CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1118 DE 08 DE NOVEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1118| 08 de novembro de 2019


NOTÍCIAS

Boi gordo subiu na maioria das praças pesquisadas

Na última quinta-feira (7/11), a cotação da arroba subiu em 29 das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria

A oferta contida de boiadas, a exportação com bom desempenho e a melhora do consumo no mercado interno explicam esse comportamento dos preços. Destaque para a região de Redenção-PA, onde a valorização foi de 3,1% na comparação dia a dia. Na região, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$167,50, à vista, livre de Funrural, R$169,50, à vista, bruto sem o Senar e R$170,00, à vista, bruto. Praticamente em todas as regiões há negócios ocorrendo acima da referência. Para boiadas que se enquadram nas exigências da China, há ofertas de compra acima de R$5,00/@. Em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$174,50, à vista, livre de Funrural, R$176,50, à vista, bruto sem o Senar e R$177,00, à vista, bruto. No estado, há negócios ocorrendo em R$180,00/@, considerando o preço bruto, à vista.

SCOT CONSULTORIA

Escoamento melhora e preço da carne bovina sobe no varejo

O preço da carne bovina subiu fortemente no mercado varejista em todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria

Na média de todos os cortes monitorados, a cotação subiu 1,9% em São Paulo, 2,0% no Paraná, 1,9% em Minas Gerais e 1,6% no Rio de Janeiro. A melhora no fluxo de vendas tem permitido com que o setor varejista repasse para o consumidor as altas no mercado atacadista.

SCOT CONSULTORIA

Alta do boi está descontrolada. elevação diária passa de R$ 3’

Os preços disparam diante de um quadro latente de restrição de oferta, fator dominante neste segundo semestre, enquanto o aquecimento da demanda também ajuda na compreensão desse movimento

O mercado físico do boi gordo segue com preços em forte alta nas principais praças de produção e comercialização do país. “Os preços disparam diante de um quadro latente de restrição de oferta, fator dominante neste segundo semestre, enquanto o aquecimento da demanda também ajuda na compreensão desse movimento”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.  Segundo ele, o movimento de alta está descontrolado na primeira quinzena de novembro, com altas diárias que excedem R$ 3,00 por arroba em algumas regiões do país. “A disputa por animais padrão Europa e China permanece acirrada, levando a preços ainda mais acentuados nesse tipo de negociação”, assinalou. Em São Paulo, os preços passaram de R$ 176,00 a arroba para R$ 180,00 a arroba. Em Minas Gerais, preços de R$ 175,00 a arroba, contra R$ 170,00 a arroba ontem. No Mato Grosso do Sul, os preços subiram de R$ 167,00 a arroba para R$ 171,00 a arroba. Em Goiás, o preço subiu de R$ 166,00 a arroba para R$ 170,00 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço subiu de R$ 157,00 a arroba para R$ 158,00 a arroba. No atacado, os preços da carne bovina seguem firmes. “A expectativa no curto prazo ainda remete a reajustes, em linha com o aquecimento da demanda no decorrer do segundo semestre. A oferta restrita de boi gordo leva a uma situação de enxugamento dos estoques, aumentando a propensão de reajustes da carne bovina no mercado doméstico”, disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 9,30 por quilo, enquanto o corte dianteiro seguiu em em R$ 9,40 por quilo.

Agência Safras

Campo emite menos gases de efeito estufa

Redução do rebanho bovino contribuiu para menor emissão

A redução do rebanho bovino brasileiro em 2018 por causa do aumento dos abates para atender à demanda crescente por carnes contribuiu para que a produção agropecuária brasileira diminuísse marginalmente suas emissões de gases de efeito estufa em relação a 2017. De acordo com dados do Observatório do Clima e do Imaflora, a quantidade de gases equivalentes ao gás carbônico emitidos pelo setor no ano caiu 0,7%, para 492,2 milhões de toneladas. Foi o segundo recuo seguido, mas o volume ainda superou todas as emissões da França em 2018. Do total de emissões da agropecuária no ano passado, 69% foram de responsabilidade da pecuária de corte, ou 339,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Em 2017, a criação de bovinos para abate respondeu pela mesma fatia das emissões, somando 341,8 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente emitidos pela atividade. A diminuição das emissões da pecuária caiu na mesma proporção que o rebanho bovino, que perdeu no ano passado 1,5 milhão de cabeças de gado e terminou o ano com 213,5 milhões de animais, segundo dados do IBGE. “Tem um fator da produtividade da pecuária, mas acreditamos que o maior peso está no ciclo da atividade”, avaliou Ciniro Costa Junior, pesquisador do Imaflora. Os cálculos do Observatório e do Imaflora sobre as emissões da agropecuária não abarcam as conversões de pastagens para a agricultura, assim como também não consideram a degradação de pastos. “Não temos o tamanho preciso dessas áreas. Tinha um esforço para isso na plataforma de monitoramento do Plano ABC, mas o governo cortou os conselhos”, afirmou. O desmatamento não é contabilizado nas emissões da agropecuária, mas entra no cômputo das emissões nacionais e é o principal fator de emissão no país. Em 2018, as emissões de mudanças de uso da terra avançaram 3,6%, para 845 milhões de toneladas.

