CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1119 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1119| 11 de novembro de 2019

 

 ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportação de carne bovina deve crescer 10% este ano, diz Abrafrigo

Até setembro volume aumentou 11% e receita foi 8% maior

As condições favoráveis no mercado internacional devem permitir um crescimento de 10% das exportações brasileiras de carne bovina neste ano, avalia a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela entidade, o volume dos embarques aumentou 11% de janeiro a outubro ante o mesmo período de 2018, para 1,47 milhão de toneladas, e a receita dessas vendas avançou 8% na comparação, para US$ 5,7 bilhões Embora a demanda da China por carne bovina brasileira venha apresentado um crescimento vigoroso neste quarto trimestre, as importações de outros mercados também colaboraram para a boa fase. As vendas para a Rússia, que retomou as compras de carne do Brasil neste ano, cresceram 694% de janeiro a outubro; para os Emirados Árabes a alta foi de 175%, para a Turquia chegou a 509%, para as Filipinas atingiu 43% e para o Uruguai, 84%. Apenas em outubro, a China comprou 65 mil toneladas de carne bovina brasileira, 110% mais que no mesmo mês de 2018 e novo recorde mensal. Entretanto, diz a Abrafrigo, esse volume serviu sobretudo para compensar as reduções que vem ocorrendo nas importações da cidade estado de Hong Kong. De janeiro a outubro, as compras chinesas somaram 603,75 mil toneladas, ante 585,29 mil de igual período de 2018. A Abrafrigo destacou que, percentualmente a China está representando menos para o Brasil do que no ano passado: em outubro de 2018, as compras chinesas representaram 44,1% do total, e a fatia caiu para 41% no mês passado. A entidade prevê que 2020 também será positivo para o segmento com a habilitação de mais plantas para a Indonésia e outros países do sudoeste asiático, além da possibilidade de os Estados Unidos reabrirem seu mercado para a carne in natura brasileira.

VALOR ECONÔMICO/ESTADÃO CONTEÚDO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/PÁGINA RURAL/BEEF POINT/GLOBO RURAL/PORTAL DBO/PECUÁRIA.COM.BR

NOTÍCIAS

Nem a sexta-feira acalmou o mercado do boi gordo

Tipicamente o último dia da semana é de mercado calmo, com frigoríficos testando as cotações. Não foi o caso da última sexta, dia 8/11

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@ em São Paulo e, ficou em R$179,00/@, à vista, sem desconto. Com desconto do Senar, o preço de referência ficou em R$178,50 e com desconto do Funrural e Senar a referência está em R$176,50/@. A expectativa é de que o mercado comece essa semana firme. A própria sazonalidade de demanda na segunda quinzena é mais sutil em novembro e dezembro, já que temos o efeito das contratações temporárias e a primeira parcela do décimo terceiro salário. O feriado de sexta-feira (15/11) deve ajudar na manutenção de um volume de consumo doméstico melhor. O mercado atacadista está firme, com ajuste positivo de 0,4% para a carcaça de machos castrados.

SCOT CONSULTORIA

Alta no preço do garrote no Tocantins

A escassez de oferta de animais para reposição resultou em alta de 20,6% nos preços desde janeiro, considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria

No estado, a maior demanda é por garrote. O animal anelorado de 9,5@ teve valorização de 25,5% no período, e atualmente está cotado em R$1,9 mil. Nesse mesmo período a arroba do boi gordo teve alta de 20,9% e, com isso, o poder de compra do recriador na troca com esta categoria diminuiu 3,7% no Tocantins. Para o curto e médio prazo, a pequena oferta de animais para reposição associada à demanda aquecida mantém a expectativa de pressão de alta sobre os preços dos bovinos para reposição.

SCOT CONSULTORIA

MP autoriza prorrogação de contratos de médico veterinário pela Agricultura

O governo autorizou o Ministério da Agricultura a prorrogar 269 contratos por tempo determinado de médico veterinário, para atender necessidade temporária de excepcional interesse público

A autorização consta de Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União da quinta-feira, 7. Segundo o texto da MP, a prorrogação pode ser pelo período de dois anos e é aplicável aos contratos firmados a partir de 20 de novembro de 2017, vigentes até hoje.

