CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1114 DE 04 DE NOVEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1114| 04 de novembro de 2019


NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado comprador

Mercado firme e em alta. Na sexta-feira (1/11), a cotação do boi gordo subiu em 11 das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria

Em São Paulo, a cotação livre de Funrural subiu 0,3% na comparação dia a dia, considerando o preço à vista. Nos últimos trinta dias, a alta foi de 4,3%. Destaque para o Sul de Minas Gerais, que, no acumulado de outubro, a arroba do boi gordo teve alta de 5,3% e fico cotada em R$157,50 à vista e livre de Funrural. Na média de todas as regiões pesquisadas, a arroba do boi gordo subiu 6,0% nos últimos trinta dias, considerando o preço à vista. O mercado está comprador.

SCOT CONSULTORIA

Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde em outubro, mostra Secex

As exportações de carne bovina in natura do Brasil atingiram máximas históricas para um único mês em outubro, mostraram na sexta-feira dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Os embarques da proteína somaram 160,1 mil toneladas no mês, superando o recorde anterior de 150,7 mil toneladas, registrado em setembro de 2018, de acordo com dados compilados pela Reuters. A demanda pela carne bovina brasileira disparou em 2019, especialmente com compras da China, afetada pela peste suína, o que tem sustentado os preços.

REUTERS

Estatal da Indonésia não prevê importações de carne bovina do Brasil este ano

A agência estatal de compras de alimentos da Indonésia, Bulog, provavelmente não utilizará sua permissão para importar 30 mil toneladas de carne bovina do Brasil este ano, devido ao suprimento interno adequado de importações de outros países, disse seu Diretor-Executivo na sexta-feira

A Indonésia autorizou compras de dez unidades brasileiras no início deste ano, e as licenças para o envio de carne bovina congelada foram emitidas para a Bulog e duas outras empresas estatais, no total de 50 mil toneladas. “Em termos de tempo, não é possível… É melhor fazê-lo no próximo ano, pois calculamos nossas necessidades”, disse o CEO da Bulog, Budi Waseso, em entrevista coletiva.  “A carne de búfalo da Índia é abundante e adequada e as importações da Austrália também são abundantes”, acrescentou. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, mas a Indonésia, a maior economia do sudeste da Ásia, geralmente compra a maior parte de sua carne e gado da vizinha Austrália e Nova Zelândia. A Indonésia abriu seu mercado para a carne bovina brasileira este ano em troca da exportação de seus frutos para o país sul-americano. Jacarta também importa carne de búfalo da Índia como substituto da carne bovina. Os dados da Bulog em outubro mostraram que a empresa usou 55% de sua cota de 100.000 toneladas de importação de carne de búfalo indiana este ano.

REUTERS

Demanda chinesa ajuda frigoríficos a compensar alta do boi gordo

No terceiro trimestre, preço do gado aumentou quase 7%. Recentemente, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) alertou que os preços da carne terão de subir, à medida em que a produção abasteça mais o mercado internacional. Conforme Lygia Pimentel, da Agrifatto, no ano que vem as exportações podem abocanhar 25% da produção brasileira de carne bovina. Geralmente, essa fatia fica em 20%

A demanda externa aquecida, sobretudo da China, ajudou a indústria brasileira de carne bovina a compensar a forte valorização do boi gordo, matéria-prima responsável por 80% do custo de produção dos frigoríficos, no terceiro trimestre. Os resultados do período serão divulgados pelas principais empresas do setor — JBS, Marfrig e Minerva Foods — em meados de novembro. Dados preliminares do Ministério da Agricultura compilados pela Minerva mostram que, no terceiro trimestre, os abates de bovinos em plantas fiscalizadas pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF) somaram 5,78 milhões de cabeças, o que representa uma diminuição de 10% ante igual período do ano passado. Parte da queda se deve à maior concentração de abates no terceiro trimestre de 2018, devido ao “represamento” gerado pela greve dos caminhoneiros, que aconteceu em maio. De qualquer forma, a menor oferta de gado se traduziu em preços. Conforme o indicador Esalq/B3 para o boi gordo no Estado de São Paulo — referência para o restante do país —, o preço médio do animal pronto para o abate alcançou R$ 155,2 por arroba no terceiro trimestre, valorização de 6,9% na comparação anual. Na avaliação de Lygia Pimentel, Diretora da consultoria de pecuária Agrifatto, a oferta de boi gordo tende a ser mais restrita devido à inversão do ciclo pecuário. Depois de uma fase de maior abate de vacas, os pecuaristas devem reter as fêmeas para estimular o rebanho. Nesse cenário, os frigoríficos terão de pagar mais caro pelo gado também em 2020, avaliou a analista. Pelas projeções da Agrifatto, os preços do boi gordo alcançarão os R$ 195 por arroba em outubro do ano que vem. Trata-se de uma valorização de 15% na comparação com o atual patamar de preços. Na última sexta-feira, o indicador Esalq/B3 estava em R$ 169,55 por arroba.

