CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1120 DE 12 DE NOVEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1120| 12 de novembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Alta do boi em 19 praças pecuárias

Poucos negócios no mercado do boi gordo na última segunda-feira (11/11). Os compradores esperavam uma definição do mercado

Apesar disso, a cotação subiu em 19 das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, considerando o preço à vista. Em São Paulo, a cotação do boi gordo subiu 1,1% na comparação com sexta-feira (8/11), e ficou cotado em R$181,00/@, à vista, sem desconto, R$180,50 com desconto do Senar, e com desconto do Funrural e Senar a referência está em R$178,50/@. Destaque para o Rio de Janeiro e para a região sudoeste de Mato Grosso, onde a cotação do boi gordo subiu 2,7% e 1,9%, respectivamente, na comparação dia a dia. Também merece atenção o sul de Goiás, onde a alta de preço foi de 5,8% desde o início no mês, e 1,8% na comparação com sexta-feira.

SCOT CONSULTORIA

Viés de alta no mercado de reposição

Mercado de reposição firme. A oferta está restrita na maior parte das regiões pesquisadas pela Scot Consultoria

Considerando a média dos machos anelorados de todos os estados pesquisados houve alta de 1,0% na semana passada, em relação à anterior. Já para as fêmeas aneloradas, a valorização foi de 1,2%, considerando a média de todas as categorias aneloradas e praças, no mesmo período. Destaque para Minas Gerais, onde o garrote anelorado teve alta de 3,5% em relação à semana anterior. Isso se deve à escassez de oferta para esta categoria, associada aos preços do boi gordo no estado, que seguem com força. Para o curto prazo, com os preços do mercado do boi gordo em alta e as chuvas previstas em maior volume, valorizações não estão descartadas.

SCOT CONSULTORIA

Sauditas habilitam 8 frigoríficos de bovinos do Brasil para exportação, diz governo

A autoridade sanitária saudita habilitou oito novos estabelecimentos para a exportação de carne bovina brasileira e seus produtos para a Arábia Saudita, informou o Ministério da Agricultura brasileiro na segunda-feira.

Segundo nota do ministério, foram habilitados: Frigorífico Fortefrigo; Frigorífico Better Beef; Rio Grande Comércio de Carnes Ltda; Plena Alimentos; Indústria e Comércio de Alimentos Supremo; Frigol; Maxi Beef Alimentos do Brasil; e Distriboi – Indústria, Comércio e Transporte de Carne Bovina. “Isso faz parte de toda a abertura que o Ministério da Agricultura vem fazendo juntamente com o governo federal”, disse a Ministra da Agricultura Tereza Cristina em nota. Em 2018, as exportações de produtos agropecuários brasileiros para a Arábia Saudita renderam 1,7 bilhão de dólares, segundo nota do ministério. A carne de frango representou 47,4% do valor vendido. Os principais produtos exportados, além da proteína de aves, são açúcar, carne bovina (in natura), soja (grão e farelo), milho, açúcar refinado e café (solúvel e verde).

UOL ECONOMIA

Preço da carne bovina tem máxima histórica na Grande São Paulo com demanda da China, diz Cepea

O preço da carne bovina no atacado na Grande São Paulo, principal centro consumidor do Brasil, atingiu uma máxima histórica, com a forte demanda da China e uma oferta mais restrita de animais para abate, afirmou nesta segunda-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Na última sexta-feira, a chamada a “carcaça casada” do boi (traseiro, dianteiro e ponta de agulha) atingiu 12,35 reais por quilo, maior patamar da série do Cepea, iniciada em 2001. Até então, o maior preço já registrado, de 12,21 reais por quilo, havia sido visto em abril de 2015 (valor deflacionado) pela pesquisa do Cepea. “Pelo lado da demanda, tem a lógica da China vindo mais forte… A China causou uma pressão altista neste sentido, ao longo do ano”, disse o analista de pecuária bovina Thiago Bernardino de Carvalho, do Cepea, centro da Esalq/USP. Além das exportações —que só recentemente passaram a representar mais do que os tradicionais cerca de 20% da demanda pela carne bovina brasileira—, o Brasil enfrenta uma oferta menor de animais para o abate, o que tem se refletido nos preços da arroba do boi em patamares historicamente elevados. O valor da arroba bovina no Estado de São Paulo superou na última sexta-feira os 180 reais pela primeira vez, com uma economia com sinais de recuperação também influenciando nas cotações. Segundo a pesquisa do Cepea, o preço da arroba atingiu 181,90 reais, acumulando alta de 6,5% no mês de novembro.  “Temos oferta restrita, demanda bastante aquecida, especialmente a demanda para a China, a abate de fêmeas, novilhas e vacas, o que indica menor oferta de bezerro no futuro”, explicou Carvalho. De acordo com o pesquisador, com uma recuperação das margens da atividade, o pecuarista vai investir, o que pode gerar uma melhora da oferta mais adiante.