Estadão

Vendas brasileiras de sêmen avançam 18% no acumulado até setembro

Centrais negociaram 11,45 milhões de doses no período, com destaque para os touros de corte

No acumulado de janeiro a setembro, foram vendidas 11.450.505 doses de sêmen no mercado brasileiro, um avanço de 18% sobre as 9.701.282 doses registradas no mesmo período de 2018, informou a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). “Os números provam o ótimo desempenho e confirmam a minha previsão de que estamos caminhando para 18 milhões de doses em 2019”, afirmou, em nota, o presidente da Asbia, Márcio Nery, acrescentando que acredita na continuação desse crescimento em 2020. “Logo chegaremos a 25 milhões de doses”. Segundo Nery, o crescimento se deve, principalmente, às raças de corte: foram mais de 7,9 milhões de doses comercializadas nos nove meses do ano, ante 6,4 milhões de doses no mesmo período do ano passado – um avanço de 23,6%. As vendas das raças leiteiras tiveram um aumento de 7,2%, passando de 3,2 milhões para 3,5 milhões de doses comercializadas de um ano para o outro. Ainda de acordo com o levantamento da Asbia, entre janeiro a setembro deste ano, foram produzidas 7.457.403 doses de sêmen no Brasil, um aumento de 14,6% sobre a quantidade registrada na mesma época em 2018, de 6.507.097. O segmento “produção” representa a totalidade da coleta e industrialização de sêmen informados pelas centrais produtoras. No corte, a produção chegou a 6.139.229 doses até setembro, contra 5.480.379 no mesmo período do ano passado. Já a produção de sêmen de leite foi de 1.318.174 neste ano, ante 1.026.718 doses em 2018.

PORTAL DBO

Disputa por bezerros aquece mercado de reposição

Nas praças do MT, animais com 200 kg são negociados por valores acima de R$ 7/kg

O mercado de bezerros segue bastante movimentado e as negociações chegam a ser fechadas a R$ 1.550/cabeça nas praças do Sudeste do Brasil, relata a Informa Economics FNP. “Hoje, as ofertas de venda de bezerros são totalmente absorvidas”, afirmam os analistas da consultoria paulista, acrescentando que, na região do Mato Grosso, existem registros de negociações de animais com 200 kg a mais de R$ 7/kg, dependendo da qualidade do lote. Conforme o volume de chuvas aumenta nas regiões pecuárias, as pastagens estão paulatinamente começando a se recuperar, e assim, os recriadores/invernistas devem voltar com maior ênfase às negociações, sobretudo visando adquirir bezerros já de olho nas perspectivas positivas para 2020. “Com o salto nos preços do gado gordo, aliada à oferta enxuta de animais, a pressão altista no mercado de reposição ganha fôlego”, ressalta a FNP. A arroba do boi gordo passou por novos reajustes positivos ao longo desta semana, atingindo patamares recordes em termos reais, relata a consultaria Agrifatto. Com a oferta restrita de animais prontos para abate e o avanço das exportações de carne bovina, os preços do boi gordo podem registrar novas altas no curto prazo, prevê a consultoria. Segundo levantamento da Agrifatto, em boa parte das praças analisadas, os frigoríficos trabalham com escalas de abate bastante curtas. Em São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, as programações de abate giram em torno de 3,5 a 5 dias. A exceção ocorre em Goiás, que demonstra maior conforto em comparação as outras regiões, girando em 7 dias úteis.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar avança e registra maior alta semanal em mais de 14 meses

O dólar fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo na sexta-feira, guiado pelo fracasso nos leilões do pré-sal, instabilidade política causada por decisão do Supremo Tribunal Federal na véspera que culminou em determinação da Justiça Federal do Paraná de conceder a liberdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e novos desdobramentos do embate comercial entre EUA e China

O dólar à vista subiu 1,83%, A 4,1684 reais na venda, acumulando alta de 4,34% na semana, maior alta da moeda contra o real em mais de 14 meses, quando avançou 4,85% na semana encerrada no dia 24 de agosto de 2018. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 1,69% a 4,1730 reais. Ainda em meio à repercussão dos decepcionantes leilões da cessão onerosa, a sexta-feira foi também marcada pelo clima de instabilidade que veio na esteira de decisão do plenário do STF que derrubou a possibilidade de dar início a execução de pena de prisão após condenação em segunda instância, gerando a expectativa de soltura do ex-presidente Lula. A confirmação veio já perto do fim da sessão, com a Justiça Federal do Paraná determinando a liberdade ao ex-presidente, o que levou a uma ampliação da alta do dólar contra o real. No exterior, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira a repórteres que não concordou em reverter as tarifas sobre a China, mas que Pequim gostaria que ele fizesse isso. Com investidores mais cautelosos quanto ao cenário internacional, algumas divisas de risco também se desvalorizaram, como o peso mexicano e o dólar australiano.

REUTERS

Incertezas no Brasil e no exterior pesam e anulam alta do Ibovespa na semana

Perda de 0,52% foi puxada por sexta-feira conturbada pelo fracasso nos leilões do pré-sal, guerra comercial e os reflexos da decisão que permitiu a saída do ex-presidente Lula da prisão

A decisão que permitiu a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da cadeia se somou à menor demanda por ativos de risco no exterior e ajudou a derrubar o Ibovespa até a faixa dos 107 mil pontos, fazendo o índice anular tudo que havia ganhado na semana. A preocupação dos gestores é em relação ao sentimento dos estrangeiros em termos de segurança jurídica, em um momento em que o Brasil disputa o interesse internacional na sua agenda de venda de ativos, concessões e privatizações. No fim da sessão, o Ibovespa caiu 1,78%, aos 107.629 pontos, depois de tocar a mínima de 107.127 pontos, baixa de 2,24%. O volume financeiro ficou em R$ 15,3 bilhões, acima da média diária negociada nos pregões de 2019, de R$ 12,5 bilhões. Com a intensa baixa de sexta, o índice virou para o vermelho na semana e acumulou queda de 0,52%. Das 68 ações do índice, 40 acumularam queda na semana e só 27 subiram no período; uma ação (Itaúsa) ficou estável. Lá fora, a notícia de que o acordo preliminar firmado entre EUA e China não está evoluindo conforme o esperado não chegou a atingir as bolsas americanas, mas reduziu a demanda por emergentes, mercados considerados mais arriscados, com queda das bolsas e alta do dólar contra divisas nesses países. “Houve uma oposição do Presidente Donald Trump às notícias que circularam, sobre um pacto comercial entre EUA e China”, afirma Bruno Di Giacomo, sócio fundador do escritório de gestão de patrimônio Blackbird Investimentos. A BRF ON caiu 4,2%, mesmo após lucro líquido de 446 milhões de reais nas operações continuadas no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de 860 milhões de reais um ano antes, em meio a efeitos tributários e queda sequencial em margens. Em teleconferência, executivos da companhia afirmaram que estão olhando para o quarto trimestre com otimismo em termos da demanda por alimentos no Brasil.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Para ganhar rentabilidade, BRF cede mercado noBrasil

Participação no país atinge menor patamar em quatro anos

A estratégia da BRF para recuperar rentabilidade está penalizando as vendas de Sadia e Perdigão. Ao reajustar os preços no Brasil, a empresa recupera margens, mas afugenta o consumidor. Levantamento da consultoria Nielsen divulgado pela companhia na última sexta-feira mostra que, no terceiro trimestre, a participação de mercado da companhia atingiu 43,6%, terceira queda trimestral consecutiva. A fatia da BRF no negócio de alimentos processados à base de carnes – sobretudo de frango e suína -, atingiu o menor patamar desde que a empresa divulga a série histórica que inclui a participação de mercado no atacarejo. O maior nível da série foi registrado no primeiro trimestre de 2016 (48,6%). De acordo com um executivo de uma das maiores indústrias de alimentos do país, a participação que a BRF vem perdendo acabou diluída, sem um vencedor claro. Companhias como Seara, da JBS, e Aurora avançaram, mas empresas regionais também beliscaram algumas fatias. A dificuldade de preservar a participação de mercado já havia sido um grande obstáculo para a BRF no pior momento da recessão da economia brasileira, quando a companhia era liderada por Pedro Faria. Naquela época, um dos problemas apontados pela própria empresa foi a ausência da Perdigão, que é mais barata que a Sadia, de categorias importantes em decorrência das restrições temporárias impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores da BRF, Carlos Moura, defendeu a estratégia de preços no mercado brasileiro, que contribuiu decisivamente para a empresa voltar ao azul “Market share não é sinônimo de rentabilidade”, frisou Moura.

