CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1123 DE 18 DE NOVEMBRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1123| 18 de novembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Preço da arroba do boi se aproxima de R$200 e tem novo recorde, aponta indicador Esalq/B3

O preço da arroba do boi gordo manteve a trajetória das últimas semanas e subiu 4,35% nesta quinta-feira, marcando um novo recorde histórico a 199,25 reais, segundo o indicador Esalq/B3, com impulso principalmente da forte demanda de exportação, notadamente da China

O preço da arroba registrado nesta quinta-feira supera a máxima histórica de abril de 2015, de 191,89 reais (valor que considera a inflação do período), segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que elabora o indicador. No acumulado do mês, o preço da arroba disparou 16,73%, avançando 37,8% em relação a igual período do ano passado. Segundo o Sócio-Diretor na consultoria Athenagro, Maurício Nogueira, a alta na arroba está associada a um maior número de empresas que buscam se posicionar para exportar para a China, além da forte demanda chinesa, que busca preencher uma lacuna deixada na oferta de carne suína pela epidemia de peste suína africana. Ele disse também que os ganhos da arroba também estão associados à produção total menor neste ano no Brasil. “A expectativa é de que os preços continuem em alta, a demanda interna melhor impulsionada pelo final de semana prolongado, e bom desempenho da exportação diária mantém o mercado procurado”, disse em nota a Scot Consultoria. No mercado futuro da B3, os preços da arroba também estão em patamares recordes, com o vencimento para março de 2020 atingindo máxima de contrato acima de 209 reais na véspera. O quanto o mercado ainda vai subir dependerá do consumo doméstico, que responde pela maior demanda de carne bovina, comentou o analista de pecuária do Cepea, Thiago de Carvalho. “Vai depender da elasticidade da demanda do mercado doméstico, para a exportação é um momento interessante, mas tem limite de preço e demanda (no mercado interno)”, disse. No atacado da Grande São Paulo, disse o Cepea, o preço da carcaça bovina renovou máximas históricas nesta semana, atingindo 12,74 reais por quilo na quarta-feira.

REUTERS

Fortes valorizações no mercado do boi

Em São Paulo, na última quinta-feira (14/11), o preço do boi gordo alcançou a marca de R$195,00/@, à vista, sem desconto de impostos. Descontando o Senar o preço é de R$194,50/@, e livre, tanto de Funrural quanto de Senar, a cotação está em R$192,00/@

A alta na comparação diária foi de R$10,00/@. É a maior já observada desde meados de outubro de 2005 (quando o mercado estava volátil pelos efeitos da febre aftosa em Mato Grosso do Sul).  Existem negócios até R$200,00/@ (bruto). E, se o mercado continuar nesse ritmo, é possível que nessa semana a referência se aproxime destes valores. Destaca-se que além de São Paulo, algumas outras regiões, como Goiás, por exemplo, estão praticamente sem baliza de preços devido às incessantes altas no preço do boi gordo. Muitos produtores têm segurado a venda aguardando ofertas de compra maiores, desta forma, as programações de abate estão especialmente curtas e giram em torno de dois a três dias em praticamente todos os frigoríficos paulistas. Em alguns casos, há pecuaristas tirando os bois das escalas devido ao cenário de altas.

SCOT CONSULTORIA

MPF quer coibir compra de grãos e gado de acusados de crimes contra indígenas

Em uma região do Brasil atormentada por conflitos de terra e violência contra tribos indígenas, procuradores federais estão propondo a comerciantes de grãos e frigoríficos que deixem de comprar matéria-prima de fornecedores acusados de crimes contra as populações nativas