REUTERS

Frigoríficos perdem queda de braço com pecuaristas

Indústrias têm dificuldade de preencher as escalas de abate para atender ao avanço da demanda

O mercado físico do boi gordo abre a semana bastante agitado, com forte especulação altista, motivada pela necessidade urgente de compra de animais de indústrias frigoríficas espalhadas por todo o País, relata a Informa Economics FNP. “A persistente escassez de oferta de boiada gorda tem feito muitas plantas frigoríficas digerir as altas acumuladas para não perder negócios”, informa a consultoria. Há dias, continua a FNP, as indicações de preços da arroba no balcão perderam referência, “visto que a precificação passou a depender exclusivamente do tamanho do lote, da proximidade da planta frigorífica e, principalmente, se a boiada se enquadra em algum protocolo de exportação padrão China ou Europa”. Segundo apurou a FNP, as altas de preços foram mais enfáticas na região Norte do País, que tradicionalmente não é uma grande produtora de boiada confinada. No entanto, destaca a consultoria, com a habilitação de plantas frigoríficas da região Norte para exportar para China, registrou-se um salto nos preços no mercado local. Na praça de Redenção, no Pará, o boi gordo é negociado a R$ 174/@ a prazo (30 dias) e a R$ 172/@, à vista. Na região Noroeste de São Paulo, o animal terminado vale R$ 182/@, a prazo. Em Cuiabá, MT, a arroba é vendida a R$ 162, à vista, de acordo com a FNP. Em Goiânia, GO, os negócios são fechados a R$ 167, a prazo. Em Campo Grande, MS, o boi é negociado a R$ 172, com 30 dias para pagamento.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Ibovespa vira e recupera patamar de 108 mil pontos

O principal índice da bolsa paulista anulou na segunda-feira a perda acumulada da última semana pelo fracasso do leilão do pré-sal, com menores temores de instabilidade política do país e com a temporada de balanços trimestrais ainda em evidência

O Ibovespa subiu 0,69%, a 108.367,44 pontos. O volume financeiro da sessão somava 15 bilhões de reais. Após ter caído forte na sexta-feira, na esteira do fracasso do leilão do pré-sal, o Ibovespa ainda abriu esta sessão mantendo o viés negativo, mas mudou de tendência ao longo do dia, voltando ao patamar de 108 mil pontos. Pela manhã, a pesquisa Focus do Banco Central apontou que a inflação deve terminar o ano a 3,31%, alta de 0,02 ponto percentual ante previsão da semana anterior. O Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que a soltura do ex-presidente Lula e o clima de instabilidade política em países da América Latina não atrapalham o andamento, no Congresso Nacional, das reformas econômicas propostas pela equipe econômica do governo. No âmbito internacional, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que houve relatos incorretos sobre a disposição dos EUA de suspender tarifas sobre a China. – JBS ON subiu 0,8%. No setor, MARFRIG, que divulgou resultados ontem à noite, subiu 1,72% e BRF FOODS ON registrou alta de 0,64%.

