CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1117 DE 07 DE NOVEMBRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1117| 07 de novembro de 2019


NOTÍCIAS

Boi atinge maior preço na história do real

Segundo analista, no interior de São Paulo, a arroba chegou a ser comercializada por R$ 181, batendo recorde deste mesmo ano, que era de R$ 180; confira as cotações

O mercado físico do boi gordo segue com preços em forte alta nas principais praças de produção e comercialização do país. “A conjuntura do mercado pouco mudou, com uma notável combinação de restrição de oferta e aquecimento da demanda, culminando no ápice dos preços internos desde a criação do Plano Real”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, no interior de São Paulo, a arroba chegou a ser comercializada por R$ 181, batendo recorde deste mesmo ano, que era de R$ 180. Para ele, a oferta de animais de terminados seguirá restrita, ao menos até meados do primeiro trimestre de 2020. “Com isso, os operadores do mercado aguardam por altas ainda mais consistentes no decorrer do último bimestre de 2019”, assinalou. Em São Paulo, a médias dos preços passaram de R$ 175,00 a arroba para R$ 176,00 a arroba. Em Minas Gerais, preços de R$ 170,00 a arroba, contra R$ 168,00 a arroba ontem. No Mato Grosso do Sul, os preços subiram de R$ 165,00 a arroba para R$ 167,00 a arroba. Em Goiás, o preço disparou de R$ 160,00 a arroba para R$ 166,00 a arroba em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço subiu de R$ 156,00 a arroba para R$ 157,00 a arroba. No atacado, os preços da carne bovina ficaram estáveis. “A tendência de curto prazo é de continuidade do movimento de alta, em linha com o aquecimento da demanda durante o último bimestre. O viés é acentuado pelo encurtamento das escalas de abate de boi gordo, fazendo com que os frigoríficos encontrem dificuldade na formação de seus estoques”, disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 14 por quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 9,30 por quilo, enquanto o corte dianteiro seguiu em em R$ 9,40 por quilo.

Agência Safras/CANAL RURAL

Mercado do boi gordo decola

Em São Paulo, a arroba do boi gordo decolou

No fechamento da última quarta-feira (6/11), as cotações subiram 1,8% nas duas praças paulistas monitoradas pela Scot Consultoria. A referência ficou em R$172,50/@, à vista e livre de Funrural, R$174,50/@ bruto sem o Senar e R$175,00/@ bruto. No estado, a alta acumulada ficou em 3,3% nesses seis primeiros dias de novembro. O bom desempenho da exportação e o relativo aumento do consumo doméstico explicam esse cenário. Além de São Paulo, as cotações subiram em 25, das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria. Destaque para as regiões do Norte do Tocantins e Paragominas-PA, cujas cotações do boi gordo subiram 2,4% na comparação dia a dia. No norte do Tocantins as cotações ficaram: R$172,00/@ bruto; R$171,50/@ bruto sem o Senar e R$169,50/@ livre de Funrural. Na região de Paragominas, R$170,00/@ bruto; R$169,50/@ bruto sem o Senar e, R$167,50/@ livre de Funrural.

SCOT CONSULTORIA

Ladeira acima: Indicador do boi gordo dispara para R$ 175,70/@

No mercado futuro, papéis com vencimento em outubro batem R$ 200/@

O Indicador Esalq/B3/Cepea do boi gordo (valor à vista, em São Paulo) disparou nessa terça-feira, 5 de novembro, para R$ 175,70/@, o que representou um novo patamar histórico para este índice e forte acréscimo diário, de 5% na comparação com a cotação do dia anterior (R$ 167,25/@). Preço futuro do boi gordo para outubro de 2020 alcança R$ 200/@. Os contratos futuros do boi gordo abriram o pregão desta quarta-feira, 6 de novembro, com novas altas expressivas na B3, informa a Agrifatto. Os papéis com vencimento em outubro de 2020 avançam R$ 4/@, atingindo o patamar de R$ 200/@.

PORTAL DBO

Mercado de reposição: preço do bezerro sobe 11% em um ano, diz Cepea

Menor oferta de animais, gerada pelo grande abate de fêmeas, e demanda maior para terminação foram alguns dos motivos que elevaram cotações

O preço do bezerro no acumulado de outubro registrou alta de 1,27%, de acordo com o indicador Esalq/BM&FBovespa. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor em Mato Grosso do Sul, referência do indicador, fechou a R$ 1.386,93 na quarta-feira, 30. A média mensal de outubro, de R$ 1.356,07, supera em 1,4% a de setembro e em 11,16% a de outubro de 2018, em termos reais, ou seja, descontando a inflação. Thiago Carvalho, pesquisador da entidade, analisa que a menor oferta de bezerros no campo, gerada pelo grande abate de fêmeas, é um dos motivos da alta. Outro fator é a valorização do boi gordo no mercado. “Os animais (boi gordo) estão valendo mais na terminação, então isso faz a procura (no mercado de reposição) aumentar”, comenta.