VALOR ECONÔMICO

Rebanhos de bovinos e bubalinos devem ser vacinados a partir de sexta-feira contra febre aftosa

Os estados de Santa Catarina e Paraná estão liberados da vacinação contra a doença

Os criadores de bovinos e bubalinos devem vacinar aproximadamente 87 milhões de animais, durante a nova etapa de vacinação contra a febre aftosa, que se inicia na maior parte do país, a partir de sexta-feira (1ª). Atualmente o rebanho total do país é de 216 milhões de cabeças. A maioria das unidades federativas deve vacinar animais com idade de até 24 meses, com exceção dos estados do Acre, Amapá e Espírito Santo, que precisam vacinar o rebanho de todas as idades, conforme o calendário nacional de vacinação contra a aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esta fase de vacinação é histórica, já que será a primeira vez, desde a instituição das etapas de imunização no país, que o estado do Paraná não irá vacinar seus animais, seguindo o Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). O programa prevê a ampliação gradual de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país. Além do Paraná, o estado de Santa Catarina, uma zona livre de febre aftosa sem vacinação desde 2007, não participa desta etapa.

MAPA

Baixa oferta de animais para reposição e preços firmes em Mato Grosso

No geral, em Mato Grosso, a oferta restrita tem dado sustentação aos preços dos animais de reposição

Desde o início do ano, considerando a média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria, o preço subiu 17,0%. As altas foram puxadas pelas categorias mais jovens. Destaque para o bezerro de desmama anelorado, que, em janeiro, estava cotado em R$1,2 mil, e, atualmente, está cotado em R$1,37 mil. Alta de 13,6% no período. Já a cotação do bezerro de ano anelorado subiu 11,1%, no mesmo período. Atualmente a categoria está cotado em R$1,48 mil.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar começa novembro em leve queda com foco em exterior

O dólar começou novembro em queda, para pouco abaixo de 4 reais na esteira de uma sexta-feira positiva e marcada por recordes em Wall Street, por esperanças sobre acordo comercial entre Estados Unidos e China

No mercado interbancário, o dólar caiu na sexta-feira 0,35%, a 3,9950 reais na venda. Na semana, a cotação recuou 0,36%, depois de devolver 2,67% na semana anterior. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez cedia 0,58%, a 4,0010 reais. O dólar não perdeu valor apenas frente ao real. A moeda norte-americana cedia frente a 29 de 33 importantes pares nesta sessão, pressionada pela demanda por ativos mais arriscados (e que oferecem mais retorno). Pelo mesmo motivo, o iene —divisa comumente demandada em tempos de incerteza— tinha a segunda maior desvalorização nos mercados de câmbio nesta sessão. O mercado se animou com notícias, em várias frentes, sobre progressos nas negociações comerciais entre EUA e China. Da pauta local, as atenções seguem voltadas para os leilões do pré-sal a ocorrer no começo do mês —evento já na mira dos agentes financeiros e que contribuiu para o recente alívio na taxa de câmbio.  “O maior ingresso (8,5 bilhões de dólares) deve vir no quarto trimestre, uma vez que os contratos sejam assinados, mas vemos subsequentes fluxos de coparticipação ao longo de todo o ano que vem”, disseram estrategistas do Morgan Stanley em nota.