A iniciativa, liderada por representantes da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, que cuida de populações indígenas, pede que grupos do agronegócio, na forma de um “protocolo voluntário” ainda em negociação, não comprem soja ou gado de pessoas envolvidas em violência contra as comunidades tradicionais. Em um primeiro momento, este acordo focaria os fornecedores de soja e gado do cone sul de Mato Grosso do Sul, Estado da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, onde se produz cerca 11% da carne bovina e 8% da soja do Brasil. Tradings de grãos como Bunge e Archer Daniels Midland, além de frigoríficos como JBS e Marfrig, possuem operações na região. Em conversas ocorridas desde junho, entidades do agronegócio se mostraram resistentes à formalização de tal protocolo, argumentando que podem estabelecer um precedente dúbio ao banir fornecedores antes do trânsito em julgado dos casos, disseram cinco pessoas familiarizadas com as negociações, que são confidenciais. O MPF em Brasília confirmou as conversas com representantes das esmagadoras de soja e empresas de alimentos, mas recusou um pedido de entrevista sobre a negociação do protocolo. A Marfrig e a Bunge preferiram não comentar. JBS e ADM não responderam de imediato a pedidos de comentários. Enquanto as empresas questionam as razões por trás de uma eventual moratória contra fornecedores, uma fonte disse que a crescente pressão de mercados atendidos pelo Brasil poderia incentivar a adesão delas ao protocolo. Por exemplo, uma resolução de 2016 do Parlamento Europeu pede que o Brasil proteja os direitos indígenas e cita ameaças a tribos em Mato Grosso do Sul, disse a fonte. Sob o governo do Presidente Jair Bolsonaro, as preocupações ligadas ao meio ambiente e aos direitos humanos no Brasil vêm aumentando, pressionando a aprovação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. A UE é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, tendo adquirido cerca de 17,5% dos 101,7 bilhões de dólares gerados no ano passado com exportações agrícolas. Os conflitos de terra recrudesceram durante o governo Bolsonaro, cujo apoio ao desenvolvimento econômico em terras indígenas soa, para alguns, como um aval à tomada de terras por agricultores, pecuaristas, madeireiros e garimpeiros.

REUTERS

Ministra da Agricultura vai aos EUA tentar reabrir mercado para carne do Brasil

Pauta também inclui transmitir uma imagem sustentável do agronegócio brasileiro

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, embarcou no sábado para viagem de seis dias aos Estados Unidos. Ela vai se reunir com o Secretário de Agricultura americano, Sonny Perdue, durante a semana e deve insistir na reabertura do mercado para a carne bovina in natura do Brasil. Para isso, vai apresentar os compromissos comerciais cumpridos, como expansão da cota de importação de etanol e a implementação da cota de importação de trigo sem tarifa – ambas beneficiam os EUA. A agenda inclui também reuniões no Banco Mundial e no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e uma rodada com investidores do mercado financeiro. A pauta principal é a imagem sustentável do agronegócio brasileiro. A comitiva vai mostrar oportunidades de investimentos em projetos que incentivem tecnologias limpas no país. A intenção é emplacar novas parcerias e estender a iniciativa para outros biomas, como Caatinga e áreas antropizadas na Amazônia. Tereza Cristina também deve apresentar dados do Plano ABC, criado pelo governo a partir da Política Nacional de Mudança do Clima, em 2009. Ele tem vigência de 2010 a 2020 e faz parte do compromisso brasileiro de redução entre 36,1% e 38,9% as emissões de gases do efeito estufa, em torno de um bilhão de toneladas de CO2 equivalente, até o ano que vem. Até janeiro desse ano, já foram desembolsados mais de R$ 17 bilhões em crédito para investimentos em sete técnicas agrícolas e pecuárias, como iLPF, plantio direto, recuperação de pastagens, tratamento de dejetos animais, florestas plantadas, entre outros. Mais de 34 mil contratos foram firmados no âmbito do Plano.

VALOR ECONÔMICO

Cotação do bezerro em alta no Paraná

A maior demanda por animais jovens e a oferta limitada têm resultado em valorizações para estas categorias

Em janeiro, o bezerro de ano anelorado (7,5@) estava cotado em R$1,3 mil no Paraná. Atualmente tem sido negociado em R$1,5 mil, alta de 16,2%. Já para o bezerro de desmama anelorado (6@), a valorização foi de 13,2% no mesmo período. Atualmente está cotado em R$1.350,00. Na comparação com o mês anterior, a alta foi de 3,4%, considerando a média de todas as categorias pesquisadas. O preço do boi gordo no mesmo período subiu 7,6%, resultando na melhora de 4,1% da relação de troca, na média de todas as categorias.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar bate R$4,20 e flerta com recorde histórico por incerteza

O dólar fechou em leve alta contra o real na quinta-feira, mas suficiente para levar a cotação ao segundo maior valor da história para um encerramento de sessão no mercado à vista, num dia de enfraquecido apetite por risco no exterior em meio a preocupações com a saúde da economia global.

