CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1133 DE 02 DE DEZEMBRO DE 2019

 abra

Ano 5 | nº 1133| 02 de dezembro de 2019


NOTÍCIAS

EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA TÊM QUEDA EM NOVEMBRO

As exportações de carne bovina in natura do Brasil renderam US$ 440,6 milhões em novembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 29,4 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chegou a 90,5 mil toneladas, com média diária de 6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.867,60. Na comparação com outubro, houve baixa de 5,7% no valor médio diário da exportação, perda de 13,3% na quantidade média diária exportada e alta de 8,8% no preço. Na comparação com novembro de 2018, houve ganho de 12,7% no valor médio diário, baixa de 7,5% na quantidade média diária e ganho de 21,9% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

AGENCIA SAFRAS

Mercado do boi gordo: preços começaram a ceder

Em São Paulo, após alguns dias de estabilidade os preços começaram a ceder. No fechamento da última sexta-feira (29/11), a cotação do boi gordo recuou 4,4% e está cotado em R$220,00/@ à vista, bruto

Descontando a alíquota do Senar o preço é R$219,50/@. Livre de Funrural e livre do Senar a cotação é de R$216,50/@. Houve queda em 12 das 32 regiões pesquisadas, considerando o preço à vista. O estado de Goiás apurou-se a segunda maior queda após São Paulo, onde a cotação caiu 2,8% na comparação dia a dia. Apesar do viés de baixa, o mercado deve permanecer firme, apoiado no cenário de oferta restrita de boiadas e pela demanda chinesa aquecida.

SCOT CONSULTORIA

Após fortes altas, calmaria nos preços da carne bovina no varejo

No fechamento da semana anterior, São Paulo registrou as maiores valorizações, na comparação com os outros estados monitorados pela Scot Consultoria, mas o cenário se inverteu

Nos últimos sete dias, na média de todos os cortes, os preços da carne bovina vendida em supermercados e açougues paulistas registraram uma alta de 0,8%. Já no restante dos estados pesquisados, as altas foram mais expressivas. No Paraná, o aumento das cotações foi de 3,4%, em Minas Gerais de 5,1% e no Rio de Janeiro de 4,8%. O vetor que tem conferido pressão positiva aos preços é a pouca oferta da carne, mas para esta semana, marcada pela melhora das vendas de início de mês, deve colaborar com o escoamento do produto.

SCOT CONSULTORIA

Consumo da China eleva preço e deve fazer da carne artigo de luxo no Brasil

Livre da peste suína, e grande fornecedor de carnes, o país passou a ser o centro de procura de proteína animal

Em 2010, em um congresso de carnes em Buenos Aires, o então Secretário de Agricultura e da Pecuária da Argentina, Lorenzo Basso, afirmou que a proteína se tornaria um “artigo de luxo”. Basso destacou que o aumento de renda em países emergentes, a elevação dos custos de produção e a substituição de espaços da pecuária por novas áreas de grãos elevariam em muito, o preço das carnes. Ele não contava com novos fatores decisivos nessa escalada de preços: o perigo do avanço de doenças no setor. A previsão de Basso se confirma não tanto pela bovinocultura, mas pela suinocultura. A peste suína africana avança, e a situação ficou mais complicada quando atingiu em cheio a China, maior produtora e consumidora de carne suína no mundo. Em 2013, apenas cinco países registravam a peste suína. Eles representavam 3,5% da produção de carne de porco no mundo. Neste ano, 31 países foram à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) comunicar que tiveram focos da doença. Esses países detêm 62% da produção mundial. É nesse contexto que entra o Brasil, um dos principais produtores e exportadores. Livre da peste suína, e grande fornecedor de carnes, o país passou a ser o centro de procura de proteína animal. Apesar de não ser um grande fornecedor de carne de porco, o país tem um bom potencial no fornecimento de carnes bovina e de frango, que estão substituindo a suína. O apetite maior vem da China, que aumentou em muito as importações de proteínas. Em 2017, antes de a peste suína chegar a seu território, os chineses compraram 10% das carnes bovina, suína e de frango que foram comercializadas no mundo. Em 2020, devem adquirir 21% do volume total a ser transacionado mundialmente. A carne pode passar a ser um “artigo de luxo” também para os consumidores brasileiros, apesar de o país ser um dos principais produtores mundiais. O ciclo de produção das carnes bovina e suína não é rápido, como o do frango. Pelo menos por ora, as contas não fecham no Brasil. Comparando os dados de 2017 houve um aumento grande da margem entre produção interna e exportação brasileiras. Dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que a produção brasileira de carne bovina de 2020 deverá superar em 13% a de 2017. Nesse mesmo período, no entanto, as exportações sobem 40%. O cenário é complicado também para a carne suína. A produção brasileira deverá subir 12% no período, e as exportações, 34%. Os dados para o frango indicam uma situação um pouco mais confortável. Os brasileiros elevam a produção de 2020 em 3%, em relação à de 2017, e exportam 5% a mais. Se as estimativas do Usda se concretizarem, o Brasil vai exportar 25% das carnes bovina e suína produzidas no próximo ano. Em 2017, foram 20%.