REUTERS

Ibovespa avança 0,9%, com menor temor de recessão global

O principal índice da bolsa paulista avançou na sexta-feira, com menores temores de uma recessão global, diante de dados econômicos melhores que o esperado de Estados Unidos e China

Após ter operado no vermelho durante parte da sessão, o Ibovespa reverteu na esteira da melhora em Wall Street e subiu 0,91%, a 108.195,63 pontos. Na semana, o índice avançou 0,77%. O giro financeiro da sessão somou 20,7 bilhões de reais. Após renovar máximas históricas em outubro, o Ibovespa testou novos recordes intradia, com agentes reiterando perspectivas otimistas para o mercado acionário doméstico. “Acreditamos que ainda há espaço para a continuidade desse movimento”, afirmou equipe da BB Investimentos, prevendo que o Ibovespa atingirá 120 mil pontos nos próximos 12 meses. A criação de vagas de trabalho nos EUA desacelerou menos que o esperado em outubro, enquanto a atividade industrial da China expandiu no ritmo mais forte em mais de dois anos, aliviando temores de uma recessão econômica global. Também acalmando investidores, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disseram que fizeram progresso em várias questões s na sexta-feira com o Vice-Premiê da China, Liu He, sobre um acordo comercial provisório

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Balança comercial brasileira tem pior outubro em cinco anos, com superávit de US$1,206 bi

A balança comercial brasileira registrou superávit de 1,206 bilhão de dólares em outubro, dado mais fraco para o período desde 2014 (-1,188 bilhão de dólares), impactado por queda acentuada nas exportações

Em outubro, as exportações caíram 20,4% sobre igual mês do ano passado, pela média diária, a 18,231 bilhões de dólares. Houve retração generalizada em todos os setores, com queda de 26,5% em manufaturados, 20,6% em semimanufaturados e 15,3% em básicos. Em apresentação, o Ministério da Economia apontou que, numa análise produto a produto, as exportações em outubro foram afetadas principalmente pelas quedas nas vendas de petróleo em bruto (-1,6 bilhão de dólares), em meio à diminuição das cotações internacionais e do baixo crescimento da produção doméstica. Outros destaques negativos ficaram com o aço manufaturado (-499 milhões de dólares), em meio à menor demanda dos Estados Unidos e cotações também mais baixas, e diminuição das exportações de soja em grão (-294 milhões de dólares), por menor apetite chinês pela commodity. Já na ponta das importações, houve ligeiro aumento de 1,1% em outubro sobre um ano antes, a 17,025 bilhões de dólares. De um lado, houve acréscimo em bens intermediários (9,3%) e bens de capital (7,5%). Em contrapartida, caíram as compras de combustíveis e lubrificantes (-29,2%) e bens de consumo (-8,9%). No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a balança comercial ficou positiva em 34,823 bilhões de dólares, recuo de 27,4% sobre igual etapa de 2018.

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Crescimento da indústria do Brasil perde força no início do 4º tri, mostra PMI

A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria do Brasil caiu a 52,2 em outubro, de 53,4 em setembro, mas ainda assim permaneceu pelo terceiro mês seguido acima da marca de 50, que separa crescimento de contração

A melhora das condições econômicas e o fortalecimento da demanda levaram à expansão das encomendas à indústria, embora o ritmo tenha sido o mais fraco desde julho. A produção cresceu em outubro pelo terceiro mês, mas em velocidade menor do que em setembro. Embora o volume total de novos trabalhos tenha aumentado, as vendas ao exterior contraíram pelo segundo mês em outubro, com indícios de fraqueza da demanda da Argentina e do Paraguai. “Ainda que o comércio global permaneça fraco, foi a fraqueza nas vendas para países da América do Sul que mais impactou as encomendas internacionais, de acordo com as empresas monitoradas”, disse a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima. O emprego se manteve estável, mas a criação sólida de vagas foi compensada por cortes em empresas que se focaram em medidas de redução de custos. Já os custos de produção aumentaram ainda mais no mês, devido principalmente à depreciação do real contra o dólar, e a taxa de inflação chegou à máxima de cinco meses. Para proteger suas margens, os produtores elevaram os preços de venda para o maior patamar desde junho. Em relação ao otimismo, o nível do sentimento positivo caiu a mínima em três meses.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva diz que mercado doméstico melhorou no 3º tri