Na máxima, a cotação no mercado spot foi a 4,2000 reais na venda (+0,31%), superando o valor máximo para um fechamento, marcado em 3 de setembro de 2018 (4,1957 reais na venda), para depois desacelerar os ganhos. Ao fim do pregão, o dólar à vista BRBY teve leve alta de 0,16%, a 4,1934 reais na venda. Apenas a taxa de encerramento do dia 13 de setembro de 2018 (4,1957 reais na venda) é mais alta. Na B3, em que os negócios vão até as 18h15, o dólar futuro tinha valorização de 0,38%, a 4,1905 reais, após alcançar 4,2030 reais na máxima intradiária. Segundo analistas, o movimento do câmbio no dia foi orientado sobretudo pelo exterior, que sofreu com aversão a risco diante de dados fracos na China, no Japão e na Alemanha, em meio a uma contínua incerteza sobre o status das negociações comerciais entre EUA e China. A fragilidade nos mercados latino-americanos também pesou. A moeda do Chile CLP= voltou a atingir mínimas recordes, mesmo depois de o banco central local ter anunciado ofertas de liquidez. Desde a frustração com o leilão da cessão onerosa (6 de novembro), o dólar acumula um salto de 5,01% ante o real (desvalorização de 4,77% para a moeda brasileira). Mas Gallina, da Quantitas, lembra que o dólar tem subido sem grandes solavancos, o que diferencia o momento atual do fim de agosto, quando o Banco Central precisou reforçar atuações no câmbio via dólar à vista como resposta à disparada da moeda para perto de 4,20 reais.

REUTERS

Saída de dólares já é maior que volume de 1999, pior ano da série

A frustração com a participação de petroleiras internacionais no leilão dos excedentes da cessão onerosa enterrou a última chance de evitar que o fluxo cambial no país encerre o ano de 2019 como o pior da série histórica

Em outubro, o fluxo ficou negativo em US$ 8,49 bilhões, elevando o déficit no ano a US$ 21,46 bilhões. Esse número já é maior que os US$ 16,18 bilhões registrados em 1999, até então o pior ano da série histórica do Banco Central, iniciada em 1982. E a expectativa é que o saldo negativo cresça ainda mais, uma vez que os últimos meses do ano são sazonalmente marcados por uma saída mais intensa de divisas causada pelas remessas de lucros e ajustes de posição de multinacionais. O resultado visto este ano é uma combinação de vários fatores. De um lado, as receitas com exportações caíram bastante, devido não só à desaceleração da economia mundial, mas principalmente por conta da opção de exportadores de manter parte de suas receitas lá fora, a fim de pagar suas operações e amortizações ou mesmo antecipar o pagamento de dívidas em moeda estrangeira. De outro lado, a combinação de Selic nas mínimas históricas e incertezas relativas à disputa comercial entre China e Estados Unidos levaram a uma saída relevante do investidor estrangeiro de aplicações financeiras tanto da renda fixa quanto variável. Por fim, as empresas também aproveitaram a queda do juro e o crescimento do mercado doméstico de debêntures para captar recursos e pagar compromissos no exterior. Tudo isso em um ambiente de estagnação econômica, que limita a entrada de investimentos produtivos.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em alta, mas tem 2ª semana seguida no vermelho

O Ibovespa reduziu as perdas da semana com uma tímida alta na quinta-feira, com balanços trimestrais ditando o ritmo dos negócios e papéis de Petrobras impedindo um avanço maior

O Ibovespa subiu 0,47%, a 106.556,88 pontos, mas recuou 1% na semana, a segunda seguida no vermelho. O giro financeiro da sessão somou 17,96 bilhões de reais. A agência de classificação de risco Fitch reafirmou a nota de crédito soberano do Brasil em “BB-“,com perspectiva estável, e ponderou que uma melhora segue limitada por fatores como elevado endividamento público, rígida estrutura fiscal e um Congresso “fragmentado”. Na visão da agência, o cenário político dificulta o progresso oportuno das reformas fiscais e econômicas. Na mais recente notícia do embate comercial entre as duas maiores economias do mundo, a alfândega da China informou na quinta-feira que suspendeu restrições à importação de carne de aves dos Estados Unidos, com efeito imediato. Mas no final do dia, o Secretário de Justiça dos Estados Unidos, William Barr, afirmou que Huawei Technologies e ZTE Corp “não são confiáveis” e classificou as companhias chinesas como um risco à segurança. A JBS ON perdeu 2,56%. A processadora de carne divulgou pela manhã lucro líquido de 356,7 milhões de reais para o terceiro trimestre, e informou que pode pagar dividendos extraordinários no longo prazo.