VALOR ECONÔMICO

Desmatamento pode prejudicar frigoríficos e exportações do Brasil, diz Fitch

A agência de classificação de riscos Fitch afirmou na quarta-feira que o desmatamento na Amazônia pode causar danos de reputação a frigoríficos brasileiros e levar à redução das exportações de carnes do país

Para a Fitch, os efeitos do desflorestamento no maior bioma do país e a eficácia da sustentabilidade no setor continuam sendo um desafio para o Brasil. A agência disse crer que amplas normas ambientais melhoram os perfis de crédito das empresas da área de proteínas, acrescentando que as consequências dos incêndios na Amazônia colocaram sob holofotes os setores ambiental, social e de governança dessas companhias. Apesar do alerta ambiental, as exportações de carne do Brasil acumulam fortes ganhos em 2019, estimuladas especialmente pela forte demanda da China, que enfrenta um grave surto de peste suína africana.

REUTERS

SP registra queda dos custos de produção de bovinos confinados enquanto Goiás registra aumento

Na vigésima nona edição do Informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) identificou-se diminuição dos custos da diária-boi (CDB) no mês de setembro nas propriedades representativas de confinamentos do Estado de São Paulo médio (CSPm) e grande (CSPg), de 0,66% e 1,10%, nesta ordem; enquanto na propriedade representativa de Goiás (CGO) observou-se aumento de 3,73%, quando comparados com os valores com o mês anterior

Apesar de alguns produtos alimentares como o bagaço de cana, a polpa cítrica peletizada e o grão de milho terem sofrido aumento de preços em 3%, 1,6% e 1,4%, respectivamente, no mês outubro quando comparados com setembro no Estado de São Paulo; os produtos como a ureia, grãos de soja e sorgo reduziram seus preços em 6,6%, 7% e 3,2%, nessa ordem. Não obstante, os confinadores do estado de Goiás apresentaram aumento no custo alimentar devido ao incremento dos preços de produtos como o grão de milho, sorgo e soja de 8%, 7% e 4%, na devida ordem. O ICBC Mensal demonstrou que o índice tem iniciado um aumento desde de julho de 2019 nas propriedades do estado de Goiás. Ao analisar período mais amplo, os últimos doze meses, o ICBC acumulou queda de 4,4% e 3,43% para as propriedades representativas CSPm e CSPg, respectivamente. Isso demonstra que houve deflação no ICBC Mensal. Em Goiás o cenário foi diferente, indicando que houve aumento no ICBC Mensal, naquele mesmo período, de 2,58% na propriedade representativa CGO. O Custo Total (CT) apresentou aumento de 1,8%, 1,6% e 3,5%, para as propriedades representativas de CSPm, CSPg e CGO em relação ao mês de setembro. O custo do animal de reposição, boi magro de 360 quilos, no ano de 2019 valorizou 7% e 8,5% em São Paulo e Goiás, respectivamente.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP

ECONOMIA

Dólar avança contra real na esteira de leilão de petróleo

O dólar avançou novamente contra o real nesta quinta-feira, chegando a ultrapassar a marca dos 4,10 reais durante a sessão, com a frustração de investidores com os leilões de petróleo ainda pesando mais que o otimismo em relação a possível acordo comercial entre EUA e China