FOLHAPRESS

Alta demanda por garrote na Bahia

Maior demanda por categorias mais eradas para giro rápido no estado

Na comparação com o mês anterior, a alta mais expressiva ficou para o garrote anelorado, de 22,8%. Atualmente está cotado em R$2,1 mil, maior preço nominal desde o início da série, em setembro de 1998. O garrote foi seguido pelo boi magro, que valorizou 20,2% no mesmo período e atualmente está cotado em R$2,5 mil. Já para as categorias mais jovens, a valorização nos últimos trinta dias foi de 14,1%, considerando a média do bezerro de ano e de desmama anelorados. Com as cotações mais elevadas, na média de todas as categorias, a relação de troca piorou 8,0% no último mês. Em outubro passado, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,67 garrote, atualmente compra-se 1,47. Piora de 11,9% no poder de compra do recriador/invernista. Com a oferta insuficiente para atender a demanda, associada aos preços firmes da arroba do boi gordo, a expectativa é de que o mercado de reposição continue firme nas próximas semanas.

SCOT CONSULTORIA

SP e GO registram aumento dos custos de produção de bovinos confinados

O Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) identificou aumento dos custos da diária-boi (CDB) no mês de novembro nas propriedades representativas de confinamentos do Estado de Goiás e São Paulo médio (CSPm) e grande (CSPg), de 15,95%, 11,81% e 9,33% nesta ordem, quando comparados com os valores do mês anterior

Os preços dos insumos da alimentação animal estiveram em alta em ambos os Estados, de modo geral. O milho grão aumentou 10% e 13% nos Estados de SP e GO, respectivamente. Enquanto, o sorgo grão aumentou aproximadamente 32%, naqueles Estados entre outubro e novembro. Apesar do software de formulação (RLM) utilizado calcular a dieta de mínimo custo para os requerimentos apontados, os custos das dietas alimentares aumentaram 19,7%, 13,7% e 10,7% para as propriedades CGO, CSPm e CSPg, nesta ordem.  ICBC Mensal (Gráfico 1) também demonstrou que para os confinadores de Goiás (CGO) e de São Paulo (CSPm e CSPg) o mês de novembro apresentou alta no índice de custo. Foi possível observar que o índice de custo do mês atual (novembro) é o maior registrado desde dezembro de 2018. A analisar este período (doze meses), o ICBC acumulou queda de 17,1%, 6,97% e 5,69% para as propriedades representativas CGO, CSPm e CSPg, respectivamente. Isso demonstra que houve aumento no ICBC Mensal. O Custo Total (CT) apresentou aumento de 1,8%, 1,6% e 3,5%, para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO em relação ao mês de setembro (Tabela 2). O custo do animal de reposição, boi magro de 360 quilos, no ano de 2019 valorizou 7% e 8,5% em São Paulo e Goiás, respectivamente. O custo do animal de reposição, boi magro de 360 quilos, aumentou mais 4% em ambos os Estados e atingiu o maior valor desde o início do monitoramento destes custos. A taxa de juros utilizada para remunerar o capital de giro (Selic) reduziu mais uma vez e foi cotada a 5% ao ano. O Custo Total (CT) apresentou aumento de 6,12%, 5,57% e 7,44%, para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO em relação ao mês de outubro.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP 

Preço do boi gordo atinge novo recorde e vai a R$ 231,35, aponta Cepea

Segundo o centro de estudos, em novembro, a arroba do animal subiu R$ 61,80 ou 35,5%

