CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1122 DE 14 DE NOVEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1122| 14 de novembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo em alta

A oferta restrita de boiadas continua sendo o principal vetor de valorizações da arroba

As cotações tiveram novas altas na última quarta-feira (13/11), os preços subiram em 19 das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, considerando o preço à vista. Em São Paulo, a cotação do boi gordo subiu 0,8% na comparação dia a dia, e está cotada em R$185,00/@, à vista, sem desconto, R$184,50/@ com desconto do Senar, e com desconto do Funrural e Senar a referência está em R$182,00/@. Destaque para Minas Gerais. Nas regiões do Triângulo Mineiro e de Belo Horizonte, a cotação do boi gordo subiu 2,8% e 2,6%, respectivamente. A expectativa é de que os preços continuem em alta, a demanda interna melhor impulsionada pelo final de semana prolongado, e bom desempenho da exportação diária mantém o mercado procurado. Além disso, as recentes habilitações de frigoríficos para exportação de carne bovina para a Arábia Saudita e para a China, ocorridas no início dessa semana, sugerem que a procura por boiadas e novilhadas aumentará.

SCOT CONSULTORIA

Forte onda altista do boi gordo favorece sobretudo pecuaristas do PA e de TO

Avanços da arroba na região Norte são superiores aos registrados nas praças do Centro-Oeste, relata FNP

No atual movimento de fortes valorizações dos preços internos do boi gordo, os pecuaristas situados no Norte do Brasil registraram, em termos gerais, ganhos com o valor da arroba vendida superiores aos obtidos pelos produtores localizados em outras regiões tradicionais na pecuária, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É o que destacam os analistas da Informa Economics FNP, de São Paulo, em boletim divulgado na tarde desta terça-feira, 12/11. “Nos Estados do Pará e Tocantins, as indústrias frigoríficas se deparam com um forte encurtamento de seus estoques, reflexo de uma clara dificuldade na composição das escalas de abate”, avalia a consultoria, justificando os expressivos avanços nos preços locais do boi gordo. Ambos os Estados, continua a FNP, exportaram grandes volumes de gado vivo nos últimos meses, desde garrotes e novilhas até animais mais erados. “Em média, foi embarcado, no mínimo, um navio por mês, o que equivale a 30 mil cabeças”, contabiliza a consultoria, acrescentando que as cargas têm como destino o Oriente Médio, mais especificamente a Turquia e o Egito. Ao mesmo tempo, observa a FNP, o Pará e Tocantins não são grandes produtores de boiada confinada. É preciso acrescentar ainda, observa a consultoria, o fato de que, recentemente, foram habilitados diversos frigoríficos situados na região Norte para exportação de carne bovina à China e à Indonésia. Na terça-feira, 12/11, o boi gordo foi negociado em Paragominas, PA, a R$ 172/@, à vista, e a R$ 174/@, a prazo (30 dias para pagamento) – valores livres de Funrural. Na praça de Araguaína, TO, o animal terminado foi vendido a R$ 177/@, a prazo, de acordo com a FNP.

PORTAL DBO

Forte alta no preço da carne bovina no atacado

O mercado da carne bovina, tanto para cortes como carcaças, tem apresentado altas consideráveis neste final de ano

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na carne com osso, a alta na última semana foi de 7,9% para o boi casado, que ficou cotado em R$12,52/kg. Desde o final de agosto (início das altas) a cotação subiu 22,0%. Já na carne sem osso, nos últimos sete dias, na média de todos os cortes pesquisados, o preço no atacado subiu 2,14%. São nove semanas de altas consecutivas, com variação acumulada de 10,0%. Do lado da oferta de matéria-prima, a baixa disponibilidade de animais terminados enxuga os estoques da indústria. Do lado da demanda imediata, o mercado interno tem ao seu lado: a melhora sazonal do consumo de início de mês e os efeitos positivos nas vendas em função do feriado da próxima sexta feira. Ainda há o auxílio do mercado externo, com as exportações de carne bovina in natura batendo recordes. Em outubro foram embarcadas 160 mil toneladas, maior volume já registrado.

SCOT CONSULTORIA

Viés de alta no mercado de sebo

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o sebo bovino está cotado em R$2,60/kg, livre de imposto, alta de 2,0% na comparação semanal e de 15,6% nos últimos 30 dias

No Rio Grande do Sul o produto está cotado em R$2,80/kg, na mesma condição. Em relação ao fechamento da semana anterior houve valorização de 1,8% e, na comparação anual, a alta foi de 16,7%. A maior demanda, principalmente para a produção de biodiesel, mantém o viés de alta no mercado.