O dólar à vista subiu 0,29%, a 4,0935 reais na venda. Mais cedo na sessão, o dólar chegou a operar acima do nível de 4,10 reais, registrando 4,1037 reais na venda. Na B3, o dólar futuro era negociado em alta de 0,39%, a 4,1000 reais. Após a decepção do mercado com o megaleilão da cessão onerosa, o clima não se dissipou nesta quinta-feira. Um consórcio da Petrobras com a chinesa CNODC arrematou o bloco Aram, na Bacia de Santos, durante a 6ª Rodada de licitação. Não houve propostas para os outros blocos ofertados. Na véspera, o dólar à vista já havia fechado em alta de 2,22%, a 4,0818 reais na venda, maior variação percentual diária desde 27 de março. Para Fernando Bergallo, Diretor de câmbio da FB Capital, a pressão no câmbio reflete mais do que a frustração com o leilão do pré-sal. “A percepção da falta de confiança no país é o grande mote da alta do dólar”, disse. Porém, Bergallo disse acreditar que a moeda está supervalorizada, mirando o nível de 4 reais para o dólar até o final deste ano. A queda do real só não foi maior pela reação do mercado com a notícia de que os Estados Unidos e a China concordaram em reverter tarifas como parte da primeira fase de um acordo comercial, segundo uma autoridade dos EUA.

REUTERS

Ibovespa fecha acima de 109 mil pontos pela 1º vez

O Ibovespa subiu na quinta-feira, renovando sua máxima de fechamento, beneficiado pelo clima mais favorável sobre as negociações comerciais EUA-China, em sessão marcada por rico noticiário corporativo no Brasil e avanço forte de Petrobras

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 1,13%, a 109.580,57 pontos. Durante a sessão, chegou a 109.671,91 pontos, recorde intradia. O volume financeiro do pregão somou 20,25 bilhões de reais. No exterior, Wall Street também renovou recordes para o S&P 500 e Dow Jones em meio a notícias de que China e Estados Unidos concordaram em cancelar em fases as tarifas adotadas durante a disputa comercial. A expectativa é de que um acordo comercial provisório entre EUA e China inclua uma promessa de Washington de retirar as tarifas marcadas para entrar em vigor em 15 de dezembro sobre cerca de 156 bilhões de dólares em importações chinesas. Na visão do gestor Marco Tulli, da corretora Coinvalores, as últimas notícias sugerem alguma calmaria na guerra comercial, o que favorece a trajetória de ganhos nas bolsas no exterior e também no Brasil. “Ao mesmo tempo, a temporada brasileira de balanços também mostrou bons resultados”, acrescentou. Entre os desempenhos trimestrais que repercutiram no mercado nesta sessão, Ultrapar figurou entre as maiores altas, após resultado acima do esperado entre julho e setembro.

REUTERS

Governo eleva projeções para crescimento do PIB de 0,85% a 0,9% este ano e de 2,17% a 2,32% em 2020

O governo elevou na quinta-feira sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano a 0,9%, sobre 0,85% anteriormente, segundo nova grade de parâmetros macroeconômicos divulgada pelo Ministério da Economia

No boletim Focus, feito pelo Banco Central junto a uma centena de economistas, as expectativas mais recentes são de elevação de 0,92% do PIB em 2019 e 2,0% em 2020. O Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, defendeu que a perspectiva da equipe econômica não é otimista, mas até conservadora em vista das mudanças que estão sendo processadas na economia, consideradas estruturais pelo time do Ministro Paulo Guedes. “O que nós estamos querendo ressaltar é que o crescimento está lento quando você olha no agregado, quando você separa privado e público, o privado já mostra sinal de dinamismo, essa é a história que nós estamos contando”, disse Sachsida. Após os leilões de petróleo dos últimos dias terem contado com tímida participação de estrangeiros, o secretário avaliou ainda que isso não significa que há pouca confiança por parte dos investidores na economia brasileira. Para a Secretaria de Política Econômica (SPE), vários fatores estão engatilhando uma aceleração da atividade no ano que vem. “O aumento da confiança, expansão do crédito, redução dos juros de equilíbrio, criação de postos de trabalho e expectativa de aumento de produtividade, resultantes da redução no déficit fiscal estrutural e das políticas para redução de ineficiências alocativas são fatores relevantes para impulsionar o crescimento da economia em 2020”, disse a SPE em nota. Em fevereiro, contudo, a SPE chegou a estimar que o Brasil teria um crescimento de apenas 0,8% em 2019 se não aprovasse uma reforma da Previdência.

À época, a projeção oficial era de elevação no PIB de 2,5% este ano, sendo que a SPE calculou que o aval dos parlamentares às novas regras para a aposentadoria poderia elevar esse patamar para 2,9% ainda em 2019.  No Focus, economistas calculam alta de 3,29% para o IPCA este ano e de 3,60% no ano que vem.