Os preços da arroba do boi gordo atingiram um novo recorde no fechamento da sexta-feira, 29. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor fechou a R$ 231,35. Até então, o maior valor tinha sido registrado na quarta-feira, 27, quando a arroba do animal havia chegado a R$ 231. No acumulado de novembro, o indicador do boi gordo Esalq/ B3 teve alta de 35,5%, ou de R$ 61,80. Essa disparada nos preços acontece principalmente pela demanda aquecida pela carne bovina brasileira. A China, um dos maiores importadores do nosso produto, passa por um surto de peste suína africana que já dizimou cerca de 40% do plantel de suínos. Com isso, o país asiático tem procurado outros tipos de proteínas. Outro motivo da alta é a pouca oferta de animais no mercado. Isso acontece porque no passado, muitas vacas foram abatidas. Sem fêmeas, não há bezerros e consequentemente boi gordo no futuro. Por fim, a demanda mais aquecida de fim de ano pode ser indicada como outro motivo da alta do boi gordo. Normalmente nesta época a população está mais capitalizada por conta do pagamento do 13º salário e a demanda por carne bovina aumenta. Apesar dessa alta, a Scot Consultoria já alertou os pecuaristas que janeiro seria o mês da “ressaca” da carne. Para a empresa, o mês é marcado por grandes despesas ao consumidor, como pagamentos de impostos, de materiais escolares e outros. Isso poderia fazer com que a demanda caísse.

CANAL RURAL

Arroba do boi gordo subiu até 41% em novembro e deve continuar firme; Exportações caem

Segundo analista, a perspectiva se apoia na oferta de animais terminados permanece restrita e na demanda por carne bovina segue aquecida

O mercado físico do boi gordo teve preços expressivamente mais altos em novembro, segundo a consultoria Safras. Na praça de Uberaba (MG), por exemplo, a arroba subiu 41,46% entre 31 de outubro e 29 de novembro. De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, o movimento dos preços foi singular, sendo fruto da combinação de fatores, começando pelo quadro de escassez de oferta. “Outro elemento foi o aquecimento da demanda de carne bovina, impulsionado pelas exportações”, diz. Nos últimos dias do mês, contudo, o movimento de alta no boi gordo perdeu intensidade e aparenta se aproximar do limite. “O que pode ser observado com naturalidade, dado o ineditismo e magnitude da valorização nos preços”, aponta. Segundo ele, ainda não há espaço para queda das indicações, avaliando que a oferta de animais terminados permanece restrita, além da demanda de carne bovina ainda aquecida. Veja o balanço do mês (31 de outubro x 29 de novembro):

São Paulo (Capital) – R$ 172 contra R$ 235 por arroba (+36,63%).

Goiás (Goiânia) – R$ 159 contra R$ 222 por arroba (+39,62%).

Minas Gerais (Uberaba) – R$ 164 contra R$ 232 por arroba (+41,46%).

Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 157, contra R$ 216 por arroba (+6,8%).

Agência Safras

ECONOMIA

Após recordes de novembro, dólar pode se manter firme em dezembro com incertezas gerais

O dólar fechou em alta na última sessão de novembro, ao fim de uma semana marcada por sucessivos recordes históricos da moeda norte-americana, no encerramento de um mês de forte pressão no câmbio diante da frustração com perspectivas de ingressos de recursos

O dólar à vista subiu 0,58% nesta sexta-feira, a 4,2405 reais na venda. No acumulado da semana, a cotação avançou 1,14%. Em novembro, a divisa saltou 5,77% —maior alta mensal desde agosto passado (+8,51%) e a mais forte para meses de novembro desde 2016 (+6,18%). A alta do dólar no fim do mês é um movimento típico, conforme investidores compram a moeda norte-americana para ajustar posições. Depois da forte pressão cambial em novembro, o cenário para dezembro segue inspirando cautela, uma vez que se trata de mais um mês sazonalmente marcado por fluxo negativo. Estrategistas do JPMorgan, por exemplo, mantiveram posição “acima da média do mercado” em real, mas reconheceram que as perspectivas de médio prazo para a moeda pioraram, devido a fatores que extrapolam preocupações sobre fluxo. Os estrategistas chamaram atenção para dados do Produto Interno Bruto (PIB), a serem divulgados na semana que vem, como um elemento a mexer com a taxa de câmbio, já que cada vez mais o real adota perfil de moeda de crescimento —que depende de fluxos que têm origem no crescimento econômico e não no diferencial da taxa de juros—, na esteira da forte queda dos juros. A economia do Brasil provavelmente se expandiu 0,4% no terceiro trimestre ante o segundo, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, consolidando um ritmo estável de crescimento, embora não espetacular, antes de uma esperada aceleração no final do ano.