Cepea

ECONOMIA

Dólar tem maior alta em mais de 7 meses após frustração com megaleilão de petróleo

O dólar inverteu a tendência que registrava no início da manhã e encerrou a sessão na quarta-feira com um firme avanço frente ao real, diante da frustração de investidores com a fraca participação de empresas estrangeiras no mega leilão da cessão onerosa

O dólar à vista fechou em firme alta de 2,22%, a 4,0818 reais na venda, maior variação percentual diária desde 27 de março (2,27%). Na B3, o dólar futuro operava em alta de 2%, a 4,0805 reais. O leilão, que ofertava quatro áreas do excedente da cessão onerosa, frustrou as expectativas do mercado que contava com uma maior participação de empresas estrangeiras colaborando com a entrada de fluxo cambial no país. A Petrobras arrematou dois blocos, incluindo o mais caro do leilão, Búzios, fazendo oferta de 61,38 bilhões de reais para ter 90% de participação nessa área —as chinesas CNODC e CNOOC ficaram com o restante, com 5% cada. Os blocos Sépia e Atapu não receberam nenhuma oferta. “Há frustração em relação ao leilão, com a Petrobras levando 90% do consórcio de Búzios”, disse Flavio Serrano, economista sênior do banco Haitong. “Havia expectativa de maior participação de empresas estrangeiras.”

O dólar chegou a operar na marca de 3,9762 reais na mínima pela manhã, antes do início do leilão de excedentes da cessão onerosa. No exterior, também repercutiu a notícia de que uma reunião entre os Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, para assinar um acordo comercial pode ser adiada até dezembro, segundo uma fonte.

REUTERS

Ibovespa recua em dia com megaleilão de petróleo e gás

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, em sessão com Petrobras concentrando as atenções devido ao megaleilão de áreas para exploração de petróleo e gás no país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,33%, a 108.360,22 pontos. O volume financeiro somou 20,4 bilhões de reais. A Petrobras arrematou dois blocos, incluindo o mais desejado e caro do leilão, Búzios, fazendo uma oferta de 61,38 bilhões de reais para ter 90% de participação —as chinesas CNODC e CNOOC ficaram com o restante, com 5% cada. A estatal ainda levou sozinha Itapu, com bônus de 1,77 bilhão de reais pago à União pelo bloco. Os blocos Sépia e Atapu, na Bacia de Santos, não receberam ofertas. As ações da petrolífera chegaram a subir mais de 3% no começo do pregão, mas perderam fôlego com as primeiras notícias do leilão, recuando mais de 5% no pior momento, diante de preocupações com a trajetória de endividamento da empresa. A ausência de ofertas da companhia para os outros dois blocos e comentários do presidente-executivo da empresa, de que a Petrobras utilizará caixa para completar pagamento de bônus de leilão tiraram as ações das mínimas. Para o gestor de portfólio Guilherme Foureaux, sócio na Paineiras Investimentos, a bolsa ficou “no zero a zero” na sessão, apesar do ruído gerado pelo leilão de petróleo. Ele citou que a ausência de investidores estrangeiros decepcionou a expectativa de fluxo de dólares para o país, mas para a Petrobras pode ter sido um bom negócio no médio prazo. Analistas do Itaú BBA também avaliaram que o resultado do megaleilão adicionou valor à Petrobras, embora eleve o endividamento da companhia, postergando assim os planos de elevação na taxa de remuneração a acionistas.  “Nada grave sob a ótica estrutural, nem para Petrobras nem para o governo. O baque inicial da bolsa foi a ausência do investidor estrangeiro”, afirmou o analista Raphael Figueredo, da Eleven Financial, em comentários a clientes. A JBS ON recuou 5,24%, no segundo pregão seguido no vermelho, mas ainda acumula em 2019 valorização em torno de 140%.  Na véspera, quando a ação fechou em baixa de 3,87%, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, pediu a rescisão dos acordos de delação premiada firmados pelos ex-executivos Joesley Batista, Wesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva em alegações finais encaminhadas ao Ministro Edson Fachin, do STF.

REUTERS

Poupança tem resgate líquido de R$247,2 mi em outubro, diz BC

A caderneta de poupança registrou um resgate líquido de 247,2 milhões de reais em outubro, informou o Banco Central nesta quarta-feira

No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), os saques superaram os depósitos em 350,6 milhões de reais, enquanto na poupança rural houve depósitos líquidos no valor de 103,3 milhões de reais. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a poupança registrou saída líquida total de 6,310 bilhões de reais. Em 2018, a aplicação teve depósitos líquidos de 38,260 bilhões de reais até dezembro.