REUTERS

Dólar tem maior queda em duas semanas ante real com ajuste

O dólar teve na segunda-feira a maior queda em duas semanas frente ao real, com o mercado realizando parte dos lucros depois de a divisa ter registrado na semana passada a maior alta semanal em 14 meses devido ao fracasso dos leilões do pré-sal

O mercado se acomodou depois da forte volatilidade da semana passada, na esteira da frustração com a participação de estrangeiros no leilão do excedente da cessão onerosa e da soltura do ex-presidente Lula. Cleber Alessie, da H.Commcor, contudo, chamou atenção para a variação mais limitada do prêmio de risco-Brasil medido pelo CDS de cinco anos. Na semana passada, o CDS subiu 0,44%, ao passo que o dólar saltou 4,3%. “A questão é que dólar a 4,10 (reais), 4,15 não é mais sinal vermelho. O fundamento do câmbio está mudado, por causa do retorno baixo”, disse o profissional. O retorno a que ele se referiu está relacionado ao juro “extra” pago pelas aplicações em real em comparação aos investimentos em ativos denominados em outras moedas, como dólar ou peso mexicano. A queda desse diferencial é resultado de sucessivos cortes da Selic a mínimas históricas. O dólar à vista fechou em baixa de 0,61%, a 4,1428 reais na venda. É a mais forte desvalorização percentual diária desde 25 de outubro (-0,88%). Nas três sessões anteriores, todas de valorização, a cotação havia acumulado alta de 4,39%. No mercado futuro da B3, no qual os negócios vão até as 18h15, o contrato de dólar de maior liquidez cedia 0,53%, a 4,1465 reais, por volta de 17h30.

REUTERS

Clima econômico do Brasil tem em outubro pior patamar do ano

Frustração do mercado com ausência de retomada mais ágil do crescimento econômico explica resultado, diz pesquisadora da FGV

A avaliação do mercado sobre o clima econômico do Brasil deve encerrar o ano com sinal negativo. O alerta partiu da pesquisadora da Fundação Getulio Vargas (FGV) Lia Valls, ao comentar os resultados da Sondagem da América Latina, anunciados na segunda-feira pela fundação em parceria com o instituto alemão Ifo. Na pesquisa, o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina ficou em 18,8 pontos negativos em outubro, ante 10,1 pontos negativos na pesquisa anterior, de julho. Um dos fatores que contribuíram para o resultado foi a manutenção de trajetória negativa no ICE do Brasil, que passou de 23,2 pontos negativos para 25 pontos negativos, entre julho e outubro. Foi o pior patamar do ano para o clima econômico referente ao Brasil, perdendo apenas para a edição de outubro do ano passado (33,9 pontos negativos). A frustração do mercado com a ausência de retomada mais ágil no crescimento econômico brasileiro levou ao resultado. Esse cenário deve permanecer até o fim do ano, nas palavras da especialista. “Teria que ter uma melhora muito grande na [avaliação de] situação atual [do Brasil]”, disse. “E não me parece que até o fim do ano se consiga reverter o atual cenário”, afirmou ela. A técnica comentou que, no caso do Brasil, os especialistas não estão visualizando sinais de impacto, na economia, das recentes ações do governo para incrementar a atividade. Isso se reflete na evolução dos dois sub-indicadores componentes do ICE. O Índice de Situação Atual (ISA) do Brasil se manteve em 75 pontos negativos entre julho e outubro, também o pior resultado do ano, perdendo apenas para o de outubro de 2018 (77,8 pontos negativos). “O leilão do pré-sal não foi como eles imaginavam” ela lembrou, citando o certame realizado na semana passada, que não atraiu empresas privadas estrangeiras e arrecadou menos do que o esperado. “E, no caso da demanda, uma possível melhora não está acontecendo”, afirmou.