REUTERS

Fitch reafirma rating do Brasil em “BB-“, mas alerta sobre risco às reformas por Congresso fragmentado

A agência retirou o grau de investimento do Brasil no fim de 2015, quando a nota foi diminuída de BBB- para BB+. De lá para cá, a nota sofreu outros dois rebaixamentos, até chegar ao nível atual de BB-

A agência de classificação de risco Fitch reafirmou na quinta-feira a nota de crédito soberano do Brasil em “BB-“, com perspectiva estável, e ponderou que uma melhora segue limitada por fatores como elevado endividamento público, rígida estrutura fiscal e um Congresso “fragmentado”. Do lado negativo, a Fitch frisou que a dívida bruta já está num patamar alto, rondando 79% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que a perspectiva, nas contas da agência, é que suba ainda mais na próxima década. Para a Fitch, um resultado primário positivo em cerca de 3%do PIB é necessário para estabilizar o indicador, “o que pode ser desafiador no ambiente atual de fraco crescimento econômico e polarização política, a menos que haja um aumento na tendência de crescimento ou uma mudança descendente duradoura nos custos de empréstimos do governo”. A visão contrasta com a da equipe econômica, que estimou recentemente que o resultado primário necessário para estancar o crescimento da dívida já seria de 1% do PIB em meio à diminuição da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 5% ao ano. A Fitch previu que a dívida pública passará de 80% do PIB já no ano que vem, embora tenha reconhecido desaceleração nesse ritmo diante do ciclo de afrouxamento monetário. Apesar de ter avaliado como positivo o envio recente de medidas de cunho fiscal, incluindo as propostas de emenda à Constituição (PECs) para instituir o pacto federativo e um plano de emergência para diminuição dos gastos obrigatórios, a Fitch ponderou que a tramitação dessas matérias terá um caminho árduo pela frente.

REUTERS

Economia brasileira teve no 3º tri melhor desempenho em um ano, indica IBC-Br

A atividade econômica brasileira teve em setembro a segunda alta mensal consecutiva e o melhor desempenho em quatro meses, fechando o trimestre com o resultado mais forte em um ano, sinalizou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado na quinta-feira.

A pequena melhora dos indicadores se reflete nas expectativas do mercado. Analistas preveem que o PIB crescerá 0,92% em 2019 e 2,08% em 2020. Quatro semanas atrás, as projeções estavam em 0,87% e 2,00%, respectivamente, segundo dados da Focus. O número se alinha a dados recentemente divulgados que mostraram ganho de tração nos setores varejista, de serviços e industrial, enquanto analistas melhoram expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB). O IBC-Br —que tem como objetivo mensurar a evolução contemporânea da atividade econômica do país— subiu 0,44% em setembro sobre agosto. No terceiro trimestre sobre o anterior, a alta foi de 0,91%, de acordo com dados dessazonalizados. No terceiro trimestre, o índice cresceu 0,91%, maior alta trimestral desde o terceiro trimestre de 2018 (+1,67%). Nesta semana, o IBGE divulgou que as vendas no varejo no Brasil aumentaram de forma generalizada em setembro, registrando o melhor resultado para o mês em dez anos. O setor de serviços teve no mesmo mês o melhor desempenho para o mês desde 2014, e a produção industrial registrou o melhor setembro em dois anos. O IBGE divulga os dados sobre o PIB brasileiro do terceiro trimestre em 3 de dezembro.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig compra mais 31% do National Beef por US$ 860 mihões

Cota será adquirida da Jefferies Financial Group, que se retira da sociedade

A Marfrig Global Foods informou, em Fato Relevante, que, por intermédio de sua subsidiária NBM US Holdings, elevou de 51% para 81,73% sua participação no capital social da controlada National Beef Packing Company, dos EUA O acordo prevê a transferência para a NBM e demais acionistas minoritários de 5.395,17 ações representativas de 31,17% do capital votante e total da National Beef, sendo este o total de ações detidas pela acionista Jefferies Financial Group, que se retira da sociedade. Os demais acionistas terão a seguinte participação: BPI 2,44%; USPB 15,07% e Tim Klein 0,76% do capital social votante e total da National Beef. O valor da transação será de US$ 860 milhões, que serão pagos à vista no fechamento sem prejuízo do pagamento a Jefferies dos dividendos referentes ao ano de 2019 no valor aproximado de US$ 110 milhões.