REUTERS

Puxadas pelo milho, exportações do agro atingem US$ 8,4 bilhões em outubro

As exportações de milho tiveram alta de 91,3% e a quantidade exportada do grão também foi recorde, com alta de 97,6%. Foram exportados US$ 1,53 bilhão em carnes em outubro

As vendas externas do milho registraram valor e quantidade recorde exportada para o mês de outubro. As exportações de milho foram de US$ 1 bilhão (+91,3%). A quantidade exportada do grão foi também recorde, de 3,1 milhões para 6,14 milhões toneladas exportadas (+97,6%). Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a safra recorde de milho de quase 100 milhões de toneladas, segundo levantamento da Conab (setembro/2019), foi o principal fator que possibilitou o incremento das vendas externas do cereal. As exportações do algodão (não cardado nem penteado) alcançaram US$ 440,73 milhões (+43,7%), correspondendo a 273,4 mil toneladas. Foram exportados US$ 1,53 bilhão em carnes em outubro. Destacaram-se as exportações de carne bovina, com registros recordes de valor e quantidade, US$ 806,61 milhões (+30,4%) e 185,4 mil toneladas (+14,9%). As vendas de carne suína também subiram, atingindo US$ 148,51 milhões (+38,5%) e 67,1 mil toneladas. Por outro lado, as vendas externas de carne de frango caíram 7,8%, atingindo US$ 529,13 milhões ou 326,9 mil toneladas (-8,3%). As exportações do agronegócio foram de US$ 8,41 bilhões em outubro deste ano, crescimento de 0,8% em relação aos US$ 8,35 bilhões no mês do ano anterior. O aumento das exportações ocorreu em função do crescimento da quantidade exportadas (+6,8%). Por outro lado, o índice de preço das exportações teve redução de 5,7% na comparação com outubro de 2018. A participação do agronegócio na balança comercial de outubro ficou em 46% do total exportado.

MAPA

EMPRESAS

Carrefour questionou frigoríficos e tradings sobre desmatamento na Amazônia

O CEO do Carrefour Brasil, Noël Prioux, pediu explicações para JBS, Marfrig, Minerva, Bunge e Cargill sobre suas políticas para que os produtos agropecuários fornecidos à rede não estivessem relacionados ao desmatamento e às queimadas na Amazônia

O executivo enviou uma carta às companhias no dia 11 de setembro, no auge da crise internacional provocada pelas queimadas no bioma, solicitando respostas até o dia 25 do mesmo mês. Segundo o Carrefour, todas as companhias entregaram respostas. Além disso, a companhia informou que realizou reuniões com estas empresas para discutir o assunto. Prioux questionou as companhias sobre como elas implantam suas políticas de desmatamento zero, qual é o mapeamento que elas fazem de suas cadeias de fornecimento global e se elas conseguiam demonstrar a ausência de vínculo com as queimadas atuais. O executivo pediu ainda especificamente para as companhias afirmarem se estavam enviando ao Carrefour todas as informações provenientes de seus sistemas de georreferenciamento relacionadas aos produtos fornecidos à rede de supermercados. Ele ainda questionou as companhias sobre a visão que elas têm sobre um projeto de um “mecanismo global para evitar o desmatamento associado à produção de soja ou carne bovina”. Na carta, Prioux afirma que, “devido aos recentes eventos ocorridos na Amazônia, organizações de direitos humanos e de conservação ambiental ao redor do mundo chamaram o setor privado para agir, visando especialmente empresas globais de carne e de ração animal de soja, considerando as mesmas como responsáveis pelas queimadas”. O Carrefour integra um grupo global de empresas, o “Consumer Goods Forum”, e que tem como compromisso garantir o desmatamento zero de suas cadeias até 2020. Fazem parte do grupo companhias de varejo como Pão de Açúcar, Casino, Dia e Walmart, além de empresas do agronegócio como BRF, AB InBev, Cargill, Cofco, Nestlé, Syngenta, entre outras.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Produção de carne suína da China deve cair ao menos 20% em 2019, diz FAO

A peste suína africana irá reduzir a produção de carne suína da China, maior produtora global, em ao menos 20% em 2019, disse a agência de alimentos da Organização das Nações Unidas na quinta-feira, que dobrou uma projeção feita há seis meses atrás

