaria de Comércio Executivo ajustou os dados contabilizados das exportações brasileiras no acumulado das quatro primeiras semanas de novembro, o que fez com que o saldo das trocas comerciais para o período passasse a um superávit de 2,7 bilhões de dólares, ante déficit de 1,099 bilhão de dólares apontado antes. O ministério justificou que “foram detectadas inconsistências relacionadas à transmissão e à recepção dos dados para processamento das estatísticas de comércio exterior”. A pasta informou ainda que técnicos se debruçavam sobre os dados de outubro, quando o superávit da balança foi de 1,206 bilhão de dólares, dado mais fraco para o mês em cinco anos, impactado por uma queda acentuada nas exportações. No acumulado dos onze meses do ano, a balança comercial ficou positiva em 41,079 bilhões de dólares, queda de 21,1% sobre igual etapa do ano passado. Este também foi o desempenho mais fraco para o período desde 2015 (+13,3 bilhões de dólares).

REUTERS

Trump quer retomar tarifas sobre aço e alumínio de Brasil e Argentina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira que irá retomar imediatamente tarifas norte-americanas sobre importações de aço e alumínio do Brasil e da Argentina

“O Brasil e a Argentina têm promovido uma forte desvalorização de suas moedas, o que não é bom para nossos agricultores. Então irei, imediatamente, retomar as tarifas sobre todo aço e alumínio embarcado para os EUA a partir desses países”, escreveu Trump no Twitter. Ele também pediu que o Federal Reserve impeça que países tomem vantagem econômica com a desvalorização de suas moedas. Duas fontes do governo brasileiro questionaram o argumento usado por Trump. “Ele fez uma matemática complicada e uma equação que não fecha…No Brasil, não manipulamos o câmbio”, disse a primeira fonte. “No Brasil, o câmbio é flutuante e não há manipulação como Trump diz. Mas ele é muito imprevisível e acho que eleições lá estão ditando decisões”, avaliou a segunda fonte. O Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou nesta segunda-feira mensagem de que a autoridade monetária não atua no mercado visando patamares específicos para o dólar, frisando que o câmbio é flutuante e que intervenções só ocorrem em caso de disfunções do mercado. Desde as mínimas de outubro, a moeda dos EUA acumula valorização de 5,68%.  O Ministério de Relações Exteriores da Argentina informou que iniciará negociações com o governo dos EUA após a decisão de Trump. Segundo o IABr, que cita dados do sistema de monitoramento de importações de aço dos EUA, o volume de aço semiacabado brasileiro enviado ao país atingiu 2,99 milhões de toneladas de janeiro a setembro deste ano. Já os embarques de produtos acabados somaram cerca de 391 mil toneladas. As exportações totais de produtos de aço do Brasil para o mundo somaram 13,94 milhões de toneladas no ano passado, o equivalente a 8,9 bilhões de dólares, segundo dados da entidade. A associação de produtores de alumínio do Brasil, Abal, afirmou que desde 1º de junho do ano passado as exportações brasileiras de produtos de alumínio para os EUA são sobretaxadas. “Esse acerto foi ratificado no ano passado com governo Trump, quando este abriu a possibilidade de substituir a sobretaxa por cotas limitadas de exportação. Na época, optamos pela sobretaxa e seguimos assim desde então”, afirmou a Abal. Segundo a Abal, o Brasil exportou de janeiro a outubro deste ano 119,5 mil toneladas de produtos de alumínio, das quais 52 mil para os EUA. Desse volume, 47 mil toneladas pagaram a sobretaxa de 10%.

REUTERS

Mercado financeiro eleva estimativa de inflação este ano para 3,29%. PIB permanece em 0,9%

Previsão para anos seguintes permanece estável

Pela quarta semana seguida, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) subiu de 3,46% para 3,52%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – se manteve em 0,99%. As estimativas das instituições financeiras para 2020 variou de 2,20% para 2,22%. Para os anos seguintes, não houve alteração em relação à pesquisa anterior: 2,50% em 2021 e 2022. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,01 para 2020. De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a expectativa é que a taxa básica permaneça nesse mesmo patamar. Para 2021 e 2022, as instituições estimam que a Selic termine o período em 6% ao ano e 6,5% ao ano, respectivamente.