SCOT CONSULTORIA

Arroba já bate R$ 206 no mercado futuro

As boas notícias do mercado físico têm refletindo sobre as cotações futuras e na sessão da terça-feira (12) e o contrato Outubro/20 atingiu nova máxima histórica de R$ 206,00/@

É uma alta próxima de R$ 3,00 frente aos preços do fechamento da última segunda-feira. De acordo com o analista da Cross Investimentos, Caio Junqueira, o mercado futuro trabalha com altas nos últimos dez dias. “O novembro está precificado próximo dos R$ 194,00/@ e o contrato dezembro que saiu da casa dos R$ 200,00/@ e o janeiro está com comprador a R$ 201,00/@, isso equivale a R$ 3,00 de alta frente ao fechamento anterior”, relata. O analista salienta que o mercado futuro é um termômetro do que está acontecendo no mercado físico, na qual está vivendo um bom momento com as exportações aquecidas. Na última segunda-feira, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou que oito novas plantas frigoríficas estão habilitadas a exportar para a Arábia Saudita. Ontem, terça-feira, a Ministra informou a habilitação de 13 novas unidades a exportar carne para a china, sendo 5 bovinas, 5 para suínas e 3 aves. “Parece que o ministério tem dado uma ênfase de não beneficiar apenas os três grandes players do mercado e tem favorecido plantas menores. Podemos ver um impacto nas exportações no final de novembro e começo de dezembro”, comenta.

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

Dólar tem 2ª maior cotação da história no fechamento com incerteza comercial e ruídos na AL

O dólar voltou a fechar em alta ante o real na quarta-feira, na segunda maior cotação da história para um encerramento de sessão no mercado à vista, num dia de maior cautela no exterior e de nova pressão nos mercados de câmbio da América Latina

Analistas não descartam que seja questão de tempo a moeda bater um novo recorde histórico de fechamento, mas ressalvam que o nível de 4,20 reais ainda funciona como uma forte resistência. A última vez que o dólar ameaçou a linha de 4,20 reais foi no fim de agosto, o que levou o Banco Central a anunciar uma operação extraordinária de venda de moeda no mercado à vista. Desde então, o BC tem feito troca de instrumentos (de swap cambial para dólar à vista), sem aumentar sua posição cambial líquida. “Mas não há nenhum problema para o BC aumentar a posição cambial líquida agora caso o dólar supere com folga os 4,20 reais”, acrescentou Campos. Por ora, o BC tem mantido sua posição cambial líquida em torno de 327 bilhões de dólares. A recente série de altas da moeda começou em 6 de novembro, depois da frustração com o leilão do excedente da cessão onerosa, evento que coincidiu com escalada da instabilidade política em outras economias da América Latina e liberdade do ex-presidente Lula. “Este tipo de dinâmica impede um pouco o investidor estrangeiro de entrar no Brasil. Não é pelo cenário, que em nada se assemelha ao Chile ou Argentina, mas pelos riscos em torno” dele, diz Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos. “Em vez de ‘pagar antecipado’, o estrangeiro está optando por esperar sinais concretos de avanço da economia. Enquanto isso, apenas alocações táticas e especulativas”, completou. Desde 6 de novembro, o dólar acumula alta de 4,85%. A moeda dos EUA sobe forte também contra peso chileno (+6,2%) e peso mexicano (+1%) no período. Nesta quarta, o dólar negociado no mercado interbancário encerrou em alta de 0,48%, a 4,1869 reais na venda. Esse fechamento é mais baixo apenas que o do dia 13 de setembro de 2018, quando a moeda terminou a 4,1957 reais na venda. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez tinha valorização de 0,17%, a 4,1810 reais.