A doença tem dizimado o rebanho suíno chinês desde agosto do ano passado, pressionando os preços da carne de porco no país para máximas recorde e ao mesmo tempo redefinindo os mercados globais de carne e ração. Com o vírus se alastrando também por países vizinhos, como Vietnã, Laos, Mongólia e Camboja, a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) da ONU espera que a produção global de carne suína caia 8,5% neste ano, para 110,5 milhões de toneladas (tonelada equivalente carcaça). Em maio, a FAO havia projetado que a produção chinesa de carne de porco cairia ao menos 10%. A queda na produção asiática de carne suína deverá impactar o uso de milho e oleaginosas para produção de ração, acrescentou a FAO. “O comércio mundial de carne e derivados está previsto em 36 milhões de toneladas em 2019, um aumento de 6,7% em relação a 2018, impulsionado principalmente pelo aumento das importações da China devido ao aperto doméstico causado por perdas de produção relacionadas à peste suína”, afirmou a FAO. As importações de carne da China devem aumentar em cerca de 2 milhões de toneladas, ou cerca de 35%, este ano, com o aumento das compras em todas as categorias de carne. Por outro lado, espera-se que vários países importem menos carne, incluindo os Estados Unidos e Angola.

REUTERS

Quantidade de suínos exportados é 3º maior

O volume embarcado em outubro foi 17,8% maior que o de setembro e esteve 8,6% acima do de outubro/18

As exportações brasileiras de carne suína aumentaram expressivamente em outubro, atingindo o terceiro maior volume da série história da Secex, iniciada em 1997. A receita em Real, por sua vez, foi recorde. De acordo com a Secretaria, foram embarcadas 67,3 mil toneladas de produtos suínos, gerando receita de R$ 607,63 milhões. O volume embarcado em outubro foi 17,8% maior que o de setembro e esteve 8,6% acima do de outubro/18. Para o faturamento em moeda nacional, os incrementos foram de 19,4% e de 51%, respectivamente (Secex). O recorde na receita esteve atrelado ao preço pago pela tonelada em dólar e também pelo elevado patamar do câmbio. Em outubro, as exportações totais suínas tiveram preço médio de US$ 2,21/kg, o maior de 2019 e 28% acima da média de outubro/18. Já o dólar teve média de R$ 4,08 no mês, leve queda de 0,9% frente a setembro, mas ainda um dos maiores patamares deste ano e 8,6% acima do observado em outubro/18.

CEPEA/ESALQ

Suíno: altas de preços na granja e no atacado em São Paulo

O início de novembro trouxe mais firmeza ao mercado. Tanto na granja, como no atacado, os preços do suíno subiram na última semana

Nas granjas paulistas o animal terminado está cotado, em média, em R$101,00 por arroba, alta de 1,0% no período. No atacado, a valorização foi de 3,8% em igual comparação, com a carcaça comercializada, em média, em R$8,10 por quilo. A melhora sazonal nas vendas de início de mês, junto aos bons volumes embarcados (outubro registrou o terceiro maior volume da série histórica) colaboram com o cenário. Além disso, a habilitação de sete unidades frigoríficas instaladas em Santa Catarina para a exportação de miúdos de suínos para a China, divulgada esta semana, trouxe mais otimismo para o setor.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Índice de preços de alimentos da FAO subiu 1,7% em outubro

O índice de preços dos alimentos da FAO, braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, alcançou 172,7 pontos em outubro, 1,7% (3 pontos) mais que no mês anterior e resultado 6% superior ao de outubro do ano passado. Foi o primeiro aumento significativo de preços da cesta de produtos acompanhada pela FAO desde maio. Os preços médios das carnes subiram 0,9% (1,7 ponto), para 182,7 pontos

Foram registradas elevações principalmente nos preços do açúcar e de cereais e, em menor grau, também de carnes e óleos vegetais. No grupo dos laticínios houve queda. O sub-índice para cereais ficou em 164 pontos em outubro, com alta de 4,2% (quase 7 pontos) ante setembro. Os preços internacionais do trigo subiram acentuadamente no mês, em grande parte, segundo a FAO, devido às perspectivas de queda da produção na Argentina e na Austrália. O milho também subiu, mas os preços do arroz recuaram. O indicador para óleos vegetais alcançou uma média de 136,4 pontos, aumento de 0,5% (ou 0,7 pontos) em relação ao mês anterior e no mais alto nível desde setembro de 2018. Os preços médios das carnes subiram 0,9% (1,7 ponto), para 182,7 pontos. Foi o nono aumento mensal consecutivo. A demanda chinesa por carnes bovinas e também de suínos, foi apontada pela FAO como a grande responsável pela elevação dos valores. Já o sub-índice de açúcar ficou em 178,3 pontos em outubro, um aumento de 5,8% (9,8 pontos) em relação a setembro. Na ponta negativa, o indicador de laticínios recuou 0,7% (1,4 ponto), para quase 192 pontos. O declínio de outubro foi resultado de cotações notavelmente mais baixas dos queijos, que mais do que compensaram os aumentos nos mercados de leite em pó.