REUTERS

Ibovespa fecha quase estável sob pressão de Petrobras

O Ibovespa fechou marginalmente no vermelho na sexta-feira, sob pressão das ações da Petrobras, na esteira do recuo do petróleo no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,05%, a 108.233,28 pontos, encerrando a semana com declínio de 0,4%. No mês, contudo, teve alta de 0,9%. O volume financeiro na sexta-feira somou 14,18 bilhões de reais, abaixo da média diária no mês, de quase 20 bilhões. No exterior, prevaleceu a cautela, com a discórdia entre China e Estados Unidos sobre Hong Kong alimentando a ansiedade dos investidores sobre as negociações comerciais. Wall Street fechou mais cedo, com o S&P 500 em queda de 0,4%. O pregão na B3 ainda foi marcado por tradicionais ajustes de final de mês, com a próxima semana reservando a primeira prévia do Ibovespa para o começo de 2020. Dados sobre a participação de estrangeiros no mercado secundário brasileiro mostravam até o dia 27 saída líquida de 8,2 bilhões de reais em novembro, com o saldo no ano negativo em quase 40 bilhões de reais.

REUTERS

Cresce saída do investidor estrangeiro da bolsa

Se não houver um forte ingresso de recursos estrangeiros até o fim de 2019, a saída dessa classe de investidor do mercado secundário (ações já listadas) da B3 pode se tornar a maior dos últimos 15 anos

A turbulência cambial deu uma trégua, suficiente para levar o Ibovespa de volta ao azul, mas provocou um impacto tão elevado que o fluxo externo continua piorando, mesmo se consideradas as ofertas de ações. Na segunda-feira (26), quando o dólar atingiu a máxima histórica de R$ 4,2394, os estrangeiros retiraram R$ 2,07 bilhões do segmento secundário. Foi a maior saída para um único pregão desde o dia 7 de outubro, quando o saque foi de R$ 3,17 bilhões. Com essa intensa saída, o fluxo estrangeiro no segmento já está negativo em R$ 7,72 bilhões no acumulado de novembro; no ano como um todo, os saques atingem R$ 38,12 bilhões – volume que supera o auge da fuga de capital, em 2008, ano da crise financeira global. De janeiro a novembro daquele ano (período fechado), a saída do segmento secundário foi de R$ 24,2 bilhões. Na série iniciada em 2004, a maior retirada havia sido feita justamente em 2008, quando somou R$ 8,56 bilhões. As movimentações registradas até agora não equivalem a períodos fechados, nem de novembro e nem de 2019, mas dão uma dimensão da forte aversão ao risco dos investidores estrangeiros que assolou os ativos brasileiros.

VALOR ECONÔMICO

Desemprego do Brasil cai a 11,6% no tri até outubro, mas informalidade renova recorde

A quantidade de pessoas que trabalham por conta própria e sem carteira assinada no Brasil renovou o recorde histórico e ajudou a baixar a taxa de desemprego para o menor nível do ano no trimestre encerrado em outubro, dando continuidade à lenta recuperação do mercado de trabalho no país marcada pela informalidade

A taxa de desemprego apurada pela Pnad Contínua foi a 11,6% nos três meses até outubro, de 11,8% até setembro, informou na sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O que vemos é uma estabilidade com trajetória de redução marcada pela informalidade”, explicou a analista do IBGE Adriana Beringuy. “É uma melhora no mercado de trabalho com a taxa de desemprego, os maiores e piores patamares ficaram para trás. A gente sabe que essa redução vem a reboque da ocupação por conta própria, de empregados sem carteira, ou seja, pela informalidade. Isso já está consolidado. Tivemos um movimento de arrefecimento em outubro, mas foi um primeiro sinal, não dá para falar em trajetória”, afirmou a analista. O total de pessoas ocupadas no trimestre até outubro chegou a 94,055 milhões, de 93,801 milhões até setembro e 92,619 milhões no ano anterior. Já o número de desempregados no Brasil caiu a 12,367 milhões, de 12,515 milhões no trimestre até setembro e 12,309 milhões no ano anterior. A informalidade marcou novamente a abertura de vagas, com os empregados sem carteira no setor privado chegando a novo recorde da pesquisa de 11,852 milhões, de 11,838 milhões entre julho e setembro. Os trabalhadores com carteira assinada chegaram a 33,206 milhões entre agosto e outubro, de 33,075 milhões nos três meses até setembro. O contingente de trabalhadores por conta própria chegou a 24,446 milhões no trimestre até outubro, contra 24,434 milhões nos três meses até setembro, também atingindo recorde. Nos três meses até outubro, o rendimento médio do trabalhador chegou a 2.317 reais, de 2.299 reais entre julho e setembro e 2.298 reais no mesmo período de 2018. Em outubro, o Brasil registrou criação líquida de 70.852 vagas formais de emprego, segundo dados do Ministério da Economia, num resultado abaixo do esperado.