VALOR ECONÔMICO

Ação da BRF recua 4,2% após balanço trimestral com Ebitda ajudado por ganho tributário

As ações da BRF recuaram 4,2% na sexta-feira, mesmo após registrar lucro líquido de 446 milhões de reais nas operações continuadas no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de 860 milhões de reais um ano antes, em meio a efeitos tributários e queda sequencial em margens

A forte demanda por carne ajudou a empresa de alimentos a manter seu ritmo ascendente, de acordo com a companhia, citando aumento de volumes tanto no mercado doméstico quanto na Ásia, onde uma doença dizimou rebanhos de suínos e causou um desequilíbrio na oferta global. A receita líquida consolidada somou 8,5 bilhões de reais, contra 7,8 bilhões de reais no mesmo período de 2018. Em volumes, as vendas alcançaram 1,1 milhão de toneladas, virtualmente estáveis na comparação ano a ano, conforme balanço divulgado nesta na sexta-feira. No segmento Brasil, a empresa disse que observou retomada de volumes, com crescimento de cerca de 8% em relação ao segundo trimestre de 2019, praticamente atingindo o mesmo patamar do ano passado. Na teleconferência, executivos da empresa citaram que a queda de preços de aves no país foi pontual e que os preços devem se recuperar nos próximos meses. Nos mercados internacionais, especialmente na Ásia, a BRF disse que houve alta de cerca de 5% no volume frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Também citou que os preços médios de venda apresentaram uma forte expansão de 32% ano a ano e 7% na base trimestral. Analistas tinham previsto lucro líquido de 171,35 milhões de reais para a BRF no terceiro trimestre, segundo dados da Refinitiv. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado chegou a 1,6 bilhão de reais no último trimestre, forte alta em relação ao mesmo período de 2018, quando atingiu 579 milhões de reais. A margem de Ebitda ajustado saltou para 19%, ante 7,4% um ano antes. Desconsiderando o ganho tributário referente à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins, porém, o Ebitda ajustado totaliza 1,1 bilhão de reais, quase o dobro do valor registrado em igual período do ano passado. As estimativas dos analistas apontavam Ebitda de 1,190 bilhão de reais. A BRF também revisou sua estimativa para o indicador de alavancagem medido pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, para cerca de 2,75 vezes ao final de 2019. A companhia encerrou setembro em 2,9 vezes, abaixo do múltiplo de 6,74 vezes do final do mesmo mês do ano passado.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil tem maior receita em 2 anos em outubro, diz ABPA

As exportações de carne suína in natura e processada do Brasil registraram receita cambial de 149,6 milhões de dólares em outubro, maior saldo para um único mês nos últimos dois anos, informou na sexta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

De acordo com dados da ABPA, o desempenho é 38,4% maior que o verificado em igual período do ano passado. No mês, foram embarcadas 68,1 mil toneladas da proteína, alta de 8% na comparação anual, acrescentou a entidade. “As vendas para a Ásia seguem impulsionando as exportações de carne suína, com elevação, no mês de outubro, de 81% nos embarques para a China e de 19% para Hong Kong”, disse em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra. No acumulado do ano, as exportações de suínos somam 592,3 mil toneladas, alta de 11,7% no ano a ano, além de receita de 1,23 bilhão de dólares, avanço de 23% ante os dez primeiros meses de 2018. As exportações brasileiras têm sido estimuladas pelo surto de peste suína africana na China, que dizimou a maior criação de porcos do mundo e reduziu fortemente a oferta no país, principal consumidor global da proteína.