VALOR ECONÔMICO

Argentina: frigoríficos com o mais alto nível de atividade em 10 anos

Em meio à forte tração das exportações de carne bovina da Argentina, a indústria frigorífica naquele país teve seu mais alto nível de atividade em outubro passado dos últimos dez anos

Isso foi relatado pela Câmara de Indústria e Comércio de Carne (Ciccra) em uma pesquisa setorial que também avaliou o comportamento das exportações e preços pagos pelo público nas gôndolas. De acordo com a Ciccra, em outubro passado, os abates atingiram 1,316 bilhão de cabeças, uma expansão de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2018 e um número que foi o mais alto nível de atividade desde novembro de 2009. Enquanto as vendas no mercado doméstico estão deprimidas pela queda no poder de compra, o setor está trabalhando totalmente com a exportação. Também houve um maior abate de fêmeas porque devido ao custo do financiamento, as vacas foram removidas para obter fundos. Segundo a Ciccra, fazendo com que a evolução da indústria nos primeiros dez meses do ano entre janeiro e outubro o projeto total de matadouros totalizasse 11,45 milhões de cabeças, o que representou uma melhoria de 2,3% em relação ao mesmo período. de 2018. Especificamente no que diz respeito a fêmeas, a entidade relata que sua participação no abate total foi de 48,7% em janeiro-outubro, um aumento de 3,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. “O abate de fêmeas cresceu 10,6% ao ano (+533,4 mil cabeças) e o abate de machos reduziu sua taxa de queda para 4,5% ao ano (-278,1 mil cabeças)”, afirmou. Em relação às exportações, nos primeiros dez meses do ano foram colocadas no exterior 659 mil toneladas de ossos, um crescimento interanual de 47,8%. “As exportações atingiriam 25,5% do total produzido (uma melhoria de oito pontos percentuais)”, afirmou Ciccra. Do lado do consumo doméstico, segundo a Ciccra nos primeiros dez meses do ano, o consumo aparente foi de 51,4 kg / hab / ano, uma queda de 9,6% ao ano ou 5,5 kg / hab / ano a menos.

El País Digital

EUA preveem quadro otimista para exportações de carnes

Avanço nos embarques em 2020 será estimulado sobretudo pela China e Japão, prevê federação

O presidente da Federação de Exportação de Carne dos Estados Unidos (USMEF, na sigla em inglês), Dan Halstrom, prevê um cenário bastante otimista para as exportações norte-americanas de carne bovina, suína e ovina. Segundo ele, o aumento da demanda no segundo semestre de 2019, combinado com a produção doméstica recorde, coloca a indústria de carne vermelha dos EUA no caminho das exportações recordes, aponta reportagem publicada no site do South China Morning Post, jornal de língua inglesa de Hong Kong. A USMEF estima crescimento das exportações de carne suína dos Estados Unidos em 10%, este ano, e de 13%, em 2020. “Acho que esses números são conservadores e podem ser mais altos dependendo do que ocorrer com alguns dos principais mercados no final deste ano”, afirmou Halstrom. Espera-se que as exportações norte-americanas de carne bovina fiquem estáveis em 2019, em volume, mas a USMEF prevê um avanço de 5% em 2020. O presidente da USMEF disse estar muito otimista com o impacto do novo acordo comercial entre EUA e Japão, que coloca os exportadores norte-americanos de carne vermelha em pé de igualdade com os grandes concorrentes, como Austrália, Canadá e México. Com exportações norte-americanas recordes de carne suína para a China nos últimos meses de julho e agosto, Halstrom acredita que essa tendência deva continuar no restante deste ano e também no início do próximo ano. Haggard diz que os EUA têm, hoje, uma participação de 13% no mercado de importação de carne suína da China (considerando o acumulado de janeiro a setembro de 2019), mas acredita que esse número pode ser muito maior. “Os preços médios da carne suína na China subiram mais de 80% desde agosto; é um aumento incrível”, relata, completando: “Isso torna a carne suína dos EUA mais competitiva, mesmo com o imposto de 72%”, garante. A USMEF diz que a indústria suína dos EUA pode exportar até 1,6 milhão de toneladas de carne suína para a China em 2020 se as barreiras comerciais forem removidas, em comparação com as 220 mil toneladas que os EUA enviaram em 2018.

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