CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1116 DE 06 DE NOVEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1116| 06 de novembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo segue firme

Mercado do boi gordo está forte, das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, a cotação subiu em 23 delas, na última terça-feira (5/11)

Em São Paulo, a cotação subiu 0,6% na comparação dia a dia. Destaque para os bovinos que atendem o mercado chinês, para os quais há ofertas de compra de até R$5,00/@ acima da referência. As cotações à vista vigentes são: R$172,00/@ bruto; R$171,50/@ bruto sem o Senar; R$169,50/@ livre de Funrural e Senar. O mercado atacadista de carne bovina com osso está em alta desde meados de setembro. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$11,61/kg, maior valor nominal registrado. Os bons volumes exportados favorecem o quadro de um mercado interno enxuto, portanto, valorizações não estão descartadas.

SCOT CONSULTORIA

Preços firmes no mercado de reposição

A oferta reduzida de animais de reposição continua sendo o principal fator de firmeza do mercado

No acumulado de outubro, os preços dos animais para reposição tiveram alta de 3,0%, considerando a média dos machos anelorados de todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria. As altas continuam puxadas pelas categorias mais eradas, para giro rápido.  Destaque para Mato Grosso do Sul, com alta de 7,9% desde o início de outubro. Já na comparação semanal, os preços dos animais para reposição valorizaram 1,3%, considerando todos os estados e categorias pesquisadas. Para o curto prazo, com a pouca oferta, associada à regularização das chuvas, além do mercado do boi gordo ganhado força, a expectativa é de que o mercado de reposição continue trabalhando em alta.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: Preços sobem em MT e aliviam margens da indústria

Com preços em alta no atacado, frigoríficos sentem menos o impacto da alta do boi gordo

Segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o valor médio dos cortes com osso do atacado aumentou 6,3% em outubro em relação a setembro, fechando em R$ 12,21/kg. A maior valorização foi observada no corte traseiro sem osso, com 10,7%, seguido da carcaça casada, com 7,9%, e do traseiro com osso, com alta de 7,4%. Com esses aumentos, informa o Imea, o equivalente físico do atacado apresentou incremento de 5,1% no período, o que representa uma arroba de R$ 146,60, ou seja, valor 0,57% acima da média da arroba do boi gordo no Mato Grosso. “Este cenário de sustentação de alta nos preços é positivo, pois pode indicar que a demanda tem conseguido absorver o repasse da alta nos preços do boi gordo”, destaca o Imea. Para os próximos meses, esta conjuntura pode perdurar, visto que o consumo de carne bovina é tipicamente maior nesse período, devido à proximidade das festividades de fim de ano, acrescenta. O boi casado encerrou outubro com valor médio de R$ 11,50/kg no atacado paulista, acumulando alta mensal de 8,5%, informa a Agrifatto. Com isso, o spread (diferença de preços entre a carne bovina vendida no atacado e a arroba do boi gordo), fechou outubro em 2,1% – maior taxa desde junho último, quando alcançou 4,2%, de acordo com cálculos da consultoria. Na segunda-feira, 4/10, o indicador Esalq/B3/Cepea fechou em R$ 167,25/@, com recuo de 1,4% no comparativo diário. Nos últimos meses, os preços do boi gordo subiram mais fortemente no Estado de São Paulo em relação ao movimento de alta registrado no Mato Grosso. Com isso, o diferencial de base MT-SP (diferença entre o valor do Indicador Esalq/B3/Cepea, à vista, no Estado de São Paulo e os preços praticados nas praças pecuárias do Mato Grosso) atingiu -12,1%, o segundo maior deste ano e ligeiramente acima da média histórica, de 11,7%, informou Marianne Tufani, analista de bovinocultura de corte do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

PORTAL DBO

“Decepcionada”, Tereza Cristina avalia se reunir com secretário americano para tratar de carne bovina

EUA resistem em reabrir mercado para o produto in natura do Brasil

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que ficou “um pouco decepcionada” com a negativa dos Estados Unidos em reabrir o mercado para a carne bovina in natura brasileira. Ela disse vai avaliar a necessidade de pedir uma reunião para tratar do assunto com o Secretário de Agricultura americano, Sonny Perdue, em viagem que fará aos EUA no dia 17. A carne bovina in natura do Brasil está barrada nos EUA há mais de dois anos, por causa da detecção de carregamentos do produto com abscessos (inflamações). A decisão de manter o veto foi resultado de uma inspeção técnica realizada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em unidades brasileiras de produção de carne cujo relatório foi entregue ao Ministério da Agricultura na quinta-feira da semana passada. “Fiquei um pouco decepcionada, achei que tínhamos cumprido todas as etapas. Mas isso é mercado internacional, é assim que funciona. Manda quem está comprando. Vamos ver o que pode ser feito e revisto”, afirmou. A Ministra não comentou a especulação de que a reabertura está condicionada à implementação, pelo Brasil da cota para a importação de 750 mil toneladas de trigo de fora do Mercosul sem tarifa, o que deve beneficiar os EUA. A ministra não confirmou se haverá uma nova inspeção americana a frigoríficos brasileiros, mas destacou que é preciso cumprir as exigências feitas pelos compradores. “Eles querem rever alguns pontos. Como eu já estava com uma viagem marcada para os Estados Unidos, vou ver exatamente se é necessário ou não ter uma conversa com o Secretário de Agricultura americano para a gente ver isso. Os Estados Unidos são um excelente mercado, vamos reabrir sim. Vamos ver o que está precisando do dever de casa, o que faltou”, disse Tereza.

VALOR ECONÔMICO

China deve habilitar mais frigoríficos

BRF, Seara e Aurora podem estar em nova lista de Pequim

Os exportadores brasileiros estão animados com a possibilidade de que a China habilite mais uma leva de frigoríficos para exportar ao país. No setor privado, a expectativa é que um anúncio ocorra ainda no curto prazo. Companhias como BRF, JBS e Aurora devem aparecer na nova lista do país asiático. Na semana passada, autoridades chinesas inspecionaram, por meio de videoconferência, abatedouros de frangos, suínos e bovinos do Brasil, disseram quatro fontes ao Valor. Conforme uma das fontes, as indústrias avícolas mais perto de serem habilitadas por Pequim pertencem à Seara, da JBS, à Zanchetta e à Unitá, sociedade entre as cooperativas Copacol, Coagru e Cooperflora. No caso da carne suína, Aurora, BRF e Seara estariam bem posicionadas. O otimismo com a ampliação do acesso ao mercado chinês coincide com a proximidade da cúpula dos Brics, que ocorrerá na semana que vem em Brasília. O Presidente chinês, Xi Jinping, virá ao país para o encontro. Na avaliação de uma fonte, o mandatário poderá chegar ao Brasil já com o presente anunciado. No Ministério da Agricultura, a ordem tem sido evitar previsões sobre os anúncios de Pequim. Assim, evita-se transmitir às autoridades chinesas a impressão de que Brasília estaria fazendo pressão. Em julho, o Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes, chegou a prever que a China liberaria dezenas de frigoríficos em “dez dias”, o que não se confirmou. À época, Pequim chegou a enviar um documento criticando a pressão. Na indústria frigorífica, as habilitações chinesas geram ansiedade devido ao imenso potencial de vendas. De acordo com um executivo de uma das maiores agroindústrias exportadoras, o preço médio de alguns cortes de suínos com embarque para a China programado para dezembro saem por US$ 5 mil a tonelada. Há um ano, esses itens eram vendidos por US$ 2 mil.

VALOR ECONÔMICO

MP é saída para renegociação de dívidas do Funrural, diz Tereza Cristina

Segundo a Ministra da Agricultura, a medida seria temporária até a tramitação da reforma tributária, que deve trazer o perdão do passivo

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu a edição de uma medida provisória (MP) para cobrir uma “lacuna” na renegociação de dívidas antigas do Funrural. Segundo ela, um novo Refis do tributo deve ser incluído pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante as negociações da reforma tributária. Como não há previsão para que a proposta tramite no Congresso, a MP seria uma saída aos agropecuaristas que não aderiram ao refinanciamento no passado. “O Ministro (da Economia, Paulo) Guedes me disse que, para um novo Refis, tem de esperar a reforma tributária, onde poderá haver espaço para colocar essa remissão”, afirmou. “Mas há uma lacuna, porque os que não aderiram ao Refis lá atrás não conseguem a CND (Certidão Negativa de Débitos), estão com problemas de crédito e essa MP seria temporária até sair o principal”, completou a ministra após participar do Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária, em Brasília (DF).

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Ibovespa tem leve queda puxado por Petrobras e JBS

O principal índice da B3 fechou em leve baixa na terça-feira, sob pressão das ações de JBS e Petrobras, movimento parcialmente contrabalançado por ganhos de ações financeiras

O Ibovespa fechou em queda de 0,06%, a 108.719,02 pontos. O giro financeiro da sessão somou 20,8 bilhões de reais. Com o cenário internacional tranquilo, as atenções do mercado se voltaram para o noticiário local, que foi extenso. Em Brasília, o Presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregaram três Propostas de Emendas à Constituição (PEC) do novo pacto federativo ao Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).  “Não existe nenhuma chance de alguma dessas propostas tramitar ainda esse ano”, afirmou a corretora BGC, acrescentando que o evento foi um ato político, sem efeito prático. Investidores também repercutiram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, divulgada pela manhã. Nela, o BC reiterou que deve cortar o juro básico em 0,5 ponto percentual em sua próxima e última reunião do ano. Na agenda corporativa, o destaque negativo foi JBS, que caiu forte após o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, ter pedido rescisão dos acordos de delação premiada firmados por ex-executivos da companhia. Também pressionando o Ibovespa, as ações da Petrobras recuaram, um dia antes do leilão do pré-sal. A JBS ON despencou 3,87%.

REUTERS

Dólar fecha em queda frente ao real na véspera de mega leilão da cessão onerosa

O dólar caiu ante o real na terça-feira, com a moeda brasileira entre as de melhor desempenho no dia entre seus pares, com os mercados digerindo o pacote econômico apresentado pelo governo, na véspera do mega leilão dos excedentes de petróleo da cessão onerosa

A valorização do iuan e de outras divisas sensíveis a questões comerciais, como won sul-coreano, também ajudou a alimentar o apetite por moedas de risco, a exemplo da brasileira. O dólar à vista fechou em baixa de 0,47%, a 3,9932 reais na venda. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez recuava 0,54%, a 3,9970 reais, por volta de 17h30. O dólar chegou a operar 4,0250 reais na máxima do dia, marcada perto das 10h, antes de inverter a tendência. No leilão marcado para quarta-feira as empresas podem pagar até 106,5 bilhões de reais em bônus de assinatura para blocos que o Brasil diz que podem conter até 15 bilhões de barris de óleo equivalente não explorados. O Morgan Stanley estima que 8,5 bilhões de dólares devem ingressar até o fim do ano, mas analistas do banco não descartam subsequentes fluxos de coparticipação ao longo de todo o ano de 2020. Também repercutiu o plano econômico entregue ao Senado nesta terça-feira, com o Ministério da Economia prevendo a liberação de até 50 bilhões de reais para investimento em dez anos com a chamada PEC Emergencial, que aciona gatilhos de ajuste fiscal no caso de descumprimento da regra de ouro, que faz parte do pacote.

REUTERS

Expansão do setor de serviços do Brasil perde força em outubro, diz PMI

O ritmo de crescimento do setor de serviços do Brasil perdeu força em outubro diante de uma desaceleração na produção, embora a entrada de novos trabalhos tenha alimentado as contratações, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na terça-feira

Segundo o IHS Markit, o PMI de serviços brasileiro foi a 51,2 em outubro, de 51,8 em setembro. O setor mostrou crescimento da produção pelo quarto mês seguido, já que números acima de 50 indicam crescimento, mas o ritmo foi o mais lento nesse período. As empresas que citaram expansão falaram em fortalecimento das condições da demanda. A categoria de Finanças e Seguros liderou o aumento nas vendas, mas houve declínios em Transporte e Armazenamento e em Serviços Imobiliários e Empresariais. Houve ainda alguma contribuição dos mercados externos, com as novas encomendas para exportação subindo apenas pela segunda vez no ano. As evidências segundo a pesquisa são de um nível de turismo maior e maior demanda internacional pelos serviços brasileiros. As vendas encorajaram as contratações entre os fornecedores de serviços em outubro, em alta pelo terceiro mês seguido. O crescimento do emprego bateu uma máxima em mais de quatro anos e meio.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Seara, da JBS, fecha venda de miúdos suínos à China

A Seara Alimentos, empresa do grupo JBS, concluiu a sua primeira negociação para a venda de miúdos suínos para a China depois de o país asiático ter habilitado unidades brasileiras para exportação na véspera

Segundo a JBS, a Seara fechou acordo para envio de 400 toneladas para à China. “A produção partirá, em breve, diretamente de Santa Catarina, Estado de origem das duas unidades da companhia recém- habilitadas para exportação para o país asiático”, disse a JBS em nota à Reuters. A China, que lida com uma redução da oferta de carne devido ao impacto da peste suína africana, habilitou sete unidades de Santa Catarina, segundo informou o Ministério da Agricultura na véspera. As exportações brasileiras de carne suína têm recebido especial impulso dos embarques à China, que ampliou as importações de brasileiros em 76% em agosto. As outras unidades autorizadas a exportar miúdos incluem uma planta da BRF, duas da Cooperativa Central Aurora Alimentos e outras duas da Pamplona Alimentos.

REUTERS

Mercado de frango tem alta no atacado

O início do mês trouxe otimismo para o setor com expectativa de aumento da demanda no mercado interno

No atacado, a carcaça teve alta de 8,1% ou R$0,35 por quilo na última semana, estando cotada, em média, em R$4,65 por quilo. Nas granjas de São Paulo, porém, os preços permaneceram nas mesmas bases. A ave terminada segue cotada, em média, em R$3,30 por quilo. Para os próximos dias, o mercado deve se manter firme.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Relatório aponta alto risco de entrada do vírus da peste suína em 8 países da Europa

Documento enfatiza a importância de adesão às medidas de controle do vírus na região

Relatório divulgado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) identificou oitos países do Sudeste da Europa com maior potencial de risco de contaminação e disseminação da doença da peste suína africana (ASF). São eles: Albânia, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Grécia, Kosovo, Montenegro, Macedônia do Norte e Eslovênia. Um nono país, a Sérvia, também foi citada pela EFSA na mesma lista. No entanto, durante o período de pesquisa (julho de 2019), um caso de ASF foi confirmado na região. Ainda de acordo com o relatório, as chances de a doença se espalhar para a região Oeste dos outros países-membros da União Europeia são muito baixas (0-15%). O documento da ESFA ainda enfatiza a “importância de adesão às medidas de controle do vírus (em vigor na União Europeia desde 2014”), que dizimou o rebanho de porcos da China e de outros países asiáticos.

PORTAL DBO

Carne: Canadá vai retomar exportações para a China

Retomada representa um aparente alívio nas tensões entre Canadá e China

Os embarques de carne canadense para China serão retomados, após uma pausa de mais de quatro meses motivada por preocupações de Pequim com certificados de exportação falsificados, anunciou na terça-feira o Primeiro-Ministro canadense, Justin Trudeau, no Twitter. A retomada representa um aparente alívio nas tensões entre Canadá e China. A relação entre os dois países está estremecida desde a prisão, em dezembro do ano passado, da Diretora Financeira da companhia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, a pedido do governo norte-americano. Após o episódio, a China prendeu dois cidadãos canadenses alegando questões de segurança nacional, proibiu a importação de canola canadense e adotou maior rigor na inspeção de produtos agrícolas importados do Canadá. No fim de junho, Pequim pediu que o Canadá suspendesse todos os embarques de carne que tinham como destino a China, após descobrir certificados falsificados de exportação em alguns carregamentos de carne suína. Gary Stordy, Diretor de Assuntos Públicos no Conselho Canadense de Carne Suína, disse na terça-feira que autoridades canadenses forneceram informações a seus colegas chineses mostrando que o processo de emissão de certificados foi melhorado.

ESTADÃO CONTEÚDO

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