VALOR ECONÔMICO

JBS continua buscando aquisições, recentes operações adicionam R$ 5,3 bi em receita

A JBS S.A. continua buscando oportunidades de aquisições nos mercados onde opera e tem interesse em negócios que possam ser “transformacionais” para a companhia, disse o presidente da processadora de carnes Gilberto Tomazoni em teleconferência de resultados com analistas na quinta-feira (14)

As recentes aquisições anunciadas pela JBS neste ano deverão adicionar cerca de R$ 5,3 bilhões em receita anual para a companhia. Entre essas aquisições estão a da processadora de carne suína britânica Tulip, uma unidade de suínos da Adelle em Seberi (RS) e a da empresa de frios paulista Marba. Essa receita adicional é apenas uma fração da receita anual da JBS, maior grupo processador de carne bovina do mundo, que teve faturamento líquido de R$ 181,7 bilhões em 2018. Questionado por um analista se a empresa deverá continuar buscando aquisições no patamar das operações realizadas neste ano, Tomazoni disse que o tamanho das transações depende das oportunidades. “Temos procurado ativamente oportunidades de crescimento nas regiões onde hoje estamos operando”, disse Tomazoni. “Aquisição tem que ser uma oportunidade porque tem que ter um valor que faça sentido economicamente. Obviamente, gostaríamos muito de poder fazer aquisições transformacionais da companhia e estamos buscando isto, mas esta é uma questão de oportunidade de mercado.”

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Brasil vê pouco impacto em reabertura da China ao frango dos EUA

A decisão da China de suspender a proibição de quase cinco anos a importações de carne de frango dos Estados Unidos terá impacto pouco relevante para a indústria do Brasil, maior exportador global, que vê espaço para todos com a grande demanda dos chineses por proteína animal, disse uma associação do setor

Autoridades dos EUA afirmaram na quinta-feira que a decisão chinesa de reabrir o mercado à carne norte-americana deverá acrescentará 1 bilhão de dólares anualmente às exportações do país. Contudo, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que está à frente da indústria do maior exportador global de carne de frango, recebeu com “tranquilidade” a notícia, tamanha é a demanda chinesa atualmente, com o país ampliando compras de várias carnes para lidar com oferta menor decorrente dos surtos de peste suína africana. “A abertura do mercado para a carne de frango dos EUA deve contribuir para a diminuição da grande lacuna na oferta de proteína animal na China com a recente crise sanitária…”, disse o presidente da ABPA, Francisco Turra, em nota à Reuters. Segundo ele, “o impacto no fluxo total das exportações brasileiras para o país asiático não deve ser de grande relevância”. “Em alguns produtos, como asa de frango, a demanda norte-americana dificulta a exportação”, acrescentou Turra. Desde janeiro deste ano, a China assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações da avicultura e da suinocultura do Brasil, disse a ABPA.

REUTERS

Demanda interna e exportações dão sustentação ao preço do suíno

O mercado de suínos teve valorização na última semana. A primeira quinzena, junto com o final de semana prolongado, fez os compradores anteciparem seus pedidos, movimentando mais o mercado

Nas granjas paulistas, o animal terminado está cotado, em média, em R$102,00 por arroba, alta de 1,0% em sete dias. No atacado, a valorização foi de 1,2% em igual comparação, com a carcaça comercializada, em média, em R$8,20 por quilo. Além dos pontos positivos no mercado interno, as exportações seguem em bom ritmo. Outro fator de ânimo para o mercado foi a habilitação de novas plantas frigoríficas no início desta semana para exportação de carne para a China. Foram cinco novas plantas de suínos habilitadas.

SCOT CONSULTORIA

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

abrafrigo

Leave Comment