REUTERS

EMPRESAS

Rússia remove restrições a unidades da JBS e Minerva

O órgão de controle de segurança agrícola da Rússia disse que removeu restrições temporárias ao fornecimento de carne bovina por duas fábricas do Brasil a partir da sexta-feira

Uma das fábricas autorizadas a retomar as vendas para a Rússia é operada pela Minerva e a outra pela JBS afirmou o órgão regulador russo Rosselkhoznadzor em comunicado. O órgão impôs restrições temporárias às importações de carne suína e bovina do Brasil em dezembro de 2017, após afirmar ter encontrado em algumas cargas o aditivo alimentar ractopamina. Desde então, o governo russo permitiu que alguns fornecedores do Brasil retomassem as vendas, embora algumas fábricas, incluindo algumas administradas pela Minerva e JBS, permaneçam restritas. A ractopamina permite que o gado cresça a uma taxa mais rápida enquanto consome menos ração. É proibido em países como a Rússia e a União Europeia. Em comunicado, a Minerva afirmou que sua unidade autorizada a exportar para o mercado russo fica em Araguaína (TO) e que tem capacidade diária de abate de 800 cabeças de gado. “A Rússia é um importante cliente para as exportações da companhia, tanto via Brasil, quanto via Athena Foods (através de Paraguai, Argentina e Colômbia)”, disse a Minerva, adicionando que a Rússia responde por 13% de suas exportações.

REUTERS

Marfrig conclui aquisição de fatia adicional na National Beef

A Marfrig Global Foods concluiu na sexta-feira (29) a aquisição de uma fatia adicional de 30,73% no capital da processadora de carne bovina baseada nos Estados Unidos National Beef, informou a empresa em comunicado

Com a conclusão da operação, a participação da Marfrig no capital social da National Beef passa a ser de 81,73%. A aquisição das ações detidas pela Jefferies Financial Group na National Beef pela Marfrig e acionistas minoritários da processadora de carnes norte-americana foi anunciada há duas semanas. A operação foi avaliada em US$ 860 milhões. O capital social votante e total da National Beef passa a ser: NBM (subsidiária integral da Marfrig) com 81,73%, USPB com 15,07%, BPI com 2,44% e Tim Klein com 0,76%.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Poder de compra de avicultor recua

Movimento de baixa está atrelado à maior oferta de animais prontos para abate em algumas localidades

O poder de compra de avicultores frente aos principais insumos utilizados na atividade, milho e farelo de soja, diminuiu de outubro para novembro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado à queda nos preços do frango vivo e às altas nas cotações desses insumos. Com isso, o produtor já acumula sete meses consecutivos de redução no poder de compra frente ao farelo e três meses em relação ao milho. Nesse cenário, novembro registra o momento mais desfavorável ao avicultor – tanto frente ao derivado da oleaginosa quanto frente ao cereal – desde fevereiro de 2019. Parte dos agentes consultados pelo Cepea espera que o avicultor recupere, aos poucos, o poder de compra nos próximos meses, fundamentados em um possível movimento de alta dos preços da carne de frango no mercado atacadista e, consequentemente, do animal vivo. Neste caso, os patamares recordes das cotações das principais carnes concorrentes, bovina e suína, podem motivar um aquecimento na demanda pela proteína de frango, que tem preço mais competitivo. De outubro para novembro (até o dia 28), o frango vivo negociado na Grande São Paulo se desvalorizou 1,7%, para a média de R$ 3,21/kg neste mês, a menor desde março/19, em termos nominais. Segundo colaboradores do Cepea, o movimento de baixa está atrelado à maior oferta de animais prontos para abate em algumas localidades.

CEPEA/ESALQ

INTERNACIONAL

Produtores de carne suína da Rússia obtêm acesso ao mercado do Vietnã, diz Ifax

Produtores russos de carne de porco obtiveram acesso ao mercado vietnamita, reportou nesta sexta-feira a agência de notícias Interfax, citando o órgão regulador agrícola da Rússia

O Rosselkhoznadzor disse ter chegado a um acordo com autoridades vietnamitas para a oferta de carne suína e bioprodutos, permitindo que empresas russas aprovadas pelo Vietnã iniciem exportações. O órgão não especificou quais companhias estão autorizadas a enviar seus produtos para o país asiático. Entre as maiores produtoras de carne de porco da Rússia estão Cherkizovo, Rusagro e o grupo Miratorg —este, de capital fechado.

REUTERS

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