AGENCIA BRASIL

EMPRESAS

Frigol: só a concorrência da Índia gera temor na exportação de carne para a China

Um dos fornecedores globais que podem representar risco para o Brasil caso passe a acessar a China na exportação de carne é a Índia

A avaliação é do presidente da Frigol, Luciano Pascon. “O único concorrente que eu tenho medo é a Índia”, disse durante o Encontro de Analistas da Scot Consultoria, realizado ontem na capital paulista. “Há mais ou menos dez dias, a China sinalizou que avaliaria o sistema de produção indiano”, alerta. Pascon explica que os indianos contam com um amplo rebanho de búfalos com baixos custos de produção. Segundo ele, o país não abate bovinos por questões culturais. Atualmente, a carne da Índia chega ao mercado chinês por meio de contrabando. Mas se as avaliações do governo da China desencadearem na regularização nos embarques, o executivo acredita que o país pode se tornar um concorrente competitivo, com volume a preços atrativos. “Esta é uma das variáveis que a gente não enxerga e que precisamos ficar atentos, porque podem nos dar um susto e mudar o cenário que está desenhado para os brasileiros”, enfatiza Pascon.

Estadão

FRANGOS & SUÍNOS

Sistema sanitário do Brasil é extremamente frágil, diz Insper

O professor sênior do Instituto Insper, Marcos Jank, afirmou na sexta-feira, 29, que o sistema sanitário do Brasil é extremamente frágil e precisa ser aprimorado para evitar ocorrências como a Peste Suína Africana (PSA), que dizimou boa parte do rebanho de suínos na China

“Estamos aproveitando o bom momento de exportação de carnes para o mercado chinês, mas o que estamos fazendo para conter a entrada da doença?”, questionou ele, durante o Encontro de Analistas da Scot Consultoria, realizado na capital paulista. O avanço nas exportações levou a um salto nos preços da arroba bovina o que, para Jank, não é um nível considerado concreto. “Trata-se de algo momentâneo”, disse. Desta forma, o especialista defendeu a construção de estratégias de médio e longo prazo para o setor de proteína animal. “Temos 100 plantas habilitadas a vender carne para a China. O País se abriu, sem nenhuma transparência, com informações oficiais sobre o que, de fato, está acontecendo lá. Por isso, precisamos estar preparados para quando a China der a volta por cima”, justificou. Ainda em relação à criação de estratégias de médio e longo prazo, Jank destacou a necessidade de negociações bilaterais que venham a culminar em assinaturas de acordos comerciais. Segundo ele, isso foi algo que ocorreu “muito pouco” nos últimos anos, enquanto concorrentes no fornecimento de proteínas, como Estados Unidos e Austrália, têm uma série de acordos assinados. Há relatos no mercado de que o rebanho de suínos da China está entrando em um processo de recomposição, mas Jank acredita que este processo não ocorrerá no curto prazo. “A recuperação no rebanho chinês de suínos virá, mas não em 2020”, apontou. Desta forma, os benefícios que a doença causou aos exportadores brasileiros tendem a perdurar pelo menos até o ano que vem.

Estadão

INTERNACIONAL

Preço da carne suína volta a subir na China por aumento do consumo com tempo frio

Os preços da carne de porco na China avançaram na segunda-feira, na primeira recuperação significativa em mais de um mês, à medida que o consumo aumentou em meio ao tempo mais frio e a oferta permaneceu escassa no país, maior consumidor global da proteína

Os preços têm se mantido voláteis, mas analistas afirmam que a partir de agora eles podem retomar uma tendência de alta, uma vez que o consumo aumentará durante o inverno (do Hemisfério Norte) e até o feriado do Ano Novo Lunar, no final de janeiro, período em que o consumo tradicionalmente atinge máximas. Em outubro, os valores da carne suína na China quase triplicaram em relação ao nível do ano anterior, após a morte de milhões de porcos devido a surtos de peste suína africana ao longo do último ano, que fizeram com que o enorme rebanho de porcos do país encolhesse em mais de 40%. No entanto, após uma máxima de 52 iuanes (7,39 dólares) por quilo, no mês passado as cotações inesperadamente recuaram 20%, à medida que o consumo da carne foi reduzido por conta de seus altos valores e reservas de carne congelada foram liberadas ao mercado. Na segunda-feira, os preços da carne suína no atacado subiram 1,1% em relação aos valores de sexta-feira, atingindo a marca de 42,53 iuanes por quilo, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. “A lacuna na oferta de porcos ainda é bastante grande”, disse Shu Anli, analista da China-America Commodity Data Analytics. “O consumo também aumentou conforme as temperaturas caíram.”

REUTERS

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