CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1111 DE 30 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1111| 30 de outubro de 2019

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Alta nos preços da carne é inevitável, diz Abrafrigo

O crescimento das exportações, habilitação de novas plantas de frigoríficos para comércio exterior, além da a abertura de novos mercados e a oferta atualmente restrita estão provocando o aumento nos preços da carne bovina, principalmente a partir de agosto passado

“É uma situação de mercado, que fortalece todo o setor da pecuária e sua cadeia produtiva – do criador às empresas – e que é inevitável diante da procura pelo produto brasileiro, já que há muito tempo não ocorriam elevações nos preços ao consumidor”, explica o Presidente Executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), Péricles Salazar. Segundo ele, tradicionalmente, as exportações de carne bovina representam aproximadamente 20% da produção total do país, mas no momento este percentual está sendo ultrapassado pelas compras da China e Rússia que voltaram a habilitar novos frigoríficos brasileiros para exportarem àqueles mercados. Além disso, estão surgindo novos clientes importantes como Turquia e Indonésia. Segundo levantamento da ABRAFRIGO, do mês de agosto deste ano em diante este movimento de subida de preços foi se acentuando lentamente até atingir o momento de ser irreversível a partir de outubro. “Neste espaço de tempo de três meses os preços da carne bovina evoluíram 25% e não há como deixar de repassar estas elevações ao consumidor, pelo menos enquanto a oferta de bois continuar restrita, o que deverá se manter por algum tempo como consequência do aumento das exportações”, afirmou Péricles Salazar.

ESTADÃO CONTEÚDO/GLOBO RURAL/ZERO HORA/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/REUTERS/PORTAL TERRA/PORTAL DBO/AGROEMDIA/CANAL RURAL/PECUARIA.COM.BR

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo firme

No fechamento da última terça-feira (29/10), a cotação do boi gordo subiu em 15 das 32 praças pesquisadas. A oferta limitada de boiadas e as exportações em bom ritmo explicam esse cenário

Em São Paulo, as cotações permaneceram estáveis na comparação dia-a-dia. O boi gordo ficou cotado em R$167,50/@, a prazo e livre de Funrural. Destaque para o Sudeste de Mato Grosso, onde a cotação do boi gordo subiu 1,7% no mesmo período. Isso se deve a oferta restrita de animais terminados, e, para atender a demanda de início de mês, as indústrias tiveram que ofertar preços acima da referência. No acumulado de outubro, a cotação do boi gordo valorizou 4,5%, considerando a média de todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o preço subiu 7,6% desde o início do mês. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$11,26/kg. Para o curto prazo, a expectativa é de que a baixa disponibilidade de animais terminados mantenha o mercado com os preços firmes.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição em alta

A pouca oferta de animais de reposição na maior parte das praças pesquisadas pela Scot Consultoria justifica o cenário de alta do mercado

Tomando o início do mês como referência, os preços dos animais de reposição valorizaram 1,7%. Já na comparação com a semana anterior, o aumento foi de 0,7%, considerando a média dos machos anelorados de todos os estados pesquisados. As altas foram puxadas pelas categorias mais eradas para giro rápido. Destaque para o Pará e o Mato Grosso do Sul, onde o boi magro valorizou 2,7% e 2,6%, respectivamente, na última semana. Em São Paulo e Mato Grosso, a maior procura pela mesma categoria resultaram em alta de 1,9% e 1,0%, na sequência, no mesmo período. A volta gradativa das chuvas na maior parte dos estados nos últimos dias tem dado ânimo aos compradores, e conforme a capacidade de suporte das pastagens vai melhorando, o mercado de reposição deve seguir aquecido. Em médio prazo, com o retorno definitivo do período das águas associado a baixa disponibilidade de animais, há possibilidade de maiores valorizações.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar volta a fechar acima de R$4 antes de decisões de juros nos EUA e no Brasil

O dólar fechou em alta na terça-feira, voltando a ficar acima dos 4 reais conforme o mercado se acomodou na véspera de aguardadas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos

No mercado interbancário, o dólar encerrou esta terça em alta de 0,28%, a 4,0032 reais na venda. Na B3 —onde as operações com derivativos vão até as 18h—, o contrato de dólar futuro mais negociado mostrava elevação de 0,25%, a 4,0015 reais, por volta de 17h11. A leve alta da moeda nesta sessão manteve o padrão do mercado deste mês, que alterna alguns dias de quedas com sessões de modestos ganhos. Esta terça marcou o segundo dia consecutivo em que a cotação evitou fechar abaixo de sua média móvel linear de 100 dias, indicador técnico acompanhado pelo mercado. “Nos atuais patamares alguma estabilização de curto prazo pode ser vista”, disse Karen Jones, analista do Commerzbank, que vê as taxas de 3,9843 reais e 4,0502 reais como respectivos níveis imediatos de suporte e resistência. Qualquer valorização mais forte do real deve ser limitada pela perspectiva de queda da Selic, que diminui o retorno da moeda doméstica em relação a outras divisas. Pela pesquisa Focus, do Banco Central, o mercado prevê taxa de 4,00 reais tanto ao fim de 2019 quanto no encerramento de 2020.

REUTERS

Ibovespa recua após recorde, antes de decisões de política monetária na 4ª-feira

O principal índice da bolsa paulista recuou na terça-feira, refletindo a cautela dos mercados globais, com investidores de olho no intenso noticiário corporativo, e aguardando decisões sobre política monetária marcadas para a quarta-feira

Após ter atingido nova máxima de fechamento na véspera, o Ibovespa caiu 0,58%, a 107.556,26 pontos. O volume financeiro da sessão somou 15,1 bilhões de reais. As quedas do setor financeiro pesaram no índice, mas o recuo no Ibovespa foi mitigado por papéis da Petrobras. Os agentes aguardam para quarta-feira decisão do Copom sobre política monetária. A previsão majoritária é de corte 0,5 ponto percentual na Selic, para 5% ao ano. Nos EUA, a estimativa dominante é de que o Federal Reserve corte o juro do país em 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa para um intervalo entre 1,5% a 1,75%. Juros mais baixos melhoram a atratividade da renda variável, e a queda da Selic a sucessivas mínimas históricas tem sido citada por analistas como fator para a alta do Ibovespa. Nos EUA, o Presidente Donald Trump disse que o banco central precisa seguir outros países com juros negativos. A BRF ON avançou 0,28%. A empresa anunciou acordo preliminar com autoridade da Arábia Saudita para a construção de uma fábrica de produtos processados de frango no país. No setor, Marfrig recuou 0,09%, e JBS cedeu 0,77%.

REUTERS

EMPRESAS

BRF faz acordo para fábrica na Arábia Saudita

A BRF anunciou na terça-feira acordo preliminar com a autoridade de investimento da Arábia Saudita, Sagia, para a construção de uma fábrica de produtos processados de frango no país

O valor projetado de investimento da BRF no empreendimento é de 120 milhões de dólares, segundo comunicado da dona das marcas Sadia e Perdigão ao mercado. A companhia ainda não estabeleceu a capacidade da nova unidade, que produzirá empanados, marinados, hambúrgueres entre outros produtos. O anúncio da BRF foi feito durante viagem do Presidente Jair Bolsonaro ao Oriente Médio, que tem entre os objetivos superar a desavença diplomática travada com nações árabes no ano passado devido a uma proposta de transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. Na terça-feira, Bolsonaro respondeu sobre as expectativas para um encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Porém, ele abandonou a entrevista ao ser questionado sobre a resposta dada pelo Ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, a respeito de um vídeo publicado na conta oficial de Bolsonaro no Twitter que retrata o STF entre instituições que seriam ameaças a ele. No Oriente Médio, a BRF tem 5 fábricas e 11 centros de distribuição, além de mais de 6 mil funcionários.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Seguro avícola inédito é assinado no Ministério da Agricultura

O Mato Grosso é o primeiro estado brasileiro a contar com um seguro para cobrir as atividades dos avicultores. Cerca de 120 milhões de aves no estado serão seguradas

O seguro foi assinado na terça-feira (29) pela Associação Matogrossense de Avicultura (Amav/Fesavi), as seguradoras Proposta e FairFax e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O evento ocorreu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a participação da ministra Tereza Cristina. A apólice faz parte do Programa de Seguro Sanitário para a Avicultura do Mato Grosso: Influenza Aviária e Doença de Newcastle. Com um sistema verticalizado em um modelo integrado de produção, o Brasil é o único dentre as grandes nações produtoras que nunca registrou focos de influenza aviária em seu território. É, também, livre da Doença de Newcastle. Segundo o Secretário Executivo da Amav, médico veterinário Lindomar Rodrigues, o seguro dará tranquilidade aos criadores em relação à presença de aves migratórias no estado. De acordo com ele, os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás demonstraram interesse no seguro avícola. Rodrigues adiantou que existem estudos para implantação de seguros sanitários de bovinos e suínos. Na prática, além da modalidade convencional de apólices ou certificados emitidos para cada produtor, foi desenhado um plano de proteção destinado exclusivamente aos fundos indenizatórios, que cobrem eventuais perdas dos criadores com doenças. O seguro vai garantir aos fundos a capacidade financeira para indenizar os criadores também em caso de emergências sanitárias. A reserva inicial do fundo será de R$ 20 milhões, mas o setor trabalha com uma necessidade de R$ 320 milhões.

MAPA

Suíno vivo mantém alta nos principais produtores

Em Santa Catarina, maior produtor brasileiro, o quilo do animal chegou a R$ 5,01 nesta semana
Os preços do suíno vivo nos principais estados produtores mantêm trajetória de alta, de acordo com os dados da bolsa de suínos regionais. No Paraná, o quilo pago pelo animal vivo chegou a R$ 5,10 nesta semana, segundo a Associação Paranaense de Suinocultores (APS). A alta foi de 3,45% em relação ao último levantamento, feito no dia 18 deste mês. Na comparação com janeiro de 2019, quando o animal era cotado a R$ 3,90, a valorização do suíno vivo no território paranaense foi de 30%. Em Santa Catarina, maior produtor brasileiro, o quilo do animal chegou a R$ 5,01 nesta semana, de acordo com a Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). Houve um aumento de 2,04% no intervalo de 11 dias. Contudo, o valor era R$ 3,82 em janeiro. A valorização, nesse caso, foi de 31,15%. O preço do suíno vivo também teve alta no Rio Grande do Sul, embora ainda não tenha passado a faixa dos R$ 5. Em valorização de 3,11% de 18 para 29 de outubro, o quilo chegou a R$ 4,97. Em janeiro, eram R$ 3,87. Neste caso, a valorização ao longo de 2019 foi de 28,4%. Os números são da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). O maior preço pago pelo quilo de suíno é o de São Paulo. Segundo a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), nesta semana o animal vivo é comercializado a R$ 5,49. É o mesmo valor do levantamento anterior. Em Goiás e em Minas Gerais, o quilo do animal vendido vivo está em R$ 5,40. Os valores são os mesmos praticados em 18 de outubro. Houve valorização de 2,17% do suíno vivo em Mato Grosso, passando de R$ 4,14 para R$ 4,23 no comparativo. No Distrito Federal, o quilo do suíno chegou a R$ 5,25. Era R$ 5,01 em 18 de outubro, o que significou alta de 4,79%.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

Produção chinesa de carne suína deve cair 60% no 4º tri

É que prevê o banco de investimentos japonês Nomura

A produção de carne suína da China deverá cair 60% no quarto trimestre deste ano na comparação com igual período do ano passado, estima o banco de investimento japonês Nomura. O declínio é consequência da epidemia de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês), que já dizimou mais de 40% do plantel de porcos do país asiático, o maior do mundo. O banco considera que a atual crise de produção de carne suína na China está afetando diretamente o crescimento econômico do país. Na análise, o Nomura diz que o recuo trimestral do setor de suínos tende a reduzir em cerca de 0,12 ponto percentual o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. O banco estima que a produção de carne suína representa aproximadamente 1% do PIB do país.

Dow Jones Newswires

Turquia cortou emissão de licenças para importação de gado vivo

As autoridades turcas decidiram reduzir a emissão de licenças para importação de gado em pé em todo o mundo, confirmou o Presidente da União dos Exportadores de Gado Permanente do Uruguai

Rodrigo González disse que a medida foi finalizada na última sexta-feira, 25 de outubro. E ele explicou que o objetivo do governo turco é “regular o mercado, a oferta e os preços”. Ele explicou que “não é a primeira vez que isso acontece”, porque na Turquia “eles estão sempre tentando regular o mercado, geralmente não se dão bem, mas é o que procuram fazer todos os anos”. De qualquer forma, Gonzalez disse que as autoridades turcas respeitarão as licenças emitidas até 25 de outubro, que terão um tempo máximo de carregamento em 30 de novembro.

El País Digital

Exportações de carne bovina da Argentina batem recorde com US$ 2 bilhões

No total, foram enviadas 572,1 mil toneladas ao mercado internacional

As exportações argentinas de carne bovina bateram recorde financeiro no acumulado dos nove primeiros meses do ano, informou na terça-feira, 29 de outubro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca do país. No total, foram enviadas 572,1 mil toneladas ao mercado internacional, gerando divisas de US$ 2 bilhões ao país – maior valor registrado na série histórica. Entre os produtos exportados, 26% foram cortes resfriados, enviados principalmente para União Europeia e Chile. O restante, composto por carne congelada, teve como principal destino a China, com 88% do produto vendido a um preço 8,6% maior na comparação com 2018. Apesar do resultado histórico, contudo, o governo argentino reconhece que precisa diversificar a cesta de produtos enviadas à China. Enquanto cortes congelados representaram 5,3 mil toneladas a um valor de US$ 3.200 por tonelada, os cortes resfriados, a um preço médio quase quatro vezes maior (US$ 12.000 por tonelada), somaram apenas 60 toneladas. De acordo com dados da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra) a China já concentra quase 73% do total de carne bovina exportado pelo país. Em 2005, quando a Argentina também registrava exportações recordes, a Rússia, principal destino da carne argentina, respondia por cerca de um terço das vendas internacionais argentinas.

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