VALOR ECONÔMICO

Economistas ajustam expectativa de inflação em 2019 e PIB em 2020

Economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central ajustaram suas estimativas para a economia brasileira e mantiveram as expectativas para o PIB em 2019 e taxa básica de juros depois de o BC reforçar o tom de cautela

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento continua em 0,92% em 2019, mas aumentou a 2,08% em 2020 de 2,00%. O levantamento mostra que a expectativa continua sendo de que a Selic terminará este ano e o próximo a 4,5%. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a taxa básica de juros a 4,5% em 2019 e a 4,00% em 2020. O BC vem reiterando que deve cortar os juros básicos em 0,5 ponto percentual em sua próxima e última reunião do ano, nos dias 10 e 11 de dezembro, após redução de igual magnitude que levou a taxa a 5%. De acordo com o Focus, a inflação deve terminar este ano a 3,31%, uma alta de 0,02 ponto percentual em relação à semana anterior. Para 2020 permaneceu a conta de avanço de 3,60% do IPCA. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

Volume das exportações do agronegócio cresceu 6% até setembro, mas receita caiu 4%, dizCepea

Queda dos preços médios dos embarques determinou o resultado

O volume das exportações brasileiras do agronegócio cresceu 6% de janeiro a setembro ante o mesmo período do ano passado, mas a receita proveniente dessas vendas recuou 4% na comparação, para US$ 72 bilhões, conforme dados compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). “Esse resultado se deve à queda nos preços médios pagos pelos produtos do agronegócio embarcados. Em real, o faturamento apresentou baixa ainda mais intensa, de 15%, o que se deve aos efeitos tanto da queda dos preços em dólar quanto da valorização da moeda brasileira”, informou análise divulgada pelo Cepea. A análise confirmou que as exportações de soja e derivados, embora encabecem a pauta, estão em queda, que as de milho estão em forte recuperação e que as de carnes também estão em alta expressiva. E que a China, apesar de sua menor demanda por soja em grão — e com o aumento das compras de carnes —, continua a ser o principal destino dos embarques do agronegócio brasileiro.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig vende menos, mas fatura mais e tem lucro líquido de R$100,4 milhões no 3º tri

A empresa de alimentos Marfrig anunciou na segunda-feira que teve lucro líquido de 100,4 milhões de reais no terceiro trimestre, ante prejuízo de 126 milhões de reais em igual etapa de 2018

Porém, o resultado veio a abaixo da previsão média de analistas compilada pela Refinitiv, de lucro líquido de 211,5 milhões de reais para o trimestre. Já o resultado operacional da Marfrig medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de 1,5 bilhão de reais, um aumento de 28,6% no comparativo anual e maior do que a previsão média de 1,35 bilhão de reais compilada pela Refinitiv. A margem Ebitda subiu 2,3 pontos percentuais, para 11,8%. A receita líquida consolidada foi de 12,7 bilhões de reais, 3,6% maior do que um ano antes, com impulso do faturamento na América do Norte e maiores preços no mercado doméstico, o que ajudou a compensar a queda de 3% no volume total vendido. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda, em dólares, foi de 2,43 vezes, redução de 0,26 vez em comparação ao trimestre anterior. A última linha do resultado não foi melhor em parte devido ao resultado financeiro líquido, negativo em 665 milhões de reais, perda 65% maior do que no trimestre anterior, refletindo a alta do dólar.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Recuperação dos preços do frango no atacado

Em São Paulo, os preços do frango no atacado subiram 9,8% nos últimos sete dias. Atualmente, a carcaça tem sido comercializada, em média, por R$4,72 por quilo

O aumento do poder aquisitivo da população fez os compradores aumentarem os pedidos nos últimos dias. Nas granjas, os preços cederam 1,5% no período, depois de 101 dias estáveis. A ave terminada está cotada, em média, em R$3,25 por quilo. Para a expectativa é de mercado firme.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

China reporta novo surto de peste suína africana em Chongqing, diz ministério

A China detectou peste suína africana em leitões transportados ilegalmente na cidade de Chongqing, no sudoeste do país, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais chinês

O vírus foi encontrado em 25 leitões em um caminhão que passava pelo condado de Dianjiang, disse o ministério. Um dos leitões morreu após ter sido isolado, enquanto os demais foram abatidos. A pasta está investigando o surto. A peste suína africana é uma doença fatal para porcos e foi inicialmente reportada na China em agosto de 2018 —desde então, a patologia já se espalhou por todo o país, matando milhões de suínos e reduzindo o tamanho da criação de porcos chinesa em mais de 40%.

REUTERS

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