O mercado doméstico brasileiro de carne bovina apresentou “sensível melhora” no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018, disse a Minerva Foods em comunicado sobre o panorama de mercado divulgado na semana passada

A melhora no cenário ocorreu principalmente no mês de agosto, com aumento no consumo neste mês do dia dos pais. O preço do equivalente físico (proporção dos cortes do dianteiro + traseiro + ponta de agulha para equivaler-se à carcaça bovina) ficou em R$ 10,35 no terceiro trimestre, 7% acima do registrado no mesmo período do ano passado. A Minerva disse que a diferença de preços entre a carne bovina e as carnes de frango e suína diminuiu no período, já que a menor disponibilidade interna destas duas últimas resultou em aumento de preços. O preço médio da carne suína ficou em R$ 4,87/kg, 38% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Já o preço médio da carne de frango foi de R$ 7,96/kg, alta de 22% ano a ano. “Nesse contexto, o achatamento do diferencial de preço ante a proteína bovina deve incentivar o consumo doméstico de carne bovina ao longo dos próximos meses”, disse a Minerva no comunicado. A Minerva vai divulgar os seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre em 12 de novembro.

CARNETEC

INTERNACIONAL

“Peste suína africana já pode estar na América do Norte”

Falando no webinar Global Meat News sobre a epidemia, o Dr. Scott Dee, da Pipestone Veterinary Services, disse acreditar que o ASF já está na América do Norte, apesar das melhores autoridades para impedir que ele chegue ao continente

“As chances de manter o vírus fora da América do Norte são muito pequenas. Importamos muitos produtos da China nos quais o vírus pode sobreviver. Meu palpite é que o vírus já entrou no país e o entra regularmente no nível do porto. O que temos a nosso favor é que ele não pulou para porcos, então não o vimos replicar. Acho que estamos sendo bombardeados com isso no nível do porto.” Se atingir a América do Norte, Dee disse que teria um impacto dramático no setor. “Estamos [analistas] estimando uma perda de US $ 16 bilhões para a indústria agrícola dos EUA no primeiro ano, não poderemos exportar carne de porco e haverá impacto em outras proteínas”. Ele aconselhou os produtores a “elevar a biossegurança aos níveis mais altos”, a fim de evitar a propagação da doença. Durante o webinar, o Diretor de Carnes da GIRA Rupert Claxton explicou que haverá um declínio de 18 milhões de toneladas na China este ano, com previsão de 6 milhões de toneladas para 2020. Ele alertou que, embora isso proporcione uma oportunidade de vender carne de porco para a China nos próximos cinco anos, não duraria para sempre.

GlobalMeatNews.com

FAO eleva para 7,054 milhões o número de animais eliminados por peste suína

O número representa um aumento de 100 mil animais em relação ao levantamento anterior da organização

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou na sexta-feira, 1º de novembro, que 7.054.417 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana. O número representa um aumento de 100 mil animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 24 de outubro. O aumento se deve principalmente ao número de suínos descartados no Vietnã, que passou de 5,6 milhões para 5,7 milhões. É a pior condição em termos de número de animais levados ao abate sanitário. No país, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, a epidemia atingiu 63 províncias desde o relato da doença, em 19 de fevereiro. A FAO informou ainda que seis novos focos da doença foram detectados no continente. Dos novos casos, quatro foram verificados na Coreia do Sul, um na China e um no Vietnã. Com a atualização, a FAO estima 580 focos da doença espalhados pela Ásia, ante 574 do relatório anterior. No levantamento desta sexta, a FAO incluiu também a identificação de quatro novos focos da doença na Coreia do Sul. O Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais do país informou que desde que a doença foi notificada, três cidades foram atingidas, com 32 focos detectados e 54,1 mil animais eliminados. Na China, um novo foco foi identificado na província de Yunnan, levando ao sacrifício de 15 suínos. O país tem a situação mais crítica em termos de extensão, com 161 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong.

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