REUTERS

EMPRESAS

JBS compra dona da mortadela Marba

Com duas fábricas em São Paulo, empresa fatura cerca de R$ 350 milhões

A JBS anunciou na quarta-feira a aquisição do Frigorífico Marba, empresa conhecida no Estado de São Paulo pela mortadela. Com fábricas nos municípios paulistas de São Bernardo do Campo e Taquaritinga, a companhia fatura em torno de R$ 350 milhões por ano. O Marba foi fundado em 1961 em um pequeno galpão no bairro paulistano do Ipiranga. A aquisição do ainda depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e foi feita por meio da Seara, divisão de negócios da JBS que reúne as operações de carnes de frango, suína e alimentos processados no mercado brasileiro. Na década de 1990, Marba chegou a ser uma das marcas mais importantes do país no mercado de mortadela, mas perdeu relevância após uma ofensiva da Perdigão. Segundo uma fonte que conhece a indústria de embutidos, divergências familiares atrapalharam a gestão da Marba, que não conseguia crescer. No comunicado enviado na quarta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a JBS não informou o valor da aquisição. O negócio não tem impacto material sobre a gigante das carnes, cuja receita líquida supera R$ 190 bilhões por ano.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Chinesa Cofco comprará US$100 mi em carne suína da Danish Crown em 2020

A Cofco, conglomerado agrícola estatal da China, afirmou nesta quarta-feira que fechou acordo para comprar 100 milhões de dólares em carne suína da produtora europeia Danish Crown em 2020, visando amenizar a escassez doméstica da proteína após um amplo surto de peste suína africana no país

As duas companhias assinaram um acordo preliminar durante a China International Import Expo, realizada em Xangai. A Cofco disse em comunicado que o acordo a ajudará a diversificar as origens de suas importações e a variedade de produtos, além de fazer de suas aquisições mais sustentáveis. Lars Albertsen, Diretor de vendas da Danish Crown, disse que ainda não foram acertados os volumes, mais que a venda foi “um dos maiores negócios que fizemos por aqui em muito, muito tempo”. Ele acrescentou que o acordo pode ser ampliado, considerando a grande necessidade chinesa. “Há uma escassez de carne suína, então é provável que isso (venda) vá se tornar ainda maior”, disse o executivo à Reuters. Maior exportadora de carne suína da Europa, a Danish Crown já fez diversos negócios com a Cofco neste ano, o que a tornou uma fornecedora preferencial, afirmou Albertsen.

REUTERS

Carne bovina: Depois de 50 anos, China pode virar maior cliente da Austrália

País asiático está prestes a ultrapassar Japão e EUA no ranking anual dos maiores importadores de carne bovina australiana

Nos últimos 50 anos, apenas os Estados Unidos e o Japão disputaram a posição de maiores clientes anuais dos exportadores de carne bovina da Austrália. No entanto, a China está bem próxima – são apenas dois meses para o fim de 2019 – de se tornar o cliente “número um” em volume embarcado, considerando os 12 meses do ano, segundo artigo publicado pelo portal australiano Beef Central. Seria impossível compreender esse marco histórico lá no início do ano, diz o texto, mas a epidemia da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na China mudou radicalmente a conjuntura do comércio internacional de carnes (incluindo a bovina). Nos últimos quatro meses, os embarques australianos para a China excederam os do Japão. Em outubro, o gigante asiático comprou 30.724 toneladas de carne bovina da Austrália, volume mensal recorde e 7,6% acima do registrado em setembro. “Os volumes de outubro foram quase o dobro do observado na mesma época no ano passado”, ressalta o artigo. Nos dez meses encerrados em outubro, a China importou 231.577 toneladas de carne bovina australiana, quase 100.000 toneladas, ou 75%, acima da quantidade verificada em igual período de 2018. Enquanto o Japão permanece na frente da China no calendário anual, os importadores chineses estão, rapidamente, diminuindo essa diferença, acrescenta o texto. Os japoneses compraram, até outubro, 242.553 toneladas de carne bovina australiana – ainda cerca de 11.000 toneladas na frente da China. As exportações mensais de outubro para o Japão atingiram 25.058 toneladas, 5.700 toneladas atrás do volume embarcado para a China. Já os Estados Unidos, que por um logo período nas últimas três décadas têm sido o maior cliente de carne bovina da Austrália, inevitavelmente terminarão o ano de 2019 ficando atrás do Japão e da China, considerando o volume embarcado. As exportações de outubro para os EUA atingiram 21.843 toneladas, 9% a mais que no mesmo período do ano passado, enquanto o volume acumulado até o momento é de 209.326 toneladas, um aumento de 5% em relação ao ano passado.

PORTAL DBO

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment