CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1115 DE 05 DE NOVEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1115| 05 de novembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Arroba do boi gordo sobe até R$ 4 em um dia devido à oferta restrita

Segundo a Safras & Mercado, os frigoríficos atuam de maneira agressiva na compra de gado, principalmente para boi padrão China e Europa

As cotações da arroba do boi gordo no mercado físico registraram altas de até R$ 4 no fechamento da segunda-feira, 4, segundo levantamento da Safras & Mercado. “Os frigoríficos atuam de maneira agressiva na compra de gado, principalmente para boi padrão China e Europa. O quadro de restrição de oferta permanece como principal justificativa para a pressão de alta”, afirma o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a expectativa é de continuidade deste movimento no curto prazo, avaliando o ápice do consumo ao longo do último bimestre do ano. Em Minas Gerais, a arroba do boi gordo passou de R$ 164 para R$ 168. Na praça de São Paulo, foi de R$ 173 para R$ 175. Já em Mato Grosso do Sul, os preços subiram de R$ 162 para R$ 165 por arroba. Em Goiânia (GO) e Mato Grosso, as cotações seguiram estáveis, a R$ 160 e R$ 155, respectivamente. Os preços da carne bovina também subiram. “As exportações em bom nível favorecem o enxugamento do mercado doméstico, aumentando a propensão a reajustes”, disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 14 por quilo, contra R$ 13,55 por quilo na sexta-feira. A ponta de agulha passou de R$ 8,95 por quilo para R$ 9,25 por quilo, enquanto o corte dianteiro subiu para R$ 9,40 por quilo.

Safras & Mercado

EUA pedem mais informações sobre carne bovina do Brasil e mantêm veto ao produto

Os Estados Unidos solicitaram informações adicionais ao governo brasileiro sobre a carne bovina do Brasil e estabeleceram que uma nova inspeção à indústria terá que ser realizada, antes de eventual liberação de embarques do produto in natura aos norte-americanos, segundo informações do Ministério da Agricultura na segunda-feira

Um relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) foi disponibilizado ao governo brasileiro na última quinta-feira, mas as informações frustraram representantes do governo de Jair Bolsonaro. O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou a jornalistas que o governo não esperava a manutenção de veto dos EUA. “A nossa expectativa é de que esse veto não se mantivesse”, disse o porta-voz. “O que nós sabemos de momento é… de uma nova inspeção, mas temos todas as capacidades, já as apresentamos a nossos interlocutores, e a expectativa é que muito pronto esse mercado esteja aberto”, acrescentou ele. Para tentar convencer o governo dos EUA a liberar o produto do Brasil, maior exportador global de carne bovina, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, marcou uma viagem ao país para o próximo dia 17, quando deverá se encontrar com o Secretário de Agricultura norte-americano, Sonny Perdue. Os EUA suspenderam as importações de carne bovina in natura do Brasil em meados de 2017, após a detecção de inconformidades nas importações, na esteira de um escândalo de fiscalização sanitária, que envolveu pagamento de propinas por empresas a fiscais. Em meio às negociações para voltar a exportar carne bovina in natura, o Brasil já concordou em conceder uma cota de 750 mil toneladas em importações de trigo isenta de tarifas para todos os países, incluindo os EUA, normalmente os principais fornecedores dos brasileiros fora do Mercosul. A cota, contudo, ainda não foi regulamentada. Além disso, em outro aceno aos EUA, o Brasil elevou em setembro para 750 milhões de litros, ante 600 milhões anteriormente, uma cota para importações anuais de etanol sem tarifa. Os EUA são os principais exportadores de etanol para o Brasil.

REUTERS

Coreia do Sul pode começar a importar carne bovina de MT em 2020

País já importa carne suína do Sul do Brasil e está finalizando a análise de risco para a importação do MT

A Coreia do Sul deve começar a importar carne bovina de Mato Grosso a partir de 2020, segundo avaliação feita pelo Cônsul-Geral do país, Hak You Kim. Em reunião com o Governador do Estado, Mauro Mendes, na última quinta-feira, 31 de outubro, Kim destacou que a Coreia do Sul está finalizando a análise de risco para a importação do produto mato-grossense. “A Coreia do Sul já importa carne suína do Sul do Brasil e estamos finalizando a análise de risco para a importação de carne bovina. Com o acordo de livre comércio com o Mercosul, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2020, já devemos iniciar este comércio, especialmente com Mato Grosso”, afirmou o diplomata. Em setembro, sete frigoríficos do Mato Grosso foram habilitados pelo governo chinês para exportar ao país. “Isso mostra que temos todas as prerrogativas para fornecer o produto para os países asiáticos, com condições de sanidade e qualidade”, disse, em nota, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, César Miranda.

PORTAL DBO

Sebo bovino é segunda matéria-prima na produção de biodiesel

O sebo bovino hoje é visto como uma matéria estratégica na cadeia produtiva do biodiesel, com a participação atual de cerca de 13% da produção global deste biocombustível no Brasil

E, com a expectativa de aumentar a demanda por esse produto da indústria da reciclagem animal, com a perspectiva do aumento gradual da mistura no diesel que hoje é de 11% para 15%.  Dessa forma, há uma estimativa de que o sebo bovino passe de 600 mil toneladas ano para próximo de um milhão de toneladas ano de biodiesel utilizando essa matéria-prima. Cleber Soares, Diretor Executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa afirmou, “esta expectativa é muito boa para toda cadeia agropecuária bovina, principalmente para o setor final. “Espera-se um aumento de 50% na quantidade de sebo bovino usada na produção de biodiesel”. As matérias-primas usadas na produção de biodiesel em 2018 foram de 70,07% a partir do óleo de soja, sendo o sebo bovino a segunda mais consumida, com participação de 13,12%. Desse total da gordura bovina, em termos de região, o Norte é o que mais tem inserção, cerca de 37%, sendo 33,76% no Sudeste, 24,45% no Nordeste, 13,99% no Sul e 5,96% no Centro-Oeste. Gorduras como a de suínos 2,13 e de aves 0,83 tiveram menor participação, e do material graxo de origem animal no mesmo patamar de sebo bovino, aproximadamente 13%. Por causa da composição química da gordura bovina, explica a pesquisadora da Embrapa Agroenergia Itânia Soares, as usinas produtoras de biodiesel costumam utilizar até 20% dessa gordura em mistura com os óleos vegetais para evitar a solidificação do biocombustível.

EMBRAPA

Medida provisória vai sugerir novo refis para dívidas do Funrural

Bancada do agro, no entanto, ainda espera solução para o impasse até o fim do ano

Informações dos bastidores políticos, apuradas pelo jornal Valor Econômico, garantem que o novo Secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, já prepara uma nova medida provisória para abrir mais uma proposta de refis que renegocie dívidas do Funrural, estimadas em R$ 11 bilhões. A MP, que deve ser editada nas próximas semanas, teria o apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes, e vai sugerir que produtores de todo país façam adesão ao refis ainda este ano e comecem a pagar as dívidas em parcelas mensais a partir de janeiro de 2020, nos padrões do último modelo vigente. A ideia é que o novo refis também ofereça descontos sobre juros e multas incidentes sobre as dívidas com o Funrural e dê até 15 anos para devedores pagarem seus débitos. A equipe do Canal Rural entrou em contato com o deputado federal Jerônimo Goergen, integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária, que participou de reuniões em que o Ministro Paulo Guedes teria considerado a possibilidade de perdoar ou trabalhar com descontos altos das dívidas de produtores rurais. Goergen nos enviou um vídeo onde fala que a bancada do agro espera uma definição para o impasse até o fim do ano.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha acima de R$ 4 com força da moeda no exterior

O dólar fechou em alta na segunda-feira, voltando a ficar acima dos 4 reais, seguindo a força da moeda norte-americana no exterior a despeito do dia mais favorável aos mercados globais de ações

O dólar à vista BRBY fechou em alta de 0,43%, a 4,0121 reais na venda. A moeda chegou a cair para 3,9760 reais na venda (-0,48%) logo após a abertura, para depois se estabilizar em torno de 3,99 reais e posteriormente ganhar força na parte da tarde. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez DOLc1 tinha ganho de 0,63%, a 4,0215 reais, às 17h17. O dia foi marcado por recordes em Wall Street .SPX e na bolsa brasileira .BVSP, em meio ao otimismo quanto a um acordo comercial entre China e Estados Unidos. Mas esse fator não foi suficiente para amparar moedas pelo mundo, com os dólares australiano AUD= e neozelandês NZD=, o peso mexicano MXN= e a lira turca TRY= —algumas das moedas de risco mais líquidas— cedendo terreno frente ao dólar. Enquanto isso, o índice do dólar contra uma cesta de seis rivais do G10 .DXY subia 0,32%, acelerando os ganhos na parte da tarde.

REUTERS

Ibovespa segue otimismo no exterior

O Ibovespa renovou a máxima de fechamento na segunda-feira, mesmo tendo desacelerado no final, em sessão marcada pelo otimismo internacional com a possibilidade de um acordo comercial entre Estados Unidos e China

O Ibovespa subiu 0,54%, a 108.779,33 pontos. O volume financeiro da sessão somou 18,67 bilhões de reais. No primeiro dia com fechamento em novo horário (18h00 no horário de Brasília) o Ibovespa registrou o maior nível intradia, a 109.352,13 pontos. A possibilidade de acordo entre EUA e China animou os mercados, com o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, dizendo no domingo que não havia razão para que o acordo não esteja no caminho certo para ser assinado ainda este mês. O Ministério das Relações Exteriores da China disse que o presidente Xi Jinping e Donald Trump têm estado em contato, mas não detalhou quando e onde Xi poderá encontrar Trump. Mercados globais reagiram com otimismo. Os índices europeus atingiram o nível mais alto em quase 2 anos, e bolsas norte-americanas registraram recordes. O S&P 500 avançou 0,37%. No plano doméstico, a atenção é dividida com a temporada de balanços trimestrais, com Itaú Unibanco publicando seus resultados após a sessão. Para analistas da XP Investimentos, os resultados do terceiro trimestre serão relativamente fracos, em geral, impactados pelo cenário econômico desafiador. A JBS ON teve alta de 3,11%. A China habilitou sete fábricas de Santa Catarina para exportação de miúdos suínos ao país, disse a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina. BRF ganhou 3,13% e MARFRIG avançou 1,2%.

REUTERS

Em pequeno ajuste de projeções, economistas passam a ver crescimento do PIB de 0,92% este ano

Economistas fizeram apenas pequenos ajustes em suas projeções econômicas no relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, vendo crescimento ligeiramente maior em 2019, na terceira semana seguida de variação positiva

O levantamento semanal apontou que a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano foi a 0,92%, de 0,91% antes, permanecendo em 2,00% para 2020. Para a inflação, as contas permaneceram inalteradas — alta de 3,29% do IPCA neste ano e de 3,60% no próximo. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Após o BC reduzir na semana passada a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, a 5% ao ano, o cenário para a política monetária permaneceu o mesmo no Focus. Na visão dos especialistas, a Selic deve terminar tanto este ano quanto o próximo a 4,5%. O BC indicou com clareza que deverá repetir a dose em sua próxima decisão, em meio a um quadro de fraqueza na economia e baixa inflação, e a ata da reunião na terça-feira deve dar mais clareza sobre o pensamento da autoridade monetária. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a taxa básica de juros a 4,5% em 2019 e a 4,00% em 2020.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Aval chinês a miúdos de suínos DE SC

Sete unidades brasileiras foram habilitadas pelo país asiático

Sete frigoríficos de Santa Catarina já têm sinal verde para exportar miúdos de suínos à China. São duas plantas da Seara (controlada pela JBS), duas da catarinense Aurora, duas da Pamplona Alimentos e uma da BRF. As unidades já eram habilitadas para a venda de carne suína e, agora, podem ampliar o leque de produtos embarcados para o país asiático. O anúncio do aval chinês foi feito na manhã de ontem pela Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, pelo Twitter, e as empresas habilitadas foram posteriormente confirmadas por comunicado divulgado pela Pasta. De janeiro a setembro, as exportações de miúdos de suínos alcançaram 50,2 mil toneladas de janeiro a setembro, e renderam US$ 55,8 milhões. Com a abertura do mercado chinês, o Brasil poderá exportar mais pés, língua, focinho, máscara, orelha e rabo de suínos. A China é o principal destino da carne suína brasileira. Os embarques alcançaram 156,6 mil toneladas entre janeiro e setembro de 2019, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. Atualmente, o principal comprador de miúdos em geral do Brasil é Hong Kong, segundo dados do Comex Vis, da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. De janeiro a setembro deste ano foram exportadas, no total, 167,6 mil toneladas desses produtos – de aves, suínos, bovinos -, dos quais 81% foram para Hong Kong. Depois aparecem Egito, Angola e Costa do Marfim.

VALOR ECONÔMICO

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