REUTERS

Ibovespa cai 0,65%; vencimento de opções de índice leva giro a R$35 bi

O principal índice da bolsa brasileira registrou nova queda na quarta-feira, diante de novas notícias sobre as negociações comerciais entre EUA e China que colocaram investidores em modo de alerta

O Ibovespa caiu 0,65%, a 106.059,95 pontos. O giro financeiro da sessão, turbinado pelo vencimento dos contratos de opções de índice, somou 35,1 bilhões de reais. A tensão envolvendo o futuro das negociações comerciais entre Estados Unidos e China se manteve em pauta, alarmando investidores ao redor do mundo. Na véspera, o Presidente dos EUA, Donald Trump fez declarações mistas, ditando cautela no mercado. Mas o pessimismo se intensificou após o Wall Street Journal publicar que as negociações “esbarraram em um obstáculo” sobre as compras de produtos agrícolas, com a China não querendo um acordo que pareça unilateral a favor dos EUA. Mais influenciado pelo noticiário envolvendo economias emergentes, a bolsa paulista teve um tom mais pessimista, em meio às incertezas envolvendo Chile, Bolívia e Argentina. Na quinta-feira, véspera de feriado, os investidores vão conferir uma bateria de dados internacionais, incluindo da China, e domésticos e o IBC-BR, prévia do PIB de setembro, e o IGP-10 de novembro. Haverá ainda o encerramento da temporada de balanços do terceiro trimestre, com resultados de empresas como JBS e Sabesp.

REUTERS

Varejo do Brasil tem melhor setembro em 10 anos e fecha 3º tri com indícios de recuperação

Em setembro, o volume de vendas subiu 0,7% na comparação com agosto, informou na quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Esse é o resultado mais forte para setembro desde o ganho de 1,1% visto em 2009, além de marcar o quinto dado mensal seguido positivo. Na comparação com setembro de 2018, as vendas subiram 2,1%, sexta taxa consecutiva no azul. Com esses resultados, o terceiro trimestre terminou com alta de 1,6% das vendas sobre os três meses anteriores, depois de ganho de 0,1% no segundo trimestre e estagnação no primeiro. “O resultado de setembro confirma uma recuperação do varejo. O comércio apresenta um dinamismo maior até que a conjuntura”, explicou a Gerente da Pesquisa, Isabella Nunes, citando como influências para o resultado positivo a liberação do FGTS, promoção da chamada Semana do Brasil, ao estilo Black Friday, e mais dias úteis no mês este ano. Sete das oito atividades pesquisadas no mês tiveram ganhos. As vendas de Móveis e eletrodomésticos subiram 5,2%; enquanto as de Tecidos, vestuário e calçados avançaram 3,3%, sendo os destaques no resultado. A única taxa negativa foi vista em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação. No varejo ampliado, a alta nas vendas foi de 0,9% em setembro, com Material de Construção subindo 1,5% e Veículos avançando 1,2%. Ao mesmo tempo em que o país apresenta juros e inflação baixos, o mercado de trabalho fraco ainda pressiona o poder de compra dos trabalhadores, o que ainda levanta cautela.

REUTERS

EMPRESAS

JBS lucra R$ 356 milhões no terceiro trimestre

Impulsionada pelos negócios nos EUA, geração de caixa da empresa atingiu R$ 3,7 bi

Turbinada pelo momento extremamente favorável para a produção de carne bovina nos Estados Unidos, a JBS reportou nesta quinta-feira um lucro líquido de R$ 356,7 milhões no terceiro trimestre. No mesmo período do ano passado, a companhia teve um prejuízo de R$ 133,5 milhões — perda explicada pelo impacto bilionário da adesão ao Refis do Funrural. Apesar do resultado positivo, o lucro da JBS no terceiro trimestre ficou abaixo do que os analistas estimavam. A média das projeções dos analistas de Bank of America Merrill Lynch (BofA), Citi, BTG Pactual e Banco do Brasil apontava para um lucro líquido superior a R$ 1 bilhão no terceiro trimestre. No terceiro trimestre, a receita líquida totalizou R$ 52,2 bilhões, crescimento de 5,6% ante os R$ 49,4 bilhões reportados em igual intervalo do ano passado. Com esse ritmo de vendas, a receita anual da JBS está próxima de ultrapassar os R$ 200 bilhões. A receita tende a aumentar com as aquisições da britânica Tulip, da fabricante de mortadela Marba e de um frigorífico de suínos no Rio Grande do Sul. Essas aquisições, anunciadas neste ano, aumentarão a receita anual da companhia em R$ 5,3 bilhões. No trimestre, a JBS conseguiu uma geração de caixa expressiva, o que ajudou no processo de redução do endividamento e antecipação dos pagamentos aos bancos no Brasil. Entre julho e setembro, a empresa teve um fluxo de caixa livre de R$ 3,7 bilhões, montante 61,6% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. Em relatório, a JBS destacou a redução de mais de US$ 2,7 bilhões em sua dívida bruta. No fim de setembro, o endividamento totalizava R$ 52,9 bilhões (US$ 12,7 bilhões), queda de 14,2% em reais e de 17,5% em dólares em relação à dívida total de setembro de 2018. O índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) caiu de 3,38 vezes para 2,56 vezes nos últimos doze meses encerrados em 30 de setembro. O indicador também melhorou na comparação com junho, quando a alavancagem estava em 2,78 vezes. No front operacional, a JBS reportou melhora de margens nos Estados Unidos e na Seara, divisão de negócios que reúne as operações de carne de frango, carne suína e alimentos processados no Brasil. No terceiro trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), ajustado por itens não recorrentes, chegou a R$ 5,9 bilhões, aumento de 33,6% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada se expandiu em 2,4 pontos percentuais, passando de 9% para 11,3%.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: Valor do leitão é recorde nominal