REUTERS

Embarques de frango aumentam

Os embarques de carne de frango reagiram em outubro, superando os de setembro

Os embarques de carne de frango reagiram em outubro, superando os de setembro. Conforme relatório da Secex, foram exportadas 334,1 mil toneladas da proteína (in natura e industrializados) durante o mês, aumento de 3,4% frente a setembro, mas queda de 8,8% na comparação com outubro de 2018. Esse aumento no volume de setembro para outubro deve-se ao maior número de dias úteis no mês passado, tendo em vista que a média diária de embarques foi a segunda menor deste ano, atrás somente da observada em janeiro. Nesse sentido, parte dos agentes colaboradores do Cepea indica que as exportações se mantêm abaixo do esperado. Em termos financeiros, o câmbio alto favoreceu a receita em moeda nacional. No mercado interno, com o início do mês e o aumento da liquidez na ponta final da cadeia, os preços da carne de frango subiram na semana. De 31 de outubro a 7 de novembro, o frango inteiro se valorizou na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Na Grande São Paulo, o produto resfriado teve preço médio de R$ 4,59/kg no dia 7, elevação de 5,9% em sete dias.

CEPEA/ESALQ

INTERNACIONAL

Importação de carne suína pela China pode ter recorde de 4,6 mi t em 2020, diz Rabobank

As importações de carne suína pela China vão atingir níveis recordes de até 4,6 milhões de toneladas no ano que vem, à medida que a produção local recua para mínimas históricas após um grave surto de peste suína africana, afirmou na sexta-feira o holandês Rabobank

As importações da proteína pelo país asiático já devem ultrapassar recordes anteriores neste ano, figurando entre 3,1 milhões e 3,3 milhões de toneladas (incluindo miúdos), ante 2,1 milhões de toneladas no ano passado, disse o banco em relatório. Embora os altos preços dos porcos tenham estimulado grandes produtores chineses a começar recompor os rebanhos e traçar planos para novas áreas produtivas, a criação de suínos do país começará a se recuperar apenas no ano que vem, com a oferta de carne voltando a acelerar em 2021, segundo o Rabobank. “Esperamos importações em máximas recordes em 2020, com produção em mínimas recordes”, disse o relatório. A produção chinesa de carne suína deve encolher em um quarto neste ano em comparação com 2018, para cerca de 40,5 milhões de toneladas, e mais 10% ou 15% em 2020, afirmou o banco. Enquanto isso, a produção de aves no país já saltou 10% neste ano, e deve crescer ainda mais no ano que vem. O Rabobank estimou as importações de carne de porco pela China entre 2,3 milhões e 2,6 milhões de toneladas em 2020, o equivalente a um quarto do comércio global, com as aquisições de miúdos figurando entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas. Embora as importações tendam a diminuir após 2020, quando a produção chinesa se recuperar, o nível médio das aquisições deve permanecer alto entre 2021 e 2025, em cerca de 3 milhões de toneladas (incluindo miúdos), uma vez que os custos de biossegurança no país seguem elevados.

REUTERS

Uruguai “cruza os dedos” para que a UE não assine um memorando de cota 481 este ano

A redução da cota 481 para países terceiros está aguardando o Parlamento da União Europeia aprovar o memorando de entendimento que já foi confirmado há muito tempo pelo Poder Executivo dos Estados Unidos

O Presidente da Câmara da Indústria Frigorífica (CIF) do Uruguai, Daniel Belerati, disse que o memorando afirma que, uma vez que ambos os países o aprovarem, as mudanças entrarão em vigor na primeira das datas definidas. Nesse sentido, Belerati comentou que “estamos cruzando os dedos” para que a União Europeia não aprove o memorando entre 7 de novembro e 31 de dezembro para que o Uruguai possa fazer uso da cota – sem redução – nos primeiros três meses do 2020. A cota 481 é uma cota de carne bovina de alta qualidade de 45.000 toneladas, peso anual do produto, distribuído em 11.250 toneladas por trimestre e com isenção de impostos para a União Europeia; criado para os Estados Unidos, mas também integrado pela Argentina, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Uruguai. No entanto, por decisões políticas e negociações internacionais, o país de Trump acede, uma vez assinado o memorando, a um volume preferencial. Com a vantagem para os Estados Unidos, a cota trimestral para o restante dos países passará de 11.250 para 6.625 toneladas em 2020 e 2.500 toneladas em 2026.

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