Os preços do leitão atingiram os maiores patamares nominais de toda a série histórica do Cepea, iniciada em setembro de 2013.

Na média parcial de novembro (até o dia 13), o leitão desmama comercializado em Erechim (RS) registra média de R$ 14,27/kg, avanço de 1,8% em relação à de outubro. Para o leitão creche, na mesma comparação, a alta é de 2,2%, com o animal comercializado, em média, a R$ 7,80/kg. Esses são os maiores patamares nominais da série do Cepea, iniciada em setembro de 2013. Segundo pesquisadores, o bom ritmo de embarques de carne suína e o aumento da procura doméstica pela proteína têm feito com que grandes frigoríficos busquem novos lotes de animais para abate, principalmente no mercado independente. Esse cenário, por conseguinte, tem impulsionado as cotações dos leitões creche e desmama.

CEPEA

INTERNACIONAL

Marfrig prevê novas tributações às exportações na Argentina

Foi o que disse o VP de finanças e RI da empresa, Marco Spada, a investidores

A Argentina deverá aumentar a tributação sobre as exportações de carne bovina, avaliou o Vice-Presidente de finanças e de relações com investidores da Marfrig Global Foods, Marco Spada, em teleconferência com investidores. Apesar disso, a taxação não deverá ser tão prejudicial quanto a que vigorou no governo de Cristina Kirchner, avaliou ele. Na época, a produção de carne bovina foi desestimulada, e os frigoríficos tiveram prejuízos. O temor de que essa política volte a ser adotada aumentou com a vitória de Alberto Fernandez para a presidência da República argentina. “Estamos bem confiantes de que a situação vai permanecer positiva [na Argentina]”, afirmou Spada. Com a desvalorização do peso, a rentabilidade dos frigoríficos do país sul-americano está bastante positiva. Durante a teleconferência, o executivo Miguel Gularte, responsável pelas operações da Marfrig na América do Sul, acrescentou que o preço do gado na Argentina é cotado em peso, o que torna bastante competitivo o animal cuja carne é destinada à exportação.

VALOR ECONÔMICO

Peste suína africana na China é mais severa do que se imaginava, diz CFO da ADM

O surto de peste suína africana que acometeu a China é muito mais severo do que se pensava inicialmente, disse na quarta-feira a empresa norte-americana de agronegócio Archer Daniels Midland, acrescentando que o impacto total da doença sobre produtores de ração ainda será contabilizado

A patologia, que é fatal para porcos, reduziu a criação chinesa de suínos pela metade desde agosto de 2018 e já elevou as margens para o processamento de soja em ração nas operações globais, disse o Diretor Financeiro da ADM, Ray Young, durante a Stephens Nashville Investment Conference. O avanço da peste suína pela China, maior consumidora de carne de porco do mundo, redesenhou a cadeia global de oferta de alimentos, à medida que o país passou a depender mais da proteína importada e menos da produção doméstica. Essa reorganização está diminuindo a demanda chinesa pelas importações de grãos de soja, mas a ADM deve se beneficiar, já que outros países expandiram a produção pecuária para atender ao mercado chinês. Isso impulsiona a demanda pelos ingredientes de ração da ADM, como o farelo de soja. A empresa opera 45 plantas de esmagamento e originação de oleaginosas na Europa e nas Américas, mas nenhuma na China. A produção anual de carne de porco da China deve recuar em 20 milhões de toneladas neste ano, ante estimativa prévia da ADM de uma diminuição de 10 milhões de toneladas, disse Young. “Acho que houve certo impacto positivo (no mercado do farelo), mas de forma marginal. Provavelmente ainda não sentimos o impacto total em relação às margens gerais de esmagamento”, afirmou o executivo.

REUTERS

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